Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

22 fevereiro 2017


   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
29ª Parte

(29)  WALTER BISHOP Jr.      Com Art Blakey......aos 20 anos     (Resenha curta)

O pianista de JAZZ e compositor norte-americano WALTER BISHOP Jr. nasceu no dia 04 de outubro de 1927 em New York, vindo a falecer de ataque cardíaco em 24 de janeiro de 1998 aos 70 anos no “Veterans Affairs Medical Center”, em Manhattan, ainda com sua mãe viva e deixando viúva e 02 irmãs (Marian e Beverly). 
BISHOP nasceu em família de músicos, com o pai Walter Bishop, Sr. tendo obtido algum êxito como compositor. 
Como colegas de adolescência teve a companhia de alguns futuros músicos importantes, tais como Art Taylor, Sonny Rollins e Kenny Drew, entre outros.
BISHOP cresceu no Harlem e cedo deixou os estudos tradicionais para dedicar-se a tocar em bandas de dança, até que com 18 anos em 1945 prestou serviço militar na “Army Air Corps”. Ainda no serviço militar em 1947 e estando baseado em St. Louis, chegou a participar de excursões com músicos ligados ao “Bebop”. 
No final de 1947 e já desligado do serviço militar BISHOP retornou a New York e passou a integrar o grupo de Art Blakey - foram mais de 03 meses e sua primeira gravação.
Desenvolveu-se no “Bebop” participando de “jam-sessions” no “Minton’s Playhouse” e ainda em 1949 gravou com Stan Getz e com Milt Jackson.
De 1950 e até 1953 BISHOP atuou seguidamente com Charlie Parker, tendo gravadas algumas dessas atuações, a saber:
- pela primeira vez em 17/maio/1950 no “Birdland”, New York, em sexteto (Parker no sax.alto, "Fats" Navarro no trumpete, Tommy Potter no contrabaixo, Roy Haynes na bateria, Jimmy Scott no vocal e BISHOP no piano substituindo Bud Powell), nos temas “Embraceable You”, “Cool Blues” e “52th Street Theme”;
- no dia seguinte em uma “jam” (10 minutos e 56 secundos) com Parker no alto, trompetes de “Fats” Navarro e Miles Davis, Brew Moore no tenor, Curley Russel no baixo e Art Blakey na bateria, também no “Birdland” (New York) e no tema “Conception/Deception”;
- em 1951 nos dias 17/janeiro e 12/março em estúdio de New York, em 22 e 24/março e 07/abril no “Birdland” com seção de cordas (“Easy To Love”, “Rocker”, “Jumpin’ With Symphony Sid”, “Just Friends”, “Everything Happens To Me”, “East Of The Sun”, “Laura”, “Dancing In The Dark”, “What Is This Thing Called Love”, novamente “Laura”, “Repetition”, “They Can’t Take That Away From Me” e “Easy To Love”), em 12/abril no “Christy’s Restaurant” em Massachusetts e no mês de junho na Filadelfia / Pensilvania no “Veterans Administration Hospital”;
- em 1952 nos dias 23/janeiro (estudio em New York), 26/setembro (“Rockland Palace” em New York) e 14/novembro (“Carnegie Hall” em New York, com cordas);
- em 1953 nos dias 30/janeiro (“Estudio WOR” de New York) e 30/março (“Bandbox” de New York), sua última gravação com Parker.
Ainda assim e entre 1951 e 1953 BISHOP atuou e gravou com Kai Winding, Miles Davis e Oscar Pettiford.
Data desse período o cativeiro de BISHOP nas drogas, que levaram-no a perder seu “Cabaret Card”, uma nefasta prisão felizmente superada mais adiante.
Voltou a gravar em 1956 com Hank Mobley. 
Interessante assinalar que BISHOP havia assumido seu nome islâmico, Ibrahin Ibn Ismail, mas não o utilizava comercialmente; foi época em que muitos e muitos músicos de JAZZ, particularmente os negros, aderiram ao islamismo como forma de bucar escapar do segregacionismo.
Em 1959 e após largo período afastado ele atua com Allen Eager, Jackie McLean e Philly Joe Jones, em 1960 com Curtis Fuller e no final desse mesmo ano BISHOP montou seu próprio trio, recrutando Jimmy Garrison para o contrabaixo e G. T. Hogan para a bateria.
Ainda no final de 1960 ele retornou aos “bancos escolares”, ingressando na “Juilliard Scholl”(estudou com Ida Elkan, Rudolph Schramm e Hall Overton), chegando no final da década de 1970 e já estabelecido na California ao estudo da teoria musical em Los Angeles e a estudar nos anos 1980 na “University Of Hartford”.
Gravou com diversas bandas e orquestras da Califórnia, com o espetacular “Supersax” (sempre “retornando” a Parker) e com Blue Mirchell. 
Simultaneamente às suas participações nos festivais e clubes de New York, BISHOP escreveu o livro “A Study In Fourths”, baseado na improvisação em ciclos de quartas e quintas.
A partir de 1961 ele iniciou sua fase de gravações como líder e para diversas etiquetas, a saber e entre outras: em 1961 Speak Low para Black Lion mais tarde Milestones, em 1965 The Walter Bishop Jr. Trio / 1965 para a Prestige mais tarde Summertime, em 1972 Coral Keys para a Black Jazz, em 1974 Valley Land para a Muse, em 1976 Old Folks para o selo East Wind, em 1977 Soul Village para a Muse, em 1979 Hot House novamente para a etiqueta Muse, em 1988 Just In Time para a Pony Canyon, em 1991 Midnight Blue para o selo Red, em 1994 What's New para a DIW, para citar as mais significativas..
Em 1963 BISHOP ao lado de Les Spann e de Sam Jones inaugura o “Five Spot Café”.
Em 1964 ele realiza temporada com Terry Gibbs. 
De 1972 em diante BISHOP dedicou-se ao ensino musical e à composição, com eventuais apresentações como “sideman” em novas formações para gravações.
Como “sideman” desde 1949 (então e como já indicado anteriormente, com Milt Jackson e Zoot Sims) e até 1978 (com Curtis Fuller em “Fire and Filigree” pelo selo “Bee Hive”), BISHOP atuou para Gene Ammons, Art Blakey, Rocky Boyd, Miles Davis, Kenny Dorham, John Handy, Ken McIntyre, Jackie McLean, Blue Mitchell, Hank Mobley, Oscar Pettiford, Charlie Rouse e Sonny Stitt, entre outros.
Bem na contramão de muitos “boppers” e ao invés de frases curtas, incisivas, BISHOP nos mostra ao piano longas sequências de notas repletas de frases melódicas; “inventa” nos tempos mais complexos, mantendo modo singular de acompanhamento (claro, uma “herança” de suas atuações com Parker); sendo um acompanhante de muitas escolas, em algumas ocasiões quase “monkiano”, antecipando notas e mostrando a direção para o solista, realça-lhe o ritmo, sem copiá-lo ou limitar-se a ser mero acompanhante.
Para avaliar e desfrutar com clareza o “pianismo” de BISHOP e além das gravações anteriormente indicadas, ouça-se o magnífico “LP” duplo “I Remember Bebop” (CBS, “Jazz Collector Series”, 1979, gravações de 02 até 05/novembro/1977), em que ele executa 03 faixas (“Star Eyes”, “Au Privave” e “Ornithology”) dentro do rótulo “Walter Bishop Jr. Plays Charlie Parker”, acompanhado por Bob Cranshaw ao baixo e Al Foster na bateria; uma perfeição “parkeriana”.
A importância desse “LP” deve ser ressaltada sob vários aspectos: (a) excelentes notas nas duas capas internas (Henrey Renaud), (b) perfeito nível de gravação e, (c) principalmente, pelos demais 07 pianistas incluídos nos dois “LP’s”, a saber, “Al Haig Plays Dizzy Gillespie”, “Duke Jordan Plays Tadd Dameron”, “John Lewis Plays John Lewis”, “Sadik Hakin Plays Charlie Parker”, “Barry Harris Plays Thelonius Monk”, “Tommy Flanagan Plays Bud Powell” e “Jimmy Rowles Plays Miles Davis Nonet” - uma grandeza !

Retornaremos nos próximos dias

UM ÍCONE DA MPB

21 fevereiro 2017

Olhando minhas papeladas velhas, encontrei uma reportagem sobre o falecimento de um grande ícone da nossa Música Popular Brasileira, Victor Assis Brasil.
Falecendo muito precocemente, aos 35 anos, ele nos deixou uma pequena mas excelente discografia no que tange a sua técnica, sua sonoridade e versatilidade nas improvisações. Resolvi prestar minha homenagem deste grande músico de quem sempre fui um grande fã. Tive o enorme prazer de, num show na sala Sidney Miller junto com o grande amigo Lula, de participar de um papo maravilhoso no camarim ao final do show. Ali também estava a cantora Lenita Bruno. Tirei algumas fotos que guardo com grande carinho. Minha homenagem vai num programa que criei e postei e coloco o link abaixo. Espero que vocês gostem. 
Forte abraço.

http://www.podcastgarden.com/episode/a-magia-da-msica-01-victor-assis-brasil_99282


CRÉDITOS DO PODCAST # 349

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA
TOM HARRELL
Tom Harrell (tp,flh), Ambrose Akinmusire (tp), Charles Altura (gt), Ugonna Okegwo (bx), Johnathan Blake (bat)
CIRCUIT (Tom Harrell) 
Hoboken, NJ, 30/agosto/2015
TRAVELIN' (Tom Harrell)
MOSE ALLISON
Mose Allison (pi), Addison Farmer (bx) e Ronnie Free (bat)
PROMENADE (Mose Allison)
New York, 18/abril/1958
OLD DEVIL MOON
(E.Y. Harburg / Burton Lane)
BUDDY DEFRANCO
Don Fagerquist (tp), Buddy DeFranco (cl, ldr), Georgie Auld (st), Victor Feldman (vib), Carl Perkins (pi), Barney Kessel (gt), Leroy Vinnegar (bx) e Stan Levey (bat)
A SMOOTH ONE
(Benny Goodman)
Los Angeles, 29/outubro/1957
FLYING HOME
(Benny Goodman / Lionel Hampton / Sydney Robin)
ROBERTA GAMBARINI
Roberta Gambarini (vcl) e Hank Jones (pi)
THEN I'LL BE TIRED OF YOU
(E.Y. Harburg
 / Arthur Schwartz)
New York, 27/setembro/2005
JUST SQUEEZE ME
(Duke Ellington / Lee Gaines)
LOUIS HAYES
Nat Adderley (cnt), Yusef Lateef (st), Barry Harris (pi), Sam Jones (bx) Louis Hayes (bat, ldr)
BACK YARD (Barry Harris)
New York, 26/abril/1960
TEEF (Yusef Lateef)
CHARLIE WATTS
Henry Lowther, Gerard Presencer (tp,flh), Mark Nightingale (tb), Peter King (sa), Evan Parker(st) , Julian Arguelles (sbar), Anthony Kerr (vib), Brian Lemon (pi), Dave Green (bx) e Charlie Watts (bat/ldr)         
LITTLE WILLIE LEAPS
(Miles Davis)
Live at Ronnie Scott's, Londres, 14/junho/2001

DAN MORGENSTERN: VIVENDO COM JAZZ

19 fevereiro 2017























O célebre crítico de jazz e escritor Dan Morgenstern, recentemente publicou um trabalho intitulado "Living With Jazz: A Reader" e foi publicado por Pantheon Books.
Este escritor e comentarista, ex-editor da revista Down Beat, ganhou oito Grammys para as notas escritas em álbuns de jazz e tem sido uma das figuras jornalísticas especializada no jazz, mais importante por cerca de cinco décadas. Atualmente é também o director do respeitado Instituto de Estudos de Jazz da Universidade Rutgers.
A antologia possui 700 páginas incluindo retratos e entrevistas em profundidade feitas ao longo dos anos com a maioria dos principais músicos da história do jazz, bem como ensaios, relatórios, comentários de álbuns e concertos famosos e notas sobre jazz. É uma crônica de pouco mais de meio século do gênero.
Morgenstern era um amigo próximo de figuras como Louis Armstrong e Duke Ellington, entre outros, e mais do que "crítico" no sentido geral da palavra, é um amante do jazz, destacando em toda a sua literatura o aspecto positivo e digno de nota da música de jazz. Ele escolheu ignorar o medíocre e ruim. Devido a isso seus poucos comentários negativos foram imensamente temidos, contudo não foi essa sua tendência como comentarista.
Dan Morgenstern nasceu na Alemanha em 1929 e se mudou para os EUA em 1947. Além da prestigiosa revista Down Beat (que dirigiu) escreveu para a Jazz Journal, Metronome e inúmeros jornais.
Em 2007 ele recebeu o Prêmio Jazz Masters NEA, um dos maiores prestígios de concessões dos EUA.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

P O D C A S T # 3 4 9

17 fevereiro 2017

CHARLIE WATTS
TOM HARRELL

MOSE ALLISON 
ROBERTA GAMBARINI








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14 fevereiro 2017

Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
28ª Parte
(28)  RICHARD “MUHAL” ABRAMS         Estilo ? ? ?  Todos       (Resenha curta)      
O pianista e compositor norte-americano Richard Abrams (chegou a tocar também sintetizador, clarinete, oboé, violoncelo e percussão) nasceu em Chicago / Illinois em 19/setembro/1930 e até completar 43 anos (1973) atuou exclusivamente na “wind city”.
Estudou na “DuSable High Scholl”, em 1946 estudou música clássica na “Roosevelt University”, de 1947 até 1951 estudou no “Musical College” e realizou seus primeiros trabalhos em 1950, criando arranjos para o pianista King Fleming.
ABRAMS escutou e estudou as gravações de Art Tatum, de Charlie Parker, de Thelonious Monk e de Bud Powell, concentrando-se muito nas composições e nos arranjos de Duke Ellington e de Fletcher Henderson - uma senhora "escola".
Em 1955 passou a integrar o grupo “Modern Jazz Two + 3”, ao lado de Paul Serano (trumpete), Nick Hill (sax.tenor), Bob Cranshaw (contrabaixo) e Walter Perkins (bateria).
Tornou-se um dos pianistas mais procurados como acompanhante pelos músicos que vinham a Chicago, destacando-se, entre outros, Sonny Rollins, Gene Ammons, Miles Davis, Zoot Sims, Roland Kirk, Dexter Gordon e Johnny “Little Giant” Griffin, o que demonstra a sua já comprovada capacidade e projeção.
Realizou temporada com Eddie Harris e trabalhou experimentalmente com Donald Rafael Garrett.
Com 31 anos e em 1961 montou grande orquestra que denominou “Experimental Band”, o berço da “AACM” (Association For The Advancement Of Creative Music), da qual foi o primeiro líder.
Note-se que até então ABRAMS jamais havia viajado a Europa e, mesmo nos U.S.A., pouco havia se distanciado de seu berço, Chicago. Sómente 04 anos depois que Anthony Braxton e seus acompanhantes do “Art Ensemble Of Chicago” vão ao velho continente é que ABRAMS deixa seu ninho para, a partir de 1977, dividir suas atuações com regularidade entre Chicago, New York e os clubes e festivais de JAZZ europeus.
Gravou seguidamente com o “Art Ensemble Of Chicago” e com Anthony Braxton, Joseph Jarman, Steve McCall, Marion Brown, com a “Creative Construction Company” (então com Leroy Jenkins, Anthony Braxton, Leo Smith, Richard Davis e Steve McCall) e ainda com Chico Freeman, Eddie Harris, Barry Altschul, “Modern Jazz Two + 3”, Robin Kenyatta e George Lewis.
ABRAMS sempre foi um modelo e educador para todos aqueles que integraram ou transitaram pela “AACM” (Association For The Advancement Of Creative Music) e pelos estúdios de gravação e clubes de Chicago, em todos os estilos, porque como ele mesmo afirmava “toco de tudo porque ouço de tudo e porque sou um improvisador”. Lógico que a obra resultante de ABRAMS, o conjunto de sua obra, é um “caleidoscópio”, múltiplo, magnífico nas formas e nas referências que percorrem as “big bands”, o “ragtime” (Scott Joplin), descendente de messiânicos e vienenses, do mais compassado silêncio ao mais extremo e arrebatador paroxismo, das alusões ao “bebop”, a Thelonius “Sphere” Monk e a Bud Powell incluindo, portanto, todo um quadro estilístico.
Como gravações importantes para desfrutar da obra de ABRAMS, indicamos de sua extensa discografia:
- Levels And Degrees Of Light 1967, DELMARK
- Things To Come From Those Now Gone 1975, DELMAR
- Sightsong 1976, Black Saint
- Lifea Blinec 1978, Novus
- Spihumonesty 1979, Black Saint
- Mama And Daddy 1980, Black Saint
- Rejoicing With The Light 1983, Black Saint
- The Hearinga Suite 1989, Black Saint
- Song For All 1997, Black Saint
- The Visibility Of Thought 2001, Chesky
- Streaming With George Lewis 2005, PI
Via “internet” pode ser apreciada a obra de RICHARD “MUHAL” ABRAMS, inclusive em vídeos de suas apresentações. 
A excelente revista italiana de JAZZ, “Musica Jazz” em seu número de dezembro/2000 incluiu encarte com a história do selo “Black Saint” (fundado em Milão no ano de 1975 tendo como “diretor artístico” o jornalista Giacomo Pelliciotti e como primeiro disco no mercado o LP com o título da etiqueta, “Black Saint”). Além do encarte a revista trouxe 01 CD que nos brindou com 10 faixas gravadas pelo selo, uma das quais é o tema “Bermix” de ABRAMS, com arranjo e condução do próprio e gravado em New York a 17/janeiro/1989, com ele à frente de grande orquestra (ele mais 17 músicos). No texto do encarte temos material fotográfico de ABRAMS e seu destaque como “uno del maggiori artisti dela casa

Prosseguiremos  nos  próximos  dias

CRÉDITOS DO PODCAST # 348

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
KENNY DORHAM
Kenny Dorham (tp), Ernie Henry (sa), Eddie Mathias (bx) e Wilbert Granville T. Hogan (bat)
LOTUS BLOSSOM
 (Kenny Dorham)
New York, 13/novembro/1957
Kenny Dorham (tp), Bobby Timmons (pi), Sam Jones (bx) e Arthur Edgehill (bat)
AUTUMN IN NEW YORK
(Vernon Duke) 
Live at Cafe Bohemia, New York, 31/maio/1956
Kenny Dorham (tp), Joe Henderson (st), Herbie Hancock (pi), Butch Warren (bx) e Tony Williams (bat)
SAO PAOLO
(Benny Carter / Kenny Dorham)
Englewood Cliffs, N.J., 1/abril/ 1963
Kenny Dorham (tp), Sonny Rollins (st), Elmo Hope (pi), Percy Heath (bx) e Art Blakey (bat)
SWINGIN' FOR BUMSY
(Sonny Rollins) 
Hackensack, N.J., 18/agosto/1954
Kenny Dorham (tp), Tommy Flanagan (pi), Paul Chambers (bx) e Art Taylor (bat)
BLUE FRIDAY
(Kenny Dorham)
Englewood Cliffs, N.J., 13/novembro/1959
OLD FOLKS
(Dedette Lee Hill / Willard Robison)
Kenny Dorham (tp), Charles Davis (sbar), Tommy Flanagan (pi), Butch Warren (bx) e Buddy Enlow (bat)
STAGE WEST (Kenny Dorham)
New York, 10/janeiro/1960
Kenny Dorham (tp), Jackie McLean (sa), Bobby Timmons (pi), Teddy Smith (bx) e J.C. Moses (bat)
THERE GOES MY HEART
(Benny Davis / Abner Silver / Horace Silver)
New York, 15/abril/1962
Kenny Dorham (tp,vcl), Curtis Fuller (tb), Cedar Walton (pi), Sam Jones (bx) e Charlie Persip (bat)
WHERE ARE YOU
(Harold Adamson / Jimmy McHugh)
New York, 7/julho/1958
Kenny Dorham (tp), J.R. Monterose (st), Bobby Timmons (pi), Sam Jones (bx) e Arthur Edgehill (bat)
N.Y. THEME (Kenny Dorham) 
Live at Cafe Bohemia, New York, 31/maio/1956
Kenny Dorham (tp), Sonny Rollins (st), Hank Jones (pi), Oscar Pettiford (bx) e Max Roach (bat)
FALLING IN LOVE WITH LOVE (Lorenz Hart / Richard Rodgers) 
New York, 21/maio/1957

JOHN SCOFIELD ENTRE OS GRANDES VENCEDORES DO GRAMMY

13 fevereiro 2017


A cerimônia de ontem à noite foi realizada com entrega dos prêmios Grammy. Na parte que corresponde ao discurso havia um vocalista de jazz Gregory Porter, que prestou homenagem ao cantor de jazz Al Jarreau, que morreu naquele dia. John Scofield, um dos maiores vencedores deste ano não poderia participar do evento porque ele está em uma turnê internacional.

É a seguinte a lista de 2017 vencedores nas várias categorias de jazz:

MELHOR ÁLBUM INSTRUMENTAL CONTEMPORÂNEO:
Culcha Vulcha - Snarky Puppy - (GroundUP Music)
MELHOR SOLO IMPROVISADO:
I’m So Lonesome I Could Cry - John Scofield, solista - Faixa de Country for Old Men - (Impulse)
MELHOR ÁLBUM VOCAL JAZZ
Take Me to the Alley - Gregory Porter - (Blue Note)
MELHOR ÁLBUM JAZZ INSTRUMENTAL:
Country for Old Men - John Scofield - (Impulse)
MELHOR ÁLBUM DE GRANDE ORQUESTRA
 Presidential Suite: Eight Variations on Freedom - Ted Nash Big Band
(Motema Music)
MELHOR ÁLBUM DE JAZZ LATINO
Homenagem a Irakere: Live in Marciac - Chucho Valdes - (Jazz Village)
MELHOR COMPOSIÇÃO INSTRUMENTAL
“Spoken at Midnight” - Ted Nash Big Band - Ted Nash, compositor Nash Big Band)
MELHOR ARRANJO, INSTRUMENTAL OU A CAPPELLA
"You and I" – Faixa de:  In My Room (Membran) Jacob Collier, arranjador
MELHOR ARRANJO INSTRUMENTAL OU  VOZES
"Flintstones" - Jacob Collier, In My Room (Membran) Jacob Collier, arranjador

Além disso, a música do filme Miles Ahead (Miles Davis & Vários Artistas) da Columbia / Legacy, ganhou o prêmio de melhor compilação para mídia visual.

P O D C A S T # 3 4 8

10 fevereiro 2017











KENNY DORHAM







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CRÉDITOS DO PODCAST # 347

07 fevereiro 2017

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
FRIEDICH GULDA
Idrees Sulieman (tp), Jimmy Cleveland (tb), Phil Woods (sa), Seldon Powell (st), Friedrich Gulda (pi, ldr), Aaron Bell (bx) e Nick Stabulas (bat)
SCRUBY (Friedrich Gulda)
Live at  Birdland, New York, 29/junho/1956
DARK GLOW (Friedrich Gulda)
A NIGHT IN TUNÍSIA
(Dizzy Gillespie / Frank Paparelli)
DODO (Friedrich Gulda)
AIR FROM OTHERS PLANETS
(Friedrich Gulda)
NEW SHOES (Friedrich Gulda)
BERNIE’S TUNE
(Jerry Leiber / Bernard Miller / Mike Stoller)
QUINTET (Friedrich Gulda)
INTROVERT (Friedrich Gulda) 
OUT OF NOWHERE
(Edward Heyman, Johnny Green)
TEHERAN (Friedrich Gulda)
ALL THE THINGS YOU ARE
(Jerome Kern)
COOL HILL (Friedrich Gulda)
LULLABY OF BIRDLAND
(George Shearing / George David)
Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
27ª Parte
(27)  DON  ABNEY     Seguidor de ART TATUM            (Resenha curta)
John Donald “Don” Abney, pianista americano, nasceu em 10/março/1923 em Baltimore, Maryland (cuja  capital é Annapolis), estado encravado no leste americano entre o de Delaware e a capital americana, Washington / DC.
Estudou piano e trompa com professores particulares e na “Manhattan School Of Music”, debutando na trompa em banda militar e  tocando piano em orquestra de Baltimore.
Em 1947 com 24 anos foi pianista no trio do guitarrista / contrabaixista Eddie Gibbs.
Ainda em 1947 gravou com Eddie South.
Tocou na banda de Snub Mosley e no biênio 1948/1949 com Wilbur DeParis.
Em 1951 teve oportunidade de gravar com Louis Armstrong e em 1951/1952 foi pianista no grupo de Bill Harris e Kai Winding e, ainda em 1952, tocou com Chuck Wayne, com Sy Oliver e com Louis Bellson.
A partir de então foi acompanhante de numerosas cantoras:  Thelma Carpenter (1954), Carmen McRae, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Dinah Washington, Eartha Kitt e principalmente Ella Fitzgerald, com a qual e em meados da década de 1950, participou de diversas apresentações do “JATP” (“Jazz At The Phillarmonic”) de Norman Granz.     Foi o pianista de Ella em 1955 no longa metragem “Taberna Maldita” (“Pete Kelly Blues”), assim como pianista da mesma substituindo Tommy Flanagan.
Foi arranjador para o filme “Lady Sing The Blues”.
Em Hollywood foi Diretor Musical para a “MCA” (“Universal Studios”).
Tocou no rádio e em trilhas sonoras e montou seu próprio trio em 1969.
Em 1974 acompanhou a cantora Pearl Bailey.
No início de 1990 mudou-se para o Japão, onde conseguiu excelente recepção do público.   Foi pianista regular do “Tókio Sanno Hotel”, onde se apresentava três vezes por semana e por muitos anos.  
Atuou como “freelance” no Japão em clubes e bares, assim como acompanhando diversos músicos de JAZZ que visitaram o Japão.
Com tanta experiência é possível que sua maior e melhor atuação esteja retratada no álbum “Another One”, com o grande Oscar Pettiford.
DON ABNEY foi seguramente um seguidor do grande Art Tatum, com algumas tintas do “bebop”, mas sua obra mais consistente foi realizada no acompanhamento de cantoras, em que atuava como um estimulante, preciso, conciso, sabendo realçar os momentos de cada uma delas.
ABNEY retornou aos U.S.A. logo no início de 2000 por problemas de saúde:  no Japão complicações renais levaram-no a seguidas sessões de hemodiálise.   No retorno foi internado em hospital em Los Angeles / Califórnia com sintomas de gripe, mas sofreu ataque cardíaco e ficou inconsciente;  equiparam-no com um marca-passo, foi submetido a uma angiopolastia para desbloquear artérias, mas nenhum procedimento o manteve vivo:  faleceu no hospital em 20/janeiro/2000 e foi enterrado no “Forest Lawn Cemetery” de Burbank / Califórnia.       Deixou 05 filhos.
Albuns destacados:
         -        Eddie’s Blues, com Eddie South, 1947
         -        Swingin’ The Blues, com Eddie South, 1947
         -        Ella Hums The Blues, com Ella Fitzgerald, 1955
         -        Birds Of A Feather, com Carmen McRae, 1958
         -        Titmouse, com Benny Carter, 1966

Prosseguiremos  nos  próximos  dias

P O D C A S T # 3 4 7

03 fevereiro 2017














JAZZ IN CONCERT COM FRIEDICH GULDA  SEXTET









QUERENDO BAIXAR O ÁUDIO USE O LINK ABAIXO:

http://www36.zippyshare.com/v/wZEYcYBV/file.html

LEMBRANDO BOBBY HACKETT

01 fevereiro 2017



Bobby Hackett, seu nome Robert Leo Hackett  (*31/01/1915  † 7/6/1976) nasceu em Providence, Rhode Island, sua família era de imigrantes irlandeses. Cornetista, trompetista e guitarrista, atuou com as orquestras de Glenn Miller e Benny Goodman no final dos anos 30 e 40, antes de dirigir seus próprios conjuntos. O que o tornou famoso foi seu tom suave, lírico, mas com brilhante potência em cada nota, que o fez muito popular no jazz.
Ele fez seu nome como um dos seguidores do legendário cornetista Bix Beiderbecke.
No final dos anos 1930 Hackett tocou trompete na Orquestra Vic Schoen que apoiava as Irmãs Andrews. Hackett pode ser ouvido na trilha sonora do filme de Fred Astaire de 1940.
Teve um sério problema, seu lábio estava em mau estado após uma cirurgia dentária, tornando difícil tocar trompete ou cornetim. Glenn Miller veio para o resgate de Hackett em 1941, oferecendo-lhe um trabalho como guitarrista em sua banda. Apesar de seus problemas nos lábios, Hackett ainda podia tocar solos curtos ocasionais, e pode ser ouvido tocando um famoso solo com a Orquestra Glenn Miller em String of Pearls.
Um sonho tornado realidade para Hackett foi a sua inclusão no Town Hall Jazz Concert de Louis Armstrong em 1947. Ele admirava seu amigo Louis em particular sua forma de tocar, sem querer imitá-lo obteve grande influência. Em 1954, Hackett apareceu regularmente no show de variedades The Martha Wright Show, também conhecido como The Packard Showroom.
Era um músico de jazz muito popular e conhecido em todo o mundo e gravou uma série de álbuns como lider, de 1950 a 1970 foram 32. Devido a ser um fumante teimoso, teve complicações de saúde e morreu de um ataque cardíaco em 1976.
No streaming abaixo você pode ouvir Bobby Hackett como solista das orquestras de Glenn Miller e de Eddie Condon.



Glenn Miller And His Orchestra: Dale "Mickey" McMickle, Billy May Alec Fila, John Best (tp), Bobby Hackett (tp), Glenn Miller (tb), Paul Tanner, Jimmy Priddy, Frank D'Annolfo (tb), Babe Russin, Al Klink (st), Tex Beneke, Wilbur Schwartz (sa), Ernie Caceres (sbar), Chummy MacGregor (pi), Doc Goldberg (bx), Maurice Purtill (bat) e Jerry Gray (arranjo)
STRING OF PEARLS (Eddie DeLange / Jerry Gray)
New York, 3/novembro/1941

Eddie Condon And His Orchestra: Bobby Hackett, Billy Butterfield, Max Kaminsky (tp), Jack Teagarden (tb), Ernie Caceres (sbar), Gene Schroeder (pi), Eddie Condon (gt), Bob Haggart (bx), George Wettling (bat)
WHEN YOUR LOVER HAS GONE (Einar A. Swan)
New York, 13/dezembro/1944