Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

JOHN SCOFIELD ENTRE OS GRANDES VENCEDORES DO GRAMMY

13 fevereiro 2017


A cerimônia de ontem à noite foi realizada com entrega dos prêmios Grammy. Na parte que corresponde ao discurso havia um vocalista de jazz Gregory Porter, que prestou homenagem ao cantor de jazz Al Jarreau, que morreu naquele dia. John Scofield, um dos maiores vencedores deste ano não poderia participar do evento porque ele está em uma turnê internacional.

É a seguinte a lista de 2017 vencedores nas várias categorias de jazz:

MELHOR ÁLBUM INSTRUMENTAL CONTEMPORÂNEO:
Culcha Vulcha - Snarky Puppy - (GroundUP Music)
MELHOR SOLO IMPROVISADO:
I’m So Lonesome I Could Cry - John Scofield, solista - Faixa de Country for Old Men - (Impulse)
MELHOR ÁLBUM VOCAL JAZZ
Take Me to the Alley - Gregory Porter - (Blue Note)
MELHOR ÁLBUM JAZZ INSTRUMENTAL:
Country for Old Men - John Scofield - (Impulse)
MELHOR ÁLBUM DE GRANDE ORQUESTRA
 Presidential Suite: Eight Variations on Freedom - Ted Nash Big Band
(Motema Music)
MELHOR ÁLBUM DE JAZZ LATINO
Homenagem a Irakere: Live in Marciac - Chucho Valdes - (Jazz Village)
MELHOR COMPOSIÇÃO INSTRUMENTAL
“Spoken at Midnight” - Ted Nash Big Band - Ted Nash, compositor Nash Big Band)
MELHOR ARRANJO, INSTRUMENTAL OU A CAPPELLA
"You and I" – Faixa de:  In My Room (Membran) Jacob Collier, arranjador
MELHOR ARRANJO INSTRUMENTAL OU  VOZES
"Flintstones" - Jacob Collier, In My Room (Membran) Jacob Collier, arranjador

Além disso, a música do filme Miles Ahead (Miles Davis & Vários Artistas) da Columbia / Legacy, ganhou o prêmio de melhor compilação para mídia visual.

P O D C A S T # 3 4 8

10 fevereiro 2017











KENNY DORHAM







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CRÉDITOS DO PODCAST # 347

07 fevereiro 2017

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
FRIEDICH GULDA
Idrees Sulieman (tp), Jimmy Cleveland (tb), Phil Woods (sa), Seldon Powell (st), Friedrich Gulda (pi, ldr), Aaron Bell (bx) e Nick Stabulas (bat)
SCRUBY (Friedrich Gulda)
Live at  Birdland, New York, 29/junho/1956
DARK GLOW (Friedrich Gulda)
A NIGHT IN TUNÍSIA
(Dizzy Gillespie / Frank Paparelli)
DODO (Friedrich Gulda)
AIR FROM OTHERS PLANETS
(Friedrich Gulda)
NEW SHOES (Friedrich Gulda)
BERNIE’S TUNE
(Jerry Leiber / Bernard Miller / Mike Stoller)
QUINTET (Friedrich Gulda)
INTROVERT (Friedrich Gulda) 
OUT OF NOWHERE
(Edward Heyman, Johnny Green)
TEHERAN (Friedrich Gulda)
ALL THE THINGS YOU ARE
(Jerome Kern)
COOL HILL (Friedrich Gulda)
LULLABY OF BIRDLAND
(George Shearing / George David)
Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
27ª Parte
(27)  DON  ABNEY     Seguidor de ART TATUM            (Resenha curta)
John Donald “Don” Abney, pianista americano, nasceu em 10/março/1923 em Baltimore, Maryland (cuja  capital é Annapolis), estado encravado no leste americano entre o de Delaware e a capital americana, Washington / DC.
Estudou piano e trompa com professores particulares e na “Manhattan School Of Music”, debutando na trompa em banda militar e  tocando piano em orquestra de Baltimore.
Em 1947 com 24 anos foi pianista no trio do guitarrista / contrabaixista Eddie Gibbs.
Ainda em 1947 gravou com Eddie South.
Tocou na banda de Snub Mosley e no biênio 1948/1949 com Wilbur DeParis.
Em 1951 teve oportunidade de gravar com Louis Armstrong e em 1951/1952 foi pianista no grupo de Bill Harris e Kai Winding e, ainda em 1952, tocou com Chuck Wayne, com Sy Oliver e com Louis Bellson.
A partir de então foi acompanhante de numerosas cantoras:  Thelma Carpenter (1954), Carmen McRae, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Dinah Washington, Eartha Kitt e principalmente Ella Fitzgerald, com a qual e em meados da década de 1950, participou de diversas apresentações do “JATP” (“Jazz At The Phillarmonic”) de Norman Granz.     Foi o pianista de Ella em 1955 no longa metragem “Taberna Maldita” (“Pete Kelly Blues”), assim como pianista da mesma substituindo Tommy Flanagan.
Foi arranjador para o filme “Lady Sing The Blues”.
Em Hollywood foi Diretor Musical para a “MCA” (“Universal Studios”).
Tocou no rádio e em trilhas sonoras e montou seu próprio trio em 1969.
Em 1974 acompanhou a cantora Pearl Bailey.
No início de 1990 mudou-se para o Japão, onde conseguiu excelente recepção do público.   Foi pianista regular do “Tókio Sanno Hotel”, onde se apresentava três vezes por semana e por muitos anos.  
Atuou como “freelance” no Japão em clubes e bares, assim como acompanhando diversos músicos de JAZZ que visitaram o Japão.
Com tanta experiência é possível que sua maior e melhor atuação esteja retratada no álbum “Another One”, com o grande Oscar Pettiford.
DON ABNEY foi seguramente um seguidor do grande Art Tatum, com algumas tintas do “bebop”, mas sua obra mais consistente foi realizada no acompanhamento de cantoras, em que atuava como um estimulante, preciso, conciso, sabendo realçar os momentos de cada uma delas.
ABNEY retornou aos U.S.A. logo no início de 2000 por problemas de saúde:  no Japão complicações renais levaram-no a seguidas sessões de hemodiálise.   No retorno foi internado em hospital em Los Angeles / Califórnia com sintomas de gripe, mas sofreu ataque cardíaco e ficou inconsciente;  equiparam-no com um marca-passo, foi submetido a uma angiopolastia para desbloquear artérias, mas nenhum procedimento o manteve vivo:  faleceu no hospital em 20/janeiro/2000 e foi enterrado no “Forest Lawn Cemetery” de Burbank / Califórnia.       Deixou 05 filhos.
Albuns destacados:
         -        Eddie’s Blues, com Eddie South, 1947
         -        Swingin’ The Blues, com Eddie South, 1947
         -        Ella Hums The Blues, com Ella Fitzgerald, 1955
         -        Birds Of A Feather, com Carmen McRae, 1958
         -        Titmouse, com Benny Carter, 1966

Prosseguiremos  nos  próximos  dias

P O D C A S T # 3 4 7

03 fevereiro 2017














JAZZ IN CONCERT COM FRIEDICH GULDA  SEXTET









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LEMBRANDO BOBBY HACKETT

01 fevereiro 2017



Bobby Hackett, seu nome Robert Leo Hackett  (*31/01/1915  † 7/6/1976) nasceu em Providence, Rhode Island, sua família era de imigrantes irlandeses. Cornetista, trompetista e guitarrista, atuou com as orquestras de Glenn Miller e Benny Goodman no final dos anos 30 e 40, antes de dirigir seus próprios conjuntos. O que o tornou famoso foi seu tom suave, lírico, mas com brilhante potência em cada nota, que o fez muito popular no jazz.
Ele fez seu nome como um dos seguidores do legendário cornetista Bix Beiderbecke.
No final dos anos 1930 Hackett tocou trompete na Orquestra Vic Schoen que apoiava as Irmãs Andrews. Hackett pode ser ouvido na trilha sonora do filme de Fred Astaire de 1940.
Teve um sério problema, seu lábio estava em mau estado após uma cirurgia dentária, tornando difícil tocar trompete ou cornetim. Glenn Miller veio para o resgate de Hackett em 1941, oferecendo-lhe um trabalho como guitarrista em sua banda. Apesar de seus problemas nos lábios, Hackett ainda podia tocar solos curtos ocasionais, e pode ser ouvido tocando um famoso solo com a Orquestra Glenn Miller em String of Pearls.
Um sonho tornado realidade para Hackett foi a sua inclusão no Town Hall Jazz Concert de Louis Armstrong em 1947. Ele admirava seu amigo Louis em particular sua forma de tocar, sem querer imitá-lo obteve grande influência. Em 1954, Hackett apareceu regularmente no show de variedades The Martha Wright Show, também conhecido como The Packard Showroom.
Era um músico de jazz muito popular e conhecido em todo o mundo e gravou uma série de álbuns como lider, de 1950 a 1970 foram 32. Devido a ser um fumante teimoso, teve complicações de saúde e morreu de um ataque cardíaco em 1976.
No streaming abaixo você pode ouvir Bobby Hackett como solista das orquestras de Glenn Miller e de Eddie Condon.



Glenn Miller And His Orchestra: Dale "Mickey" McMickle, Billy May Alec Fila, John Best (tp), Bobby Hackett (tp), Glenn Miller (tb), Paul Tanner, Jimmy Priddy, Frank D'Annolfo (tb), Babe Russin, Al Klink (st), Tex Beneke, Wilbur Schwartz (sa), Ernie Caceres (sbar), Chummy MacGregor (pi), Doc Goldberg (bx), Maurice Purtill (bat) e Jerry Gray (arranjo)
STRING OF PEARLS (Eddie DeLange / Jerry Gray)
New York, 3/novembro/1941

Eddie Condon And His Orchestra: Bobby Hackett, Billy Butterfield, Max Kaminsky (tp), Jack Teagarden (tb), Ernie Caceres (sbar), Gene Schroeder (pi), Eddie Condon (gt), Bob Haggart (bx), George Wettling (bat)
WHEN YOUR LOVER HAS GONE (Einar A. Swan)
New York, 13/dezembro/1944


CRÉDITOS DO PODCAST # 346

31 janeiro 2017

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS e AUTORES
GRAVAÇÕES
LOCAL / DATA
GLORIA LYNNES
Gloria Lynne (vcl) acc por grande orquestra composta por membros da banda de Count Basie e Ernie Wilkins (direção)
DAY IN DAY OUT
(Rube Bloom / Johnny Mercer)
New York, 20/maio/1960
THE FOUR FRESHMEN
The Four Freshmen: Bob Flanigan (vcl,tb), Don Barbour (vcl,gt), Ross Barbour (vcl,bat), Ken Albers (vcl,tp) acc por  The Stan Kenton Orchestra: Bud Brisbois, Rolf Ericson, Bill Mathieu, Roger Middleton, Dalton Smith (tp), Kent Larsen, Archie LeCoque, Don Sebesky (tb), Jim Amlotte, Bobby Knight (b-tb), Charlie Mariano (sa), Ronnie Rubin, Bill Trujillo (st), Marvin Holladay, Jack Nimitz (sbar), Stan Kenton (pi), Pete Chivily (bx), Jimmy Campbell (bat), Mike Pachcco (bgo) e Gene Roland (arranjo)
Live at "Purdue University", La Fayette, Indiana, 10/outubro/ 1959
CHRIS CONNOR
Chris Connor (vcl) acc by Danny Stiles, Burt Collins (tp), Willie Dennis (tb), Phil Woods (sa), Ronnie Ball (pi,arr,cond), George Duvivier (bx) e Ed Shaughnessy (bat)
New York, 19/setembro/1960
GENE AMMONS e SONNY STITT
Gene Ammons e Sonny Stitt (st), John Houston (pi), Buster Williams (bx) e George Brown (bat)
COUNTER CLOCKWISE
(Sonny Stitt)
Chicago, IL, 27agosto/1961
HERBERT HORATIO NICHOLS
Herbie Nichols (pi), Al McKibbon (bx) e Art Blakey (bat)
THE THIRD WORLD (Herbie Nichols)
Hackensack, N.J., 6/maio/1955
ZIMBO TRIO
Amilton Godoy (pi),  Luis Chaves (bx) e Rubens Alberto Barsoti (bat)
NADA SERÁ COMO ANTES
(Milton Nascimento)
São Paulo, 1985
ESPERANZA SPALDING 
Aruan Ortiz (pi), Esperanza Spalding (bx,vcl) e Francisco Mela (bat)
HUMPTY DUMPTY
(Chick Corea)
Westwood, CA, abril/2005
JOHNNY SMITH
Stan Getz (st), Sanford Gold (pi), Johnny Smith (gt, ldr), Eddie Safranski (bx) e Don Lamond (bat)
MOONLIGHT IN VERMONT
(John Blackburn / Karl Suessdorf)
New York, 11/março/1952
PAUL QUINICHETTE
Buck Clayton, Shad Collins (tp), Paul Quinichette (st), Jack Washington (sbar), Nat Pierce (pi), Freddie Green (gt), Eddie Jones (bx) e Jo Jones (bat)
LOVE JUMPED OUT
(Buck Clayton)
Hackensack, N.J., 5/setembro/1958
DANNY ZEITLIN
Denny Zeitlin (pi), Buster Williams (bx) e Matt Wilson (bat)
OUT FOR A STROLL
(Denny Zeitlin)
Culver City, CA, novembro/2001
WARREN VACHÉ
Warren Vache (cnt,vcl), Randy Sandke (tp), Kenny Drew, Jr. (pi), Murray Wall (bx) e Jimmy Cobb (bat)
WOULD YOU LIKE TO TAKE A WALK ?
(Mort Dixon / Billy Rose / Harry Warren)
New York, 14/maio/1996
MILES DAVIS
Miles Davis (tp), Jackie McLean (sa), Sonny Rollins (st), Walter Bishop, Jr. (pi), Tommy Potter (bx) e Art Blakey (bat)
BLUEING (Lee Konitz)
New York, 5/outubro/1951

DOIS CDs DA THAD JONES-MEL LEWIS ORCHESTRA

30 janeiro 2017



MEL LEWIS e THAD JONES














O selo Resonance lançou dois CDs gravados no Village Vanguard em Nova York pela famosa orquestra de Thad Jones / Mel Lewis em 1966 com música que já havia sido publicada antes.
Esta é uma gravação histórica, porque era a primeira noite de gravação da orquestra no famoso clube de jazz, que iria continuar a operar lá toda segunda à noite por 12 anos. O grupo começou a tocar no clube em 07 de fevereiro de 1966.
Essa tradição foi cumprida mais tarde pela Mel Lewis Orchestra e atualmente (já há muitos anos) pela Orquestra de Jazz Vanguard.
A orquestra de Thad Jones-Mel Lewis foi imensamente influente nos seus dias pelos seus arranjos, composições e sons inovadores para meados dos anos 60, abrindo um novo capítulo na história do desenvolvimento das "big bands". O grupo tem dezenas de álbuns a seu crédito.
Esta nova publicação dupla resume cerca de 100 horas de música gravada. A publicação possui um livro de 92 páginas contendo fotografias, muitas, pouco conhecidas, notas, comentários, entrevistas e memórias. Todos os membros da banda original que ainda estão vivos contribuíram com suas memórias.
Os temas que foram exibidos nos 2 CD’s são os seguintes, bem como as formações das bandas:

DISCO 1 - Gravado em 07 de fevereiro de 1966

Banda: Thad Jones (tp,flh,arr,cond), Jimmy Nottingham, Snooky Young, Jimmy Owens, Bill Berry (tp), Garnett Brown, Jack Rains (tb), Bob Brookmeyer (v-tb), Cliff Heather (b-tb), Jerome Richardson, Jerry Dodgion (sa,cl,fl), Joe Farrell (st,cl,fl) Eddie Daniels (st,cl) Marv "Doc" Hollady (sbar) Hank Jones (pi), Sam Herman (gt, perc), Richard Davis (bx) e Mel Lewis (bat)

Back Bone (13:21)
All My Yesterdays (4:22)
Big Dipper (5:51)
Mornin' Reverend (4:49)
The Little Pixie (14:24)
Big Dipper (alt take) (5:44)

DISCO 2 - Gravado em 21 de março de 1966

Banda: Thad Jones (tp,flh,arr,cond), Jimmy Nottingham, Bill Berry, Jimmy Owens, Danny Stiles (tp), Jack Rains, Garnett Brown, Tom McIntosh (tb), Cliff Heather (b-tb), Jerome Richardson, Jerry Dodgion (sa,cl,fl) Joe Farrell (st,cl,fl), Eddie Daniels (st,cl), Pepper Adams (sbar), Hank Jones (pi), Sam Herman (gt), Richard Davis (bx) e Mel Lewis (bat)

Low Down (4:38)
Lover Man (5:24)
Ah, That's Freedom (10:08)
Don't Ever Leave Me (4:28)
Willow Weep For Me (6:15)
Mean What You Say (5:51)
Once Around (12:44)
Polka Dots & Moonbeams (4:02)
Mornin' Reverend (5:49)
All My Yesterdays (4:24)Back Bone (12:58)
Back Bone (12:58)
                                             Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
26ª Parte
(26)  KENNY  BARRON      Premiado como poucos    (Resenha curta, revisão)

Kenneth Barron, KENNY BARRON, pianista e compositor norte-americano, nasceu no dia 09 de junho de 1943 na Filadélfia, estado da Pensilvânia (estado do Leste norte-americano e cuja capital é Harrisburgh,  contando com 342 cidades, sendo as mais conhecidas Newport. Pittsburgh, Carlisle, Gettysburgh, Hermitage e Indiana, cidade homônima do estado de Indiana, localizado mais a Oeste da Pensilvânia e entre Ohio e Illinois).
BARRON é irmão mais novo do saxofonista tenor e soprano, compositor e professor de música  Bill Barron (27 de março de 1927 a 21 de setembro de 1989) e iniciou suas lições de piano aos 12 anos com o irmão do grande pianista Ray Bryant (Raphael Hommer Bryant, também da Filadélfia e nascido em 24 de dezembro de 1931)
Com mais 02 anos de lições, muita prática e contando 14 anos em 1957, BARRON experimenta sua primeira participação profissional na banda de Mel Melvin, por indicação do irmão que já tocava no grupo de Melvin.
Seguidamente atuou nas formações de Philly Joe Jones e de Yusef Lateef, para depois mudar-se para New York com o irmão, ambos trabalhando juntos com Ted Curson (nascido em 03 de junho de 1935, trumpete, flugelhorn e composição), da terra natal de ambos, mais novo que Jimmy Barron e mais velho que KENNY BARRON.
Logo após BARRON colabora com James Moody, com Lee Morgan e com Lou Donaldson  -   estamos em 1961, BARRON havia completado nada mais que 18 anos e já podíamos considerá-lo um “veterano”, em função daqueles com quem havia tocado.
Em 1962 BARRON toca com Roy Haynes para, por recomendação de James Moody, substituir Lalo Schiffrin no quinteto de Dizzy Gillespie;    nesse grupo a exposição de BARRON para o público e a crítica é bem mais evidente, carreando-lhe prestígio.
KENNY BARRON participou do documentário “Dizzy Gillespie” (U.S.A., 1965, 22 minutos, dirigido por Les Blank), em que Gillespie fala sobre sua trajetória e apresenta-se em quinteto com James Moody / sax.tenor, KENNY BARRON / piano, Chris White / baixo e Rudy Collins / bateria;  a apresentação ocorreu em Hermosa Beach, paraíso dos “Lighthouse”
Ainda assim e em 1966 BARRON deixa Gillespie para tocar seguidamente com Freddie Hubbard, Jimmy Owens e Stanley Turrentine.
Nessas décadas (1960 / 1970), ainda que com marcadas e seletivas diferenças estilísticas, é que BARRON vai despontar ao lado de uma geração de diversos outros pianistas: Randy Weston, Joanne Bracken, Jaki Byard, Monty Alexander, Roger Kellaway e Dollar Brand.
Em março de 1970 BARRON passa a fazer parte do quarteto de Yusef Lateef, para depois atuar com Milt Jackson, com Jimmy Heath e, no período de 1974 a 1975, com Stan Getz.
Em 1972 BARRON, então com apenas 29 anos, já dava aulas de piano no “Jazzmobile Workshop” e, desde 1973, ministrava aulas práticas e de teoria musical na “Rutgers University”, magistério que se prolongou por 25 anos !
Também ministrou aulas e palestras no “Juilliard School Of Music” (alguns de seus mais destacados alunos foram Aaron Parks, Earl MacDonald, Harry Pickens e Noah Baerman).
Em 1975 o baixista Ron Carter criou um quarteto com BARRON, outro contrabaixista, Buster Williams,  e o baterista Ben  Riley (BARRON integrou a banda de Buddy Rich em curta permanência no início de 1976, mas a união com Ron Carter foi bastante duradoura, até 1980).
Nesse intervalo ele graduou-se em 1978 como “Bacharel em Artes” pelo “Metropolitan Center” de New York.
Nos anos 1980 BARRON gravou em duo com o grande Tommy Flanagan (Together”)
Em 1981 BARRON foi co-fundador ao lado de Charlie Rouse do grupo “Sphere”, destinado a difundir e a perpetuar a obra do grande Thelonius “Sphere” Monk;  o grupo permaneceu o mesmo e íntegro até sua dissolução.
Também foi integrante do então denominado “Classical Jazz Quartet”.
Ainda assim e em 1984 BARRON trabalhou com e vibrafonista Bobby Hutcherson, além de acompanhar a muitos outros músicos, tal como Stan Getz na temporada européia do verão de 1987.    Também com Stan Getz BARRON gravou inúmeros álbuns no período de 1987 até 1991, voltados para a “bossa nova”, podendo citar-se como mais destacados “The Lost Sessions” e “Serenity” (gravado ao vivo em 06 de julho de 1987 no “Café Montmartre” em Copenhaguem para o selo “EmArcy”, em que ao lado de Rufus Reid e Victor Lewis os dois desfilam magníficas pérolas como “On Green Dolphin Street” e “I Remember You”, além de mais 03 faixas). 
A discografia de KENNY BARRON é mais que alentada, contando com mais de 70 gravações tanto como acompanhante (de 1961 e até 1987) e, ainda e a partir de 1973, como líder.
O estilo e a trajetória de BARRON mantém, com as devidas proporções, certo paralelismo com as de Hank Jones e de Tommy Flanagan, já que acompanhou a dezenas de músicos, foi capaz de adaptar-se aos diferentes contextos com eficiência e eficácia, sem jamais “personalizar-se” ante esses músicos acompanhados.
Basta que o ouçamos acompanhar Freddie Hubbard “a la Herbie Hancock”, assim como apoiar o mesmo Hubbard e a Joe Henderson “a la McCoy Tyner” ou, ainda, a Ray Anderson “a la Oscar Peterson” e, principalmente, mostrar-se “monkiano” ao lado de Charlie Rouse / sax.tenor, Buster Williams / contrabaixo e Ben Riley / bateria no clássico de Thelonius Monk “Trinkle Tinkle” gravado em Perugia / Itália em 14 de julho e 1986, quando desfila ao longo de 11’16” toda a sintaxe de Monk.    Com tudo isso é bem capaz de mostrar-nos sua “descendência” de Dizzy Gillespie enquanto “bopper”.
A partir do início da década de 1980 BARRON, em certa medida, converteu-se para a crítica e o público em depositário da já atingida “tradição” do piano-jazz moderno, na “mainstream” do JAZZ, dedicando-se de maneira clara à sonoridade, ao desenvolvimento harmônico refinado com exploração de aspectos rítmicos pouco visitados por seus pares, mas sem jamais desprender-se do mais acentuado “swing”.
As premiações recebidas por KENNY BARRON ao longo de sua trajetória são testemunho evidente do reconhecimento do público, da crítica e de organismos da mais alta importância, principalmente a partir dos seus mais de 30 anos de carreira:  foi indicado em 09 ocasiões para o “Grammy Awards” na década de 1990, foi indicado para o “American Jazz Hall Of Fame”, tornou-se em 1999 o vencedor da enquete entre os críticos promovida pela revista”Down Beat” na categoria de “melhor pianista” (47º “Annual Critics Poll”), foi considerado o melhor pianista no “Jazz Awards” nesse mesmo ano (votado por centenas de  críticos e jornalistas de JAZZ, músicos e figuras da indústria do JAZZ), foi nomeado “Fellow” para a “American Academy Of Arts And Sciences”, para citar alguns exemplos.     
Entre as principais gravações de KENNY BARRON como líder,  além das já citadas anteriormente e restringido-nos a umas poucas (já que sua discografia é extensa), indicamos:
-          “Sunset To Dawn”, selo “Muse Records”, 1973
-          “Innoncence”, selo “Wolf”, 1978
-          “Green Chimneys”, selo “Criss Cross’, 1983
-          “Scratch”, selo “Enja”, 1985
-          “Live At Fat Tuesdays”, selo “Enja”, 1988
-          “Rhythm-a-ning”, selo “Candid”, 1989
-          “The Only One”, selo “Reservoir”, 1990
-         “Other Places”, selo “Verve / Gitanes”, 1993 (nessa gravação temos BARRON            ao lado de Ralph Moore/saxes alto e soprano, Bobby Hutcherson/vibrafone,                   Rufus Reid/biaxo, Victor Lewis/bateria e Mino Cunelu/percussão em 09 temas,              dos quais 06 da autoria de BARRON)
-          “Canta Brazil”, selo “Sunnysville”, 2002
-          “Minor Blues”, selo “Venus Jazz”, 2009.
A participação de BARRON como “sideman” é gigantesca, destacando-se as gravações com Ron Carter, Charles Davis, Booker Ervin, Ella Fitzgerald, Stan Getz, Joe Henderson, Ron Holloway,  Bobby Hutcherson, Freddie hubbard, Marvin Peterson e Tyrone Washington, entre outros.
BARRON visitou  o Rio de Janeiro apresentando-se nos dias 13 e 14/dezembro/2002 na casa “Mistura Fina”, muitíssimo bem acompanhado por músicos nossos:  Mauro Senise (sax.alto), Romero Lubambo (guitarra), Nilson Matta (contrabaixo) e Duduka Fonseca (bateria).
Aos 68 anos em 2011 KENNY BARRON seguiu seu percurso na “estrada” (07/julho  em trio na “Wesleyan University” em Middletown / Conecticut, 11/julho em piano-solo na “The Schooner Room” do “Halifax Jazz Festival” no Canadá, 16/julho em trio no “Chateau De Beaupre” em Beaupre / França, 20/julho na “92nt St Y” em New York etc etc), além de ter comprometido alentado “cardápio” de apresentações até maio de 2012, esta última no “Topeka Ramada Hotel” em Topeka.
Ano após ano a sucessão de atividades de BARRON tem sido intensa, tendo sido  programado aos 72 anos para 23/outubro/2015, em trio, no “McCarter Theater” de Princeton/New Jersey, no dia seguinte e também em trio no “Stewart Theater” da North Carolina State University e em 06/novembro para se apresentar no “Seminário Anual de JAZZ (o 45º) da University Of Pittsburgh:   ufa.............
BARRON recebeu a “MAC Lifetime Achievement Award” em 2005, o Doutorado Honorário da “Berklee College Of Musica” em 2011 e da “Sunny Empire State” em 2013, além do “Legacy Award” da “Mid-Atlantic Arts Foundation”, passando a integrar o “American Jazz Hall Of Fame”..  A Associação de Jornalistas de Jazz dos USA nomeou-o o “Melhor Pianista” em 06 ocasiões.
Para aqueles que quiserem apreciar a arte de BARRON, seu site oficial (“kenny barron.com”) disponibiliza 03 vídeos, um deles com entrevista do pianista.
Vida longa e muito JAZZ é o que lhe desejamos.

Prosseguiremos  nos  próximos  dias

P O D C A S T # 3 4 6

27 janeiro 2017

DANNY ZEITLIN 
GLORIA LYNNE


HERBERT HORATIO 
JOHNNY SMITH 


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