Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

ACONTECE O TUDO É JAZZ EM OURO PRETO

12 setembro 2009

Divulgação

DIA 18, SEXTA-FEIRA
em Ouro Preto, LARGO DO ROSARIO
20:00, Kate Schutt Trio
Kate Schutt (guitarra/vocal) Terri Lyne Carrington (bateria) Josh Brozosky(baixo) e John Ellis (saxofone)
22:00, Avishai Cohen "After The Big Rain"
Avishai Cohen (trumpete), Omer Avital (baixo), Daniel Freedman (bateria) e Lionel Loueke (guitarra/vocal)

em Belo Horizonte, PALÁCIO DAS ARTES (Sala Juvenal Dias)
20:00, Aaron Goldberg (piano)

R$20,00 inteira e R$10,00 meia entrada

DIA 19, SÁBADO
em Ouro Preto, TREM DA VALE
10:00, Russo Jazz Band
; de tarde pelas ruas de Ouro Preto

em Ouro Preto, LARGO DO ROSARIO
12:00, Banda Plataforma C
André Bessa (sax e flauta), Augusto Rennó (guitarra), Fernando Nugas (teclados), José Carlos (baixo elétrico), Wallace Campos (bateria)
13:00, Quarteto Lafé Bémé
(Escola de Música de Marciac):
Leo Jassef (pianista), Jordi Cassagne (contrabaixista), Theo Lanau (bateria), Jean Dousteyssier (clarinetista)
17:00, Leonardo Cioglia Sexteto
John Ellis (saxofones) Mike Moreno (guitarra/violão), Aaron Goldberg (piano), Leonardo Cioglia (contrabaixo acústico), Antonio Sanchez (bateria)
19:00, Duduka Da Fonseca Quintet
Hélio Alves (piano/teclados) Guilherme Monteiro (guitarras) Leonardo Cioglia (contrabaixo acústico), Anat Cohen (sax/clarineta) Cláudio Roditi (trumpete)
21:00, SPECIAL FESTIVAL PROJECT: TRIBUTE TO BILLIE HOLIDAY “WITHOUT LADY DAY”
Diretor Musical: Oded Lev-Ari
Cantoras: Madeleine Peyroux com participação especial de Mart’Nália
Lady Day All-Star Band:
Ron Carter (baixo), Bucky Pizzarelli (guitarra), Antonio Sanches (bateria), Anat Cohen (sax/clarineta), Ingrid Jensen (trumpete), Marcus Strickland (sax), Mulgrew Miller (piano)

em Belo Horizonte, PALÁCIO DAS ARTES (Sala Juvenal Dias)
20:00, Jacques Figueras convida Toninho Ferragutti
Jacques Figueras (baixo) Fabio Torres (piano) Michael Ruzitschka (violão) Edu Ribeiro (bateria) Participação especial: Toninho Ferragutti (acordeão)
R$20,00 inteira e R$10,00 meia entrada

DIA 20, DOMINGO
em Ouro Preto, TREM DA VALE
10:00, Russo Jazz Band; de tarde pelas ruas de Ouro Preto

em Ouro Preto, LARGO DO ROSARIO
15:00, Quarteto Lafé Bémé (Escola de Música de Marciac):
Leo Jassef (pianista) Jordi Cassagne (contrabassista) Theo Lanau (bateria) Jean Dousteyssier (clarinetista)
17:00, Jacques Figueras convida Toninho Ferragutti
Jacques Figueras (baixo) Fabio Torres (piano) Michael Ruzitschka (violão) Edu Ribeiro (bateria) Participação especial: Toninho Ferragutti (acordeão)
19:00, Richard Galliano (acordeão)
Hamilton de Holanda (Bandolim), Jacques Morelembaum (cello), Bernardo Aguiar (pandeiro/percussão)
21:00, Paris Jazz Big Band
Direção: Pierre Bertrand e Nicolas Folmer
Pierre Bertrand (sax), Nicolas Folmer (trompeta), Fredéric Couderc (sax), Stephane Chausse (sax), Michel Fugère (trompeta), Philippe Georges (trombone), Daniel Zimmerman (trombone), Gilles Coquard (baixo), Rémi Vignolo (bateria), Jean Yves Jung (piano)

em Belo Horizonte, PALÁCIO DAS ARTES (Sala Juvenal Dias)
19:00, Leonardo Cioglia Sexteto
John Ellis (saxofones), Mike Moreno (guitarra/violão), Aaron Goldberg (piano), Leonardo Cioglia (contrabaixo acústico), Antonio Sanchez (bateria)
R$20,00 inteira e R$10,00 meia entrada


Acesse o site http://www.tudoejazz.com.br e o blog do festival.

Até lá !

THE TOWN HALL – EDDIE CONDON CONCERTS – (2)

Esta série apresenta trechos de concertos de Dixieland Jazz produzidos por Ernest Anderson e dirigidos por Eddie Condon, diretamente do Town Hall na cidade de New York em transmissões pela National Broadcasting Corporation Radio.

Prosseguindo com a série apresentamos extratos do concerto transmitido em 3/junho/1944.
Na abertura do programa Fred Robbins, o apresentador oficial, se refere ao grupo que irá atuar como sendo o mesmo que fez várias gravações há alguns dias antes para os V-Discs, gravações especiais para as tropas aliadas na 2ª Guerra Mundial.
Iniciamos com Ballin' The Jack um original de Chris Smith e James Henry Burris com solos de Pee Wee, Hacket, Morton e Caceres ao barítono. A ensemble é sensacional incluindo a seção rítmica, o grupo completo: Eddie Condon (gt e lider), Pee Wee Russel (cl), Bobby Hacket (cornet), Ernie Caceres (sb), Benny Morton (tb), George Schroeder (pi), Bob Casey (bx) e Joe Grauso (bat).
Depois uma magnífica atuação do trombonista Benny Morton em I'm Coming Virginia um clássico de Will Marion Cook e Donald Heywood. Morton talvez seja o seguidor do grande Charlie Green e de Jimmy Harrison, respectivamente pela fluidez e potência de seus solos comparados a estes outros dois excelentes trombonistas. Figura com Teagarden na lista de ouro do Dixieland. A seção rítmica é a mesma acima ainda com bons momentos do piano de Schroeder.
Passamos ao concerto de 10 de junho de 1944 onde alguns integrantes foram adicionados, e outros substituídos e assim temos: Eddie Condon (gt e lider), Bobby Hacket (cornet), Max Kaminsky e Hot Lips Page (tp), Benny Morton (tb), Bill Harris (tb de válvula), Ernie Caceres (sb e cl), Pee Wee Russel (cl), Clyde Hart (pi), Bob Haggart (bx) e Joe Grauso (bat).
A turma acima executa When My Sugar Walks Down The Street (Gene Austin / Jimmy McHugh) com destaque para o vocal e solo de Hot Lips Page.
Ao terminar os concertos Eddie costumava colocar o grupo em uma Impromptu Ensemble, ou seja todos juntos em uma improvisação cuja base era o Blues original de W.C. Handy ― Ole Miss. Assim Fred Robbins vai encerrando a transmissão (blue network) e também nosso "capítulo" de hoje.
Fonte: CD - Eddie Condon The Town Hall Concerts – Jazzology Records JCECD- 1002 – New Orleans - USA 1988.




Tempo total:9:40min

McBRIDE EM ALTO ESTILO

08 setembro 2009

Quando o assunto é contrabaixo atual, o nome de Christian McBride já não é mais surpresa, é unanimidade - talento, virtuosismo, é lider, é sideman, passeia no jazz, na bossa, no fusion, toca acústico e elétrico.
E chegou em minhas mãos um trabalho que me fez acreditar mais em todos esses atributos, Live At Tonic é um álbum tripo gravado ao vivo em 2006 no bar em NY que dá nome ao título; bar este que não mais existe.

Neste disco McBride literalmente quebra tudo, são mais de 3 horas de música com algumas jams que ultrapassam os 30 minutos de duração com um som ousado, moderno, sobrando groove, mescla com a eletrônica, pop, com hip hop, com tudo ... improviso pra todo lado, e eu sou suspeito pra falar porquê eu gosto mesmo é de ver a casa cair.

Um registro obrigatório que talvez não agrade os mais puristas mas com certeza vai agradar aos que gostam de um som mais fusion, com uma abordagem mais funky. Vale também pelo registro que poucos músicos e gravadoras oferecerem no mercado fonográfico, os casos de gravações ao vivo onde geralmente esperamos um broadcast de alguma rádio internacional, lógico, e uma boa alma musical para disponibilizar para nós pobres mortais a gravação, até porque não temos emissoras decentes de rádio em nossa terrinha.

Acompanham McBride o sax de Ron Blake tenor, soprano, baritono e flauta, Geoffrey Keezer piano e Terreon Gully bateria; e convidados mais que especiais -
Charlie Hunter e Erik Krasno (da banda Soulive) guitarras, Jason Moran piano, Jenny Scheinman violino, Rashawn Ross trompete e DJ Logic pratos de vitrola e efeitos.

Deixo 2 temas na radiola - Say Something e Sonic Tonic
Som na caixa !

BABA O QUE ?

Pois é, tem coisas que a gente acha que não vai ouvir nunca !
Mas aparece uma menina paulista de 22 aninhos que se instalou pelas praias do RJ com seu violão e por ser menina cresceu ouvindo outras menininhas. Então um dia resolve fazer um blues e adivinha a musiquinha que a inspirou - Baba Baby ! É isso mesmo, essa menina que se chama Maria Gadu arrebatou a musiquinha da Kelly Key, quem diria ?! uma musiquinha sem vergonha mas fez uma versão blues e ainda abusou do acompanhamento de um violão de aço, bem ao estilo. Tem que reconhecer, a menina foi abusada!
No disquinho que a menina tá lançando tem a presença do Arthur Maia, Fernando Caneca, Nicolas Krassik ... então, tem gente que gostou!
Eu confesso, eu gostei disso, não sei se quem anda por aqui vai gostar muito, mas vou deixar aí.
Agora vou comer uma bala juquinha e esperar uma nova versão blues para algum tema da Xuxa, da Turma do Balão Mágico ...
É isso, entao Baba Baby !

Som na caixa !

7 de Setembro - Keith Jarrett's Day

07 setembro 2009

O jazz não é nossa música, mas por aqui nada toca da forma que gostariamos de ouvir. Temos que buscar nossos sentimentos e nosso conhecimento em outras partes do mundo - felizes dos que dispõe recursos para tal.

O Rio amanheceu silencioso, quieto demais, nem os passarinhos eu escutava, parecia que o povo dormia. Os 509 anos do descobrimento passam, os 187 anos da Independência também passam, e não existe motivos para comemoração, apenas o silêncio, a espera, no aguardo de que algum dia possa surgir algo que realmente contagie nosso povo.

Se voce, como eu, não tem motivos para comemorar nossa Independência, passe um dia feliz, escute diretamente do estudio particular de Keith Jarrett em New Jersey a entrevista dele a Marian McPartland, com direito a solos e improvisações próprias.

http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=15031508

MUSEU DE CERA # 62 – CANTORAS DE BLUES 10 – MARGARET JOHNSON

06 setembro 2009



Muito pouco se sabe sobre a vida de Margaret Johnson. Surgiu muito ativa atuando no circuito vaudeville na década de 1920 e conhecida por continuar a atuar até a década de 1930. Embora figure dentre as cantoras de Blues Clássico sua carreira foi um tanto diversificada. De início, como quase todas trabalhou no teatro vaudeville, porém ao iniciar suas gravações em 1923 juntou-se a Bobby Leecan na harmônica de boca e Robert Cooksey na guitarrra dando um sentido especial, sulino e rural aos seus Blues. Naturalmente participou também de sessões com pequenos grupos de Jazz de New Orleans integrados por Sidney Bechet, Louis Armstrong, Bubber Miley e Tom Morris.
Tanto ela como o pianista/compositor Clarence Williams secretamente participaram de sessões com o banjoista Buddy Christian, Williams não tendo nenhum crédito na gravação e Margaret ocultada sob o pseudônimo de Margaret Carter.
Grande parte de seu repertório é calcado no Blues Clássico e as canções frequentemente de cunho humoristas ou sexualmente sugestivas. Suas gravações vão até o ano de 1927 e as informações sobre ela até início dos anos 1930, depois desapareceu do "showbizz" não mais se tendo notícia. Assim não se sabe data e local de nascimento nem de falecimento.
Não deve ser confundida com a pianista que acompanhou Billie Holiday e Lester Young em gravações de 1938 ― Margaret "Queenie" Johnson, também muito pouco conhecida.
Duas canções se destacam no repertório de Margaret com voz gutural e gemida (moaning) no seu estilo um tanto country, as quais podemos ouvir abaixo.
DEAD DRUNK BLUES (George W. Thomas) - Gravação original: 14/fev/1927 – New York – Victor 20982-B (mx BVE-37282-2)
SECOND-HANDED BLUES (Mike Jackson) - Gravação original: 14/fev/1927 – New York – Victor 20652 (mx BVE-37281-1)
MARGARET JOHNSON (vocal) acompanhada pelo pianista Mike Jackson, Robert Cooksey na harmônica e Bobby Leecan à guitarra.
Fonte: LP – WOMEN OF THE BLUES – Selo RCA Victor – Vintage Series – LPV-534 – 1966 - USA.
NOTA: Esta postagem encerra a série ― CANTORAS DE BLUES ― na qual foram apresentadas as cantoras: Ida Cox – Clara Smith - Lucille Hegamin - Ma Rainey - Sarah Martin - Sippie Wallace - Victoria Spivey - Mamie Smith - Lizzie Miles e Margaret Johnson. Outras foram focalizadas em Museus anteriores como Alberta Hunter, Bessie Smith e Ethel Waters. Muitas outras cantoras de Blues poderão ainda ser objeto do Museu em outra oportunidade.



MORREU O PIANISTA EDDIE HIGGINS

03 setembro 2009

Alertado pelo comentário de Érico Cordeiro sobre o falecimento de Eddie Higgins, pesquisamos na Internet algumas notas sobre o pianista. Ele nasceu em Cambridge, Massachussets em 21 de fevereiro de 1932. Iniciou seus estudos com sua mãe e mais tarde na universidade. Começou tocando em alguns “night clubs” de Chicago e mais tarde no London House. Liderou vários grupos de trio a quinteto e gravou com Coleman Hawkins e Freddie Hubbard. Fundou a Dunwich Records e fez muito sucesso no Japão através gravações editadas pela Venus Records. Era casado com a cantora Meredith D’Ambrosio. Higgins faleceu em 31 de agosto de causa não revelada. Como sempre acontece por aqui, a divulgação do trabalho de Higgins foi nenhuma. Que se saiba nenhum de seus discos foi editado no Brasil. Uma pena !
RIP

TERENCE BLANCHARD NA CECILIA MEIRELES


A Dell’Arte anunciando para o dia 14 de setembro, apresentação única do trompetista Terence Blanchard. Mais uma oportunidade de se assistir e ouvir um bom Jazz. O ingresso custa cem reais e parece justo para a importância do artista.

02 setembro 2009


CHRIS CONNOR ( 1928- 2009)
De vez em quando a gente se surpreende com o falecimento de um artista, em relação a sua idade. Como imaginar Chris Connor com 81 anos ? Parece que foi ontem que a “Nictheroy Crew” foi incorporada para o aeroporto Santos Dumont receber os músicos do magnífico grupo “American Jazz Festival” do qual a cantora fazia parte. Já de posse de seu álbum de 10” , “Chris Connor sings Lullabys of Birdland”, solicitamos seu autógrafo que ela gentilmente c oncedeu. Só a noite fomos revê-la no palco do Municipal fazendo um set muito bonito, acompanhada por Ronnie Ball (p)- Bem Tucker (b) e Dave Bailkey (dm). Houve qualquer coisa que atrasou sua presença no palco. Willis Connover, que era o apresentador chamou-a várias vezes e Chris não aparecia. O trio engrenou um número extra até a sua chegada, quando então Chris assumiu o microfone e deu um show. Por sorte tudo foi gravado e anos depois o selo Imagem lançava dois álbuns com trechos daquele maravilhoso concerto. Viajamos um pouco até dizer que Chris Connor hoje é saudade. Faleceu em 26 de agosto. Ficam seus excelentes discos para que possamos recordá-la.
RIP

THE TOWN HALL – EDDIE CONDON CONCERTS – (parte 1)

01 setembro 2009


A partir da tarde de um sábado a 20 de maio de 1944 às 15:30h a National Broadcasting Corporation ― NBC Radio, iniciou uma série de transmissões de concertos de Dixieland Jazz dirigidos por Eddie Condon, diretamente do Town Hall na cidade de New York, mais precisamente localizado na 123 West 43rd Street, onde se encontra até os dias de hoje.
O guitarrista Eddie Condon (*1905 †1973) talvez tenha sido a peça mais influente no Revival do Dixieland, suas apresentações semanais no programa de rádio Town Hall Concerts de 1944 a 45, transmitidos costa-a-costa dos EUA (Blue Network), trouxe enorme contribuição à música de Jazz e como animada diversão em plena Guerra Mundial poucos dias antes do desembarque dos Aliados nas praias da Normandia passo inicial para a vitória, aliás, hoje faz exatos 70 anos malditos do início da guerra com a invasão da Polônia pelas tropas de Hitler.
Tais concertos felizmente foram preservados pela Jazzology Records em 12 volumes e 24 CDs - The Eddie Condon-The Town Hall Concerts (JCD 1001 a 1024).
Detentor que sou de muitos desses fantásticos concertos estarei repassando alguns dos melhores momentos através desta série editando-os em podcast, conforme se segue:
Faixa 1 – Abertura do primeiro programa a 20/05/1944 com SWEET GEORGIA BROWN (Maceo Pinkard / Kenneth Casey / Ben Bernie) – Eddie Condon (gt e lider), Max Kaminsky (st), Pee Wee Russel (cl), Bobby Hackett (cornet), Miff Mole (tb), Gene Schroeder (pi), Bob Casey (bx) e Joe Grauso (bat).
Faixa 2 – Continuação da abertura com PEG O' MY HEART (Alfred Bryan / Fred Fisher) com o pessoal acima. Magnífico solo de Miff Mole.
Faixa 3 – AT THE JAZZ BAND BALL (ODJB) – pessoal acima com John Kirby no lugar de Bob Casey (bx) e Sony Greer no lugar de Joe Grauso (bat) e Ernie Caceres ao sax-barítono. Concerto a 27/maio/1944.
Nota: as faixas 1 e 2 acima estão com bastante chiado e ruído, pois foram recuperadas de acetatos únicos, bem como todo o concerto, fornecidos pelos colecionadores Jerry Sears e John Steiner, mas valem a pena.



Thais Motta no Velho Armazem


Marvio Ciribelli e Thaís Motta no Armazém da Música
Participação Especial do guitarrista e bandolinista Sérgio Chiavazzoli
Com: Amaro Júnior (bateria) e Juliano Cândido (contrabaixo).
Data: 3/SET
Hora: 21h
Local: Velho Armazém
Endereço: Praia de São Francisco, nº 6
Tels: (21) 2714-5424 / 2704-9547
Couvert: R$ 18,00
Classificação Etária: Livre
Capacidade: 80 lugares
Cartões: Todos
Perfil: Para curtir a dois, ir com os amigos, ir com a família

FALECEU ION MUNIZ


Faleceu em 30 de agosto aos 61 anos de idade o saxofonista e flautista Ion Muniz. Além do Jazz Ion dedicou-se também a educação musical, lançando os livros “Functional Improvisation” e “Muniz Music”. Conhecemos Ion Muniz nos tempos do “Clube de Jazz e Bossa” quando atuava nas “Jam Sessions” de domingo no Copacabana Palace. A causa mortis foi “cirrose aguda”.
RIP

Como foi o Jazz Festival Brasil 2.009

31 agosto 2009

COMO FOI O JAZZ FESTIVAL BRASIL 2009
Na verdade a programação desse ano, embora não deixasse a desejar, foi inferior a dos anos anteriores.
A prometida homenagem a Benny Goodman, que completaria o seu centenário esse ano, foi desenvolvida pelo veterano e excelente saxofonista Bob Wilber, que veio acompanhado pelo quinteto do vibrafonista francês Dany Doriz que lidera esse grupo no “Caveau de La Huchette” em Paris. Foram executados 17 temas , a maioria do repertório de Benny, destacando-se muito o pianista Phillipe Douchement, apresentando uma técnica primorosa nos improvisos que realizou. Bob Wilber, usando o clarinete e seu famoso soprano curvo, reproduziu com muita eficiência os famosos temas “I found a new baby”, “Air mail special”, “Don’t be that away” e sobretudo “That’s a plenty”, um tema de dixieland transformado em swing com muita propriedade. Ellington foi relembrado com o famoso “Moody Indigo”, que Wilber dedicou a Johnny Hodges . A eficiente seção rítmica foi constituída por Dano Einer (g)- Jean Paul Arrami (b) e Guillaume Noveau (dm).
A segunda noite apresentou o JAZZ 6, onde atua Luiz Fernando Veríssimo que possuidor de técnica limitada não se arrisca em altos vôos. Age como se fosse um motorista trafegando na faixa de segurança, no caso o registro médio do instrumento. Luiz Fernando Rocha é o seu parceiro nos sopros, executando bem o trompete e o flugel horn. Mas o grande destaque do grupo foi o pianista Adão Pinheiro. Criou solos belíssimos nos improvisos que realizou, notadamente nos temas “Four” e “Blue Monk”. O repertório brasileiro contou com “Samba de verão” e “A rã”.
Completando o grupo o baixo elétrico (altíssimo) de Jorge Gerhart a a fraca bateria de Gilberto Lima.
O segundo grupo a se apresentar marcou o retorno de Gunhild Carling, a multi-instrumentista sueca que deu extenso exemplo de sua versatilidade. Tocou trombone, trompete, flauta doce, flauta de bambu, piano, gaita,cantou e sapateou com muito entusiasmo. Seu irmão Max, que se reveza no clarinete, no violino e no piano ainda faz malabarismo com aros, bolas e bastões. Um show movimentadíssimo que contou ainda com o guitarrista Mark Lambert, americano radicado no Brasil, Enéias Xavier (b) e Jimmy Duchawny , americano também radicado no Brasil à bateria.
A terceira noite teve o show da cantora Kristine Mills e o animado grupo africano “Gangbé Brass Band”.
Kristine é muito simpática, escolheu um bom repertório mas tem graves erros de afinação em suas interpretações.Quem “carregou o piano” foi o guitarrista Mark Lambert com a ajuda de Enéias Xavier ao baixo e Jimmy Duchawny a bateria, a mesma rítmica do show de Gunhil Carling.
Encerrando o festival assume o palco a Gangbé, integrada por três trompetes, um trombone, um sax-tenor , uma tuba e dois percussionistas. Interpretando temas regionais e fazendo interessantes coreografias conquistou o público de imediato. A liderança é exercida por um dos trompetes e o trombone, ambos com fôlego suficiente para não tirar a boca dos instrumentos um só instante. A coisa ficou tão animada que no encerramento a banda desceu do palco e foi direto para a rua, onde cercada pelo público interpretou mais meia dúzia de temas.
Fechando a conta devemos dizer que o Festival não decepcionou . Esse ano deram cartões postais com a programação impressa no verso. Faltou um programa com o histórico dos músicos e seus acompanhantes. Alguns comentários surgiram sobre uma perda de patrocínio, o que talvez tenha propiciado a adoção de uma seção rítmica “abrasileirada” para acompanhar as apresentações de Gunhild e Kristine. Mas, valeu !


Lester Young centenário!

27 agosto 2009


Prezados,
vale fazer uma pausa hoje e escutar pelo menos uma música com um dos maiores da história do Jazz. Lester Young (27.08.1909 - 15.03.1959).
Pra mim, sem ele, não teríamos Dexter Gordon, Sonny Rollins, Lee Konitz e, claro, Miles Davis.
Provou que para domar o sax tenor não era necessário força e bravura. Graça, leveza e lirismo serviam bem para dar fim à tarefa.
Aqui vou de These Foolish Things e depois Charles Mingus em homenagem ao gênio: Goodbye Pork Pie Hat.
Ivan Monteiro

45 Anos da "Traditional Jazz Band Brasil"

24 agosto 2009

O concerto de aniversário em comemoração aos 45 de carreira da "Traditional Jazz Band Brasil" ("TJB") já tem data confirmada ! ! !
O show ocorrerá nos dias 19 e 20 de setembro próximos (sábado e domingo), às 21.00 horas, no Theatro São Pedro, em São Paulo (duração aproximada 01,30 hora cada show).
Os músicos da banda prometem para o público apresentações empolgantes e inesquecíveis.
O evento irá contar com a participação de músicos conhecidos do cenário paulistano e da "Jazz singer" Ida Muhlemann, que já participou de apresentações e gravações anteriores da banda.
Na oportunidade, o grupo lançará CD “Traditional Jazz Band – 45 Anos", com 14 faixas, todas com arranjos próprios.
No repertório “Olha o Lado Bom Que A Vida Tem!”, “Since A Fell for You”, “I’ve Found A New Baby”, "As Long As I Live", "Darktown Strutters Ball", entre outras e todas constantes do CD comemorativo.
Representando o Brasil em festivais realizados em todo o mundo, a TJB costuma lotar todas as salas de espetáculo onde quer que se apresente e é considerada pela crítica especializada como um dos mais vigorosos grupos de jazz tradicional em atividade.
Criada em 1964 a Traditional Jazz Band (TJB) conta em sua formação atual com Alcides “Cidão” Lima (bateria e washboard), Edo Callia (piano), Carlos Chaim (contrabaixo), Austin Roberts (trumpete), William Anderson (trombone), Eduardo “Dudu” Bugni (guitarra e banjo) e Marcos Mônaco (sax-tenor e clarinete).
Em paralelo aos shows, a banda desenvolve outros projetos como o “Vamos ao Jazz”, lançado em 1990, com realização de shows semanais.
Além disso, grande turnê pelas principais capitais brasileiras e a gravação de um DVD estão programadas para marcar esta importante data na carreira da TJB. Também na internet a "TJB" está de "cara nova" (consultar "www.traditionaljazzband.com.br").
O Theatro São Pedro fica na Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda, com capacidade de 636 lugares.
Informações (11) 3667-0449 ou (11) 3034-5992.
Serviço: Concerto de Aniversário em Comemoração aos 45 anos da Traditional Jazz Band.
Realização: TJB Empreendimentos Artísticos Ltda.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).
Venda antecipada: www.ingressorapido.com.br - Cartões Visa e Visa Electron.
Classificação etária: livre.
Estação mais próxima do Metrô: Marechal Deodoro.
Abertura da casa: uma hora antes do espetáculo
Estacionamento: ao lado do Theatro (que não possui convênio com o estacionamento).
Vale a pena, e muito, conferir como os "meninos" da "TJB" esbanjam vitalidade musical mantida nesses 45 anos de estrada ! ! !