Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

MAIS FOTOS DO VELHO ARMAZEM

30 junho 2009

Chegaram as fotos do Velho Armazem, tiradas no dia do show de Marcos Ariel e Jean Pierre Zanella. Foi a noite que reencontramos Marcos depois de muitos anos, ou seja, desde os tempos de “O Assunto é Jazz” na Fluminense FM.
Na primeira foto , uma confraternização com Marvio Ciribelli, Bernard Fines, Jean Pierre Zanella, Marcos Ariel e Llulla.
Na segunda , a dupla Jean Pierre Zanella e Marcos Ariel e na terceira o excelente Tino Jr. e Marcos Ariel.
Noite de gala.

O SOM DO BECO DAS GARRAFAS

29 junho 2009

Embalado pelo sucesso do concerto do CJUB de 31 de março de 2005, com o David Feldman Trio, acabou de ser lançado um CD de bossa-jazz denominado "David Feldman - o som do beco das garrafas".

No excelente concerto do CJUB os músicos que acompanhavam Feldman eram Jorge Helder (baixo) e Rafael Barata (bateria). No CD foram substituidos pelos não menos competentes, Sérgio Barrozo (baixo) e Paulo Braga (bateria).

Feldman toca músicas de Durval Ferreira, João Donato, Johnny Alf, Jobim, Carlos Lyra, Mauricio Einhorn e o tema do beco de sua própria autoria.
O disco está a venda na Modern Sound ou pelo site
http://www.davidfeldmanmusic.com/

NOSSO APÓSTOLO FAZ ANOS

28 junho 2009

Alegrai-vos senhores cejubianos. Amanhã, justamente amanhã, às vésperas de ser avô por mais duas vezes, o nosso Apóstolo completa mais uma primavera. Pedro Cardoso, uma das grandes amizades que colhi através do Jazz, é como um irmão .

Comungamos as mesmas idéias e os laços de nosas famílias são bem estreitos. Por causa disso, estamos enviando a Pedro os votos de muita saúde, paz, tranquilidade e óbviamente muito tempo para o Jazz.

Llulla e Lúcia

CLUBE DE JAZZ DE NITEROI COMPLETA 19 ANOS

26 junho 2009



Às vésperas de completar seu décimo nono aniversário, o Clube de Jazz de Niterói proporcionou aos seus associados e convidados uma noite de Jazz , ao vivo, em sua sede situada no Centro Cultural da A.A.B.B. na noite de 24 de junho. A
Iniciativa foi do casal Virgínia e Sérgio Vichi que também contrataram o quarteto integrado por Dino Rangel (g)- Zé Canuto (as)- Mazinho Ventura (be) e Amaro Jr (dm). Um grupo super entrosado que nos proporcionou realmente uma noite agradável executando um repertório diversificado do comum com rara mestria. O sax alto de Zé Canuto, discípulo e compadre de Idriss Boudrioua , brilhou intensamente com solos belíssimos e de muito bom gosto. O mesmo se pode dizer da guitarra de Dino Rangel, executada com rara precisão e com a sonoridade adequada . A seção rítmica com Mazinho e Ventura e Amaro Jr. esnobou categoria, sendo que o baterista apresentou uma técnica exuberante. Mas,
não foi só a musica que nos alegrou . O reencontro com Zé Canuto e o conhecimento com Dino Rangel, iniciado naquela noite nos proporcionou agradável surpresa. Ambos nos ofertaram seus CD’s (excelentes), sendo que me surpreendi
co m a dedicatória de Rangel que me permito trancrever : “Lula, seu programa foi fundamental para nossa formação musical”
Abraços, Dino.
São fatos como esse que aos poucos me mostram que realmente “O Assunto é Jazz” voou alto em sua trajetória de 29 anos. Daqui agradecemos e felicitamos s músicos tão importantes que o Clube de Jazz de Niterói recebeu em comemoração ao seu décimo nono aniversário.
llulla

Histórias do Jazz – n° 68

23 junho 2009


A moeda do “Mardi Gras”.

Essa aconteceu nos tempos em que eu não era aposentado e o ir e vir Niteroi/Rio era diário. Ainda não existiam tantos camelôs como hoje mas, nas sextas-feiras principalmente , armava-se uma pequena feira na Praça XV com as barracas vendendo todo o tipo de produtos. Além das barracas ,alguns elementos armavam suas coisas sobre caixotes e os estoques variavam de artesanato feito de contas às chamadas ervas medicinais. Foi num desses camelos de caixotes que fui encontrar o objeto dessa história.
Já voltava para casa quando fui atraído por um desses mercantes que expunha em sua banca uma série de moedas antigas, escudos, insígnias nazistas e congêneres. Parei para examinar as peças quando me deparei com uma moeda diferente e maior do que as demais. Para minha surpresa, tratava-se de uma daquelas que as sociedades carnavalescas de New Orleans atiram para o povo durante o desfile , como se fosse dinheiro real. O ano, 1973, e homenageava um indivíduo de nome James Gallier Sr., que calculei fosse o patrocinador da “Krewe of Crescent City”, sociedade carnavalesca fundada em 1946,que mandara cunhar a peça, uma espécie de Castor de Andrade americano.
Mas, a curiosidade por saber quem era o homenageado me levou a pesquisar na Internet. Fiquei então sabendo que o senhor James Gallier Sr. nada tinha a ver com o “Mardi Gras” e era apenas um dos maiores arquitetos do país, responsável pela construção dos melhores prédios da cidade. Se patrocinou ou não o desfile da “Krewe of Crescent City” não sabemos mas, aprendemos mais um pouco sobre os costumes do povo do Jazz. Ilustramos a presente mostrando os dois lados da moeda.

VITTOR SANTOS: NOSSO CRAQUE EM SAMPA

Recebo notícia de que nosso caro Maestro e trombonista Vittor Santos vai se apresentar em Tatuí, SP, no próximo dia 26, sexta-feira, às 20:30 hrs, no Teatro Procópio Ferreira, liderando a big-band do Conservatório local.

A turma vai apresentar composições de Víttor, Impressões, Vitória, Resposta e Valsa dos Amigos, na repetição, pela terceira vez, dessa sua colaboração com a banda. Além destes temas, vão rolar, em arranjos dele, Coisa no. 10(Moacir Santos), Pé Quente (Marcelo Martins), Stella by Starlight (do xará Victor Young) e Zabumbeiro (Henrique Band).

Nosso Maestro, que dispensa apresentações outras, é daqueles instrumentistas que valorizam todo e qualquer trabalho de terceiros e ajuda, dessa forma, à garotada do Conservatório Dr. Carlos de Campos no aperfeiçoamento de seus talentos. Acho que, para os que estiverem ali por perto, é um programaço a ser prestigiado.

Quem quiser visitar a página de Vittor Santos, pode fazê-lo pelo link: http://www.myspace.com/vittorsantosmusico

MELHORES DO ANO SEGUNDO A JJA

21 junho 2009


A Jazz Journalist Association premiou esta semana os melhores do ano 2009 ( abril 2008 à abril 2009 . Abaixo os principais premiados :

Lee Konitz - Lifetime Achievement in Jazz
Sonny Rollins - Músico do ano e Tenor
Esperanza Spalding - Revelação
Disco do ano - "Appearing Nightly" - Carla Bley Big Band
Gravação histórica do ano - Road Show, Vol.1 - Sonny Rollins
Selo do ano - Mosaic
Maria Schneider - Compositora, Arranjadora e Banda
SFJazz Collective - Grupo
Kurt Elling - Cantor
Cassandra Wilson - Cantora
Terence Blanchard - Trumpete
Roswell Rudd - Trombone
Rudresh Mahanthappa - Alto
Gary Smulyan - Barítono
Branford Marsalis - Soprano
Anat Cohen - Clarinete
Frank Wess - Flauta
Bill Frisell - Guitarra
Hank Jones - Piano
William Parker - Baixo
Steve Swallow - Baixo Elétrico
Brian Blade - Bateria
Hamid Drake - Percussão
Dr.Lonnie Smith - Organ
Joe Locke - Vibrafone
Billy Bang - Violino
Richard Galliano - Acordeão ( Rare Instrument )
Revista do ano - Jazztimes
Webside do ano - AllAboutJazz.com
Blog do ano - Jazz Beyond Jazz - Howard Mandel
Crítico do ano - Nate Chinen
Foto do ano - Kris King - Hank Jones, Montreal Jazz Festival ( anexa)

BraGil

IMPRESSÕES DE RIO DAS OSTRAS I

17 junho 2009

Apesar da discussão surgida aqui na casa sobre o que é ou não jazz e se está ou não morto tornar-se tão polêmica e contraditória, o que importa mesmo é que as pessoas estão carentes é de boa música e quando ela aparece todos estão lá para ouvir, independentemente de rótulos, nomes ou época e principalmente de idade e classe social.

E mais uma vez o Festival de Rio das Ostras mostrou que é viável e promissor promover essa boa música mesmo com toda a crise econômica que assolou o planeta nos últimos meses. Lembro que hoje esse festival reina sozinho aqui no RJ e não teve chuva e mau tempo que espantasse o público.

Neste ano, mais uma vez, não foi diferente, organização impecável e produção antenada em satisfazer todas as frentes musicais que se apresentam no cenário nacional e internacional, apesar do pessimismo que se apresentou com o possível cancelamento de patrocínios e apoio.
Como todo festival e rótulos a parte, ouvimos de tudo - pouquinho de jazz, muita influência de jazz, blues, pitadas de rock e música instrumental brasileira, claro.

Só cheguei na quinta-feira de tarde, perdi a abertura do festival na noite anterior, e cheguei ainda na esperança de assistir o show do organista Ari Borger, cujos comentários dos amigos presentes foram de que o publico gostou do que viu na Lagoa de Iriri, o palco mais concentrado do festival e cuja atmosfera realmente nos contagia.

Assim sendo, fui direto para a Praia da Tartaruga assistir o grupo Rudder com um som que soa bem rock envolvido pela atmosfera fusion, uma vez que carrega muita improvisação. A formação do quarteto me agradou inicialmente - sax, teclado, baixo e bateria, e o grupo traz muita energia ao palco mas explora exageradamente o uso de efeitos, principalmente no sax tenor de Chris Cheek e no drive do baixo elétrico do lider da banda Tim Lefebvre. Alguns momentos soava bem eletrônico e o baterista Keith Carlock pulsava em atmosfera rave mesmo, o que, acho, dificil quando se faz no braço sem uso de samplers e computadores. Enfim, agradou e eu ia gostar mais se o mesmo som fosse feito com uma sonoridade mais acústica, afinal tinha os elementos para isso.












Chega a noite com a abertura da banda do gaitista Jefferson Gonçalves, um grande educador e explorador dos ritmos nordestinos cujos elementos ele carrega fortemente em sua música; passeou pelo xote, pelas citações de blues da banda Allmann Brothers e Bob Bylan no repertório.
Soou mais popular !

A banda paulistana Pau Brasil não trouxe o saxofone de Teco Cardoso; Mané Silveira acompanhou nos sopros . O grupo é uma referência da nossa música instrumental, liderado pelo pianista Nelson Ayres, o baixo elétrico de Rodolfo Stroeter, que se apresentou com febre de quase 40 graus, e o violão brasileiro de Paulo Bellinatti que roubou a cena e delirou o publico. Repertório com arranjos e roupagem instrumental para temas de Ari Barroso, Villa Lobos e um final de show apoteótico com Bye Bye Brasil de Chico Buarque.

Veio a chuva e como os shows são ao ar livre uma certa dispersão do público mas todo mundo queria mesmo música; uma trégua das nuvens e sobe ao palco Jason Miles e grupo com um repertório característico da fase Miles elétrico. Jason contou histórias, sua experiência com Miles Davis onde gravou 3 discos da sua fase fusion entre eles Tutu, cujo tema ficou eternizado no baixo elétrico de Marcus Miller. Gostei muito mais do show do que do CD, Miles to Miles, no palco o grupo soou mais enérgico com um destaque para o trompetista Michael ”Patches” Stewart que carregava em muitos momentos o registro de timbre de Miles. Sem falar do elétrico baixo de Jerry Brooks, roubou o show ! Apesar da presença do DJ Logic, dispensável porém não comprometedor ao estilo, foi um show bem fusion. Gostei muito !

fotos de Cezar Fernandes : Palco, Rudder, Paulo Bellinatti, Jason Miles

continua ...

IMPRESSÕES DE RIO DAS OSTRAS II

Sexta-feira chuvosa e eu esperei o palco da noite para aparecer. Durante o dia, apesar da chuva, os shows do Bad Plus e Jason Miles, em Iriri e Tartaruga respectivamente, agradaram ao público conforme dito pelos amigos presentes. No caso do Jason Miles a chuva não deu trégua e cogitou-se até o cancelamento do show logo antes do início, mas Jason insistiu e aos primeiros acordes o público apareceu e o deixou completamente deslumbrado com a motivação e interesse dos presentes, algo que ele não viu em nenhum outro lugar do mundo, conforme suas próprias palavras.

Noite de sexta, Rudder abriu o palco e mostrou o mesmo show da tarde do dia anterior.

A segunda atração sobe ao palco e é o guitarrista Coco Montoya, canhoto, abraçado a um modelo Stratocaster sob medida de um luthier de Los Angeles e sem as cordas invertidas, espantou definitivamente as nuvens e levou o público ao delírio com um performance em quase sua totalidade blues, mais elétrico, e em alguns momentos soando lisérgico quando baixava a dinâmica da banda com longos improvisos, assim calou o grande público presente na noite.

Confesso que o brilho do orgão hammond deu mais atmosfera blues ao show. E como não podia faltar, fez sua homenagem ao mestre da Telecaster e seu mentor Albert Collins. Foi "o show" !


Pra finalizar a noite de sexta, sobe ao palco a Big Time Orchestra e transformou Costa Azul em uma grande festa abrindo arrebatadora com Hit the Road, Jack de Ray Charles. A banda chama a atenção pelo visual dos músicos em ternos preto e branco e apresentação performática, trazendo temas dos Blues Brothers e trilhas sonoras em arranjos alegres para big band.
Agitou o público !

foto Cezar Fernandes : Big Time Orchestra

continua ...

IMPRESSÕES DE RIO DAS OSTRAS III

Sábado de sol e início de tarde no palco da Lagoa de Iriri para o show do gaitista Jefferson Gonçalves, que teve o mesmo repertório da noite de quinta-feira. Bom público presente e animado. Final de tarde rumo a praia da Tartaruga completamente lotada e ensandecida pelo show da noite anterior do guitarrista Coco Montoya. O show na Praia da Tartaruga é em cima da pedra junto ao quebra-mar e o visual de fim de tarde com música é tudo o que todo mundo precisa. Assim, ficam renovadas as energias !

Noite de sábado e sobe ao palco o grupo Bad Plus. O show mais acústico e mais jazzy do festival, iniciado em trio sem a presença da cantora Wendy Lewis. Só tinha assistido o Bad Plus em vídeo e realmente ao vivo a história é outra. Um repertório explorando muito as dinâmicas e as convenções e um destaque mais que especial para o baterista David King que usava divisões ritmicas bastante interessantes em perfeita harmonia com o contrabaixista Reid Anderson criando uma atmosfera sonora ímpar.

O grupo chama a cantora Wendy Lewis e o show transforma-se mais intimista com a recriação de alguns temas da safra pop-rock. Wendy não apresentou extensão de voz mas mostrou uma beleza com sua voz linear e envolvente completamente encaixada com o trio que, literalmente, entortou os arranjos em forma de balada para os temas Blue Velvet, Smells Like Teen Spirits (Nirvana), uma belíssima interpretação de Under a Blood Red Sky (U2) com o piano de Ethan Iverson explorando todas as teclas causando até um certo frenesi, Comfortably Numb (Pink Floyd) e um encerramento mais frenético com Barracuda (Heart).

E esse é o grande barato, a recriação de temas de pop-rock em linguagem mais jazzistica; é o que se precisa para trazer o público mais jovem não habituado com a linguagem jazz a ouvir jazz.
A inclusão da cantora Wendy Lewis complementou de forma brilhante o trio. Esperamos que o CD lançado pelo quarteto não fique na unidade.


Este show - simplesmente espetacular, o show do festival !

A noite segue com o show do guitarrista John Hammond e seu quarteto formado por contrabaixo acústico, hammond e bateria. Com um som mais enraizado no blues, Hammond sempre se utilizou do suporte de gaita e alternou o show entre a guitarra elétrica, o violão de aço e o dobro.

Fim de noite e a atração tão polêmica e esperada, Spyro Gyra. Quem já gostou um dia também gostou do show! O grupo cancelou a turnê pelo México para estar novamente no Brasil, sábia decisão pois não esperava-se que a gripe suino instalaria-se por lá.
Explorando muito o ritmo latino, o destaque da banda foi o baixista Scott Ambush abraçado a um elétrico de 6 cordas com uma musicalidade impressionante dando espaço a belos walking e a longos improvisos. A banda o deixou deitar e rolar !

Da safra antiga, os temas Shaker Song e Morning Dance. Jay Beckerstein tocou alto e soprano, em alguns momentos ambos ao mesmo tempo; o guitarrista cubano Julio Fernandes deu asas a seu lado cubano e arriscou-se aos vocais com um belissimo tema de sua autoria e o baterista Boney B fez muito barulho no encerramento do show bem ao estilo funky dos 70`. O público gostou e eu também !




Enfim, só temos que agradecer e comemorar mesmo a realização deste festival e ano que vem esperamos mais!

Mais que tudo é a oportunidade de estar ao lado dos nossos amigos blogueiros Salsa e Olney Batera; e como sempre colocar em dia o papo animado e musical com a equipe da produção e imprensa do festival e os jornalistas Antonio Amaral da Rolling Stone Brasil e Leandro Souto Maior do Jornal do Brasil.

foto Cezar Fernandes : Spyro Gyra

Correção

Tenho que retificar a idade do saudoso Jack Nimitz. Oitenta e seis anos e não setenta e nove como consta do post anterior. As minhas desculpas aos amigos.
llulla

Faleceu Jack Nimitz


FALECEU JACK NIMITZ.
Mestre Raffa mais uma vez me informou e eu passo a infeliz notícia. Foi em 10 do corrente que
Jack Nimitz, o excelente sax-barítono que atuou com grande sucesso nas bandas de
Woody Herman e Stan Kenton e ainda participando ativamente do grupo Supersax, dirigido por Med Flory, veio a falecer aos 79 anos. Mais um craque que se vai.

RIP

THAIS MOTTA NO VELHO ARMAZEM


Após atuar com sucesso no Vinicius Bar apresentando o show "Influência da Bossa", Thais Motta volta a Niterói e se apresenta amanhã no Velho Armazem, em mais uma iniciativa de Márvio Ciribelli. Show imperdível.

MUSEU DE CERA # 58 – CANTORAS DE BLUES 6 – SIPPIE WALLACE

16 junho 2009



Beulah "Sippie" Thomas nasceu a 1/nov/1898 e cresceu em Houston, Texas onde cantava e tocava órgão na igreja do pai Shiloh Baptist. Ainda na juventurde junto a seu irmão mais novo Hersal e ao mais velho George começou executando e cantando o Blues nos shows apresentados em tendas viajando por todo o Texas. Em 1915 foi para New Orleans com o irmão George e em 1917 casou-se com Matt Wallace. Encontrou-se com grandes jazzistas como King Oliver e Louis Armstrong com os quais, mais tarde, fez magníficas gravações. Durante os anos 1920 excurcionou no circuito T.O.B.A. quando foi apelidada de "The Texas Nightingale".
Em 1923 seguiu com seus irmãos para Chicago e iniciaram atuando em cafés e cabarés. George Thomas tornou-se um notável pianista, bandleader, compositor e mais tarde editor de músicas. O outro irmão Hersal Thomas era pianista e compositor Sua sobrinha Hociel Thomas juntou-se à família como pianista e compositora. Ainda em 1923 Sippie fez suas primeiras gravações para Okeh Records e até 1929 registrou 40 canções. Seus acompanhadores foram a nata do New Orleans Jazz na época como King Oliver, Louis Armstrong, Clarence Williams, Sidney Bechet e Johnny Dodds, dentre outros.
Sippie foi para Detroit em 1929 e acabou deixando a carreira após a morte de seu marido em 1935 e de seu irmão George em 1936. Recolheu-se na religião e nos próximos 40 anos cantava e tocava órgão na Leland Baptist Church em Detroit. Muito ocasionalmente cantava algum Blues até que em 1966 voltou à carreira quando com sua grande amiga do Texas Victoria Spivey fizeram um álbum - Sippie Wallace and Victoria Spivey no selo da própria Spivey. Logo depois gravou outro álbum Sippie Wallace Sings the Blues ela mesma se acompanhando ao piano para o selo Storyville. Ainda em 1966 gravou o álbum Women Be Wise, com os pianistas Roosevelt Sykes e Little Brother Montgomery. Wallace gravou no álbum - Louis Armstrong and the Blues Singers cantando - A Jealous Woman Like Me, Special Delivery Blues, Jack O'Diamond Blues, The Mail Train Blues e I Feel Good. Em 1981, Wallace gravou o álbum Sippie para a Atlantic Records, com o qual venceu em 1982 o W. C. Handy Award for Best Blues Album of the Year e ganhou uma nomeação no Grammy Award em 1983.
Sippie falece em 1986 no mesmo dia em que nasceu 1/novembro fazendo 88 anos.
Wallace foi respeitada, além de cantora, como compositora de Blues, seus originais Mighty Tight Woman e Women Be Wise, até hoje fazem parte dos repertórios de cantores do Texas Blues. Uma de suas características era o shout uma voz gritada e muitas vezes cantava em público sem microfone. Seu estilo combinava vários elementos como as inflexões graves dos cantores do sudoeste norte americano, as habilidades vocais como excelente articulação e senso de tempo, possuindo uma voz melodiosa dotada de ótima afinação mantendo perfeitas as qualidades da forma e das inflexões do blues clássico.
Podemos ouví-la, então, em duas grandes interpretações na primeira ainda podemos ouvir o sax de Bechet pontuando nos breaks e o cornet de Armstrong na segunda:

BABY, I CAN'T USE YOU NO MORE (Matt Mathews / Sippie Wallace) - Clarence Williams' Blue Five: Sippie Wallace (vcl), Louis Armstrong (cnt), Aaron Thompson (tb), Sidney Bechet (sax sop), Clarence Williams (pi) e Buddy Christian (bj).
Gravação original: New York, 28/nov/1924 - Okeh 8212 A (mx 73007-B).
HAVE YOU EVER BEEN DOWN ? (Hersal Thomas) - Sippie Wallace (vcl, pi) acompanhada por Louis Armstrong (cnt) e Artie Starks (cl).
Gravação original: Chicago, 6/maio/ 1927 - Okeh 8499 (mx 80838-B).
Fontes: CD - Sippie Wallace - Complete Recorded Works Vol 1 (1923-1925) e Vol. 2 (1925-1945) – selo Document – DOCO 5399 e 5400 -1995 – USA.



CAMINHOS DO JAZZ - GLOBONEWS MILENIO - 15.06.09 - 23:30 HORAS

14 junho 2009

Lendo a revista de TV do Jornal "O Globo" deste domingo, observei uma pequena nota com o texto "A SAUDE DO JAZZ", informando que havera a seguinte discussao:

O Jazz esta morrendo?

Especialistas falarao da importancia do genero musical.


Caso o sono nao chegue mais cedo, tentarei ver o programa, mas desde ja nao tenho a menor duvida que o Jazz jamais ira morrer...