Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

WAVERLY SEVEN

30 abril 2008

Este disco duplo me foi apresentado e presenteado pelo nosso confrade Gilberto Brasil e tenho que concordar - um discão!

Waverly Seven foi formado em 2006 e compõem o grupo Anat Cohen (clarinet, bass clarinet, soprano, tenor e alto), Avishai Cohen (trumpet), Joel Fhram (tenor, soprano e alto), Manuel Valera (piano, rhodes), Jason Lindner (piano, hammond), Barak Mori (bass) e Daniel Friedman (drums) e neste trabalho denominado YO! BOBBY tem as participações especiais de Scott Robinson (baritone) e Vic Juris (guitar).

Um disco realmente contagiante, disco duplo, 24 faixas, não à toa ano passado ficou mais de 20 semanas no JazzWeek Top 50 Charts e pelo jeito vai passar um bom tempo rodando aqui na minha vitrola.
Neste trabalho o grupo faz uma homenagem ao crooner Bobby Darin, um dos grandes nomes da musica americana nos anos 50-60 e quem gravou todas as canções deste disco.

E para quem ainda não ouviu vou deixar 2 temas - Charade e It´s You or No One.

Som na caixa !




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O FIM DA IAJE

A IAJE, International Association for Jazz Education, anunciou recentemente sua falência. A instituição acabou desacreditada pelos músicos, estudantes, professores, instituições acadêmicas, fabricantes de instrumentos, gravadoras, produtores de festivais, editoras, jornalistas e blogueiros de jazz pela malversação das verba multi milionária que arrecadava, deixando seus financiadores pasmos com a falta de responsabilidade de alguns dos seus membros e administradores.
Ultimamente a associação começou a aceitar novos membros, sem se preocupar com a afinidade musical e o caráter destes.
Aproveitando-se da IAJE e vangloriando-se do posto, até conceituados críticos de jazz e músicos brasileiros foram caluniados por um membro seu.
O fim da IAJE não deixará o jazz órfão, mas sim reverterá para seu engrandecimento.

29 abril 2008

O LATIN JAZZ DA PUTUMAYO

Recebemos da Putumayo World Music, por intermédio de Marilia Motta, um excelente material de divulgação, no qual está incluído o álbum “Putumayo Presents Latin Jazz”. Além da música alegre e vibrante, um encarte luxuoso,contando a história da música cubana ingressando no Jazz e analisando os pioneiros como Mario Bauza, Machito, Chano Pozo etc. O CD começa com Julian “Cannonball” Adderley e a banda de Machito.Além do rítmo contagiante a arte de improviso de Cannonball está presente. E temos mais, Poncho Sanchez, Tito Puente, Chico Alvarez , Ray Barreto, Hilton Ruiz etc. Para quem gosta de “Latin Jazz” o CD é um regalo.
Além disso o catálogo da Putumayo apresenta música de todo o tipo,
desde a cigana, turca, brasileira, africana, asiática, arabe etc. Temos ainda um foco na Europa onde estão incluídos os CD’s “ Paris” , “ Italian Café”, “Greece”, “French Cafe” etc. New Orleans também está incluída com os albuns “New Orleans”, “Zydeco”,”Cajun”,” Mississipi Blues”etc. Enfim, um rico catálogo que irá atender aos mais variados gostos.



Poncho Sanchez, um dos músicos focalizados no "Latin Jazz" da Putumayo

BRIDGESTONE MUSIC FESTIVAL MUDA A CARA DOS FESTIVAIS

27 abril 2008

Transcrevo artigo do Mestre Raf a propósito das atrações e expectativas sobre este novo festival que promete agitar primeiro São Paulo e no ano que vem também o Rio de Janeiro. Produção do veterano - em festivais, diga-se - e consagrado Toy Lima.

Tudo começou com o Festival de Jazz de Nice, na França, em 1948. Foi o primeiro festival de jazz do mundo, desencadeando uma avalanche de eventos similares nos quais multiplicaram-se os estilos musicais sob a égide do jazz.

O BRIDGESTONE MUSIC FESTIVAL é um evento de transcendental importância que vem ocupar, em boa hora, um espaço dos mais relevantes na programação anual dos acontecimentos culturais de São Paulo e, em 2009, se estenderá ao Rio de Janeiro. Sua programação musical inédita, baseada numa concepção que se coaduna com os tempos da globalização, reúne músicos de jazz e da world music, constituindo-se numa saudável e benéfica alternativa para os festivais que se realizam entre nós.

Sem dúvida, essa opção musical alternativa despertará o interesse de uma substancial parcela da nossa população, especialmente os jovens, que são naturalmente atraídos pela música.

Haverá de tudo um pouco, do jazz, inclusive com tempero de outras culturas, à miscigenação musical que vem se estendendo em quase todos os continentes.

As apresentações de world music caberão a três representantes de países africanos.
A cantora, dançarina e percussionista Dobet Gnahoré, da Costa do Marfim, uma esfuzinte intérprete que, além das músicas do seu país, canta canções de Camarões, Gana e Congo em sete idiomas africanos, além do francês, será uma grata revelação para o nosso público. É fácil prever seu enorme sucesso devido à sua marcante presença de palco, além da alegria e desinibição com que contagia a platéia.

Outra atração é a cantora e compositora argelina Sound Massi, comparada por vários críticos a Joni Mitchell, Tracy Chapman e Joan Baez. Influenciada por diversos estilos universais, incluindo música clássica árabe, pop argelino, folk, country e soul music, condensa em sua música um estilo de real originalidade.

O cantor e guitarrista Daby Touré é um protegido do famoso Peter Gabriel, com quem tocou algum tempo, firmando-se como um músico de real talento. Nascido na Mauritânia e criado no Senegal, foi influenciado por rock, reggae e pop, e sua música excitante explora com altas doses de inventividade as fronteiras da música africana com o jazz.

Sem dúvida, estes legítimos representantes da world music proporcionarão momentos inesquecíveis de algumas das fontes mais ricas e criativas da música de todo o mundo.

Representando o jazz contemporâneo, estará em ação o trio do consagrado organista Dr. Lonnie Smith, um dos reis do soul-jazz e do jazz-funk, cuja trajetória marcante guindou-o à posição de um dos mais inventivos organistas do jazz em todos os tempos.

O extraordinário pianista Vijay Iyer, um dos músicos de maior destaque na atual cena jazzística, eleito o melhor compositor e melhor jazzman em ascensão em 2006 e 2007 pelos críticos da revista “Down Beat”, funde com suprema habilidade ritmos orientais com formas jazzísticas, de resultados tão surpreendentes quanto inovadores. Com seu saxofonista-alto Rudresh Mahanthappa, um dos mais inovativos jovens músicos e compositores, são lídimos expoentes do jazz de hoje, de agora.

A pianista e compositora Zachel Z, uma das mais conceituadas e atuantes representantes do jazz contemporâneo, foi influenciada por Wayne Shorter e diversos estilos musicais, inclusive o pop e rock. Suas qualidades foram reconhecidas e exaltadas pela crítica jazzística americana e européia. Rachel Z se apresentará com seu conjunto Department of Good and Evil, que está em grande evidência nos círculos jazzísticos de New York e europeus. Na opinião do crítico Michael Bourne, “Rachel Z não é somente uma pianista e compositora de notáveis qualidades, mas também uma inovadora que prossegue avançando em direção ao futuro do jazz.”.

O jazz exerce enorme influência sobre os músicos de todo o mundo. Em contrapartida, numa reversão do processo, a world music vem influenciando músicos de jazz, sendo inegável que essa amálgama resulta numa das fusões mais renovadoras dos últimos tempos. É precisamente esta amálgama que reflete a música do BRIDGESTONE MUSIC FESTIVAL.

Estou certo de que este festival trará inúmeras surpresas para nosso público, cuja grande maioria ouvirá pela primeira vez um surpreendente caldeamento musical de diversas culturas.

Música é emoção, sentimento e intelecto, transmite o espírito de liberdade da criação artística. É o elo entre o artista e o público, unindo o músico ao aficionado, enfim, é a verdadeira linguagem de integração dos povos.

Os espectadores que participarão com seu aplauso, entusiasmo, alegria e vibração deste evento testemunharão esse acontecimento, ouvindo artistas mundialmente consagrados. Vivendo a magia dessas três noites, contribuirão para que este happening fique marcado como um dos maiores e mais ousados empreendimentos musicais realizados no Brasil.

Este festival é uma semente plantada em nosso país. Sua repercussão não se limitará aos dias dos espetáculos, sendo também lícito aguardar que se estenda inclusive no exterior.

Após esse clima de festa onde tudo é alegria, todos acham que o mundo é bem melhor do que dizem. E vocês, espectadores privilegiados, participarão desta opinião, estou certo. E, no final da última noite, de regresso ao seu lar e à sua rotina diária, não fiquem tristes porque tudo terminou. Lembrem-se que terão um novo encontro com outros grandes artistas em 2009, no 2º BRIDGESTONE MUSIC FESTIVAL.

Até lá.

José Domingos Raffaelli


Aí está, portanto, a apresentação do novíssimo Bridgestone pelo Mestre e a nossa esperança renovada de que a experiência seja repetida por muito tempo, e nas principais cidades do país. É, afinal, um caminho para direcionar a atenção da garotada que vai em busca de world music para entender e captar a linguagem de um Lonnie Smith e/ou de um Vijay Iyer.

IDRISS BOUDRIOUA SE DESPEDE DO PALCO DA MODERN SOUND

Nem é bem uma despedida dos palcos, mas para a turma de frequentadores do sábado a tarde, na Modern Sound, os 6 anos com o quarteto do Idriss Boudrioua deixarão saudades.

Para quem não conhece, Idriss é um saxofonista alto, que também gosta de tocar flugelhorn e piano. Um grande boa praça, que ja tocou algumas vezes nos concertos promovidos pelo CJUB.

Idriss nasceu na França, mas já está no Brasil há quase 30 anos, lançou 4 discos próprios, tocou e gravou com expressivos nomes da música do Brasil e do exterior. Seu quarteto básico era formado por Idriss no sax, Dario Galante no piano, Sergio Barrozo no contrabaixo acústico e José Boto na bateria. Ultimamente Alberto Chimelli substituia o Dario Galante.

Mas o sábado na Modern Sound é um dia onde comparecem inumeros músicos, e haja canja. É impossível citar todos, nacionais e internacionais. Junto ao grupo de frequentadores da Modern Sound tem vários membros do CJUB, numa extensa mesa com às vezes mais de 20 lugares.

Fiz um pequeno video com minha máquina fotográfica, para mostrar uma música do quarteto, neste sábado de despedida. Peço não levarem em consideração a qualidade do cineasta, pois foi algo expontâneo, feito em cima da hora.

ARI BORGER

25 abril 2008

O paulista Ari Borger é o nome na nova geração de pianistas em atividade além de organista, pois quando o assunto é Hammond B3 a coisa é séria e é raríssimo em nossas praias.
E seu nome é sempre lembrado quando o assunto é piano com pegada blues.
Domínio do instrumento e muito feeling, essa foi a impressão que tive quando assisti sua apresentação com seu quarteto no programa Instrumental Sesc Brasil – uma interpretação magistral de Blue Monk, de Thelonius Monk, que é uma das suas grandes influências. E no repertório, muito groove, claro, fonte do Hammond B3.

Já possui 2 trabalhos lançados e fui atrás de seu último CD – AB4, com 11 temas que passam por blues, jazz e groove misturados com muito balanço e música brasileira. Neste novo trabalho além de composições próprias, Senor Blues (Horace Silver), Blue Monk (Monk) e Blind Man (Hancock), além de uma versão muita estranha com mistura de Miles (So What) e Carlos Imperial (Nem vem que não tem).

Ari Borger também é educador, lançou um DVD de vídeo-aula intitulado “Blues e Boogie Woogie para Piano e Teclado vols.1 e 2” , títulos esses muito requisitados no segmento e que já vendeu mais de 2.000 cópias, um trabalho que serve como fonte de aprendizado e inspiração para os jovens músicos.

Para quem não conhece o trabalho de Ari Borger, deixo 2 temas - um solo no Hammond B3 Solo e outro no piano Tributo a Oscar Peterson cheio de "boogie".

Som na caixa !


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HOMENAGEM A JIMMY GIUFFRE

THE TRAIN AND THE RIVER

PARTIU JIMMY GIUFFRE


Quem me informou foi Mestre Raffa e a triste notícia dizia sobre o passamento do multi -instrumentista Jimmy Giuffre, sem dúvida alguma um dos pilares do Jazz West Coast.

Dominava as palhetas do clarinete ao sax-barítono, compunha e arranjava com muita competência. Basta falarmos do seu famoso "Four Brothers", dedicado ao quarteto de saxes das banda de Woody Herman (Stan Getz-Zoot Sims-Herb Steward e Serge Chaloff) que até hoje é incluido no repertório de outras bandas. Seu trabalho no clarinete pode ser apreciado no álbum "Wherever the five winds blowin" integrando o quinteto de Shorty Rogers. Foi-se o homem e ficou a legenda. Giuffre faleceu em 24 de abril aos 87 anos.

E O ANIVERSÁRIO DO NOSSO GRANDE AMIGO SÁ



Passou em branco no blog mas foi no último sábado, dia 19, o aniversário do nosso grande Sazinho, um verdadeiro apaixonado pela música e aquele que sempre está antenado com as novidades e sempre com muita pimenta nas nossas discussões musicais.
E não podia passar em branco aqui !!

Ao grande José Sá, mais 1 ano de muita saúde, alegria e música - jazz, bossa, soul, e muito groove !

MESTRE MAJOR: PARABÉNS ATRASADOS

24 abril 2008

Só voltando ao escritório (onde reside a agenda de aniversários) hoje, notei que a data-magna desse caro Mestre Cjubiano passou em branco aqui no blog.

Antes tarde do que nunca, mando daqui um forte abraço ao Mario Jorge Jacques - MaJor - pelo acontecimento, que deverá repetir-se por muitos e muitos anos mais, para júbilo daqueles com quem convive e a quem ensina jazz, gentileza e a ter muito bom humor.

PARABÉNS, Mestre e MUITA SAÚDE e PAZ, votos da confraria cjubiana!!!

CONVITE


Nessa sexta,25 de abril estarei tocando com meu trio no Espaço Rio Carioca,Rua das Laranjeiras 307 ,entrada pela Rua Leite Leal ao lado.Começamos as 20 horas e fazemos 2 sets de 1 hora.
O Trio é composto por :
João Rebouças:teclado
Romulo Gomes :contrabaixo
Andre Tandeta :bateria
Tocaremos um repertorio que não inclui nenhuma das musicas mais do que manjadas que ninguem aguenta mais ouvir. Standarts e composições jazzisticas (Charlie Parker, Freddie Hubbard,Miles Davis e outros) .
Sera um prazer tocar para ouvidos tão experientes e atentos.

LEONARDO LENINE DE AQUINO

22 abril 2008

Quem o conheceu e desfrutou de sua amizade,sabe da pessoa formidável que ele foi. Fez parte da “tropa de elite” das Lojas Murray e exerceu importantes atividades no rádio como um dos programadores da Rádio Jornal do Brasil A/M ( dos bons tempos) e como apresentador do programa “No mundo do Jazz” da Rádio Roquette Pinto . Também fez algumas críticas de shows para o JB, das quais me lembro a de Erroll Garner, na qual analisou com precisão e conhecimento o repertório executado. Era Flamengo até que Gerson o “canhotinha de ouro” foi para General Severiano.
Imediatamente trocou de camisa e tornou-se um botafoguense entusiasmado. Nos deixou muito cedo mas, plantou sementes.
Recebemos email de Leonardo Lenine Filho, dizendo ser amante de Jazz , dando prosseguimento de certa forma ao que o pai fez, até porque também é radialista. Eis o teor :
“Olá Lula
Já tive o prazer de visitar o seu site e vi suas fotos. Fiquei muito feliz em saber que meu pai tinha grandes amigos como você. Eu, como meu pai, também sou radialista, mas no momento não estou trabalhando.Estarei sempre pesquisando no site com mais calma para poder deliciar-me com coisas boas !!!
Abraços,
Leonardo Lenine Filho “
O JAZZ É ISSO AÍ !

JOHN PIZARELLI DE VOLTA AO BRASIL


Quem nos informa é o amigo Carlos Tibau. Pizzarelli volta ao Brasil para cumprir o seguinte calendário: 7,8,9 e 10 de maio em São Paulo (possivelmente no Bourbon Street) e 14,15,16,17 e 18 do mesmo mês no Rio de Janeiro. Embora não divulgado, presume-se que o local será o novo Mistura Fina.