Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

Histórias do Jazz n° 53

11 janeiro 2008

JORGE GUINLE

Certa ocasião Sylvio Tullio Cardoso chegou nas Lojas Murray com meia dúzia de livros e distribuiu a alguns freqüentadores. Fui agraciado com um exemplar e para minha surpresa a segunda edição do “Jazz Panorama” de Jorge Guinle veio com uma dedicatória do autor ( Ao Luiz Carlos Antunes, cordialmente, Jorge Guinle). Claro que ficamos envaidecidos, afinal de contas o famoso “Jazz Panorama” alcançara a segunda edição revista e aumentada e tínhamos recebido a atenção do autor. Esse foi meu primeiro contacto com Jorge Guinle.
Quando o “ Clube de Jazz e Bossa” foi fundado, comparecemos a algumas apresentações, inclusive na inauguração ocorrida na boite “Gaslight” ,em companhia de alguns amigos . Fomos também agraciados com o titulo de “sócio honorário” e logo convidados a participar das reuniões da diretoria que eram realizadas no apartamento de Jorginho às segundas feiras.
Pediram minha colaboração , embora eu não fizesse parte da diretoria. O problema é que alguns diretores não compareciam às reuniões e suas atribuições sobrecarregavam os demais . Não tinham quem secretariasse as reuniões e fiquei com o cargo de secretário executivo.
A primeira vez que fui ao apartamento de Jorge fiquei deslumbrado com a sua discoteca. Um armário baixo ocupava todo o comprimento da varanda e nele estavam guardadas algumas centenas de Lp’s.
Em cima do piano de cauda, mais algumas dezenas de discos “ajudavam” na decoração. Nessa noite conversamos muito antes da reunião. Falei sobre a cantora Lizzie Miles, cujas gravações ouvira no apartamento de Sylvio Tullio . Jorginho teceu elogios à Lizzie mas quis me mostrar outra vocalista que achava “formidável”.... Claire Austin. Colocou o disco e naquele momento eu fui apresentado a uma das mais surpreendentes vozes do chamado Jazz tradicional. Claire Austin . Branca, loura, quarentona (na época) , magra e com uma potente voz negróide . Os “blues” que cantou com acompanhamento do grupo de Kid Ory foram exaltados por todos os presentes. Para mim o mais emocionante foi o “Empty bed blues”.
Fui reencontrar Jorginho durante o curso “Introdução ao Jazz” realizado em 1990 no Museu do Ingá. Estávamos escalados para a palestra “Os grandes solistas de Jazz”. Jorge faria a primeira parte abordando o Jazz tradicional e eu na semana seguinte falaria sobre a fase moderna. Entre uma conversa e outra pedí a Jorge que autografasse a primeira edição do “Jazz Panorama” o que êle fez com prazer. (Ao Lula, um apaixonado do nosso Jazz e um grande “expert”. Com carinho, Jorge Guinle)
Uma semana antes dessa palestra fui convidado por Jorge para ir a sua casa. Queria falar comigo. Humildemente me perguntou se poderia incluir Charlie Parker na sua palestra, embora seu assunto fosse os solistas do Jazz tradicional. Nem permiti que ele justificasse o pedido. Claro que Jorge falar sobre Parker, a quem assistiu, com quem conversou e até sua foto com “Bird” saiu em livro, era obrigatório . Agradeceu bastante a “autorização” e entre um whisky e outro ouvimos as ultimas novidades que recebera.
No encerramento do curso “Introdução ao Jazz”, produzido por Pedro Paulo Medeiros, com festa e “jam session” realizadas no “Plaza Shoping Niterói”, houve a distribuição do troféu”Victor Assis Brasil” e eu estava entre os agraciados como produtor do “Melhor Programa de Jazz”, segundo os eleitores e tive a satisfação de receber o prêmio das mãos de Jorginho Guinle. Considerei mais uma divisa para “O Assunto é Jazz” .
O mesmo Pedro Paulo Medeiros conseguiu na época fazer um programa na Rádio Eldorado intitulado “Cotton Club”. No encerramento do ano, resolveu reunir em audição festiva os disc-jockeys que tinham programas de Jazz : Luiz Carlos Antunes, Arlindo Coutnho, Eduardo Tróia, Ana Lúcia Bizinover e Nelson Tolipan. Convidado especial : Jorginho Guinle. Aconteceu então um fato muito interessante. Falaram no Clube de Jazz e Bossa e eu aproveitei a oportunidade e mostrei aos presentes a minha carteira de sócio honorário. Jorginho satisfeito com o que viu exclamou : “Vocês estão pensando o que ? O Clube de Jazz e Bossa tinha até carteira ! “





E nada mais foi dito nem perguntado.
















UM GRANDE LIVRO


Preciosa colaboração para a nossa literatura musical é esse livro de Sylvio Lago enfocando os pianistas da chamada música erudita, com informações valiosas nem sempre a mão dos interessados. O Jazz também é focalizado com o mesmo cuidado, informando aos leitores as características de cada solista,
muito bem colocados por época.Trata-se realmente de uma valiosa enciclopédia que prima pelo texto e organização, baseados naturalmente no vasto conhecimento do autor. São 751 páginas de cultura. Indispensável.

MUSEU DE CERA # 35 – BARNEY BIGARD

09 janeiro 2008


LEON ALBANY “BARNEY” BIGARD nascido em New Orleans em 1906, ainda criança tomou lições de clarinete com Lorenzo Tio Jr. e Papa Tio. Tocou em bandas de rua, mas em princípio executava o saxofone tenor. Após trabalhar em vários grupos na cidade natal seguiu para Chicago onde tocou com King Oliver de 1925 a 1927. Também fez gravações com Jelly Roll Morton, Johnny Dodds e Louis Armstrong enquanto na Windy City (Chicago).
Em 1927 Bigard excurcionou com Oliver e atuou brevemente com Charles Elgar's Creole Orchestra e Luis Russell Orchestra. Entre 1927 e 1942 teve cadeira cativa como clarinetista de Duke Ellington destacando-se no clássico Mood Indigo no qual foi parceiro de Duke na autoria.
Ao final de 42 cansou-se do pique da banda de Ellington e passou para a de Freddie Slack's e depois para a Kid Ory's Creole Orchestra. Em 1946 apareceu no filme New Orleans e sua consagração foi ingressar nos All Stars de Armstrong em 1947 ali permanecendo até 1955, porém retornando de 1960 a 61. O período de 1958-59 ficou com a Cozy Cole's big band e já se aposentando fez algumas gravações com Earl Hines. Faleceu em junho de 1980.
Sempre fiel à escola de clarinetistas de New Orleans costumava usar o registro grave e passava ao agudo sem brilho excessivo produzindo uma sonoridade suave contudo ampla e cantante, sobretudo com extrema fluidez nas frases, intenso e irresistível swing. Certamente um dos grandes do Jazz Tradicional.
CLOUDS IN MY HEART (Duke Ellington / Juan Tizol / Barney Bigard) - Barney Bigard And His Jazzopators: Barney Bigard (cl e líder) Cootie Williams (tp) Juan Tizol (tb) Harry Carney (sax bar) Duke Ellington (pi,arr), Billy Taylor Sr. (bx) Sonny Greer (bat)
Gravação original: 19/dez/1936 - Vocalion v3813 (mx LO371 2) – Hollywood, CA
Fonte: CD - Clarinet Lament – selo PEA - Pearl Flapper - n° 1055 – 2003 - USA


DAVE HOLLAND NO MISTURA

08 janeiro 2008


Confirmado ! Dias 22 e 23 de janeiro teremos o Dave Holland Quintet no Mistura Fina, com 2 sets por noite : 19:30h e 22:00h.

Imperdível !

Bragil

CONVITE


Confesso que fiquei na duvida se deveria eu mesmo postar esse convite.Liguei pro Bene-x que me disse não haver problema algum.Sendo assim faço um convite aos confrades e amigos do CJUB:
estarei tocando com meu trio,TANDETA TRIO, dias 11 e 25 de janeiro no ESPAÇO RIO CARIOCA,Rua das Laranjeiras 307,entrada pela Rua Leite Leal,ao lado.
O trio é formado por : João Rebouças,teclado(infelizmente a casa não possui piano) ,Romulo Gomes no contrabaixo acustico e eu de bateria.
Tocaremos um repertorio de standarts ( "If I Should Loose You", "The Way You Look Tonight",por ex.) ,composições jazisticas("Four",numa versão diferente,"Up Jumped Spring",dentre outras) e samba -jazz (temas de Donato e Dom Salvador) .
A casa é muito simpatica e agradavel,Bene-X e Beto ja nos prestigiaram em novembro e gostaram muito do lugar. Couvert a 15 reais e começamos as 20 horas. Faremos 2 sets de 1 hora,mais ou menos.
Aguardo voces.
Abraços a todos

PAUL DESMOND - JAZZ PROFILES

06 janeiro 2008

O programa da National Public Radio, Jazz Profile, apresentado por Nancy Wilson, está disponível para downloads no link abaixo.

Os convidados que falam sobre Desmond são: Dave Brubeck, Eugene Wright, Jim Hall, John Snyder, Gene Lees e o próprio Desmond, de uma gravação em fita.


O programa tem muita informação sobre Desmond e música em várias sessões.


Vale a pena conhecer o perfil de Paul Desmond.


Para baixar o programa clique aqui com o botão direito do mouse e, em seguida, clique em Salvar destino como...


Para o website da NPR clique aqui.

05 janeiro 2008

RETRATOS
08. DEXTER GORDON (C)
DISCOGRAFIA RESUMIDA - INÍCIO

Em função da extensão da discografia de Dexter Gordon e da definição inicial da série “Retratos”, apresentamos somente uma parte do que foi gravado por esse músico, sempre prontos a incluir outras gravações a pedido dos colegas Cjubianos.
A primeira gravação de Dexter é indicada a seguir, quando ainda jovem (18 anos) e na banda do vibrafonista Lionel Hampton.

A 1ª GRAVAÇÃO

LIONEL HAMPTON AND HIS ORCHESTRA
Karle George, Joe Newman e Ernie Royal (trumpetes), Sonny Craven, Fried Beckett e Harry Sloan (trombones), Marshall Royal (sax.alto e clarinete), Ray Perry (sax.alto e violino), Dexter Gordon e Illinois Jacquet (saxes.tenor), Jack McVea (sax.barítono), Lionel Hampton (vibrafone), Milt Buckner (piano), Irving Ashby (guitarra), Vernon Alley (baixo), George Jenkins (bateria), Rubel Blakey (vocal)
New York, 24/12/1941
1. Just For You
2. Southern Echoes
3. Southern Echoes (alt. take)
4. My Wish
5. Nola
Albuns da Decca: Lionel Hampton - Just For You with My Wish e Lionel Hampton - Southern Echoes with Nola. Album da MCA: Lionel Hampton 6 - Extra Takes 1941-1949.

A 1ª GRAVAÇÃO COMO LÍDER

DEXTER GORDON QUINTET
Harry "Sweets" Edison (trumpete), Dexter Gordon (sax.tenor), Nat "King" Cole (piano), Johnny Miller (baixo), Juicy Owens (bateria)
Los Angeles, Califórnia, final de 1943 a 07/1944
1. I've Found A New Baby
2. Rosetta
3. Sweet Lorraine
4. I Blowed And Gone
Albuns da Mercury: Dexter Gordon - I've Found A New Baby with Rosetta e Dexter Gordon - I've Found A New Baby with Sweet Lorraine.

POUCA LIBERDADE, MUITO APRENDIZADO

FLETCHER HENDERSON AND HIS ORCHESTRA
Tony DiNardi, Jake Porter, Clint Waters e Leroy White (trumpetes), Allen Durham e George Washington (trombones), Emerson Harper e Sahib Shihab (saxes.alto), Dexter Gordon e Woodrow Keys (saxes.tenor), Herman Johnson (sax.barítono), Horace Henderson (piano), John Kirb (baixo), Gene Shelton (bateria)
Hollywood, Califórnia, 24/04/1944
1. One O'Clock Jump (tema de abertura)
2. I Got Rhythm
3. Keep 'Em Swinging
4. Stompin' At The Savoy
5. Bugle Blues
6. One O'Clock Jump (tema de encerramento)
Album da AFRS Jubilee: Fletcher Henderson And His Orchestra.
Apesar da abertura e do encerramento indicado nessa gravação, o tema que identifica a orquestra de Fletcher Henderson (iniciada em 1923 em New York) é “Christopher Columbus”.

LOUIS ARMSTRONG AND HIS ORCHESTRA
Louis Armstrong (também vocal assim como Jimmy Ross e Velma Middleton), Jesse Brown, Lester Currant, Andrew Ford e Thomas Grider (trumpetes), Larry Anderson, Joe Taswell Baird e Adam Martin (trombones), John Brown e Willard Brown (saxes.alto), Dexter Gordon e Teddy McRae (saxes.tenor), Ernest Thompson (sax.barítono), Ed Swanston (piano), Emmett Slay (guitarra), Alfred Moore (baixo), James Harris (bateria)
New york, 19 e 20/05/1944
1. Ain't Misbehavin'
2. I Lost My Sugar In Salt Lake City
3. Besame Mucho
4. A Pretty Girl Is Like A Melody
5. Swanee River
6. Baby Don't You Cry
7. Don't Sweetheart Me
8. Easy As You Go
9. Blues In The Night
10. I Couldn't Sleep A Wink Last Night
11. I'll Be Around
12. Keep On Jumpin'
Album da AFRS One Night Stand: Louis Armstrong And His Orchestra. Album da Blue Ace: Louis Armstrong And His Orchestra 1944-1945.
Armstrong iniciou sua “big band” em 1929, logo após as derradeiras gravações dos “Hot Five” e “Hot Sevens”.

COM “Mr. B” - COM GILLESPIE

BILLY ECKSTINE AND HIS ORCHESTRA
Dizzy Gillespie, Gail Brockman, Marion Hazel e Shorty McConnell (trumpetes), Joe Taswell Baird, Chippy Outcalt e Howard Scott (trombones), Gerald Valentine (trombone e arranjos com seu irmão Jerry, com John Malachi e com Tadd Dameron), Bill Frazier e John Jackson (saxes.alto), Dexter Gordon e Gene Ammons (saxes.tenor), Leo Parker (sax.barítono), John Malachi (piano), Connie Wainwright (guitarra), Tommy Potter (baixo), Art Blakey (bateria).
Vocais por Sarah Vaughan e Billy Eckstine
New York, 05/09/1944
1. If That's The Way You Feel
2. I Want To Talk About You
3. Blowing The Blues Away
4. Opus X
5. I'll Wait And Pray
6. The Real Thing Happened To Me
Album da Ember: Billy Eckstine - Mr. B. Album da Audio Lab: Billy Eckstine And His Orchestra. Album da Swingtime: Billy Eckstine - Blowing The Blues Away. Albuns da DeLuxe: Billy Eckstine - If That's The Way You Feel with Blowing The Blues Away, Billy Eckstine - I Want To Talk About You with I'll Wait And Pray e Billy Eckstine - Opus X with The Real Thing Happened To Me.
1944 foi o ano em que Billy Eckstine iniciou sua banda.

LOUIS ARMSTRONG AND HIS ORCHESTRA
Mesma formação de 20/05/1944 indicada anteriormente.
Camp Reynolds, 02/09/1944
1. Time Alone Will Tell
2. Is You Is Or Is You Ain't My Baby
3. King Porter Stomp
Album da AFRS Spotlight Bands: Louis Armstrong And His Orchestra.

DIZZY GILLESPIE SEXTET
Dizzy Gillespie (trumpete), Dexter Gordon (sax.tenor), Frank Paparelli (piano), Chuck Wayne (guitarra), Murray Shipinski (baixo), Irv Kluger (bateria)
New York, 09/02/1945
1. Blue 'N' Boogie
Gravação que foi distribuida por vários selos, a saber: Savoy = Dizzy Gillespie - Groovin' High. Prestige: Dizzy Gillespie - In The Beginning. Musicraft: Dizzy Gillespie - Shaw 'Nuff. Guild: Dizzy Gillespie - Blue 'N' Boogie with Groovin' High.
Temos aquí uma das raras gravações com participação do pianista e compositor Frank Paparelli, co-autor ao lado de Gillespie do clássico “Night In Tunísia”. À época dessa gravação (ano de 1945) Gillespie gravou também com a banda de Lionel Hampton, com o “Slim Gaillard All Stars”, com o “Clyde Art All Stars”, com a banda de Boy Raeburn (inclusive “Night In Tunísia”) e com o seu “Re.Bop Six”. Há um precioso CD editado com a excelente revista italiana “Musica Jazz” (abril/2004) intitulado “Il Giovane Dizzy”, que contem 17 faixas de Gillespie cobrindo satisfatoriamente o período 1937/1952.

BILLY ECKSTINE AND HIS ORCHESTRA
Billy Eckstine (vocal), Gail Brockman, Boonie Hazel, Shorty McConnell e Fats Navarro (trumpete), Joe Taswell Baird, Chippy Outcalt, Howard Scott e Gerald Valentine (trombones), Budd Johnson e Sonny Stitt (saxes.alto), Dexter Gordon e Gene Ammons (saxes.tenor), Leo Parker (sax.barítono), John Malachi (piano), Connie Wainwright (guitarra), Tommy Potter (baixo), Art Blakey (bateria)
New York, 02/05/1945
1. Lonesome Lover Blues
2. A Cottage For Sale
3. I Love The Rhythm In A Riff
4. Last Night
Outra multi-distribuição: EmArcy: Billy Eckstine - Blues For Sale, Billy Eckstine - The Love Songs Of Mr. "B", Various Artists - The Advance Guard Of The '40s, Billy Eckstine - Billy's Blues e Billy Eckstine - Mood For Love; Regent: Billy Eckstine - You Call It Madness; Savoy: Billy Eckstine - Mr. B And The Band; National: Billy Eckstine - Lonesome Lover Blues with Last Night e Billy Eckstine - A Cottage For Sale with I Love The Rhythm In A Riff.

COMO UM DOS “ALL STARS” DE UM “SIR” AO PIANO

SIR CHARLES THOMPSON AND HIS ALL STARS
Buck Clayton (trumpete), Charlie Parker (sax.alto), Dexter Gordon (sax.tenor), Sir Charles Thompson (piano), Danny Barker (guitarra), Jimmy Butts (baixo), J.C. Heard (bateria)
New York, 04/09/1945
1…Takin' Off
1. If I Had You
2. 20th Century Blues
3. The Street Beat
Albuns do selo Apollo: Sir Charles Thompson - 20th Century Blues with The Street Beat, Sir Charles Thompson - Takin' Off with If I Had You e Sir Charles Thompson - The Fabulous Apollo Sessions Sir Charles Thompson; album do selo Spotlite: Charlie Parker - Every Bit Of It 1945; album do selo Vogue: Sir Charles Thompson - The Fabulous Apollo Sessions.
Dessa histórica gravação existe uma das fotos mais reproduzidas com a presença de Charlie Parker.

ÓTIMAS COMPANHIAS

BENNY CARTER AND HIS ORCHESTRA
Joe Newman, Neal Hefti, Emmett Berry e Shorty Rogers (trumpetes), Trummy Young, Al Grey, Alton Moore e Sandy Williams (trombones), Benny Carter, Tony Scott, Russell Procope e Willard Brown (saxes.alto), Dexter Gordon e Don Byas (saxes.tenor), Sonny White (piano), Freddie Green (guitarra), John Simmons (baixo), J.C. Heard (bateria)
Vocal de Maxine Sullivan.
Dobram: Benny Carter no trumpete, Tonny Scott no clarinete e Willard Brown no sax.barítono.
Arranjos: Neal Hefti, Benny Carter, Frank Comstock e James Cannady.
New York, 08/01/1946
1. I'm The Caring Kind
2. Looking For A Boy
3. Rose Room
Albuns da DeLuxe: Benny Carter - Some Of These Days with I'm The Caring Kind, Benny Carter - Who's Sorry Now? with Looking For A Boy e Benny Carter - Diga Diga Doo with Rose Room; albuns da Audio Lab: The Fabulous Benny Carter e Billy Eckstine And His Orchestra; album da Swingtime: Benny Carter, Vol. 1 - The DeLuxe Recording.

DEXTER GORDON QUINTET
Leonard Hawkins (trumpete), Dexter Gordon (sax.tenor), Bud Powell (piano), Curly Russell (baixo), Max Roach (bateria)
New York, 29/01/1946
1. Long Tall Dexter
2. Long Tall Dexter (alternate take)
3. Dexter Rides Again
4. I Can't Escape From You
5. I Can't Escape From You (alternate take)
6. Dexter Digs In
7. Dexter Digs In (alternate take 1)
8. Dexter Digs In (alternate take 2)
A Savoy prensou e distribuiu diversos albuns com essas faixas, a saber: Dexter Gordon - Dexter Rides Again, Dexter Gordon - Long Tall Dexter, Dexter Gordon - Settin' The Pace, Various Artists - Birth Of The Bop, Volume 2 e Volume 4, Dexter Gordon - New Sound In Modern Music, Volume 2 e Volume 3, Dexter Gordon - Long Tall Dexter with Dexter Digs In, Charlie Kennedy - I Can't Give You Anything But Love with Dexter Gordon e Dexter Gordon - I Can't Escape From You with Dexter Digs In.

“CHASES” NA CERA

WARDELL GRAY - DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon e Wardell Gray (saxes.tenor), Jimmy Bunn (piano), Red Callender (baixo), Chuck Thompson (bateria)
Hollywood, Califórnia, 12/06/1947
1. The Chase (versão incompleta)
2. The Chase, Pt. 1
3. The Chase, Pt. 2
Albuns da Spotlite: Dexter Gordon On Dial - The Chase e Dexter Gordon On Dial - The Complete Sessions. Albuns da Dial: Various Artists - Mr. Saxophone......? e Dexter Gordon/Wardell Gray - The Chase, partes 1 e 2.

RALPH BURNS ORCHESTRA WITH MARY ANN McCALL
Howard McGhee (trumpete), Willie Smith (sax.alto), Dexter Gordon (sax.tenor), Jimmy Rowles (piano), Barney Kessel (guitarra), Red Callender (baixo), Jackie Mills (bateria) Vocal de Mary Ann McCall
Arranjos de Ralph Burns
Los Angeles, Califórnia, 19/06/1947
1. Money Is Honey
2. I Want A Big Butter And Egg Man
3. On Time
Album da Epic: Various Artists - Okeh Jazz. Albuns da Columbia: Mary Ann McCall - Money Is Honey with On Time e Mary Ann McCall - Big Butter And Egg Man with Trouble Is A Man.

BENNY CARTER AND HIS ORCHESTRA
Benny Carter (trumpete e sax.alto), Al Grey (trombone), Dexter Gordon e Lucky Thompson (saxes.tenor), Sonny White (piano), Jimmy Cannady (guitarra), Tom Moultrie (baixo), Percy Brice (bateria).
Mais grupo vocal com Clarke Gilben, Hal Hooper, Jane Hutton e Chuck Lowry
Pasadena, Califórnia, 07/1947
1. One O'Clock Jump
2. Jump Call
3. My Gal Sal
4. Prelude To A Kiss
5. Somebody Loves Me
Album da AFRS Jubilee: Benny Carter And His Orchestra. Album da Spotlite: Various Artists - Jazz Off The Air, Volume 3.

Em 06/07/1947 Dexter participou da gravação dos 05 temas dos “The Bopland Boys” (The Hunt, Disorder At The Border, Bopland = Byas-A-Drink, Jeronimo = Cherokee e Bop After Hours), conforme os detalhes já incluidos no “Retrato” de Hampton Hawes anteriormente postado.

FATS NAVARRO - TADD DAMERON

DEXTER GORDON AND HIS BOYS
Fats Navarro (trumpete sómente nas faixas 2 e 4), Dexter Gordon (sax.tenor), Tadd Dameron (piano), Nelson Boyd (baixo), Art Mardigan (bateria).
New York, 22/12/1947
1. Dexter's Mood
2. Dextrose
3. Index
4. Dextivity
A Savoy prensou e distribuiu essas faixas em diversos albuns, a saber: Fats Navarro Memorial, Vol. 2 – Nostalgia, Dexter Gordon - Long Tall Dexter, Dexter Gordon - New Sound In Modern Music, Volumes 2 e 3, Dexter Gordon And His Boys, Dexter Gordon - New Trends In Jazz, Volumes 3 e 4 e Dexter Gordon - Dextrose with Fats Navarro – Nostalgia.

TADD DAMERON AND HIS ORCHESTRA
Fats Navarro (trumpete), Kai Winding (trombone), Sahib Shihab (sax.alto), Dexter Gordon (sax.tenor), Cecil Payne (sax.barítono), Tadd Dameron (piano), Curly Russell (baixo), Kenny Clarke (bateria), Vidal Balado (conga), Diego Iborra (bongô).
Vocal de Rae Pearl
New York, 18/01/1949
1. Sid's Delight
2. Casbah
As faixas encontram-se em 03 albuns da Capitol: Dizzy Gillespie - Strictly Be Bop, Various Artists - Bebop Professors e Tadd Dameron - Sid's Delight with Casbah.

WARDELL GRAY - DEXTER GORDON SEPTET
Clark Terry (trumpete), Sonny Criss (sax.alto), Dexter Gordon e Wardell Gray (saxes.tenor), Jimmy Bunn (piano), Billy Hadnott (baixo), Chuck Thompson (bateria).
"Hula Hut Club", Los Angeles, Califórnia, 27/08/1949
1. Jazz On Sunset, partes 1 e 2 = Move
2. Jazz On Sunset, partes 3 e 4 = Move
3. I Can't Give You Anything But Love (com Damita Jo no vocal)
Album da Xanadu: The Sonny Criss Memorial Album. Album da Fantasy / Prestige: Wardell Gray Memorial, Volume 2. Albuns da Prestige: Wardell Gray Memorial Album, Wardell Gray - Central Avenue, Wardell Gray - Jazz Concert, Wardell Gray - Jazz On Sunset, Partes 1, 2, 3 e 4.
Mesmo com as titularidades de Sonny Criss e de Wardell Gray e a participação de Dexter Gordon, essas faixas "pertencem" a Clark Terry, um professor da respiração circular, da digitação precisa e do som lírico, perfeito.

“JUST JAZZ” - GENE NORMAN

LES THOMPSON SEPTET
Conte Candoli (trumpete exceto na faixa 4), Dexter Gordon e Wardell Gray (saxes.tenor), Les Thompson (harmônica exceto nas faixas 1 e 2) Bobby Tucker (piano), Don Bagley (baixo), Chico Hamilton (bateria)
Just Jazz Concert, Pasadena, Califórnia, 02/02/1952
1. The Steeplechase
2. The Chase
3. Take The "A" Train
4. Robbins' Nest
5. Stardust
Album da Decca: Wardell Gray / Dexter Gordon - Gene Norman Presents The Chase And The Steeplechase. Album da RCA: Les Thompson - Gene Norman Presents Just Jazz.
Esse concerto promovido por Gene Norman mereceu reportagem na “Down Beat” (edição de 07/03/1952), em que o correspondente Charles Emge definia o jovem Les Thompson (nascido em 13/08/1923 e, portanto, com 29 “aninhos” na ocasião) como “a young and virtually unknown musician who might well turn out to be the biggest find of the year - and maybe several years.” É importante destacar as trocas de “choruses” entre Dexter e Wardell Gray, reafirmando-se aqui o nível de excelência em todos os encontros desses 02 mestres do sax.tenor.
Gene Norman promoveu os concertos “Just Jazz” em benéfica concorrência a Norman Granz com seus “JATP”. A excelente revista italiana “Musica Jazz” em seu número de julho/1998 dedicou encarte especial para Gene Norman (“Just Jazz – Gene Got Rhythm”), com CD incluído (08 faixas dos concertos de Gene Norman em 1947, 66 minutos) e participação de Wardell Gray, Erroll Garner, Vic Dickenson, Benny Carter, Nat “King” Cole, Charlie Shavers, Barney Kessel, Lionel Hampton, Louis Bellson e muitos outros, que definem a importância dos concertos “Just Jazz”.

WARDELL GRAY - DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon (saxes tenor e barítono), Wardell Gray (sax.tenor exceto na faixa 5), Gerald Wiggins (piano, órgão e celeste), Red Callender (baixo), Chuck Thompson (bateria) e vocal a cargo de Gladys Bentley.
Hollywood, Califórnia, 09/06/1952
1. The Rubaiyat
2. The Rubaiyat (alternate take)
3. Jungle Jungle Jump
4. Citizen's Bop
5. My Kinda Love
Album Fontana: Wardell Gray / Dexter Gordon - The Master Swingers!

SUMMIT MEETING IN WEST COAST

STAN LEVEY SEXTET
Conte Candoli (trumpete), Frank Rosolino (trombone), Dexter Gordon (sax.tenor), Lou Levy (piano), Leroy Vinnegar (baixo), Stan Levey (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 27 e 28/09/1955
1. Diggin' For Diz
2. Ruby, My Dear
3. Tune Up
4. La Chaloupee
5. Day In, Day Out
6. Stanley The Steamer
7. This Time The Dream's On Me
Album da Bethlehem: Stan Levey - This Time The Drum's On Me.
Mais “west coast” impossível. Um album para qualquer "ilha deserta", com uma formação admirável e em plena forma.

LIDERANDO QUINTETOS E QUARTETOS

DEXTER GORDON QUINTET
Jimmy Robinson (trumpete nas faixas de 1 até 6), Dexter Gordon (sax.tenor), Carl Perkins (piano), Leroy Vinnegar (baixo), Chuck Thompson (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 11 e 12/11/1955
1. Cry Me A River
2. Don't Worry 'Bout Me
3. I Hear Music
4. I Should Care
5. Blowin' For Dootsie
6. Tenderly
7. Silver Plated
8. Rhythm Mad
9. Bonna Rue
Album da Dootone: Dexter Gordon - Dexter Blows Hot And Cool.

DEXTER GORDON QUINTET
Freddie Hubbard (trumpete), Dexter Gordon (sax.tenor), Horace Parlan (piano), George Tucker (baixo), Al Harewood (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 06/05/1961
1. I Was Doing All Right
2. I Want More
3. You've Changed
4. Society Red
5. It's You Or No One
6. For Regulars Only
7. For Regulars Only (alternate take)
A Blue Note registrou (com a perfeição e o cuidado de Rudy Van Gelder) e distribuiu diversos albuns com essas faixas, como a seguir: Dexter Gordon - Doin' Allright, Dexter Gordon Best Album e Various Artists - The Other Side Blue Note 4000 Series.
É importante anotar quando se comenta a técnica desenvolvida por Django Reinhardt em função do acidente em sua mão esquerda sofrido aos 18 anos com o incêndio na carroça cigana, que Horace Parlan sofreu paralisia na mão direita em função de poliomielite e teve que desenvolver técnica pianística própria baseada no predomínio da mão esquerda; vê-lo tocar é um exercício de aprendizado humano sobre a vitória da tenacidade e do espírito.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Paul Chambers (baixo), Philly Joe Jones (bateria)
Mesmo local anterior em 09/05/1961
1. Landslide
2. Modal Mood
3. Clear The Dex
4. Soul Sister
5. Smile
6. Ernie's Tune
7. I Want More
8. The End Of A Love Affair
Todos os albuns pela Blue Note e as luvas e os cuidados de Rudy Van Gelder: Dexter Gordon – Landslide, Dexter Gordon - Dexter Calling..., Dexter Gordon Best Album, Various Artists - The Other Side Blue Note, e Dexter Gordon - Soul Sister, Partes 1 e 2.

Segue em (D) e (E) - DISCOGRAFIA RESUMIDA

Histórias do Jazz n° 52

04 janeiro 2008

As “Jam Sessions na rádio”


Por incrível que pareça também fui abençoado pelos Deuses do Jazz durante a existência do programa “O Assunto é Jazz” que comandei por quase 29 anos na Difusora Fluminense e mais tarde na Fluminense FM.
Começamos pela série de amigos que fizemos através a audição, gente que não perdia a oportunidade de assistir o programa e dele participar.Eram assíduos freqüentadores , Gedir Pimentel, José Maria Pacheco e Maxwell Johnstone (que Deus os tenha), Pedro Cardoso, Nilton Fantesia, Mário Jorge, Domingos Carvalho etc. Dessas amizades surgiu a A.N.D., nossa confraria que até hoje se reúne na última quinta-feira de cada mês , em vésperas de comemorar o seu vigésimo aniversário.
Quando o programa “estourou” na FM, as rádios que nunca admitiram Jazz em sua programação abriram espaço para a arte musical maior (obrigado Apóstolo) o que foi ótimo, pois cada espaço que o Jazz obtinha era mais uma trincheira para lutar contra o chamado preconceito musical .
Mas,e os músicos ? Aqueles que afinal de contas eram os responsáveis pelo miolo de uma programação ? Disseram presente e nos prepararam algumas surpresas deliciosas nas audições de aniversário do programa que geralmente duravam quatro horas.
Nessas ocasiões, os estúdios da Fluminense lotavam e muita gente ia para a técnica para ver e ouvir o que estava acontecendo . Foi em dezembro de 1984 que tivemos a primeira surpresa. Em pleno programa entram tocando no estúdio os integrantes dos “Rambler’s” (Alex Andrade (tp)-Marcio Cintra (cl)- Fritz Meyer (tb)-Sidney Muniz (bj) e Walter Nogueira (wsh) ). Foi uma ótima surpresa e famosos temas do Jazz de New Orleans foram tocados . Tive a honra de participar musicalmente, fazendo as vezes de baterista com a percussão trazida por Walter Nogueira. O programa que já tinha os galardões de ser o primeiro programa de Jazz em FM , o primeiro a ter duas horas de duração adicionava agora o primeiro a apresentar Jazz ao vivo em FM.
Em 1985 nova surpresa. Os “Ramblers” voltaram e para nossa alegria foi realizada uma “Jam Session” ecumênica com Cláudio Roditi, nosso amigo de longa data ao trumpete e Maurício Einhorn na gaita. Foi para mim um momento emocionante pois Cláudio já despontara nos Estados Unidos integrando a “tropa de elite” do instrumento e quis participar embora não tivesse trazido o instrumento. Alex Andrade que andava sempre “armado”, tirou do estojo um outro instrumento e cedeu a Cláudio para gáudio dos presentes. Maurício ,um “habitué” do programa , não se fez de rogado e participou alegremente dessa “Jam Session”.
Em 1986 poderíamos dizer que tivemos uma audição de “cool jazz” . E foi uma audição que ocupou quase todo o programa, com a música de Maurício Einhorn e Alberto Chimelli ao violão. Franco entendimento com os dois atendendo aos nossos pedidos não faltando o “The shadow of your smile”, uma das minhas preferidas .
Finalmente, em 1987 uma grande surpresa. A visita da “Rio Dixieland Jazz Band” com Sebastião Gonçalves(tp), Charles Korceginsky (cl), Roberto Marques (tb)- Paulo Cezar (TB)- Sidney Muniz(bj) e Walter Nogueira (wsh). Um programa super alegre com um Jazz de alta qualidade que alegrou a todos os presentes e aos ouvintes que se manifestaram por intermédio de cartas e telegramas cumprimentando o programa por mais um aniversário.
Esses acontecimentos marcaram muito a existência de “O Assunto é Jazz”, principalmente na fase da FM. Tenho dezenas de cartas ainda guardadas com manifestação de ouvintes assíduos, inclusive pessoas de destaque na área musical como o pianista Miguel Proença. Por sorte dois grandes amigos gravaram esses programas em fita cassete. Pedro Cardoso e Mário Jorge e nós esperamos que quando passarem para CD não se esqueçam de nós.

JAZZ EM BUENOS AIRES

Estive de passagem pela bela capital argentina neste final de ano. Tentei, mas quando cheguei na "loja-de-discos-bar-restaurante-casa de shows" Notorious no dia 28/12, seco que estava para ouvir um pouco do jazz "porteño", dei com a cara na porta. Fui, embalado pelo artigo da revista de bordo das Aerolíneas, que comento adiante. Embora fosse apenas meia-noite, os músicos já estavam guardando seus instrumentos e as contas sendo pagas. Decepção, por conta de uma noite historicamente boêmia. O que, no entanto, não se confirmou. Vamos às novas:

Segundo o artigo "Jazz em Buenos Aires", de Tatiana Goransky, "graças a uma nova geração de intérpretes e de fãs, a oferta local vem se refinando e vindo ao encontro de um tipo de público mais extenso".

Ela dá os locais que estão em voga, no momento, para se ouvir jazz do bom e é isso o que interessa a quem for até Bs.As.: o (já referido) Notorious, o Thelonious e o Jazz Voyeur, este situado dentro do Recoleta Hotel Boutique Meliá.

Salienta que, embora tais lugares permitam adicionalmente a compra de CDs ou um bom jantar, os verdadeiros protagonistas são os talentosos jazzistas locais, incluindo aí veteranos, alguns dos quais apresentavam-se no mais famoso reduto jazzístico da capital, o Oliverio, na Rua Paraná. Como expoentes do jazz local, frutos das sementes plantadas há vinte anos, menciona Luis Salinas, Javier Malosetti, Fats Fernández, Adrián Iaies (com seu grupo, Touch) e ainda a célebre big band de Pocho Lapouble.

Bandas imperdibles

Na atualidade, informa que há algumas bandas obrigatórias para que se compreenda o atual estágio do jazz no país: Poliyazz, uma small band de nove + 1 membros (sendo seis de sopro), que tem como base do seu repertório a musica do The Police - o que talvez seja uma das chaves para o crescimento do público interessado em jazz por lá, uma porta de entrada para a compreensão pela garotada - mas que agrada também aos fanáticos, por seus arranjos impecáveis.

Outra formação de destaque é a banda do saxofonista Ricardo Cavalli, de bom reconhecimento pela crítica local e dotada de um grupo fervoroso de fãs.

Inclui na lista o sexteto Escalandrum, que tem quatro CDs gravados e que já se apresentou em diferentes lugares pelo mundo, e segundo a articulista, um dos expoentes do jazz feito atualmente no país.

Para quem aprecia o jazz cantado, destaca a cantora Déborah Dixon, que se faz acompanhar pelo pianista Patán Vidal na sua interpretação de standards dos mais clássicos e blues suingados.

Como indicação aos amantes das big bands, recomenda a audição da Mariano Otero Orquesta, composta por catorze dos melhores músicos locais e que acaba de lançar seu disco Cuatro. Dá ainda indicações para algumas bandas que misturam o jazz e outras vertentes mais modernas, como o Trés Bien Ensemble e o Cuatro Varas.

Finalmente, para os verdadeiros entusiastas do jazz, recomenda como parada final El Juan Cruz de Urquiza Cuarteto, liderado pelo famoso trompetista (desde a época do velho Oliverio), considerado hoje o melhor de sua geração, e que lançou há pouco o seu segundo CD, Vigilia. Juan acompanhou Chano Dominguez durante o ano passado em turnês pelo México, França e Espanha, e dedica-se, desde novembro, a apresentar o repertório do CD todos os sábados no Thelonious.

Para terminar, a jornalista indica o Trío Indigo, cujo pianista Pablo Raposo é destaque na programação dos melhores palcos da cidade e cujo talento não pode ser ignorado pelo visitante em busca de um som entre o latin jazz e a bossa-nova.

Esse é o panorama atual. Pena que não deu para checar pessoalmente. Mas o próximo que lá for já deterá algumas recomendações. E se puder, nos dará suas impressões. Ou quem sabe o sábio Nano Herrera, famoso como crítico e detentor de dois programas de jazz na madrugada de Bs.As. acaba nos lendo e chancela alguns desses artistas?

A ver.

Notorious: Av. Callao, 966 - tel.: 4813.6888. Abre todos os dias.

Thelonious: Salguero, 1884, 1o. piso - tel.: 4829.1562. De quarta a domingo, a partir das 21 hrs.

Jazz Voyeur Club: Meliá Recoleta Plaza Boutique Hotel, Posadas, 1557 - tel.: 5353.4000. Apenas às quintas, às 21,30 hrs.

01 janeiro 2008

CJUB deseja a todos os amigos e visitantes um
FELIZ 2008


31 DE DEZEMBRO JAZZ

31 dezembro 2007

Segundo meu amigo Marc, nem todos os estudios estavam fechados no 31 de dezembro. Alguns músicos gravaram e, certamente, partiram de lá para a festa de reveillon. São eles:

31 de Dezembro de 1947
Charles Mingus (w/ Curley Hamner And His Orchestra)

- Bama Lama Lam
- Spooky Boogie

The Young Rebel (Swingtime)






31 de Dezembro de 1947

Lennie Tristano Quartet

- New Sound
- Through These Portals
- Resemblance
- Speculation
- Restoration
Lennie Tristano 1947-1951 (Classics 1290)




31 de Dezembro de 1952
Illinois Jacquet And His Orchestra

- Fat Man Boogie
- Blues In The Night
- Where Are You?
- What's The Riff?
Illinois Jacquet 1951-1952 (Classics)





31 de Dezembro de 1953
Louis Armstrong

- When It's Sleepy Time Down South
- Indiana (Back Home Again In)
- A Kiss to Build a Dream On
- Tea for Two
- My Bucket's Got a Hole In It
- Margie
- Velma's Blues
- That's My Desire
- C'est Si Bon
- Stompin' at the Savoy
- When It's Sleepy Time Down South

New Year's Eve broadcast from Japan on NBC radio



31 de Dezembro de 1953
Chet Baker

- Why Shouldn't I?
- I'm Through With Love
- You Don't Know What Love Is
- You Don't Know What Love Is (alt. take)

Chet Baker with Strings (Sony)




31 de Dezembro de 1953
Benny Carter Quartet (w/ Joe Glover And His Orchestra)

- I'll Be Around
- Beautiful Love
- Blue Star
- Flamingo

New Jazz Sounds: The Urbane Sessions (Polygram)




31 de Dezembro de 1953
Oscar Peterson Trio

- I Won't Dance

Oscar Peterson Plays Jerome Kern (Verve)






31 de Dezembro de 1954
Louis Armstrong

- When It's Sleepy Time Down South
- Indiana (Back Home Again In)
- Big Butter and Egg Man
- High Society
- Auld Lang Syne

New Year's Eve broadcast from San Francisco on CBS radio






31 de Dezembro de 1954
Ruby Braff Sextet

- You Can Depend On Me
- Auld Lang Style
- I'm Gonna Sit Right Down And Write Myself A Letter
- Rosetta
- Sometimes I'm Happy

A Ball At Bethlehem (Bethlehem)




31 de Dezembro de 1954
Harry Edison

- Arcadia
- Santa Anita
- Hooray For Hollywood
- Blindfold Test, No. 3

Best From The West: Modern Sounds From California, Vols. 1 and 2 (Blue Note)




31 de Dezembro de 1962
Luiz Bonfá

- Silencio Do Amor
- Tristeza
- Vem So
- Samba Lamento
- Samba De Duas Notas
- Ilha De Coral
- Manha De Carnaval
- Bossa Nova Cha Cha
- Adeus
- Domingo A Noite
- Quebra Mar
- Chora Tua Tristeza
- O Amor Que Acabou

Luiz Bonfa Plays And Sings Bossa Nova (Verve)


31 de Dezembro de 1963
John Coltrane Quintet

- My Favorite Things
- Alabama
- Impressions

Private recording at Philharmonic Hall, Lincoln Center, NYC





31 de Dezembro de 1963
Sonny Stitt Sextet

- Slave Maidens
- Blue Blood Ritual
- Bacon Baby
- Barefoot Ball
- Estrellita
- Island Shout

Primitivo Soul! (Prestige)


31 de Dezembro de 1973
Kenny Drew

- Blues For Nils
- Everything I Love
- Winter Flower

Everything I Love (SteepleChase)





31 de Dezembro de 1982
Miles Davis Septet

- Come Get It
- It Gets Better
- U 'N' I
- Star On Cicely
- Star People
- Hopscotch
- Jean Pierre

Felt Forum, New York, New Year's Eve (Jazz Masters)


31 de Dezembro de 1985
Art Blakey And The Jazz Messengers

- Hide and Seek
- Little Man
- New York
- I Want to Talk About You

New Year's Eve at Sweet Basil (Evidence)




31 de Dezembro de 1987
Miles Davis (with Prince)
Recorded at Paisley Park
Miles from the Park (Sabotage Records); bootleg recording

REEDIÇÃO: OS 10 DISCOS PARA A ILHA DESERTA

Passados já cinco anos(!) da nossa primeira votação, quando éramos apenas 8 ou 9 membros, é chegada a hora de uma nova eleição, muito principalmente pela adesão de tantos novos Mestres ao grupo. Assim, pediria aos membros que encaminhassem suas DEZ opções (nem NOVE, nem ONZE) para a nova apuração e para que sirva de referência aos novatos que aqui chegarem em busca de orientação.

Nesse período de tempo, o panorama jazzístico incorporou ou permitiu que amadurecessem inúmeros artistas que demonstraram seu talento e que, eventualmente, podem ter-se tornado "indispensáveis" tanto para os nossos orientadores - os Mestres (em ordem de chegada ao blog) Raf, Goltinho, Llulla, LOC, Tolipan, MaJor e Apóstolo - como para seus mais fervorosos aprendizes, Sazz e Bené-X, e todos os demais.

Gosto não se discute, principalmente lá na ilha deserta, onde ninguém tem de dar explicações sobre suas escolhas. Portanto, abram seus corações e mandem para cá o que de fato lhes daria mais prazer em ouvir, sózinhos, imaginando logicamente que as audições seriam tão freqüentes quanto os longos dias à espera do incerto resgate. Um disco mais ou menos, nessas condições, tornar-se-ia simplesmente algo desesperador de ter em mãos.

Os leitores do blog também estão convidados a mandar suas listas, que serão contabilizadas e publicadas à parte. No entanto, em caso de não haver concordância suficiente para que se feche a lista da casa, dada a variedade de gostos e possibilidades, não descartaremos incluir nesta um ou dois dos mais votados da lista externa.

Ao trabalho, mas sem pressa, pois pretendemos divulgar o resultado nos primeiros dias de 2008, aqui na coluna fixa da esquerda. Pedimos, por favor, que as listas sejam enviadas através dos comentários a este post, de modo a permitir que os votantes que assim o desejarem, justifiquem suas escolhas.

Lembramos a todos que álbuns duplos/coleções de um mesmo artista contam por cada CD incluído na lista. E que, por óbvio, poderão ser indicados CDs de bossa-nova.

Aos membros, informamos que, por sua importância, manteremos este post no topo da página até sua apuração final. As postagens mais novas estarão, eventualmente, no topo, mas serão passadas para imediatamente abaixo logo que possível, portanto.

Grande abraço.

LE PRIX DU JAZZ CLASSIQUE

A Academia Francesa de Jazz elegeu o melhor cd de 2007. O prêmio foi para "Heroes" de Roger Kellaway.

Este disco é um tributo a trios do passado, homenageando Art Tatum, Nat Cole e, particularmente, a Oscar Peterson - na decada de 50 tocando com Ray Brown e Barney Kessel & Herb Ellis na guitarra.

Kellaway toca com o guitarrista Bruce Forman e o baixista Dan Lutz. É um trio sem baterista, como tocaram os homenageados.

O prêmio será entregue em Paris, no Theatre de Châtelet. Este prêmio, da Academia Francesa de Jazz, é o mais sério e o mais antigo no cenário musical francês, foi criado em 1955. Quem elege são jornalistas, escritores, profissionais da música, fotógrafos e produtores de TV.

Roger Kellaway é um inovador, recentemente buscou uma interação do violoncelo no jazz. Como se trata de um instrumento de cordas com uma lenta resposta ao ataque, seu solo para o improviso no jazz é bastante difícil. Mas Kellaway conseguiu em seu disco Nostalgia Suite - The Roger Kellaway Quintet, um approach fenomenal para este relegado instrumento jazzistico, que Ray Brown chamava de 'baby bass'.

28 dezembro 2007

RETRATOS
08. DEXTER GORDON (B)
FILMOGRAFIA E BIBLIOGRAFIA
FILMOGRAFIA
É bastante satisfatória a filmografia de Dexter Gordon, ainda que com breves momentos de execução musical completa; as exceções, com números inteiros e que nos permitem apreciar a sonoridade, a musicalidade, o fraseado, a interação com os demais músicos e a lógica da improvisação de Dexter Gordon estão nas indicações 05, 06 e 08 seguintes.

01. Atlantic City Honeymoon (no Brasil “Lua de Mel Em Atlantic City”)
1944 (estréia americana em 15/09/1944), U.S.A., 90 minutos, direção de Ray McCarey.
Longa metragem musical estrelado por Constance Moore e Stanley Brown, com Dorothy Dandridge (remember “Carmen Jones”) como vocalista da banda de Louis Armstrong que toca e canta o clássico de Fats Waller “Ain’t Misbehavin”, acompanhada pela orquestra de “Satchmo”. Lembramos que à época (1944) Dexter Gordon integrou a orquestra de Armstrong, que tinha como um de seus “carros.chefes” exatamente “Ain’t Misbehavin” gravada em 03 ocasiões: 19/maio, 07/junho e 12/setembro/1944. No naipe de palhetas e ao lado de Dexter, atuava o tenorista Teddy McRae. Nesse filme musical atuou também a banda de Paul Whiteman

02. Pillow To Post
1945 (estréia americana em 09/06/1945), U.S.A., 95 minutos, direção de Vincent Sherman
Comédia americana estrelada por Ida Lupino e Sidney Greenstreet (lembrar do “robusto” Sidney em “Relíquia Macabra” = “O Falcão Maltês” clássico cinematográfico de John Huston com Humphrey Bogart), participação da orquestra de Louis Armstrong em cena num clube (“The Tavern”), com Dexter Gordon no tenor.

03. Unchained
1955 (estréia americana em 19/01/1955), U.S.A., 74 minutos, direção de Hall Bartlett
Longa metragem estrelado por Bárbara Hale e Elroy Hirsch com a participação de Dexter Gordon em ponta como ator, mas cujo nome não aparece nos créditos.

04. Stopforbud
1963, Dinanmarca, 12 minutos, direção de A.J.Leth / O.J.Poulsen / J.J.Thorsen
Documentário sobre Bud Powell com comentários de Dexter Gordon.

05. Dexter Gordon
1970, U.S.A., 59 minutos, direção de John Beyer
Vídeo da série “Maintenance Shop”, no Brasil série “O Melhor do Jazz”, com Dexter Gordon em quarteto (George Cables/piano, Rufus Reid/baixo e Eddie Gladden/bateria).

06. Dexter Gordon
1971, Dinamarca, 26 minutos, produção da “Flip Film Productions”
Documentário com Dexter no “The Montmartre Copenhagen” ao lado de Kenny Drew/piano, Niels Henning Orsted Pedersen/baixo e McKaya Ntshoko/bateria, executando os temas “Those Were The Days” e “Fried Bananas” (tema que foi gravado em diversas ocasiões por Dexter). Não há gravação de áudio relativa a este documentário, permanecendo somente o filme.

07. Jazz In Exile
1978, U.S.A., 32 minutos, direção de Chuck France
Documentário sobre músicos americanos no exterior, exilados ou de passagem, com entrevistas e atuações de diversos dos mesmos entre os quais Dexter Gordon, Phil Woods, McCoy Tyner, Freddie Hubbard, Gary Burton e outros. Destaque no documentário para o solo de Phil Woods em “Last Night When We Were Young”. Take desse documentário e para ilustrar Phil Woods foi aproveitado, também, na série “Naipes do Jazz” / “Reed Royalty”, 1992, U.S.A., 58 minutos, direção de Burrill Crohn, no Brasil sob o título “Mestres da Palheta”, apresentação de Branford Marsalis, mas que não inclui Dexter Gordon.

08. Round Midnight (no Brasil “Por Volta da Meia Noite”)
1986, U.S.A., 133 minutos, direção de Bertrand Tavernier
Longa metragem ambientado na Paris de 1959 e absolutamente perfeito, homenageando por um lado a Bud Powell enquanto exilado na França e, por outra parte, a Lester Young enquanto tenorista símbolo. Uma grata revelação de Dexter Gordon em sua atuação como ator de longo metragem (já havia atuado em “Unchained” indicado anteriormente mas em papel discreto) e indicado ao Oscar, mas amealhado por Herbie Hancock com a trilha sonora. Ao lado de “Bird” de Clint Eastwood um dos poucos filmes essencialmente sobre o Jazz e seus músicos. O roteiro do filme foi urdido a partir do excelente e luxuoso livro (P&B) sobre Bud Powell, “La Danse Des Infidéles” de Francis Paudras, admirador e hospedeiro de Bud Powell enquanto no exílio (410 páginas, 1986, Editora L’Instant, Paris, França, prefácio de Bill Evans, com diversas opiniões em colagem nas 02 páginas finais, incluindo: “Bud est um authentique génie” de Duke Ellington). Esse filme sempre traz à lembrança um querido amigo do Jazz, Maxwell Johnstone, que juntamente com Mestre LULA, Coutinho, Domingos Carvalho, eu e outros aficcionados pelo Jazz, mediante convite do Serviço de Divulgação e Relações Culturais dos U.S.A. e da Warner Brothers assistimos à exibição do filme, imediatamente após a legendagem, no auditório do Consulado Americano (Av. Presidente Wilson, Rio de Janeiro, dia 20/agosto/1987); após o filme, que a todos nos emocionou, foi servido coquetel do qual guardo fotografias para lembrar do Maxwell, que nos deixou muitas saudades e a alegria de tê-lo conhecido.

09. Cem Anos de Jazz
1987, França, 186 minutos, direção de Claude Fleouter
Documentário em 04 partes com depoimento de Dexter Gordon na 3ª parte, “Revolução do Bebop”, comentando a transição das “Big Bands” pós.guerra para os pequenos conjuntos (“combos”) e o “Bebop”. Participam também em entrevistas Leonard Feather, Miles Davis, Nat Hentoff e outros.

10. JAZZ
2000, U.S.A., 724 minutos, direção de Ken Burns
Extenso documentário do historiador Ken Burns. Em episódio no DVD nº 4 temos Dexter Gordon saindo do camarim e dirigindo-se ao palco de clube em Copenhaguem (1971) para sua apresentação. O fundo musical revela a sonoridade de Dexter, simultaneamente lírica, cool (Lester Young) e robusta (Coleman Hawkins).

11. JAZZ ICONS - DEXTER GORDON LIVE IN ’63 & ‘64
2007, Alemanha, 69 minutos
Na Suiça em 1963 com os temas “Second Balcony Jump” e “You’ve Changed”, ao lado de Kenny Drew, “Bibi” Rovére e Art Taylor; na Holanda e na Bélgica em 1964 com os temas “A Night In Tunísia”, “What’s New”, “Blues Walk”, “Lady Bird” e “Body And Soul”, com a sessão rítmica composta por George Gruntz, Guy Pederson e Daniel Humair. Vale a pena apreciar Dexter Gordon, então com 40/41 anos, em seu “exílio” europeu solando com autoridade e lógica, sempre com sua característica de “caminhar lentamente atrás do tempo” mas com um swing dominante. Absolutamente perfeita sua atuação como baladista no clássico "What's New". Excelente encarte de 24 páginas com notas de Michel Cuscuna e de Maxine Gordon (viúva de Dexter), fotos de Francis Wolff e formações que atuaram.

BIBLIOGRAFIA
Extensas são as referências bibliográficas a Dexter Gordon, como conseqüência lógica de seu “pioneirismo” no bebop, enquanto tenorista. As indicações seguintes são as que se nos afiguram como mais precisas e corretas.

01. THE ENCYCLOPEDIA OF JAZZ
Leonard Feather - U.S.A. - Edições original, das décadas 60, 70 e “Yearbooks”
Todos com generosos verbetes dedicados a Dexter Gordon.

02. GRAN ENCICLOPEDIA DEL JAZZ
Editora SARPE - 1ª edição – Espanha - 1980
Extenso verbete dedicado a Dexter Gordon, correto e com seqüência histórica precisa.

03. ENCICLOPEDIA ILUSTRADA DEL JAZZ
Brian Case / Stan Britt - 1ª Edição - Inglaterra - 1982 (edição espanhola)
Bom e conciso verbete, com indicação de discografia. Foto de Dexter com a seguinte legenda: “Dexter Gordon, el más grande sonido al saxo tenor”.

04. WEST COAST JAZZ
Alain Tercinet - 1ª edição – França - 1986
Permite-nos acompanhar diversas passagens de Dexter Gordon pela “costa”, seja em virtude de sua participação em gravações, seja em função de temporadas e apresentações.

05. OBRAS PRIMAS DO JAZZ
Luiz Orlando Carneiro - 1ª edição - Brasil - 1986
Nas páginas de 135 até 140 Luiz Orlando tece um panorama simultâneo de Stan Getz e Dexter Gordon e, ao final e referindo-se ao retorno deste aos U.S.A. em 1976 com apresentação no “Village Vanguard”, define “Fenja”, “Gingerbread Boy” e “Round Midnight” como “....obras-primas do extilo Dexter por excelência, faixas que refletem, como poucas, seu som suculento, seu fraseado cantante, seu humor mordente, seu lirismo sem frivolidade.”

06. DICCIONARIO DEL JAZZ
Philippe Carles, André Clergeat e Jean-Louis Comolli - 1ª edição - França - 1988
Verbete em 02 colunas e bem consistente sobre Dexter Gordon, com final indicando algumas gravações de 1945 a 1982.

07. THE PENGUIN ENCYCLOPEDIA OF POPULAR MUSIC
Donald Clarke - 1ª edição – Inglaterra - 1989
Compacto mas excelente verbete dedicado a Dexter Gordon, com seqüência histórica correta e boas indicações discográficas.

08. BEBOP
Jacques B. Hess - 1ª edição - França - 1989
Livro da coleção “Jazz Hot / L’Instant”, abre a seção dedicada aos tenoristas com foto de Dexter Gordon e cita “...le plus purement Bop de tous les bons ténors qu’on peut rattacher à ce mouvement fut incontestablement – est toujors – Dexter Gordon. De 1944 à 1949, son palmares est impressionnant.....”

09. LÊS SONS DU JAZZ
John Fordham - 1ª edição (versão para o francês do original inglês de 1989) – França - 1990
O capítulo “Saxophones À Foison” é iniciado com foto de página inteira de Dexter Gordon, história resumida do saxofone desde Adolphe Sax e percorre sinteticamente os executantes símbolo do instrumento detendo-se, claro, em Dexter Gordon dentro da seqüência cronológica e de estilos.

10. OS GRANDES CRIADORES DO JAZZ
Gérald Arnaud & Jacques Chesnel - 1ª edição - Portugal - 1991
Assim descreve Dexter Gordon: “...é também ele, física e musicalmente, um gigante do tenor e um discípulo tanto de Hawins como de Young......desenvolveu estilo melódico directo, límpido e galvanizante e o seu timbre cáustico, carregado de harmônicos, é cuidadosamente estudado por Coltrane e por Rollins. Improvisa sabiamente sobre temas por vezes próximos do rhythm’n’blues e explora-os com uma noção muito segura do crescendo....”

11. THE STORY OF JAZZ - BOP AND BEYOND
Frank Bergerot e Arnaud Merlin - 1ª edição - U.S.A. - 1991
Capa e referências a Dexter Gordon em todo o livro. Boa seqüência sobre o título (“Bop And Beyound”).

12. JAZZ
John Fordham - 1ª edição - U.S.A. e Inglaterra - 1993
Entre as diversas citações e referências a Dexter Gordon destaca-se a que o nomina como “…and Califórnia also boasted Dexter Gordon, one of the hottesd, bluesiest players in jazz… Dexter ainda é incluído na cronologia “1970-1990”, assim como no capítulo “Jazz Today” e nos “Stars And Styles”.

13. OS GRANDES DO JAZZ
Ediciones DelPrado - 1ª Edição - Brasil (versão do original espanhol) - 1996
Coleção contendo fascículo de 12 páginas dedicadas a Dexter Gordon, com CD acoplado (“Dexter Gordon – Body And Soul”, 06 faixas gravadas em Copenhaguem em 20/07/1967, acompanhado por Kenny Drew/paino, Niels.Henning/baixo e Albert Heath/bateria). Mínimas imprecisões biográficas e excelente trabalho como um todo. À mesma época foi editado e distribuído no Brasil a coleção traduzida do espanhol “The Jazz Masters – 100 Anos de Swing”, também com CD dedicado a Dexter Gordon (06 faixas - Dexter Gordon / tenor e soprano, Lionel Hampton / vibrafone, Hank Jones / piano, Bucky Pizzarelli / guitarra, George Duvivier / baixo, Oliver Jackson / bateria e Candido / conga, New York, 11/11/1977). Agregado ao fascículo que trata de Dexter Gordon um CD com 06 faixas (total de 67’49”, “Doxy”, “For All We Know”, “But Not For Me”, “There Will Never Be Another You”, “Body And Soul” e “ “Sonnymoon For Two”, com Kenny Drew, Niels-Henning Orsted Pedersen e Albert Heath, todas gravadas em 20/07/1967 no “Montmartre Jazzhus” de Copenhague), boa qualidade de som e excelentes registros tomados ao vivo. Também e aproximadamente na mesma época foi lançada no Brasil a coleção “The Jazz Masters - 100 Anos de Swing” trazendo um CD de Dexter Gordon com 06 faixas (total de 37’34”, “Cute”, “The Say That Falling In Love Is Wonderful”, “Lullabye Of Birdland”, “I Should Care”, “Seven Come Eleven” e “Blues For Gates”, com Lionel Hampton, Hank Jones, Bucky Pizzarelli, George Duvivier, Oliver Jackson e Candido, todas gravadas em 11/11/1977 em New York).

14. A CENTURY OF JAZZ - A HUNDRED YEARS OF THE GREATEST MUSIC EVER MADE
Roy Carr - 1ª Edição – Inglaterra - 1997
Inclui referências a Dexter Gordon no capítulo “1944-1950, The Be Bop Revolution”, com foto de página inteira de Dexter e recomendação discográfica: “The Complete Dial Recordings – Spotlite”. É obra de luxo e de fôlego sempre recomendável e capítulo com resumo sobre os “V.Discs”.

15. EL JAZZ - DE NUEVA ORLEANS A LOS AÑOS OCHENTA
Joachim E. Berendet - 4ª edição / 2ª reimpressão – Espanha - 2002
Mais que as referências a Dexter Gordon ao longo da obra, Berendt o define nas páginas 432-433 como “...también Sony Stitt y, ante todo, Dexter Gordon son músicos que pertenecen a esta dirección, que em vários aspectos está emparentada com el grupo Lester + bop – digamos, James Moody – antes mencionado. Dexter Gordon era el tenorista a secas del bop, com toda la enervante vitalidade de este estilo jazzístico”.

Segue em (C), (D) e (E) - DISCOGRAFIA RESUMIDA

O MELHOR DE TODOS... NÃO O SEGUNDO MELHOR

27 dezembro 2007



Aos 14 anos sua irmã mais velha Daisy foi com Oscar Peterson a um concurso amador na CBC (Canadian Broadcasting Corporation) no qual ele foi vencedor. Isto abriu as portas para atuações semanais no show da estação de rádio de Montreal chamado de — Fifteen Minutes' Piano Rambling. Mais tarde passou para um show nacional chamado — The Happy Gang. Finalmente quando a álgebra não podia mais tolhir sua veia musical, Peterson desejou abandonar a escola. Seu pai disse-lhe então que não poderia largar os estudos para ser pianista de jazz, a não ser que fosse para se tornar o melhor de todos, não um segundo melhor. Assim sua carreira de músico iniciou.