Aqui você vai encontrar as novidades sobre o panorama nacional e internacional do Jazz e da Bossa Nova, além de recomendações e críticas sobre o que anda acontecendo, escritas por um time de aficionados por esses estilos musicais. E você também ouve um notável programa de música de jazz e blues através dos PODCASTS. Apreciando ou discordando, deixem-nos seus comentários. NOSSO PATRONO: DICK FARNEY (Farnésio Dutra da Silva)
Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).
BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002
SAMBA JAZZ ETERNO
15 janeiro 2006
Ao ouvir certa vez a Leny Andrade cantando Samba do Avião acompanhada de Tenório Jr. ao piano, um contrabaixista que a memória me falha e o famoso Milton Banana na bateria, percebi que aquele era o som.
Esta breve introdução serve apenas para dizer que temos um grande album saindo agora em 2006.
Nome: SambaJazzTrio
Músicos: Kiko Continentino ao Piano, Luiz Alves ao baixo acústico e Cláuton "Neguinho" Salles na bateria e trompete.
Antes que estranhem, é isto mesmo, bateria e trompete. Vi com meus próprios olhos na última quinta feira no Mistura Fina. Som de primeira.
Quanto ao Luiz Alves, lembro de tê-lo visto tocar com o Luiz Eça. Se não me engano, utiliza o arco em algumas faixas do CD.
Quanto ao Kiko Continentino, um piano cheio de suingue, improvisação e criatividade
Como fã de Luizinho Eça, não poderia deixar de destacar Dolphin, e como brasileiro, jamais poderia esquecer o Maestro Villa Lobos, cujo Trenzinho Caipira anda pela ferrovia do Jazz.
Das 13 faixas, 7 são da lavra dos músicos.
Depois de Hamleto Stamato com SambaSpeedJazz, Haroldo Mauro Jr. com Bossa na Pressão, agora temos o Samba Jazz Trio com o trio liderado por Kiko Continentino.
Num momento em que resgates a este tipo maravilhoso de música mostram o quanto ela foi importante, fica a sugestão para que ouçam este ótimo trabalho.
Beto Kessel
O ANTOLÓGICO ALMOÇO DE 13 DE JANEIRO
14 janeiro 2006
Mesmo que desprovidos da presença feminina (Claudia, Luciana e Marzia evaporaram-se de nossas vidas), a ocasião foi muito agradável e a nova mesa, ora voltada para a vista da Baía de Guanabara, estava lotada, menos um lugar (o do Sazinho, esse tão querido e barulhento confrade, que partira para Angra mais cedo) e pudemos trocar o som variado do pianista do salão grande pelo puro jazz de nossos próprios CDs, no aparelho emprestado pela organização. Notada a ausência, desejável como um prêmio, mas de difícil recebimento por todos em vista da distância geográfica, do Mestre Luiz Orlando, que forma com os lá presentes Raffaelli, Coutinho e Lula, o suporte histórico e consultivo do grupo. David, Marcelinho, Mario, Gustavo, Kessel e Chimelli fechavam o grupo. Marcelão, impossibilitado por compromisso profissional, fez-se presente via celular.
Em vista do espírito laborativo que imperava nos confrades, e graças ao diligente trabalho compilativo do Kessel, estamos prestes a finalizar a eleição dos melhores de 2005 para a entrega do Prêmio CJUB, que ocorrerá no dia 2 de fevereiro, data extra de produção do CJUB no Mistura Fina, após a regular, no dia 26 de janeiro. A propósito, vamos anunciar na próxima semana as EXPLOSIVAS produções dessas duas quintas seguidas, para que as agendas de todos não permitam encavalamentos que lhes sejam prejudiciais, já que ambas as programações são IMPERDÍVEIS. Fiquem atentos, é nitroglicerina pura!
De volta ao almoço e comemorações à parte, pudemos puxar pela vasta memória dos nossos decanos, argüindo-os sobre aspectos dos primórdios do jazz no Brasil e depois de intensos debates, sempre amistosos e pontuados pelas impagáveis - e muitas das vezes, impublicáveis, num blog familiar como este - historietas paralelas vividas ou vivenciadas por eles (com dupla e às vezes tripla confirmação dos Mestres presentes) pudemos, enfim, definir algo que nos faltava, que clareamos e sobre o qual damos conhecimento ao povo cjubiano.
Após algum tempo de debate, concluímos que Farnésio Dutra da Silva, conhecido melhor como Dick Farney, foi o "jazzista" pioneiro, o verdadeiro assentador das bases desse estilo de execução musical no país. E decidimos que doravante este CJUB o terá como patrono, em uma homenagem não apenas à sua pessoa, mas, coletivamente, a todos os grandes músicos, maestros, produtores, arranjadores e outros profissionais brasileiros que se apaixonaram pelo jazz, sofrendo, à época, todas as críticas que se possa imaginar, por terem abraçado essa "moda" estrangeira - e sobretudo - americana. Então, que possa Dick Farney simbolizar esse apego ao jazz no Brasil, desde os primórdios até quando durar este blog.
UMA FOTO HISTÓRICA E ALL THAT JAZZ
Numa quente manhã de verão em 1958, cinquenta e sete dos maiores músicos de jazz se reuniram na frente de uma casa na rua 126 no Harlem. Eles foram convidados para uma foto que ilustraria uma matéria especial sobre jazz, no magazine Esquire. O fotógrafo foi Art Kane, um desenhista que se consagrava, mas que nunca havia tirado fotos profissionalmente.O resultado foi uma das mais famosas fotografias na história da música americana. Entitulada “A Great Day in Harlem”, incluia grandes nomes do jazz como Count Basie, Coleman Hawkins, Lester Young e Dizzy Gillespie e também promessas como Thelonious Monk, Sonny Rollins, Charles Mingus, Gerry Mulligan, Art Blakey e Horace Silver. Nunca antes uma quantidade tal de músicos talentosos havia sido reunida num mesmo lugar, numa mesma hora.
A fotografia tornou-se legendária, reproduzida incontáveis vezes e, como poster, ornamenta as paredes dos fans de jazz pelo mundo todo.
Essa foto acabou sendo assunto de um excelente documentário. “A Great Day in Harlem: The Story and Sounds Behind the Most Famous Photo in the History of Jazz”. Ele foi feito em 1994 pelo jazzófilo Jean Bach, com a assistência do co-produtor Matthew Seig e da editora Susan Peehl.
Lançado esta semana em DVD (dois discos, Home Vision/Image Entertainment), o “A Great Day in Harlem” não é somente a história da criação imortal do fotógrafo Kane, mas uma história e um tributo aos grandes músicos presentes no trabalho de Kane.
Bach e seus consortes reuniram todo o tipo de fotos e filmes que puderam encontrar daquele histórico dia. O documentário inclui mais de 100 imagens tiradas por Kane, bem como fotos tiradas pelos próprios familiares e amigos presentes. Havia também alguns filmes em 8mm gravados pelo baixista Milt Hinton e sua mulher Mona. Bach fez entrevistas com Kane, que já faleceu, Robert Benton, o editor gráfico da Esquire e posteriormente co-produtor de um filme ganhador do Oscar e muitos dos músicos que puderam ser localizados. As reminiscencias e comentários dos participantes como Gillespie (que morreu um ano depois que o filme foi lançado), Rollins, Silver, Blakey e Marian McPartland são simplesmente fantásticos, bem como as observações do pessoal fora de cena como o jornalista Nat Hentoff e o pianista Mike Lipskin.
Muitas sub-histórias emergem no documentário, como a dificuldade que o fotógrafo Kane teve para que os músicos ficassem parados para a pose da foto, pois havia uma animação geral em todos estarem presentes e se vendo naquela manhã, eles não conseguiam parar de conversar e “fofocar”; porque Count Basie está sentado no meio-fio, próximo a uma turma de garotos da vizinhança; porque Thelonious Monk decidiu vestir um casaco esporte branco para a ocasião; porque todos os bateristas resolveram se juntar num único ponto para a foto; como foi que conseguiram que todos os músicos comparecessem para a foto, às 10 da manhã, uma vez que a esta hora a maioria dorme, pois trabalham até tarde...
O filme é incrementado com a inclusão de várias cenas da performance ao vivo da maioria dos músicos que aparecem na foto, a maioria resgatada de um antigo show da CBS-TV “The Sound of Jazz”.
O DVD também inclui narrativas com músicos mais jovens como Bill Charlap e Kenny Washington, que dividem seu entusiasmo pelo fotógrafo e pelos músicos retratados. O segundo disco tem um excelente suplemento de perfís, bem traçados, de cada músico que compunha a fotografia.
Como comentava Dizzie Gillespie olhando a fotografia: “Tem um montão de gente que eu gosto”.
Obs: para apreciar todos os detalhes da famosa fotografia, clique aqui. Ou na foto no início da matéria, que permite inclusive serem acionadas algumas áreas que se abrem em detalhes, fornecendo os nomes de cada músico, quando se repousa o cursor sobre eles.
PRÊMIOS CJUB, OS MELHORES DE 2005 - VOTA MANIM
13 janeiro 2006
Blas Rivera – JAZZTOR PIAZZOLLA
2) MELHOR CONCERTO NACIONAL:
CJUB Dream Night
3) MELHOR MÚSICO ESTRANGEIRO:
Blas Rivera
4) MELHOR MÚSICO BRASILEIRO - PRÊMIO ARLINDO COUTINHO
Gilson Peranzzetta
5) MELHOR MÚSICO EM CONCERTOS PRODUZIDOS PELO CJUB
Vittor Santos
6) MÚSICO REVELAÇÃO BRASILEIRO
Marcos Nimrichter
7) MÚSICO REVELAÇÃO ESTRANGEIRO
Miguel Zenón
8) MELHOR FESTIVAL DE JAZZ
Nihil
9) MELHOR CASA OU CLUBE DE JAZZ NACIONAL
Mistura Fina
10) MELHOR MÍDIA ESPECIALIZADA (papel ou internet)
All About Jazz
11) PRÊMIO ESPECIAL: CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DO JAZZ NO BRASIL PRÊMIO JOSÉ DOMINGOS RAFFAELLI
Coluna Luiz Orlando Carneiro
12) DISCO DO ANO (nacional ou estrangeiro, valendo três indicações, para cada jurado);
Dario Galante “AWÉ”, Miguel Zenon “Jibaro”, John Coltrane “One Down, One Up: Live at the Half Note”
13) MÚSICO DE JAZZ MAIS IMPORTANTE, VIVO (nacional ou estrangeiro, valendo três indicações, para cada jurado).
Winton Marsalis, Dave Brubeck, Keith Jarrett
Obs: O item Melhor Festival de Jazz fica pra próxima, certamente será o CJUB Jazz Festival.
12.01.2006 - DUPLO REGOZIJO !!! ANIVERSÁRIOS DE PRESIDENTE E COMENDADOR
Ter como presidente do CJUB nosso Príncipe Valente do Jazz, He-Man do Swing ou, como também é conhecido, Roberto Jazztos - dado o esmero habitual de seu hair style - é, como diria o impagável "filósofo" Athayde Patrese, um luxo, comparável somente, à reunião, no mesmo espaço - e só aqui isto se dá - do alto clero ever do jornalismo jazzístico brasileiro, com o quadrado mágico formado pelos Mestres Raf, Goltinho, Llula e LOC.
Picardias à parte, Mauro Nahoum é nosso fidalgo-mor, amigo insubstituível, brain-storm incansável - e às vezes solitário - das aspirações e projetos do CJUB.
Enfim, ele é o começo, meio e fim do CJUB, no sentido da entrega e da dedicação incomparáveis aos interesses do grupo e, não por isto, mas pelo só fato de sua amável e bondosa liderança e sempre sincera amizade, merece nossa felicitação mais ampla e o eterno agradecimento por nos ter congregado neste fórum a um só tempo sério e insano, mas que é o bálsamo pelos qual todos nós, editores e leitores do blog, por anos a fio tanto esperamos, abandonando o casulo freak a que todo jazzófilo parecia antes inexoravelmente confinado.
No mesmo diapasão, efusivos parabéns extensivos ao nosso Membro Fundador (não confundir com o conhaque homônimo) DeFrag, Fraga, Fraguinha, enfim, nosso Comendador da Ordem Suprema de Joie Vivre, gozando de merecidas férias lá para os lados das Cortes Européias, mas, ao que se sabe - e se espera - em breve retornando ao nosso delicioso convívio terceiro-mundista, principalmente dos botequins que tanto ama. Volta logo, ô Baiano !!!
Dois Vivas ao CJUB e seus aniversariantes ! A eles M.P. M.F., como diria o Couto ! YEAH !!!! (gritado e quebrando o decibelímetro ...)
VOTOS DO MARCELON E GOLTINHO - PREMIO CJUB E 10 PARA ILHA DESERTA
12 janeiro 2006
1) MELHOR CONCERTO INTERNACIONAL: Taylor Eigsty/Julian Lage, Mistura Fina;
2) MELHOR CONCERTO NACIONAL: David Feldman Trio, janeiro/2005, CJUB
3) MELHOR MÚSICO ESTRANGEIRO: Taylor Eigsty
4) MELHOR MÚSICO BRASILEIRO - PRÊMIO ARLINDO COUTINHO: Vittor Santos
5) MELHOR MÚSICO EM CONCERTOS PRODUZIDOS PELO CJUB: Vittor Santos
6) MÚSICO REVELAÇÃO BRASILEIRO: David Feldman
7) MÚSICO REVELAÇÃO ESTRANGEIRO: Taylor Eigsty
8) MELHOR FESTIVAL DE JAZZ: Ouro Preto
9) MELHOR CASA OU CLUBE DE JAZZ NACIONAL: Mistura Fina
10) MELHOR MÍDIA ESPECIALIZADA (papel ou internet): Coluna JB Mestre LOC
11) PRÊMIO ESPECIAL: CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DO JAZZ NO BRASIL PRÊMIO JOSÉ DOMINGOS RAFFAELLI: Nelson Tolipan
12) DISCO DO ANO (nacional ou estrangeiro, valendo três indicações, para cada jurado): Monk/Coltrane, "Live Carnegie Hall"; Enrico Pieranunzi, "Special Encounter"
13) MÚSICO DE JAZZ MAIS IMPORTANTE, VIVO (nacional ou estrangeiro, valendo três indicações, para cada jurado): Dave Brubeck, Mccoy Tyner, Winton Marsalis
10 DISCOS PARA ILHA DESERTA:
1) Travels, Pat Metheny;
2) Time Out, Dave Brubeck;
3) Coltrane & Johnny Hartmann
4) Tribute to Bud Powell, Chick Corea;
5) Take the Coltrane, Maclaughlin, DeFrancesco & Elvin Jones;
6) SuperTrio, John Hicks;
7) Kind of Blue, Miles David;
8) Complete Riverside Monk Recordings;
9) West Side Story, Oscar Peterson Trio;
10) We Will Meet Again, Bill Evans.
Goltinho:
1) MELHOR CONCERTO INTERNACIONAL: Tony Bennet, ATL Hall, 24/10/2005;
2) MELHOR CONCERTO NACIONAL: CJUB DREAM NIGHT
3) MELHOR MÚSICO ESTRANGEIRO: Michael Carney (vibes & stell drums)
4) MELHOR MÚSICO BRASILEIRO - PRÊMIO ARLINDO COUTINHO: RAFAEL BARATA
5) MELHOR MÚSICO EM CONCERTOS PRODUZIDOS PELO CJUB: ALBERTO CHIMELLI
6) MÚSICO REVELAÇÃO BRASILEIRO: David Feldman
7) MÚSICO REVELAÇÃO ESTRANGEIRO: Willie Jones, III
8) MELHOR FESTIVAL DE JAZZ: TIM
9) MELHOR CASA OU CLUBE DE JAZZ NACIONAL: Mistura Fina
10) MELHOR MÍDIA ESPECIALIZADA (papel ou internet): Coluna JB Mestre LOC
11) PRÊMIO ESPECIAL: CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DO JAZZ NO BRASIL PRÊMIO JOSÉ DOMINGOS RAFFAELLI: Nelson Tolipan
12) DISCO DO ANO (nacional ou estrangeiro, valendo três indicações, para cada jurado): Monk/Coltrane, "Live Carnegie Hall"; Parker/Gillespie, "Live Town Hall"; Daniel Garcia, "Caminho".
13) MÚSICO DE JAZZ MAIS IMPORTANTE, VIVO (nacional ou estrangeiro, valendo três indicações, para cada jurado): Sonny Rollins, Benny Golson, Winton Marsalis.
10 DISCOS PARA ILHA DESERTA:
1) Monk/Coltrane, Live Carbegie Hall (Blue Note);
2) Parker/Gillespie, "Town Hall";
3) Dizzy Gillespie in South America (Vol. 1-3);
4) Complete Jazz at the Philarmonic (11 discos);
5) Complete Clifford Brown Recordings (Emarcy);
6) Daniel Garcia, Caminho;
7) Tony Bennet, The Art of Excellence;
8) Bud Powell/Don Byas "Tribute to Cannonball" (Columbia Legacy);
9) Art Blakey and the Lazz Messengers live at Cafe Bohemian, Vols 1-2
10) Bill Evans, Sunday at Village Vanguard (1961, Riverside)
FESTIVAL DE JAZZ DE LAPATAIA - 11a. EDIÇÃO - 1a. parte
Esse comentário ficou martelando na minha cabeça até que no final de 2005, depois de acompanhar o site da fábrica de doce de leite por quase 11 meses, foi publicada finalmente a programação. Cedar Walton, Manuel Rocheman, Gary Bartz, Al Foster, George Mraz, Lewis Nash, Delfyo Marsalis e um trumpet summit, entre outras atrações, me fizeram decidir de imediato. E o Pedro, como um perfeito e competente advisor, ainda fez-me chegar às mãos - através da minha filha, com quem se encontrou num casamento, no fim de semana - a página impressa do site com o lineup completo. Uma ligação para ele na segunda feira seguinte e selamos nosso compromisso de estar juntos no Lapataia.
Assim, como ponta-de-lanca do time CJUBiano em Punta del Este, neste último fim de semana tive a oportunidade de confirmar tudo o que se diz sobre esse Festival, que, no seu 11o. ano de vida, continua recebendo jazzmen do primeiro time para atuar em seu palco, em tão inusitada quanto magnífica ambientação em meio a um pasto, com um belo bosque de eucaliptos ao fundo e um cercado bem atrás do palco onde várias vaquinhas pastam ouvindo ótima música.
O proprietário de tudo, o adorador de jazz e principal responsável pela realização dessas reuniões fantásticas que conjugam o estilo musical, a natureza, e o homem, que ali se insere para esse desfrute genial, Francisco Yobino, deu-se ao trabalho de mandar construir em seu pasto um anfiteatro com 750 "cadeiras" pré-moldadas em concreto, o que nos permite afirmar que o Festival de Lapataia está lá para ficar, por muitos anos mais. A estrutura do Tambo El Sosiego, a fazenda que contém o palco sazonal, mais um restaurante e uma lanchonete sempre abertos, além das instalações de produção, é simples e eficiente e as coisas são facilitadas ao extremo. "Zero-stress" é a tônica. As entradas são de papel, não há seguranças com rádios, os lugares NÃO são numerados e quem chega antes escolhe onde quer sentar.
Com uma grande quantidade de crianças e várias pessoas idosas presentes às audições, todos convivem numa placidez que talvez possa ser atribuída ao cheiro de terra e capim. Ninguém fala alto, não há ninguém produzido para ser visto, enfim, as pessoas estão ali para ouvir jazz.
DELIRA MÚSICA RELANÇA "PIMENTA", DE CARLOS MALTA
Amigos amantes do Jazz,Ano passado, no Festival Delira Música, fiquei chocada (no bom sentido) com o show do Carlos Malta com repertório deste CD "Pimenta" que estamos relançando. Não percam a oportunidade de vê-lo no lançamento que será na Modern Sound dia 31/01. Segue abaixo um pouco sobre o CD:
Em 1999, Carlos Malta, um dos principais nomes do sopro brasileiro em atividade, lançava de forma independente uma bela homenagem a Elis Regina. No repertório, clássicos da música popular brasileira, eternizados na voz da cantora, como “Nada será como antes”, “Águas de Março”, “O bêbado e a equilibrista”, “Chovendo na roseira”, “Ladeira da Preguiça”, “Bala com Bala”, “Cais”, entre outros. O CD intitulado “Pimenta” ficaria fora de catálogo até agora, 2006, quando é relançado pelo selo Delira Música. Compositor, instrumentista, arranjador e professor, Carlos Malta passou 12 anos acompanhando Hermeto Pascoal. Tocou também com Egberto Gismonti, Pat Metheny, Ernie Watts, Gil Evans, Marcus Miller, Charlie Haden, Wagner Tiso e Nico Assumpção. É um dos mais requisitados em gravações, tendo tocado em discos de Gilberto Gil, Lenine, Paralamas do Sucesso, Leila Pinheiro, Caetano Veloso e outros.
PRÊMIOS CJUB, MELHORES DE 2005
10 janeiro 2006
É chegada a hora de botarmos as mãos nas nossas "orelhudas" consciências e começar a lembrar das belas coisas que ouvimos, eventualmente presentes, neste ano que vai se escoando, célere. Claro que ainda há tempo para que algum azarão pinte nesses 15 dias que faltam para 2006, mas a gente já vai rebuscando a memória em busca dos momentos especiais.
Peço aos membros do CJUB que, à medida em que terminem suas listas, coloquem-nas nos comentários deste post.
Nossos leitores também estão convidados a fazê-lo, para sua diversão e pela divulgação de seus pontos de vista e pela troca de informações, apenas, já que seus votos não serão computados na premiação final deste ano.
Talvez em 2006 já tenhamos criado a categoria "Melhores pelo Voto dos Leitores", caso haja uma maneira de nos assegurar da validade dos votos, para que não se produzam distorções indesejáveis.
Então, CJUBianos e interessados, mãos à obra:
CATEGORIAS:
1) MELHOR CONCERTO INTERNACIONAL
2) MELHOR CONCERTO NACIONAL
3) MELHOR MÚSICO ESTRANGEIRO
4) MELHOR MÚSICO BRASILEIRO - PRÊMIO ARLINDO COUTINHO
5) MELHOR MÚSICO EM CONCERTOS PRODUZIDOS PELO CJUB
6) MÚSICO REVELAÇÃO BRASILEIRO
7) MÚSICO REVELAÇÃO ESTRANGEIRO
8) MELHOR FESTIVAL DE JAZZ
9) MELHOR CASA OU CLUBE DE JAZZ NACIONAL
10) MELHOR MÍDIA ESPECIALIZADA (papel ou internet)
11) PRÊMIO ESPECIAL: CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DO JAZZ NO BRASIL PRÊMIO JOSÉ DOMINGOS RAFFAELLI
12) DISCO DO ANO (nacional ou estrangeiro, valendo três indicações, para cada jurado);
13) MÚSICO DE JAZZ MAIS IMPORTANTE, VIVO (nacional ou estrangeiro, valendo três indicações, para cada jurado).
A premiação dos músicos brasileiros ocorrerá durante o primeiro Concerto de 2006.
TRÊS do Nico Assumpção relançado
08 janeiro 2006
Há 2 anos fora de catálogo, foi relançado no mercado nacional o cd TRÊS, resultado do trabalho em trio liderado por Nico Assumpção no baixo, Nelson Faria na guitarra e Lincoln Cheib na bateria.Gravado entre os meses de abril e junho de 2000, acredito ser o último registro em disco do Nico antes da sua morte em janeiro de 2001.
Nico foi um grande músico, um gigante, de uma originalidade ímpar, e que deixou um legado a ser seguido pelas outras gerações de baixistas que se seguiram.
Destaque para a bela versão de "EU SEI QUE VOU TE AMAR" de Tom e Vinícius e regravações de temas como "Cor de Rosa" (High Life, 1985) e Vera Cruz (Milton Nascimento, 1968).
MELHORES CDs DE 2005
1) Clark Terry / Chicago Jazz Orchestra - "Porgy & Bess" (A440) - Fevereiro
2) Dinah Washington - "The Complete Roulette Sessions" (Mosaic) - Março
3) The Clash - "London Calling" (Columbia) - Março
4) Miles Davis - "A Different Kind Of Blue" (Eagle Eye/Dvd) - Abril
5) Bert Williams - "The Complete" (Archeophone) - Abril
6) Various Artists - "Treasures Of Algerian Music" (Ima) - Maio
7) Thelonious Monk Quartet w/ John Coltrane - "At Carnegie Hall" (Blue Note) - Outubro
8) John Coltrane Quartet - "Live At The Half Note" (Impulse) - Novembro
9) Dizzy Gillespie / Charlie Parker - "Town Hall - 1945" (Uptown) - Novembro
10) Pat Metheny / Ornette Coleman - "Song X - 20th Anniversary" (Nonesuch) - Novembro
E para fechar incluo ainda meus 8 mais, completando a série de 10:
Enrico Rava Quartet , "La Dolce Vita"; Eric Reed, "Blue Trane"; Mark Murphy " Once To Every Heart " / Ocassion " Harry Connick & Branford Marsalis " / Marc Johnson & Eliane Elias " Shades Of Jade" / Alan Pasqua Trio " My New Old Friend " / Dave Douglas " Keystone " / Enrico Pieranunzi " Special Encounter "
É isso aí sem choro nem vela.
Sá
Música Instrumental com o Grupo FOCO
03 janeiro 2006
O Grupo Foco, formado por André Rodrigues no contrabaixo, Marcelo Martins no sax, João Castilho na guitarra e Renato Massa na bateria, estará se apresentando nos dias 5 e 12 de janeiro no espaço multimídia Armazém Digital de Botafogo, Rio de Janeiro.A banda tem estrada e o show vai apresentar além de repertório próprio os tradicionais standards de jazz sempre com muito swing e, principalmente, muito improviso.
O Armazém Digital fica em Botafogo, no Rio Plaza Shopping
Rua General Severiano 97 loja 108 - RJ
Os dias : 5 e 12 de janeiro
O horário : 20:00 hs
Vale conferir !
- JAZZ QUIZZ -
02 janeiro 2006
Quais os nomes dos que gravaram com estes pseudônimos ?
• Sven Coolsen
• Ike Horowitz
• Jimmy Gloomy
• Billy Cartoon
• Buckshot La Funke
• Shorty Nadine
• Shoeless Joe Jackson
• Boots Brown
• Tiger Brown
• Bert Herbert
• Baron Fingus
• Peter Urban
• Bart Valve
• Sam Beethoven
• Prince Charming
• Earl Grey
• Art Salt
• Buddy Poor
• B. Goldstein
• Charlie Chan
e Pete Cera
(NB: Vale um picolé!)
Ano Novo começa com nova edição do Prosper JAM
01 janeiro 2006

O Ano Novo já começa com muita música de qualidade na cidade do Rio de Janeiro.
Com o sucesso da primeira edição do Prosper Jam, evento patrocinado pelo Banco Prosper, a iniciativa se repete neste mês de janeiro em todas as quartas-feiras no espaço multimídia Armazém Digital do Leblon.
A banda formada por Afonso Claudio "AC" no sax, Marco Tommaso no piano, Tony Botelho no contrabaixo e Renato Massa na bateria recebem os seguintes convidados nas datas :
04/01 - Fernando Vidal na guitarra
11/01 - Claudio Infante na bateria
18/01 - Bruce Henry no contrabaixo e voz
25/01 - Cecelo Frony na guitarra
O evento tem produção de Carolina Rosman e Afonso Claudio "AC".
Armazém Digital Leblon no Rio Design Center
Av. Ataulfo de Paiva 270 lojas 102/103,
Início dos shows às 20hs.
O telefone para reservas : (21)2239-4136
O evento também promete surpresas com canjas e presenças de outros nomes importantes da nossa música instrumental.
Vale conferir !
NEW YEAR´S EVE - O que rolou nos principais clubes
1) Blue Note:
CASSANDRA WILSON, vocais
Brandon Ross, guitarra
Reginald Veal, baixo
Gregoire Maret, harmonica
Jeffrey Haynes, percussão
Marvin Sewell, guitarra
2) Village Vanguard:
Dr. Michael White's Original Liberty Jazz Band of New Orleans
3) Birdland:
ARTURO O'FARRILL LATIN JAZZ QUINTET + Guests (28-29/12)
CHICO O'FARRILL'S JAZZ ORCHESTRA (30/12 - 1/1) + Vocalista convidada HILARY KOLE (12/31 only)
4) Iridium: GATO BARBIERI BAND
5) Smoke: CHRIS WASHBURNE & SYOTOS BAND NEW YEARS'PARTY
6) Jazz Standard: PRESERVATION HALL JAZZ BAND
7) Dizzy´s Club Coca Cola (Lincoln Center): PAQUITO D'RIVERA & PANAMERICANA, com PAQUITO (clarinete e sax alto), DAVE SAMUELS (vibrafone e marimbas), Andy Narell (steel drums), ALON YAVNAY (piano), DANA LEONG (cello e trombone), RAUL JAURENA (bandoneon), PERNELL SATURNINO (bateria e percussão), Oscar Stagnaro (baixo), MARK WALKER (bateria);
9) Zinc Bar (acreditem !!!): "Dear Friend Of The Zinc Bar, You are cordially invited to a New Year's Eve Celebration at the Zinc Bar.
It is going to be a arrasta-pé (foot-dragger), bate-chinela (flop-banger), fobó (aka forrobodó) or a Brazilian Ball! Fresh Caipirinhas & Champagne will be served and the music & dancing will melt away the winter blues. The band is Forrobodó and the music is pure Forró. Forró is a combination of northeastern styles baião, coco, rojão, quadrilha, xaxado and xote. The doors open at 9pm and the music plays from 11pm to 3am. Admission to the club is only $15 ($10 after midnight)l Reserved tables are additional.
To reserve, please call the club.
No Reservations are necessary after midnight.
Thank You & Feliz Ano Novo!"
LONDRES:
Ronnie Scott´s: GEORGE MELLY with DIGBY FAIRWEATHER’S HALF-DOZEN and THE RAY GELATO GIANTS
Enquanto isso, por aqui:
"Show da Virada" ...
