Aqui você vai encontrar as novidades sobre o panorama nacional e internacional do Jazz e da Bossa Nova, além de recomendações e críticas sobre o que anda acontecendo, escritas por um time de aficionados por esses estilos musicais. E você também ouve um notável programa de música de jazz e blues através dos PODCASTS. Apreciando ou discordando, deixem-nos seus comentários. NOSSO PATRONO: DICK FARNEY (Farnésio Dutra da Silva)
Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).
BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002
HÉLIO DELMIRO/PAULO RUSSO/RAFAEL BARATA
28 dezembro 2005
2006 vem aí com show e lançamento de album de músicos que tocaram em eventos CJUB.
Dia 02.01.2006 às 20:00 na Modern Sound, tocará o trio formado por Hélio Delmiro na guitarra, Paulo Russo no baixo e Rafael Barata na bateria.
Já Kiko Continentino logo logo terá seu CD Samba Jazz saindo por estas bandas. É esperar...
Beto Kessel
CENTENÁRIO DE EARL HINES, O PAI DOS PIANISTAS DE JAZZ
27 dezembro 2005
Bastante esquecido nos últimos tempos, como parece regra quase geral em se tratando da maioria dos grandes músicos do passado, Earl Kenneth Hines foi um dos mais importantes e influentes pianistas de todos os tempos, deixando marcada indelevelmente sua passagem pelo jazz.
Às vésperas das comemorações do centenário de nascimento de Hines, fazemos um singelo registro da trajetória fulgurante desse gigante do jazz.
Hines foi o precursor do estilo moderno do piano no jazz, antes de Art Tatum e Teddy Wilson, que também muito contribuíram para a renovação da linguagem do instrumento. Moderno, neste caso, não significa que empregasse a técnica e outros elementos relacionados com o jazz moderno, mas, fundamentalmente, representou um gigantesco passo à frente em relação à maior liberdade melódico-harmônica, desenvoltura da improvisação e variedade do fraseado, expandindo consideravelmente os recursos de execução para a interpretação do material temático.
"Hines pode chegar aos 90 anos e nunca será superado" - declarou o pianista e maestro Count Basie, em 1979.
Earl Hines nasceu em 28 de Dezembro de 1905, em Duquesne, Pennsylvania. Seu primeiro instrumento foi o trompete, mas logo passou para o piano, ao qual se dedicaria por toda a vida, modelando artisticamente uma das mais brilhantes e inovadoras carreiras no jazz.
"Fui influenciado por dois pianistas. Jim Feldman, que possuía uma poderosa mão esquerda, e Johnny Watters, uma poderosa mão direita" - assim ele sintetizou suas origens estilísticas em entrevista à revista "Down Beat".
A história de Hines foi tão longa quanto a história do próprio jazz nas sete décadas em que ele foi atuante. Gravou seus primeiros discos muito jovem, acompanhando a cantora Lois Deppe. Foi para Chicago em 1922, então a meca do jazz, onde reinavam os pianistas Jelly Roll Morton e Teddy Weatherford. Tocou com as bandas de Erskine Tate, Jimmie Noone e Carroll Dikerson antes de unir-se a Louis Armstrong, com quem realizaria uma das associações mais influentes e significativas ao gravarem alguns dos discos mais importantes e revolucionários daquele período com o conjunto Hot Seven. Essas gravações abriram caminhos para maior liberdade de improvisação e novas concepções para os solistas, dentre as quais “West End Blues” (uma das mais soberbas e emotivas obras-primas de todos os tempos), "Skip the Gutter", "Tight Like This", "No Papa No", "Squeeze Me", "Two Deuces", "Save It Pretty Mama" e "Weather Bird", este em estupendo dueto com Armstrong. Esses discos foram um marco para a evolução do jazz, ensejando a Armstrong o primeiro passo gigantesco em direção à eternidade artística, que se cristalizaria ao longo de outras notáveis realizações.
Influenciado por Armstrong, segundo os historiadores desenvolveu seu próprio método de execução com a mão direita, fraseando de forma idêntica à do trompetista, que foi denominado trumpet-piano style, negado enfaticamente por ele ao afirmar que tocava daquela maneira antes de conhecer Armstrong.
"Desenvolvi meu estilo nos chamados desafios com outros pianistas, muito comuns na época. Para derrotá-los, tinha que tocar o mais rapidamente possível, por isso meu fraseado lembrava um instrumento de sopro. As inversões de acordes que eu criava na hora intrigava os músicos em geral. Quando comecei a tocar com Armstrong fiquei surpreso com as afinidades das nossas concepções" - contou em entrevista para o crítico Ralph J. Gleason.
Em dezembro de 1928, indo a New York gravar alguns solos de piano, foi contratado para tocar com sua orquestra no clube Grand Terrace, de Chicago. "O curioso é que eu não tinha orquestra, mas assinei contrato assim mesmo, reuni alguns bons músicos, consegui uns 28 ou 30 arranjos e na semana seguinte iniciamos uma temporada que se prolongou por um ano. Foi por acaso que formei minha primeira orquestra e meu nome começou a ser mais conhecido do público".
Devido ao enorme sucesso, a temporada da big band de Hines prolongou-se indefinidamente, tocando 10 anos no Grand Terrace, um recorde invejável. A partir de 1934, suas apresentações eram transmitidas por uma emissora de rádio e seu nome ganhou projeção nas cidades do leste dos Estados Unidos. Nesse longo período um locutor apelidou-o de "Fatha", corruptela de father, simbolizando sua ascendência como pai dos pianistas.
Hines liderou sua orquestra até 1947, revelando inúmeros valores, entre eles o trompetista, violinista e cantor Ray Nance, o trompetista Walter Fuller, os saxofonistas Budd Johnson, Wardell Gray e Scoops Carey, os trombonistas Trummy Young e Bennie Green, os clarinetistas Darnell Howard e Omer Simeon, os cantores Billy Eckstine, Sarah Vaughan, Johnny Hartman, Herb Jeffries, Helen Merrill e Marva Josie, e o compositor-arranjador Jimmy Mundy, entre outros. Também atuaram em suas fileiras Dizzy Gillespie e Charlie Parker, este tocando sax-tenor, em vez do alto, antes de se projetarem como os criadores e grandes arautos do bebop.
Apesar das virtudes da orquestra, somente em 1941 Hines gravou seu primeiro grande sucesso: "Boogie Woogie on Saint Louis Blues", uma interpretação do conhecido blues de W. C. Handy em ritmo de boogie woogie, estilo que estava na crista da onda. Sua popularidade cresceu com a gravação do blues "Jelly Jelly", que deu fama a Billy Eckstine da noite para o dia, "Skylark" e "Stormy Monday Blues". Outros discos marcantes foram "Father Steps In", "Grand Terrace Shuffle", "Number 19", "G. T. Stomp", "Jumped Up the Devil", "You Can Depend On Me", "Second Balcony Jump", "The Earl", "Piano Man" e "Tantalizing A Cuban", um flerte com a música latina no jazz.
Após dissolver a orquestra, Hines voltou a tocar com Louis Armstrong em 1948, que liderava seu célebre conjunto All-Stars, ao lado de astros do quilate de Jack Teagarden (trombone) Barney Bigard (clarinete), Arvell Shaw (baixo) e Sidney Catlett (bateria).
Hines deixou Armstrong e, em 1950, formou um quarteto com Floyd Smith (guitarra), Shaw e Catlett, dissolvido com a morte deste último, em 1951.
Decidido a mudar de ares, foi para a Califórnia, atuando em conjuntos de jazz tradicional, depois associou-se a Teagarden, mas pouco aconteceu, quase desaparecendo de cena.
Desanimado, virtualmente esquecido e inclinado a abandonar a música, em 1964 recebeu um convite para tocar em New York. O sucesso foi instantâneo, motivando-o a reiniciar sua carreira. "A partir daquele dia meu entusiasmo foi incontrolável, parecia que revivi e fui em frente" - declarou. Sucederam-se inúmeros concertos e gravações, além de uma triunfal turnê pela então União Soviética. Sua carreira fonográfica tornou-se mais prolífica que jamais, sendo solicitado por gravadoras americanas, européias e japonesas, participando de discos com Coleman Hawkins, Duke Ellington, Roy Eldridge, Lionel Hampton, Red Allen, Clark Terry, Elvin Jones e muitos outros.
Hines tocou três vezes no Brasil. A primeira, em 1969, com seu quarteto, integrado por Budd Johnson (sax-tenor e clarinete), Bill Penbertom (baixo) e Oliver Jackson (bateria); a segunda, em 1974, num pacote com os pianistas Teddy Wilson, Ellis Larkins e Marian McPartland; e a terceira, em dezembro de 1981, com a cantora Marva Josie numa temporada de quase um mês no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, onde gravou um disco ao vivo. Como compositor deixou dezenas de músicas, das quais a mais popular é "Rosetta", além de "A Monday Date", "You Can Depend On Me", "Piano Man", "Caution Blues" e a belíssima "When I Dream of You".
Earl Hines morreu em 22 de Abril de 1983, em Oakland, Califórnia, deixando como legado uma obra de valor inestimável e um estilo original que influenciou, direta ou indiretamente, grande parte dos pianistas de jazz.
A seu respeito, escreveu o respeitado crítico Dan Morgenstern: "Hines toca o piano como se fosse uma orquestra. Ele usa a mão esquerda para acentuações que só poderiam ser criadas por uma seção de trompetes, por vezes cria acordes que deveriam ter sido tocados por cinco saxofones. Ele é um virtuoso em qualquer situação musical com seus arpejos, seu ataque percussivo e sua fantástica capacidade para modular de uma canção para outra como se fosse apenas uma única música e ele criasse aquelas melodias durante sua própria improvisação".
"Earl Hines é uma instituição do jazz. Ele é nosso pai, mentor e guia espiritual" – assim referiu-se a ele o pianista Dick Wellstood sintetizando sua dimensão na história do jazz
OS DEZ DISCOS E A ILHA DESERTA
26 dezembro 2005
Hoje, jamais iria para uma ilha deserta SEM:
- Kind of Blue (Miles Davis, Columbia): o álbum de maior mística na história do jazz;
- Jazz At Santa Monica Civic '72 (Ella Fitzgerald, Oscar Peterson, Count Basie, etc, etc., enfim, Jazz at The Philarmonic, Pablo): seguramente um dos três maiores registros - senão o maior -ao vivo de Ella em toda a sua carreira, sem contar o timaço, neste album duplo.
- You Must Believe in Spring (Bill Evans, Warner): o ápice daquilo a que um trio cool poderia chegar, até hoje insuperado;
- Here´s to Life (Shirley Horn, Verve): o grande disco vocal da década de 90, arranjos de Mandel e, finalmente, o Estate definitivo, que superou - em muito - o tão famoso registro de JG, no LP "Amoroso";
- The Tokyo Blues (Horace Silver, Blue Note): TODO o disco é irretocável, mas o solo de Silver em Sayonara Blues - não bastasse a própria maravilha que é o tema - é uma das coisas mais perfeitas que já ouvi um músico criar em Jazz;
- Very Tall (Oscar Peterson, Verve), mais perfeito trabalho da trinca Peterson, Milt Jackson e Ray Brown;
- For Musicians Only (Sonny Stitt, Dizzy Gillespie e Stan Getz, Verve); Getz apanha, mas com dignidade. Stitt e Birks estão nos píncaros do inimaginável;
- Tribute do Cannonball (Bud Powell/Don Byas, Columbia Legacy); uptempos furiosos, talvez a gravação definitiva de Jeaninne (Duke Person) e a classe inconfundível dos mestres Powell e Byas;
- A Swingin´ Affair (Dexter Gordon, Blue Note): Nem Billie gravou Don´t Explain de maneira tão pungente e soberba; não à toa Dexter defendia a idéia de que o solista, para tocar uma balada, precisava saber - e bem - a letra;
- Percepção (Eumir Deodato, Odeon): quem disse que Coisas, do Moacir Santos, restou insuperado ? Pouco mais de 30 minutos de um Deoadato iluminado - e distante de seus anos CTI - provam o contrário, e com autoridade ímpar.
Desculpem, mas, como o Mestre LOC (e provavelmente como o saudoso Jorginho Guinle), também contrabeanderia o Free Jazz de Ornette Coleman (Atlantic), experiência musical única e depois da qual o jazzófilo jamais é o mesmo.
NOSSOS VOTOS DE FELIZ NATAL AOS CJUBIANOS, AMIGOS E VISITANTES
25 dezembro 2005
Quem se habilita a listar os nomes (e apelidos, se souber), pela ordem (não vale colar, fuçando as propriedades da imagem) ? É olhar e saber - ou não - ok ?
Ho Ho Ho ...
MARK WHITFIELD NO RIO EM 2006 ?
23 dezembro 2005
A idéia do Mark, com quem tenho trocado alguns e-mails é de tocar em trio com o baterista "Billy Kilson" da Dave Holland Band e o baixista Thiago Espirito Santo (filho do grande músico Arismar do Espírito Santo).
Vamos torcer para que este sonho se torne realidade.
Beto Kessel
Agenda Jazz - PROSPER JAM
13 dezembro 2005
Dia 14/12, a cantora Taryn Szpilman ;
Dia 21/12, o saxofonista Idriss Boudrioua ;
Dia 28/12, o trompetista Jessé Sadoc.
Vale conferir !
O local é no Quiosque Drink Café, Parque dos Patins - Lagoa, RJ
O horário é às 21h.
Sem couvert artístco.
Reservas pelo telefone (21) 2239-4136.
O evento tem a direção musical de Afonso Claudio e produção de Carolina Rosman.
HOJE, 12 DE DEZEMBRO, LANÇAMENTO DO LIVRO "CAMINHOS DO JAZZ", DE JEFFERSON MELLO
12 dezembro 2005
Amigos, logo mais haverá o lançamento do livro "Caminhos do Jazz", nova obra do gênero de Jefferson Mello com fotos de músicos de jazz de vários paises. A partir das 20 horas, no 00 da Gávea, na Rua Padre Leonel França nº 240, ao lado do Planetário, o autor estará autografando seu livro ao som da jam session que animará os jazzófilos presentes.Jefferson Mello é autor consagrado de livros com fotos de jazz que foram apreciados e elogiados em vários países. Vale a pena conferir.
Para informação geral, não tem couvert nem consumação mínima, mas enviem um email para <
Não percam!
Abraços a todos,
Raf
PRÊMIO GRAMMY - INDICAÇÕES
11 dezembro 2005
A listagem se aplica apenas às categorias mais afeitas aos interesses dos jazzófilos:
BEST JAZZ VOCAL ALBUM
J'ai Deux Amours - Dee Dee Bridgewater [Sovereign Artists]
Blueprint Of A Lady - Sketches Of Billie Holiday - Nnenna Freelon [Concord Jazz]
Good Night, And Good Luck - Dianne Reeves [Concord Jazz]
Duos II - Luciana Souza [Sunnyside]
I'm With The Band - Tierney Sutton [Telarc Jazz]
BEST JAZZ INSTRUMENTAL SOLO
“'Round Midnight” from 'Round Midnight [Artistry Music] Alan Broadbent;
“Away” from In Flux [Savoy Jazz] Ravi Coltrane;
“The Source” from Flow (Terence Blanchard) [Blue Note Records] Herbie Hancock;
“A Love Supreme – Acknowledgement” from Coltrane's A Love Supreme Live In Amsterdam [Marsalis Music] Branford Marsalis;
“Why Was I Born?” from Without A Song - The 9/11 Concert [Milestone] Sonny Rollins;
BEST JAZZ INSTRUMENTAL ALBUM, INDIVIDUAL OR GROUP
Flow - Terence Blanchard [Blue Note Records]
Lyric - Billy Childs Ensemble [Lunacy Music/Artistshare]
Live At The House Of Tribes - Wynton Marsalis [Blue Note Records]
Beyond The Sound Barrier - Wayne Shorter Quartet [Verve]
What Now? - Kenny Wheeler With Dave Holland, Chris Potter & John Taylor [CAM Jazz]
BEST LARGE JAZZ ENSEMBLE ALBUM
Overtime - Dave Holland Big Band [Sunnyside/Dare2]
A Blessing - John Hollenbeck Large Ensemble [OmniTone]
Live - The Bill Holman Band [Jazzed Media]
I Am Three - Mingus Big Band, Orchestra & Dynasty [Sunnyside/Sue Mingus Music]
Home Of My Heart - The Chris Walden Big Band [Origin]
Fica o registro, e no caso do Brasil, temos a Luciana Souza concorrendo por mais um prêmio.
Beto Kessel
AGORA É [DE] LEI! MESTRE LOC ENTRONIZADO DEFINITIVAMENTE
09 dezembro 2005
Não tem mais jeito, o juiz já apitou, já foi pra súmula, não vai dar nem pra recorrer no Tapetão. Em decisão monocrática, quiçá imperial, não cabendo recurso haja vista que neste forum tal não se prevê, foi tomada a seguinte - e, diga-se, atrasadíssima - decisão, verbis:"A partir deste magnífico dia de 9 de dezembro de 2005, com ou sem a anuência formal do agraciado, fica o cidadão Luiz Orlando Carneiro, já aqui referenciado inúmeras vezes antes como Grão-Mestre-Remoto, ou Mestre-CJUBiano-Remoto, personalidade altamente capacitada a expressar-se com desenvoltura extrema e graciosa verve no assunto "jazz" - principal item do qual trata este mural - definitivamente alçado à condição de CJUBIANO HONORÁRIO, com direito a ostentar seu particular "handle", como LOC, no frontispício deste blog, ao lado de seus pares RAF, GOLTINHO e LLULLA.
Que se iniciem ainda hoje as libações comemorativas desse magno decreto, com generosas talagadas do "mel-de-Escócia" ou espírito equivalente, além de tais e quais baforadas em poderosas "buchas-de-la-Isla de Cuba" ou sucedâneos nacionais de qualidade. Revogadas as disposições em contrário."
Brincadeira à parte, Mestre LOC, bem vindo "oficialmente". Agora é lei!
MENSAGEM A GARCIA
08 dezembro 2005
Down Beat Critics' Poll: desde 1961
Ano Readers Poll
1952 Louis Armstrong
1953 Glenn Miller
1954 Stan Kenton
1955 Charlie Parker
1956 Duke Ellington
1957 Benny Goodman
1958 Count Basie
1959 Lester Young
1960 Dizzy Gillespie
1961 Billie Holiday
1962 Miles Davis
1963 Thelonious Monk
1964 Eric Dolphy
1965 John Coltrane
1966 Bud Powell
1967 Billy Strayhorn
1968 Wes Montgomery
1969 Ornette Coleman
1970 Jimi Hendrix
1971 Charles Mingus
1972 Gene Krupa
1973 Sonny Rollins
1974 Buddy Rich
1975 Cannonball Adderley
1976 Woody Herman
1977 Paul Desmond
1978 Joe Venuti
1979 Ella Fitzgerald
1980 Dexter Gordon
1981 Art Blakey
1982 Art Pepper
1983 Stéphane Grappelli
1984 Oscar Peterson
1985 Sarah Vaughan
1986 Stan Getz
1987 Lionel Hampton
1988 Jaco Pastorius
1989 Woody Shaw
1990 Red Rodney
1991 Lee Morgan
1992 Maynard Ferguson
1993 Gerry Mulligan
1994 Dave Brubeck
1995 J.J. Johnson
1996 Horace Silver
1997 Nat King Cole
1998 Frank Sinatra
1999 Milt Jackson
2000 Clark Terry
2001 Joe Henderson
2002 Antonio Carlos Jobim
2003 Ray Brown
2004 Mccoy Tyner
2005 Herbie Hancock
Ano Critics Poll
1961 Coleman Hawkins
1962 Bix Beiderbecke
1963 Jelly Roll Morton
1964 Art Tatum
1965 Earl Hines
1966 Charlie Christian
1967 Bessie Smith
1968 Sidney Bechet & Fats Waller
1969 Pee Wee Russell & Jack Teagarden
1970 Johnny Hodges
1971 Roy Eldridge & Django Reinhardt
1972 Clifford Brown
1973 Fletcher Henderson
1974 Ben Webster
1975 Cecil Taylor
1976 King Oliver
1977 Benny Carter
1978 Rahsaan Roland Kirk
1979 Lennie Tristano
1980 Max Roach
1981 Bill Evans
1982 Fats Navarro
1983 Albert Ayler
1984 Sun Ra
1985 Zoot Sims
1986 Gil Evans
1987 Johnny Dodds, Thad Jones, Teddy Wilson
1988 Kenny Clarke
1989 Chet Baker
1990 Mary Lou Williams
1991 John Carter
1992 James P. Johnson
1993 Edward Blackwell
1994 Frank Zappa
1995 Julius Hemphill
1996 Artie Shaw
1997 Tony Williams
1998 Elvin Jones
1999 Betty Carter
2000 Lester Bowie
2001 Milt Hinton
2002 John Lewis
2003 Wayne Shorter
2004 Roy Haynes
2005 Steve Lacy
MESTRE LUIZ ORLANDO CARNEIRO - JB DE HOJE
Para não perder o hábito e manter aqui alguns de seus sempre sábios escritos, copio integralmente o artigo do nosso Mestre-CJUBiano-Remoto, Luiz Orlando Carneiro, no Jornal do Brasil de hoje, pois o assunto é do interesse de todos."Dave Holland no Olimpo"
"Os resultados da eleição dos melhores do ano por críticos e leitores da Down Beat são publicados, respectivamente, nas edições de agosto e de dezembro da ainda mais influente revista de jazz. A crítica toma como base a produção fonográfica dos músicos, pequenos conjuntos e orquestras da metade do ano anterior até o quinto mês do corrente; o ''leitorado'' tem quatro meses a mais para apreciar os feitos dos jazzmen no ano em curso. Mas os diletantes acabam por referendar, em grande parte, as escolhas dos especialistas. E foi o que ocorreu mais uma vez, neste 2005, com o eleitorado da DB.
Nas categorias mais significativas, foram confirmadas as preferências dos experts. Dave Holland foi, de novo, tríplice coroado (artista do ano, melhor big band e baixo acústico); Maria Schneider colheu 249 votos, 44 a mais do que Wayne Shorter, na categoria dos compositores, e o sublime CD de sua lavra, Concert in the garden (Artistshare), recebeu também merecida consagração: 213 votos contra 106 conferidos a The way up, do Pat Metheny Group, e 103 a Beyond the sound barrier, do quarteto de Wayne Shorter.
Foram igualmente proclamados melhores do ano, tanto pelos jurados profissionais como pelos amadores, Keith Jarrett (piano e pequeno conjunto), Joe Lovano (sax tenor), Dave Douglas (trompete), Steve Turre (trombone), Wayne Shorter (sax soprano), James Carter (sax barítono) e Don Byron (clarinete).
A categoria especial Hall of Fame, criada pela revista em 1952, para canonizar os chamados gigantes ou imortais do jazz, vale um comentário à parte. Até 1960, votavam somente os leitores. Os primeiros distinguidos com a honraria foram, pela ordem, Louis Armstrong, Glenn Miller, Stan Kenton, Charlie Parker, Duke Ellington, Benny Goodman, Count Basie, Lester Young e Dizzy Gillespie. Destes, Miller, Parker e Young tornaram-se "imortais" para os leitores da DB depois de mortos.
Nos últimos dez anos, foram admitidos no Hall of Fame (sempre um pelos amadores e outro pelos especialistas) 12 grandes músicos que haviam sido esquecidos (Nat "King"' Cole, por exemplo, falecido em 1965) ou que morreram no período da coleta de votos (como John Lewis, em 2001). Oito foram levados ao Olimpo em plena atividade, como Wayne Shorter, agraciado pelos críticos em 2003, e McCoy Tyner, laureado pelos leitores no ano passado.
Neste ano, os aficcionados introduziram no cobiçado Hall of Fame o notável e heterodoxo pianista Herbie Hancock, enquanto os experts preferiram homenagear o também extraordinário saxofonista soprano Steve Lacy, que a morte levou, em 2004, antes dos 70 anos.
Não se pode discutir a excelência e a importância da obra desses dois músicos na história do jazz. Contudo, vale a pena notar e anotar que, se o pianista Keith Jarrett (que obteve 307 votos, 47 a menos que Hancock) chegou merecidamente às portas do Hall of Fame da DB, há outros jazzmen, vivos ou mortos, que já deveriam lá estar há muito tempo. É o caso do saxofonista Lee Konitz, 78 anos, um dos founding fathers do cool jazz, que foi o quinto colocado, este ano, na escolha dos leitores (131 votos). E também do genial Erroll Garner (1923-1977), até hoje não "imortalizado" nem pela crítica especializada nem pelo "leitorado" da DB."
Talvez fosse interesante se alguém pudesse encontrar e publicar aqui a integral composição do Hall of Fame da Down Beat. Quem se habilita?
AS 50 MELHORES CANTORAS DE TODOS OS TEMPOS
05 dezembro 2005
1. ELLA FITZGERALD
2. BILLIE HOLIDAY
3. SARAH VAUGHAN
4. DINAH WASHINGTON
5. CARMEN MCRAE
6. NANCY WILSON
7. ERNESTINE ANDERSON
8. SHIRLEY HORN
9. NINA SIMONE
10. ETTA JONES
11. ABBEY LINCOLN
12. DIANE SCHUUR
13. LENA HORNE
14. BETTY CARTER
15. ROSEMARY CLOONEY
16. PEGGY LEE
17. CASSANDRA WILSON
18. CAROL SLOANE
19. DEE DEE BRIDGEWATER
20. ANITA O'DAY
21. DIANA KRALL
22. CHRIS CONNOR
23. DIANNE REEVES
24. JUNE CHRISTY
25. ANNIE ROSS
26. HELEN MERRILL
27. CLEO LAINE
28. BETTY ROCHE
29. MILDRED BAILEY
30. NATALIE COLE
31. CARMEN BRADFORD
32. BESSIE SMITH
33. KARRIN ALLYSON
34. MAXINE SULLIVAN
35. NNENNA FREELON
36. MARLENA SHAW
37. JERI SOUTHERN
38. IRENE REID
39. ETTA JAMES
40. VANESSA RUBIN
41. JEANIE BRYSON
42. LAVERNE BUTLER
43. BARBARA MORRISON
44. JANIS SIEGEL
45. MARY STALLINGS
46. NANCY KELLY
47. DELLA GRIFFIN
48. GLORIA LYNNE
49. RUTH BROWN
50. SUSANNAH MCCORKLE
JAZZ NA JOATINGA

Na última quinta feira aconteceu mais uma noite do "Jazz na Joatinga", uma idéia muito simpática do gentleman Heiner Plflug, ex-super-executivo de uma multinacional, hoje dedicado a aproveitar a vida no que ela pode oferecer de melhor. Um apaixonado por jazz, Heiner decidiu fazer de sua cinematográfica casa na Joatinga, que muita gente já conhece de emissões televisivas, um palco eventual para apresentações de grupos de jovens jazzistas, que lá tem a oportunidade de tocar para os convidados.Vista e decoração à parte, a casa ostenta uma acústica surpreendente para um ambiente totalmente envidraçado, permitindo que se ouça a boa música dos garotos de qualquer lugar, seja no entorno da piscina, para os que preferem o ar livre, seja em qualquer posição em seu interior. Talvez contribua para isso o pé direito duplo, do belo projeto de Cláudio Bernardes.
Heiner é o anfitrião que todos gostariam de ter. Caloroso na recepção, sempre tem uma palavra para cada um dos convivas, mesmo que lá estejam aparecendo, pelo boca-a-boca e pelo email-a-email, pela primeira vez. Isto feito, senta-se numa das várias cadeiras de design premiado que tem no living e não arreda pé, absorto nas interpretações, até a próxima leva de récem-chegados.
Na parte musical, o time de jovens promete. Tocando, como não poderia deixar de ser, repertório composto de standards e temas da bossa-nova com competência, o grupo formado de sax (alto e soprano), teclado, baixo e bateria, depois acrescido de uma guitarra, faz da noite uma experiência tão agradável que ninguém, nem o mais empedernido jazzófilo, consegue ansiar por maiores talentos ou competências naquele momento. O resultado final, se não é propriamente o paraíso terrestre, está bem acima do que se ouve ordinariamente pelos "botecos musicados" do Rio.
Desta vez, apresentou-se o Quarteto Yuri Villar, composto dos seguintes, e promissores jazzistas, de quem esperamos que não se deixem levar pelos apelos puramente comerciais e que continuem suas carreiras nessa grande e desafiadora arte que é o jazz:
Yuri Villar - sax alto e soprano
João Bittencourt - piano/teclado
Bruno Aguilar - baixo
Mingo Leahy - bateria.
A junção de boa música, nesse ambiente, com gente bonita e educada, tudo aliado a uma natureza circundante extraordinária bastam para colocar o programa como um dos melhores da cidade. Vai pegar.
Heiner vem conversando conosco, sondando a possibilidade de se fazer uma noite especial, produzida pelo CJUB, em suas dependências "aéreas", já que a casa se debruça sobre o abismo. Estamos dando tratos à bola, querendo inventar alguma fórmula que possibilite juntar nosso público e produção musical à ambientação dele, residindo o maior problema nos custos para uma realização desse tipo.
Como a idéia do Heiner é fazer alguma coisa em março de 2006, estamos botando nossa criatividade para funcionar para tentar unir o fabuloso com o espetacular. Quem sabe a gente consegue? Sonhar não custa nada...
Aguardem notícias.
LAPATAIA: FINALMENTE SAIU A LISTA DE QUEM VAI TOCAR
04 dezembro 2005
Tradicional festival de verão em Punta del Este, vai rolar no ano quem vem do dia 4 ao 8 de janeiro, na estância produtora de um famoso doce-de-leite, em mais uma edição, o Undécimo Festival de Jazz Lapataia que acaba de publicar em seu site a escalação dos músicos que tocarão de quarta a domingo.Quem esteve em edições anteriores garante que é um ótimo programa, a ser levado seriamente em consideração pelos amantes do jazz brasileiros. O lugar é lindo, ao ar livre, a temperatura é agradável. Preços, segundo o site: dias de semana, o equivalente a 65 reais e sábado e domingo, em torno de 115 reais.
Destaque para os quartetos de Gary Bartz e de Cedar Walton e para o trio do ótimoManuel Rocheman, presença rara por estas bandas.
No último dia, tocam o nosso Romero Lubambo acompanhando a cantora Pamela Driggs e o quinteto de Delfeayo Marsalis que fecha a tampa. Está previsto ainda para a última noite um "trumpet summit" sem que no entanto haja a definição de quem serão os escolhidos.
Segue a programação completa:
Quarta feira, dia 4 de janeiro:
- Memphis Jazz Band
- Malena Muyala
- Tomoko Ohno y Andrés Boiarsky Dúo
Quinta feira, 5 de janeiro:
- Phoebe Stubblefield Quartet
- Alex Han Quintet
Sexta feira, 6 de janeiro:
- Geraldo Flach Quartet
- Edward Simon Trio
- Gary Bartz Quartet
Sábado, 7 de janeiro:
- Noturno Copacabana
- The Manuel Rocheman Trio
- Cedar Walton Quartet
Domingo, 8 de janeiro:
- Romero Lubambo and Pamela Driggs
- Trumpet Summit
- Delfeayo Marsalis Quintet
Quem tiver mais informações acerca das demais atrações, por favor comente.
MAIS BILL EVANS E SCOTT LAFARO
03 dezembro 2005
A editora Fantasy Jazz soltou no mercado recentemente, e em ordem cronológica, as integrais das cinco sessões da apresentação de Bill Evans no Village Vanguard, no dia 25 de junho do [abençoado] ano de 1961.Incluída pela primeira vez, está a primeira interpretação - falha - de "Gloria's Step", com sua longa falha de 3 segundos na gravação e um grande solo de Scott LaFaro.
A história do lançamento original dessas gravações é uma verdadeira confusão jazzística, com inúmeros "takes" sendo distribuídos ao longo de variados LPs ou CDs.
Agora, sai tudo numa compilação só, tentando-se um mínimo de ordem na casa de Bill e seus companheiros. (fonte: All About Jazz)
