Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA

29 novembro 2005

André Rodrigues é o contrabaixo. O lançamento de seu primeiro CD solo – CODIFICADO – vem confirmar a nossa tradição de revelar grandes nomes no instrumento, que um dia assinaram Nico Assumpção, Artur Maia, João Batista, entre outros.
O CD traz as participações de nomes do primeiro time da nossa música instrumental - Artur Maia, Kiko Continentino, David Feldman, Rafael Barata, Bernardo Bosisio, Marcelo Martins e Renato Massa.
Os temas, muito bem arranjados, trazem destaque para Código M, a latina Ave-Shai com belo solo de Kiko Continentino, Trane que reflete sua admiração por John Coltrane e o jazz ’60, Suburblues com algo de Mingus, Músico e o Montro em um duo baixo-bateria como há tempos não se via e fechando o cd com o tema solo de Stella By Starlight.
É com grande alegria o lançamento deste CD, mostrando, mais uma vez, que nossa música instrumental está muito viva.

BLUE NOTE RECORDS

26 novembro 2005

Uma das maiores grifes da história do jazz, o selo Blue Note é uma referência quando o assunto é jazz.
A curiosidade aqui é este site que ilustra as capas de todos os discos que fizeram e ainda fazem a história da gravadora.

http://www.pixagogo.com/7180565202

FROM LISBOA, JAZZ

23 novembro 2005


O e-mail veio de Lisboa, via João Carlos Sacramento, meu primo milenar, ou o pouco que me resta de sangue lusitano nas veias. E dizia assim:” São dez standards da canção portuguesa e um tema original sobre poema de José Carlos Ary dos Santos. Paula Oliveira, o rosto que muitos reconhecem como professora de canto no concurso Operação Triunfo, e a voz que nem todos sabem ser referência do melhor jazz vocal que por cá se faz, interpreta uma selecção de repertório da música a que se convencionou chamar ligeira. O resultado chama-se Lisboa que Adormece e chega hoje às lojas. Um trabalho em que a cantora partilha a assinatura com o contrabaixista Bernardo Moreira e que pretende demonstrar que "há uma forma muito própria de dizer jazz em português".
Evidente, o CD , em anexo. Tenho, por paixão, duas cantoras e “pessoas” com espaço cativo em meu coração. Wanda Sá e Lucinha Lins. Estive com Lucinha aqui em Londrina. Enfiei o CD na bolsa dessa minha deusa - questão pessoal, de pura admiração mesmo. Dias depois, no telefone, ela me me diz: “Só você mesmo para aparecer com uma coisa assim, jazz português da melhor qualidade!”. Mandei prá Wanda também , via Sazz.
Emocionante, atmosfera de Bill Evans em seus áureos tempos. Letras incríveis. Uma cantora talentosa, com um bom-gosto raro. Leo Tardin, pianista, super craque. Além do surpreendente baixista, Bernardo Moreira, co-autor da aventura. Uma aventura imperdível. Sem mais detalhes, deixo à curiosidade dos nossos fogosos cejubianos.

PS. Dos tais standards da música portuguesa, confesso, não conhecia nenhum. Mas é bom para perceber que ninguém sabe nada. Muito menos eu. Pago prá ouvir. Nada similar foi feito recentemente no Brasil, se "o assunto é jazz". Valeu, primo, obrigado.

O XXVI CONCERTO CHIVAS LOUNGE

21 novembro 2005

A atração do XXVI Concerto Chivas Lounge, produzido pelo CJUB, nesta próxima quinta-feira, dia 24 de novembro, às 21 horas, como sempre no Mistura Fina, na Lagoa, é o guitarrista Hélio Delmiro, que retoma em grande estilo suas apresentações jazzísticas. Virtuoso da guitarra em suas mais variadas nuances, Delmiro terá como acompanhantes o pianista e arranjador Alberto Chimelli, o contrabaixista Sérgio Barrozo e o baterista Kléberson Caetano.

Convidado pelo CJUB para fazer uma apresentação em que vai retraçar um panorama da guitarra no jazz e na bossa-nova, Hélio Delmiro, iniciou-se na música aos 5 anos de idade, ao ganhar de presente de seu irmão um cavaquinho, não parou de evoluir nas cordas desde então. Aos 18 anos, já formava com Marcio Montarroyos, Luizão Maia e Cláudio Caribé em seu primeiro conjunto profissional. Sua atração pelo jazz adveio do tempo em que, desfeito esse conjunto inicial, passou a fazer o circuito de bares do Rio, tendo se desenvolvido quando conheceu Vítor Assis Brasil e por este foi convidado a gravar "Trajeto", o segundo álbum de Vítor.
Com o pianista e maestro Antonio Adolfo, Delmiro correu o Brasil. Em seguida, passou a apresentar-se acompanhando grandes cantoras brasileiras com sua guitarra suave e melódica. Tocou junto a Eliseth Cardoso, Clara Nunes e Elis Regina, tendo estado ao lado desta em suas viagens à Europa e ao Japão.
Sua ascensão como genial músico garantiu-lhe participações em diversos festivais de jazz internacionais, tendo tocado com Luizinho Eça, Larry Corryel, Philip Catherine, Paul Motian, Charlie Haden e Carla Bley, entre outros, alternadamente, em festivais como os de São Paulo-Monterey, Montreux, Madrid e Berlim. Tendo chamado a atenção dos jazzistas americanos, foi convidado por Sarah Vaughan para acompanhá-la no disco "Som Brasileiro", em 1979. Repetiu a dose com essa grande diva do jazz no ano seguinte, quando gravaram "Exclusivamente Brasil".
Sua carreira solo então alçou vôo e Delmiro gravou "Emotiva", também em 1980. E "Samambaia", de 1981, gravado com César Camargo Mariano, talvez seja a obra referencial em sua trajetória. Após os lançamentos de "Chama" em 1984 e "Romã", em 1991, foi em Los Angeles, em 1999, que Hélio gravou "Symbiosis" em parceria com o pianista e arranjador Clare Fischer. Ao disco, seguiu-se uma temporada de ambos no The Jazz Bakery, prestigioso templo de boa música na Califórnia. De volta ao Brasil, a dupla rodou as capitais apresentando seu trabalho.
Seus últimos lançamentos foram os discos "Violão Urbano" em 2002 e "Compassos", no ano de 2004, este já resenhado aqui no blog.
Delmiro, que já esteve nas páginas da Down Beat como um dos cinco melhores guitarristas do mundo, volta agora com um repertório majoritariamente jazzístico para esta apresentação muito especial para aficionados.

O pianista, tecladista e arranjador Alberto Chimelli, músico profissional desde os 17 anos, já trabalhou com uma infinidade de estrelas de primeira grandeza do panorama musical brasileiro, como Elizeth Cardoso, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Leny Andrade, Vítor Assis Brasil e com o próprio Hélio Delmiro. Participou do Free Jazz Festival por duas vezes, com Maurício Einhorn, Luisão Maia e Nivaldo Ornelas. Tocou em um Concerto com o saxofonista japonês Sadao Watanabe, em Niterói e com John Pizzarelli e com Fred Cole, no Mistura Fina.
Foi diretor do Projeto Brahma nos anos de 1986 e 1987, tendo produzido a grande noite em março de 1987 na qual estiveram no palco do Theatro Municipal do Rio nada menos do que 23 músicos.
Chimelli é autor de inúmeras composições em parceria com Johnny Alf, Fernando Leporace, Maurício Einhorn, entre outros. Vem acompanhando o gaitista Einhorn constantemente, com quem acaba de lançar o CD gravado ao vivo, "Conversa de Amigos". Já se apresentou para o público das produções do CJUB neste mesmo ano, no "Tributo a Michel Legrand".

Sergio Barrozo começou tocando contrabaixo profissionalmente com o conjunto de Roberto Menescal em 1962, com o qual atuou em vários pocket-shows acompanhando cantores da época como Nara Leão e Maysa. Com Menescal participou de várias gravações da etiqueta Elenco, de Aloisio de Oliveira.
Em 1965, juntou-se a Edson Machado e Dom Salvador, formando o Rio 65 Trio, que gravou dois discos. Com Salvador, gravou também um terceiro, "Salvador Trio". O Rio 65 Trio participou de vários shows na época, como o de Marcos Valle e Leny de Andrade na boite Bacará, no Beco das Garrafas. O trio também gravou com Elis Regina o disco "Samba Eu Canto Assim".
Participou de outros trios, entre eles, o 3D Trio com Antonio Adolfo e Nelson Serra. Com essa formação participaram de vários shows com o bailarino Lennie Dale, no Rio e em São Paulo. Barrozo trabalhou também em vários pocket-shows dirigidos pela dupla Miéle e Boscoli, com Silvia Telles, Maysa, Eliana Pittman e outros.
Em 66 viajou para a Europa em tourné com um grupo de musica brasileira, dentre os quais estavam Edu Lobo, Rosinha de Valença, J.T. Meirelles, Chico Batera, Dom Salvador, Marly Tavares, Jorge Arena e Rubens Basini.
Em 68, viajou para os Estados Unidos e México acompanhando a cantora Elza Soares.
Na década de 70 trabalhou com o grupo de Elis Regina e Wilson Simonal, participando de tournées por todo o Brasil e também México.
Sérgio também articipou do grupo de Elizete Cardoso, com a qual gravou discos e viajou ao Japão em 1977. Então já atuava bastante em estúdios, tocando para vários artistas como Egberto Gismonti, Dick Farney, Edu Lobo, Tom Jobim, Paulo Moura, Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Toninho Horta, JT Meirelles, Wanda Sá, Victor Assis Brasil, Martinho da Vila, Eumir Deodato, Durval Ferreira, Erlon Chaves, Paul Mauriat, Emilio Santiago, Francis Hime, Max de Castro, Luis Eça, Wilson Simonal e outros. Participou também da gravação do primeiro disco de Sarah Vaughan produzido no Brasil. Em shows, sua lista inclui Vinicius de Moraes, Maysa, Dori Caymmi, Elis Regina, Wilson Simonal, Elizete Cardoso e Eliana Pittman.
Já tocou e atualmente toca com vários músicos conhecidos como Osmar Milito, Edson Frederico, Mauro Senise, Nivaldo Ornelas, Pascoal Meirelles, Idriss Boudrioua, Marcos Resende, Kiko Continentino, Helio Delmiro, Raulzinho, Paulinho Trumpete, Paulo Moura, José Boto, Victor Assis Brasil, Haroldo Mauro, Victor Biglione, Marcio Montarroyos, Paulinho Braga, Luis Carlos Cunha, Hamleto Stamato, Dario Galante e é o baixista predileto de Michel Legrand em suas apresentações no Brasil. Em janeiro de 2004, formou com o pianista Helio Celso e com o baterista Alfredo Marques o grupo que tocou no "Tributo a Bill Evans" produzido pelo CJUB no mesmo Mistura Fina, tendo atuado outras duas vezes em concertos com a grife do CJUB: no "Tributo a John Coltrane", também em 2004 e neste ano, do concerto "O Tom no Jazz", com o pianista Haroldo Mauro Jr. e o baterista Rafael Barata.

Esta é a terceira vez que o baterista Kleberson Caetano se apresenta em concertos do CJUB. Kleberson é um autodidata que pesquisou o estilo e a técnica dos grandes bateristas do jazz contemporâneo como Steve Gadd e David Weckl. Essa formação jazzística o levou a tocar com Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira e com Markos Rezende. Fez parte da Rio Jazz Orquestra, apresentando-se nos maiores palcos do Rio, São Paulo, Curitiba, e Fortaleza, além de ter-se apresentado em Toronto, no Canadá. No Brasil, Kleberson tocou com expoentes do samba como Bezerra da Silva e Wilson Simonal.

Espera-se desta quinta-feira uma noite absolutamente mágica, onde a elegância e a experiência musicais de Hélio Delmiro, secundadas pelo harmonioso trio que arregimentou, vão tocar os presentes de maneira profunda e inesquecível.

Os ingressos podem ser obtidos antecipadamente no site da Ticketronics ou diretamente no Mistura Fina, reservando-se pelo telefone 2537.2844 com Adriana ou Sílvia.

AS DEZ DA ILHA DA FANTASIA (BRASÍLIA) DO MESTRE LUIZ ORLANDO CARNEIRO

20 novembro 2005

Instado por mim a participar também com sua lista, nosso Mestre-Cjubiano-Remoto Luiz Orlando Carneiro, mandou-me hoje seus inseparáveis objetos de prazer auricular e mental. Segue a aula:

1- "The Indispensable Duke Ellington" - vols 5/6 (RCA), com as obras-primas da Webster-Blanton Band ("Ko-ko", "Concert for Cootie", etc...);
2- "Satchmo at Symphony Hall" (Giants of Jazz) - É aquele concerto dos
All-Stars de Armstrong de 1947, com Barney Biggard, Jack Teagarden e "Big
Sid" Catlett, que me converteu ao jazz, por volta de 1952 (eu tinha uns 13-14 anos quando o ouvi, numa cabine da falecida Suebra. In illo tempore, eu estudava piano clássico e era fã do Badura Skoda, Gieseking, Madalena Tagliaferro (da qual minha professora, Dona Maria Adelaide Moritz, era assistente). Acho, até hoje, a melhor exibição de Satchmo e daquele grupo extraordinário.
3- "Charlie Parker/ The Savoy Recordings (mastertakes)" - Dispensa comentários.
4. "Jazz at Massey Hall" (Debut), 1953 - Idem.
5. "Mingus Ah Um" (Columbia Legacy), 1959 - "Better get it...", "Goodbye pork pie hat" (a belíssima homenagem a Lester Young), "Bird calls", etc...
6. "Kind of Blue" (Columbia)- Miles Davis, Trane, Bill Evans, Cannon, etc., dispensa comentários, é claro.
7. "Sunday at the Village Vanguard"- Bill Evans- (Riverside-OJC), com o LaFaro em estado de graça, e sobretudo os dois takes de sua "Gloria's Step" - uma das coisas mais lindas do mundo...
8. "Sonny Rollins meetsColeman Hawkins" - O encontro dos dois gênios de 1963, cada um no seu microfone, cada um em sua caixa de som. Tenho sempre Tenho sempre saudade (logo
saciada) do "All the things you are" que eles fazem. E como o Sonny provoca
o patriarca!
9. "A Love Supreme" - John Coltrane. Sem comentários.
10. "Thelonious Monk Quartet with John Coltrane at Carnegie Hall" - Aquela descoberta de 1957, que saiu este ano, e que é o disco do ano e um dos melhores de todos os tempos.

De contrabando, eu levaria, pelo menos, o "Free Jazz" do double quartet de Ornette Coleman (1960) e o "Footprints Live!" do atual quarteto do Wayne Shorter, que é o mais denso, primoroso e belo dos álbuns (que ouvi) editados nestes primeiros anos do atual século.

Assim falou o Mestre. Cabe-nos, apenas, fazer o dever de casa.

MÚSICA E MÚSICOS NO RIO

Acredito fortemente que a valorização da música instrumental e do Jazz se dá com ampliação de espaços para shows, músicos compondo e tocando, selos acreditando nos trabalhos de qualidade, e principalente o público sendo informado dos eventos, para que possa prestigiar os artistas.

Dando continuidade ao processo de divulgação de eventos musicais, e aproveitando a lembança do Paulo Russo, lembro que a semana será rica em atrações.

22/11, 3ª feira, 19:00 h., Sala Baden Powell, Av. N.ª S.ª de Copacabana, nº 360:
Paulo Russo Trio (Rafael Vernet, Piano; Rafael Barata, bateria)

23/11, 4ª feira, 12:00 h., Museu da República, com entrada franca e distribuição de senhas a partir de 11:30 h.:
Paulo Russo/Luiz Avellar Duo

24/11 5a feira, 21:00 no Mistura Fina. 26 Concerto Chivas Jazz Lounge promovido pelo CJUB, trazendo Helio Delmiro com Guitarra no Jazz, acompanhado por Alberto Chimelli (Piano), Sergio Barroso (Contrabaixo) e Kleberson Caetano(Bateria)

25/11 6a feira e 26/11 Sábado, às 22:30 no Bar do Tom. Marcos Ariel (Piano) em Jobim Bossa Jazz com a participação de José Paulo Becker ao violão

Como diriam Maurício Einhorn e Durval Ferreira, Estamos Aí

Beto Kessel

OS 10 DA MINHA ILHA

17 novembro 2005

Usando apenas o critério da importância que têm para os meus ouvidos, pela necessidade que tenho de voltar a ouví-los de tempos em tempos - tipo, uma saudade de suas sonoridades - esses são os discos que eu sentiria muita falta, se ficasse ilhado.

1. Saxophone Colossus - Sonny Rollins - Prestige, 1956
2. Dingo - Miles Davis - Warner, 1990
3. Bill Evans with Simphony Orchestra - Verve, 1965
4. The Incredible Jazz Guitar of Wes Montgomery - Riverside, 1960
5. Time Out - Dave Brubeck Quartet - Columbia/Legacy, 1959
6. But Beautiful - Bill Evans / Stan Getz - Milestone, 1974
7. Love Walked In - Steve Kuhn -Sunnyside, 2003
8. Blue Serge - Serge Chaloff - Blue Note, 1956
9. Gerry Mulligan at The Village Vanguard - Live - Verve, 2002
10. McCoy Tyner Plays John Coltrane: Live at The Village Vanguard - Impulse, 2001.

Como eu mesmo criei o limite de 10, fica assim.

Inobstante, o reserva, para qualquer eventualidade, seria um disco chamado Now Dig This, do cantor Dennis Rowland (Concord Jazz, 1997), no qual desfia temas compostos por ou de alguma maneira associados a Miles. Dele, Scott Yanow do All Music Guide, disse:

"Singer Dennis Rowland pays tribute to Miles Davis on this interesting set. With Wallace Roney or Sal Marquez filling in for Miles and contributing short trumpet solos, Terry Harrington getting a few spots on tenor, and an excellent rhythm section helping out (pianist Joe Sample, bassist Chuck Berghofer and drummer Gregg Field), Rowland performs ten songs associated with Miles Davis. Unfortunately, all of the music is mostly from the 1956-61 period - nothing from the second quintet or the fusion years - so only part of Davis' legacy is explored. But the singer is in excellent form throughout the set, with the highlights including "All Blues," "I Could Write a Book," "'Round Midnight" and a lengthy medley of "The Meaning of the Blues" and "Lament."

Em nome da ordem, iria sentir saudades do velho e bom Rowland.

MOACIR SANTOS

Ontem, em noite de lua cheia e com a Sala Cecília Meireles idem, assisti ao show/cocktail de lançamento do CD "Choros & Alegria" e dos songbooks "Cancioneiro Moacir Santos" em 3 volumes (Coisas, Ouro Negro e Choros & Alegria).
Quanto ao show, na verdade uma continuação do projeto "Ouro Negro", onde os musicos Mario Adnet e Zé Nogueira conseguiram, com belo e rico trabalho, resgatar grande parte da obra do maestro e musico dos musicos Moacir Santos, que vive nos EUA há mais de 30 anos.
No palco um time de 1a. linha da nossa musica instrumental, com destaque principalmente para os sopros, começando pelo soprano do próprio Zé Nogueira, de grande eficiencia, passando pela grata surpresa do sax alto, clarinete e clarone de Dirceu Leite, o tenor de Marcelo Martins, no barítono o espetacular Teco Cardoso, na trompa Philip Doyle, no trompete Wander Nascimento, no trombone-baixo Gilberto Oliveira, e no trombone e o mais aplaudido individualmente, um Vittor Santos inspiradíssimo, com solos criativos e absurda sensibilidade.
Na cozinha Jorge Helder (baixo), Ricardo Silveira (guitarra), Mario Adnet (violão), Carlos Balla (bateria), Marçal (percussão) e piano, acordeon e teclados, Marcos Nimrichter, infelizmente prejudicado pelo som, cujo técnico não acertou pois mal ouvi o acústico mesmo estando na fila B.
Com relação ao repertório, registro além dos choros, que verdadeiramente não são a minha praia, os temas mais jazzísticos e trilheiros como "Paraiso", "Lemurianos", "Outra Coisa" e "Rota Infinito", bem como os já conhecidos "Kamba", "Quermesse", e no bis "Coisa N.6", todos do Ouro Negro.
Sobre o maestro, que contagiou a todos com sua alegria e pôs de pé toda a Sala Cecília Meireles, sua presença no palco por si só justifica o bom e velho poetinha em seu "Samba da Benção", "MOACIR QUE NÃO ÉS UM SÓ, ÉS TANTOS ".
Saravá, Maestro!

A registrar ainda, o interesse do Teco Cardoso em participar do CJUB em 2006, com musicos da paulicéia, idéia essa do nosso Mau Nah, tendo mencionado inclusive o "Pau Brasil" ou mesmo seu novo trabalho ainda a ser lançado.

EINHORN DE VOLTA E COM TUDO!!!

Nossa PegLu avisa que será amanhã, às 21 horas, na Sala Baden Powell, à Av. Copacabana, 360, o lançamento, pelo seu selo DELIRA MÚSICA, do CD "Conversa de Amigos", liderado pelo grande e festejado gaitista Maurício Einhorn.

Ao lado do mago da gaita formam, no quarteto que leva seu nome, nosso mais recente confrade, o Alberto Chimelli, ao piano, o baixista Luiz Alves e o baterista Rafael Barata, que, pode-se dizer, já é um dos componentes do "CJUB Dream Team".

Todos juntos subirão ao palco para o espetáculo de apresentação do CD, que inclui entre outras, Stella by Starlight, Satin Doll, On Green Dolphin Street, e a já clássica Bluesette, o mais famoso tema do outro gênio da harmonica, Toots Thielemans.

Os ingressos custam R$20,00, com descontos para estudantes e idosos, além dos membros do Clube Delira Música, do qual nosso Sazz, prestigiador que é da música de qualidade, recebeu merecidamente o título de sócio 001.

Daqui nossos parabéns à Luciana e ao Marcelo pela conquista de músico tão importante como o Einhorn para fazer parte de seu catálogo juntamente com os demais astros da Delira. Todos lá, que o programa é bárbaro.

PAULO RUSSO AVISA ...

16 novembro 2005

Imperdível, gente:

- 22/11, 3ª feira, 19:00 h., Sala Baden Powell, Av. N.ª S.ª de Copacabana, nº 360:

Paulo Russo Trio (Rafael Vernet, Piano; Rafael Barata, bateria) (que trio, hein ?)


- 23/11, 4ª feira, 12:00 h., Museu da República, com entrada franca e distribuição de senhas a partir de 11:30 h.:

Paulo Russo/Luiz Avellar Duo


Em ambos os concertos, já soube, Paulo vai usar o arco, coisa rara entre nossos baixistas, e que vale como atrativo a mais, em se tratando do músico que é.

Dado o recado, estarei lá. E você ?

PARA A ILHA DESERTA ...

Bobby Scott - For Sentimental Reasons;
Bill Evans - You Must Believe In Spring;
Charles Mingus - Tijuana Moods;
Duke Ellington - Hot Summer Dance;
Joe Pass - Joy Spring;
John Coltrane - Plays the Blues;
Joshua Redman - Live Village Vanguard;
Miles Davis - Kind of Blue;
Wayne Shorter - Adam´s Apple;
Wes Montgomery - Smokin at Half Note.

Fui !

Guzz

NA ILHA DESERTA

14 novembro 2005

12 companhias para ouvir numa ilha deserta ? Tirando o trabalho do Benny Carter que traz Joe Pass, Milt Jackson, Tommy Flanagan, vou citar os músicos que admiro e que certamente estariam no meu MP3 player

1)Benny Carter - The King
2)Bill Evans
3)Charlie Parker
4)John Coltrane (que tenha Naima, Giant Spets e My favouite Things)
5)Herbie Hancock com VSOP
6)Oscar Peterson com Milt Jackson
7)Joe Pass tocando com
8)Dexter Gordon tocando os temas de Round Midnight
9)Wes Montgomery
10)Benny Carter & Dizzy Gillespie
11)Toots Thielemans
12)Stephane Grappelly

Mestres Raf, LLuLLa, Goltinho, consideram que estarei bem acompanhado ?

Beto Kessel

OS 10 DA ILHA DESERTA DO MESTRE LLULLA

12 novembro 2005

A pedido do LLulla, que não está conseguindo postar, aqui vão os 10 companheiros que ele levaria para uma ilha deserta, garantindo, pelo menos musicalmente, sua boa companhia.

Como as listas dos Mestres trazem sempre ótimas indicações, não apenas para os neófitos mas principalmente para estes, aviso aos jovens amigos Gabriel, Rodolfo, Xande e Flávio que dêem atenção especial a esta e à do Raf, publicada mais abaixo.

1 - Louis Armstrong/Jack Teagarden - Satchmo meets Big T; Giants of Jazz
2 - The Capitol Jazzmen - The Hollywood Sessions; Jazz Ultimate
3 - Stan Getz - Aniversary; Verve
4 - Stan Getz & J.J.Johnson - At Opera House; Verve
5 - Thad Jones & Charlie Mingus; Debut
6 - Lee Konitz - At Storyville; Black Lion
7 - Jackie McLean - Bluesnick; Blue Note
8 - Gerry Mulligan - Dream a little dream; Telarc
9 - Spike Robinson - Jus a bit' o' blues!; Capri
10- Charlie Parker - The strings session; Verve

"MR. CHIMES" ENTRA EM CAMPO

10 novembro 2005

Foi convidado e aceitou fazer parte da Armada CJUBiana o pianista, arranjador, produtor e ótima-praça Alberto Chimelli. Ainda em fase de familiarização com as lides blogueiras, Mr. Chimes já está prometendo diversas histórias e casos curiosos que vem colecionando em suas andanças musicais pelo mundo.

Aguardem, portanto, para breve, a presença desse novo e produtivo membro, botando para quebrar não apenas nas 52 teclas brancas e negras do seu instrumento predileto mas também nas alfanuméricas de sua workstation.

Alberto, sêde bem-vindo! Conjugação que me lembra, incontinenti, de fazer-lhe um brinde por ter-se juntado a nós.

Grande abraço!

É COM ESSES QUE EU VOU...

Minha lista para a ilha deserta, em ordem alfabética:



1. Bud Powell – In Paris (Reprise 1964) Pela genialidade.
2. Eric Dolphy – Out To Lunch! (Blue Note 1964) Pela criatividade.
3. Ella Fitzgerald – Clap Hands Here Comes Charlie! (Verve 1961) Pelo entrosamento.
4. Herbie Hancock – Maiden Voyage (Blue Note 1965) Pela inspiração.
5. McCoy Tyner – Inception (Impulse 1962) Pela surpresa.
6. Miles Davis – Someday My Prince Will Come (Columbia 1961) Por Miles & Coltrane.
7. Oscar Peterson – West Side Story (Verve 1962) Por ter sido o primeiro disco.
8. Shirley Horn – You Won’t Forget Me (Verve 1991) Pela emoção.
9. Sonny Rollins – Alfie (Impulse 1966) Por Oliver Nelson também.
10. Stan Getz & Jimmy Rowles – The Peacocks (Koch Jazz 1975) Pelo encontro.

# The Jimmy Giuffre 3 (Atlantic 1957) Pelo músico fantástico.

# 1º suplente.

Obs. De todos, apenas Out To Lunch e Maiden Voyage foram "coroados" pela Penguin.