Aqui você vai encontrar as novidades sobre o panorama nacional e internacional do Jazz e da Bossa Nova, além de recomendações e críticas sobre o que anda acontecendo, escritas por um time de aficionados por esses estilos musicais. E você também ouve um notável programa de música de jazz e blues através dos PODCASTS. Apreciando ou discordando, deixem-nos seus comentários. NOSSO PATRONO: DICK FARNEY (Farnésio Dutra da Silva)
Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).
BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002
TIM JAZZ - 2a. NOITE - 21/10/05
MUSEU DE ARTE MODERNA - RIO DE JANEIRO
23 outubro 2005
A segunda noite do Tim FestivaL iniciou, no palco que nos interessa, o sistema de cardápio variado de estilos que pouco ou nada tem a ver com o jazz mas que tenta fisgar, ao procurar o ecletismo, de carnívoros a vegetarianos. Uma boa surpresa, uma apresentação sublime e um não-sei-o-que foram servidos em seqüência e o saldo final ainda foi, acredito, ligeiramente positivo, talvez por conta da única atração jazzística da noite.
SPOCKFREVO ORQUESTRA
A boa surpresa foi encontrar uma orquestra pernambucana com 17 componentes, devida e formalmente trajados em seus ternos e camisas negros e alguma cor, que era dada pelas gravatas e certos intrumentos, como os do naipe de trombones (havia um vermelho, um azul e pasmem, um branco) e dos saxofones. Musicalmente, desde o início do set, outras cores foram trazidas ao público, sob forma de uma interpretação alegre, vigorosa e estimulante de variadas gamas de frevo, com uma energia transbordante que cativou aos presentes.
Jazz? Nenhum. Então?
Rigor técnico e total precisão na execução dos arranjos, mesmo que sem um maestro a dirigir o grupo, fizeram com que os amantes do jazz reconhecessem, de imediato, estar na presença de uma banda qualificada. Se por um lado os frevos são tocados com as seções rítmicas atuando em uníssono, a sobreposição destas se fazia limpa, redonda, sem falhas mesmos nos vertiginosos e instigantes cortes de umas para as outras, entremeados por variações rítmicas executadas em alta velocidade. Só isso deu-lhe um certificado de aptidão para aparecer em qualquer concurso de big-bands não jazzísticas do planeta.
Depois de expor ao público, as diferenças entre várias modalidades de frevo (coqueiro, ventania e abafa) executando didaticamente os estilos descritos em seguida, a banda arrebatou a todos no final, tocando o mais tradicional e famoso de todos,"Vassourinhas". Ali, cada integrante teve a oportunidade de solar por um breve instante, incentivado por seus companheiros, em um clima de celebração, de festa.
Saíram todos aplaudidos de pé por nossa platéia de ignorantes do frevo, agora ilustrados e convertidos em amantes da SpockFrevo Orquestra. Daqui nossos parabéns a todos os seus membros pela aplicação e inegável talento.
E ficou na minha cabeça uma caraminhola: o que aconteceria ao misturar-se um saxofonista frevístico a uma banda de jazz...
Cotação: @@@1/2
ENRICO RAVA
O bel-piato da noite, Enrico Rava, cortou o ar da noite carioca com as afiadas notas que seus admiradores já sabem ver extraídas de seu trompete em silvos lentos e longos, agora entremeados com clusters de notas tão rápidas que pareciam-se mesmo a acordes.
Proficiente em todas as frentes, do romântico ao hard-bop, e muito bem acolitado pelo jovem - e muito promissor - trombonista Gianluca Petrella (que ajudou o líder a compor um clima mágico, ao ajuntar sonoridades exóticas e até alguns efeitos pirotécnicos que, no entanto, em nenhum momento soaram fora do contexto, apenas enriqueceram o todo) o bravo Rava, notório admirador de Miles, Chet e Cherry, conseguiu mostrar bem o seu estilo peculiar e timbre inconfundível, com o suporte da excepcional banda.
Destaques para o jovem e criativo pianista Andrea Pozza, que substituiu nesta excursão ao célebre Stefano Bollani, habitual parceiro de Rava. Na cozinha dois dínamos: o contrabaixista Rosario Bonnacorso, com sua infatigável, mesmo que às vezes minimalista, jornada pelo braço do instrumento, mantendo o pulso confiável como farol em meio à neblina. Na bateria, o bom e fiel escudeiro de Rava, Roberto Gatto emprestava toda sua vitalidade rítmica ao conjunto, sem no entanto, brilhar particularmente.
A boa ordem das coisas jazzísticas - Nature Boy, Sand, Algir dal Bughi e até uma homenagem de Rava a Ornette Coleman foram subvertidas, porém, quando Rava admitiu ao palco um velho companheiro de suas anteriores andanças cariocas - o italiano tocou inúmeras vezes no Jazzmania, finado templo carioca de música instrumental -, o grande baterista e percussionista Robertinho Silva. Que inicialmente sentou-se à bateria no lugar de Gatto para um dos temas, em seguida assumiu sua despensa recheada de artefatos de percussão.
Aí, botou os quatro italianos de boca aberta (só Gatto atuava mantendo a base rítmica) - os jovens, o pianista e o trombonista pareciam não acreditar no que ouviam e Bonnacorso não parava de sorrir, entre deslumbrado e abismado com a "ousadia" de Silva - simplesmente apoderando-se do espetáculo e implantando um ritmo de festa que talvez não fosse o originalmente pretendido por Rava. Paciência, pois que com sua grande arte, ninguém saiu perdendo ou reclamando.
Para a bela apresentação dos italianos mais Robertinho: @@@@
JOHN MCLAUGHLIN E SHAKTI
Embora técnicamente proficientes os músicos e o cantor indiano que acompanham ao veterano e guitarrista de blues, a simples inclusão desse item no cardápio de um festival de jazz já causou estranheza. A apresentação em si, mais ainda. Seria mais indicada para agitar o "jasmin-tea break" em um seminário de auto-ajuda ou para fundo musical em um spa-espiritual.
Para quem foi lá ouvir a estimulante música inventada e difundida pelos negrões americanos, cheia de paixão e técnica, melhor estava o picante amendoim impregnado de curry que o criativo chef Felipe Bronze oferecia, bem salgado, nos dois sentidos, para acompanhar as bebidinhas.
Como saí na segunda música, ficam sem nota.
TIM JAZZ - 1a. NOITE - 20/10/05
MUSEU DE ARTE MODERNA - RIO DE JANEIRO
22 outubro 2005
Talvez tenha surtido efeito a saraivada de críticas que a organização do Tim Festival recebeu em 2003, por conta do péssimo ambiente então provido para ouvir jazz, atividade que requer um mínimo de atenção, para não dizer entrega absoluta.
Se não totalmente desprovido de falhas, já que uma caixa de som dava estalos perceptíveis até por quem estava lá no fundo, para desespero não só do operador da mesa de som - que, humildemente, admitiu ter tentado de tudo e que a dita estava "possuída" por um espírito eletrostático do mal -, mas dos músicos e do público em geral que, tão logo submergiam nas ondas de criatividade musical ali oferecidas, delas eram arrancados, de súbito, por um traque elétrico vicioso e irritante, algumas coisas melhoraram na tenda espaçosa e confortável, como o bloqueio acústico ao som exterior e o atendimento de bar nas mesas.
Mesmo assim, nada me convence da inteligência de manter coisas tão distintas em um mesmo ambiente, apenas para atender a aspirações marqueteiras. São os públicos de gostos diametralmente diferentes e com propósitos distintos. Eu voto numa Sala Cecília Meirelles, só com cadeiras mais modernas.
Fora os estalos que felizmente foram controlados antes da entrada de Wayne Shorter, o resto da noite foi de muito boa música para todos os gostos, até mesmo para os assistentes nem-tão-jazzísticos-assim.
Para começar, notava-se a maciça presença de músicos cariocas, ávidos pelo bafejo dos ventos refrescantes soprados do hemisfério norte, meca do jazz universal. Assim, Idriss, Jessé, Dôdo, Adriano, Senise, Zagury, nosso confrade Raynaldo, Paulo Moura, Tiso, Paschoal, os Szpilman, pai e filha, e grande parte dos garotos da Orquestra da URFJ do Maestro Rua (a URFJazz Ensemble), eram alguns dos profissionais da música instrumental ligados no que estava por vir.
BOB MINTZER BIG BAND
A Orquestra de Bob Mintzer, que abriu a noite, foi um todo abençoado que nos trouxe a exata noção do que é uma big-band de qualidade, dedicada a manter viva a preciosa herança recebida de seus predecessores e que nos entrega partes desta como presentes, embrulhados em papel bem colorido.Mintzer, líder e principal sax-tenor da orquestra, produz interessantes variações rítmicas e cortes precisos, fruto de sua reconhecida proficiência em arranjos, moderna e dinâmicamente apresentados pelo conjunto, redondo e afiadíssimo.Mintzer apresentou vários temas do seu tempo de Yellowjackets, todos com ótima aceitação dos presentes, tendo reservado alguns standards para o fim do set. Estes, no entanto, vieram disfarçados dentro dos criativos arranjos pelos quais se notabiliza o líder, de tal forma que a linha melódica dos temas conhecidos só surgia, tangenciada, e para ouvidos não apenas bem treinados mas atentos. Para então, nos compassos finais, dar ao bom público a chance de reconhecê-los de pleno e colher os merecidos aplausos advindos da belas performances do grupo como um todo.
Bem curioso foi ver Mintzer bem à vontade com uma cerveja na mão, encostado na parede do corredor lateral da tenda, como dezenas de outros anônimos espectadores, e quase sem piscar, apreciando as performances de Shorter, Perez, Patitucci e Blade.
Em 5 possíveis, dei à apresentação da banda @@@@.
RUSSEL MALONE & BENNIE GREEN
Decepção e surpresa. O guitarrista Malone não me agrada não é de hoje e isso era uma coisa bem pessoal, achava eu. Mas pelo que vi as pessoas comentando ao meu redor, o sentimento é mais difundido. Tenho três discos dele, sendo que os dois posteriores à primeira aquisição talvez tenham sido comprados apenas numa tentativa de descobrir neles o que fizera Diana Krall adotá-lo como seu sideman, em todos os sentidos. Não achei nada, e desconfio que seja porque os CDs não trazem imagens.De fato, a par de uma velocidade e de uma técnica "padrões" para um guitarrista se firmar nos EUA, ele nada de especial nos apresentou. Não passou emoção e ademais, o timbre de seu instrumento é feio. No estilo que desenvolveu, mistura pobres imitações de todos os grandes da guitarra, sem no entanto, conseguir encontrar um estilo próprio. Não é à tôa que tendo ouvido Julian Lage, jovem guitarrista de 17 anos, tocar, dele disse: "puxa, se eu deixar esse menino abrir meu armário, vai sair com a minha melhor roupa". É pura verdade. Malone já está nu. Por sua atuação, daria @@ em 5 possíveis.
Na outra ponta do duo, no entanto, estava Bennie Green que, na dupla, é quem carrega o piano. E que bela surpresa de pianista, que fascinantes andamentos e ritmos conseguiu extrair do instrumento. Num cenário atual pontuado de sérios concorrentes, Bennie excedeu em personalidade, o exato oposto de Malone. Veloz, fluente e criativo a um só tempo, transmitiu total segurança à dupla, enchendo todos os espaços vazios com uma sonoridade excepcional tanto quando acompanhava os solos de seu parceiro como quando solou, sempre de maneira criativa e surpreendente. Green figura, fácil, no time de monstrinhos do piano no jazz atual, numa formação complementada, a meu ver, por Eldar Djangirov, Yuma Sung e Taylor Eigsti.
À arte de Green, daria @@@@ nas 5 possíveis pelo critério do CJUB.
WAYNE SHORTER QUARTET
O grupo mais esperado da noite de ontem atendeu a todas as expectativas e ainda teve sobras para encher plenamente os ouvidos e os corações dos presentes, com uma apresentação digna de entrar para os highlights históricos dos festivais de jazz que já houve no eixo Rio-SP. Mesmo não estando mais no ápice de sua saúde interpretativa, embora ainda conserve seu timbre inigualável tanto no sax alto quanto no precioso soprano, Wayne Shorter descobriu, e com isso, cativa o público e se diverte à larga, um grupo de fabulosos "sidemen", que passam o tempo a criar fantásticas variaçãoes em torno de músicas que ele compôs ao longo de sua prolífica trajetória. Diverte-se, inclusive, participando.Wayne começou apresentando seus temas sem um brilho especial ou uma interpretação explosiva. Contudo a sinergia musical, hoje beirando as raias da telepatia, adquirida pelo tempo de estrada sob a mesma formação, dos seus brilhantes "compagni" - e dentre estes, um laurel de distinção para o baterista Brian Blade, pela facilidade com que extrai miríades de timbres da "cozinha" à sua frente, não apenas pontuando o ritmo mas empurrando bravamente (como se precisasse...) o conjunto para a frente, como um jipe de papel com tração nas quatro rodas, fazendo o público "sentir" esse empurrão e aplaudí-lo em meio à criação coletiva - transforma o passeio de Shorter numa experiência grandemente recompensadora, o líder intervindo aqui e acolá para acrescer à direção das idéias ou mesmo desviá-las, com isso instigando ainda mais sua turma.
Danilo Perez esteve soberbo ao piano. Inventivo como nunca no plano acelerado de novidades que desfia sem cessar, não cedeu um milímetro na apresentação em prol de qualquer companheiro, ligou o pisca-alerta e partiu para uma das suas mais brilhantes apresentações. Teve companhia de gala, em seu percurso sônico e supersônico, de um amadurecido e exuberante John Patitucci no contrabaixo, em grande forma tanto pela afinação precisa como na facilidade com que desempenhou seus solos ao mesmo tempo criativos e velocíssimos, uma de suas características mais marcantes.
Shorter e Cia. estiveram na iminência de ter de bisar uma segunda vez, tal a algazarra e a insistência do público em receber um pouco mais daquela bênção sonora que acabara de vez protagonizada por todos os quatro monstros, unidos ali por um mesmo ideal: fazer música para alegrar a alma.
Minha cotação para o grupo foi a máxima: @@@@@
SETE GRANDES DO JAZZ HOMENAGEADOS PELO GOVERNO AMERICANO
21 outubro 2005
Sete legendários nomes do jazz estão recebendo o reconhecimento do governo americano, por suas realizações. O cantor Tony Bennett, o pianista e tecladista Chick Corea e o trompetista Freddie Hubbard estão entre os considerados Mestres do Jazz - Jazz Masters - pelo órgão National Endowment for the Arts, o NEA, e receberam 25 mil dólares cada, como prêmio.Os demais agraciados foram o percussionista Ray Barretto, o compositor (e trombonista) Bob Brookmeyer, o clarinetista Buddy deFranco e o agente e empresário John Levy, natural de New Orleans, homenageado como um defensor do jazz.
"O jazz é uma das grandes formas de arte verdadeiramente americanas, junto com o cinema", disse o presidente da entidade, Dana Gioia, em uma entrevista recente. "Junto com o cinema, é provavelmente a arte que o resto do mundo associa mais profundamente com os EUA. E é importante que reconheçamos nossos grandes artistas enquanto eles ainda estejam vivos."
Gioia destacou ainda a emoção em honrar a esses grandes nomes logo depois que o furacão Katrina destruiu a cidade de New Orleans, considerada o berço do jazz ou onde tudo começou.
A NEA já nomeou 87 Mestres do Jazz desde que o programa teve início, em 1982. Os artistas e os defensores são escolhidos pelo público, e os prêmios são patrocinados por uma grande companhia de telecomunicações.
AO ARNALDO BLOCH
20 outubro 2005
Venha conhecer nosso grupo, Arnaldo, que nunca teve qualquer intenção de ser temido; ao contrário, buscamos agregar mais e mais, objetivando melhor difundir essa musica maravilhosa, que todos felizmente adoramos: o Jazz, que tanto precisa aumentar o número de seguidores, claro, sem abrir mão dos seus verdadeiros conceitos.
Pode ter a certeza de que, além de tudo, nosso grupo hoje que é, na verdade, uma família, tudo fazendo com grande alegria e fraternidade.
Portanto, bem vindo, Arnaldo Bloch.
José Sá
DO FREE JAZZ AO TIM FESTIVAL
19 outubro 2005
Discordo do termo Gueto Jazz usado por Arnaldo Bloch. Somos apenas aficcionados por boa música, e de qualidade...
Beto Kessel
NOSSAS ENQUETES: NOVIDADES NO CJUB
Por enquanto, estamos fazendo um teste e se aprovado o sistema, isso passará a ser constante, com perguntas sempre interessantes e educativas.
Cheque sua opção e confira se você está na "mainstream", se é um "crossover" ou um verdadeiro e completo "outsider".
Vote clicando no link:
http://www.enquetes.com.br/popenquete.asp?id=604503
BUSCANDO, ESTUDANDO E CONHECENDO JAZZ
15 outubro 2005
Nesta tarde de sábado, me dediquei a conhecer mais sobre o pensamento do guitarrista Barney Kessel, falecido em 2004, e considerado por muitos como um dos maiores guitarristas de Jazz de todos os tempos.
Uma das formas interessantes de conhecer o pensamento de uma pessoa é buscar entrevistas, onde as perguntas formuladas possam abranger diversos temas como influências, o que é o Jazz, improvisação x Jazz, etc...
Através de uma busca, cheguei ao website www.jazzprofessional.com, onde encontrei uma entrevista com Barney Kessel, feita em 1988, cuja parte relativa a Charlie Christian (considerado seu pai musical) reproduzo a seguir na integra:
BARNEY KESSEL - To me, the most alive jazz that is current today: although Bill Evans is no longer with us, his style of playing is fresh and beautiful; Stan Getz coming out of Lester Young; Phil Woods coming out of Charlie Parker. He's his own branch, but he's from the tree of Charlie Parker.
Entrevistador - Well, it's the same relationship as that between you and Charlie Christian.
BARNEY KESSEL - That's exactly right. A latterday person, expounding and influenced by those roots, and having been blessed to live long enough, because some of these people didn't live that long. As far as I'm concerned, Charlie Christian was my musical father but we have to keep in mind that we are our fathers' sons, and yet we are still ourselves; we are both at the same time. My idea of living life musically is not to perpetuate Charlie Christian; I respect him, because he's the one that I learned from and at times, in the right situation, if I'm playing the right kind of songs, in the right groove, I can go into that feeling, and I like it very much. But I have to remember that if I'm going to do anything in the world I've got to be Barney Kessel, because I have no choice. I have to be my own man, but it's subject to that. In a sense, you are very much your father's son. You may say things he said, you may walk like him, you may stroke your beard before you talk, the way he does, but at the same time you are yourself.
A opinião sobre a questão Inflûencia X Imitação fica para um próximo post...
Em tempo, o "codinome" BKESSEL muito me honra, pois além de termos o mesmo sobrenome, minha descoberta do Jazz se deu pela Bossa Nova, cujos principais nomes sempre mencionaram a histórica gravação de Cry Me a River, no LP Julie is her name, onde a cantora Julie London estava acompanhada pela guitarra de Barney Kessel.
Beto Kessel
OUVINDO JAZZ - NOVO LOCAL EM SÃO PAULO
10 outubro 2005
A nova opção que aparece é a casa TOM JAZZ, localizada à Rua Angélica 2331 em Higienóplis, que abre para o público em 13.10.2005 (próxima quinta feira). Seguem algumas dicas sobre o local:
Direção Musical: Jane Duboc
Programação Inicial (válida para um período inicial de um a três meses):
- 3as feiras - Arismar do Espírito Santo (Multiinstrumentista)e convidados
- 4as feiras - Léa Freira (Flauta) e Boccato (Trombone)
- 5as feiras - Wagner Tiso e Victor Biglione
- 6as feiras e sábados: Leny Andrade
O melhor de tudo é saber que músicos e cantores tem novos lugares para tocar e cantar.
HURRICANE KATRINA - E O JAZZ COM ISTO ?
08 outubro 2005
O tema me desperta especial interesse, por trabalhar com Seguros e Riscos há cerca de 20 anos e por gostar de Jazz há quase 30.
As cenas de New Orleans engolida pelas águas são de doer o coração. Referencias de vida como casa, emprego, família, foram levadas pelas águas.
New Orleans lembra Armstrong, Dixieland, Família Marsalis e tantos outros músicos.
Músicos precisam de trabalho, dos seus instrumentos e de reconstruir suas vidas como os demais moradores.
A última edição da Down Beat traz alguns websites de organizações para quem quer ajudar a comunidade de músicos de New Orleans:
Jazz Foundation of America: www.jazzfoundation.org
MusiCares Foundation: www.grammy.com/musicares
New Orleans Musicians Clinic: www.wwoz.org/clinic
Preservation Hall: www.preservationhall.com
Project HEAL: www.acadianaartscouncil.org
Tipitina’s Foundation: www.tipitinasfoundation.org
Vamos torcer que a cidade seja reconstruída e possamos um dia ver imagens de músicos novamente tocando nos bares do French Quarter e nas ruas.
Obs.: de um polo a outro, quem gosta de Bossa Nova e ama o Rio de Janeiro, não pode perder [o filme] Coisa Mais Linda.
CJUB INSIDER - Miles Davis para o Rock and Roll Hall of Fame
Um icone do jazz, nada menos que Miles Davis, encabeça a lista dos candidatos para o Rock and Roll Hall of Fame.O trompetista, que morreu em 1991 aos 65 anos, mudou a cara do jazz diversas vezes e participou do movimento de jazz-rock-fusion no final dos anos 60. Miles também influenciou um grande número de músicos fora da arena do jazz, incluindo Prince, o baterista do Pearl Jam, Matt Cameron, o líder do Who, Peter Townshend e os membros do Radiohead, que teve o album "OK Computer", grandemente inspirado no album de fusion "Bitches Brew", de Miles.
Outros nominados pela primeira vez são o cantor-compositor Cat Stevens (agora conhecido pelo nome muçulmano de Yusuf Islam), Blondie, o Dave Clark Five, o Paul Butterfield Blues Band e o grupo de rock texano-mexicano, o Sir Douglas Quintet.
Os artistas são elegiveís 25 anos após o lançamento da sua primeira gravação. Isto significa que os lançamentos de 1980 são elegíveis pela primeira vez este ano.
Os nominados são escolhidos por um comitê de historiadores de música, críticos e profissionais da indústria de gravadoras, chegando a 750 votantes.
A inclusão do grande trompetista Miles Davis formaliza uma visão extendida do comitê julgador, que, até então, dava pouca atenção ao jazz.
HOJE: MANINHO FAZ ANIVERSÁRIO
07 outubro 2005
Nego bão taí! Mesmo sendo suspeito para falar do cara, não dá para economizar nos elogios. MANIM é dez! Um dos últimos do grupo a se aprofundar no jazz "de raiz", torcedor que era da turma do jazz-light-meio-fusionado, o Mário avança em velocidade impressionante e ainda usa o acostamento se for preciso, para absorver, estudando e aprendendo o que se passou nesse universo no tempo em que nele não prestava tanta atenção.
É hoje, dentro do CJUB (diferentemente de outros membros mais antigos, que simplesmente sumiram, deixando de contribuir minimamente com algum tipo de comentário que possa enriquecer este blog, que traduz uma confraria) um colaborador empolgado, atuante e interessado, sempre em busca de novidades e surpresas para todos os amigos que vai fazendo pela vida, número que exponencia como poucos.
Hoje ele está fazendo anos e mando-lhe daqui um GRANDE abraço, fraterno e carinhoso, desejando-lhe muita saúde e paz de espírito.
Meu irmão, mais uma vez obrigado por colocar um pouco do seu tempo e da sua paciência em benefício deste pedaço de internet de qual tantos outros amigos já desfrutam. E então, tá todo mundo gritando pra você aí, ó - embora sem som - PARABÉNS!!!
Leilão Vende Casa de Dizzy Gillespie
05 outubro 2005
Dizzy Gillespie morreu em 1993 e sua mulher Lorraine, com quem ele não teve filhos, foi a única herdeira de sua propriedade. A viúva disse que ela queria beneficiar, com a venda da propriedade, a familia, amigos e doar para caridade, antes de sua morte no ano passado.Os itens que foram vendidos no leilão, além de uma carta de amor para Lorraine, que atingiu $12000 dólares, foram o Grammy Award de 1975 pela melhor performance no jazz, o trompete curvo - sua marca registrada, discos raros, uma placa da Hollywood Walk of Fame, cartas de Louis Armstrong, Ella Fitzgerald e do Presidente Bill Clinton.
A leiloeira da Dawson And Nye disse, "É o fator Dizzy. Ele é um American Legend e seus pertences são peças da história da música americana."
Bootleg de Coltrane Oficializado
02 outubro 2005

Lançamento, hoje dia 11 de Outubro - Impulse Records
Os fãs de John Coltrane podem substituir sua copia "bootlegged" da performance de 1965 no New York's Half Note, por uma gravação definitiva, aperfeiçoada e com excelente sonoridade.
'One Down, One Up: Live at the Half Note.' foi compilada e gravada a partir de master tapes e produzida por Ravi, filho de Coltrane.
O material gravado em 26 de Março e 7 de Maio de 1965 mostra Coltrane liderando o pianista McCoy Tyner o baixista Jimmy Garrison e o baterista Elvin Jones.
A versão de 28 minutos de "One Down, One Up" é, por muitos, considerada a improvisação mais impressionante da carreira de Coltrane.
Track List
Disc one:
Introductions and Announcements
"One Down, One Up"
Announcements
"Afro Blue"
Disc two:
Introductions and Announcements
"Song of Praise"
Announcements
"My Favorite Things"
Aniversário do Osvaldinho
Não gostaria de deixar esta data passar em branco. Além de ser um dia festivo do aniversário do Osvaldinho, ele está convidando para um tremendo jazz em sua casa, em Friburgo.Osvaldo de Oliveira Castro, o Osvaldinho, é um jazzista de marca maior. Baterista amador, tocou com inúmeros músicos desde o Beco das Garrafas, chegando a tocar até em Big Band. Hoje, além de excelentes canjas na Modern Sound, Osvaldinho pertence ao grupo de jazz de Friburgo e faz palestras sobre o assunto.
Para as comemorações ele montou um excelente grupo:
- Betho Godoy, cantor uruguaio radicado no Brasil há 20 anos
- Carlos Montes - cantor de jazz brasileiro
- Hamleto Stamato - pianista de primeiro time do Rio
- Edson Lobo - contrabaixo acústico, radicado em Friburgo
- Emilio Cantini - guitarrista italiano, radicado em Friburgo
- José de Arimatéa - trompetista, toca na banda de Amy Duncan e Rio Jazz Estácio
- Sandro Guimarães - sax alto, estilo Charlie Parker
Esse imperdível grupo de músicos tornará um completo sucesso essa comemoração.
Parabéns ao Osvaldinho!

