Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

UMA PEQUENA AMOSTRA DA ÚLTIMA QUINTA-FEIRA

30 julho 2005

Para que se possa ter uma pequena idéia da sonoridade da noite Vibes&Drums, ocorrida no Mistura, segue um pequeno trecho do convidado Michael Carney em duas aparições, a primeira delas abrindo o tema Invitation e na segunda, em plena execução de seus ótimos arranjo e leitura de "Manhã de Carnaval", muito bem acompanhado, e com destaque, por Guilherme Gonçalves.

São pequenas amostras apenas, para deixar tristes àqueles que lá não estiveram e felizes, pela possibilidade de relembrar o clima reinante, aos que compareceram.

Cliquem aqui 1, e aqui 2, munidos, alternativamente, de banda bem larga ou de um pouco de paciência. O resultado sempre será compensador.

Voltem nos próximos dias para ver e ouvir outras amostras do concerto e ler o relatório analítico-técnico-físico-químico-social de mais uma noite dedicada ao jazz de primeira grandeza.

QUEM É QUEM, NO CONCERTO DESTA NOITE

28 julho 2005

Aí estão os músicos que, convocados pelo baterista Guilherme Gonçalves (que aparece ao centro, na primeira foto) vâo ladear o catedrático Michael Carney (cuja foto já foi publicada anteriormente) hoje à noite no Mistura. À esquerda, está Santa Roza (contrabaixo) e à direita, Glauton Campelo (piano). Na foto em preto e branco, com seu sax, Idriss Boudrioua.


"VIBES & DRUMS" - MISTURA FINA, QUINTA-FEIRA, 28 DE JULHO, 21 HORAS

22 julho 2005




O 22º concerto da Série Chivas Lounge, produzida pelo CJUB, trará, no dia 28 de julho próximo, às 21 horas, no Mistura Fina, o aclamado vibrafonista e steel drummer americano Dr. Michael Carney, como convidado do quarteto de Guilherme Gonçalves (virtuoso baterista da memorável all-star unit que abriu, há dois anos, a Série Chivas Lounge), composto por Idriss Boudrioua (saxofones alto e tenor), Glauton Campelo (piano) e José Santa Roza (contrabaixo), todos do primeiro time do jazz brasileiro e com participações em inúmeros concertos e gravações dos mais prestigiados nomes da música nacional e internacional.


Dr. Michael Carney, ao longo de prolífica carreira como músico e educador, desde 1981, na California State University, já se apresentou com gigantes do jazz como Pepper Adams, Bill Watrous, Eddie Daniels, John Patitucci e Bobby McFerrin, entre outros consagrados cats.


Guilherme fará as honras para esta extraordinária atração internacional - a quem conheceu em Los Angeles, onde ambos ministraram workshops - no imperdível concerto naturalmente batizado “VIBES & DRUMS”, tal a afinidade que os une.


Arranjos e repertório, sob a direção geral de Arlindo Coutinho, contemplarão o jazz de altíssima qualidade a que o público dos concertos CJUB já se acostumou a testemunhar e aplaudir, como marca distintiva de cada uma das esmeradas produções, nesta, inclusive, debutando o uso do vibrafone e de steel drum, instrumentos raramente vistos nos palcos brasileiros.

Assim, alternados a standards do songbook americano, Charlie Parker, Sonny Rollins, Cedar Walton e Luis Bonfá (com arranjo inédito de Carney, para Manhã de Carnaval, preparado especialmente para a ocasião), serão revisitados pelo grupo, com swing e tempero contagiantes.

Em resumo: programa obrigatório para os amantes da boa música.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo Ticketronics, ou diretamente no Mistura Fina, com Adriana ou Silvia, fone: 2537.2844

SET LIST DO CONCERTO DE QUINTA, NO MISTURA FINA

Segue abaixo a lista definitiva dos temas preparados para o próximo concerto produzido pelo CJUB. Além dos standards, ali estarão sendo apresentados alguns outros temas, compostos pelo vibrafonista e steel-drummer especialmente convidado, o Dr. Michael Carney, que aqui aparece ao lado dos instrumentos nos quais é exímio performer.



1º set
1 - Bolivia (Cedar Walton)
2 - Half Nelson (Miles Davis)
3 - Forest Flower (Charles Lloyd)
4 - Alone Together (Dietz / Schwartz)
5 - Island Fantasy (Michael Carney)
6 - A Remark You Made (Joe Zawinul)
7 - Cherokee (Ray Noble)
8 - Doxy (Sonny Rollins)

2º set
1 - One of A Kind (Freddie Hubard)
2 - Manhã de Carnaval (Luis Bonfá / Antonio Maria)
3 - Maracas Bay (Michael Carney)
4 - Invitation (Kaper / Webster)
5 - Round Midnight (T. Monk) / Lament
6 - Straight, No Chaser (T. Monk)
7 - St. Thomas (Sonny Rollins)

JAZZ NA LAGOA - V FESTIVAL DE JAZZ DRINK CAFE

21 julho 2005


Pelo visto o V Festival de Jazz do Drink Café (no Parque dos Patins, quiosque nº 5) - local diretamente ligado à criação da série Chivas Lounge, desde que Roditi ali se apresentou - não corre o risco de silenciar, segundo sua proprietária e programadora musical Ana Maria Antunes. A proibição, aliás, ao que parece vinda do sub prefeito da Zona Sul, Mario Filippo, seria, afinal, mais um dos absurdos da nossa cidade, ainda bem que repensada. A partir de amanhã, portanto, e até o dia 31/07, teremos uma bela programação musical, a conferir:

Dia 26 - Abertura e apresentação com Miele e, após, Dario Galante e Idriss Boudrioua;
Dia 27 - Hamleto Stamato tocando "Speed Samba Jazz II";
Dia 28 - Taryn Szpilman cantando "Billie Holiday"
Dia 29 - Wanda Sá "In Concert";
Dia 30 - Trio de Cordas com Victor Biglione, Marcel Baden Powell e João de Aquino;
Dia 31 - Encerramento com a Estácio Rio Orchestra.

Ótimo festival para todos e parabéns a Ana Maria Antunes pela excelente iniciativa, que já por cinco anos se repete, para o bem do Rio !

NOITE DE VIBRAFONE E DE STEEL-DRUM VAI AGITAR O MISTURA NA SEMANA QUE VEM!!!

Uma noite muito especial, diferente - com a apresentação desses instrumentos pela primeira vez nos concertos produzidos pelo CJUB - está sendo preparada para os amantes do jazz, próxima quinta-feira, dia 28.

Com a participação do músico americano (e professor-doutor de percussão) Michael Carney como convidado muito especial do quarteto liderado pelo baterista Guilherme Gonçalves, mais Idriss Boudrioua(s), Glauton Campelo(p) e José Santa Roza(b), a noite promete ser bem interessante, com um repertório jazzístico de primeira mais uma bela amostra de ritmos com que Carney promete deflagrar um verdadeiro carnaval caribenho em pleno palco do Mistura.

Todos lá nessa noite, que promete alta temperatura!

MARCELÓN: IMPORTANTE DIA, HOJE

19 julho 2005

Rolou um boato que o nosso Marcelón, recentemente encontrado com uns tlocentos e tleze mil dólares na cueca, fruto do recolhimento de doações de jazzófilos, charuteiros e uisquezitos do mundo inteiro para que ele pudesse reabastecer seu estoque de Chivas Golden Signature de 18 anos - o uísque predileto de VéDirfeu - receberia hoje em sua casa todos os participantes das produções que o CJUB já fez até hoje (e lá se vão 23, no total) para uma grande comemoração sonora desta importante data, seu aniversário.

Só que a Presidenta da "CPI do Marcelón", D. Fernanda ("carina", mas não Karina) quando soube do projeto faraônico do conjuge, convocou o indivíduo para depor imediatamente, sem tempo de obter nem um "habeas-corpus" preventivo e pôs um ponto final nas pretensões festeiras do dito cujo. Ficou o dito pelo não-dito, afinal quem manda no espetáculo é ela.

Que desde então tem se mantido incomunicável, só nos sobrando fazer-lhe tributo por esta via, desejando-lhe MUITA SAÚDE E FELICIDADES, E MUITOS ANOS DE VIDA!

Parabéns, Marcelão, e a gente daqui o saúda, gritando: NENSE!

NOITE MAIS DO QUE ESPECIAL NO FAMOSO FESTIVAL "JAZZ IN MARCIAC" 2005:
E. Elias / W. Marsalis My Brazilian Heart

17 julho 2005

Vejam a programação completa do famoso Jazz in Marciac deste ano (1º a 15 de agosto), bastante marcada, claro, pelo tal "Ano Brasil", na França (mas muito, muito forte, também, no Latin em geral):

Date Lundi 1 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Gilberto Gil “Eletracustico“ / Jorge Ben Jor

Date Mardi 2 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Maraca / Ibrahim Ferrer

Date Mercredi 3 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes SoulBop Band 2005 / Marcus Miller

Date Jeudi 4 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes The Blind Boys of Alabama / Taj Mahal Trio

Date Vendredi 5 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Eliane Elias / Wynton Marsalis "My Brazilian'heart"


Date Vendredi 5 Août 2005
Lieu Arènes / 21h30
Artistes Ghetto Blaster / Femi Kuti

Date Samedi 6 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Sara Lazarus / Wynton Marsalis & Strings

Date Samedi 6 Août 2005
Lieu Arènes / 21h30
Artistes Quarteto Camara / Orquestra Do Fuba

Date Dimanche 7 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Omar Sosa / Abdullah Ibrahim / Kenny Barron & Mulgrew Miller

Date Dimanche 7 Août 2005
Lieu Arènes / 21h30
Artistes Albert Cummings / Popa Chubby

Date Lundi 8 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Stefano Di Battista / Phil Woods & Strings /Charlie Parker Legacy Band

Date Mardi 9 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Ravi Coltrane Quartet / John Zorn Acoustic Masada

Date Mercredi 10 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Paris Jazz Big Band / Magic Malik / Michel Portal & Louis Sclavis

Date Jeudi 11 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes The Count Basie Orchestra / Monty Alexander Spirit Of Jamaïca

Date Vendredi 12 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Afro Cuban All Stars / Latin Giants of Jazz

Date Samedi 13 Août 2005
Lieu Chapiteau / 21h
Artistes Randy Weston's African Rythms Trio / Wayne Shorter

Date Dimanche 14 Août 2005
Lieu Festival off
Artistes Concerts Gratuits

Date Lundi 15 Août 2005
Lieu Festival off
Artistes Concerts Gratuits



Grifei aquilo que considero especialmente interessante, detalhando a seguir:

- Maraca, se tocar jazz (e não só música cubana para dançar), o que é bem possível pois irá com o extraordinário Reynaldo “Molote“ Melian, no trompete (longamente associado com Rubalcaba) fará furor. Sua técnica e inventividade andam impossíveis, como vimos por aqui, em sua última vinda ao Brasil.

- Eliane Elias abrirá o dia 5/8 (com grupo nem tão usual para ela, ao que sei: Gustavo Saiani, guitarra, Lincoln Goines, baixo (?, o cara é baixista do Mike Stern), Paulo Braga, bateria; a ela se seguirá W. Marsalis, no espetáculo "My Brazilian Heart" (será uma homenagem a seu grande amigo Coutinho ?), com a seguinte banda, presença de vários brasileiros: Zé Nogueira, saxophone soprano, Emile Parisien, saxophone alto, Olivier Temime, saxophone tenor, Frédéric Couderc, saxofone barítono, Lionel Segui, trombone, Hervé Meschinet, flauta, François Bonhomme, english horn, Marcos Nimrichter, piano, Mario Adnet, guitar, Carlos Henriquez, baixo, Herlin Riley, bateria, Cyro Baptista, percussão. Pelo excepcional solo que os Mestres Raf e Couto disseram que o cara fez em Aquarela do Brasil, na ECO 92, dá até pra esperar um espetáculo, no mínimo, promissor. Mas "My Brazilian Heart" parece meio puxado, não acham ?

- Phil Woods & Strings /Charlie Parker Legacy Band: preciso dizer algo mais ?

- Latin Giants of Jazz: boa parte da última banda de Tito Puente, com grandes feras do Latin Jazz Nova Yorquino: Hector Colon, trompete, Kevin Bryan trompete, John Walsh, trompete, Richard Viruet, trompete, Mitchell Frohman, saxophone, Pedro Miranda saxophone; Stewart Jackson saxophone; Robert Porcelli, saxophone; Mario Rivera saxophone; Oscar Hernandez piano e teclados; Gerardo Madera, baixo, Jose Madera, timbales, John Rodriguez, bongos, George Delgado, congas e Ray de la Paz, vocais. Só Mario Rivera e Bobby Porcelli já valeriam o ingresso.

E eu sigo cantando: "Ei, você aí, me empresta uma milhagem aí, me empresta uma milhagem aí ? ..."

Em tempo de Tributo - Lembrando Victor Assis Brasil

16 julho 2005

Nestes tempos em que prestamos Tributos a grandes músicos, cabe ao CJUB manter acesa a chama do jazz, quer lembrando quem já se foi, quer buscando descobrir e incentivar os novos talentos.

Assim sendo, num trabalho de pesquisa de sons que me despertaram para o Jazz, lembrei de um K7 do Victor Assis Brasil tocando temas de Antônio Carlos Jobim.

Caso não tivesse falecido precocemente em 14.04.81, Victor Assis Brasil, um dos maiores músicos brasileiros de jazz de todos os tempos, estaria completando 60 anos no próximo dia 28 de agosto.

Peço desde já a permissão do Mestre (sei que ele pode não gostar, mas insisto no Mestre) José Domingos Rafaelli, com quem tive o prazer de conversar ontém em mais um agradável almoço CJUBIANO (presentes também o Mau Nah, Bene-X, Llulla, Coutinho, Marcelon, Sazz), para transcrever algumas palavras e comentários sobre este Grande e Inesquecível Músico Brasileiro que foi Victor Assis Brasil:

Victor foi um exímio músico, dotado de uma técnica invejável. Seus improvisos, muito criativos, eram de fraseado perfeito e bonito lirismo. Sabia interpretar uma melodia, sempre conseguindo uma excelente expressividade com um lindo timbre. Victor desenvolveu em cada trabalho uma atuação expressiva, criando em cada improvisação um clima apropriado ao contexto, estendendo através de suas frases uma torrente de idéias precisamente articuladas e superiormente construídas. No alto ou no soprano, a complexidade aparente de certas evoluções encerra uma lógica definida, cuja clareza resoluta é aparente aos que compreendem seu vocabulário. Ele não é somente um improvisador de nível internacional, mas transcendeu a esse estágio para situar-se entre os criadores do jazz, um músico cuja experiência, inventiva e bagagem musical empresta a cada solo a marca indelével de sua individualidade, desenvolvendo idéias com forma, propósito e beleza estética.
José Domingos Raffaelli


Saudações Jazzísticas,

Beto Kessel


MESTRE L.O.C. E O FENÔMENO ELDAR DJANGIROV - NO JB DE ONTEM

15 julho 2005

Em mais uma bela matéria em sua coluna no JB, na qual demonstra como o seu timing é mais do que perfeito, Mestre Luiz Orlando revela suas impressões (que, por coincidência e por se tratar efetivamente de um geniozinho, batem com as nossas aqui no blog) sobre o joveníssimo Eldar, que, a continuar na trajetória atual, atingirá o apex jazzístico em pouco tempo. Só rezamos para que os cifrões não corrompam sua alma antes que nos deixe um legado rico como a sua arte. Com a palavra, Mestre LOC:

Virtuose além do menino-prodígio

"Quando o pianista Eldar Djangirov detona e transforma em centelhas e clarões alucinantes a melodia e os acordes de Sweet Georgia Brown, a primeira faixa do CD Eldar (Sony Classical 92593), tem-se a impressão de que Art Tatum ressuscitou e gravou disco novo num estúdio com equipamentos de última geração. Ou que Oscar Peterson, totalmente recuperado do derrame parcial sofrido em 1993, voltou a deslizar os dez dedos pelas 88 teclas de seu Bösendorfer, à frente de um trio com o notável John Patitucci (baixo) e Todd Straitt (bateria).
Eldar tinha 17 anos quando esses registros foram feitos, em abril do ano passado. Foi tratado, desde os 5 anos, como o garoto-prodígio surgido nos confins da ex-União Soviética (nasceu no Quirguistão), e mais tarde descoberto e exportado com a família para a América, por um jazzófilo rico de Nova York. Contudo, após algumas audições das 11 faixas do álbum de estréia na Sony, conclui-se que Eldar não é um incrível virtuose a ser apreciado simplesmente por sua condição de teen-ager prodígio.

O mais impressionante em Eldar é o fato de ter assimilado - juntamente com os estudos clássicos dirigidos por sua mãe, professora de música - as ''obras completas'' de todos os grandes estilistas do piano jazzístico, e de ser capaz de reinventá-las, conforme lhe dá na telha, sem nenhum temor reverencial.

Neste primeiro CD para uma grande gravadora, ele excursiona por Moanin', o hino do soul jazz de Bobby Timmons, com intensidade e assinatura bem diversas das clássicas versões do tema dos tempos dos Jazz Messengers de Art Blakey; enfrenta com bravura, num clima percussivo típico de McCoy Tyner, uma das mais memoráveis peças de Herbie Hancock, Maiden Voyage; e presta tributo a Thelonious Monk em Round Midnight e Ask Me Now - nesta última sublinhando que, no fundo, o "eremita do bop" era um genial strider bem hippie.

Em suas próprias composições, Eldar não esconde ter estudado e ouvido muito Chopin e Bill Evans (Raindrops e a interpretação solitária de Lady Wicks). Em Point of View, convida para juntar-se ao trio o eminente saxofonista Michael Brecker, 56 anos, e os dois dialogam, de igual para igual, um provocando o outro, no ponto mais alto e solto do disco.

O respeitado pianista e musicólogo Billy Taylor registra seu entusiasmo com a arte de Eldar (66 anos mais moço) nas notas que escreveu para o CD da Sony, ainda não lançado no Brasil: "Eldar tinha 11 anos quando o ouvi pela primeira vez. Fiquei tão impressionado com o que ouvi e com o próprio garoto que, imediatamente, o convidei para a aparecer no programa Sunday Morning, da CBS. Prodígios vêm e vão, mas logo senti que tinha encontrado alguém muito especial. Antes de tudo, estava a facilidade técnica dele ao piano - espantosa para alguém de sua idade. Mas, acima de tudo, ele tocava jazz honestamente, e não apenas fazia rodopiar melodias e notas. Minha primeira impressão foi a de que seu modo de tocar soava como uma combinação de Bill Evans e Oscar Peterson. Pode parecer uma estranha combinação, mas para mim era claro que Eldar ouvia esses dois sons muito diferentes, e conseguia fazer deles um blend."

PROGRAMA IMPERDÍVEL - VICTOR BIGLIONE TRIO NESTE DOMINGO

14 julho 2005

NESTE DOMINGO, DIA 17, A PARTIR DAS 18:30 H., NA "TOCA DO VINÍCIUS" (RUA VINÍCIUS DE MORAIS - 129, ESQUINA COM BARÃO DA TORRE), O GUITARRISTA E VIOLONISTA VICTOR BIGLIONE, ESTARÁ ACOMPANHADO DE SERGIO BARROSO (CONTRABAIXO) E ANDRÉ TANDETA (BATERIA), TOCANDO AO AR LIVRE GRANDES CLÁSSICOS DO JAZZ, SAMBA-JAZZ E DA BOSSA NOVA. O PROGRAMA É GRATUITO E IMPERDÍVEL E BIGLIONE, MELHOR MÚSICO "CJUB" 2004, SERÁ HOMENAGEADO, COLOCANDO SUAS MÃOS NA CALÇADA DA FAMA, EM IPANEMA.

Todos convocados !

AWÉ, DE DARIO GALANTE, COMENTADO NO JB PELO MESTRE L.O.C.

07 julho 2005

Nosso Mestre-Remoto, Luiz Orlando Carneiro, brinda-nos mais uma vez com suas elegantes palavras em comentários pertinentes, desta vez resenhando o CD Awé, do pianista e compositor italiano aqui radicado Dario Galante, que inaugurou a série de concertos produzidos por este CJUB, lá em maio de 2003, no Epitácio.

Para nós, ver o Dario recebendo elogios não é novidade, já que acompanhamos sua bela carreira jazzística de perto.

Cliquem na ilustração para ler a coluna na íntegra.

MAIS UMA FORÇA NA DIVULGAÇÃO: TRIBUNA DA IMPRENSA

E agora foi a jovem e gentil jornalista Julia Lima, que, depois de me alcançar no celular ontem, em pleno engarrafamento para chegar ao Centro, teve seu cuidadoso e bem escrito artigo publicado e com isso nos deu uma boa força, com a matéria publicada nesta data, na Tribuna da Imprensa.

Daqui Julia, nosso agradecimento.

Cliquem na ilustração ao lado para ler a íntegra da matéria dela.

PRODUÇÃO DO CJUB GANHA DESTAQUE NA IMPRENSA DO RIO

05 julho 2005

O concerto de depois de amanhã, em homenagem a Toots Thielemans ganhou notas nas colunas de Ricardo Boechat no JB, e na especializada do crítico Antônio Carlos Miguel, no O Globo. Esta, ainda por cima, traz nota para lá de empolgante, dando conta da descoberta, e sua próxima edição, de raro encontro entre Thelonious Monk e Charlie Parker. Expectativa total...
No dia de ontem, foi a vez do sempre gentil Ancelmo Góes ajudar a divulgação, em sua coluna de utilidade pública no O Globo.

A todos o nosso agradecimento pelo apoio e pela força na divulgação. "À coté", para usar uma expressão que era muito utilizada pelos colunistas de tempos atrás, incansável em seu trabalho silencioso de divulgação, nosso Grande Mestre Raffaelli. Cliquem para ampliar.

PEDIDO PÚBLICO DE DESCULPAS A JOSÉ SÁ

Soube, hoje, que José Sá ficou, em suas próprias palavras, "triste e sentido" com o post em que fiz alusão a nossa "controvérsia" sobre a "morte" do James Moody e à publicação do termo "Soulseek" nO Globo.

Como a intenção de simples "gozação" - que entendo saudável - causou este tipo de equivocada e inesperada impressão em pessoa por quem tenho grande estima, nenhum problema vejo em publicamente me desculpar, como aliás, nunca tive qualquer problema em reconhecer quando estou errado. Já o fiz várias vezes, aqui, e em diversas outras situações. Nisto não há humilhação, mas, sim, grandeza. Foi o que aprendi desde criança e procuro exercitar em minha vida.

Lamento só que, injustamente, tenha sido chamado de CORRUPTO e ADULTERADOR, no 1º comentário feito àquele post. Nada justifica, a meu ver, tão graves afrontas, que não condizem com o afeto nutrido por meus amigos, a quem tanto considero, diariamente disto dando provas.

De todo modo, sinceramente me desculpe, caro Sá, por lhe haver chateado, embora a intenção nunca fosse esta, e, sim, unicamente - e na pura gozação, repito - mostrar só que estava v. insistindo em pequenos equívocos, apesar das evidências.

Abs. do amigo penitente,