Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

ARNALDO, BICÕES E O VERDADEIRO JAZZ II

20 junho 2005

Também confesso que não entendi a coluna do Arnaldo Bloch, mas o que sei é que essa discussão com certeza não tem fim, se é o verdadeiro jazz o "be bop", o "mainstream" ou o "traditional" para citar apenas algumas denominações já objeto de coluna anterior aqui mesmo e de grande controversia.
Sou de opinião de que todas são validas, e acho que o que deve prevalecer é o musico com sua improvisação e a musica que fale a alma e ao coração, que passe sentimento e emoção de Charlie Parker a Joshua Redman de Wes Montgomery a Pat Metheny, porque não ???
Ainda ontem no Manhattan Connection do GNT o crítico e professor de jazz português José Duarte, declarou que uma das principais razões do jazz ser maravilhoso é porque são poucos os jazzófilos infelizmente.
Agora com certeza não vou me calar perante ao brado do pensamento cultural brasileiro citado na coluna, pelo contrário quero gritar com toda minha força, que sim sou jazzófilo Graças a Deus e aprendiz do grande mestre RAFFAELLI.

ARNALDOS, BICÕES E "O VERDADEIRO JAZZ"

19 junho 2005

Sr. Arnaldo Bloch,

Pior do que nada aprender, só mesmo aprender errado.

Primeiro: Juarez “Teixeira” no “festão musical de (...) Wagner Tiso” (Segundo Caderno, 18/6/2005) ? Só se for outro “bicão” que lá apareceu, pois, letrado colunista, quem formou com o estelar time de violonistas e guitarristas, naquela noite, foi, salvo engano, Juarez Moreira !

Segundo: Ed Motta e Chico Pinheiro são “o verdadeiro jazz” ? Pior, seriam eles “o verdadeiro jazz” na “dinâmica” de José Domingos Raffaelli ?

Com todo o respeito, são “pérolas” como estas que fazem os até agora “calados jazzófilos” realmente se sentirem “no inferno”, lamentando que Raffaelli não mais “circule pela redação dO Globo”.

Acredite: a “dinâmica raffaelliana” nunca se prestaria a tamanhos descalabros.

Ed Motta ouve e (ao contrário do colunista) conhece jazz, realmente; mas seu pop atraente e até sofisticado não é e nunca foi jazz, quanto mais “o verdadeiro jazz”. Já o igualmente talentoso Chico Pinheiro, promissora revelação como instrumentista e compositor, nada tem de jazz, quiçá na “vociferante pompa professoral” de Bloch.

Jazz é coisa séria e escrever sobre Jazz, também.

Desculpem, mas nem mais 100 anos circulando pelas redações farão o agora “aluno” Bloch, aprender.

Afinal, embora duvide que o sempre polido Raffaelli tenha recorrido ao tal prosaísmo, eu mesmo não resisto (o meuelástico estourou”):

O jazz, definitivamente, não é para bicões e, mais do que nunca, desconfio, para poucos "Arnaldos".

A ESCÓCIA COMO VISTA DE SANTA TEREZA - parte I

Depois de alguns anos, subi até o bairro de Santa Tereza no sábado passado, à noite. Como a Angélica, fui de táxi pois não domino a geografia local e a crônica recente se refere às conseqüências imediatas de uma escolha errada de rua, naquele outrora aprazível bairro, como "altamente prejudiciais à saúde humana".

Convidado da Pernod-Ricard, na figura de seu presidente para a América Latina, o simpaticíssimo gentleman Francesco Taddonio (à coté, o bom CJUBiano Rodrink, ajudando a receber-nos), para conhecer seu novo lançamento mundial, o Chivas Regal 18 anos Signature, cheguei com minha mulher ao local onde se daria a apresentação pelo próprio Chivas Master Blender.

A residência do Sr. Taddonio, escolhida como cenário para a recepção aos convidados, fica localizada no alto da mais alta colina do bairro, dentro da propriedade da família Monteiro Aranha, cujos imóveis ali são lendários na cidade. Postado à porta da casa que aluga nesta sua estada carioca, para receber os convivas, o Sr. Taddonio fazia questão de levar cada um até o pátio da piscina, transformada em pista de dança por um piso de acrílico, em volta da qual estavam dispostas as diversas mesas e um pequeno palco, encimado por um piano de cauda. Ótimo sinal.

Perguntado do motivo da escolha daquele local para morar, ele, puxando-me gentilmente pelo braço e eu à Sílvia, conduziu-nos até o extremo oposto do pátio, enquanto nos contava que, ao chegar ao Rio, havia visitado cinco ou seis casas antes daquela, do Leblon à Barra da Tijuca, mas que havia se encantado mesmo ao ver... - e aí, eu e minha mulher também vimos -, AQUELA VISTA!!!



Qualquer adjetivo é pequeno para descrever a paisagem noturna dali, deixo isso para a imaginação do leitor. Digo apenas que, noite amena, a visibilidade era perfeita e a orientação da vista era na direção da Baía de Guanabara, estando o Iate Clube perceptível à extrema direita, o Pão de Açúcar com sua encosta iluminada, ao centro e o colar de pérolas representado pelo litoral niteroiense, à esquerda daquela composição visual. Quem cunhou o lema de que uma imagem vale mais que mil palavras, deveria estar por ali.
(continua)

Dario Galante - Novo trabalho - AWE

Aproveitando a ida ontem à tarde a Modern Sound para ouvir jazz de alta qualidade (atividade que tenho procurado tornar uma boa rotina nos sábados a tarde /de 12 às 16:00), pude reencontrar lá os cjubianos Coutinho e Mário.

A menção a Modern Sound se faz necessária, pois lá temos no sábado um grupo formado pelo Idriss Boudrioua (Sax Alto), Dario Galante (Piano), Sergio Barroso (baixo) e Boto (bateria), e quase sempre aparece alguem para dar uma canja (ontem destacaria a voz e o suingue do Nando Gabrielle). Nos outros dias, a música também se faz presente, com destque para o Mauro Senise nas quintas.

Este preâmbulo serve apenas como aperitivo para informar que o Dario Galante está com novo trabalho na praça.

Além do tradicional bom gosto, o CD é variado, trazendo desde valsa (Te voglio bene assale - faixa 1), que nos remete a Bill Evans, a um Bebop (Esperança), regravação de um tema belíssimo que o Idriss nos brindou no CD Esperança, nos anos 80, além de um tema (I-10, faixa 08), em em ritmo lento onde o clarinete de Ray Moore dá um toque especial..

O Dario tem o acompanhamento de luxo de grandes músicos (Augusto Matoso no baixo, Rafael Barata na bateria), e participações especiais do trumpete de Cláudio Roditi, dos Saxes alto de Idriss Boudrioua e Jean Pierre Zanella, do clarinete de Ray Moore, e da flauta indiana e do sax barítono de Carlos Malta

Espero nesta breve resenha ter deixado todos com aquela água na boca.

Corram, comprem o CD, ouçam e postem suas opiniões.

Aos mestres e ao Dario, me desculpem se cometi algum deslize.

Beto Kessel

DIANE IS HER NAME - @@@1/2

17 junho 2005

Em 1955, Julie London (26/09/1926, Santa Rosa, CA / 18/10/2000, Los Angeles, CA) lança o seu primeiro álbum. Dois detalhes chamam a atenção. Na capa, a mulher sexy, decote ousado para a época. A segunda ousadia fica por conta do acompanhamento musical, entregue apenas a Barney Kessel, guitarra, e Ray Leatherwood, contrabaixo, uma produção aparentemente modesta e sem pretensão. Engano. “Cry Me A River” (Arthur Hamilton), a faixa inicial, é um enorme sucesso. E o intimismo do disco, marcado pela levada elegante de Kessel, atravessa o continente para influenciar os mentores da Bossa-Nova. Quase meio século após o fato se repete, com novos ingredientes, via Diane Nalini, uma cantora canadense em seu CD de estréia.
Se a capa não ousa, ali está a mesma cozinha: somente guitarra e contrabaixo. O tempero diferente vem do repertório, com alguns temas da música brasileira e francesa. A coincidência é que After Duskjá aparece como um dos mais vendidos no gênero. Pelo menos no Canadá. Comenta a Elle Magazine:”She was born in Montreal, and is of Belgian and Goan descent.
She captures jazz at its most sophisticated and joyous level".

Mike Rud (guitarra) e Dave Watts (contrabaixo), embora desconhecidos, são músicos de primeiro time. Essa constatação é nítida no tema de abertura, um clássico sinatriano, “Stars Fell On Alabama” (Parish/Perkins). Os dois balançam do inicio ao fim, enquanto Diane exibe um timbre de voz suave, tal como Julie. O resultado é, sem dúvida, muito agradável. “My Funny Valentine” (Rodgers/Hart), onipresente, ganha uma versão criativa, mas morna. Os temas em francês mostram que Diane domina o idioma. “Quand Elle Rit Aux Éclats” (Klein/Lauzin/Prestigiacomo), “La Mer” (Trenet) e “La Maison Sous Les Arbres”(Becaud/Delanoé) recebem uma cobertura jazzística perfeita.
O mesmo não ocorre com “Carolina” (Chico Buarque). Além da pronúncia complicada, o clima de Bossa-Nova é frouxo. “After Dusk” e “Portrait On The Wall” são temas assinados pela própria Diane e em nada desmerecem o CD. Assim como os clássicos de Cole Porter, “Everytime We Say Goodbye” e de Gershwin, “How Long Has This Been Going On”.
After Dusk” é, no mínimo, um CD interessante. Como estréia, Diane Nalini opta pelo caminho inesquecível traçado por Julie London, tendo ao lado apenas uma guitarra e um contrabaixo. As notícias do Canadá, porém, já adiantam que a estratégia deu certo -“4 months on The Ray’s Jazz Shop Top 10 Bestseller List, as published in Jazzwise magazine”.

NA PALAVRA DO MESTRE L.O.C., NO JB DE HOJE: CONVOCAÇÃO GERAL AOS JAZZÓFILOS

16 junho 2005

O nosso grande Mestre-Cjubiano-Remoto, Luiz Orlando Carneiro, cujo texto é invariavelmente uma bela e elegante dissertação, em sua coluna do Jornal do Brasil de hoje, desde já avisa aos navegantes: todos a Ouro Preto, em setembro!

Quem quiser entender melhor porque, clique na ilustração ao lado, para ter acesso à matéria publicada.

Daqui só digo uma coisa. Vai estar concorrendo com a bela paisagem local a musa de diversos confrades do CJUB, a também pianista Eliane Elias, essa figura geradora de intenso calor, em contraponto ao clima fresco que se deverá encontrar nas noites setembrinas de Ouro Preto.

Até lá!

ALEGRIA JAZZÍSTICA

14 junho 2005

"First of all", quero agradecer o convite formal do Mauro e do David para ingressar oficialmente como membro do CJUB, e mais ainda ao José Domingos Rafaelli, que caso fosse enxadrista, certamente estaria na categoria de Grande Mestre.

O Raffaelli, com quem troquei e-mails há cerca de dois meses foi de grande generosidade e simpatia ao me apresentar a turma do CJUB.

Após esta "entrada" , tive o prazer de assistir a dois concertos do Chivas Lounge (os dois últimos) e também usufruir da companhia de todos em almoços na Associação Comercial, os quais pretendo comparecer sempre que possível.

Como amante do jazz, que descobri aos 15 anos através de um disco do Cannonball Aderley tocando com o Sexteto Bossa Rio do Sergio Mendes, tenho procurado ouvir o máximo que posso.

Aproveito desde já para recomendar o último trabalho do pianista italiano Dario Galante, que pode ser ouvido todos os sábados na Modern Sound tocando com o não menos brilhante Idriss Boudrioua.

Abraços e mais uma vez obrigado pela acolhida,

Beto Kessel

NÓS TEMOS

13 junho 2005

Nós temos José Domingos Raffaelli, Arlindo Coutinho, Luiz Carlos Antunes e Luiz Orlando Carneiro.

Nós temos amigos, verdadeiros e desinteressados.

Nós temos o orgulho dos músicos e de sua música.

Nós temos charutos, sim, e uísque, claro; e, acima de tudo, temos Jazz.

Temos o Jazz da alegria; o Jazz da solidariedade; o Jazz do abraço fraterno; o Jazz da sinceridade; e para com este Jazz, somos puristas, radicalmente puristas.

Temos o Bebop e o Free, o Traditional e o Fusion; sim, temos o Fusion também. Porque temos respeito. Somos puristas do respeito.

Nossos Mestres - eles sim - são educators, e, acima de tudo, têm educação. Nós temos educação.

A que mais poderíamos brindar, então ?

Ao que NÃO temos, claro ! O tribuno da ignorância; o tribuno da inveja; o tribuno da mentira; o tribuno da covardia.

O tribuno que não tem nada, que não é nada.

Cheers ...

FUSION E CONFUSION

Parece mentira, mas chegamos à conclusão de que todos estamos errados em matéria de Jazz. Lendo alguns jornais, fomos encontrar, num deles, as últimas descobertas do escriba quanto à nobre arte. Como Jazz Educator, informa que os puristas formam um "bando de idiotas" que não sabem nada, simplesmente porque não admitem a “fusion”.

Então, vamos jogar fora os mais de cem anos de história do jazz, para abraçarmos a nobre causa divulgada pelo “crítico”. Imaginamos, então, que, em suas palestras, deve informar aos incautos, que “Flora Purim é a maior cantora de Jazz de todos os tempos, deixando para trás divas como Sarah Vaughn e Ella Fitzgerald”. Na seqüência, deve ensinar, também na base do “para quem não sabe eu explico”, que Billie Holiday e Ben Webster tiveram relações musicais e sociais ao ponto de trocarem os apelidos de “Lady Day e The Prez”. E não fica por aí.

Devemos entrar de cabeça nas diferentes faces do “fusion” assistindo os DVDs de Miles Davis e Jaco Pastorius. Ali teremos as “diabruras de Miles”, incluindo um magnífico solo de baquetas, nos bongos. Isso sem falar na sensacional batida funk, que realmente é indispensável na música atual.

Como se não bastasse, o ilustre "crítico" alardeia a sua riqueza, menosprezando a situação dos puristas em relação ao seu patrimônio, sem perceber que na verdade não passa de um pobre de espírito.

Tem razão o jornalista Sérgio Augusto quando proferiu uma frase que define fielmente a situação do jornalismo cultural: “Os maiores pecados do jornalismo cultural são sua complacente aceitação do lixo, sua mentalidade adolescente e a ignorância de muitos que o fazem”. É só.

llulla

Playboy Jazz Festival - Mais Competente, Mais Sério

10 junho 2005

Começa hoje, 11 de junho, são dois dias de jazz, blues e world music, no Hollywood Bowl. Esse ano o festival ficou mais jazzistico. Bom pra quem pode ir.

Atrações de Sábado: Boney James - Ramsey Lewis Trio - Joshua Redman Elastic Band - Keb'Mo' - Norman Brown's Summer Storm starring Peabo Bryson, Brenda Russell e Everette Harp - The Thad Jones/Mel Lewis Jazz Orchestra Legacy: Israel "Cachao" Lopez, Dee Dee Bridgewater and Jon Faddis - Joey DeFrancesco/Kenny Burrell Quartet in tribute to Jimmy Smith - Stix Hooper & Viewpoint - Jazz Tap Ensemble and Caravan Project - L.A. Multi-School Jazz Band.

Atrações de Domingo: George Benson - The Saxophone Summit featuring Michael Brecker, Joe Lovano e Dave Liebman - Dr. John - Gilberto Santa Rosa - The Heath Brothers - Chico Hamilton & Euphoria - Roy Ayers - daKah Hip Hop Orchestra - Gordon Goodwin's Big Phat Band - Ledisi - North Hollywood High School Jazz Band.

MV

ÓTIMAS E MÁS NOTÍCIAS - WYNTON E L.C.J.O. NO BRASIL, I.E. SÃO PAULO

08 junho 2005

Tinha de ser. Quando uma atração jazzística mundial de peso, como o trompetista, educador e diretor artístico da organização Jazz at the Lincoln Center, Wynton Marsalis decide vir ao Brasil na turnê mundial em que lidera a Lincoln Center Jazz Orchestra, seu destino é, exclusivamente, São Paulo, para nossa grande decepção. Imaginem o que seria espetacular ouvi-lo e à magnífica orquestra que comanda, tendo por cenário qualquer lugar do Rio de Janeiro, do Leme ao Pontal.

Pelo lado otimista, diríamos "ah, pelo menos veio ao Brasil!" É uma verdade.

E estará na capital do país civilizado mais próximo deste nosso, apresentando-se nos dias 19, domingo, no Parque do Ibirapuera (pintem, mentalmente, o mesmo espetáculo no Aterro, com o Pão de Açucar ao fundo) e 20 e 21, na Sala São Paulo, templo da qualidade acústica e objeto de um post anterior aqui no blog.

É programa imperdível, ao qual deveriam acorrer todos os jazzófilos de bom senso e capacitação para estar em Sampa em qualquer das datas mencionadas. Essa apresentação não deverá repetir-se por aqui tão cedo.

SENSACIONAL CHARLES "BIRD" PARKER - ANIMAÇÃO COM SOM

07 junho 2005

Corram para ver e ouvir esse avatar animado de Parker, entoando "Yardbird Suite" e as decorrências inusitadas da interpretação dessa que é uma de suas obras mais conhecidas.

Cliquem AQUI, aumentem o volume do som e vejam que sensacional!

A criação é do artista americano Kevin Neireiter, cujo "link" já figura aqui na coluna da esquerda.

ALEGRANDO AOS CHARUTEIROS E OUTROS OBSERVADORES DO BELO

Movido talvez pelo aniversário do Goltinho ou pelo tempo que levei para botar fotos de belas charuteiras aqui, ou pura e exclusivamente pela sua excelsa beleza, termo que abduzo de forma descarada e definitiva da bela crônica recente do Mestre Llulla - ensinar, é para o que servem os Mestres e nós alunos apenas copiamos seus exemplos, não? - por encaixar-se claramente a ela, publico fotos do ensaio no site Paparazzo. Com vocês a ex-menina, hoje esse colosso, Fernanda Paes Leme e seu charuto.

Essa belíssima figura (aqui desculpo-me com apreciadores de turbinadas e artificiais amazonas louras, tão em moda nos dias de hoje), para quem não sabe, é uma jovem atriz de 21 anos, cuja carreira televisiva iniciou-se na Globo, se não me engano num programa matinal da dupla Sandy e Júnior. Fernandinha cresceu e agora aparece para o resto do universo como essa linda mulher, cuja beleza é assim como uma intrincada composição de jazz, daquelas que você vai descobrindo aos poucos e que melhora a cada audição/atenção que você lhe dá. Grande parte das fotos do ensaio foram feitas num bar, onde aparecem ao fundo diversas garrafas de "scotch", o que nós dá algumas esperanças.

Pois se ela nos informar, algum dia, que aprecia o santo malte das terras altas, e se o mesmo se der para com o jazz, mesmo que seja o fusion (ah, as concessões que somos obrigados a fazer nesta vida!), estará imediatamente entronizada como musa adicional deste pedaço.

Isso seria algo como uma megasena virtual, e nós a declararíamos incontinenti CJUBIANA HONORARIA MAXIMA, na categoria "Colirius Pulchrus Excelsus" e, em seguida, por votação na qual, se preciso, calaríamos os dissidentes à força - sempre os há, infelizmente - a alçaríamos à condição de rainha deste blog e suas adjacências, num raio de uns 4 milhões de
metros a partir da capital federal.

Por tudo isso, Ave, Fernandinha!!!

ANIVERSÁRIO DO MESTRE GOLTINHO

06 junho 2005

Foi ontem, e depois de falar com ele, até tentei postar alguma coisa aqui. Quase tudo pronto e escritinho, aparece uma telinha dizendo que o IE tinha gerado um erro e pfui!, fechou as 2 telas em que eu trabalhava. Mas, antes tarde do que nunca, aqui vão nossos cumprimentos ao Arlindo Carlos Coutinho, Mestre Goltinho, e o desejo de muita saúde e anos de vida, para alegrar e enriquecer a vida de seus inúmeros velhos e novos amigos, estes aos quais continua conquistando com aquela sua facilidade espantosa, onde quer que vá, em em qualquer das línguas que fala, do jargão engraçado dos jazzistas negros americanos ao dinamarquês com que se defende muito bem.

Em nome dos CJUBianos presentes e remotos, FELIZ ANIVERSÁRIO!

PETERSON POR PERANZZETTA - UMA NOITE FELIZ

02 junho 2005

Apresso-me a postar a resenha sobre o concerto da última terça, na estréia oficial aqui no blog do mais novo membro, e catedrático no assunto, Luiz Carlos Antunes, "el" Llulla. Tomo-lhe a frente por questões puramente informáticas, para não privar os demais leitores de suas impressões e também por estar com a matéria queimando-me as mãos. Sinto-me como um Bob Woodward, louco para publicar os fatos que acabo de receber do Deep Throat.

Aí vaí, portanto a primeira resenha de muitas que esperamos publicar de mais este Doutor em jazz, que nos dá essa grande honra.



Não era Natal mas, foi uma noite feliz. Não é sempre que se tem a oportunidade de ver e ouvir um grupo da qualidade do Trio de Gilson Peranzzetta.

Gilson dispensa comentários, é um daqueles músicos que, como diz Luiz Orlando Carneiro, respira música.

Seu piano chega a ser luxuoso com as invenções melódicas, harmônicas e rítmicas que emprega com rara eficiência. Seu “Somewhere” (Bernstein-Sondheim) que abriu o show em piano solo, já mostrou o que viria depois. Presente a escola impressionista com pitadas de Debussy e frases de excelsa beleza.



Os números de trio ultrapassaram toda e qualquer expectativa, com o eficiente Paulo Russo dominando o contrabaixo, ora em contraponto com o piano, ora no walkin e nos eficientes solos que apresentou com a competência de sempre. João Cortez é um baterista sóbrio e eficiente, mostrando sua competência tanto nos solos como nas alternâncias rítmicas propostas nos arranjos.

Era uma homenagem a Oscar Peterson mas, com um plus musical de muito bom gosto adicionado por Peranzzetta, que culminou com um “Tico Tico No Fubá” visitado por “Lígia” e voando até “I’ve Got You Under My Skin”. Esse Tico Tico tinha pedigree.

Fechando a conta, podemos dizer que além de Peterson os homenageados fomos nós do CJUB e o público presente, mostrando que a boa música, tão sonegada pela mídia, está presente e independente.

Abraços para Eliana, Gilson, Paulo Russo e João Cortez. Voltem sempre.

Luiz Carlos Antunes (Llulla)

[E para um gostinho do que foi o clima do mágico concerto do Maestro Peranzzetta, clique aqui - munido de alguma paciência, claro - para ver e ouvir alguns dos acordes finais de seu estupendo Maria.]