Aqui você vai encontrar as novidades sobre o panorama nacional e internacional do Jazz e da Bossa Nova, além de recomendações e críticas sobre o que anda acontecendo, escritas por um time de aficionados por esses estilos musicais. E você também ouve um notável programa de música de jazz e blues através dos PODCASTS. Apreciando ou discordando, deixem-nos seus comentários. NOSSO PATRONO: DICK FARNEY (Farnésio Dutra da Silva)
Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).
BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002
JAZZ PANORAMA - AGRADECIMENTOS
30 novembro 2003
Devo agradecer primeiramente ao Zé Henrique, que foi o primeiro a me apoiar, acreditar e incentivar na concepção e escolha dos músicos. Ao mestre Raffaelli, que me ajudou no release dos músicos, nas informações técnicas do concerto, conseguiu ótimas notas na imprensa e principalmente por atender ao meu pedido para resenhar a apresentação. Ao David pela idéia de fazermos uma homenagem ao Jorge Guinle em virtude da concepção do concerto e ao Coutinho pelo esforço em viabilizar esta homenagem. Ao Mauro, sempre solícito e atento aos mínimos detalhes. Ao Fraga e ao Sá que estiveram no ensaio e conseguiram me acalmar um pouco. A Marly Cardoso e a Maria Amélia, da Jose Olympio. Ao Rodrigo e a Carolina Campos da Pernod Ricard e ao pessoal do Mistura Fina: o Pedro Paulo que acreditou no projeto, o Mauro e o Max que como sempre fizeram um bom trabalho, a Liliane, a Adriana, o Mario e principalmente a bela e incansável Bia que atendeu a todos os meus pedidos e resolveu da melhor maneira possível todos os problemas surgidos.
Ao Hamleto que compreendeu toda a idéia do projeto e com isso pôde realiza-lo tão bem. Nossas conversas, quase que diárias ajudaram muito neste processo. Ao meu filho Marcelo (o verdadeiro Marcelinho) que me ajudou na filmagem, e é claro aos presentes que lá estiveram. A todos o meu muito obrigado.
Marcelink
Sobre o Grande Marcelink
Mas, voltemos um pouco no tempo.
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Meu relógio marcava precisamente 15:03 quando o celular tocou; Marcelink, na linha, ansioso por minha chegada, me aguardava na entrada do metrô da Carioca – estávamos indo ao ensaio do Adriano Giffoni Quinteto, na véspera de minha produção do VI CJL.
Ao chegarmos ao estúdio, naquele dia, tivemos a mais gentil recepção que podíamos imaginar, muito, tenho certeza, pela incontestável simpatia e elegância de Marcelink.
Obviamente, a produção foi um sucesso, e, apesar de tê-la dedicado ao Mestre JDR, não há como não dividi-la espiritualmente com o querido amigo.
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Desembarcando do metrô do tempo e de volta ao Jazz Panorama, tenho hoje a certeza que o sucesso havido nada mais representa que uma homenagem prestada pela vida, de forma justa, a esse gigantesco amigo que atende pela alcunha de Marcelink.
Tive o privilégio de assistir a parte do ensaio do Hamleto Stamato Sexteto, e ali tive a convicção de que o grupo, como um todo, apenas retrataria no palco a árdua produção idealizada e realizada. A dedicatória individual de cada música me comoveu a tal ponto, que fiquei imaginando se não seria uma homenagem de outra encarnação.
Querido Marcelink, escrevo essas linhas relembrando o carinhoso abraço que recebi de você ao chegar ao ensaio de sua produção, um abraço iniciado desde nosso encontro no metrô da Carioca, e que quero manter bem apertado até as próximas vidas.
Saravá!
AMOSTRA GRÁTIS. GRAÇAS AO NETTO!
29 novembro 2003
Não satisfeito, o Netto arrumou uma camera dessas digitais que também faz uns filmetes. E ele cedeu-os para nós e o primeiro está sendo disponibilizado aqui, agora. Então, para sentir um pouquinho do clima que reinou na noite, clique na foto e veja uma pequena amostra.
Primeiras Notícias da CJL7
27 novembro 2003
TRIBUTO A JORGE GUINLE, HOMENAGEM AO CJUB
26 novembro 2003
When The Saints Go Marchin In – Para José D. Raffaelli
A música de abertura tinha de ser a do mestre, ainda mais esta tão conhecida. A música é de domínio público assim como nosso Raffa, que com sua generosidade ímpar disponibiliza a todos que o cercam sua imensa cultura e vivência jazzística. O privilégio de tê-lo como amigo me enche de orgulho.
Body And Soul – Para Marzia
Conheci a Marzia num de nossos tradicionais almoços. Seus olhos expressivos e seu sorriso contagiante encantavam a todos os presentes. Durante este ano pude conviver com a Marzita e pude encontrar na sua pessoa muito mais que sua peculiar beleza. Sua amizade, inteligência, bom humor, simpatia, elegância e eficiência a transformam numa mulher de corpo e alma.
Caravan – Para José Flavio
Conheci há pouco e o vi apenas duas vezes. Certas pessoas, porém, são tão carismáticas que transformam uma simples empatia numa fraterna amizade. O José Flavio é assim. Nosso amigo embaixador conquistou a todos com sua educação, gentileza e conhecimento. E porque não falar também nos seus famosos “disquinhos”! JoFlavio, te considero um grande amigo, mesmo estando longe e sendo um fervoroso botafoguense...
Cherokee – Para Rodrigo
O Rodrigo tem o mérito inconteste de ter acreditado no CJUB e de ter com isso viabilizado o Projeto Chivas Jazz Lounge. O crescimento do CJUB também é fruto deste guerreiro.
Night In Tunísia – Para Arlindo Coutinho
Só uma música do Gillespie poderia homenagear o Coutinho. Ele é como o bebop: rápido, diferente, surpreendente, original, criativo e porque não... esporrento!!!
Scrapple From The Apple - Para Fraga
Qualquer hora é hora para encontrar o Fraga. Seu bom humor, ora sutil ora mordaz, transforma qualquer assunto numa agradável conversa. Seu alto astral é contagiante e seus amigos, aos milhares, só confirmam o fato de ser muito bom ser amigo dele. O Fraga conhece muito de muitas coisas, mas nunca se utiliza disso para se vangloriar. Colecionador de histórias impagáveis, Fraguinha é amigo nota 10, e com louvor, pois ainda é flamenguista e irmão do Super Gil.
`Round Midnight – Para Sá
Se o Sá fosse apenas irmão de quem ele é, já bastaria para tê-lo como grande amigo. Mas o Sá é mais, muito mais. Sincero e transparente ele sempre diz o que pensa. Ele é aquele amigo que chega pra você e te aconselha, que fala o que acha e quer te ajudar. Um dia fui homenageado por ele e esse dia eu não me esqueço. Essa balada meu amigo, é pra te mostrar o quanto fiquei emocionado naquele dia.
The Blues Walk – Para Zé Henrique
O Zé é amigo dos músicos e eles o adoram. Pronto, isso basta para resumir o Zé. Gostaria porém de dizer que por trás daquele corpanzil todo e de sua forte personalidade, está um cara super gentil, justo e amigo. Suas festas são antológicas e inesquecíveis e traduzem bem o que é o Zenrik.
St. Thomas – Para Mauro
Nosso presidente não é apenas um grande amigo e sua liderança não deriva do fato de ser o criador do CJUB. Conviver com o Mauro é uma lição de educação, planejamento, criatividade, eficiência, lealdade, ética e sobretudo de companheirismo. É firme sem ser deselegante, é objetivo sem ser grosseiro. Desfrutar de sua amizade é poder aprender um pouco com suas qualidades.
Moanin` - Para Mario
Do pouco que conheço do Mario sei apenas que ele gosta de jazz, tem muito orgulho da filha e é um grande amigo do Mau Nah. Isso já me basta para também tê-lo como amigo.
So What – Para David
Essa foi a mais óbvia das homenagens, pois So What é a cara do Bene-X. Costumo dizer ao David que se ele fosse famoso (e um dia será) todos os humoristas o imitariam, pois ele é único. Digo também que poucos realmente o conhecem e tenho orgulho de dizer que eu sou um desses. Não sou apenas um amigo do David, sou um verdadeiro amigo dele. Agradeço pela ajuda no CJL e por ter apresentado este mundo tão fascinante.
Take Five – Para Marcelão
Quando conheci o Marcelão tinha 16 anos, cabelos compridos, só ouvia rock e pesava uns 20 quilos a menos. Hoje, quase 20 anos depois, percebo que ele esteve presente nos momentos mais importantes de minha vida, inclusive nesta noite. Pra você amigão Take Five (tinha de ser esta, né!)
Giant Steps – Para Conchita
Muitos acreditam que a Conchita é virtual, um folclore cejubiano. Também pudera, a dona de olhos mágicos que nos envia as fotos mais lindas do blog nunca foi vista. Só nosso presidente Mau Nah teve esse privilégio. Conchita, essa é pra você, mas vê se manda mais fotos...
Cantaloupe Island – Para os Amigos do CJUB
Essa vai para aqueles amigos que estão sempre presentes, real ou virtualmente. O gente boa Sampaio, o sumido DePires, o impagável SuperGil, o Pedro Franciscón, as meninas do DF, o Walmor, o mestre Luiz Orlando Carneiro e todos aqueles que visitam nosso site.
Samba de Uma Nota Só – Para Suzana
Não poderia me homenagear, por isso Água de Beber não entrou no set list. Escolhi Samba de Uma Nota Só porque cantei muito essa música para minha mulher, principalmente o verso que diz: “Eu sou a conseqüência inevitável de você...” Essa é para você.
Abraços,
Marcelink
O Emblemático Sétimo Concerto do CJUB - Uma Homenagem Merecida
25 novembro 2003
Há no livro, ainda, entremeada às informações precisas de Jorginho, uma ótima entrevista do autor a Luiz Orlando Carneiro, outro craque quando o asunto é jazz, onde discorrem seus conhecimentos jazzísticos num bate-bola simplesmente delicioso.
Trata-se, então, de uma rara oportunidade.
Quem gosta de jazz e não leu o livro de Jorge Guinle não tem idéia de quantidade de informações precisas e preciosas que deixa de alcançar. Mas tem agora, como proporcionada amanhã pelo CJUB, a oportunidade de se redimir, e com prazer redobrado.
A noite desta quarta feira será uma excelente oportunidade para, primeiro, adquirir o livro e recebê-lo autografado pelo autor; depois, indulgir-se naquela atmosfera enfumaçada - isso fica por nossa conta - típica dos locais onde se ouve o melhor jazz, coisa que o Mistura Fina recria como poucos outros locais no Brasil, e escutar uma cuidadosa retrospectiva de temas que irão percorrer a própria história de JG ao longo das diversas eras de que foi testemunha, numa grande festa em torno dessa nossa paixão comum, o jazz.
JAZZ PANORAMA - SET LIST
23 novembro 2003
PRIMEIRO SET
1 - When The Saints Go Marching In - (Domínio Público)
2 - Body And Soul - ( J. Green - E. Heyman - R. Sour - F. Eyton)
3 - Caravan - (Duke Ellington - J. Tizol - I. Mills)
4 - Cherokee
5 - Night in Tunisia - (Dizzy Gillespie - F. Paparelli)
6 - Scrapple From The Apple - (Charlie Parker)
7 - 'Round Midnight - (Thelonious Monk - B. Hanighen - C. Williams)
SEGUNDO SET
1 - The Blues Walk - (Chris Woods)
2 - Moanin' - (Bobby Timmons)
3 - St. Thomas - (Sonny Rollins)
4 - Take Five - (Pauls Desmond)
5 - So What - (Miles Davis)
6 - Giant Steps - (John Coltrane)
7 - Cantaloupe Island - (Herbie Hancock)
8 - Samba de Uma Nota Só - (Antonio Carlos Jobim - Newton Mendonça)
Abraços,
Marcelink
CHIVAS JAZZ LOUNGE 7 - JAZZ PANORAMA: UM TRIBUTO A JORGE GUINLE
17 novembro 2003
Neste concerto teremos um panorama da história do jazz, desde as primeiras décadas do século passado com o tradicional jazz de Nova Orleans até o seu encontro com a Bossa Nova na década de 60, passando por suas fases marcantes (swing, bebop, cool, hard bop, modal) e suas músicas mais emblemáticas.
O Concerto JAZZ PANORAMA, que coube a mim produzir, será realizado por um sexteto liderado pelo pianista Hamleto Stamato, contando também com o contrabaixista Augusto Mattoso, o baterista Kleberson Caetano, o trompetista Paulinho Trompete, o sax tenor Widor Santiago e o trombonista Roberto Marques.
Nosso homenageado, o ilustre Jorge Guinle, já confirmou sua presença e estará autografando seu livro "Jazz Panorama" no local do concerto, a partir das 20h 30min.
Maiores informações durante toda semana aqui no blog.
Marcelink
CJL 7 - JAZZ PANORAMA : RELEASE DOS MÚSICOS
Formado pela Universidade Estácio de Sá, é profissional desde 1988, atuando com sucesso no circuito da música instrumental. Gravou com Nelson Faria, Adriano Giffoni, Rosa Passos, Lula Galvão, Leo Ortiz, João Castilho e Marcus Lima, entre outros.
Integrou as bandas de Ed Motta, Nando Reis, Tim Maia, Verônica Sabino, Danilo Caymmi e Léo Jaime.
Realizou uma turnê a Moscou com o conjunto Fogueira Três, em 1995, e participou de festivais na Espanha, Dinamarca e Suécia. No ano seguinte tocou com Paulinho Trompete no Free Jazz Festival. Em 2002 apresentou-se em Nova York com Nei Conceição e Robertinho Silva.
Desenvolveu seu trabalho de compositor escrevendo trilhas para filmes e novelas. É co-autor da trilha da minissérie "Labirinto", da Rede Globo, e autor do "Tema da Academia" da novela "Andando nas Nuvens".
Foi o responsável pelos arranjos do especial “Brasil 500 Anos”, realizado pela Rede Globo em Paris durante a Copa do Mundo de 1998, e mais tarde em Brasília, com transmissão para 25 países. Nestes shows acompanhou Ivan Lins, Daniela Mercury, Sandy e Júnior, Simone, Daniel, Chitãozinho & Xororó e Fat Family. Também foi o autor dos arranjos para o especial de fim de ano da Rede Globo em 2001.
É integrante do sexteto BR Plus e sócio do estúdio multimídia do mesmo nome.
Estudioso e dedicado, no ano passado Hamleto lançou “Speed Samba Jazz”, primeiro CD em seu nome
PAULINHO TROMPETE - Paulo Roberto de Oliveira, o Paulinho Trompete, adotou esse nome artístico porque assim é chamado pelos músicos, tal sua identificação com o instrumento que toca. No final dos anos 70 foi para New York, onde permaneceu algum tempo, tendo oportunidade de tocar nas orquestras de Thad Jones-Mel Lewis e de James Brown. Voltando ao Brasil, fez parte do revolucionário conjunto O Nosso Sexteto, liderado pelo baixista Zerró Santos, que foi uma sensação na música instrumental brasileira, ao lado de Roberto Marques (trombone), Cacau (sax-tenor), Idriss Boudrioua (sax-alto) e Theomar Ferreira (bateria). Improvisador de mão cheia e conhecido por seu estilo vibrante, Paulinho passou a executar o trombone de válvulas há alguns anos, tocando e gravando com a grande maioria dos conjuntos instrumentais brasileiros.
AUGUSTO MATTOSO - O baixista Augusto Mattoso é um discípulo de um dos maiores mestres do contrabaixo brasileiro, Paulo Russo. Já tocou na Rio Jazz Orchestra, na Orquestra e Coro Brasil Barroco e no grupo Tríade, além de ter-se apresentado com outros músicos importantes no cenário brasileiro. Reputa sua maior influência no contrabaixo como sendo a recebida de Eddie Gomez.
KLEBERSON CAETANO - Autodidata que pesquisou o estilo e a técnica dos grandes bateristas do jazz contemporâneo como Steve Gadd e David Weckl. Essa formação jazzística o levou a tocar com Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira e com Markos Rezende. Fez parte da Rio Jazz Orquestra, apresentando-se nos maiores palcos do Rio, São Paulo, Curitiba, e Fortaleza, além de ter-se apresentado em Toronto, no Canadá. No Brasil, Kleberson tocou com expoentes do samba como Bezerra da Silva e Wilson Simonal.
WIDOR SANTIAGO – Com seu saxofone tenor, Widor acompanhou artistas de renome internacional como Djavan, Flora Purim e Airto Moreira. Atualmente acompanha Milton Nascimento. Foi solista da banda de jazz Fourth Worlds de 1977 a 2000, percorrendo todo o circuito mundial de festivais.
ROBERTO MARQUES – Natural de Campos, o trombonista Roberto Marques tocou com a Rio Jazz Orchestra, com O Nosso Sexteto (um extraordinário conjunto que com quatro sopros, baixo e bateria e sem piano, conquistou os admiradores do jazz no início dos anos 80, estando muito à frente de sua época em termos de concepção de grupo, composições e arranjos ousados, tendo sua passagem pela nossa música instrumental sido um marco na história dos conjuntos cariocas), o Quinteto Brasileiro de Metais (com o qual gravou um LP), Rio Dixieland Jazz Band e faz parte do Pagode Jazz Sardinha's Club (com o qual gravou um CD), participou da banda que gravou um LP com o cantor Freddy Cole. Tocou na orquestra do maestro Eduardo Lajes que acompanha Roberto Carlos, com a cantora de jazz peruana Laura Valle, além de shows com inúmeros artistas da MPB. Gravou o disco “Trombone do Brasil”.
Marcelink
ADIÇÕES À COLUNA FIXA: DOMÍNIO FEMININO E CIGAR CIRCLE
Para contrabalançar, que ninguém é de ferro, vale a visita ao Cigar Circle para ver um site moderno e funcional que disponibiliza algumas fotos de modelos - há até alguns filmetes - de muito bom gosto, mesmo que utilizando as moças em poses mais para sensuais.
Assim fica todo mundo feliz.
ZÉ LUIZ & FÁTIMA GUEDES
TIM FESTIVAL, CLUB, 31/10/2003, MAM
Tão atraente quanto resenhar concertos de unânime aprovação - como os do dia anterior - é debruçar-se sobre aqueles que geraram opiniões divergentes, as vezes radicalmente opostas, caso da apresentação do trompestista Terence Blanchard, à frente de seu sexteto "Bounce".
Blanchard, a quem coube, nos anos 80, a árdua tarefa de substituir Winton Marsalis nos Jazz Messengers de Art Blakey, vem colhendo os frutos de carreira bem sucedida, alternando projetos autorais, em que se incluem até trilhas sonoras (Mo' Better Blues, Malcolm X), a discos mais comerciais, infelizmente beirando, em alguns casos, o easy listening, como o enfastiante Billie Holliday Songbook, com cordas.
Quando se trata, porém, de oferecer jazz de verdade, o trompetista não tem qualquer dificuldade em mostrar que entrou, definitivamente, em sua maturidade artística, seja como arranjador ou solista.
Nas baladas Noturno (Ivan Lins) e I Thought About You (Mercer/VanHeusen), esta última valendo-se das harmonias de Blue in Green (M. Davis/B. Evans), ele desfilou enorme elegância em solos de impacto melódico magnífico, pontuados por pausas que se prestavam a muito mais que simples paradas para respirar. Eram reflexões em pequenas frases, que, interrompidas, seguiam-se em novos ataques, criando tensões e distensões sem nunca digredir e, ao contrário, envolver o tempo todo o ouvinte.
Seus músicos extraordinários demonstram grande aplicação, trafegando os arranjos entre o cool, post-bop e as influências bossa e funk.
Em Azania, tema do líder inspirado no universo coltraneano, com viva exploração do modalismo, a introdução gutural do guitarrista africano Lionel Loueke,
evocou a raiz africana do jazz e sua importância permanente na evolução do gênero, em cuja história certamente já está escrito, com destacado relevo, o nome de Terence Blanchard.
Foi um concerto inspirado, preciso e contagiante, ofertado por um artista na plenitude de seu mister.
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ILLINOIS JACQUET - @
A solitária orelhinha (@) é mérito exclusivo do formidável trompetista Sean Jones (que já trabalhou, entre outros, com o baixista Charles Fambrough), solista devastador na clássica A Night in Tunisia (Gillespie) e salvador do mais absoluto fiasco a desastrosa apresentação da big band de Illinois Jacquet.
A pergunta era: o que um jovem brilhante como Jones estava fazendo ali ?
O vexame do bloco inicial dedicado a Jobim (Corcovado, Chega de Saudade e Garota de Ipanema), com direito a ritmo sonolento e vocais trôpegos do octogenário band leader, anunciou tudo e deu início à debandada de vários aficcionados.
Arranjos surrados, executados sem qualquer motivação, pareciam par perfeito para o cansadíssimo Jacquet, que não convenceu nem ao ressucitar o timbre encorpado, cheio de vibrato, que é a marca registrada da escola de Coleman Hawkins, Ben Webster e Ike Quebec.
Acontece que, nem no auge de sua forma, Illinois Jacquet jamais ensaiou rivalizar com aqueles monstros do sax tenor.
Conquanto louváveis ambos os esforços, primeiro da produção, em trazer uma big band dita "tradicional", e, segundo, do próprio líder, de ainda permanecer atuando, o resultado revelou-se constrangedor a um extremo tal, que culminou com o embaraçoso desconhecimento, por parte de Jacquet, de praticamente todos os nomes de seus músicos. Sequer apresentá-los ele conseguiu.
No fim, malversado o swing e clima de Estudantina instalado, o deslumbramento da incauta platéia, achando-se diante uma "lenda viva", só ajudou a sublinhar a decadência daquele que, sem dúvida, foi um ótimo músico de jazz, mas, perdoem o cliché, definitivamente não soube a hora de parar.
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Deixo de comentar a apresentação de Luiz Avellar, porque não pude assistí-la, na maior parte. Mas não resisto a reproduzir as palavras que ouvi do Mestre Luiz Orlando Carneiro, logo após o show, aludindo à conversa que tivemos no almoço daquele dia:
"V. tinha razão, para acompanhar o Danilo Perez, num duo piano/baixo, só mesmo o Paulo Russo. O que ele está tocando é um absurdo !"
REPETINDO AQUI A NOTA DA HILDEGARD ANGEL NO JB DE HOJE:
A gente reclama, mas vocês viram que mudanças? O Garden Hall reabriu, sem ganhar um nome horrendo de empresa de telefonia! O Jazzmania reabriu! Que booooooom!!!! Será que isso é um sinal de que o carioca voltou a sair de casa pra ouvir música?... "
São essas pequenas notas, em colunas de prestígio como a de Hilde que fazem com que as pessoas que de fato gostam de jazz sejam alertadas e busquem obter mais informações sobre o que acontece de bom - e jazz é muito bom - na cidade.
Nós aqui agradecemos, indiretamente, em nome do setor cultural que se dedica a disseminar essa forma de arte, reputada como a única legitimamente americana.
Os esforços para se produzir espetáculos de qualidade em nossa cidade vem se adensando, felizmente, através do trabalho e da dedicação dos verdadeiros amantes do jazz. A se notar, os da Modern Sound, o do Leblon Lounge Jazz Club (com o Ruy Martinelli à frente), o Jazzmania, citado na nota (em ótima retomada do Paulo Renato Rocha), além do permanente trabalho de qualidade do Mistura Fina, onde o Pedro Paulo continua, incansável, na manutenção da chama jazzística no território carioca. E agora, com a ajuda do CJUB, nas nossas noites mensais.
Tudo isso contribui para ajudar na retomada que se pretende, do Rio como capital cultural, com muita coisa boa para se fazer, em termos musicais, todos os dias. Amém.
Paris Hilton (video)
16 novembro 2003
O DOMÍNIO FEMININO NOS PRESTIGIA...
15 novembro 2003
Então, além do link para que todos possam conhecer o Domínio Feminino, no título deste post, aqui vão os trabalhos de Berta para apreciação de todos. E embelezamento do CJUB.
À Berta, mais uma vez, nosso agradecimento.
