Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (Mestre MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

TIM FESTIVAL

16 outubro 2003

Aos cejubianos ( prefiro assim ) gostaria de comentar os 2 artigos publicados hoje no JB, o primeiro a como sempre boa coluna do Luiz Orlando Carneiro, que enaltece a 1a noite do Tim considerando já e sem dúvida a mais quente da parte jazzística do festival, ( acho que o Weiskopf vai surpreender a muitos ) a noite dos 2 grandes pianistas o McCoy Tyner que se apresentará com 14 !!! super músicos, e o Cedar Walton com um super quinteto incluindo Curtis Fuller e Donald Harrison além do Lewis Nash e Ray Drummond.
O outro artigo do Luciano Ribeiro, contendo uma entrevista por telefone desde N.York com a Shirley Horn chamada por ele de diva derradeira, que encerrará o Tim tocando e cantando pela 4a vez no Brasil ( assisti as 2 últimas anteriores ), o repertório do seu cd "May the music never end" e também nosso Tom Jobim.
É esperar mais 2 semanas para curtirmos ao vivo e a cores isso tudo...

15 DE OUTUBRO - DIA DO MESTRE

15 outubro 2003

15 de outubro sempre foi uma data especial para mim. Quando adolescente era mais um feriado escolar onde eu podia brincar com a turma, quando anos mais tarde me formei, passou a ser a data comemorativa da minha profissão. Algum tempo depois, mais precisamente em 1991, eu, meu irmão e o Marcelon inauguramos nossa primeira loja neste mesmo dia. O tempo foi passando e como deixei o magistério a data ficou apenas em minhas lembranças.

Um dia conheci José Domingos Raffaelli. É claro que já o conhecia de nome, já tinha lido seus artigos, críticas e reportagens e seu livro era fonte permanente de consultas. Já o tinha visto de longe e há pouco tínhamos nos tornado confrades do blog. Naquele dia na casa do Bene-X, um domingo mágico sem dúvidas, a figura mais esperada era a dele. Quem ainda não o conhecia contava os minutos para sua chegada. Quando finalmente chegou, Raffaelli começou a nos brindar não só com sua inigualável cultura jazzística, mas com uma cativante simpatia e uma imensa generosidade. Começou a partir deste momento uma amizade da qual muito me orgulho. É difícil as vezes não chamá-lo de senhor, pelo respeito e admiração que tenho por ele. Raffaelli porém, com sua simplicidade peculiar, sempre dispensou rótulos e tratamentos mais formais. Trocamos e-mails, nos telefonamos, nos encontramos toda semana no nosso tradicional almoço de sexta e sempre vejo nosso amigo Raffa de sorriso aberto, a contar histórias interessantíssimas e dividir com todos os presentes sua memória e sabedoria.
Hoje, dia 15 de outubro, Dia do Mestre, é o aniversário do nosso amigo. Agora uma data para não mais ser esquecida. Parabéns Mestre.

Marcelink

Ao Mestre JDR - 15 de outubro de 2003

Me perdoem os demais confrades, mas larguei na frente para parabenizar nosso muito querido Mestre, por mais um aniversário.

Lembro-me de nosso primeiro encontro, na casa de Bene-X, quando realizei o sonho de conhecê-lo; aliás, sonho antigo, visto que sempre foi minha referência musical maior, desde as páginas do "O Globo", em minha adolescência.
Passado esse primeiro ano de prazeroso convívio, tive a satisfação de descobrir qualidades muito mais significativas do que a usina enciclopédico-musical ali instalada, e deixo aqui meu mais fraterno abraço ao querido amigo, fazendo votos para que eu possa desfrutar de muitos outros aniversários em sua companhia.
Saravá!

GLOBO FM - 30 ANOS

14 outubro 2003

Hoje pela manhã recebi junto com o meu jornal um encarte sobre os 30 anos da Radio Globo FM. Em meio a entrevistas e reportagens, o encarte nos traz uma linha do tempo contando toda a evolução da rádio nestas três décadas. No início da década de 90, no ano de 1991, a linha do tempo nos relata: "A cantora e pianista Joyce Collins se apresenta ao vivo no programa "Jam Session" produzido por Arlindo Coutinho, cantando desde clássicos do jazz americano até dois sambas de seu último disco."
Arlindo, o nosso "Goltinho", faz parte não só da história da Globo FM, faz parte da história da música no Brasil. Quem tem o privilégio de seu convívio e pode ser brindado com suas inúmeras histórias sabe disso.

Abraços,

Marcelink

JAMBALAYA!

09 outubro 2003

Alguns contratempos fizeram com que eu chegasse ao João Caetano exatamente às 20h, horário previsto para o início do show Jamba! Cartola – Da Velha Guarda ao New Birth. Logo percebi que o início sofreria um atraso, o saguão estava lotado e ainda tinha gente do lado de fora tomando descontraidamente sua cervejinha. Aproveitei para, finalmente, adquirir a camisa do festival (R$ 10,00), sem precisar ficar pulando para conseguir uma. Ao entrar vi que o público era muito bom. A platéia, bem variada, contava com um surpreendente número de estrangeiros. Sentei ao lado de umas francesas empolgadíssimas e observei no canto do teatro o diretor do evento, o americano Thomas André, ansiosamente olhando para a platéia e o relógio intercaladamente. O público já demonstrava alguma impaciência quando às 20h 20min as luzes se apagaram e foi anunciado o show. A bateria da Mangueira, composta por onze ritimistas, entrou pela platéia causando um alvoroço total. Subindo ao palco, os jovens músicos deram em quinze minutos, um pequeno show com inúmeras variações rítmicas e até uma batida meio funk que fez a platéia se empolgar de vez.

O violonista Marcos Pereira entrou em seguida e tocou sozinho por uns dez minutos, tempo suficiente para dar uma acalmada no público. A magnífica Leny Andrade entrou triunfal no palco, sendo aplaudida por longos minutos. Com total domínio de palco e com sua voz inigualável, Leny emocionou o público presente com uma interpretação magistral de “As Rosas Não Falam”. Após tecer diversos elogios a Cartola, o homenageado da noite, Leny apresentou o clarinetista Paulo Moura, que entrou acompanhado de Marco Susano no pandeiro. Os quatro interpretaram então várias canções de Cartola e de sambas-exaltação da Mangueira. “A Mangueira chegou ô ôô...” foi a deixa para as cortinas se abrirem apresentando a Velha Guarda da Verde Rosa, que mais uma vez fez a platéia ficar de pé.


Finalmente, às 21h 25min, o tão esperado encontro da Brass Band com a bateria da Mangueira aconteceu. Todos entraram no palco e tentaram fazer um número juntos. Não funcionou muito bem. Os gringos estavam meio perdidos e não sabiam muito bem o que fazer, até porque a bateria abafava por completo os instrumentos de sopro da banda. O ótimo trompetista Kenneth Terry até tentou cantar alguma coisa, repetindo desengonçadamente o refrão “mulata ensaboa”. Não durou muito a confraternização e cinco minutos depois a New Birth Brass Band estava sozinha, e muito mais á vontade, no palco. Repetindo basicamente o repertório que apresentaram em Ipanema no último domingo, os caras mais uma vez contagiaram o público com uma vibrante empolgação, embalada pelos solos ininterruptos e intercalados do trompete, saxofone e trombone e principalmente pelos refrões simples e alegres das músicas, que faziam com que a platéia interagisse com a banda. Bastaram duas músicas para que todos ficassem de pé dançando entre as cadeiras. Aproveitei e dei uma olhada no teatro que percebi que estava bem cheio, quase lotado. Vi novamente o Thomas André, desta vez com um amplo sorriso e feliz da vida com a empolgação do público. As 22h os integrantes da banda desceram do palco e tocaram nos corredores do teatro, convidando a todos para tocarem do lado de fora. A fila logo se formou e começou o desfile rumo a Praça Tiradentes. No saguão do teatro, procurei pelo CD deles (D-Boy de 1997), mas não havia. Fui então para rua e vi que estavam no largo em frente ao Real Gabinete Português de Leitura. Lá, rodeados pelo público, imprensa e meninos de rua, fizeram um show á parte que durou uns dez minutos, terminando é claro, com a clássica “When The Saints Go Marching In”. O público adorou.

No final ainda consegui falar algumas palavras com o trombonista Glenn Andrews. Disse-lhe que tinha visto o desfile em Ipanema e falei do nosso blog, dando-lhe inclusive o cartão do CJUB. Falei também com o trompetista Kenneth Terry, mas este estava mais interessado numa loira que pedia seu autógrafo em sua camiseta suada. Ao emprestar minha caneta, vi que era uma das francesas que estavam ao meu lado no teatro.
Foi uma noite bem eclética e animada, o encontro do jazz da Brass Band com o samba da Mangueira não funcionou como o esperado, mas separadamente os shows foram interessantes e agradaram ao público que, sem dúvida, saiu muito satisfeito.
O festival continua até sábado no Bar do Tom e no domingo no Hotel Sofitel.

Marcelink

Da série IMAGENS HISTÓRICAS

08 outubro 2003

Quero ver se na galera cjubiana há algum outro registro de amor pela música como este, de um moleque de ano e meio já nas carrapetas. Podem fazer concorrência talvez o Raf e o Sazz, loucos por música desde tempranito.
Se alguém tiver algo semelhante, por favor enviar para a redação para ser publicada.

P.S.: não há informação se o disco manuseado era de jazz, provavelmente não. Talvez umas trilhas sonoras de desenho animado. Mas, pensando melhor, como não havia TV na época, muito menos Randy Waldmann (né, JoFla ?), imagino que poderia ser um daqueles 78 rpm com histórias da Carochinha, como muitas que há por aí, desde esses tempos remotos.

TIM CLUB, primeira noite, 30/10: NECESSITA-SE INGRESSO

Em vista de terem se esgotado todos os ingressos para ouvir jazz, em todos os dias do festival, informo que há uma pessoa para quem gostaria de conseguir um lugar para a noite de estréia, mesmo que para isso seja necessário recorrer ao mercado paralelo, cambistas, etc.
Se alguém souber de alguma oferta para a data específica, por favor que entre em contato comigo pelo email acima, clicando em Mau Nah. Grato.

Data especial: Manim cumpre anos

07 outubro 2003

Não pode ficar sem registro o aniversário - e por favor, os membros que não receberam saudações com figurinhas que me perdoem a falta de tempo, mas essa veio numa mensagem de email, ou seja, caiu do céu - do nosso mais novo co-editor Mario Vieira, Manim, que completa ... bem, deixa pra lá, idade nova hoje.
Que tenha muita saúde e tranqüilidade na vida e continue sendo, por muitos e muitos anos o bom e fiel amigo de sempre.

NA PRAIA DE IPANEMA COM A NEW BIRTH BRASS BAND

06 outubro 2003

Ontem, por volta das 15h cheguei a Ipanema para ver a abertura do Jambalaya! 2003. A concentração marcada para as 14h 30min havia atrasado um pouco em virtude de um problema no gigantesco trio elétrico da prefeitura que serviria de palco para os músicos de Nova Orleans. O trio ficou parado, em frente ao canal do Jardim de Alah por um bom tempo. A praia, como de costume estava cheia e a pista fechada, como todo domingo, convidava os cariocas a desfilarem com seus filhos, cachorros, namorados, bicicletas, skates e patins. Todos, porém, não resistiam a uma olhada mais atenta no trio elétrico: “Vai ter samba?”, perguntava um, “Deve ser coisa do César Maia”, devolveu um velhinho. Fui tentar explicar e disse que era uma brass band de Nova Orleans. “Brass o que?” exclamou o senhor. Quando entendeu que era jazz e que iria ser tocado no trio elétrico, sua cara de surpresa foi inevitável: “Jazz, num trio elétrico, debaixo deste sol na praia de Ipanema? Isso é coisa do César Maia!”. Nem tentei explicar, até porque a prefeitura realmente apoiava o festival.

Resolvi andar um pouco e logo encontrei meu amigo Walmor Pamplona, que envolvido na produção, conferia o movimento. Depois de um fraterno abraço ele me apresentou ao curador brasileiro do festival, o simpático João Luiz de Albuquerque, que depois de uma troca de cartões prometeu conhecer melhor o CJUB.
O movimento frenético da produção adiantava a todos que breve teríamos música. O número de pessoas aumentava a cada instante e nos primeiros acordes de uma música que, juro, parecia mais um reggae, todo mundo parou. Era apenas um teste no som, excelente por sinal, mas conseguiu despertar a atenção de toda a praia. Pontualmente às 16h o narrador do evento anunciou a abertura do Jambalaya, tentando explicar o festival, divulgando as datas, os artistas e, é claro, os patrocinadores.

Às 16h 30min foi anunciada a New Birth Brass Band, com seus sete integrantes. Os caras começaram com tudo. O som contagiante fez com que a praia parasse. Das janelas e varandas as pessoas observavam incrédulas. Logo já tinha gente dançando, pulando, imitando os músicos e dava até para ouvir uns “yeahhh!!” de vez em quando. Na terceira ou quarta música, os organizadores começaram a jogar camisas para a multidão. Aí foi a festa! A música rolando pesada e a galera pulando, dançando e disputando as bonitas camisas. Minha altura pouco privilegiada me impediu de pegar uma, mas quando os caras mandaram um “St. Thomas” deixei de lado a inútil disputa para ligar para o celular do Bene-X, que tinha prometido ir também. Era impossível falar, mas queria dividir com ele o prazer de estar ouvindo Sonny Rollins de uma forma tão atípica. Nessa altura estava quase todo mundo com a camisa do Jambalaya. A Imprensa estava lá e pude ver no “Jornal das 10” da Globo News, uma ótima matéria. O clima do evento continuava a surpreender todo mundo, a praia, parada, só tinha olhos e ouvidos para a Brass Band. Todos sorrindo e se divertindo muito. Umas garotas conseguiram até sambar diante de um grupo de gringos avermelhados que não cansavam de tirar fotos, ou seja era um evento completamente sui generis.
Na altura da Farme de Amoedo os músicos deram uma parada, exaustos e molhados de suor. O trio elétrico deu uma acelerada em direção do Arpoador, pois em breve a pista teria de ser liberada para os carros. Pude ver nosso Paulo Moura, o diretor musical brasileiro do evento, sorrindo encantado com a impressionante receptividade do público.

Quando chegamos ao Arpoador, os músicos desceram do trio e começaram a tocar na calçada para uma multidão que vinha pedindo mais música desde a parada na Farme. Infelizmente o cordão de isolamento dos seguranças, todos com uns 3m de altura, impediu uma melhor visão dos músicos, mas nada que fizesse a platéia não delirar quando tocaram “When The Saints Go Marching In”. “Essa eu conheço!” exclamou um garotão. Foi um encerramento apoteótico e sem dúvida, uma grande divulgação para o festival que continua nos dias 8, 9, 10 e 11. No final fui dar os parabéns ao Walmor, ao João Luiz e ao Thomas André, o produtor e diretor executivo do festival. Thomas, que esteve no primeiro Chivas Jazz Lounge do CJUB, ficou muito feliz quando eu disse que tinha adorado o desfile.

Eventos como esse só demonstram que quando o público tem acesso à música de qualidade ele gosta e quer mais. Da mesma forma que quando a Orquestra Sinfônica toca na Quinta da Boa Vista e fica lotado, um desfile de uma Brass Band, tocando jazz e blues de qualidade num domingo em Ipanema é perfeitamente viável. Mas que foi surpreendente foi. E digo mais, foi inesquecível!

NO TÚNEL DO TEMPO...

05 outubro 2003

James Ercolani (Darren) chegou a Hollywood em 1956, grande promessa como ator. Já veio famoso de Philadelphia, onde nasceu (1936). Rapidamente assinou contrato com a Columbia Pictures. Depois de alguns papéis inexpressivos, transformou-se no Dr. Tony Newman (1966) na série de TV "Time Tunnel", sucesso até mesmo aqui no Brasil. E ficou nisso, além de um permanente candidato a canastrão. Em paralelo, havia o cantor - são 11 discos desde 1960.
Darren - um híbrido de Andy Williams e Frank Sinatra - parece ter levado mais a serio sua segunda vertente artística. Pelo menos é o que demonstra o penúltimo CD, "This One's From The Heart"(Concord Jazz). Com uma banda afinada e arranjadores competentes, percorre "standards" habilmente selecionados. Como ignorar músicos como Alan Broadbent, Pete Christlieb, John Pisano e Gary Foster? Os arranjos são assinados pelo próprio Broadbent, além de Patrick Williams, Marty Paich, Sammy Nestico, Jimmy Bryant e Tom Ranier. E, para completar, o repertório navega por Ellington ("Satin Doll" e "Sophisticated Lady"), Cole Porter ("Night & Day" e "I've Got You Under My Skin"), além de outros craques como Jerome Kern, Dietz/Schwartz e Cahn/Van Heusen.
Se por um lado como ator Darren seja descartável, talvez aquele túnel do tempo possa ter incorporado um talento pelo menos mais honesto, digno da curiosidade entre os que fazem da boa música uma terapia essencial para a sobrevivência do espírito.

REVELAÇÕES 2003

03 outubro 2003

Como prometido seguem abaixo alguns dos eleitos pela "Down Beat - Critics Poll" como revelações ( Rising Stars ) de 2003, a saber :

Piano - Jason Moran
Bass - Scott Colley
Drums - Matt Wilson
Alto Saxophone - Antonio Hart
Tenor Sax - Chris Potter ( second Eric Alexander - 20 votos )
Soprano - Janr Bunnett
Baritone - Claire Daly
Trumpet - Jeremy Pelt
Trombone - Josh Roseman
Guitar - Russell Malone
Male Vocalist - Peter Cincotti
Female - Norah Jones

CURIOSIDADES:

Lendo o segundo número da revista " Jazz + " ( publicação brasileira que recomendo aos cejubianos ) me chamou a atenção uma crítica sobre um vinil ( é bolacha mesmo ) chamado "Jazz no Municipal", que trata-se de apresentações em 4 dias consecutivos de sessões vespertinas (???) e noturnas do mais puro jazz, gravado ao vivo em 1961 e contando nada mais nada menos com: Coleman Hawkins, Zoot Sims, Tommy Flanagan, Curtis Fuller, Herbie Mann, Al Cohn, Roy Eldridge, Kenny Dorham, Jo Jones, entre outros, e o melhor de tudo, sabem de quem são as informações contidas nessa preciosidade? De ninguém menos do que do nosso mestre, José Domingos Raffaelli, denominado aqui como RAF.
É, meu bom Raffaelli, será que poderíamos conseguir um exemplar para, além de curtirmos sua escrita, desfrutar desses concertos que certamente essa cidade
não deveria esquecer e quem sabe transformar em CD para uma futura audição do CJUB?

Finalmente, a lamentar a ausência, no Rio ( perdemos uma vez mais para a paulicéia ) da apresentação do Mark Murphy, seis vezes nomeado ao Grammy como melhor cantor de jazz, e que se apresentou no Bourbon Street dias 01 e 02 p.p., e para quem quiser, no mesmo local. dias 05 e 06/11, Steve Turre.

Quem sabe em um futuro bem próximo o CJUB estará trazendo essas atrações que cansam de passar por São Paulo e não aparecem, infelizmente na cidade maravilhosa?

Digna de nota ainda, hoje no Cais do Oriente, no Centro, às 22 h, a apresentação de Roberto Rosenberg com sua guitarra jazzística, lançando seu CD "Circular". Roberto já esteve nos prestigiando na CJL4 e agora faz novo show. Fone para reservas: 2233.2531.

MAD ABOUT MADELINE!

Nasceu em 27 de junho de 1954, San Francisco. Pela gravadora “Mad Kat”, lançou 4 interessantes cds, segundo os críticos norte-americanos. A própria Down Beat teria comentado:"From an era in wich (accordind to Carmen McRae) there are no new jazz singers, one has appeared out of nowhere, fully incontestably jazz". Mesmo assim, Madeline Eastman é pouco conhecida em seu país, talvez por se concentrar apenas nos arredores de San Francisco. Criativa e ousada, ela é uma vocalista que merece atenção especial, mais ainda por estar sempre muito bem acompanhada.
O segredo de Mrs. Eastman está na forma de encaixar a letra nos temas, ou melhor, pelo seu sentido atrevido de divisão. Sofreu forte influência de Carmen McRae e Mark Murphy. Claro que a melhor avaliação mesmo é vê-la em ação. E a sugestão recai sobre o CD “Mad About Madeline!”, gravado em 1991 - talvez seja o melhor. A começar pelos convidados especiais, como o próprio Mark Murphy, Phil Woods e Cedar Walton. Leonard Feather, na contracapa, rasga elogios. O repertório, singular, vai desde “All Of You” (Porter), “Freedom Jazz Dance” (Harris), “Four” (Davis & Hendricks) até “Flor De Lis” (Djavan).
Conhecer uma nova e legítima cantora de jazz é sempre agradável. Mas o simples fato de se pegar uma carona com Phil Woods e Cedar Walton – sem contar Mark Murphy - , inspirados e soltos, o prazer é redobrado.
PS. E já saiu um novo(2003), também pela Mad Kat ("Speed Of Life")

JAZZ EM ALTA TEMPORADA NO RIO

01 outubro 2003

Estamos entrando em um período de alta temporada de jazz em nossa cidade. E o que é melhor, jazz de altíssima qualidade. Depois do sucesso absoluto da quinta edição do Chivas Jazz Lounge, realizado no Mistura Fina no final do mês passado e a inevitável consolidação do CJUB como referência na produção de jazz, o Rio entra no mês de outubro respirando e vivendo o jazz.
No início do mês, a partir do dia 5, teremos a segunda edição do Jambalaya Festival, que trará a rica cultura musical de Nova Orleans, berço do jazz. O festival acontecerá no Teatro João Caetano, no Bar do Tom e pelas praias de Ipanema e Leblon onde haverá um desfile de uma Brass Band. Um evento que, com certeza, irá surpreender muita gente. Para maiores informações visite o site: www.jambalaya.com.br
O ponto alto do mês, porém, será a estréia do Tim Festival, sucessor do Free Jazz. O festival é produzido pela Dueto Produções, a mesma que idealizou e conduziu o Free Jazz por tanto tempo. O formato será o mesmo e o local também. Os concertos irão acontecer em três palcos no MAM, entre os dias 30 de outubro e 1 de novembro e terão alguns nomes de peso como McCoy Tyner e sua Big Band, a cantora e pianista Shirley Horn e o saxofonista Illinois Jacquet. É claro que a armada cjubiana estará em peso no palco Club do festival e certamente irá brindar a todos com resenhas, histórias e todos os detalhes dos shows.
Temos também, em vários pontos da cidade e quase que diariamente, jazz de qualidade. Toda terça-feira no Caroline Café Centro se apresenta o Wilson Meirelles Quarteto, na Modern Sound em Copacabana, temos de segunda a sábado música instrumental de qualidade e de graça. Também de graça, as terças, por volta das 18h, a loja Arlequim no Paço Imperial nos oferece sempre uma nova atração de jazz. Também no Centro o Giuseppe Grill, de segunda a sexta, e Esch Café, as quintas, tem em suas happy hours jazz de qualidade. Os restaurantes Partitura (Lagoa), Árabe da Gávea e Esch Café (Leblon) também oferecem atrações de jazz. O Rio Design Center oferece gratuitamente apresentações de jazz após as palestras ministradas por nossos confrades Arlindo Coutinho e José Domingos Raffaelli. No Mistura Fina, além das inúmeras atrações nacionais e internacionais, temos semanalmente o Osmar Milito Trio.
Resumindo: uma verdadeira festa para todos nós que gostamos de jazz.

Marcelink

Uma Ode a Mr. Bene-X

A entrada no camarim, antes do show, quando fui apresentado aos músicos por nosso Mau Nah, já era um prenúncio da bela noite que se seguiria.

Não sei se os novos ares e as boas-vindas que tivemos no Mistura Fina contribuíram, de alguma forma, para o sucesso do evento, mas tenho certeza que a dedicação de Mr. Bene-X foi decisiva. Igualmente importante foi constatar a dimensão que o evento adquiriu, considerando-se que muitos dos presentes ali estavam pela primeira vez – prêmio justo e merecido ao querido produtor.

Aliás, não se poderia esperar outro resultado, que não o sucesso absoluto, em se tratando de uma produção de Bene-X, que, após a memorável noite, reescreveu, com linhas sonoras, o bordão “no pain, no gain”, doravante “no feeling, no gain”.

Agradeço ao querido amigo por ter me proporcionado uma das grandes noites musicais de minha vida, fruto de sua competência, bom gosto, sentimento e dedicação.

Saravá!

Nas palavras de João Rodrigues Neto: "FESTA PARA [A] ALMA"

Tomo aqui a liberdade de transcrever parte de um email recebido pelo Bené-X, de um amigo seu, a propósito da CJL5:

"Realmente maravilhosa a noite no encontro do Cjub. Fico sem palavras para definir a qualidade de tudo e de todos. Acredito que toda a magia seja um reflexo desse grupo maravilhoso que temperado com a música do Rio de Janeiro Jazz Trio e o atendimento do Mistura Fina nos proporcionou uma "Festa para Alma" impecável."

Isso tudo aí porque o João, dublê de dentista e fotógrafo competente, estava sem palavras. Pena que ele não é também jornalista ou poeta pois aí ia ter cjubiano de boa cêpa chegando às lágrimas com seus comentários.

João, obrigado por descrever dessa maneira o que você sentiu lá, pois esse é exatamente o nosso interesse maior, fazer com que as pessoas se sintam bem ao entregar-lhes música de alto nível, capaz de gerar esse tipo de emoção.

Aqui está um dos registros fotográficos que o João gentilmente nos enviou, podendo as demais serem vistas em seu site .