Aqui você vai encontrar as novidades sobre o panorama nacional e internacional do Jazz e da Bossa Nova, além de recomendações e críticas sobre o que anda acontecendo, escritas por um time de aficionados por esses estilos musicais. E você também ouve um notável programa de música de jazz e blues através dos PODCASTS. Apreciando ou discordando, deixem-nos seus comentários. NOSSO PATRONO: DICK FARNEY (Farnésio Dutra da Silva)
Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).
BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002
CJUB - FELIZ ANIVERSÁRIO
16 maio 2003
Nosso fornecedor era a figura extraordinária de Estevão Thomas Hermann, nosso elo com as novidades jazzísticas saídas nos EUA.
Desnecessário dizer que aguardávamos a chegada do amigo, o que acontecia pontualmente às 17:30 hs., naquele local.
Era uma verdadeira "batalha campal". Discos disputados quase "a tapa", cujos preços eram o de menos. O que nos importava era o prazer de possuí-los.
Iniciava-se, ali, uma cumplicidade jazzística entre todos, destituídos de egoísmo, pois as trocas e o empréstimo se faziam necessárias, vez que raramente havia discos em duplicata.
Formou-se, então, um grupo fechado, em que todos disputavam entre si a primazia de divulgar ao máximo algo que, para nós, além de inusitado, era extraordinariamente sonoro, em qualidade e musicalidade.
Isso tudo aconteceu no início dos anos 50, durante o "boom" jazzístico, graças ao programa "Em Tempo de Jazz", apresentado por Paulo Santos, na Rádio Ministério da Educação.
Daí surgiram clubes de jazz ou agremiações jazzísticas como os "Saúvas de Niterói", liderados por Luiz Carlos Antunes, o "Lula", general de uma tropa de choque encarregada de vasculhar novidades jazzísticas em lojas como a já citada "Murray" e a "Telétrica", na Rua Senador Dantas.
Em contrapartida, o grupo do Rio de Janeiro partiu para o contra-ataque com um time formado por mim, Oswaldo Oliveira Castro, Lousada, Oswaldo Rosa, Filipino (que, mais tarde, tornou-se um "tycoon" de discos de jazz importados).
Com todo esse movimento, as emissoras de rádio apostaram no filão "jazz". Estevão Hermann passou a apresentar um programa na Rádio Jornal do Brasil e Anphilófio Rocha Melo, na Rádio Eldorado, sendo ele o pioneiro em apresentar uma série de programas dedicados a Charlie Parker.
Surgiram, então, as famosas "jam sessions" reunindo a nata dos músicos brasileiros na época, tais como Cipó, Júlio Barbosa, Vidal, Sut Chagas, Jorginho, e muitos outros.
Nascia, no Rio de Janeiro, a primeira grande manifestação jazzística no Brasil.
O CJUB, completando um ano, certamente irá reviver esse excepcional período da década de 50, pois remanescentes daquela época integram hoje a mais nova força de divulgação do jazz.
Vale lembrar uma frase de Luiz Carlos Antunes: "O jazz é a música que faz amigos. Por isso, continuamos sendo uma grande família".
Vida longa ao CJUB !
Arlindo Coutinho
In memoriam: Sérgio Porto, Anphilofio Rocha Melo, Aramis Millarch, Armando Aflalo, Waldir Finotti. A esses, a nossa saudade.
AGORA É OFICIAL. O PROJETO DOS SONHOS DO CJUB GANHA VIDA!!! O WHISKY CHIVAS REGAL e o EPITÁCIO são os parceiros.
15 maio 2003
Esses verdadeiros "mestres" no assunto irão se encarregar da produção de uma noite por mês, totalmente dedicada a jazz de excelente qualidade, fazendo a escolha dos músicos e dos temas a serem apresentados.
Com essa idéia na cabeça e a determinação de lutar para transformá-la em realidade, os membros deste CJUB decidiram procurar um ambiente agradável, refinado e confortável para abrigá-la. Descobriram que o segundo andar do Epitácio, um amplo "lounge" dotado de confortáveis mesas e sofás, além da deslumbrante vista da Lagoa, poderia ser a alternativa ideal para abrigar uma noite de perfil tão sofisticado. Depois de algumas reuniões com a direção da casa, que endossou a idéia, o formato ficou estabelecido: as produções serão dedicadas exclusivamente ao jazz instrumental e preparadas por esses entusiastas do gênero de forma a agradar aos mais exigentes ouvidos e padrões musicais, e ocorrerão na última (quarta) quarta-feira de cada mês.
Através dessa periodicidade, pretende-se atender a uma demanda por espetáculos mais elaborados e de elevado nível profissional, de parcela do público com gosto musical mais sofisticado, o que se atingirá através da contratação dos mais preparados instrumentistas disponíveis no Rio de Janeiro em cada especialidade, adequados a cada concerto segundo a concepção do produtor de cada noite.
Contando com o patrocínio exclusivo do Whisky Chivas Regal (Pernod-Ricard Brasil), a noite inicial foi antecipada, excepcionalmente, para o próximo dia 20, terça-feira, e servirá como "aquecimento" para outro evento jazzístico a ser realizado na cidade, o consagrado CHIVAS JAZZ FESTIVAL, já considerado o maior acontecimento do gênero do Brasil, em termos qualitativos, e que se inicia no dia 28 de maio.
Para a primeira noite CHIVAS JAZZ LOUNGE, como vai se chamar a série de concertos no Epitácio, a produção do CJUB convidou um quinteto composto por Dario Galante, piano, Idriss Boudrioua, saxofone, Jessé Sadock, trompete e flugelhorn, Augusto Mattoso, contrabaixo acústico e Guilherme Gonçalves, bateria. Trata-se de uma formação excepcional, que deverá proporcionar, aos amantes do jazz, momentos de rara criatividade musical.
Estaremos permanentemente publicando aqui mais informações sobre esse evento, tais como detalhes sobre os músicos e suas realizações, as expectativas e comentários sobre a repercussão do mesmo no panorama musical do Rio de Janeiro, assim como outros detalhes sobre a programação das noites CHIVAS JAZZ LOUNGE. Não deixem de voltar aqui para obtê-las.
As noites, como idealizadas, que estarão se transformando nos concertos CHIVAS JAZZ LOUNGE:
A idéia dos membros do CJUB era, portanto, a de poder unir, num local agradável e de fácil acesso, o melhor em termos de jazz aos charutos que muitos dentro da turma apreciam. Procuravam, adicionalmente, por esta "liberdade" ambiental, coisa rara hoje em dia com os diversos patrulhamentos a que as pessoas estão submetidas. Assim imaginou-se idealmente um lugar, preferencialmente um bar (onde as imposições a fumantes normalmente inexistem) onde quem quisesse poderia fumar um bom charuto durante aquelas audições, e também beber o que lhes parecesse mais convidativo. Ou alguém em sã consciência poderia imaginar jazz impoluto, sem fumaça e sem bebidas?
A política "cigar-friendly" do Restaurante (e lounge) Epitácio conquistou-nos boa parte dos corações. Seu lounge-bar, completa e profissionalmente fornido de bebidas, confortabilíssimo e com seu pessoal bem treinado, uma outra parte. A bela vista da Lagoa encarregou-se de ocupar o restante.
Esse "projeto-de-sonho" tomou corpo e estará se transformando em realidade já no próximo dia 20 de maio, com um time de músicos de nível internacional, que certamente vão se apresentar completamente à vontade, por saberem que estarão dividindo sua arte e técnica com pessoas que, como eles próprios, são amantes incondicionais do jazz - a propósito, o pianista Dario Galante, escalado para a primeira apresentação, declarou que dorme e acorda pensando em jazz -.
Estamos nos dedicando com tudo para que essa experiência se torne não apenas uma apresentação musical de jazz, mas, principalmente, um ponto de encontro de pessoas cujo espírito esteja ligado a essa sofisticada forma de manifestação musical. E, como nossa própria experiência no CJUB atesta, um fórum para formação de novas amizades, unidas em torno do que a vida tem de melhor: jazz, uísque, charutos, torneados por um papo inteligente.
Quem irá tocar na primeira noite CHIVAS JAZZ LOUNGE
O pianista Dario Galante é italiano de Nápoles, e segundo a opinião dos críticos, o mais aplicado discípulo de um dos gênios do jazz, o pianista Thelonious Monk. Como se não bastasse, Dario incursiona com muita facilidade por quase toda a escola pianística negra. Sua dedicação ao jazz, segundo ele, é "durante as 24 horas do dia". Formado em arquitetura em Florença, é autodidata em música, professor de Harmonia e Improvisação.
O saxofonista Idriss Boudrioua é francês. É músico de excepcional criatividade e além de ter uma sonoridade ímpar, Idriss é, sem dúvida alguma, na atualidade, um dos melhores saxofonistas de jazz da América do Sul. Professor e também arranjador, é dono de expressiva fluência sonora na escola jazzística do saxofone, acentuadamente a parkeriana.
Jessé Sadock é um dos mais completos trompetistas brasileiros. Desfruta de uma sonoridade personalizada, fraseado brilhante e inventivo, tanto no trompete como no flugelhorn. Jessé, além de músico completo de jazz, atua ainda na Orquestra do Theatro Municipal, liderando o naipe de metais. Suas influências mais importantes foram Dizzy Gillespie e Clifford Brown.
O baixista Augusto Mattoso é um discípulo de um dos maiores mestres do contrabaixo brasileiro, Paulo Russo. Já tocou na Rio Jazz Orchestra, na Orquestra e Coro Brasil Barroco e no grupo Tríade, além de ter-se apresentado com outros músicos importantes no cenário brasileiro. Reputa sua maior influência no contrabaixo como sendo a recebida de Eddie Gomez.
Guilherme Gonçalves é, sem dúvida alguma, o melhor baterista "bopper" do Brasil. Formado em Música na Universidade de Berklee, em Boston, foi aluno de Alan Dawson e Max Roach, e admite influencias deste, de Art Blakey e Tony Williams. Guilherme possui cursos de Regência e Arranjo e é professor de percussão na Escola de Música Villa-Lobos, no Rio, desde 1986, e de percussão e bateria do Conservatório de Música Popular Brasileira, em Curitiba, desde 1994.
Notícias sobre a CHIVAS JAZZ LOUNGE, produzida pelo CJUB
13 maio 2003
JAZZ EM TEMPOS DE GUERRA (HISTORINHA)
Americanos e alemães fizeram uma trégua entre o Natal de 1944 e o Ano Novo de 1945. No primeiro dia, alguns soldados americanos aproveitaram o cessar-fogo temporário para ouvir discos numa vitrola portátil movida por uma manivela que acionava o motor.
No dia seguinte, um soldado alemão caminhou rumo à trincheira americana empunhando uma enorme bandeira branca. Recebido com desconfiança e falando inglês razoavelmente, o inimigo disse que, no silêncio da noite anterior, ouvira a música de alguns
discos de jazz que vinha da trincheira americana. Identificando-se como pianista de jazz, pediu para juntar-se a eles a fim de compartilhar a audição da música que ele mais amava.
Recebido cordialmente, passaram o resto do dia ouvindo alguns V-Discs que o governo americano prensara especialmente para os soldados no campo de batalha. O alemão ouviu fascinado gravações que nem supunha existirem. No fim da tarde, voltou para a sua trincheira, não sem antes pedir para voltar no dia seguinte, sendo prontamente aceito.
Nos dias subseqüentes, os americanos e o alemão continuaram ouvindo jazz, conversavam animadamente, comentavam a música e trocavam idéias sobre jazz, começando a brotar uma amizade entre eles, protagonistas de uma guerra estúpida que o destino colocou-os como inimigos.
Essa confraternização prolongou-se por toda a trégua, terminando ao entardecer do dia de Ano Novo de 1945, porque as hostilidades recomeçariam no dia seguinte.
Segundo os relatos, a despedida entre eles foi comovente. Todos se abraçaram formando um círculo. Chorando emocionados, despediram-se como velhos amigos, prometendo que depois da guerra se encontrariam para festejarem a paz e poderem ouvir muitos discos de jazz.
Raf
Before I get the boot...
12 maio 2003
Pianist Keith Jarrett will receive his Polar Music Prize from King Carl XVI Gustaf of Sweden at a gala ceremony at Berwaldhallen in Stockholm tonight, followed by a celebratory banquet at Grand Hotel. The Citation about his selection as the 2003 recipient cites Jarrett's "ability to effortlessly cross boundaries in the world of music."
The Polar Music Prize is one of the world's more significant music awards. The award of 1 million Swedish Crowns is given to individuals, groups or institutions for exceptional achievement in the creation and advancement of music. Past winners have included Pierre Boulez, Bob Dylan, Ravi Shankar, Joni Mitchell, Karlheinz Stockhausen, Dizzy Gillespie, Paul McCartney, Mstislav Rostropovich, Quincy Jones, Miriam Makeba, Stevie Wonder, Robert Moog and Isaac Stern.
CHIVAS JAZZ LOUNGE - Outra boa notícia
A gentileza do sorteio, que ocorrerá logo após o segundo set da apresentação, é da Pernod-Ricard do Brasil, através da pessoa do Rodrigo Mattoso, que a cada dia se demonstra mais empenhado para que todo o acontecimento se transforme num experiência de sucesso.
Não sei se isto já havia sido mencionado aqui, mas os concertos das noites Chivas Jazz Lounge serão divididos em 2 sets de 45 minutos cada, com um intervalo de 15 minutos entre eles, para o descanso dos músicos, uma circulada para esticar as pernas e trocar umas palavras com os amigos presentes e para reabastecimento geral.
ANIVERSÁRIO
10 maio 2003
O CJUB está comemorando hoje 1 ano de vida. Para muitos que lêem e não participam pode parecer um fato como outro qualquer, mas, para nós que fazemos parte do CJUB, é um fato muito importante. O CJUB faz parte da nossa vida. Eu ligo o computador todo dia e a primeira coisa que abro é a nossa página, depois eu vejo os meus emails.
Antigamente eu me sentia só, isolado por gostar de jazz. Quantos shows eu fui sózinho. Alguns anos atrás conheci Mestre Bene-X e passamos a compartilhar do nosso entusiasmo pelo jazz. Bene-X , depois, conseguiu fazer o que eu não tinha conseguido: apresentar o jazz ao Marcelink, amigo de longa data. E Bene-X nos apresentou ao blog. Conheci pessoas maravilhosas como Mau Nah, Sazinho, Fraga, Coutinho, Raffaelli e, mais recentemente, Zé Henrique e Sampaio.
Hoje, estou super feliz pelo nosso Grande Líder Mau Nah, o criador, que deve estar super feliz com o CJUB e estou mais feliz ainda por fazer parte desse grupo maravilhoso. Esse é o primeiro aniversário e vários projetos começam a tomar forma, como é o caso do Chivas Jazz Lounge. Muitos outro vem aí.
PARABÉNS AO CJUB!
Abs., Marcelón
10 de maio de 2003
09 maio 2003
Lembro-me que Mau Nah havia nos dito que após o lauto almoço alguns amigos também aficionados por jazz estariam se juntando a nós para degustarmos, juntos, algumas pérolas musicais acompanhadas, evidentemente, de um bom puro e uísque idem. Iniciados os trabalhos etílico-tabaco-musicais, juntaram-se a nós dois dos hoje mais queridos e fraternos amigos, Bene-X e Arlindo Coutinho (a quem só conhecia do histórico programa Jazz + Jazz), que me deixaram fascinado pela erudição, bom gosto e simpatia. Àquela altura, evidentemente, não nos seria possível imaginar a comemoração desse primeiro de muitos, espero, aniversários – estava nascendo, ali, o CJUB.
O pequeno embrião, magistralmente lançado por Mau Nah, frutificou ao longo desse primeiro ano, e outras grandes amizades foram formadas com a chegada dos queridos Marcelón e Marcelink, ambos a nós apresentados numa das inesquecíveis jornadas jazzísticas havidas nos domínios de Bene-X. Aqui, entretanto, peço licença a todos os demais confrades para abrir um parágrafo à parte – preciso mencionar a importância de José Domingos Raffaelli nesse contexto.
Desde minha adolescência, sempre tive como bússola musical Mestre JDR, que considero o mais erudito e preciso de nossos críticos musicais. Quis a vida me dar o privilégio de conhecê-lo através das jornadas CJUBianas, que me fizeram constatar que sua erudição não passa de traço se comparada a suas generosidade e elegância. Fonte jazzística inesgotável, Mestre JDR funciona como verdadeiro dínamo, mantendo aceso o entusiasmo que nos contagia a cada encontro, e eu, particularmente, passo a semana ansioso, na expectativa de saber que grande novidade ou raridade nos será trazida para o almoço das sextas-feiras.
A existência do CJUB, inicialmente concebido como um muro para que não deixássemos de manter contato entre nós – Mau Nah cunhou a precisa obervação de que não conseguimos ficar um dia sem nos dizermos ao menos um alô –, adquiriu dimensão muito mais ampla do que a originalmente imaginada, e hoje nos propicia a gestação de nosso primeiro projeto de real significância – o Chivas Jazz Lounge –, que, estou certo, tem a silhueta de um presente de aniversário bem-vindo, e que provavelmente terá significado mais elástico, talvez por nos fazer acreditar na possibilidade de inúmeros outros projetos.
Além disso, e igualmente, temos certeza que as inúmeras novas amizades trazidas a bordo – como é o caso de DePires, Zenrik (craque dos puros e ritmos caribenhos), nosso mais novo co-editor, e Alex Sampaio (enciclopédia em Bill Evans, apenas para atestar o bom gosto) –, além, evidentemente, de outras tantas manifestadas pelos precisos e amistosos comentários de amigos não tão próximos em nosso dia-a-dia (abraços especiais ao Jefferson Teixeira, em Sampa, e ao João Fernandes, amigo d’além Mar), constituem o combustível fundamental para que possamos difundir, mais e mais, a paixão de todos nós pelo jazz.
Tenho certeza que as mais de 5.000 visitas havidas nos tornam mais que responsáveis pela manutenção do muro, e torço para que o êxito em nossa iniciativa simbolize a esperança em novos e melhores tempos, onde o jazz e a amizade voltem a ter a importância que lhes é devida.
Fraternos abraços a todos, keep swinging, e até sempre.
FELIZ ANIVERSÁRIO, CJUB ! ! !
Aniversários muitos virão; alegrias, surpresas e adesões também. Neste canto modesto da Rede, estejam certos, a verdadeira amizade e fidalguia, aqui cultivadas com tanto cuidado e carinho, serão a companhia fiel de todos os dias, onde quer que estejamos.
É só achar o micro mais próximo.
CJUB 2003: estamos só começando !
Bene-X
O que vem à frente
06 maio 2003
Estão programados até o momento, exclusivamente para a casa paulista Bourbon Street, em 10 e 11 de junho, o conjunto vocal New York Voices que conta com inúmeros apreciadores dentro do mundo jazzístico.
E em 23 e 24 de julho, irá se apresentar ali o jovem e talentoso vibrafonista Stefon Harris que, segundo as palavras de Dan Ouelette no livreto que acompanha o disco "Kindred" (lançamento de 2001 que foi indicado ao Grammy), ao lado do pianista Jacky Terrason, literalmente incendiou o Village Vanguard na primeira vez em que ali tocaram juntos. Harris vem obtendo excelentes críticas sobre seu trabalho. Não há, ainda, menção de quem o acompanhará no Bourbon Street.
Resta agora saber se estas duas últimas atrações encontrarão local para se apresentarem no Rio, também, ou se simplesmente vamos ficar a ver navios, sentados no Pier Mauá, como vem ocorrendo seguidamente com artistas que vem a São Paulo e nem mesmo passam aqui para dar um mergulho, que dirá cantar ou tocar.
E para quem gosta de ouvir jazz, poder babar um pouco
03 maio 2003
On the New York jazz scene... Hank Jones is at Iridium through Sunday. The Makoto Ozone trio is at the Jazz Standard through Sunday. The Manhattan Transfer is at the Blue Note through Sunday. The Tom Harrell quintet is at the Village Vanguard this week. Saxophonist Jim Snidero is at Smoke tonight.
The Three Altos -- Sonny Fortune, Gary Bartz and Vincent Herring -- are at Sweet Rhythm through Sunday with George Cables, Cecil McBee and Billy Hart. Lee Konitz is at Birdland tonight. The Bad Plus, Charlie Hunter and Bobby Previte are at the Knitting Factory tonight.
The Center for Jazz Studies at Columbia University presents "Africa Jazz" with Wynton Marsalis and the Lincoln Center Jazz Orchestra featuring African drum master Jacub Addy and Odadaa! tonight at Columbia's Miller Theater. It follows a daylong symposium on drums in jazz. The discussions feature Steve Berrios, Andrew Cyrille, Roy Haynes, Eddie Locke, Herlin Riley and Leroy Williams...
On the California jazz scene... the Dave Holland quintet is at Humphrey's by the Bay in San Diego tonight. Pianist Cyrus Chestnut's trio is at the Jazz Bakery in Los Angeles through Sunday. The Fred Ramirez Latin jazz band is at Steamers Jazz Cafe in Fullerton. The Bill Watrous quartet is at Spazio in Sherman Oaks. Saxophonist Bill Perkins is at Charlie O's in Valley Glen tonight with the John Heard trio. The Bob DeSena Latin jazz group is at The Deck in Palm Springs tonight.
The Kenny Garrett quartet is at Yoshi's in Oakland through Sunday. The music of pianist Omar Sosa is featured tonight during Dimensions Dance Theater's large-scale, multi-disciplinary work "From Africa to America: Legacies" at the Calvin Simmons Theater in Oakland. The SFJAZZ spring season features the Joshua Redman Elastic Band tonight at the Palace of Fine Arts Theatre in San Francisco.
E quem quiser que conte outra. Snif, snif.
BOMBA, BOMBA, BOMBA: Aqui a porção "Caras" do CJUB
Segundo o pai da cantora, que ganhou um Grammy de melhor album de jazz vocal, em fevereiro último, com o seu Live in Paris, "eles estão noivos, mas onde será o casamento, nem eu sei".
Será esta mais uma extravagância na vida da jazzista loura e bonita, que já foi casada anteriormente com o guitarrista negro Russel Malone, com quem veio ao Brasil para o finado Free Jazz Festival de 1997 e que participou de vários de seus discos anteriores como sideman?
Só o tempo dirá.
JOSÉ SÁ, 29/5/2003, MISTURA FINA - * * * * *
01 maio 2003
Foi o Sazz. O Sazz, a Beth e a Wanda, para fazer justiça.
Nosso co-editor, logo na primeira música, entrou, como poucos, naquele redemoinho de sensações confusas (descritas no post abaixo) e, ali, coladinho na mulher, chorou muito e deu aula de sensibilidade e amor à Música.
O mesmo amor - quase uma obsessão - que desde garoto descobri em mim e demorei tanto a encontrar, com tanto "parecença", tanta afinidade, em cada um dos colegas de CJUB.
Claro que, no caso dele e da própria Wanda, razões pessoais, a convivência com Elis, tiveram peso. E com que intensidade afloraram !
Wanda tentou, o quanto pôde, manter-se "neutra", "curtir" o show, apenas. Mas não deu. Maria Rita não deixou. Terminado o set, só fazia repetir, a meu lado, "estou muito confusa ...".
A ela agradeço as ponderações sempre sensatas, a clarevidência, durante o espetáculo, que só mesmo uma artista verdadeira - e maior - consegue demonstrar, ainda mais nas circunstâncias.
Da noite artisticamente frustrante, levei comigo, todavia, o modelo de sinceridade e beleza da emoção do Sazz, porque nela acabei vendo a mim mesmo, na relação passional e incondicional com a Música e na felicidade de encontrar aqui, o lugar, dentro todos, onde essa paixão é melhor compreendida.
Bene-X
