Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

Festival de Jazz de São Francisco

11 abril 2003

Muito curiosa a maneira pela qual os gringos se referem ao nosso impagável João Gilberto, em sua chamada para o show dele no próximo dia 26 de julho. Senão observem, copiado diretamente do site do festival:

Saturday July 26
"O Mito on Stage"
João Gilberto
Masonic Auditorium, 8:00 P.M.
$25 / $35 / $45 / $60 Gold Circle


Não é para qualquer um, não. Grande João.

Finalmente as grandes fotos da reunião "chez" Bené-X

10 abril 2003

Aqui, para ver todos juntos;
aqui para Raf, Marcelink e BeneX;
aqui, para Sazz, DeFrag e Goltinho,
aqui, para BeneX, DeFrag e Raf;
aqui, para BeneX, Raf, MauNah, Marcelink, Marcelón;
aqui para um brindaço coletivo;
aqui, de novo os oito;
aqui, o uísque de DeFrag, o próprio e Raf;
aqui, para DeFrag e MauNah;
aqui, para o concentrado solo do Goltinho ao piano, observado pelo Raf, com a platéia de pé atrás, dando força;
aqui, para a alegria de Goltinho, DeFrag e Sazz;
e aqui, para tirar o chapéu para nossos dois grão-mestres.

PARA COMPARAR

Para comparação, eis os links para o acervo de jazz de:
AMERICANAS.COM
SOMLIVRE.COM
Ambos os sites, muito baratos, as vezes com bom parcelamento e até que com razoável variedade, em grande parte por causa dos lançamentos da BMG, reeditando grandes títulos da Fantasy e, agora, da Blue Bird.

Belas fotos de jazz

aqui um repositório de fotos, a grande maioria em p&b, de momentos marcantes de exibições de artistas ligados ao jazz. Há também portraits, como este abaixo, da grande Carmen McRae. E logo depois vi essa da Ella. Que dispensa legenda.

Chequem isto, imagem da última reunião

09 abril 2003

Cliquem aqui para ver que bela surpresa!
A propósito, criei outra página apenas para hospedar as imagens de grande porte e aliviar esta. Em breve todos poderão ver tudo o que estava arquivado por falta de espaço, inclusive material inédito e não-censurado das reuniões anteriores. E quem quiser receber pelos seus direitos de imagem, favor dirigir-se ao nosso escritório central, à Av. Atlantica, 1111, Copa, RJ. Falar com o Manny Wishes.

SEGUREM AS PEDRADAS 2, A MISSÃO

08 abril 2003

Vejam na Barnes & Noble a "modesta" relação de "japanese imports" em Jazz, disponível à venda na bn.com.

Chaloff, p.e., está lá, com seu The Fable of Mable ...

A menção ao CJUB além-mar, mais precisamente na terrinha,
muito nos honra...

07 abril 2003

O João Carvalho Fernandes, ao fazer um link em seu blog "Fumaças", na categoria Prazeres, para o nosso CJUB, muito nos envaidece. Fica aqui o convite para que apareça sempre que quiser e que participe de nossas discussões. Seja bem-vindo, João, e um abraço do time da casa. Vejam aqui a pinta da página do João.

Raffaelli é Notícia: "e acabamos de receber"

A Associação de Jornalistas de Jazz, de New York, divulgou a relação dos indicados para concorrer ao prêmio de melhores do jazz de 2002/2003. Mais de 400 jornalistas, radialistas, fotógrafos e profissionais da mídia elegeram os concorrentes das diversas categorias. Os vencedores receberão seus troféus no B. B. King´s Blues Club, em New York, dia 17 de junho próximo.

Relação dos selecionados:
1) Conjunto da obra:
Cecil Taylor, Elvin Jones, Lee Konitz, Roy Haynes, Wayne Shorter;

2) Músico do ano:
Dave Douglas, Dave Holland, Joe Lovano, Matt Shipp, Wayne Shorter;

3) Revelação do ano:
Ben Allison, Jason Moran, Jeremy Pelt, John Hollenbeck, Vijay Iyer;

4) Álbum do ano:
Always Let Me Go (ECM) -- Keith Jarrett, Gary Peacock and Jack DeJohnette
Footprints Live! (Verve) -- Wayne Shorter
Modernistic (Blue Note) -- Jason Moran
Peace Pipe (Palmetto) -- Ben Allison
What Goes Around (ECM) -- Dave Holland Big Band

5) Reedição do ano:
A Love Supreme (Impulse) -- John Coltrane
Clifford Brown and Max Roach at Basin Street (Emarcy/Verve)
Live at the Golden Circle (Blue Note) -- Ornette Coleman Trio
Money Jungle (Blue Note) -- Duke Ellington, Charles Mingus, Max Roach
Monk's Dream (Columbia Legacy) -- Thelonious Monk

6) Caixa histórica do ano:
Charlie Christian - Genius of the Electric Guitar (Columbia Legacy)
Complete Miles Davis at Montreux (Columbia Legacy/Warner Bros. Switzerland)
Grant Green: Retrospetive (Blue Note)
The Classic Columbia and Okeh: Joe Venuti and Eddie Lang Recordings (Mosaic)
The Herbie Hancock Box (Columbia Legacy)

A Foto Fala Por Si Só

A foto abaixo fala por si só. Evitando cair no lugar-comum do "uma imagem vale mais que mil palavras", não há melhor forma de descrever a antológica noite vivida ontem nos domínios de Mau Nah. O programa acordado era levarmos, cada um, duas de suas músicas eleitas como favoritas, aqui no muro. O clima sempre fraterno, embalado por jazz da mais alta categoria, propiciou aos presentes uma atmosfera da qual não se esquecerá por muito tempo, e coube a mim a incumbência - mais que agradável - de compilar as músicas eleitas, verdadeiros petardos, ou, como diria meu querido Sazz, pedradas:

1. Happy Reunion (live) - Duke Ellington & Paul Gonsalves;
2. Chelsea Bridge - Gerry Mulligan & Ben Webster;
3. Lover Man - Charlie Parker & Red Rodney;
4. Groovin' High (live) - Dizzy Gillespie Big Band (Phil Woods);
5. Laurie - Bill Evans & Tom Harrell;
6. Cherokee (live) - GRP All Stars Big Band (Arturo Sandoval);
7. Maria - Oscar Peterson Trio (Ray Brown & Ed Thigpen);
8. All Blues - Dennis Rowland (vocal);
9. I Could Have Danced All Night - Shelly Manne & André Previn;
10. The Blues Walk - Clifford Brown & Max Roach;
11. Moanin' - Art Blakey & The Jazz Messengers;
12. A Nightingale Sung in Berkeley Square - Roland Kirk; e
13. You Go to My Head - Stan Kenton.

Com a lembrança da memorável noite e seus sons inesquecíveis, desejo a todos uma excelente semana.

A foto fala por si só?

Noite de domingo, chuva, amigos, charutos, jazz, uísque. E blog, agora. Segue o link para o documento visual. Quem puder que descreva o que, onde e pra que. Boa noite. E ótima segunda-feira.

Antonio Carlos Jobim, Terapeuta Mestre, por Judith Schlesinger *

03 abril 2003

No dia seguinte ao que Jobim morreu, eu estava em uma loja, tentando, como de hábito, ignorar a "musica" (musak) de lá. De repente começaram a tocar "Garota de Ipanema" com um daqueles arranjos assassinos. Era tão ruim, especialmente depois de ter ouvido tanto na véspera pelas rádios, diversas de suas obras maravilhosas, que eu não sabia se chorava ou se ria com "aquele tributo!", pensei. Mas então me dei conta do que era de fato: era a prova de que a música de Jobim tinha se entremeado tão completamente em nossa cultura, desde o topo e descendo, toda a vida, até o fundo.
Milhões de palavras foram escritas sobre como suas canções serão reinterpretadas para sempre e porque elas estão ainda frescas quarenta anos depois de terem sido escritas. As harmonias com sua assinatura continuam a inspirar a músicos de jazz e seu som suavemente tropical é reconhecido e adorado em todo o mundo.
Mas a influência de Jobim é mais do que musical: ele também era um terapeuta, provendo uma sábia perspectiva em como lidar com a dor. Jobim sabia que música e dor são relacionadas; uma vez ele disse que "para ser músico no Brasil você precisa ser abençoado com uma forte dose de sofrimento, sem o que você não tem motivo para sair da praia". Ele próprio teve de abandoná-la depois de sofrer um problema sério de coluna; talvez seu legado de mais de 400 músicas tenha sido o resultado disso.
Suas composições sempre foram pungentes; mas enquanto elas guardam algum sofrimento, alisam suas bordas e balançam-no com aquela batida suave da bossa-nova. Afinal de contas, sua composição mais famosa, "Garota de Ipanema", com todo o seu
charme, é na verdade um testamento sobre o amor não correspondido. "Triste" é dançável; "A Felicidade" é cheia de melancolia; e mesmo quando ele molha os pés nesse sentimento, jamais se deixa envolver por ele. "Insensatez" descreve o momento clássico da tristeza ao fim de um caso de amor, mas Jobim lhe dá suavidade e leveza.
De fato, mesmo ser um pouco desafinado, como na canção com esse título, pode ser uma vantagem. "Gente que está sempre afinadinha, -disse uma vez- nunca está amando." Jobim abraçou o mutável desequilíbrio da vida, mostrando-nos a impossibilidade de ser puramente triste ou puramente feliz. Como um bom terapeuta, Jobim ilumina o jogo dos opostos; como um mestre terapeuta, ele os integra num todo coerente. Todas as percepções psicológicas deveriam ser bonitas assim.
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Judith Schlesinger é psicóloga, musicista e escritora, cujo último livro virou a biografia filmada de Humphrey Bogart. Está trabalhando atualmente em "Alegria Perigosa: O Músico Louco e Outros Mitos Criativos. Ela tem escrito resenhas para allaboutjazz, para o All-Music Guide e para o site 52ndStreet.com, enquanto que suas ruminações sobre psicologia, educação e cultura vem sendo publicadas pelo jornal Baltimore Sun desde 1996.
E ao que parece é "pen-pal" de nosso querido Raf !

Senhores, embora com artistas radicados no exterior, existe jazz brasileiro!

01 abril 2003

Transcrevo notícia desta data publicada no The New York Times, sobre a futura programação jazzística do Lincoln Center, em NYC. Se algum outro editor puder traduzir o texto, seria uma beleza. Infelizmente, estou sem tempo para tanto. Aí vai, como copiado do NYT, com grifos meus:

"Jazz at Lincoln Center will dedicate its next season to exploring jazz as it is played around the world. The season, called "Jazz Is Spoken Here," begins in September and will include jazz from Russia, Brazil, France and Britain. Jazz at Lincoln Center is to announce the schedule of performances and educational events today. The organization will also expand the scope of its new Afro-Latin Big Band and continue a series of concerts reinterpreting the music of major jazz figures, among them Thelonious Monk and Miles Davis.
The international program will emphasize the links between the world's different kinds of jazz. It will start with a collaboration between the Lincoln Center Jazz Orchestra and the Igor Butman Big Band from Russia. In October the Algerian-French pianist Martial Solal, one of the best jazz pianists in the world and still largely unknown in the United States, will be honored with a concert featuring commissioned work.
The French harmonica virtuoso Toots Theilemans will explore Brazilian jazz in a concert with the guitarist Oscar Castro-Neves and the percussionist Airto Moreira in April next year; in January, for a show at Alice Tully Hall called "European Themes," the Lincoln Center Jazz Orchestra, led by Wynton Marsalis, will play an entire program of Europe-inspired jazz, as composed by John Lewis, Gil Evans and others.
Monk's music will be the subject of solo interpretations by the celebrated tenor saxophonist Chris Potter and the Chinese pipa-player Min Xiao-Fen, among others. The concerts will be at the Kaplan Penthouse in December; in the same space and also in December, Miles Davis will be the theme in a concert featuring young and veteran trumpeters. Other Kaplan shows will focus on Dexter Gordon, Lionel Hampton and Milt Jackson.
Larger concerts, at Alice Tully Hall, are to include evenings built around the work of Count Basie in January, Mary Lou Williams in May and Ornette Coleman in February. The Coleman concert will feature the Lincoln Center Jazz Orchestra and Dewey Redman as guest soloist. Dave Brubeck will appear at Avery Fisher Hall in March with an octet, a rare format for his playing or arranging since the late 1940's.
The nightclub-style "Singers Over Manhattan" series of double-bills at the Kaplan Penthouse will include the vocalists Carla Cook, Lucky Peterson, Sheila Jordan, Ian Shaw, Paula West and Mose Allison; there will also be solo-piano performances there by Brad Mehldau, Kenny Barron, Cesar Camargo Mariano and Hilton Ruiz. A Valentine's-eve concert at Avery Fisher Hall will present a double bill of Ahmad Jamal and Shirley Horn. And the Lincoln Center Afro-Latin Big Band, led by the pianist Arturo O'Farrill, will perform in an evening of Latin-jazz repertory in March at Alice Tully Hall.
Educational events now make up two-thirds of Jazz at Lincoln Center's schedule. Next year they will include the ninth annual "Essentially Ellington" high-school jazz band competition, on May 23 and 24 and a second season for the "Jazz for Young People" jazz-appreciation curriculum for middle schools.
The Lincoln Center Jazz Orchestra will play more than 60 dates on the road, including a four-day performance and educational residency in Mexico City. In December it will go to Boston for a brief residency with the Boston Symphony Orchestra to perform Mr. Marsalis's extended work "All Rise," conducted by Kurt Masur.
Todd Barkan, the organization's artistic administrator, said that Jazz at Lincoln Center was still planning to open its new Columbus Circle home in the fall of 2004."

Alegria - Wayne Shorter, VERVE, lançado em 25/3

WAYNE SHORTER acaba de lançar seu último disco chamado Alegria, totalmente acústico, ao que parece demonstrando seu respeito e sua adaptabilidade à musica dita "global", aí incluída a música brasileira. Desfiando desde as Bachianas n.5 até temas de nítida influência africana, como Angola, Shorter se faz acompanhar de uma seleção de ótimos músicos atuantes no meio jazzístico, num time que impõe respeito.
Senão, vejam quem dá o ar de sua graça em Alegria: Danilo Perez e Brad Mehldau nos pianos, John Patitucci no baixo, Brian Blade e Terri Lyne Carrington na bateria, Alex Acuña na percussão e, nos sopros, a seguinte galeria de feras: Chris Potter no bass clarinet e no sax tenor, Lew Soloff, Chris Gekker e Jeremy Pelt nos trompetes, Michael Boschen, Steve Davis, Bruce Eidem, Jim Pugh e Papo Vasquez nos trombones, além de outros diversos músicos de apoio nos cellos, tuba, flauta, oboé, etc, dentre outros sinfônicos.
As faixas são 1.Sacajawea; 2.Serenata; 3.Vendiendo Alegria; 4.Bachianas Brasileiras No. 5; 5.Angola; 6.Interlude; 7.She Moves Through The Fair; 8.Orbits; 9. 12th Century Carol; 10.Capricorn II .
O tenor de Shorter, que não atuava como líder em um disco acústico desde 1967, amolda-se facilmente a temas tão distintos como um de inspiração celta e outro baseado numa popular melodia espanhola dos anos 60.
E isso é jazz, perguntariam vocês? Cabe a cada um ouvir o disco e então, aqui voltar para um debate mais completo. Com alegria.

Notícias de jazz em... Tauranga (* WPIT?)

Enrico, nosso repórter avançado, hoje do outro lado desta bola azul a quem chamamos de Terra (embora 2/3 sejam água) nos dá conta de que na Nova Zelândia, e mais precisamente fora da capital Auckland, há jazz para ninguém botar defeito. A cidade de Tauranga, com efeito, vem sediando um festival de jazz há 41 anos, que se considera o mais antigo festival de jazz no hemisfério sul e o mais longo festival consecutivo e num mesmo local DO MUNDO, sempre na época da Páscoa. Seguindo este link, dá para se ter uma idéia de como as coisas funcionam por lá, ainda na base das apresentações de bandas que emulam o som de New Orleans além de prestigiarem totalmente os músicos locais.
Mas uma certa apresentação me fez babar. A da abertura do festival em 17 de abril: a apresentação, pela primeira vez, de filme que retrata Billie Holliday no "Emerson's Bar and Grill", de Sydney, Austrália, onde interpreta nada menos do que 15 canções num único set. Como nada é perfeito, o histórico show ocorreu próximo aos últimos dias de Lady Day, o que certamente a mostrará bastante prejudicada em termos vocais. Mas, indubitavelmente um documento histórico imperdível. Alguém se habilita?
(*) what's p.... is that?