Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

COMO DIRIA NOSSO BOM SAZZ ...

31 março 2003

Aí vão as pedradas, para ilustrar o nosso - já tão lindo - eletrônico:







Bene-X

ESSA É PARA O LIVRO

Vejam mais essa pérola do OOR (operoso oráculo Raf), a mim gentilmente enviada por mail:

"O saxofonista Paul Gonsalves, um dos principais solistas da orquestra de Duke Ellington, bebia 24 horas por dia, vivendo permanentemente num grau etílico inimaginável para um ser humano. Certa noite, durante um concerto, completamente embriagado, adormeceu em pleno palco para desespero do maestro. A orquestra continuou tocando, mas nada perturbava Gonsalves, que dormia a sono solto. Durante um dos números, enquanto o trompetista Willie Cook tocava seu solo no microfone à frente da orquestra, aproximava-se a vez de Gonsalves. Preocupado, o trombonista Buster Cooper acordou-o para que fosse à frente. Completamente tonto, Gonsalves foi trocando pernas em direção ao microfone. Nesse exato momento, Cook terminou seu solo e o público aplaudiu demoradamente. Ouvindo os aplausos, Gonsalves deu meia volta e sentou-se na sua cadeira sem ter soprado uma única nota. Sorridente, voltou-se para Cooper e disse eufórico: - Viu como gostaram do meu solo? Ainda estão me aplaudindo”.
Dizem que Ellington quase teve um troço.

Raf
"

É ou não é para o livro ?

Grato, mais uma vez, JeDi ...

Bene-X

Não se pode ter tudo na vida

Há momentos em que o ser humano tem de fazer opções. Tipo: numa mesma data, você prefere ir ver um show do Eric Alexander, um jovem saxofonista que desponta no cenário jazzístico como um craque, ou prefire ir ver a Karolina Strassmayer, outra saxofonista-flautista não tão em evidência mas de bela figura física? O que vale mais para jazzistas empedernidos como os leitores deste blog? Para vocês poderem comparar, seguem as fotos de ambos. Neste quesito, certamente Karolina dá um banho. Mas, para minha surpresa, e vocês poderão ouví-la nos links seguintes, em The Sweeper, Green e em More Than You Say, faixas de seu cd Klaro!, editado em 2002, onde acompanhada por gente do porte de Ray Vega no trompete, Wycliffe Gordon no trombone, John di Martino ao piano, Thomas Bramerie no baixo e Drori Mondlak na bateria, a bela morena Strassmayer, austríaca mas hoje estabelecida em Nova Iorque, mostra bom punch e se defende razoavelmente bem nos estilos que privilegia, o bop e o hard-bop, com calientes e espertos matizes cannonballianos.
Antes de tudo, uma ótima oportunidade de nos despirmos (êpa!) de nosso habitual preconceito com intérpretes do sexo feminino, principalmente quando tocam o instrumento símbolo do jazz, o saxofone, e apreciarmos com calma tudo o que Karolina Strassmayer tem para nos mostrar.

Finalmente, o grupo reunido em 16/2, vide post de 17/2 nos arquivos

28 março 2003

Até que enfim se conseguiu obter a foto, que claramente vale mais do que as tais mil palavras, que de todo não conseguiriam descrever o que rolou na casa do nosso gentil BenéX. Com vcs. a galera animadíssima do CJUB, na primeira vez em que todos puderam estar presentes.
Em primeiro plano, esq/dir, Mau Nah, Mestre Goltinho; atrás, Marcelón, Sazz, DeFrag, BenéX, Marcelink, Mestre Raf.
Agora todo mundo já pode saber quem é quem aqui no pedaço.

Para a opinião de todos

26 março 2003

Queria a atenção de todos para a imagem abaixo, que capturei numa das minhas andanças pelas trilhas do jazz. No bom site All About Jazz, onde se navega ouvindo bom material, na aba "Global Jazz", fiquei surpreso com o que vi.
Embora haja duas menções à Africa, curiosamente dividida em Africa e África do Sul, talvez porque nesta última se produza, de fato, jazz de excelente nível, à Itália e à Escócia -que eu saiba, produz excelente uísque nacional- não existe nenhuma menção ao Brasil. Ou seja, o que quer que seja que nossos músicos dedicados a esse estilo produzam por aqui, não tem nenhum reconhecimento lá fora. Eu acho que está na hora de iniciarmos uma grande reação a isso, não sei bem como, mas o jazz que se pode produzir por aqui, se bem conduzido, tem perfeitas condições de ser mencionado. Basta que se crie o oba-oba devido. E aí, pessoal?

Fundos de tela com estrelas ou motivos de jazz

Se você quiser que a aparência de seu micro tenha algo a haver com seu bom gosto musical, vá até esta página da Jazz Review, escolha a imagem que melhor se adapta à sua fase atual e faça seu download. Depois é só explicar, com ar de superioridade, aos seus colegas e amigos leigos quem é o tal de "João Coltrane" a quem você se referiu como sendo a imagem de fundo do seu computador. Show.

As Últimas 6 Músicas da Minha Lista

23 março 2003

Estas músicas surgiram em minha vida sem um momento específico mas são muito especiais para mim:
5 - Água de Beber (Jobim/Vinícius) - Por Astrud Gilberto
6 - Insensatez (Jobim/Vinícius) - Por João Gilberto - O Mito
7 - Só Tinha Que Ser Com Você (Jobim/Aloysio de Oliveira) - Por Elis Regina - Elis & Tom
8 - Desafinado (Jobim/Newton Mendonça) - Por João Gilberto e Stan Getz - Getz/Gilberto
9 - Fly Me To The Moon (Bart Howard) - Por Frank Sinatra e Tom Jobim - Duets II
10 - Sanford & Son Theme (Jones/Fitzgerald) - Por Ella Fitzgerald - Jazz at The Santa Monica Civic 72

BENE-X, AT LAST

22 março 2003

Como antecipei em comentários a alguns dos posts dos colegas, as músicas que estão associadas a nossos momentos marcantes podem NÃO ser, necessariamnente, aquelas de que mais gostamos. Sabe-se lá o tema que o destino pôs no caminho de cada um em tal ou qual ponto crucial de sua existência. Nós não escolhemos os acasos, mas eles nos marcam e sua trilha sonora jamais é apagada de nossas mentes.

Como, confesso, essas bandas sonoras (pelo menos algumas das minhas) eventualmente podem parecer constrangedoras, quando não ridículas, aos olhos dos outros (quiçá aos meus, hoje), lançarei, ao contrário de minha própria proposição inicial, os 10 temas (standards ou originais) em jazz que mais me atraem.

Resumidamente, aqueles que, figurando na contracapa do CD, o tornam imediatamente candidato à aquisição. Destaco, também, as versões preferidas.

- So What (Miles Davis): várias versões, todas do próprio Miles: a original, do Kind of Blue; a famosa versão filmada nos estúdios da CBS; a dos concertos de Estocolmo, de 1960; as do Carnegie Hall de 1961 (com a orquestra de Gil Evans) e 1964, esta última já com o chamado "2º quinteto";

- Autumn Leaves (Kosma/Prevert/Mercer): Sarah Vaughan, Crazy and Mixed Up, Pablo, 1982; Keith Jarret, Still Live, ECM; a clássica leitura do Something Else (Cannonball e Miles, Blue note), com sua indefectível introdução, até hoje utilizada; Art Tatum, TheTatum Group Masterpieces, Vol. 8 (com Ben Webster), Pablo;

- All the Things You Are (Hammerstein/Kern): Johnny Griffin, A Blowing Session, Blue Note; a longa, porém linda versão da orquestra de Duke (Ray Nance, vocais e violino), no clássico Indigos (Columbia); Keith Jarret, Tribute, ECM;

- Moanin (Bobby Timmons): sem dúvida a versão do histórico concerto de 1985, One Night with Blue Note, Art Blakey, reunião de antigos integrantes dos Jazz Messengers; a versão original, do disco homônimo (Blue Note) é também antológica, claro;

- Moanin´ (Charles Mingus): tanto a gravação original (Blues & Roots, Atlantic), quanto a enérgica versão de Tito Puente (Royal T, Concord Picante);

- When Joanna Loved Me (R. Wells/J. Segal): Tony Bennet, qualquer gravação (eu, como ele, dei nome a minha filha em grande parte por causa desta música);

- Reunion Blues (Milt Jackson): Oscar Peterson, Very Tall, Verve;

- Bright Mississipi (T. Monk): Monk, claro, no antológico Monk´s Dream, Columbia;

- Green Chimneys (T. Monk): Elvin Jones, It Don´t Mean a Thing ..., Enja

- Duke´s Place ou C-Jam Blues (Duke Ellington): Várias gravações, com destaque para aquelas em que participa Ella Fitzgerald;

- Work Song (Nat Adderley): Paris Reunion Band (Vídeo).

Elaborar uma lista como essa é, claro, cometer um crime contra dezenas de outros temas de igual quilate, maravilhosos e inequecíveis, como, p.e.: Canteloup Island (H. Hancock), Watermelon Man (Hancock), Song for My Father (H. Silver), The Sidewinder (L. Morgan), Misty (E. Garner), Round Midnight (Monk), as grandes composições de Parker, Gillespie, Benny Golson, Bill Evans, W. Shorter, Coltrane, M. Legrand, tantas do American Songbook, a própria Bossa Nova, etc., etc. e etc. ...).

Mas os dez (11, na verdade) acima são irrestíveis, parece inegável.

Bene-X

José Domingos Raffaelli

Após mais um memorável ágape, em que esteve reunido o CJUB em peso - apesar da sentida ausência de nosso querido Marcelón - pudemos comprovar, como de hábito, a usina jazzística que se personifica na figura de Mestre JDR.
Para abrir esta resenha, o mínimo a declarar é que, passada uma semana da verdadeira aula de história sobre as origens do jazz que me foi ministrada quando andávamos pelas ruas do Centro, o Grande Mestre me emprestou uma jóia rara, "Harry James Live", gravado em Londres (1971), onde se encontra, entre outras pérolas, uma magnífica versão de "That's All", que é uma das músicas que elegi como favorita (na versão de Bobby Scott), em que se destaca um belíssimo solo de sax executado por Corky Corcoran.Mas deixemos essa questão de lado, pois temos assunto mais importante a tratar.
Para os poucos privilegiados que podem desfrutar da companhia do Mestre durante toda uma tarde, nada mais saboroso que ouvir suas inifinitas histórias. Ontem, quando conversávamos sobre uma deliciosa história vivida com a viúva de Clifford Brown, surgiu-me a idéia de registrarmos, em sessões que já se antecipam históricas, a melhor coleção de histórias, causos e afins que se possa pretender em termos de jazz - quiçá editando um livro com o selo CJUB.
Fica lançada a proposta, e, caso o Mestre esteja de acordo, poderíamos iniciar as sessões desde já.
Ouvindo mais uma vez o solo de Corky Corcoran, desejo a todos um ótimo final de semana.

Nada a haver, tudo a haver

21 março 2003

Essa frase que recebi é tão bem bolada que mesmo não tratando de nenhum dos assuntos do CJUB, merece ser aqui postada, para que todos vejam que interessante.

"You know the world is going crazy when the best rapper is a white guy, the best golfer is a black guy, the Swiss hold the America's Cup, France is accusing the US of arrogance, and Germany doesn't want to go to war!"

Pré-teste do logo do CJUB - 2a. versão

20 março 2003

Por motivos de ordem técnico-gráficos, tais como perda de visão dos detalhes como o charuto e das pedras de gêlo do uísque, no caso de redução da marca pretendida anteriormente, segue abaixo a segunda versão da marca deste pedaço de parede eletrônica, de autoria e execução da equipe da Cria Caso. Para a opinião de todos. E informando desde já que as letras da linha inferior serão adequadas à largura total. Esse esboço aí, eu fiz em cima do que recebi da Mariana, com os instrumentos toscos que tinha, pois a semana deles lá, Deo Gratias, está bombando, no sentido muderno da coisa.

A pergunta que não quer calar...

19 março 2003

Descubram AQUI:

O primeiro post de um leitor - Jefferson Teixeira e suas 10 Favoritas

Sempre fomos abertos para as opiniões e comentários de nossos leitores. Um dos mais assíduos, o Jefferson Teixeira, pelo tempo de casa e pelo interesse e apoio demonstrados ao nosso grupo de editores, foi convidado a apresentar suas 10 músicas favoritas, embora não precisasse de um ticket para isso. Então, estamos publicando abaixo as escolhas dele, como incentivo aos demais leitores para que também se manifestem. Novas idéias, novos enfoques e conceitos, repito, sempre serão bem-vindos.
Com vocês a lista do J.T. e o texto com que as cercou:


Como foi pedido, aí vão as 10 mais, Músicas que em algum momento trazem lembranças da época de Criança, Do Primeiro Beijo, o Primeiro Charuto, a descoberta de novos amigos, pessoas com quem compartilhar emoções, alegrias e tristeza O Jazz assim como o Vinho, o Charuto, tem o poder de juntar pessoas entorno de Si.

1 - Miles Davis - [Dixon/Henderson] - Bye Bye Blackbird
2 - Chet Baker - [De Lange / Van Heusen] - Deep in a Dream
3 - Charlie Parker - [Jones] - Slow Boat to China
4 - Javon Jackson - [A. C. Jobim] - Useless Landscape
5 - Billie Holiday - [Allan] - Strange Fruit
6 - Nina Simone - [Gershwin/Gershwin] - I Love You Porgy
7 - Carmen McRae - [Ellington] - Sophisticated Lady
8 - Dinah Washington - [Austin] - Take Your Shoes Off, Baby
9 - Sarah Vaughan - [Hart/Rodgers] - My Funny Valentine -
10 - Duke Ellington - [Ellington] - Sophisticated Lady

Estão aí as 10 Músicas, que se deixasse essa lista aumentaria muito, tentei escolher as músicas que de alguma forma marcaram minha vida, como por exemplo "Take Your Shoes Off, Baby". Esta música marcou meu primeiro Jantar e Minha estréia Como Gourmet, e sempre que sento para degustar um Bom Charuto sinto o som "macio" do Sax Alto do Javon Jackson tocando Useless Landscape (marcou meu primeiro Charuto).
A Primeira Vez Que eu fui ao Bar Brahma (aqui em SP), no caminho estava ouvido uma rádio que toca jazz apartir das 23h, quando de repente tocou Deep in a Dream com Chet Baker, putz... valeu a noite.

O fundamental almoço de 14 de Março de 2003 - no Mercado, 32 - Rio

18 março 2003

Se o time não estava completo -o Sazz, o Marcelink e o mestre Goltinho tinham assumido compromissos inadiáveis, infelizmente- a reunião informal das sextas feiras foi marcante por diversos aspectos, a começar pelo début da participação do Raf nelas, que esperamos, seja a primeira de uma série interminável.
A conversa fluiu exclusivamente sobre jazz e por duas mágicas horas esquecemos as palavras guerra, Bush, Saddam, Beira-Mar, Josias e (argh!) Garotinho. Rosinha só foi citada quando alguém mencionou a cor da capa do clássico disco de Pettiford/Burke chamado BASS.
As perspectivas para os aficcionados, neste ano, em termos de opções de espetáculos, foram consideradas ótimas, basicamente pelas confirmações do Chivas Fest e seu muito bom cast -que não podemos ainda divulgar, exceto se por email, diretamente aos interessados- e do Free Jazz, este retornando depois da impossibilidade de sua realização ano passado por motivos cambiais e de patrocínio.
Outras novidades foram aventadas, dando-nos a esperança de uma retomada do terreno perdido pelo jazz de boa qualidade para outros ritmos e estilos musicais menos nobres, na noite carioca. Todos foram unânimes em se movimentar para tentar reverter o quadro de predominância da cidade de São Paulo no atual panorama, quando inumeros artistas internacionais de peso vem se apresentar lá, exclusivamente, nem mesmo passando pelo Rio.
Uma muito interessante possibilidade nesse sentido foi levantada, a do retorno do Theatro Municipal ao grupo de locais onde se poderá apreciar novamente a espetáculos de jazz, o que só confirmaria a qualidade dos eventos desse segmento musical e a conseqüente determinação da existência de público altamente qualificado para assistí-los. Alguém mencionou , sem confirmação, a presença da craque Diana Krall no final do ano para se apresentar naquele majestoso palco.
O clima de confraternização só foi tisnado pela lembrança do falecimento do baixista Ricardo do Canto, que por muitos anos fez dupla com o excepcional pianista e maestro Edson Frederico. Este, hoje, encontra-se em situação delicada de saúde e decidimos direcionar para ele, no futuro próximo, um pouco da atenção do CJUB, em termos práticos.
O encontro, finalmente, serviu para demonstrar que o grupo de editores do CJUB vem se consolidando em termos não só da amizade e da camaradagem que os une mas também técnicamente, com a adesão definitiva dos pesos-pesados Arlindo Coutinho, José Domingos Raffaelli e, esperamos, Luis Orlando Carneiro, cujo convite a integrar o time já foi disparado e no momento aguardamos sua resposta.

* esq./dir. Na foto, os sorrisos do RAF, do Marcelón, do Mau Nah, do Bené-X e do DeFrag demonstram o clima espetacular do encontro.

Mistura Fina, récita extra Domingo 16/03/2003 - 20:30 hrs
Duo Cesar Camargo Mariano e Romero Lubambo

17 março 2003

texto do editor Sazz

É, senhores, talvez pela abstinência de grandes espetáculos (musicais) nessa tão castigada cidade maravilhosa, o encontro acima citado tenha quebrado todos os recordes de público, da hoje única casa de musica instrumental de qualidade do Rio de Janeiro, onde consegui, com a ajuda do Pedro Paulo uma mesa para assistir um dos já melhores concertos de 2003, que relato meio apressadamente a vcs.
Bom, não é preciso dizer que além de um publico excepcional e de grande respeito com o espetáculo, onde encontravam-se grandes músicos da nossa melhor arte tais como Osmar Milito, Markus Resende, Rildo Hora, Ricardo Silveira, Nando Carneiro e Wanda Sá minha companheira de mesa, entre outros menos votados, posso dizer que o repertório praticamente todo baseado no recente "cd" da dupla, demonstrando uma total sintonia e entrosamento, onde destaco os temas "O que é o que é", uma balada do Cesar
Camargo de fazer arrepiar os pêlos do c., a sincopada "Mr. Junior" do Romero com um andamento na base rock/jazz simplesmente monumental e além claro dos standards, "Fotografia", "April Child", "Samba Rasgado", "Wave" e o bis com "Samambaia" do disco lançado em 1981, onde o Romero deixa longe e quase sem saudade o Helio Delmiro. Que na entrevista ao Globo de sábado declara tratar se do seu melhor discípulo, esquecendo talvez dos mais de 15 anos do mesmo em território muito distante das praias santistas, ouvindo e gravando com os melhores músicos do planeta.
Destaco a elegância do Cesar, hoje um dos nossos melhores pianistas, com uma sutileza impar e solos muito bem fraseados na excelente e fiel escola de Bill Evans e Luiz Eça. e o Romero que para mim está hoje entre os 3 melhores do mundo no seu belo Ibanez mid acústico, de uma sonoridade impressionante e só não roubando a cena pela sua humildade e devoção ao maestro.
A lamentar apenas sua ausência no Chivas, a mim confirmada ontem após o show, junto com o Duduka da Fonseca, pois estará fazendo o circuito universitário norte americano. E finalmente refletir e acatar a velha frase do nosso maestro soberano, de
que a melhor saída para o musico brasileiro ainda é o Galeão.