Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Mario Vieira (Manim), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).


BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

Mais um artista empresta sua arte ao CJUB

28 fevereiro 2003

O CJUB recebeu hoje autorização de Nicole Etienne, artista plástica californiana com longos estudos na Europa, principalmente na Escola de Arte Lorenzo de Medici, em Florença, e com bela carreira internacional, para utilizar algumas de suas peças cujas fotos estão na net para ilustrar nossos textos. Qualquer dos editores pode, assim desejando, entrar no site de Nicole e inserir alguma imagem -há várias sob o tema jazz- no meio de seus escritos. Mãos à obra, pois.

Another artist lends its art to CJUB
CJUB has received today, from Nicole Etienne, californian-born painter with extensive studies in Europe mainly at Lorenzo de Medici School of Art, in Florence, and a beautiful international career, her authorization to let us use some of the images of her oeuvres posted on her site on the net, to enrich our texts. Any of the editors may, thus, go into her site and link an image -there are some remarkable ones under "lounge", that includes "jazz"- into their writings. Let's do it, then.

AGRADECIMENTOS, UM PEDIDO DE DESCULPAS, INTERPLAY E QUINTESSÊNCIA

26 fevereiro 2003

Contrariando a ordem do título, desculpo-me, primeiro, pela longa ausência, inteiramente devida à falta de internet desde 2ª-feira da semana passada, doença trágica que acometeu meus computadores, mercê de problemas com a conexão e rede interna.

Escusas a parte, passo a (tardiamente, reconheço) agradecer a todos, indistintamente e sem exceção - menção honrosa, porém e data venia, ao Mestre JeDi - pelas palavras carinhosas quanto ao papel de anfitrião que me coube na memorável assembléia do último dia 16/2.

A casa, embora humilde, continua, claro, aberta, como sempre estará, a tão queridos e fraternos companheiros, para vindouros eventos, tão ou mais proveitosos, por certo, em se tratando da excepcional matéria-prima que cada um de nós - quiçá juntos (!) - representa para a formação de uma amizade emblemática e sem paralelo.

Em plena dicção jazzística, tenho que, passando o degrau do interplay - já raro de ser alcançado - alçamos à quintessência, amálgama de interação e intuição que só os combos hors-concours conseguem atingir.

A todos, portanto, perdão pelo serôdio reconhecimento, do qual me penitencio, e minha mais profunda gratidão pela peculiar amabilidade.

Charutos, para que os queremos...

O cartunista Kulpa (riu, de que, mesmo?), já em 98, fazia a delícia dos internautas com seu ataque a Saddam Hussein. Acho que está chegando a hora do dito cujo mas não acho que se desperdiçará nenhum "puro" com sua pessoa. Fica aqui, apenas, a gozação.

A parte do Grammy que nos interessa(?)

24 fevereiro 2003

Segue abaixo o extrato da premiação anual do Grammy, ocorrida ontem à noite. Queria ouvir os comentários dos demais editores quanto às premiações, que, no meu entender, parecem tender na direção da "poplização" da categoria. É mais uma sensação geral do que uma constatação efetiva pois ao se ler a lista, não há necessariamente corpos estranhos ao jazz (não conheço o grupo de jazz latino). A despeito de não ter nenhuma dúvida de que Ms.Krall é legítima e digna representante do segmento, fiquei buscando na listagem alguns nomes de maior tradição. Adoro Diana, que é hoje, a maior vendedora de discos da categoria; o que, devido ao que considero suas qualidades indíscutíveis de jazzista, é bom para o jazz como um todo pelo poder de atração de pessoas que poderiam, no caso de sua inexistência, restar indiferentes ao ritmo e não se aculturarem nesse sentido. Mas mesmo com Hancock/Brecker/Hargrove premiados e Dave Holland emplacando um na categoria "large ensemble", ressenti-me de um peso maior nos nomes escolhidos. É certo que os jurados do Grammy se movem preferencialmente pelas cifras, não são especialistas, etc. mas mesmo assim acho que faltou peso nas escolhas. Com a palavra os confrades.



GRAMMY, categoria JAZZ:

Melhor Disco de Jazz Contemporâneo
"Speaking Of Now" - Pat Metheny Group

Melhor Disco de Jazz (com vocais)
"Live In Paris" - Diana Krall

Melhor Solista de Jazz Instrumental
Herbie Hancock - (por "My Ship", do disco "Directions In Music")

Melhor Disco de Jazz Instrumental
"Directions In Music" - Herbie Hancock, Michael Brecker & Roy Hargrove

Melhor Disco de Grande Conjunto de Jazz
"What Goes Around" - Dave Holland Big Band

Melhor Disco de Jazz Latino
"The Gathering" - Caribbean Jazz Project

8 - All Blues - por Dennis Rowland

21 fevereiro 2003

Quando fui pela primeira vez ao apartamento do bom amigo (e, ocasionalmente, excelente pintor) Gonçalo Ivo, no Rio, ele me fez sentar numa poltrona confortável e me disse, cortando aquela acelerada troca de assuntos inicial de pessoas que não se viam fazia tempo, cheias de novidades a desfiar, ao mesmo tempo em que me entregava uma "flûte" de Laurent Perrier bem gelada -padrão no pedaço-: "Ouve só isso!".
Fiz silêncio e prestei atenção. Enquanto uma voz rouca ribombava pelo ambiente, fui reconhecendo o tema de Miles, numa levada inusitada e rica. Quando, após a abertura cantada pelo desconhecido Dennis Rowland em tom bastante grave, explodiu o trompete cortante de Wallace Roney, eu já estava suando frio com aquela sensação de incompetência que acomete ao aficionado por jazz quando se depara com uma coisa muito boa e desconhecida. Como é que eu não conhecia aquilo?, perguntava-me aflito.
Para tornar a história curta, trata-se de um disco-tributo a Miles que não pode faltar em nenhuma coleção de amantes do jazz e já havia feito há tempos uma resenha dele aqui. Está em algum lugar dos arquivos.
No entanro ressoa até hoje na minha memória, mesmo depois de ouvi-la inúmeras vezes, a audição inicial dessa sensacional versão de All Blues. Obrigado, amigo Gon, pela bela apresentação.
Lembrando, o time desse disco chamado "Now Dig This" é composto por Joe Sample (p), Sal Marquez e Wallace Roney (tp), Terry Harrington (ts), Chuck Berghofer (b), Terry Harrington (d), além do magnífico Rowland no vocal.
Vale cada centavo (de dólar) empregado na sua aquisição.

"Now Dig This - A Vocal Celebration Of Miles Davis" Dennis Rowland - Concord Jazz - 1977

6. The Köln Concert, part I

20 fevereiro 2003

Obra que dispensa qualquer comentário, basta por sua referência, é companheira inseparável desde sempre e musicou diversos dos mais significativos episódios de minha vida.

The Köln Concert, part I (Keith Jarrett)
ECM. The Köln Concert

5. Palhaço

O nome dela era Irene, e foi, seguramente, a melhor amiga que tive aos 20 anos. Era ela que estava comigo na histórica apresentação de Egberto Gismonti, em 1985, no Theatro Municipal. Perdi a mais que querida amiga, tragicamente, em 1987.
Esta perda de rara significação me levou à busca de uma possível causa para tal. Lembro-me perfeitamente que absorvi, página por página, a monumental obra de Albert Camus, O Mito de Sísifo, sempre ao som de "Palhaço", numa homenagem à amiga e àquela noite, e uma lembrança que perdurou ao longo dos anos, para a qual conheci as mais diversas interpretações - em solo, duo, trio e orquestral.

Nenhuma delas, em minha opinião, se compara à interpretação, em duo, oferecida por Egberto Gismonti e Charlie Haden, gravada em 1989, no Festival de Jazz de Montreal, a qual, conforme resenha feita neste muro, me levou à auto-penitência de só vir a conhecer no ano passado.
Ainda que eu sinta superada aquela perda, a memória ainda me faz soluçar cada vez que ouço os acordes da preciosa música, harmônicos como as teclas negras e brancas de um piano.




Palhaço (Egberto Gismonti)
ECM. Charlie Haden & Egberto Gismonti In Montreal

7. What are you doing the rest of your life - por Shirley Bassey

Essa música composta por Michel Legrand pode ser considerada na categoria premium dentro do mundo fonográfico pois já a interpretaram, só para falar do primeiríssimo time (e que não está completo) Bill Evans, Frank Sinatra, Barbra Streisand, Mel Tormé, Oscar Peterson, Joe Pass, Stan Kenton, Dinah Shore, Shirley Bassey. É dessa última, no entanto, a gravação que mais me gratifica, entrando assim no meu time de favoritas sem prejuízo das demais. Pois a combinação da pronúncia britanicamente pedante de Ms. Bassey aliada ao seu timbre metálico fazem um contraste com o lirismo da letra que me enchem a alma de estímulos dos mais variados. Como acontece com Ruby My Dear, do Monk (já listada aqui), também me sinto bem melhor depois de ouví-la.
Segue a letra em inglês, de autoria de Alan e Marilyn Bergman:

I want to see your face in every kind of light
In fields of dawn and forests of the night
And when you stand before the candles on a cake
Oh, let me be the one to hear the silent wish you make
What are you doing the rest of your life?
North and South and East and West of your life
I have only one request of your life
That you spend it all with me
All the seasons and the times of your days
All the nickels and the dimes of your days
Let the reasons and the rhymes of your days
All begin and end with me
I want to see your face in every kind of light
In the fields of dawn and the forests of the night
And when you stand before the candles on a cake
Oh, let me be the one to hear the silent wish you make
Those tomorrows waiting deep in your eyes
In the world of love that you keep in your eyes
I'll awaken what's asleep in your eyes
It may take a kiss or two
Through all of my life
Summer, Winter, Spring, and Fall of my life
All I ever will recall of my life
Is all of my life with you.


É isso aí!

19 fevereiro 2003

Recém chegado da paulicéia desvairada, gostaria imensamente de agradecer ao JDR pelas palavras carinhosas que só confirmam a excelencia da escolha como grão mestre e editor honorário desta nossa brincadeira, que séria já se tornou e principalmente por reunir amigos e irmãos, que assim o serão para todo e sempre.
Depois quero informar que as cópias do Marcelon ( Barney Wilen e Frank Wess ) e do Coutinho ( Don Byron ), já estão feitas bem como as demais e como combinado espero entregar os originais ao Marcelink ou ao Mau Nah imediatamente.

MOTIVO DE MUITO ORGULHO PARA NÓS

17 fevereiro 2003

O encontro dos editores do CJUB ocorrido ontem, domingo, 16/2, transformou-se em uma data marcante para todos. Pela primeira vez tivemos o time completo, acrescido das valiosas presenças do ilustríssimo Arlindo Coutinho e, debutando nas reuniões, o que muito honrou a todos, o nosso grão-mestre José Domingos Raffaelli, que dispensa apresentação.

Nossos mestres Raf e Goltinho (apelido designado pelo próprio Raf para ser o pseudônimo do Arlindo aqui no blog) passam a figurar no time de editores do CJUB que dá as boas vindas aos leitores e cujos emails ora se disponibiliza para todos os aficionados que acompanham nosso entusiasmo pelo jazz (e também por alguns de seus bons acessórios como o uísque e os charutos).

Nosso dia hoje é festivo, não apenas pelos eflúvios musicas da excepcional noite de ontem, mas, e principalmente, pela integração da excepcional bagagem de conhecimento jazzístico, na acepção técnica e nas situações pessoais, únicas, vividas com inúmeros jazzmen que esses dois outros verdadeiros Homens do Jazz trazem para enriquecer nossas vidas.

E que o jazz seja a mais executada trilha musical da vida de todos nós, por muitos e muitos anos, amém!

Palavras do nosso Editor-Honorário, ora entronizado sob o pseudônimo RAF

Caros amigos e companheiros do blog,

Desejo expressar meus sinceros agradecimentos pela acolhida e pelas generosas palavras de carinho por parte de todos na maravilhosa reunião de ontem, domingo, dia 16 de fevereiro, data que guardarei para sempre como uma das mais gratas recordações de minha vida.

Foi uma alegria reencontrar David, nosso irrepreensível anfitrião, um perfeito cavalheiro que nos cercou das maiores atenções, deixando-nos inteiramente à vontade, servindo-nos bebida variada e comida, enfim, criando um maravilhoso clima da maior e saudável camaradagem, com alegria, entusiasmo e total descontração. Agradeço-lhe o honroso convite de participar da reunião.

Também reencontrei Mauro, a quem conheço há uns 20 anos, chefe inconteste de nosso blog, incentivador incansável de nossas atividades e fotógrafo quase oficial da reunião, esmerando-nos em imaginar criativas poses em febril atividade para a sua lente (ou a máquina é do Sá ?).

Outro que reencontrei foi o Sá, a quem conheço como presença marcante nos festivais de jazz, dinâmico personagem (no melhor sentido da palavra), cujo entusiasmo contagiante foi um fator a mais para animar nosso encontro. Sua animação é de causar inveja ao mais fanático torcedor de futebol – um dínamo gerador de energia.

E a presença do Gol-tinho, velho companheiro de batalha em prol do jazz, a extroversão em pessoa, personalidade agitada e frenética de incansável empreendedor cujos gritos de guerra sempre animaram alguns artistas e parte do público nas noites do Free Jazz e do Chivas Jazz deve ser enfatizada com entusiasmo. Como certa vez disse o Luiz Carlos Antunes, “se o Coutinho não existisse, alguém teria de inventá-lo”. Como dizem os americanos, ele é “one of a kind”.

Esse encontro proporcionou-me conhecer e compartilhar a alegria e o entusiasmo dos confrades Marcelão (que gentilmente deu-me confortável carona de ida-e-volta, fazendo questão de deixar-me o mais próximo possível de casa, além de um papo animadíssimo nas duas viagens ao som de fitas de jazz selecionadas pelo próprio – desnecessário dizer que nos conhecemos no momento em que ele veio buscar-me e já na ida conversávamos como velhos conhecidos, em papo natural e descontraído, como se retomássemos uma conversa de dias ou horas antes), Marcelinho (sempre sorridente – será ele o nosso smiling boy e nosso baby face, que me surpreendeu com o gentil pedido de escrever uma dedicatória no “Guia do Jazz em CD, outro jovem que extravasou sensibilidade no grupo) e Fraga (devotado jazzófilo, como os demais, que teima em me chamar de mestre a todo momento, e se insistir acabará alimentando meu ego, convencendo-me de que sou algo do gênero – senti o quilate de sua personalidade emotiva e altamente emocional em nosso abraço inicial e na despedida, demonstrando uma sensibilidade à flor da pele, uma alma de artista já revelada em seus diversos depoimentos em nosso blog).

Tenho uma dívida de gratidão com todos vocês. Foi uma noite inesquecível e vocês rejuvenesceram meu entusiasmo com o calor da acolhida que me emocionou. Não tenho palavras para expressar meus agradecimentos. Vocês mexeram com a alma e o coração deste jazzófilo combalido pela idade e por algumas decepções sofridas ultimamente, dando-me novo ânimo e uma ponta de esperança em dias melhores. Como disse ontem, repetindo uma velha frase, a música só faz amigos quando reúne pessoas genuinamente sinceras, despidas de interesses materiais, mas pensando unicamente num fraterno encontro entre companheiros que se unem em torno de um ideal em comum: o jazz, cuja magia acende e reacende a chama da verdade e da comunicação entre amigos que se reúnem para momentos de confraternização, enlevo e pura alegria. Saí de lá como se conhecesse todos há muito tempo, mas, ironicamente, foi nesse encontro que conheci alguns deles. Não é pura magia ?

Bem, sem mais delongas nem divagações, faltam-me as palavras. Parabéns a todos pelos seus conhecimento sobre jazz, demonstrados ao longo da reunião com comentários criteriosos e diretos ao ponto. Deus abençoe a todos e mantenha o grupo sempre unido em torno desse ideal. Apesar de ranzinza e rabugento (a idade me fez assim), orgulho-me de pertencer a esse grupo maravilhoso, agradecendo a todos pela receptividade, pelo carinho e pela bondade. Vocês restauraram minha fé no ser humano.

Long life to everybody, good health and keeping bearing the torch of jazz.

Raf, JDR ou JeDi (como queiram)

As 10 mais do Sazz

Amigos amantes da boa musica, quero antes de todos ( até porque estarei ocupado em Sampa hoje e amanhã ) parabenizar nos pelo encontro de ontem, onde foi ressaltada e enaltecida a qualidade musical do evento, bem como a fraternidade de um grupo de amigos em torno da mesma causa.
Gostaria também de propor que a cada evento elevassemos à categoria de pedestal, ou qq outro nome que se queira dar, àqueles cds eleitos durante a reunião, como por exemplo o do Barney Wilen ( Barney ) levado pelo "JDR", simplesmente monumental.
Quero registrar também as minhas 10 musicas favoritas independente da ordem e suas respectivas interpretações, a saber :

1) So What ( Miles ) - All Stars / Michel Petrucciani
2) Round Midnight ( Monk ) - Miles Davis cd Directions
3) Stormy Weather ( Arlen ) - Etta James
4) Sophisticated Lady ( Duke E. ) - Archie Shepp & Jeanne Lee
5) One For My Baby ( Arlen ) - Billie Holiday
6) What´s New ( Coltrane ) - Linda Ronstadt / Bill Evans
7) Never Let Me Go ( Livingston ) - Keith Jarrett
8) A Fala da Paixão ( Gismonti ) - Egberto Gismonti
9) Beatriz ( E.Lobo ) - Milton Nascimento
10) Chovendo na Roseira ( Jobim ) - Elis Regina

E, finalmente, a pergunta que não quer calar: Qual foi o barbeiro do Fraguinha ???

Post com enderêço certo...

13 fevereiro 2003

Acho que um de nossos editores vai gostar das fotos aqui deste post. A de Dizzy com El Comandante nos foi enviada pelo Jefferson, amigo cada dia mais fiel deste pedaço de muro. Muro este que nada tem a haver com El Paredón, tão caro ao "jefe" (o Fidel, não o Jefferson). A outra foto é de pessoa pouco conhecida por nós, cuja identidade será devidamente revelada por esse editor, provavelmente num comentário caloroso e poético, como são costumeiramente os da lavra desse nosso mais estiloso redator.
A conferir.

Resposta ao "quiz", que estava pendente:

12 fevereiro 2003

Recuperando o texto original do "quiz" que o JDR havia proposto e para o qual pedi a ajuda de todos:

"...Para encerrar, um teste de difícil resposta: o que têm em comum as composições “At the Darktown Strutter´s Ball”, “Jersey Bounce”, “Intermission Riff”, “Desafinado”, “Take the A Train”, “Só Danço Samba”, “On the Alamo”, “O Pato”, “Disc Jockey Jump” e “Rhythm Is Our Business” ?"

E agora, nas palavras no nosso Grão-Mestre, a solução:

"Aí vai a resposta ao teste, aliás dificílimo, como frisei no meu email. A essas composições acrescento também “Yard Dog Mazurka”, do grande maestro-compositor-arranjador Gerald Wilson. Ainda há um tema de Gerry Mulligan que ele tocou aqui no Rio, em 1978, mas não lembro o nome, pois não tenho gravação do mesmo.
Sem mais delongas, TODAS elas são baseadas na seqüência harmônica de “Ring Dem Bells”, criada em 1930 pelo genial Duke Ellington – e de quem mais poderia ser ?
O objetivo do teste não era dificultar a percepção de quem quer que fosse, mas apenas registrar quantas músicas/temas/composições existem por aí com mesmas harmonias e muitas vezes nem nos damos conta.

Falando em Ellington, do qual sou fanático entusiasta e considero o maior músico do século XX, em minha vida de audiófilo detectei ter ele feito, pelo menos, 22 composições baseadas nos acordes do arcaico “Tiger Rag” entre os anos 20 e 40, cada qual com melodia inteiramente diferente das demais."

Aprenderam?