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“I LOVE JAZZ FESTIVAL” – ÚLTIMA NOITE

25 setembro 2009


A noite de encerramento do festival trouxe de volta a pianista Judy Carmichael, desta vez na companhia do guitarrista James Chirillo e do magnífico saxofonista Harry Allen. Muito comunicativa, Judy falou em português, repetiu antigas “gags” e tocou muito bem, arriscando a voz em dois números. Muito bom o guitarrista , quer nos solos quer no acompanhamento a la Freddie Greene e o destaque foi para Harry Allen, cujo sax-tenor empolgou a platéia que o aplaudia em meio aos solos. Escola Lester Young/Stan Getz, não deixou de mostrar que também ouviu mestres como Ben Webster e Coleman Hawkins. Foi o grande destaque da noite.
Na sequência tivemos os “New Orleans Joymakers”, chefiados pelo clarinetista Orange Kellin , que aqui já estivera integrando o “New York Jazz Trio” em apresentação única no falecido “Mistura Fina”. O grupo é fielmente ligado ao Jazz de raiz, o “New Orleans” puro , que se percebe facilmente pela marcação da bateria, sempre próxima a batida de marcha. Excelentes músicos, cada qual desempenhando o seu papel com rara eficiência. Linha de frente com Orange, Mark Brand(tp) e Fred Lonzo (Tb), esse o animador do show, fazendo do seu trombone tailgate uma das atrações do grupo. O ótimo trompetista Mark Brand mostrou categoria cantando “Kiss me sweet” quando exibiu uma bela voz. O pianista Steve Pistorius é uma raridade. Conhece tudo de Jelly Roll Morton, mostrando em seus solos pleno conhecimento do estilo. Walter Payton executa o seu contrabaixo sem nenhum esforço e quando solou mostrou competência. Já o baterista Bernard Johnson, que chamara a minha atenção desde o início, confirmou as minhas expectativas quando teve o seu número de solo. Espetacular, técnica apurada e um extraordinário bom gosto nos desenhos rítmicos. Foi uma magnífica noite de encerramento.
Para minha surpresa, fui entrevistado pelo Canal 14 de Belo Horizonte, quando a apresentadora (muito bonita por sinal) Sandra Coelho me pediu as impressões do festival e que eu falasse sobre o Jazz em geral. Contei-lhe, entre outras coisas, sobre o programa “O Assunto é Jazz” que teve 29 anos de duração e a coisa animou. Terminada a entrevista pegou minha mão e disse que ia me apresentar ao curador do festival. Nesse momento ele não estava no local e a coisa ficou para depois. Nova surpresa. Outra repórter, também muito bonita ,solicitou entrevista para um outro canal de TV de Minas. Acedí e ela ao saber da minha ligação com a arte disse para o câmera, “acertamos na mosca”. Fui em seguida apresentado ao curador do festival que ao saber das minhas impressões ficou agradecido e confortado. Na saída, mais uma vez a segunda repórter perguntou se eu podia dizer “I Love Jazz” para a câmera. Concordei e mais uma vez ela agradeceu dizendo ter “acertado na mosca”. Assim fui promovido a mosca. Esperamos que tanto o “I Love Jazz” como o “Jazz Festival Brasil” tenham vida longa, mostrando a todos a autêntica arte negroamericana.