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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

UM ANO SEM JOE TEMPERLEY

15 maio 2017
















Um dos saxofonistas barítonos de jazz mais importantes e admirado nos deixou no ano passado, com a idade de 86 anos.
Joe Temperley, de origem escocesa, passou grande parte de sua vida nos EUA, onde tocou em vários conjuntos e grandes bandas. Ele começou sua carreira na Inglaterra tocando na banda do famoso trompetista Humphrey Littelton. Em 1965 ele se mudou para Nova York.
Nessa década e na próxima, entre as orquestras com as quais ele atuou, concertos e gravações, incluem-se as - Thad Jones-Mel Lewis, Buddy Rich, Woody Herman e Jazz Composer´s Orchestra.
Em 1974, ele substituiu o aclamado Harry Carney na orquestra de Duke Ellington. Depois disso,  Temperley ocupou a cadeira do sax barítono na Jazz at Lincoln Center Orchestra, dirigida por Wynton Marsalis e Temperley ficou com este grupo por 30 anos.
Em outubro 2015 a Lincoln Center Orchestra lhe prestou homenagem em reconhecimento ao seu talento e pelo muito tempo com o grupo.
Seu som no sax barítono e seu jeito de improvisar, era muito pessoal, com destaque para a beleza e calor de suas frases. É fácil reconhecer quando você está ouvindo e não confundi-lo com um punhado de outros saxofonistas barítonos que se destacaram em jazz, como Harry Carney, Serge Chaloff, Gerry Mulligan, Pepper Adams, Ronnie Cuber, Gary Smulyan ou John Surman. Temperley, que foi eleito várias vezes como o "melhor saxofonista barítono" por várias revistas, foi um grande promotor da educação musical no campo do jazz onde ensinou na famosa Juilliard´s School of Jazz Studies..

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

2 comentários:

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Estimado MÁRIO JORGE:

Uma pena e confesso que o falecimento de TEMPERLEY é uma surpresa, para mim pelo menos, ainda que date do ano passado.
Belo músico com bela música, ele foi sempre um "elegante" em um instrumento dificil para solistas.
Deixou herança em trabalho contínuo e sempre perfeito.

PEDRO CARDOSO

Anônimo disse...

Mestre MaJor,

aficionado que sou pelos extremos nos sopros (trompete e sax barítono), com uma admiração a seguir pelo flügel e o tenor, e aí um pouco menor pelo sax alto, o Temperley foi para mim uma descoberta tardia, que muito me encantou.

Passei quase que a vida inteira ouvindo Gerry Mulligan e mais recentemente (pelas mãos do Raffaelli), ao Serge Chaloff, de quem nunca tinha ouvido falar, teria ficado só nisso pro resto da vida.

Mas, pela Down Beat, depois de anos sendo premiado em sequência, resolvi conhecer o som do barítono e arranjador Gary Smulyan, de quem também passei a ser fã incondicional.

É uma grande perda para os apreciadores do som profundo dos barítonos.

Mau Nah