Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

31 março 2017

         ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (11)

Abril, 01 a 03
01     Harry Carney, saxofone barítono, Massachusetts, 1974               
         Eddie Duchin, pianista / líder, Massachusetts, 1909
         Alberta Hunter,  vocal, Tennessee, 1895
         Duke Jordan, piano, New York, 1922
         John LaPorta, saxofone, Pensilavania, 1920
         Debbie Reynolds, atriz / vocal, Texas, 1932
         Steve Race, piano, Inglaterra, 1921
02     Larry Coryell, guitarra, Texas, 1943
         Marvin Gaye, canto, Washington, 1939
         Booker Little, trumpete, Tennessee, 1938
         “Boomie” Richman, saxofone tenor / flauta, Massachusetts, 1921
03     Doris Day, canto / atriz, Ohio, 1922
         Bill Finegan, piano / composição / arranjo, New Jersey, 1917
         Scott LaFaro, contrabaixo, New Jersey, 1936
         Pierre Michelot, contrabaixo, França, 1928
         Bubber Miley, trumpete, Carolina do Sul, 1903
         Bob Mitchell, trumpete, Texas, 1920
         Bill Pots, piano, Virginia, 1928
         Jane Powell, atriz, Oregon, 1929

         Retornaremos

P O D C A S T # 3 5 5

ELAINE MILES 

MISSISSIPPI  JOHN HURT

FATE MARABLE

WOODY SHAW


PARA BAIXAR O ÁUDIO USE O LINK ABAIXO:

http://www98.zippyshare.com/v/rY3Nv9dJ/file.html

30 março 2017

Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
33ª Parte

(33)  LOU LEVY         O “Bebop” de Chicago                  (Resenha curta)

Louis A. Levy, LOU LEVY nasceu em Chicago / Illinois em 05/março/1928 com origem em família judia e veio a falecer com a idade de 72 anos em 23/janeiro/2001 em Dana Point / Califórnia.
Sua carreira levou-o a tornar-se um dos mais importantes acompanhantes de instrumentistas, orquestras e vocalistas no estilo “West Coast” (leia-se no livro “West Coast Jazz” de Alain Tercinet, 1986, 358 páginas, Editions Parenthèses, França, fartas referências a LOU LEVY, em especial nas páginas 176 até 179) e no “Bebop”, tendo sido considerado o mais importante e brilhante pianista de Chicago nessa vertente, “Bebop”, na segunda metade dos anos 1940, portanto nos primeiros anos do novo horizonte.
Iniciou o estudo e a prática do piano com 10 anos, sendo influenciado inicialmente pelo pianismo de Art Tatum e de Bud Powell e tornou-se profissional em sua terra natal na orquestra de Jay Burkharr, para em seguida integrar a banda de Boyd Raeburn.
Em 1946 e com apenas 18 anos chegou a acompanhar ninguém menos que a “divina” Sarah Vaughan.
Decorrido 01 ano Tiny Kahn, o baterista da banda de Boyd Raeburn, levou LOU a tornar-se o pianista do sexteto de George Auld para, no mesmo ano, Chubby Jackson leva-lo em temporada à Suécia - foi a primeira apresentação de um grupo “bop” na Europa.
Em 1948 / 1949 LOU LEVY foi pianista na famosa formação dos “Four Brothers” de Woody Herman.
Em 1950 ele foi o pianista da banda de Tommy Dorsey para depois atuar em pequenos grupos.
No período de 1952 a meados de 1954 LOU abandonou a música para dedicar-se à publicidade, até que no final de 1954 tornou-se o pianista-solista da “Blue Note” de Chicago para, simultaneamente e em Los Angeles, atuar com Conte Candoli, Stan Getz e Shorty Rogers.
Foi pianista da grande Peggy Lee em 1956 e 1957, depois e de 1957 até 1961 acompanhou a “Primeira Dama da Canção”, Ella Fitzgerald, em suas apresentações ai incluídas as nos “JATP” (“Jazz At The Philharmonic” de Norman Granz).
Nos anos 1960 foi o pianista de Stan Getz, de Zoot Sims, de Nancy Wilson e da banda de Terry Gibbs.
Nos anos 1970 LOU foi pianista com o notável grupo “SuperSax” e seguidamente de Lena Horne, de Tony Bennett e, em 1987, de Frank Sinatra...........ufa! ! ! ........
Ao longo sua carreira, prolífica, eclética, mas sempre com raízes no JAZZ “West Coast” e no “Bebop”, LOU LEVY foi bem além de suas influências iniciais (Art Tatum e Bud Powell), absorvendo Nat “King” Cole, Al Haig e o baterista/arranjador Tiny Kahn.
As longas linhas melódicas, a extrema agilidade em “up-tempo”, a liberdade em relação aos tempos e ao ritmo com mãos trocadas, a politonalidade e a gama de tons, a constante evolução harmônica, tornaram LOU LEVY um mestre em todas as vertentes que habita, “West Coast” e “Bebop”, sem perder a maestria nas baladas como, por exemplo, na gravação do álbum “TEMPUS FUGUE-IT” (Interplay Records, com Lou Levy/piano, Fred Atwood/baixo e John Dentz/bateria, gravado nos “United Western Studios", Hollywood, California, em 02 e 03/setembro/1977, 08 faixas, 04 em cada lado do LP, Tempus Fugue-It (Bud Powell), The Shining Sea (Peggy Lee / Johnny Mandell), R232 (Lou Levy), Emily (Johnny Mercer / Johnny Mandell), Countdown (John Coltrane), Very Early (Bill Evans), Lady Be Good (George & Ira Gershwin) e Freedon Jazz Dance (Eddie Harris), em que o tema “Emily” com 6’28” é um poema a la “Bill Evans” (homenageado também com “Very Early”), trazendo-nos um LOU LEVY em estado de graça. 
Em 1956 ele foi participante de formação similar à do “Modern Jazz Quartet” (vibrafone/piano/baixo/bateria), quando da gravação de “Jazz In Four Colors” pela RCA, ao lado de Larry Bunker, Leroy Vinnegar e Stan Levey. 
Também na década de 1950 LOU LEVY foi participante de uma das melhores gravações do estilo “West Coast”, ao lado de Stan Getz, Conte Candoli, Leroy Vinnegar e Shelly Manne, sob o título de “West Coast Jazz”. 
No ano de 1978 ele participou da gravação de “Plays Lester Young” ao lado de Bill Perkins, Monty Budwig e Larry Bunker.
O tema “By Myself” mereceu tratamento de luxo por LOU LEVY em piano.solo, na gravação de 1995, “Standards”.
A obra gravada de LOU LEVY é imensa, não tanto como líder mas sobretudo como “sideman” e, a seguir e além das gravações já citadas no texto anterior, uma pequema amostra selecionada;

Como LÍDER
1954 The Lou Levy Trio Fresh Sound
1956 Jazz In Four Colors RCA
1957 A Most Musical Fella BMG / RCA
1959 Lou Levy Plays Baby Grand Jazz Jubilee
1993 Lunarcy VERVE
1995 By Myself VERVE

Como SIDEMAN
1957 Getez Meets Mulligan             Stan Getz                                  VERVE
1961 Ella Returns To Berlin            Ella Fitzgerald                          VERVE
1983 Here’s To The Losers             George Auld Quintet                 Philips
1966 The Movie Song Album         Tony Bennett                            Columbia
1977 Impromptu                              June Christy                              Inrterplay
1981 Nonpareli                                Al Cohn                                    Concord
1981 The Dolphin                           Stan Getz                                  Concord
1991 For All We Know                   Bob Cooper                              Fresh Sound

Final……………………………


Retornaremos nos próximos dias com o pianista BUD POWELL, resenha longa e que  será postada em 05 Módulos em função do volume de informações relativas ao pianista (que reduzí ao mínimo, mas mantendo o necessário para não perder as essência e coerência)

28 março 2017

GRAVAÇÕES INÉDIDAS DA COLEÇÃO PESSOAL DE LOUIS ARMSTRONG


  
A SÉRIE LOUIS ARMSTRONG LEGACY

Recentemente Dot Time Records chegou a um acordo com a Louis Armstrong Educational Foundation para lançar quatro álbuns de músicas inéditas do Louis Armstrong Archive. Durante os próximos dois anos esses álbuns serão lançados em CD, Vinil e plataformas digitais.
Sobre a origem das gravações:
Durante sua vida, Louis Armstrong acumulou uma enorme coleção de gravações, de shows ao vivo e gravações de transmissão pelo rádio, as quais não foram comercializadas, a gama é extensa. A maioria destas gravações junto com outros artefatos de Armstrong estão no arquivo de Louis Armstrong no Queens College da “Swing University”.
 A Louis Armstrong Legacy Series trará uma seleção dessas gravações da coleção pessoal de Louis ao público pela primeira vez.
O produtor da série, Jerry Roche, disse - "Produzir esta música vai significar que as pessoas podem se conectar novamente com a grandeza de Louis Armstrong”.
The Standard Oil Sessions
O primeiro lançamento da série é intitulado "The Standard Oil Sessions". Esta apresentação de 50 minutos foi gravada em San Francisco, Califórnia, em 20 de janeiro de 1950 pela Standard Oil Company para seu programa de rádio, “Musical Map of America". A gravação foi no episódio 19 da série “Musical Story of New Orleans”, com Louis Armstrong, Jack Teagarden e Earl Hines. Por razões não conhecidas, a transmissão nunca foi feita e os discos de acetato das sessões foram dados a Armstrong.
Os lançamentos futuros contarão com seleções de gravações de concertos que remontam aos anos 50 e 60, incluindo o de 1957 South American Tour, que será lançado em CD duplo. Alguns dos músicos que se apresentaram com Louis nesses concertos foram: Jack Teagarden, Earl Hines, Cozy Cole, Edmond Hall e Trummy Young apenas para citar alguns.
Cada um dos quatro lançamentos da "Legacy Series" também estará disponível em uma versão para colecionador em edição limitada, com embalagem exclusiva e um folheto de 20 páginas escrito por Ricky Riccardi - Director of Research Collections for the Louis Armstrong House Museum e autor do livro best-seller "What A Wonderful World". Este folheto também contém material fotográfico raro realizado por Louis Armstrong e faz parte de  seu arquivo.

Conhecido como o "especialista principal do século XXI em Louis Armstrong", Riccardi está imerso em todas as coisas relativas a Armstrong. Ele dirige o site, The Wonderful World of Louis Armstrong, e tem dado palestras sobre Armstrong em vários locais ao redor do mundo. Com mestrado em História e Pesquisa de Jazz pela Rutgers University, ele ministrou um curso de pós-graduação "Música de Louis Armstrong" no Queens College e um curso de seis semanas na "Swing University" sobre Louis Armstrong no Jazz at Lincoln Center.

27 março 2017

                ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (10)

Março, 28 a 31

28     Eric Dixon, saxofone tenor, New York, 1930
         Herbie Hall, clarinete, Los  Angeles, 1907
         “Ike” Isaacs, contrabaixo, Ohio, 1923
         Thad Jones, trumpete / líder, Missouri, 1923
         “Tete” Montoliu, piano, Espanha, 1933
         Paul Whiteman, lider, Colorado, 1890
29     Pearl Bailey, canto, Virginia, 1918
         Allen Botschinsky, trumpete, Dinamarca, 1940
         Michael Brecker, saxofone tenor, Pensilvania, 1949
         Abe Lincoln, trombone, Pensilvania, 1907
         Remo Palmieri, guitarra, New York, 1923
         “Sonny Boy” Williamson, guitarra / canto, Tennessee, 1914 (ou 30)
30     Karl Berger, vibrafone, Alemanha, 1935
         Celine Dion, vocal, Canadá, 1968
         Astrud Gilberto, canto, Brasil, 1940
         Ted Heath, trombone / líder, Inglaterra, 1900
         Frankie Laine, canto, Illinois, 1913
         Lanny Morgan, saxofone alto, Los Angeles, 1934
         Frankie Trumbauer, saxofones, Illinois, 1901
         “Sonny Boy” Williamson, guitarra / canto, Tennessee, 1914 (ou 29)
31     Herb Albert, lider / trumpete, California, 1935
         Freddie Green+, guitarra, Carolina do Sul, 1911
         Sammy Kaye, líder, Ohio, 1910
         Lizzie Miles, canto, Louisiana, 1895
         Red Norvo, vibrafone, Illinois, 1908
         Santo “Mr. Tailgate” Pecora, trombone, Louisiana, 1902
         Retornaremos

CRÉDITOS DO PODCAST # 354

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO  LOCAL / DATA
KLAUS DOLDINGER
Klaus Doldinger (st), Ingfried Hoffman (org), Helmut Kandlberger (bx) e Klaus Weiss (bat)
BLUESY TOOSY
(Klaus Doldinger)
Hamburgo, Alemanha,  28/janeiro/1963
WELL YOU NEEDN'T
(Thelonious Monk)
STAN KENTON
Stan Kenton And His Orchestra: Conte Candoli, Buddy Childers, Don Dennis, Maynard Ferguson, Ruben McFall (tp), Bob Burgess, Keith Moon, Frank Rosolino, Bill Russo (tb), George Roberts (b-tb), Vinnie Dean, Lee Konitz (sa), Bill Holman, Richie Kamuca (st), Bob Gioga (sbar), Stan Kenton (pi), Sal Salvador (gt), Don Bagley (bx), Stan Levey (bat) e Bill Russo (arranjos)
SOPHISTICATED LADY
(Duke Ellington / Mitchell Parish)
Hollywood, CA, 28 e 30/janeiro/1953
FASCINATING RHYTHM
(George Gershwin / Ira Gershwin)
FREDDIE REDD
Jackie McLean (sa), Tina Brooks (st), Freddie Redd (pi, ldr), Paul Chambers (bx) e Louis Hayes (bat)
MELANIE 
(Freddie Redd)
Englewood Cliffs, N.J., 13/agosto/1960
SWIFT 
(Freddie Redd)
HERBIE HARPER
Herbie Harper (tb, ldr), Al Hendrickson (gt), Harry Babasin (bx), Roy Harte (bat) e John Graas (arranjo)
PATTY
(John Graas / A. Hendrickson)
Hollywood, CA, 27/setembro/1954
INDIAN SUMMER
(Al Dubin / Victor Herbert)
JAN LUNDGREN
Jan Lundgren (pi, ldr,) Mattias Svensson (gt) ssueco e  Zoltan Csorsz, Jr. (bat)
SEPTEMBER SONG 
(Maxwell Anderson / Kurt Weill) 
Cavalicco, Itália, 7/outubro/2008
HERE, THERE AND EVERYWHERE
(John Lennon / Paul McCartney)
MICK MULLIGAN
Mick Mulligan (tp), Frank Parr (tb), Ian Christie (cl), Ronnie Duff (pi), Nevil Skrimshire (gt), Alan Duddington (bx) e Pete Appleby (bat)
SALLY JANE
(Mike Ondercin / Clarence Paul / Mike Valvano)
Londres, 13/setembro/1956
SHIM-ME-SHA-WABBLE
 (Spencer Williams)
ANDRE PREVIN
Andre Previn (pi), Mundell Lowe (gt) e Ray Brown (bx)
COME SUNDAY (Duke Ellington)
New York, 10/março/1990
BETWEEN THE DEVIL AND THE DEEP BLUE SEA
(Ted Koehler)
BRIAN LYNCH
Brian Lynch (tp), Ralph Bowen (st), Luis Perdomo (pi), Boris Kozlov (bx),  Ernesto Simpson (bat) e Roberto Quinero (perc)
AWE SHUCKS
(Brian Lynch)
Brooklyn, NY, 14/outubro/2004
ACROSS THE BRIDGE
(Brian Lynch)
THAD JONES  & MEL LEWIS
Thad Jones, Glenn Drewes, Earl Gardner, Joe Mosello (tp), Jim Powell (flh), Stephanie Fauber (trompa), Ralph Lalama, Joe Lovano (st), Ted Nash (sa), Dick Oatts (sa, cl, ssop), Gary Smulyan (sbar), John Mosca, Earl McIntyre, Ed Neumeister (tb), Douglas Purviance (b-tb), Kenny Werner (pi), Dennis Irwin (bx) e Mel Lewis (bat)
LITTLE PIXIE
(Thad Jones)
Live at  Village Vanguard, New York, 15/fevereiro/1988

26 março 2017


Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
32ª Parte
(32)   MARY LOU WILLIAMS    “Instituição” Indispensável, Eclética, Seminal

No JAZZ, mundo em que via-de-regra os instrumentistas-homens comandam o sucesso e as notícias, poucas instrumentistas mulheres de trajetórias brilhantes puderam demonstrar seu talento, suas categoria e criatividade. Entre essas e com absoluto destaque impera a pianista, compositora e arranjadora MARY LOU WILLIAMS, conhecida como “The First Lady Of Jazz” e com certeza a mais importante, elogiada e respeitada por músicos do nível de Duke Ellington, Thelonius Monk, Benny Goodman, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Tadd Dameron e Bud Powell, somente como exemplos de admiração e de respeito e entre tantos e tantos outros músicos.
Ressalte-se que a grande maioria das mulheres que marcaram seu trabalho no JAZZ foram “cantoras” (Billie Holiday, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Carmen McRae, Dinah Washington, Bessie Smith e as demais “Smith’s”, como exemplos), com exceção de algumas “instrumentistas”.
MARY LOU WILLIAMS foi autora de centenas de temas de JAZZ e sacros, entre os quais citamos “Camel Hop” e “Roll’Em” tornadas sucessos por Benny Goodman, “Trumpets no End” – derivada de “Blue Skies” - e gravada por Duke Ellington, “Froffy Bottom”, “Little Joe From Chicago”, “Zodiac Suite” lançada em première no Carnegie Hall em 1945 com a Philarmonica de New York, “In the Land of Oo-Bla-Dee” gravada por Dizzy Gillespie e “Pretty Eye Baby”, como exemplos marcantes, sempre afirmando pautar sua vida e sua carreira pelos amores a Deus e ao JAZZ, do qual “vivenciou” todos os estilos e sempre um pouco adiante deles, com incrível capacidade de adaptação, sem copias. 
MARY nasceu em Atlanta, no dia 08 de maio de 1910 com o nome de Mary Elfrieda Scruggs - Atlanta é a capital do estado sulino da Geórgia (banhado a oeste pelo Atlântico e que abriga 172 cidades, situando-se horizontalmente entre os estados de Alabama e South Carolina, tendo ao norte os de Tennessee e North Carolina e ao sul o da Flórida ). 
Desde cedo revelou-se criança prodígio em Pittsburgh, onde viveu a partir dos 04 anos de idade e por algum tempo, onde estudou e aprendeu a tocar piano.
Iniciou suas apresentações em público muito jovem, com 06 anos, como “Little Piano Girl”, adotando o nome de “M.L.Burleigh” (teve outros nomes, entre os quais “Mary Lou Winn”, “Mary Lou Burley”), transitando por espetáculos musicais desde os 10 anos.
Entre suas amizades, pessoais e musicais em Pittsburgh, destaque para o grande Earl Hines, 05 anos mais velho, assim como Ma Raney que sempre comparecia às suas apresentações e, ainda, a pianista Lovie Austin.
À época proliferavam os espetáculos de “vaudeville”, revistas e encenações teatrais que incluíam músicos, bailarinos, cantores, atores e cômicos, dai ser bastante natural que MARY integrasse um dos grupos participantes, “The Hottentots”, em que substitiu o pianista até então titular.
Em 1924 e aos 14 anos (sic) MARY apresentou-se no “Orpheum Circuit”.
Deixou os estudos e conseguiu entrar para o grupo “Buzzin’ Harris And Arletta”, onde conheceu o saxofonista alto e barítono John Williams, com quem MARY relacionou-se e veio a casar-se “mais tarde” (1927), divorciando-se dele anos depois. 
Em 1925 MARY participou até as 03 horas da madrugada de uma “jam” no “Harlem’s Rhythm Club” com os então famosos “McKinney’s Cotton Pickers”, ocasião em que Louis Armstrong ouviu-a com admiração. 
Ainda em 1925 chegou a tocar com o grupo “Washingtonians” de Duke Ellington. 
MARY uniu-se a John Williams e ambos passaram a fazer parte do grupo de vaudeville “Seymour And Jeannette James” (a formação musical do grupo chegou a gravar 08 faixas em Chicago para o selo “Paramount / Gennett”).   Seymour faleceu, após o que o casal deslocou-se para apresentação em Cleveland, onde o então marido liderou o grupo “The Syncopators”, de lá rumando para Memphis, no Tennessee, onde Williams montou nova banda, desta vez com MARY ao piano. O casal passou a integrar a banda de Terrence Holder em 1929, banda que passou à direção de Andy Kirk, dai MARY engrenar sua carreira profissional como pianista, compositora e arranjadora dos famosos “12 Clouds Of Joy” de Kirk = estávamos na transição dos anos 1920 para os de 1930, com nossa pianista tocando “blues” e “boogie woogie”, então estilos muito populares. 
Para Andy Kirk MARY criou "Walkin' And Swingin'", "Twinklin'", "Cloudy'" e "Little Joe From Chicago", entre outros temas. 
Nesse ano de 1929 MARY gravou seu primeiro tema, “Mess-a-stomp” e, em 1930 e em Chicago, gravou os solos "Drag 'Em" e "Night Life". 
Por sugestão de Jack Kapp do selo “Brunswick” MARY adotou o nome comercial de “Mary Lou”. 
Desde cedo MARY citava como sua grande influência Lovie Austin (Cora Calhoun, 19/setembro/1887 em Chattanooga/Tennessee a 10/julho/1972 em Chicago/Illinois, pianista e líder de orquestra), mas são muito evidentes as influências de James P. Johnson e de “Fats” Waller, cujas gravações MARY ouviu à saciedade. 
Embora ainda sem prender-se a um estilo em particular, ela marcou significativamente sua carreira no JAZZ, alcançando um status bem acima das demais instrumentistas que atuaram na música dos músicos. 
Sobre seu estilo, ela declarou: “Na verdade, eu mudei de estilo experimentando vários caminhos até encontrar o que buscava”.
MARY produziu composições para Louis Armstrong, Jimmie Lunceford, Earl Hines, Tommy Dorsey, Benny Goodman e outros. Foi de 1937 seu tema “Camel Hop” para Goodman (sucesso no programa patrocinado pelo cigarro “Camel”), podendo afirmar-se que sua produção de compositora foi bastante prolífica gerando as obras primas “Roll’Em” que, gravada pelo mesmo Benny Goodman, contribuiu para tornar-se uma espécie de hino oficial do estilo “swing”, alcançando enorme sucesso; outro tema seu muito popular entre os dançarinos dos "ballrooms" foi o já citado “Walkin’ And Swingin’”, cuja introdução foi aproveitada por Thelonious Monk em sua conhecida “Rhythm-a-Ning”. 
Deixando a orquestra de Andy Kirk nos anos 1940 e já com mais de 30 anos MARY foi para New York, onde a música fervilhava e as orquestras de JAZZ proliferavam. 
Segundo o depoimento de MARY para o livro de Dizzy Gillespie “To Be Or Not To Bop” (Dizzy Gillespie e Wilmot Alfred Fraser, versão de 2009 da Global Rhythm, 541 páginas), quando ela chegou a New York em 1941 atuou no “Kelly Stables”, morou no “Dewey Square Hotel” e ia sempre ao “Minton’s”, onde conheceu Dizzy Gillespie; este sabia que ela tinha dificuldade em encontrar trabalho e porisso repassava-lhe algumas apresentações, mesmo sem aval do Sindicato; em um deles, na Rua 149, teve que substituir Gillespie em um baile, atuando ao lado de Illinois Jacquet, Oscar Pettiford e Kenny Clarke. 
Nesse ano em que MARY desligou-se do grupo de Andy Kirk, ela divorciou-se de John Williams, teve passagem por New York (onde foi “apadrinhada” por Dizzy Gillespie como já citado anterior-mente) e retornou a Pittsburgh, formou um sexteto liderado pelo trumpetista Harold “Shorty” Baker e que incluiu Art Blakey à bateria; após apresentações em Cleveland, Baker desfez o sexteto e uniu-se à banda de Duke Ellington.
Logo após e em New York MARY também filiou-se ao grupo do “Duke” e participou de temporada em Baltimore, ocasião em que casou-se pela segunda vez, então com “Shorty” Baker.       O casal passou a integrar a banda de Duke Ellington, para a qual MARY escreveu diversos arranjos, entre eles e em 1946 uma adaptação do tema “Blues Skies”, tornada famosa como “Trumpet No End”.
Mais adiante na “Big Apple” ela liderou seu próprio conjunto que tocou muito tempo no conhecido clube “Café Society”, contribuindo para ela ser conhecida no meio musical, a tal ponto que seu nto de encontro dos músicos de JAZZ, alguns deles reconhecendo seu real talento e passando a tocar suas composições. 
Simultaneamente MARY comandou programa radiofônico semanal na “WNEW” (“Mary Lou Williams's Piano Workshop”). 
MARY a essa altura trabalhava cada vez mais com brilho próprio, chegando a apresentar antes de 1946 (1945) sua “Zodiac Suite” no “Town Hall” com orquestra sinfônica.
Montou orquestra exclusivamente de “mulheres-músicas”, voltou a compor para Benny Goodman, apresentou-se na Califórnia, em 1949 e em New York tocou no “Village Vanguard” e passou a “terçar armas” com os então “jovens” músicos do “bebop”, entre os quais Thelonius Monk, Bud Powell, Dizzy Gillespie e Tadd Dameron - para eles e ainda em 1949 escreveu o arranjo do clássico “In The Land Of Oo-Bla Dee”.
Seu vasto talento de compositora e arranjadora firmava-se sempre mais a cada dia e alguns críticos exaltavam suas qualidades, mas, ao mesmo tempo, ela foi invejada por alguns músicos. Talvez porisso MARY tenha aceitado oferta e realizado temporada europeia de 1952 a 1954, mas na segunda metade dos anos 50 ela retirou-se da música. 
Em 1955 ela passou a frequentar a “Abyssinian Baptist Church” após ouvir pregações nas ruas do Harlem, mas logo aderiu à igreja católica romana passando a frequentar a “Our Lady Of Lourdes”, também no Harlem e na “142nd Street”. Dois padres indicados por Dizzy Gillespie foram muito influentes nessa conversão: Reverendo John Crowley e Frei Anthony S. Woods que a batizou em 07/maio/1957. 
Convertida à religião católica a ela dedicou-se a partir de 1956, assim como a obras de caridade; durante três anos apegou-se com afinco à religião católica e converteu para a mesma vários músicos que passaram a freqüentar sua igreja. 
Em 1957 Dizzy Gillespie convenceu-a a tocar com sua orquestra no “Newport Jazz Festival”. 
Em 1958 MARY estava presente na famosa foto que gerou o documentário “A Great Day In Harlem”, ao lado da grande Marian McPartland. 
MARY criou seu próprio selo discográfico, fundou o “Pittsburgh Jazz Festival” e foi destaque em diversos programas de televisão
MARY foi autora de muita música de inspiração religiosa, com destaque para a bela “Black Christ Of The Andes” de 1963, mais 03 missas, sendo que a terceira “Mary Lou’s Mass” de 1970 gerou coreografia de Alvin Ailey.
Em 1960 o Padre Jesuita Peter O’Brien e já seu amigo, tornou-se seu empresário; como até 1969 MARY dividia seu tempo entre a música e a igreja, O’Brien convenceu-a a retornar aos clubes de JAZZ (“Embers”, “Hickory House”, “Cookery”) e a apresentar-se em diversos festivais, mas sempre compondo música religiosa, incluindo a peça “Missa”, que ela tocou na famosa “Saint Patrick Catedral” de New York, em 1975.
No final dos anos 1960 e durante os de 1970 MARY também foi arranjadora para as bandas de Duke Ellington, Woody Herman, Benny Goodman e Count Basie e, com frequência, atuou ao lado de seus “velhos camaradas” Ben Webster e John Lewis.
Anteriormente e em 1971 ela havia retornado com sucesso ao “Monterey Jazz Festival”. 
Em 1977 ela apresentou-se em duo de piano com Cecil Taylor e em 1978 ela passou a lecionar JAZZ (“História do Jazz”) ao lado do Padre O’Brien e a ser “artista-residente” na “Duke University” da Carolina do Norte, onde formou um conjunto com 18 estudantes. 
Em 1978 MARY apresentou-se na “Casa Branca”, sendo fotografada ao lado do então Presidente Jimmy Carter, mesmo ano em que participou do quadragésimo aniversário do concerto de 1938 de Benny Goodman no “Carnegie Hall”.
Sua gravação final foi “Solo Recital” registrada no “Montreux Jazz Festival” de 1978, em que ela desfilou “spirituals”, “ragtime”, “blues” e “swing”, cm releituras de clássicos, temas seus e de outros: "Tea for Two", "Honeysuckle Rose", "Little Joe From Chicago", "What's Your Story Morning Glory", "Medley: The Lord Is Heavy e Old Fashion Blues”, "Over the Rainbow", "Offertory Meditation", "Concerto Alone at Montreux" e "The Man I Love".
MARY LOU WILLIAMS marcou presença no II Festival de Jazz de São Paulo (1980), vindo acompanhada pelo Padre Jesuita Peter O’Brien, seu amigo e empresário.    Embora na ocasião estivesse em condição precária de saúde, foi de distinção e simpatia ímpares com os espectadores e a imprensa. 
Faleceu vítima de câncer em 28/maio/1981, na cidade de Durham, estado da Carolina do Norte. 
MARY foi pianista brilhante, perfeita no estilo “stride”, evoluiu permanentemente acompanhando as sucessivas escolas e estéticas do JAZZ, arranjadora “top” e, mesmo com os avanços de estilos a cada década, seu pianismo vinculou-se às origens do “blues”. Como professora teve alunos do nível de Horace Parlan, Hilton Ruiz e Herbie Nichols ! ! ! 
Recebeu e ainda recebe diversas importantes honrarias, a saber e como destaques entre tantas outras:
- Membro do “Guggenheim Fellowships”, 1972 e 1977 
- Indicada em 1971 para o "Grammy Awards", melhor album de JAZZ, “Giants” (com Dizzy Gillespie e Bobby Hackett) 
- Grau Honorário em 1973 pela "Fordham University", New York 
- Fundação em 1980 da "Mary Lou Williams Foundation"  
- Homenageada com o “Duke’s Trinity Award” em 1981 pela “Duke University
- Criação(1983) pela “Duke University” do "Mary Lou Williams Center Forw Black Culture
- Realização anual em Washington desde 1996 do “Mary Lou Williams Women” dentro do "Jazz Festival"  no "The Kennedy Center"  
- O “Institute Of Jazz Studies” da “Rutgers University” (Newark) preserva desde 2000 acervo com o trabalho de MARY 
A seguir sugerimos uma pequena “DISCOGRAFIA” (dentro da imensa quantidade com alta qualidade que MARIAN nos legou).
1.  THE CHRONOLOGICAL MARY LOU WILLIAMS, 1927-1940 (Classics 630, 1992)
2.  THE HISTORY OF JAZZ: KANSAS CITY AND THE SOUTH WEST (Disky, 1994), MARY em solos e acompanhando os “Andy Kirk's Twelve Clouds”, 1929- 1930-1936-1940
3. KANSAS CITY HOT JAZZ (ABC, 1990). MARY com “Andy Kirk and His Twelve Clouds of Joy”, George E. Lee and His Orchestra, “Bennie Moten's Kansas City Orchestra” e “Walter Page's Blue Devils”, 1930
4. MARY'S IDEA (GRP Records, 1993), reprensagem das gravações para o selo Decca dos “Andy Kirk and Twelve Clouds of Joy”, março/1936 e janeiro/1941
5. HANDFUL OF KEYS (Living Era, CD, 1990), MARY LOU WILLIAMS em março/1936 e setembro/1938 mostrando (“interpretando”) diversos pianistas = Earl Hines, Duke Ellington, Teddy Wilson, Meade Lux Lewis, Albert Ammons, Count Basie, Fats Waller, Joe Sullivan, Art Tatum, Billy Kyle e Jess Stacy
6. THE CHRONOLOGICAL MARY LOU WILLIAMS, 1944-1945 (Classics, 1998)
7. MARY LOU WILLIAMS e orquestra com os “Signs Of The Zodiac”, 1944/1955 
8. THE ZODIAC SUITE (Jazz Classics, 1996), “The Complete Town Hall Concert” de 31 de dezembro de 1945, com MARY LOU WILLIAMS, sua “big band” e orquestra sinfônica
9. AMERICAN IN PARIS: MARY LOU WILLIAMS AND GERRY WIGGINS "ON VOGUE" (Vogue, 1992), MARY acompanhada por Don Byas em Paris, 1953
10. MARY LOU WILLIAMS PRESENTS BLACK CHRIST OF THE ANDES (Mary Records, 1963), gravação dedicada a St. Martin de Porres por ocasião de sua canonização, 1963
11. FREE SPIRITS (SteepleChase, 1987), 1975, faixas com MARY e o baterista Mickey Roker
12. MARY LOU WILIAMS LIVE AT THE COOKERY (Chiaroscuro, CD, 1990), 1975, com o contrabaixista Brian Torff
13. BENNY GOODMAN 40th ANNIVERSARY CONCERT (London), LP duplo reeditado em CD duplo, com o 40º aniversário do concerto de 1938 no Carnegie Hall, 1978
O “CD” MARY LOU’S IDEA (CD MJCD 1141 anexo à revista italiana “MUSICA JAZZ” de junho de 2001) é gravação de alta qualidade que nos presenteia com 23 faixas a cargo de MARY LOU WILLIAMS (solos, big bands, combos), das quais 17 da autoria dessa soberba pianista; todas as faixas estão perfeitamente identificadas com local de cada gravação, integrantes, datas etc. Anexado à revista e além do CD temos um encarte sobre MARY, com excelente histórico de sua carreira e obra, tendo como comentário o fato de que MARY LOU WILLIAMS foi “grande pianista e compositrice, alto esempio dell’apporto femminile al JAZZ, há lasciato un’impronta indelebile seguendo con genialitá l’intero corso storico dal ragtime al bebop”.
Dentro da coleção espanhola “Maestros Del Jazz & Blues” destaque para MARY no fascículo “34” (1995, 10 páginas, excelente histórico), que veio acompanhado de “CD” com 12 faixas (06 das quais da autoria de MARY) em 44 minutos para o trio com a pianista, baixo de Wendell Marsh e bateria de Osie Johnson - uma aula de piano ! ! ! 
MARY LOU WILLIAMS também está devidamente focada no estojo “The History Piano Jazz, 1906-1952” (Le Chant Du Monde, 2003, 10 CD’s), com 03 faixas: “Night Life” (CD 3, solo, autoria de MARY, 1930), “Margie” (CD 5, solo, autoria de Irving Berlin, 1939) e “All God’s Chillun’ Got Rhythm” (CD 7, dos autores Kahn / Kaper / Jurmann, com MARY em trio, 1946).
Sylvio Lago em seu excelente livro “Arte do Piano – Compositores e Intérpretes” (2007, 751 páginas, Algol Editora, 1ª edição), reserva generoso espaço e comentários (seus e de outros  Autores) para MARY LOU WILLLIAMS, principalmente nas páginas 603/604 e dentro do capítulo “As Grandes Damas do Jazz”. 
Retornaremos nos próximos dias

24 março 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (09)

Março, 25 a 27

25     Aretha Franklin, canto, Tennessee, 1942
         Larry Gales, contrabaixo,  New York, 1936
         Pete  Johnson, piano, Missouri, 1904
         Paul Motian, bateria, Pensilvania, 1931
         Bunny Berigan, trumpete, Wisconsin, 1908 (ou 02/novembro)
         Makoto Ozone, piano, Japão, 1961
         Jean Sablon, canto / ator, França, 1906
26     Donald Bailey, bateria, Pensilvania, 1934
         James Moody, saxofone alto, Georgia, 1925
         Brew Moore, saxofone tenor, Minnesota, 1948
         Jimmy Blanton, contrabaixo, Tennessee, 1918 (ou 05/outubro)
         “Flip” Philips, saxofone tenor, New York, 1915
         Diana Ross, canto, Michigan, 1944
         Lew Tabakin, saxofone alto, Pensilvania, 1940
27     Harold Ashby,  saxofone tenor, Missouri, 1923
         Bill Barron, saxofone tenor, Pensilvania, 1927
         Burt Collins, trumpete, New York, 1931
         Ferde Grofe, Sr., composição, 1892
         Hal Kemp, clarinete / lider, Alabama, 1905
         “Pee Wee” Russell, clarinet, Missouri, 1906
         Sarah Vaughan, canto, New Jersey, 1924
         Ben Webster, saxofone tenor, Missouri, 1909

Retornaremos

P O D C A S T # 3 5 4

KLAUS DOLDINGER 


JAN LUNDGREN 


MICK MULLIGAN




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