Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

22 agosto 2017

RECORDANDO BOBBY HUTCHERSON


Há um ano atrás, em 15 de agosto, um dos vibrafonistas de jazz mais proeminentes, Bobby Hutcherson, morreu em sua casa na Califórnia com 75 anos, depois de uma longa luta contra enfisema.
Hutcherson, que também era compositor, contribuiu para definir a natureza mais interativa e exploratória do jazz pós-bop na década de 1960. Ele foi pioneiro nesses caminhos junto com Freddie Hubbard, Eric Dolphy e Jackie McLean, com quem colaborou em vários álbuns para Blue Note nesses anos.
Como solista, no entanto, ele era muito melódico e lírico, bem como profundo e complexo, usando a técnica de tocar o vibrafone com quatro decks. Quando criança, tomou aulas de piano, mas na década de 1950 ficou impressionado ao ouvir Milt Jackson, que o fez mudar para o vibrafone.
Nos anos 60, passou a maior parte da década no selo Blue Note, tornando-se o segundo músico com mais gravações para esse rótulo, depois de Horace Silver. Apesar de muitas gravações de avant-garde e free jazz naqueles dias, ele logo mudou sua abordagem para o pós-bop e blues, nos álbuns que gravou como líder.

Uma das suas principais associações na época foi com o saxofonista Harold Land, com quem gravou uma série de álbuns. Mais tarde, no início dos anos 80, eles se reuniram nas gravações de "Timeless All Stars" com Curtis Fuller, Cedar Walton, Buster Williams e Billy Higgins.
Em 2004, ele foi um dos músicos que inaugurou, o agora famoso, San Francisco Jazz Collective com Joshua Redman, Miguel Zenón, Nicholas Payton, Renée Rosnes e Eric Harland, entre outros.
Ele participou de dois filmes: “They Shoot Horses, Don´t They?" e o legendário "Round Midnight" com Dexter Gordon, este filme ganhou um Oscar de Melhor Trilha Sonora pela direção musical de Herbie Hancock em 1986 e indicado ao Oscar de Melhor Ator (Dexter Gordon).
Como líder, Hutcherson gravou 23 álbuns para Blue Note, 3 para Columbia Records, 8 para Landmark Records e 10 para outros rótulos. Isso além de mais de 50 álbuns, onde aparece em grupos dirigidos por outros músicos.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

18 agosto 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (54)
Agosto  19 a 21
19      Eddie Durham, trombone, Texas, 1906
         Al Morgan, contrabaixo, Louisiana, 1908
         Spud  Murphy, trumpete / arranjo, Utah, 1908
         Jimmy Rowles, piano, Washington, 1918
         Clive Wilson, trumpete / líder, Inglaterra, 1942
20        Frank Capp, bateria / líder, Massachusetts, 1931
Terry Clark, bateria, Canadá, 1944
Joe Mares, clarinete, Louisiana, 1908
Jimmy Raney, guitarra, Kentucky, 1927
Enrico Rava, trumpete, Itália,  1943
Frank Rosolino, trombone, Michigan, 1926
Paul Francis Webster, composição, New York, 1907
21        Count Basie, piano / líder, New Jersey, 1904
Savannah Churchill, canto, Louisiana, 1919
Addison Gerald Farmer, contrabaixo, Indiana, 1928
Kenny Rogers, canto, Texas, 1938

                                        Retornaremos

P O D C A S T # 3 7 5

BOBBY WATSON 
CHRISTIAN SANDS




KEVIN EUBANKS
ANTONIO ADOLFO




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15 agosto 2017

ESPERANZA SPALDING ─ ÁLBUM CUJA GRAVAÇÃO PODE SER VISTA AO VIVO NO FACEBOOK



A famosa executante de contrabaixo, cantora, compositora, arranjadora e professora ── Esperanza Spalding subiu à fama desde os dias em que estudou na Berklee, nos primeiros anos deste século. Desde então, ganhou vários Grammys e outros prêmios, gravou sete álbuns e excursionou por todos os continentes do planeta.
Agora, ciente do potencial e possibilidades oferecidas pela mídia social, o mais recente projeto de Esperanza Spalding estará gravando sua nova criação "Exposure" em 77 horas e transmitindo ao vivo através do Facebook, para que o público pode ver o processo de produção e estúdio de gravação diretamente na sua página do Facebook, a partir de qualquer lugar do mundo. (Por que ninguém havia pensado nisso até agora?).
Esperança disse vão ao estúdio sem preparação formal e que o processo de produção, 77 horas inclui escrever as melodias e arranjos no próprio local.
Este evento de três dias (somente os momentos de trabalho de produção será transmitido, é claro) começará em 12 de setembro, às 9h, hora do Pacífico nos EUA, na página do Facebook de Esperanza Spalding.
Ela quer que isso seja uma experiência interativa com pessoas ao redor do mundo e espera receber comentários e sugestões durante essas 77 horas. Ela também se ofereceu para enviar aos seus seguidores um número limitado de gravações.
A baixista-cantora atualmente é professora da Berklee School of Music em Boston, e há duas semanas foi nomeada professora na prestigiada Universidade de Harvard.
A última notável apresentação de Spalding foi no Carnegie Hall em Nova Iorque com a Orquestra Juvenil Filadélfia, composta por músicos virtuosos com idade entre 15 e 17 anos
Em novembro de 2011, Spalding ganhou - "Artista Jazz do Ano" no Boston Music Awards.

(traduzido e adaptado de Noticias de Jazz)

14 agosto 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (53)
Agosto  16 a 18
16           Bill Evans, piano / composição, New  Jersey, 1929
Eydie Gorme, canto, França, 1931
Al Hibbler, canto, Arkansas, 1915
Carl Perkins, piano, Indiana, 1928
Alvin Queen, bateria, New  York, 1950
17             Larry Clinton, lider / arranjo / composição, New York, 1909
George Duvivier, contrabaixo, New York, 1920
Arv Garrison, guitarra, Ohio, 1922
Duke Pearson, piano, Georgia, 1932
Ike Quebec, saxofone.tenor, New Jersey, 1918
Derek Smith, piano, Inglaterra, 1931
Mae West, atriz, New York, 1893
18             Chuck Connors, trombone, Kentucky, 1930
Otto Harbach, composição, Utah, 1873
Don Lamond, bateria, Oklahoma, 1920
Enoch Light, lider / composição, Ohio, 1905
Adam Makovicz, piano, Eslovaquia, 1940

                                        Retornaremos

CRÉDITOS DO PODCAST # 374

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
BUD FREEMAN
Bud Freeman And His Famous Chicagoans: Max Kaminsky (tp), Jack Teagarden (tb), Pee Wee Russell (cl), Bud Freeman (st), Dave Bowman (pi), Eddie Condon (gt), Mort Stuhlmacher mór siumaker (bx) e Dave Tough (bat)
AFTER AWHILE
(Bud Freeman / Benny Goodman)
Liederkranz Hall, New York, 24/julho/1940
Max Kaminsky (cnt), Floyd O'Brien (tb), Pee Wee Russell (cl), Bud Freeman (st), Alex Hill (pi,arranjo), Eddie Condon (bj), Artie Bernstein (bx) e Sidney Catlett (bat)
THE EEL
(Bud Freeman)  
New York, 21/outubro/1933
Billy Butterfield (tp), Tyree Glenn (tb), Pee Wee Russell (cl), Bud Freeman (st), Dick Cary (pi), Al Casamenti (gt), Al Hall (bx) e George Wettling (bat)
AT SUNDOWN
(Walter Donaldson)
New York, 3/abril/1957
Bud Freeman (st), Jess Stacy (pi) e George Wettling (bat)
YOU TOOK ADVANTAGE OF ME
(Lorenz Hart / Richard Rodgers)
New York, 17/janeiro//1938
THE BLUE ROOM 
(Lorenz Hart / Richard Rodgers) 
New York, 30/novembro/1938
Bud Freeman (st), Roy Williams (tb), John Barnes (cl, sbar), Jim Douglas (gt), Fred Hunt (pi), Ron Mathewson (bx) e Lennie Hastings (bat)
I CAN’T GIVE YOU ANYTHING BUT LOVE
(Jimmy McHugh / Dorothy Fields)
Live at "Manchester Sports Guild", Londres, 19/junho/1966
Eddie Condon and his Chicagoans: Max Kaminsky (tp), Cutty Cutshall (tb), Pee Wee Russell (cl), Bud Freeman (st), Dick Cary (pi), Eddie Condon (gt), Leonard Gaskin (bx) e George Wettling (bat)
LOVE IS JUST AROUND THE CORNER
(Lewis Gensler / Leo Robin)
New York, 26/fevereiro/1959
Bud Freeman And His Summa Cum Laude Orchestra: Max Kaminsky (tp), Brad Gowans (v-tb, arranjo), Pee Wee Russell (cl), Bud Freeman (st), Dave Bowman (pi), Eddie Condon (gt), Clyde Newcombe (bx) e Danny Alvin (bat)
I'VE FOUND A NEW BABY
(Jack Palmer / Spencer Williams)
New York, 19/julho/1939
Bud Freeman And His Gang: Bobby Hackett (cnt), Pee Wee Russell (cl), Dave Matthews (sa), Bud Freeman (st), Jess Stacy (pi), Eddie Condon (gt), Artie Shapiro (bx) e Marty Marsala (bat)
WHAT'S THE USE ?
(Isham Jones / Charles Newman)
New York, 12/julho/1938
Bud Freeman &  His Windy City Five: Bunny Berigan (tp), Bud Freeman (st, cl), Claude Thornhill (pi), Eddie Condon (gt) Grachan Moncur (bx) e Cozy Cole (bat)
WHAT IS THERE TO SAY ?
(Vernon Duke / E.Y. "Yip" Harburg)
New York, 4/dezembro/1935
Bobby Hackett (cnt), Vic Dickenson (tb), Barney Bigard (cl), Bud Freeman (st), Ralph Sutton (pi), Bob Haggart (bx) e Cliff Leeman (bat)
AS LONG AS I LIVE
(Harold Arlen / Ted Koehler)         
Live at "Carnegie Hall," New York, 5/julho/1974
Billy Butterfield (tp), Jack Teagarden (tb,vcl), Peanuts Hucko (cl), Bud Freeman (st), Gene Schroeder (pi), Leonard Gaskin (bx) e George Wettling (bat)
JACK HITS THE ROAD
(Dave Bowman)
New York, 8/julho/1957
Eddie Condon And His Chicagoans : Max Kaminsky (tp), Brad Gowans (v-tb), Pee Wee Russell (cl), Bud Freeman (st), Joe Sullivan (pi), Eddie Condon (gt), Clyde Newcombe (bx) e Dave Tough (bat)
NOBODY'S SWEETHEART
 (Ernie Erdman / Gus Kahn / Billy Meyers / Elmer Schoebel) 
New York, 11/agosto/1939
Bud Freeman (st), Dick Cary (pi), Al Hall (bx) e George Wettling (bat)
‘S WONDERFUL
(George Gershwin)
New York, 1958
Bud Freeman With Ted Easton's Jazz Band uma banda dixie holandesa: Bob Wulffers (tp), Henk van Muyen (tb) Frits Kaatee (cl,ssop), Bud Freeman (st), Pim Hogervorst (bj) Jacques Kingma (bx) e Ted Easton (bat)
STRUTTIN' WITH SOME BARBECUE
(Lil Hardin Armstrong / Louis Armstrong)
Live at "New Orleans Jazz Club", Scheveningen, Holanda, 24/novembro/1974

12 agosto 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (52)
Agosto  13 a 15
13             Benny Bailey, trumpete / fluegehorn, Ohio, 1925
Skinnay Ennis, canto / lider, Carolina do Norte, 1909
Mulgrew Miller, piano, Massachusetts, 1955
Russell “Big Chief” Moore, trombone, Arizona, 1913
14             Ben Sidran, piano / canto, Illinois, 1943
Stuff Smith,  violin, Ohio, 1909
         Eddie Costa, piano / vibraphone, Pensilvania, 1930
         Ray Beckenstein, saxofone.alto, New York, 1923
15            Joe Castro, piano, Arizona, 1927
Joe Garland, arranjo / composição, Virginia, 1907
Stix Hooper, bateria, Texas, 1938
George Morrow, contrabaixo, California, 1925
Oscar Peterson, piano, Canadá, 1925  (ou 17/agosto)
Gail Reese, canto, New York, 1924
Ned Washington, composição, Pensilvania, 1901
Hugo Winterhalter, lider, Pensilvania, 1909


                                        Retornaremos

11 agosto 2017

P O D C A S T # 3 7 4


MÚSICO EM FOCO COM BUD FREEMAN


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10 agosto 2017

CHICK COREA EM TURNÊ VEM À AMÉRICA LATINA



Dentro de uma intensa programação de atividades nos próximos meses incluindo diferentes cidades nos EUA, assim como Japão e Europa, Chick Corea retorna em outubro para a Espanha e América Latina.
A turnê em países da América Latina começa em São Paulo em 18 de outubro e vai continuar no Brasil dia 20 com mais duas apresentações no Rio de Janeiro.
Depois, Santiago de Chile (teatro Caupolicán) dia 22, Buenos Aires (Gran Rex) dia 24, seguindo para Montevidéu e Lima dias 25 e 27.
Depois de apresentações na Alemanha e Itália segue para Espanha, onde irá realizar em Barcelona (Palau de la Musica) dia 9 de outubro e Madrid (Auditório Nacional) dia 13. Em seguida, visita vários países europeus, até 23 de novembro.
Chick Corea estará viajando com o grupo "Korea-Gadd Band".
Steve Gadd é um dos bateristas que tem tido uma forte e longa parceria com Corea ao longo de décadas, desde os dias do célebre grupo Return To Forever.
A  Korea-Gadd Band também é composta pelo brilhante guitarrista Lionel Loueke; Steve Wilson aos saxofones e flauta; Carlitos Del Puerto virtuoso no baixo; e professor Luisito Quintero na percussão, todos pertencentes à nova geração de músicos de jazz.
Nos próximos meses, Corea estará lançando seu novo álbum gravado em estúdio.

(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz)

09 agosto 2017

SUPER COLEÇÃO DE 34 CDs DE HERBIE HANCOCK 1972-1988












Hoje lembramos que o mercado de etiquetas - LEGADO  lançou no mercado uma caixa de luxo de "Herbie Hancock, The Complete Columbia Album Coleção 1972 - 1988".
A coleção de 31 álbuns originais foram incluídos em 34 CDs com folhetos informativos, e abrange todas as gravações feitas por Hancock para Columbia e feitas para a empresa japonesa Columbia / Sony nesse período (8 dos quais nunca foram publicados nos EUA).
Todos os álbuns trazem anotações e ilustrações gráficas dos "LPs" originais, mas também a coleção é acompanhada por um livro de 200 páginas, publicado exclusivamente para esta coleção, que são notas e comentários dos críticos, historiadores e músicos. Tudo em um caixa de estilo com uma tampa removível. O preço de lançamento foi cerca de US $ 220, mas o preço atual já é de US $ 140.
Devido à proliferação de concertos ao vivo gravados nesse período que foram transformados em álbuns, nesta coleção você pode comparar diferentes versões e interpretações, bem como as diferentes improvisações de temas bem conhecidos como - Watermelon Man, Maiden Voyage, Speak Like A Child, Chameleon, Eye Of The Hurricane, Canteloupe Island,Tell Me A Bedside Story, etc.
Herbie Hancock é uma das maiores personalidades do jazz hoje. Compositor prolífico, é também uma das mais admiradas e respeitadas figuras dos jazz além das fronteiras de pianistas. Vencedor de inúmeros prêmios e honrarias internacionais de todos os tipos, também é Embaixador da Boa Vontade da UNESCO, onde estabeleceu o dia mundial do jazz (30 de abril).
Sendo já um músico de nota, ele solidificou sua reputação no chamado "segundo" grande quinteto de Miles Davis, seu mentor, que incluiu Wayne Shorter, Ron Carter e Tony Williams. Depois disso Hancock experimentou com diferentes tipos de teclados e formas de jazz, particularmente a "fusão", bem como música clássica, retornando para as formas mais estabelecidas de jazz. Ele incorporou ao jazz novos artistas da música mundial.


(traduzido e adaptado de Noticias de Jazz)
ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (51)
Agosto  10 a 12
10             Arnett Cobb, saxofone.tenor, Texas, 1918
Eddie Fisher, canto, Pensilvania, 1928
Chuck Israels, contrabaixo, New York, 1936
Bill Johnson, contrabaixo, Alabama,1872
Dan Minor, trombone, Texas, 1909
Claude Thornhill, piano / lider, Indiana, 1909
11              June Hutton, canto, Illinois, 1921(ou 1919 ou 1923)
Russell Procope, saxofone.alto, New York, 1908
Johnny Van Derrick, violino, Bélgica, 1926
12            Andy Anderson, trumpete, Louisiana, 1912
Billy Douglas, canto / trumpete, Connecticut, 1912
         Stan Grieg, piano, Escócia, 1930
         Pat Metheny, guitarra, Montana, 1954
         Harold “Doc” West, bateria, Dakota do Norte , 1915
                                        Retornaremos

07 agosto 2017

CRÉDITOS DO PODCAST # 373

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÃO
LOCAL /DATA
DOMINIQUE RIEUX
&
ROB McCONNELL
THE BIG BRASS BAND:  Tony Amouroux, Dominique Rieux, Jacques Adamo, Michel Lassalle, Eric Duroc (tp,flh), Michel Chalot, Pierre Condon, Bruno Herval, Patrice Caussidery (tb), Christophe Mouly (sa, fl), Laurent Velluz (sa, cl), Vêli Laurent Audinos (st, ssop), David Cayrou (sbar, b-cl), David Pautric (st, ssop, fl), Guilhome Amiel, Fabian Mouly (trompas), Philippe Leogé (pi), Pierre Teodori (gt), Michel Fanlou (bx), Francis Arnaud (bat), Jose Rodrigues (vib, perc) e Rob McConnell (v-tb, arranjo, direção), Dominique Rieux (direção musical)
WHO ASKED (Rick Wilkins)
Blagnac, Toulouse, França,
23 de outubro de 2000
T.O. TWO (Rob McConnell)
THE WALTZ I BLEW FOR YOU
 (Rob McConnell)
DAYS GONE BY (Dom Thompson)
HEY (Rob McConnell) 
WINTER IN WINNIPEG
(Rob McConnell)
LOVE OF MY LIFE (Roger Kellaway)
4 B.C. (Rob McConnell)  
EVEN CANADIANS GET THE BLUES (Rob McConnell)

06 agosto 2017

Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
37ª Parte  -  II (final)
(37)   PHINEAS  NEWBORN  JR.        (Resenha longa)         02 Módulos

Ainda assim e no primeiro semestre de 1957 PHINEAS grava em New York e para o selo “RCA” o álbum "Phineas Newborn Jr. - While My Lady Sleeps", no seio de grande formação (“Dennis Farnon Orchestra” com 23 cordas mais piano / baixo / bateria).
Em 1958 vamos encontrar PHINEAS atuando em trio, mas com um trabalho em duo com Charles Mingus para, em seguida, atuar para o cinema no clássico “Shadows” de John Cassavetes.
Nesse ano gravou o álbum "Phineas Newborn Jr. And Trio - Fabulous Phineas" para, depois, sair em temporada européia dentro da "caravana" denominada "Jazz From Carnegie Hall". 
Na Itália toca com o grupo "Mills Brothers" e grava com músicos locais o clássico álbum "Phineas Newborn, Jr. Plays Again" recheado de clássicos e com solos antológicos ("Night In Tunisia", "Nica's Dream", "Airegin", "Bag's Broove", "C Jam Blues" e "Walkin").
Nessa temporada européia e dentro do programa “Jazz From Carnegie Hall” PHINEAS tem a oportunidade de atuar em Estocolmo ao lado de outro ícone do “piano jazz”, Red Garland.
Retornando a New York PHINEAS lidera seu trio com John Simons / contrabaixo e Roy Haynes / bateria. 
Com Paul Chambers no lugar de John Simons em 1958 ele grava em trio e no mais que respeitado estúdio de Rudy Van Gelder o álbum “Roy Haynes – We Three”, para seguir em New York gravando com Booker Little em grande formação (Louis Smith, Frank Strozier, George Coleman, o irmão Calvin Newborn, George Joyner e Charles Crosby) o álbum “Young Men From Memphis - Down Home Reunion”, em que a versão do clássico “Star Eyes” atinge a excelência.
PHINEAS passa a residir em Los Angeles e, nada mais lógico, torna-se astro nas gravações para o selo “Contemporary”, gerando uma série de sucessos discográficos como líder ou “sideman”:   “A World of Piano!”(1961), “Maggie's Back in Town” (1961), “Howard McGhee/Teddy Edwards - Together Again!”(1961), “The Newborn Touch” (1964)  e outros.
PHINEAS sofreu grave depressão nervosa, interrompeu a carreira e foi internado em mais de uma oportunidade no “Camarillo State Mental Hospital” (a mesma instituição onde esteve internado Charlie Parker de agosto de 1946 até janeiro de 1947, quando foi liberado sob a custódia de Ross Russell, proprietário da “Dial Records”, passando a viver em apartamento no centro de Los Angeles com Doris Sydnor). 
Nessa fase tão delicada da vida ele também sofreu grave lesão na mão direita, necessitando e adotdando duro regime de exercícios para recuperar a digitação. 
A primeira saída de PHINEAS do “Camarillo” foi em 1965, sendo que atuou em trio na região de Los Angeles e chegou a gravar;    mas retornou para tratamento e de hospital em hospital chegou à instituição “Brentwood”, onde somente podia praticar ao piano nos intervalos para entretenimento.
No início de 1969 e em trio, PHINEAS  ao lado de Ray Brown / baixo e Elvin Jones / bateria deixa registrado o álbum “Phineas Newborn Jr. - Please Send Me Someone To Love”.  Seguem-se outras gravações de alto padrão técnico e de sensibilidade, demonstrando que PHINEAS havia retornado em plena forma;  não atoa o album de dezembro de 1976 é intitulado “Phineas Newborn Jr. - Look Out! Phineas Is Back”, em que a faixa mais emblemática é o clássico “Just In Time”.
Em julho de 1979 vamos encontrá-lo atuando no festival de Montreux, em solo e  contracenando com uma série de astros das “88”:  Chick Corea, Herbie Hancock, Jay McShann, Hank Jones e John Lewis.
Temporadas na Europa e nos U.S.A. seguem-se na carreira de PHINEAS, assim como gravações, uma delas em 1986 com o excepcional pianista Adam Makowicz em faixas que não chegaram ao mercado.
A derradeira gravação de PHINEAS ocorreu em seu estado natal em 1987, tampouco lançada comercialmente.
O falecimento de PHINEAS ocorreu em 1989, tendo sido enterrado no “Memphis National Cemetery”.
O crítico de JAZZ Scott Yanow refere-se a PHINEAS como “one of the most technically skilled and brilliant pianists in jazz”, enquanto que o renomado Leonard Feather afirma que PHINEASin his prime, he was one of the three greatest JAZZ pianists of all time”.
É importante assinalar que a audição das gravações de PHINEAS nos mostra uma clara mistura de influências, que trafegam por Art Tatum, Oscar Peterson, Errol Garner e Bud Powell, o que não é pouco.
Trata-se de pianista ardente, virtuoso, que se exprime em estilo “bebop” acentuadamente “bluesy”, base de sua inspiração harmônica.   Sua técnica com a mão esquerda é superior, caminha com autoridade pelas “block-chords”, recorre a baixos alternados com a mão esquerda, dialoga frases entre as duas mãos com intervalos de duas oitavas, sabe ser percussivo, suas frases possuem brilho, fulgor e são baseadas na ambivalência rítmica.   Improvisa com autoridade e fluidez, com frases em “legato” (que nos deixam quase sem respiração) e uma digitação irrepreensível, articulada, sólida.
Ademais das gravações já indicadas,  a arte de PHINEAS pode ser plenamente apreciada no DVD “Jazz Scene USA  -  1962” (selo “Sanachie”, 60 minutos, produção de 2001), que reúne 02 shows desse programa, sendo 01 deles com o organista Jimmy Smith e o outro com PHINEAS, este em 06 “takes”, sendo o mais emblemático deles, “Blues For The Left Hand Only”, uma execução como o título indica;  é impressionante como PHINEAS faz a leitura na linguagem do “blues” e somente com a mão esquerda;  vale a pena conferir, inclusive pelos demais temas  -   “Phineas Newborn, Jr Trio”,  “Theme For Basie”, “Lush Life”, “New  Blues” e “Oleo”.
SYLVIO LAGO é definitivo em seu livro “Arte do Piano” (2007, 751 páginas, Algol Editora, página 544):   “...pianista de técnica prodigiosa, capaz de conciliar o virtuosismo com fantasias poéticas.......Seu toucher é feito de toques delicados, sem ferir a tecla, com independência das mãos,  a esquerda de absoluta independência e  a direita ágil e de grande superioridade técnica.   Os improvisos são realizados de modo desenvolto, com acordes em bloco, numa velocidade digital que nos faz recordar Art Tatum, além de referências ao bop e com vigorosas inflexões do blues....”.      E tudo está dito ! ! !
As gravações de PHINEAS são, via-de-regra, de alto grau de perfeição técnica e emotiva, mostrando-nos um perfeito “mago” das 88 teclas, 02 pedais e de 01 virtuosismo superior.
Final...........
                                                                                      Retornaremos  nos próximos dias