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13 dezembro 2016

RECORDANDO JIM HALL

Jim Hall foi um dos gigantes, um dos mais influentes, criativos e admirados da guitarra jazz. Morreu aos 83 anos (10/12/2013) após uma longa e extraordinária carreira e com uma vida musical incansável permanecendo ativo até seus últimos dias.
Desde o início de sua carreira, nos anos 50, Jim Hall não mostrou apenas virtuosismo e criatividade, mas um dos guitarristas de jazz menos previsíveis e exploratórios. Muitos atributos foram "modernizados" no papel de seu instrumento no jazz e expandiu seu vocabulário a profundidades quase orquestral. No entanto, um dos seus méritos artísticos é que nunca ostentou técnica virtuosa em seus solos improvisados, mas procurou criar frases melódicas e belas, romanceadas.
Hall, também tem sido elogiado como compositor e arranjador.
Sua família era musical. Sua mãe tocava piano, violino, seu avô e seu tio guitarra, instrumento que ele gostou quando jovem e começou a tocar aos 10 anos de idade.
Como adolescente tocou profissionalmente em Cleveland, uma cidade onde também estudou piano, contrabaixo e teoria musical bem como a guitarra.
Logo, ele se mudou para Los Angeles, onde foi destacado no estilo "cool", entre 1955 e 56, quando começou a ser conhecido no jazz ao se juntar ao grupo de Chico Hamilton.
Foi com o famoso grupo "cool" de Jimmy Giuffre onde começou a desenvolver sua própria personalidade musical e quando sua carreira finalmente decolou. Naqueles dias, excursionou com o "Jazz At The Philharmonic", organizado por Norman Granz, e tocou com estrelas como Ben Webster, Bill Evans, Paul Desmond, Ella Fitzgerald, Lee Konitz, Sonny Rollins e Art Farmer, entre outros, com os quais deixou inúmeros álbuns gravados.

Nos anos 60, e em Nova York, Jim Hall organizou um trio com Tommy Flanagan e Ron Carter, também atuou em programas de televisão.
Em 1962, ele gravou com Bill Evans, um dueto, o famoso álbum Undercurrant, que foi transformado em disco de colecionadores.
A partir desse momento Hall tocou com mais e mais músicos contemporâneos que surgiram na cena do jazz, incluindo Wayne Shorter, Chris Potter, Michel Petrucciani e Bill Frisell. Ele se apresentou em festivais de jazz em Nova York, que incluiu os guitarristas Pat Metheny e John Scofield.
Hall gravou álbuns solo ao final dos anos 90 em quinteto com Joe Lovano e continuou a participar em festivais de jazz até pouco antes de sua morte e sua última gravação foi feita em 2008.

Desde jovem ele disse que tinha sido influenciado por tenoristas como Lester Young e Coleman Hawkins e pelos guitarristas Charlie Christian e Barney Kessel, antes de desenvolver o seu próprio estilo musical. Para muitos a sua maior influência foi exercida sobre os guitarristas John Scofield, Bill Frisell, Pat Metheny, John Abercrombie e Mick Goodrick.
Na foto abaixo toca com a Jazz at Lincoln Center Orchestra dirigida por Wynton Marsalis.


Jim Hall deixou gravado cerca de 100 álbuns, 48 ​​deles como um líder.


(traduzido e adaptado do blog Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)

Um comentário:

Nelson disse...

E, esteve na "terrinha" no finado "Free Jazz Festival" em apresentação solo.

Com joe Pass, Barney Kessel e Kenny Burello formou uma "linhagem" de guitarristas modernos que serviu de base para tudo que veio após.

Abçs.
"Nels"