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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

17 setembro 2016

ENTREVISTA COM MARIANGELA TOLEDO SOBRE DICK FARNEY

A sobrinha do nosso patrono Dick Farney é entrevistada no vídeo abaixo, por Patrícia Brasil, no programa Análise Direta, quando adianta algumas informações sobre a vida musical em tudo precoce do genial artista e suas características pessoais - como o ouvido absoluto-, previamente ao lançamento da biografia desse tão grande quanto desconhecido pianista e cantor. 

O relato é bastante interessante,  principalmente para aqueles que só o conhecem em sua fase brasileira, quando voltou ao Brasil em definitivo de suas "aventuras" nos EUA. 

É um depoimento ricamente ilustrado por histórias e fotos inéditas trazidas diretamente do acervo familiar, dando idéia do que virá a ser este tão aguardado documento, o primeiro volume de "Dick Farney - Alguém como Tu", que deverá estar chegando às ruas em breve. O farto material recolhido e organizado por Mariangela deverá ser divido em dois livros, sendo o segundo volume  lançado em 2017. 

Está anunciada também uma exposição, em breve no Rio de Janeiro, com o acervo recolhido por essa escritora e curadora oficial do legado farneyano.

A entrevista vale plenamente a sua meia hora de duração. 




(Em tempo, em contato com Mariangela, esta prometeu avisar ao CJUB do momento do lançamento do primeiro volume de seu livro. Desde já agradecemos a ela por isso.) 

8 comentários:

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Estimado MÁRIO JORGE:

Excelente entrevista e, com certeza, seguiremos aguardando os 02 volumes sobre a vida e a obra de nosso patrono.

PEDRO CARDOSO

MARIO JORGE JACQUES disse...

Maravilha ótimas informações. Valeu MauNah

Nelson disse...

Bem no alvo Presidente;

Aguardamos as peças para o gáudio de nosso jazer jazzístico. Putz !!!! "jazer jazzístico" foi meio forte.
A propósito:
Já comentei o assunto com Mestre Mário Jorge, que também achou "meio esquisito".
Lendo a biografia do grande saxofonista /clarinetista, Paulo Moura. O Livro tem o título de "Paulo Moura, Um solo brasileiro". Muito bem escrito e em português e inglês. A certa altura, ele referencia o grande divulgador de jazz - sobejamente por nós conhecido - Paulo Santos, cujo programa, na época, chamava-se "Em tempo de Jazz" , na "Radio Jornal do Brasil". Sabemos - os mais próximos - que Paulo viveu seus últimos dias num asilo no Rio e sem recursos. Todavia, Paulo Moura diz (no livro) que Paulo Santos morreu numa miséria enorme, como pedinte e mendigo e, numa praça do centro da capital paulista. Que o programa chamava-se "Nota Jazz". Todavia, Paulo Santos começou com jazz na "Rádio Ministério da Educação" e - salvo melhor juízo - chamava-se , sim, "Nota Jazz" ,
Algum dos prezados Confrades poderia esclarecer algo sobre isso, que me pareceu estranho ?

Abçs. e obrigado.

"Nels"

O Jazz & O Samba disse...

Bom dia,

Meu nome é HUGO BRAULE, sou pianista e dono do O Jazz & O Samba, no Vidigal, Zona Sul do Rio, a 10 minutos do Leblon. Os convidamos para conhecer nosso Jazz Club. Aberto diariamente, 21h.

http://ojazzeosamba.blogspot.com.br/

https://www.facebook.com/ojazzeosamba/

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Prezados NELSON e MÁRIO JORGE:

Até onde estou documentado PAULO SANTOS iniciou-se na Rádio MEC em 1944 para apresentar o mais antigo programa radiofônico - "Ópera Completa" (criado por Roquete Pinto).
Como a Rádio MEC à época era emissora de música clássica a direção houve por bem não incluir a palavra "JAZZ" no título, nascendo assim o programa "Cinemúsica", mais tarde "Em Tempo de Jazz".
No início dos anos 1960 foi aberto na Rádio MEC espaço para programa dedicado às artes e à música, com o título "Encontro Marcado", sendo que aos sábados e ao vivo intitulava-se "Encontro Marcado com o JAZZ" (ao longo dos programas presenças de Dick Farney, Luizinho Eça, João Gilberto, Johnny Alf e outros, sempre ao vivo e no estúdio).
"Encontro com o JAZZ" firmou-se ao longo dos anos e em 07/dezembro/1984, no Espaço MEC do Palácio da Cultura (Rio de Janeiro / RJ), foi promovida "Uma Noite de JAZZ", iniciada às 18.30 horas e que só terminou por volta das 22.00 horas.
Estiveram presentes os "cardeais" mais importantes do JAZZ carioca e radiofônico - Luiz Carlos Antunes do "O Assunto É JAZZ", Ana Lúcia do "Jazz Espetacular" da Tupí-FM, Arlindo Coutinho do "JAZZ + JAZZ" então na Estácio-FM, Rafaelli e muitos mais, em auditório super-lotado, comemorando e homenageando os 40 anos de Paulo Santos no JAZZ.
Paulo Santos fez breve discurso de agradecimento, seguindo-se as apresentações do "Rambler's Tradicional Jazz", do sexteto de IDRISS BOUDRIOUA (um espetáculo com ele ao sax-alto, Vidor Santiago no sax.tenor e Nelsinho no trumpete e flugel) e do Grupo Garage.
Uma noite que tive a felicidade de apreciar, aproveitando a oportunidade para colher o autógrafo de Paulo Santos no folheto editado e distribuido pela "FUNTEVÊ".
É o que sei sobre o assunto.

PEDRO CARDOSO

Nelson disse...

Meus prezadíssimos Pedro Cardoso e Mario Jorge,

Conheci Paulo Santos, pessoalmente , por volta de 1956, pois já era seu ouvinte da "Radio Jornal do Brasil" no seu habitual programa "Em tempo de jazz". Lula me apresentou a ele em casa de Raimundo Flores da Cunha ("Mr.Jones),em Niterói. Quando Lula constituiu o seu programa na , então, "Radio Difusora Fluminense" (depois, Difusora Fluminense - FM)que ,à época. situava-se na orla da "Praia João Caetano"(mais conhecida como "Paia das Flechas")em Niterói, com o título de "O assunto é Jazz", Paulo Santos vinha a Niterói com certa frequência . Atravessava a baía do Rio para Niterói , de barcaça (não havia ponte), com um Jeep Willys que ele tinha e, numa daquelas noites esteve ele em nossa casa, junto Lula, tomando um whiskey com meu pai. Visto que, minha mãe também era assídua ouvinte do programa de clássicos que Paulo Santos tinha na radio , na época.
Estive com o Lula por diversas vezes na Radio Jornal do Brasil, no programa "Em tempo de Jazz". Em "jam sessions" no auditório da rádio em cujo estúdio conheci ,Oswaldinho, Bebeto, Marcio, Vinhas - todos do "Quinteto Em Tempo de Jazz". E, nos diversos concertos promovidos por Paulo Santos no Teatro Municipal do Rio, Auditórios etc...

Passaram-se os tempos e, em reunião na AND (Audiência Nota Dez) do Lula, nos anos 2000, soubemos que Paulo Santos achava-se já bastante envelhecido e em um lar de idosos. Não lembro se "Lar dos Artistas" ou "Asilo São Luiz", ambos localizados no Rio de Janeiro.
Passou-se mais tempo e, agora, nos dias de hoje, leio na biografia do Paulo Moura (clarinetista) essa estória, já acima relatada.
Isso é o que me consta.

Saudações do
"Nels"

Edison Junior disse...

Esse é um livro que preciso ter!

Nelson disse...

Para os interessados, como o confrade Edson, aqui vão as "dicas" do livro:

"PAULO MOURA, UM SOLO BRASILEIRO"
por Halyna Grynsberg
EDITORA : Casa da Palavra
- editado em 2011
Lei do Incentivo à Cultura do Ministério da Educação
Patrocinado pela empresa NATURA
Casa da Palavra Produção Editorial Ltda.
Av, Calógeras, 6 - sala 1001
Rio de Janeiro - RJ - CEP 20030-070
tel (21) 2222-3167 fax 2224 -7461
divulga@casadapalavra.com.br
www.casadapalavra.com.br
INSTITUTO PAULO MOURA - Alina Grynberg

Abçs.

"Nels"