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24 agosto 2016

ADEUS A TOOTS THIELEMANS

O artista mais famoso da harmônica (gaita) no jazz, o belga Toots Thielemans, morreu durante o sono aos 94 de idade. Seu primeiro instrumento foi o acordeão, quando tinha 3 anos. Ao longo do tempo ele também aprendeu violão e gaita. No jazz foi destacado como o mais famoso executante das gaitas, mas também como guitarrista. Ele tinha uma enorme facilidade de fazer solos improvisados.
Thielemans descobriu o jazz durante a ocupação alemã de seu país. Muitos de seus amigos e parentes tinham discos de jazz que causaram um profundo fascínio. Ele ouviu Django Reinhardt e Stéphane Grappelli e começou a tocar jazz em sua harmônica com um desenvolvimento técnico e emocional raro.
Depois da guerra, ele tocou com músicos de seu país, mas no final dos anos 40 Benny Goodman pediu-lhe para se juntar a sua orquestra, depois de terem tocado juntos na Europa, dificuldades com o visto não foi autorizado a entrar os EUA até 1951. Acabou se naturalizando norte americano em 1958.
Um de seus primeiros atos naquele país foi estar com Charlie Parker e Miles Davis, e durante muito tempo tocou guitarra com quinteto George Shearing.
Em 1961, ele gravou sua famosa composição "Bluesette", que se tornou um padrão de jazz. Em seguida, ele trabalhou com Chet Baker, Bill Evans e outros grandes nomes do jazz sob a condução do empresário e promotor Norman Granz.
Ele também era um músico solo de vários filmes famosos, como Midnight Cowboy, The Getaway, Sugarland Express, Turks Fruit e Jean de Florette.
Thielemans gravou em concertos com muitos músicos tais como: Ella Fitzgerald, Quincy Jones, Natalie Cole, Diana Krall, Johnny Mathis, Pat Metheny, Paul Simon, Billy Joel, Elis Regina, Herbie Hancock, Jaco Pastorius, Joe Lovano e Oscar Peterson, entre outros.
Nos últimos anos de sua carreira regularmente tocou com Kenny Werner pianista. Em 2014 ele começou a cancelar concertos devido a problemas de saúde.
Como líder Thielemans gravou 26 álbuns e mais de  cinquenta em que participou como membro de vários conjuntos.

Em 2011 o Rei Albert II da Bélgica concedeu-lhe o título de Barão. Nesse mesmo ano foi nomeado Professor Honoris Causa em duas universidades belgas. Em 2008 ele foi premiado com o Mestre do Jazz prêmio NEA 2009. No ano seguinte, ele ganhou o Prêmio Amsterdam Concertgebouw Jazz na Holanda.



(traduzido e adaptado de Noticias de Jazz)

3 comentários:

pedrocardoso@grupolet.com disse...

Estimado MÁRIO JORGE:

Músico extraordinário, técnica exuberante, solista de exceção, alma e cérebro voltados, SEMPRE, para o melhor, deixou-nos legado extenso e brilhante, como sómente os grandes podem.
Vai-se o artista, o músico, o poeta, ficam a obra e as saudades.
Recebeu homenagens mais que merecidas e deixou de receber outras mais.

PEDRO CARDOSO

Anônimo disse...

Grande perda, gostava demais de Toots. Que Deus o tenha.
Carlos Lima

Nelson disse...

É verdade. Qualquer coisa que se diga para enaltecer esta figura , que ora nos deixa, é pouco O nosso Maurício deve estar sumamente entristecido, como todos nós. Ele tinha a resposta para a pergunta:
-"What you gonna do for rest of your life ?"
Seu legado, de sua arte, fala a todos nós
Descanse em paz e, obrigado por vc. haver existido.

"Nels"