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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

20 março 2015


Série   PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
6ª Parte

(07)      KENNY  BARRON    -   Um Mestre Que Nos Visitou          (Resenha curta)
Kenneth Barron, KENNY BARRON, pianista e compositor norte-americano, nasceu no dia 09 de junho de 1943 na Filadélfia, estado da Pensilvânia (estado do Leste norte-americano e cuja capital é Harrisburgh,  contando com 342 cidades, sendo as mais conhecidas Newport. Pittsburgh, Carlisle, Gettysburgh, Hermitage e Indiana, cidade homônima do estado de Indiana, localizado mais a Oeste da Pensilvânia e entre Ohio e Illinois).
BARRON é irmão mais novo do saxofonista tenor e soprano, compositor e professor de música  Bill Barron (27 de março de 1927 a 21 de setembro de 1989) e iniciou suas lições de piano aos 12 anos com a irmão do grande pianista Ray Bryant (Raphael Hommer Bryant, também da Filadélfia e nascido em 24 de dezembro de 1931)
Com mais 02 anos de lições, muita prática e contando 14 anos em 1957, BARRON experimenta sua primeira participação profissional na banda de Mel Melvin, por indicação do irmão que já tocava no grupo de Melvin.
Seguidamente atuou nas formações de Philly Joe Jones e de Yusef Lateef, para depois mudar-se para New York com o irmão, ambos trabalhando juntos com Ted Curson (03 de junho de 1935, trumpete, flugelhorn e composição), da terra natal de ambos, mais novo que Jimmy Barron e mais velho que KENNY BARRON.
Logo após BARRON colabora com James Moody, com Lee Morgan e com Lou Donaldson;   estamos em 1961, BARRON havia completado nada mais que 18 anos e já podíamos considerá-lo um “veterano”, em função daqueles com quem havia tocado.
Em 1962 BARRON toca com Roy Haynes para, por recomendação de James Moody, substituir Lalo Schiffrin no quinteto de Dizzy Gillespie;  nesse grupo a exposição de BARRON para o público e a crítica é bem mais evidente, carreando-lhe prestígio.
KENNY BARRON participou do documentário “Dizzy Gillespie” (U.S.A., 1965, 22 minutos, dirigido por Les Blank), em que Gillespie fala sobre sua trajetória e apresenta-se em quinteto com James Moody / sax.tenor, KENNY BARRON / piano, Chris White / baixo e Rudy Collins / bateria;  a apresentação ocorreu em Hermosa Beach, paraíso dos “Lighthouse”
Ainda assim e em 1966 BARRON deixa Gillespie para tocar seguidamente com Freddie Hubbard, Jimmy Owens e Stanley Turrentine .
Em março de 1970 BARRON passa a fazer parte do quarteto de Yusef Lateef, para depois atuar com Milt Jackson, com Jimmy Heath e, no período de 1974 a 1975, com Stan Getz.
Em 1972 BARRON, então com apenas 29 anos, já dava aulas de piano no “Jazzmobile Workshop” e, desde 1973, ministrava aulas práticas e de teoria musical na “Rutgers University”, magistério que se prolongou por 25 anos !
Também ministrou aulas e palestras no “Juilliard School Of Music” (alguns de seus mais destacados alunos foram Aaron Parks, Earl MacDonald, Harry Pickens e Noah Baerman).
No início de 1976 integra a banda de Buddy Rich em curta permanência, da qual se desliga para uma união bastante duradoura com Ron Carter que perdurou até 1980.
Nesse intervalo ele graduou-se em 1978 como “Bacharel em Artes” pelo “Metropolitan Center” de New York.
Em 1981 BARRON foi co-fundador ao lado de Charlie Rouse do grupo “Sphere”, destinado a difundir e a perpetuar a obra do grande Thelonius “Sphere” Monk;  o grupo permaneceu o mesmo e íntegro até sua dissolução.
Também foi integrante do então denominado “Classical Jazz Quartet”.
Ainda assim e em 1984 BARRON trabalhou com e vibrafonista Bobby Hutcherson, além de acompanhar a muitos outros músicos, tal como Stan Getz na temporada européia do verão de 1987.    Também com Stan Getz BARRON gravou inúmeros álbuns no período de 1987 até 1991, voltados para a “bossa nova”, podendo citar-se como mais destacados “The Lost Sessions” e “Serenity” (gravado ao vivo em 06 de julho de 1987 no “Café Montmartre” em Copenhaguem para o selo “EmArcy”, em que ao lado de Rufus Reid e Victor Lewis os dois desfilam pérolas como “On Green Dolphin Street” e “I Remember You”, além de mais 03 faixas). 
A discografia de KENNY BARRON é mais que alentada, contando com mais de 70 gravações como acompanhante (de 1961 e até 1987) e, a partir de 1973, como líder.
O estilo e a trajetória de BARRON mantém, com as devidas proporções, certo paralelismo com as de Hank Jones e de Tommy Flanagan, já que acompanhou a dezenas de músicos, foi capaz de adaptar-se aos diferentes contextos com eficiência e eficácia, sem jamais “personalizar-se” ante esses músicos acompanhados.
Basta que o ouçamos acompanhar Freddie Hubbard “a la Herbie Hancock”, assim como apoiar o mesmo Hubbard e a Joe Henderson “a la McCoy Tyner” ou, ainda, a Ray Anderson “a la Oscar Peterson” e, principalmente, mostrar-se “monkiano” ao lado de Charlie Rouse / sax.tenor, Buster Williams / contrabaixo e Ben Riley / bateria no clássico de Thelonius Monk “Trinkle Tinkle” gravado em Perugia / Itália em 14 de julho e 1986, quando desfila ao longo de 11’16” toda a sintaxe de Monk.    Com tudo isso é bem capaz de mostrar-nos sua “descendência” de Dizzy Gillespie enquanto “bopper”.
A partir do início da década de 1980 BARRON, em certa medida, converteu-se para a crítica e o público em depositário da já atingida “tradição” do piano-jazz moderno, na “mainstream” do JAZZ, dedicando-se de maneira clara à sonoridade, ao desenvolvimento harmônico refinado com exploração de aspectos rítmicos pouco visitados por seus pares, mas sem jamais desprender-se do mais acentuado “swing”.
BARRON esteve no Brasil apresentando-se no “Mistura Fina” em 13 e 14/dezembro de 2002, ao lado de nosso Mauro Senise ao sax-soprano, Romero Lubambo à guitarra, Nilson Matta no contrabaixo e Duduka da Fonseca na bateria.  
As premiações recebidas por KENNY BARRON ao longo de sua trajetória são testemunho evidente do reconhecimento do público, da crítica e de organismos da mais alta importância, principalmente a partir dos seus mais de 30 anos de carreira:  foi indicado em 09 ocasiões para o “Grammy Awards” na década de 1990, foi indicado para o “American Jazz Hall Of Fame”, tornou-se em 1999 o vencedor da enquete entre os críticos promovida pela revista”Down Beat” na categoria de “melhor pianista” (47º “Annual Critics Poll”), foi considerado o melhor pianista no “Jazz Awards” nesse mesmo ano (votado por centenas de  críticos e jornalistas de JAZZ, músicos e figuras da indústria do JAZZ), foi nomeado “Fellow” para a “American Academy Of Arts And Sciences”, para citar alguns exemplos.     
Entre as principais gravações de KENNY BARRON como líder,  além das já citadas no texto anterior e restringido-nos a umas poucas (já que sua discografia é imensa), indicamos:
-          “Sunset To Dawn”, selo “Muse Records”, 1973
-          Innoncence”, selo “Wolf”, 1978
-          “Green Chimneys”, selo “Criss Cross’, 1983
-          “Scratch”, selo “Enja”, 1985
-          “Live At Fat Tuesdays”, selo “Enja”, 1988
-          “Rhythm-a-ning”, selo “Candid”, 1989
-          “The Only One”, selo “Reservoir”, 1990
-         “Other Places”, selo “Verve / Gitanes”, 1993 (nessa gravação temos BARRON ao lado de Ralph Moore/saxes alto e soprano, Bobby Hutcherson/vibrafone, Rufus Reid/biaxo, Victor Lewis/bateria e Mino Cunelu/percussão em 09 temas, dos quais 06 da autoria de BARRON)
-          “Canta Brazil”, selo “Sunnysville”, 2002
-          “Minor Blues”, selo “Venus Jazz”, 2009.
A participação de BARRON como “sideman” é gigantesca, destacando-se as gravações com Ron Carter, Charles Davis, Booker Ervin, Ella Fitzgerald, Stan Getz, Joe Henderson, Ron Holloway. Bobby Hutcherson, Freddie hubbard, Marvin Peterson e Tyrone Washington, entre outros.
Aos 68 anos em 2011 KENNY BARRON seguia seu percurso na “estrada”, já com apresentações comprometidas até 20 de maio de 2012, esta última no “Topeka Ramada Hotel” em Topeka.
Somente no mês de julho de 2011 sua agenda apontava:
-        07/julho      Em trio na “Wesleyan University” em Middletown / Conecticut
-        11/julho       Em piano-solo na “The Schooner Room” e como parte do “Halifax Jazz Festival” no Canadá
-        16/julho      Em trio no “Chateau De Beaupre” em Beaupre / França
-        20/julho      Na “92nt St Y em New York.
BARRON recebeu o Doutorado Honorário da “Berklee College Of Musica” em 2011 e da “Sunny Empire State” em 2013,  além do “Legacy Award” da “Mid-Atlantic Arts Foundation”, passando a integrar o “American Jazz Hall Of Fame” e recebendo a “MAC Lifetime Achievement Award” em 2005.  A Associação de Jornalistas de Jazz dos USA nomeou-o o “Melhor Pianista” em 06 ocasiões.
Vida longa e muito JAZZ é o que lhe desejamos.
 
 
(08)      MARIAN  McPARTLAND    -  Maestria Completa          (Resenha curta)
Marian Margaret Turner, pianista, compositora, arranjadora e diretora de orquestra naturalizada norte-americana e artisticamente conhecida como MARIAN McPARTLAND, nasceu na cidade de Windsor na Inglaterra no dia 20 de março de 1920(algumas poucas fontes indicam 1918) em uma família de músicos, vindo a falecer aos 93 anos em 20 de agosto de 2013 em Port Washington, Nova  Iorque.
Foi “menina-prodígio”  já que aos 03 anos de idade executava algumas peças ao piano (valsas de Chopin), mas inicialmente estudou violino durante 05 anos com professores particulares para, em seguida, ingressar nos cursos da “Guildhall School Of Music And Drama” em Londres, onde estudou música clássica e piano.
Durante muitos anos enfrentou algumas discussões familiares em função de seu precoce encantamento pelo JAZZ e por músicos americanos, como “Fats” Waller, Duke Ellington, a grande Mary Lou Williams, Teddy Wilson e muitos outros.
Para desgosto da família em 1938, aos 20 anos, MARIAN deixou a “Guildhall” para unir-se ao grupo “Billy Mayerl’s Claviers” (grupo de “vaudeville” com 04 pianistas), adotando o nome de “Marian Page” e excursionando pela Europa durante a IIª Guerra Mundial para entreter as tropas aliadas contra o nazismo, integrando grupo musical  organizado pelo U.S.O. 
Durante turnê na Bélgica e Alemanha em 1944 conheceu o cornetista Jimmy  McPartland (James Douglas McPartland, 15/março/1907 Chicado/Illinois a 13/março/1991 New York) e os dois vieram a casar-se na base militar dos aliados na Alemanha.  MARIAN passou a adotar o sobrenome do marido, mantendo o  mesmo após a futura separação de ambos no início dos anos 1960.
Com o termino da IIª Gerra Mundial MARIAN foi para Chicago com a família do marido Jimmy e em 1949 o casal passou a residir em Manhattan, no mesmo edifício das “Nordstrom Sisters”.  
Aqui um pequeno parênteses sobre as “Nordstrom Sisters”, que atuaram em cabarés de 1931 até 1976, ocasião em que faleceu a mais nova das irmãs, Dagmar (1903/1976), compositora / pianista / arranjadora do duo e autora do sucesso de 1940 “Remembering You”;    a outra componente, Sigfred (1893/1980), casou-se em 1919 e enviuvou em 1931 com o falecimento do marido Samuel Ferebee Williams.
Inicialmente MARIAN atuou em quarteto com o marido Jimmy e em quinteto “dixieland” no “Brassrail Lounge” de Chicago.
Já residindo na “maçã” e encorajada pelo marido MARIAN passou a apresentar-se em trio no clube de JAZZ “Hickory House” (um dos mais famosos e importantes da “Rua 52”, tão emblemática para o “bebop”, situado entre as avenidas “Seventh” e ”The Americas”), permanecendo ali longo período (1952 a 1960). O trio formou inicialmente com MARIAN ao lado de Max Wayne (baixo) e Mousie Alexander (bateria) e mais adiante com o baixo por conta de Bill Cow e tendo como baterista o grande Joe Morello, antes deste unir-se ao seminal quarteto de Dave Brubeck, onde fez sucesso.   
O trio chegou a atuar, também, no “The Embers”, restaurante e “night club” que funcionou de 1950 a 1960 na 161 East 54th Street entre a 2nd e a Lexington Avenue, onde atuaram músicos da talha de Ralph Watkins, George Shearing, Jonah Jones e Red Norvo.
No biênio 1953/1954 MARIAN foi presença regular no programa “Judge For Youself” dirigido por Fred Allen e apresentado por Dennis James.
O início da década de 1960 não foi favorável a MARIAN, não apenas pela separação do até então marido Jimmy, mas também pela “crise” geral que atingiu o JAZZ com a invasão da sub-música.  Ainda assim ela chegou a atuar durante pouco tempo em 1963 contratada por Benny Goodman, realizou temporadas na Inglaterra, gravou seguidamente para as etiquetas “Argo”, “Savoy”, “Dot”, “Capitol”, “Time” e  “Sesac”, até fundar em 1969 sua própria gravadora, “Halcyon Records” (pela qual gravaram Earl Hines, Teddy Wilson e Dave McKenna), ademais de posteriormente manter longa associação com a “Concord Jazz” do então fundador e presidente Carl Jefferson, que renderam mais de 50 gravações, inclusive ao lado do ex-marido Jimmy McPartland em formação “dixieland” e do grande trumpetista “Hot Lips” Page (Oram Thaddeus Page, 27/janeiro/1908 Dallas/Texas a 05/novembro/1954 New York).
Anteriormente e em 1964 MARIAN iniciou novo veio de atividade na rádio “WBAI-FM” de New York, com um programa semanal em que apresentava gravações e entrevistava convidados.  A rádio “Pacifica” da Costa Oeste passou a transmitir esse programa semanal, que abriu caminho para o posterior programa “Marian McPartland’s Piano Jazz”, série transmitida pela “NPR” (“National Public Radio”) e iniciada em  04 de junho de 1978;    esse é considerado o programa “cultural” de mais longa permanência no ar, em uma rádio pública. 
MARIAN atuava ao piano e recebia convidados para entrevistas e atuação, habitualmente pianistas, sendo que boa parte desses programas foi gravada em CD pela etiqueta “Concord”, a que já nos referimos anteriormente.
Durante a década de 1980 MARIAN manteve-se em seu programa radiofônico mas dedicou-se, simultaneamente com muita vontade, ao ensino musical.
Ao completar 25 anos do  programa em 2003, MARIAN o irradiou do “Kennedy Center” tendo como convidado Peter Cincotti.   Em 2009 o pianista Ramsey Lewis foi o convidado do programa.
Enquanto compositora MARIAN legou-nos muitas e muitas peças, com destaque para as belas "Ambiance", "There'll Be Other Times", "With You In Mind", "Twilight World" e  "In The Days Of Our Love", sendo que diversas composições suas foram gravadas por Tony Bennett, Peggy Lee e muitos outros.
A partir de 1983 MARIAN foi indicada e recebeu muitos e muitos prêmios e homenagens por sua obra, podendo citar-se como exemplos o “Peabody Award” em 1983, a indicação para o “International Jazz Association Of Jazz Education Hall Of Fame” de 1986, em 1991 o “ASCAP-Deems Taylor”, em 2000 o “NEA JAZZ Masters”, em 2001 os prêmios “Gracie Allen” (“American Woman In Radio And Television”) e “American Eagle” (pelo “National Music Council”), em 2004 e pela “Recording Academy” o “Grammy Trustees”(por sua obra como escritora, educadora e apresentadora do mais longo programa de rádio em emissora pública, o “Marian McPartland’s Piano Jazz” na “NPR”), em 2006 a indicação para o “Long Island Music Hall Of Fame” e em 2007 o “National Radio Hall Of Fame”.
Os títulos honorários recebidos por MARIAN também impressionam, seja pela quantidade, seja pelo nível das instituições outorgantes:  Ithaca College, Hamilton College, Union College, Bates College, Bowling Green University, University of South Carolina, Eastman School of Music, Berklee College of Music e City University of New York, como exemplos.
Em vias de completar 90 anos MARIAN compôs e apresentou a sinfonia “A Portrait Of Rachel Carson” (27/05/1907 a 14/04/1964, bióloga, zoóloga, ambientalista e escritora americana, autora da obra “Silent Spring”, pioneira no enfoque sobre o movimento global de preservação do meio ambiente), comemorando o centenário de nascimento dessa figura.   Em 2010 MARIAN foi agraciada pelo “OBE” (“Officer Of The Order Of The British Empire”).
MARIAN possui um conhecimento enciclopédico do JAZZ, abordando ao piano e  com propriedade os “standards” e os estilos mais variados da “Arte Popular Maior”, graças aos longos anos de “estrada” e à longa atuação em seu programa de rádio, em que recebeu e contracenou com os mais diversos ícones do “piano-jazz”.    Seu estilo pode ser definido como flexível e complexo, com improvisação muito inventiva tanto harmônica quanto rítmica e não centrado em uma única escola (percorre com fluidez desde o “dixieland” até o “bebop”), sempre com “swing” subjacente e sem afetação.
Entre as publicações importantes com a obra de MARIAN inclui-se “The Artistry Of Marian McPartland” (coletânea de transcrições editada pela “Columbia Pictures Publications”) e “Marian McPartland’s Jazz World: All In Good Time” (publicação da “University Of Illinois Press”).
Entre as dezenas e dezenas de gravações importantes de alta qualidade de MARIAN apontamos “As The Hickory House – 1952/1953”, “Personnal Choise” de 1982 e o tratamento impressionista em “Willow Creek” em 1985.

Prosseguiremos  nos  próximos  dias
 

Um comentário:

Nelson disse...

Estimado "Apóstolo"

Obrigado pelas resenhas de hoje, que evocaram momentos saudosos que tivemos com esses notáveis pianistas. Um(Barron)na Sala Cecília Meireles, no Rio, e, depois em NY onde mantinha um estúdio num prediozinho de elevador pequeno com porta pantográfica, na Rua 46. Outra(M.McPartland), juntamente com o inefável Mestre Lula, no Municipal do Rio onde "4 grandes das 88" se apresentaram - cada um em solo puro - Teddy Wilson,Marian,Larkins e Earl Hines.
Maravilhas que a despeito dos "idos tempos", ficam indeléveis na memória de quem lá esteve, nas ocasiões de suas visitas. Quando o Rio, à noite, era "Cidade Maravilhosa"

Abç.
"Nels"