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21 setembro 2014

ADEUS A KENNY WHEELER


O trompetista de jazz Kenny Wheeler morreu em Londres aos 84 anos de idade.
Wheeler nasceu no Canadá, mas viveu a maior parte de sua vida na Grã-Bretanha, mas também passou períodos nos EUA. Trompetista refinado, Wheeler foi também compositor, arranjador de grandes grupos de jazz.
Estudou  no Conservatório de Toronto em 1952 e se mudou para Londres, onde tocou com os “gigantes” britânicos  -  Ronnie Scott e Tubby Hayes.
Uma de suas características em sua forma de tocar (trompete e flugelhorn) foi a sutileza com belas frases improvisadas que apesar de sua complexidade pareciam simples. Foi muito versátil, podendo ser facilmente enquadrado entre os estilos pós-bop, big band, fusion e avant-garde.
Em 1958, ele abriu o caminho para os EUA quando tocou com a banda do britânico John Dankworth no Festival Internacional de Jazz de Newport, o mais importante naqueles dias. Depois gravou e tocou com músicos de destaque, entre eles Keith Jarrett, Bill Frisell, Jack DeJohnette, Steve Coleman, John Abercrombie, Ralph Towner e outros.
Sua fama mundial foi alcançada ao integrar o quarteto TITAN FREE-JAZZ, de Anthony Braxton, entre 1971 e 76.
Depois disso, ele realizou muitos projetos com Big Bands de som contemporâneo e com suas composições. Ele também foi um educador notável  com  permanência na prestigiosa  Royal Academy de Londres.
Ele deixou gravado 24 álbuns com o seu nome e 60 como parte de outros conjuntos.
Enquanto ele estava com a saúde muito ruim foi visto no Festival de Cinema de Londres, há dois anos, e era notória sua fragilidade.

Kenny Wheeler recentemente havia sido hospitalizado em Londres.
(adaptado do Noticiero de Jazz)

Um comentário:

MauNah disse...

É uma "boutade" recorrente. Não apenas aqui no blog e em qualquer roda de jazzófilos, a de que, se houver um Céu só para estes, a programação lá deve estar bombando.

Fico aqui imaginando nossos saudosos amigos Llulla e Raf assistindo às apresentações de todos os grandes craques de suas preferências pessoais, a qualquer momento, bastando sintonizar seus espíritos na onda certa.

Se houver Paraíso, deve ser isso.

Abs.