Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

30 abril 2014

CELEBRAÇÃO DO " DIA INTERNACIONAL DO JAZZ ".


Em uma longa lista de centenas de locais de jazz em várias cidades e capitais do mundo e em festivais de jazz como o Gana, Rottweil, Reggio Emilia, Santa Lúcia e Nova Orleans, o "Dia Internacional de Jazz " é comemorado em 30 de abril, declarado que foi pela UNESCO, na sequência do seu Embaixadora da Boa Vontade - Herbie Hancock.

Inúmeras celebrações começaram ainda no início deste mês. Hancock disse que esta festa a ser realizada todos os anos nesta data, tem como objetivo trazer diferentes culturas e melhorar a compreensão e paz mundial através da música
Este ano, além de eventos globais, a festa oficial ocorre hoje em Osaka, onde não só participar do mesmo Herbie Hancock, mas um número crescente de músicos que viajaram para a cidade japonesa para esta finalidade. Entre muitos outros, Esperanza Spalding, Ramsey Lewis, Wayne Shorter, Kenny Garrett, Roy Hargrove, Dee Dee Bridgewater, Branford Marsalis, Marcus Miller, Terence Blanchard, Zakir Hussain, George Duke, Robert Glasper, Al Jarreau, John Scofield, Terri Lyne Carrington, Anat Cohen, Jean Luc Ponty, etc.

No entanto, existem centenas de cidades ao redor do mundo, onde haverá celebrações hoje, em todos os continentes, da Europa, das Américas, através da África ao Extremo Oriente. Somente nos EUA estão programadas celebrações em mais de cem lugares.
Em Espanha, existem pelo menos 13 eventos para comemorar o dia de jazz em Madrid, Barcelona, Valencia, Alcublas, Alicante, e outras cidades.
Na América Latina existem eventos na Argentina (Buenos Aires e Rosário), Bolívia (CBA Jazz Festival e Thelonious), Brasil (5 locais), Chile ( cinco clubes de jazz , Colômbia ( seis locais em 5 cidades), Costa Rica (Distrito História), Cuba (DIA), República Dominicana (Meson de la Cava), Equador (The Jazz Cafe Society), El Salvador (La Casa acontecido e Cultura), Guatemala (com música ao vivo tocada no rádio), México (9 lugares em diferentes cidades), Panamá  (4 pontos), Porto Rico (como na Guatemala), Uruguai (Montevidéu Hot Club, Jazz Street, Hotel Casa Grande), e Venezuela (Caracas, Barquisimeto, Valencia Guiana ).
(Para ver todos os lugares do mundo onde há celebrações do Dia Internacional de Jazz, acesse:)  http://jazzday.com/events

(adaptado do Noticiero de Jazz)

CRÉDITOS DO PODCAST # 204

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS AUTORES
LOCAL / DATA
BOBBY JASPAR
David Amram (fhr), Bobby Jaspar (st), Maurice Vander (pi), Eddie de Haas (bx) e Jacques David (bat)
THE WAY YOU LOOK TONIGHT
(Jerome Kern / Dorothy Fields)
Paris, 4/julho/1955
BILLIE HOLIDAY
Irving "Mouse" Randolph (tp), Vido Musso (cl), Ben Webster (st), Teddy Wilson (pi), Allen Reuss (gt), Milt Hinton (bx), Gene Krupa (bat) e Billie Holiday (vcl)
New York, 21/outubro/ 1936
BRAD MEHLDAU
Brad Mehldau (pi), Larry Grenadier (bx) e Jorge Rossy (bat)
Live, "Village Vanguard", New York, 29/julho/1997
SEAN JONES
Sean Jones (tp), Erica Von Kleist (fl), Brian Hogans (sa), Walter Smith (st), Gregoire Maret (hca), Orrin Evans (p,el-pi), Luques Curtis (bx), Obed Calvaire (bat) e Kahlil Bell (perc)
SEARCH WITHIN
 (Sean Jones)
New York, c. 2008
WYNTON MARSALIS
Wynton Marsalis (tp), Ellis Marsalis (pi), Reginald Veal (bx) e Herlin Riley (bat)
BIG BUTTER AND EGG MAN
(Louis Armstrong / Percy Venable)
New York, c. 1990
WAGNER TISO  e VICTOR BIGLIONE
Wagner Tiso (pi) e Victor Biglione (gt)
SAMBA DE UMA NOTA SÓ (Antonio Carlos Jobim / Newton Mendonça)
outubro/2004
EMILY REMLER
John D'Earth (tp), Gene Harris (pi), Emily Remler (gt), Ray Brown (bx), Gerryck King (bat), e Bob Moses (perc)
MOZAMBIQUE
(Bob Dylan / Jacques Levy)
San Francisco, CA, agosto/1984
JAMES COTTON
James Cotton (ha, vcl), Pinetop Perkins (pi), Calvin "Fuzz" Jones (bx), Matt "Guitar" Murphy (gt) e Willie "Big Eyes" Smith (bat)
HOOCHIE COOCHIE BLUES
(Willie Dixon)
julho/1987
DAVE HOLLAND
Robin Eubanks (tb), Chris Potter (st), Steve Nelson (vib,mar), Dave Holland (bx, ldr) e Billy Kilson (bat)
MAKE BELIEVE
(Jerome Kern / Oscar Hammerstein II)
Live, "Birdland", New York, 24/novembro/2001
KENNY BURRELL & JOHN COLTRANE
John Coltrane (st), Kenny Burrell (gt), Tommy Flanagan (pi), Paul Chambers (bx) e Jimmy Cobb (bat)
LYRESTO (Kenny Burrell)
Hackensack, N.J., 7/março/1958
B  G
VINCE GUARALDI (pi), Monty Budwig (bx) e Colin Bailey (bat)
FLY ME TO THE MOON (Bart Howard)
San Francisco, CA, 1964

28 abril 2014

ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A GUITARRA E OS GUITARRISTAS - 19

EVERETT  BARKSDALE foi um guitarrista norte-americano que teve participação em incontáveis gravações com consagrados músicos de JAZZ “top”, a saber e entre outros:    Henry "Red" Allen, Art Tatum, George Barnes, Cozy Cole, George Duvivier, Louis Armstrong, Sidney Bechet, Big Sid Catlett, Al Hirt, Ernie Hayes, Milt Hinton, Lena Horne, Billy Kyle  e  Dave McRae, apenas como exemplos.
Por essa plêiade de músicos que acompanhou, fica patente sua estreita ligação com as principais mecas do JAZZ (New Orleans, Chicago, New York), seja por seu berço de nascimento, já seja pela origem dos músicos com quem tocou.
EVERETT  BARKSDALE  nasceu em Detroit, estado de Michigan, em 28 de abril de 1910, tendo vivido por 75 anos e vindo a falecer em Inglewood, estado da Califórnia, no dia 29 de janeiro de 1986.
Desde cedo dedicou-se aos instrumentos de corda:  contrabaixo (sua primeira “paixão” instrumental, com a qual voltaria e encontrar-se no final da década de 1950), piano e violino.   Em formações das quais participou em sua cidade natal  apresentava-se com a guitarra, algumas vezes com o contrabaixo, principalmente em salões de baile.
Com pouco mais de 20 anos incorporou-se em Chicago à banda de Erskine Tate (violinista e multi-instrumentista nascido em Memfis, no Tenessee, e que liderou sua  “Erskine Tate’s Vendome Symphony Orchestra” para apresentações no “Vendome Theatre”).     A importância dessa banda pode ser avaliada pelo fato de nela ter  atuado Louis Armstrong em 1926, assim como por ela terem desfilado Freddie Keppard, Buster Bailey, Eddie South, Omer Simeon e tantos e tantos outros.
Em 1932 integrou a orquestra de Clarence Moore, apresentando-se no “Grand Terrace Hotel”.
Participou do conjunto do violinista Eddie South, com o qual excursionou em 1937 para apresentações na Europa.
Em 1940 foi contratado pelo grande Benny Carter para sua “big-band”.    Vale citar que o grande Benny Carter (Bennett Lester Carter, multi-instrumentista = sax alto, clarinete, trompete e piano = compositor e arranjador), dedicou-se mais constantemente ao sax-alto com sonoridade e fraseado inconfundíveis, viveu de 08 de agosto de 1907 até 12 de julho de 2003, portanto a ponto de completar 96 anos e ainda, imediatamente antes de  seu falecimento, em atividade.   
Gravou em 1941 com o grande Sidney Bechet.
Seguidamente EVERETT BARKSDALE participou de diversas formações: em 1942 nas de Herman Chittison (com a qual gravou diversos discos), Buster Browne e   Leon Abbey;    foi membro fixo durante um ano e meio da orquestra de estúdio da rádio CBS, como membro do grupo de trabalho para os “Jubilaires” no “Arthur Godfrey Show” (de 1942 a 1944) para, em 1944, atuar nas formações de Cliff Jackson e Lester Boone, além de manter grupo próprio com atuações esporádicas (isso já em 1945).
No período de 07 anos de 1949 até 1955 BARKSDALE participou de trio com o piano de Art Tatum e o baixo de Slam Stewart.  
Ainda assim e entre 1950 e 1952 BARKSDALE teve oportunidade de integrar grupos que acompanharam a “Primeira Dama” Ella Fitzgerald, destacando-se como integrante da “cozinha” da banda de Sy Oliver ao lado de Hank Jones e Ray Brown (uma delícia ouvir a versão de Ella para o clássico de Harold Arlen e Koehler “I’ve Got The World On A String” em 1950, assim como a de “Angel Eeyes” de Brent e Dennis” em 1952), com destaque para seu acompanhamento do duo Ella / Louis Armstrong em 1950, também com Hank Jones e Ray Brown.. 
 Logo após integrar o trio com Art Tatum e Slam Stewart e em 1956 BARKSDALE tornou-se o diretor musical do grupo vocal “The Ink Spots” e de Billy Kenny, com os quais realizou temporadas na Europa e no Canadá. 
Ao regressar aos U.S.A. voltou a trabalhar por breve período com o grande pianista Art Tatum, que veio a falecer em 05 de novembro de 1956.
BARKSDALE retornou, então, aos estúdios de gravação da “Big Apple”, onde reencontrou à sua mencionada primeira paixão instrumental, o contrabaixo, já agora em versão elétrica.   É com o contrabaixo que alinhou na formação de Buddy Tate, no período de 1958 a 1959.
A partir daí passa a apresentar e a gravar tanto na guitarra quanto no contrabaixo, assim como para os estúdios de rádio quanto para os de televisão, via-de-regra em pequenos grupos.
Ainda que fosse um “virtuose” na guitarra e possuidor de técnica superior, EVERETT BARKSDALE dificilmente fazia alarde de seus dotes à guitarra,  mesmo nos períodos em que alinhou ao lado de Art Tatum, que era um super dotado e capaz de soar como se 02 pianistas fosse.    
BARKSDALE possuía uma sonoridade atraente (som de guitarra “sem água”), fraseado íntegro, no sentido de belo e sem excessos;  basicamente e tal como Freddie Green um acompanhante, um suporte de pulsação firme;   nas gravações em que podemos ouví-lo nos seus raros solos (particularmente em cálidos “blues”), nos deparamos com perfeita correção estrutural e equilíbrio.
Destaques para as gravações de 1941 com Sidney Bechet (“Strange Fruit” e “Mood Índigo”), as de 1952 com Art Tatum (“Out of Nowhere”, “Indiana” e “Just One Of Those Things”) e, ainda com Joe Thomas em 1958 (“Blues For Baby”)
É importante ouvir a qualidade de “sideman” de BARKSDALE no CD clássico “Henry ‘Red’ Allen World On A String”, contendo faixas gravadas em New York (21 e 27/março e 10/abril de 1957, selo econômico da RCA, “Bluebird”) com um seleção de “craques”:  Henry “Red” Allen ao trumpete, J.C.Higginbothan no trombone, Buster Bailey no clarinete, Coleman Hawkins no sax.tenor, Marty Napoleon no piano, EVERETT BARKSDALE na guitarra, Lloyd Trotman no baixo e Cozy Cole à bateria.   Nessa gravação temos 11 faixas, com destaque especial para o belíssimo  clássico de Green e Heyman “I Cover The Waterfront”, abertura com BARKSDALE que permanece apoiando todos os solos harmonicamente, seguindo-se solos de “RED” com o tema, de MARTY NAPOLEON ao piano e retorno de “RED” para uma aula de trumpete com técnica, emoção e domínio de todos os registros:  uma grandeza ! ! ! 
Logo após e completando os 8’25” da gravação, COLEMAN HAWKINS nos brinda com sua sonoridade encorpada, com intervenção de “RED” nas alturas para uma “coda” que vale por um curso superior de trumpete..
Além das gravações indicadas anteriormente e de ter deixado sua marca em registros com Dickie Wells, Buddy Tate, Rex Stewart, Sarah Vaughan, Chris Connor e Dinah Washington, outras gravações de BARKSDALE para serem ouvidas, são:
 
  • Louis Armstrong:  Louis And The Good Book, Universal, 1957–58;
  • Chet Baker: Verve Jazz Masters 32,  Verve, 1955–65;
  • Sidney Bechet: Classics, 1941-1944;
  • Benny Carter: 1940-1941, Classics;
  • Edmond Hall: 1944-1945, Classics;
  • Johnny Hodges: Jazz Masters 35, Verve, 1951-1967;
  • Billie Holiday: The Complete Original Decca Recordings Decca, GRP, 1944-1950;
    Jimmy Rushing And The Buck Clayton All-Stars: CBS / Fresh Sound, 1960;
    Maxine Sullivan: 1941-1946: Classics;
    Art Tatum: The Complete Capitol Recordings, Capitol, 1949-52;
  • Clark Terry and Chico O'Farrill : Spanish Rice, Impulse!, 1966;
  • Eddie South: 1923-1937 (Classics) Eddie do Sul: 1923-1937, Classics.

     Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo
            apostolojazz@uol.com.br

27 abril 2014

BATERIAS & BATERISTAS – Parte XII

TRABALHO DE PESQUISA DE NOSSO EDITOR NELSON REIS


BATERISTAS – ALGUMAS  BELAS  GRAVAÇÕES

Seriam quase infindáveis de ser mencionadas e exemplificadas as boas e/ou famosas gravações feitas pelos inúmeros e excelentes bateristas, com atuações no “jazz” e/ou “bossa nova”, que, musicalmente, são os “estilos-alvo” desse nosso blog-CJUB.
O universo no instrumento é grandioso e, os “campeões no instrumento” são quase incontáveis. Sob pena de virmos a omitir, numa listagem com tal propósito, quaisquer grandes figuras e grandes gravações que compõem esse universo. A propósito, os exemplos das capas das gravações a seguir aqui apresentados, não são para eleger “os dez mais” ou coisa que valha, ou mesmo os de nossa predileção exclusiva. Mas, um exemplo do legado de alguns bons instrumentistas de bateria que mereceram, devem merecer, e sempre merecerão, nosso respeito e a audiência de quem aprecia ou pratica o instrumento.


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26 abril 2014

NOTA MUITO TRISTE: FALECEU HOJE JOSÉ DOMINGOS RAFFAELLI - NOSSO MESTRE RAF

Confrades, amigos, leitores em geral,

Acabamos de receber a notícia do falecimento do nosso querido Mestre Raffaelli, após um breve período de internação. Ainda não há informações adicionais, que pretendo postar logo que disponíveis.

Neste momento, só posso dizer que seu passamento vai deixar, na vida cultural nacional, uma lacuna bem profunda, um prejuízo irrecuperável não só para a comunidade dos apreciadores do Jazz - sua maior paixão -  como para os dos demais gêneros de música de boa qualidade. Fez uma formidável legião de amigos entre os músicos, que tiveram nele tanto um incentivador como um guia para as suas carreiras na música instrumental no país.

Que descanse em paz, num Paraíso próprio cuja trilha sonora seja Jazz, o estilo de música que tanto amou.

SEGUNDO AS INFORMAÇÕES DO FLÁVIO RAFFAELLI, O VELÓRIO SERÁ NA CAPELA 9 DO S.J.BATISTA, A PARTIR DAS 13:00 HRS E O SEPULTAMENTO ÀS 16:00 HRS.

25 abril 2014

P O D C A S T # 2 0 4

EMILY REMLER 
JAMES COTTON


WAGNER TISO e VICTOR BIGLIONE 



PARA BAIXAR O ÁUDIO: http://www.divshare.com/download/25453027-18d

23 abril 2014

CRÉDITOS DO PODCAST # 203

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
LOCAL e DATA
BILL EVANS
Bill Evans (pi), Scott LaFaro (bx) e Paul Motian (bat)
WITCHCRAFT
(Carolyn Leigh / Cy Coleman)
New York, 28/dezembro/1959
COME RAIN OR COME SHINE
(Harold Arlen / Johnny Mercer)
Bill Evans (pi), Percy Heath (bx) e Connie Kay (bat)
THE BOY NEXT DOOR
(Blane Martin / Ralph Blane)
New York, 2/fevereiro/1961
HOW DEEP IS THE OCEAN (Irving Berlin)
Bill Evans (pi), Scott LaFaro (bx) e Paul Motian (bat)

WALTZ FOR DEBBY
(Bill Evans)
Live "Village Vanguard", New York, 25/junho, 1961
GLORIAS STEP
(Scott LaFaro)
SOLAR (Miles Davis)
Bill Evans (pi), Eddie Gomez (bx) e Jack DeJohnette (bat)
ONE FOR HELEN
(Bill Evans)
TV-cast, Jazz Festival, Casino de Montreux, Suiça, 15/junho/1968
THE TOUCH OF YOUR LIPS
(Ray Noble)
BUDDY CHILDERS
Buddy Childers (flh), Jimmy Zito (v-tb), Brian O'Rourke (pi), Jennifer Leitham (bx) e Paul Kreibich (bat) 
BUFFY (Buddy Childers)
Hollywood, CA, 22/junho/1994
CLARK TERRY PAUL GONSALVES
Clark Terry (tp), Paul Gonsalves (st), Willie Jones (pi), Jimmy Woode (bx) e Sam Woodyard (bat)
BLUES (Clark Terry)
Chicago, 6/agosto/ 1957
EDDIE DAVIS
Simon Wettenhall (tp), Graham Stewart (tb), Woody Allen (cl), Cynthia Sayer (pi), Eddy Davis (bj), Brian Nalepka (bx) e John Gill (bat)
RED LIGHT BLUES
(Harry Warren)
New York, 5/março/1988
MAYNARD FERGUSON
Maynard Ferguson Orchestra: Maynard Ferguson, John Bello, Chet Ferretti, Jimmy Nottingham, Don Rader (tp,flhrn), Bernie Glow (tp), Wayne Andre, Urbie Green, John Messner, Bill Watrous (tb), Paul Faulise (b-tb), Ray Alonge, Jimmy Buffington (fhr), Lanny Morgan (fl,sa), Willie Maiden, Frank Vicari (st), Roger Pemberton (sbar), Romeo Penque (st) Stan Webb (pic,oboe), Charlie Mariano (sa,cl), Phil Bodner (oboe), Don Butterfield (tu), Michael Abene (pi), Barry Galbraith (gt), Richard Davis (bx), Mel Lewis (bat), George Devens (perc), Margaret Ross (harp) e Don Sebesky (arr)
I’VE GOT A WOMAN
(Ray Charles / Renald Richard)
New York, 11/dezembro/1964
B G
SCOTT HAMILTON (st), Gerard Nieto (pi), Ignasi Gonzalez (bx) e Esteve Pi (bat)
THE ONE BEFORE THIS (Gene Ammons)
Barcelona, Spain, 18/outubro/ 2005 

22 abril 2014

BILLBOARD CHART

Monty Alexander saltando de 54 para TERCEIRO LUGAR NA BILLBOARD, três pianistas no topo!
Pianista jamaicano Monty Alexander de volta ao topo do painel, desta vez com o Volume 2 do Harlem-Kingston Express. E o pianista Bruce Barth de décimo para o segundo lugar. Em primeiro lugar o pianista George Cables é mantido.
Também entra na primeira dúzia Mike Longo Trio, com o seu novo álbum.
A seguir estão os top 12 da Billboard Jazz Pool desta semana:

01 George Cables - Icons and Influences 
02 Bruce Barth - Daybreak
03 Monty Alexander - Harlem-Kingston Express, Vol.2
04 Dave Stryker -  Eight Track
05 Mike Longo Trio - Step on It
06 David Fathead Newman e o Tilden Trio - Web (re-editado)
07 Catherine Russell - Bring It Back
08 Craig Handy - Craig Handy & Second Line Smith
09 Javon Jackson - Expression
10 Anton Schwartz - Flash Mob
11 Vincent Herring - The Uptown Shuffle

12 Frank Wess - Magic 201




20 abril 2014

BATERIAS & BATERISTAS – Parte XI

TRABALHO DE PESQUISA DE NOSSO EDITOR NELSON REIS

 1 – FASES DO INSTRUMENTISTA E PREDILEÇÕES

Assim como a escultura e a pintura, a música – mesmo dentro de um estilo ou modalidade – sofre mutações de épocas e, portanto, na maneira de tocar um instrumento. Existe uma certa imutabilidade quanto a obras clássicas, que não sofre transformação na composição. Todavia, podendo ocorrer nas suas interpretações.
Se nos propusermos a analisar “fases instrumentais”,ou mesmo “fases de um músico” ou “as fases de seu estilo”, certamente que não podemos traçar comparativos, perguntando:
- “Quem foi ou é mais conceituado, ou melhor, neste ou naquele instrumento ou, neste ou naquele estilo de jazz ?”
Certamente que a resposta poderá ser equívoca, pelo fato de que a música, como a arte em geral, afeta a sensibilidade do ser humano de forma individual. Mesmo ocorrendo a existência de “ícones” como: Bix, Parker, Gillespie e outros, ou nos clássicos eruditos como Bach, Mozart ou Beethoven. Tudo é uma questão de predileção.
Em assim sendo, não há como argüir se “Big Sid” Cattled foi ou não melhor que Joe Jones ou se Max Roach melhor ou não que Kenny Clark. Estes comparativos simplesmente inexistem e “caem por terra” por força dos fatores de: empatia, sensibilidade do ouvinte, o momento do instrumentista, identificação, época, etc....
Tal fato pode ocorrer até de uma forma individualizada, com um único músico. Um exemplo disso, é o do célebre trompetista Miles Davis. A despeito do fato da sua genialidade, teve ele uma “fase bop” (com Charlie Parker) uma “fase cool” (Quarteto, Quinteto e com Gil Evans) e depois a chamada “fase eletrônica”. Há jazzófilos que só o aceitam na sua “fase cool”, por acharem “uma réplica de Gillespie” na “fase bop” e, ser “meramente inaudível “ na “fase eletrônica”.

2- A “ARTIMANHA” DAS GRAVAÇÕES

Foi-se o tempo em que um baterista, como o finado Ohana (Tamba Trio), que“entrava em estúdio” numa 5ª feira as 14:00 hs e “ficava internado no estúdio” até o domingo seguinte, só saindo às duas da manhã. Atualmente, a tecnologia permite gravar o interprete vocal num dia, daqui a uma semana as cordas e, depois, a mais quinze dias “a cozinha”(piano, baixo e bateria). Graças a uma mesa de gravação de mais de 60 canais e “uma ilha de edição”, o estúdio “fabrica qualquer coisa”.
De certa feita, presenciamos a um fato interessante ocorrido com um grande instrumentista de sopro. Acompanhava ele, com certa habitualidade, a uma famosa intérprete e, ouvindo pela primeira vez um CD de uma sua gravação conjunta, depois que já ocorrera o recém-lançamento com disco e já à venda nas lojas (o disco lançado estava sendo ouvido por ele, pela primeira vez).  E, a certa altura, numa determinada faixa, disse ele:
- “Atentem, que vai ser agora a parte do meu solo e, que me lembro,  “ficou legal”. ocorre a “surpresa”:
-          “Hi !!!!, cortaram o meu solo!”. Disse ele, e prossegue:
-          “Eu, somente agora, estou sabendo e ouvindo. Porque não pude acompanhar o lançamento quando foi feito na ocasião, no estúdio”

Eis uma das razões pelo qual encontramos, muitas vezes em um CD de jazz, com gravações de um mesmo tema com “Takes 1, 2, 3, 4” numa mesma seção de tomada de estúdio. Às vezes, esses “takes” extra-originais poderão vir a sair em uma edição muito tempo após o artista/músico já haver falecido.

19 abril 2014

ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A GUITARRA E OS GUITARRISTAS - 18

WILLIAM (Bill) HENRY BAUER, artisticamente BILLY BAUER, guitarrista norte-americano, nasceu em 14/novembro/1915 no Bronx, New York;   com apenas 09 anos de  idade, aprendeu a tocar banjo e ukelelê de forma auto-didata.   Com 14 anos começou a tocar nos bares clandestinos de New York, os “speak-easys”, bares ou botecos a maior parte dos quais clandestinos, gerados desde o início do século XX nos U.S.A. e, à época, servindo até a madrugada bebida proibida – mas devidamente “batizada” -  em função da “Lei Seca”.   
Observamos aqui que a “Lei Seca” nos U.S.A. foi editada em 16 de janeiro de 1919 (ratificada pela 18ª Emenda à Constituição),  entrou em vigor 01 ano depois, em 16 de janeiro de 1920 durante o 2º mandato do 28º Presidente americano, Woodrow Wilson, tendo sido abolida em 05 de dezembro de 1933 (21ª Emenda à Constituição), durante o 1º mandato do 32º Presidente, Franklin Delano Roosevelt;   vale dizer que a “Lei Seca” permaneceu em vigor por praticamente 14 anos.
BILLY BAUER passou a apresentar-se em rádio do Bronx e adotou a guitarra como seu instrumento, tendo como orientador o guitarrista Allan Reuss.   Formou e comandou um quarteto utilizando guitarra com amplificação (estávamos no período de 1933 a 1936).
Atuou na banda de Jerry Wald em 1939 (somente a partir de 1941 Wald assumiu certa constância e projeção enquanto “big band”, com arranjos de Ray Conniff e Jerry Gray, chegando a gravar para os selos Decca, Majestic e  Columbia), assim como nas formações de Dick Stabile (cujo tema de apresentação era o delicioso “Blue Nocturne”, teve como uma de suas vocalistas Paula Kelly e que anos mais tarde atuou no “The Dean Martin and Jerry Lewis Show”) e de Abe Lyman (que tinha como prefixo e sufixo, respectivamente, “Califórnia, Here I Come” e “Moon River América”, gravou para a Brunswick, para a Decca e para a marca Bluebird, na realidade um selo “econômico” da RCA  -  ao longo de sua permanência teve, entre outros, músicos do calibre de  Carmen Cavallaro, Jake Garcia, Fred Ferguson, Bill Clark e Si Zentner).
Essas experiências iniciais permitiram a BAUER melhorar consideravelmente sua técnica.
Em 1941 ingressou na orquestra de Carl Hoff (cuja importância praticamente limita-se ao fato de nela ter atuado BILLY BAUER, onde gravou seu primeiro solo para o selo “Okeh”).
Ao lado do magnífico “Flip” Phillips formou novo conjunto, para incorporar-se seguidamente à banda de Woody Herman de 1942 até 1946 (o “first herd” – o “primeiro rebanho” de Herman).   Então já era músico reputado, sendo clara a influência direta de Charles Christian.
Sempre em New York atuou com Benny Goodman, com Jack Teagarden e em pequena formação com Chubby Jackson e Bill Harris.
Uniu-se ao famoso grupo experimental de Lennie Tristano e Lee Konitz, uma das bases mais importantes para a consolidação do “cool jazz”. 
Aqui fazemos um parênteses para assinalar que BILLY BAUER gravou em diversas ocasiões com Charlie Parker, as primeiras delas em 13 e 20 de setembro de 1947 no “Estúdio Mutual” de New York e integrando os “All-Star Metronome Jazzmen” de Barry Ulanov, formado na ocasião por Dizzy Gillespie (trumpete), Parker (sax-alto), John LaPorta (clarinete), Lennie Tristano (piano), Ray Brown (baixo), Max Roach (bateria) e, claro, BILLY BAUER á guitarra.
Nesse mesmo ano e no mesmo local (com transmissão radiofônica pela “U.S.Treasury”) o grupo de Barry Ulanov foi ligeiramente modificado, com Fats Navarro substituindo Gillespie, incorporado ao grupo Allen Eager (sax-tenor), além de alterações na “cozinha”  =  Tommy Potter no baixo e Buddy Rich na bateria.  Essa gravação / transmissão possui incalculável valor jazzístico, já que contou, também,  com a “divina” Sarah Vaughan em dois dos temas executados. 
Em 03 de janeiro de 1949 Billy BAUER voltou a gravar com Parker, desta feita no “Estúdio da RCA” em New York, integrando os “Metronome All-Stars” (vencedores da enquete de 1948 da revista “Metronome”, sendo certo que BILLY BAUER foi vencedor de diversas outras enquetes posteriores, tanto dessa publicação quanto da concorrente “Down Beat”), com uma formação verdadeiramente “all-stars”:  Dizzy Gillespie, Fats Navarro e Miles Davis nos trumpetes, J.J.Johnson e Kai Winding nos trombones, Parker, Buddy DeFranco, Charlie Ventura e Ernie Cáceres às palhetas e uma “cozinha” com BILLY BAUER, Lennie Tristano, Eddie Safranski e Shelly Mane.
Somente anos mais tarde, em 1954 e em uma das últimas gravações de Charlie Parker, BILLY BAUER gravou outra vez ao lado de “Bird”, no “Estúdio Fine Sounds” de New York e para o selo VERVE, do produtor Norman Granz.
Fechado esse parênteses retornamos ao ano de 1950, em que BILLY BAUER ministra aulas no “New York Conservatory Of Modern Music” e a partir de 1953 passa a atuar em diversos programas da rede radiofônica da NBC, assim como em espetáculos da Broadway e para a televisão na banda de Bobby Byrne para o “Steve Allen Show”.
No ano de 1958 junta-se a Benny Goodman, em feliz reencontro para temporada européia na “Exposição de Bruxelas”.
De regresso a New York, em 1959 BAUER faz breve e brilhante temporada ao lado de Lee Konitz no “Half Note”.
De 1961 até 1963 organizou formação própria e apresentou-se em Long Island. 
Passou a excursionar com o grupo “Ice Capedes” (espetáculos sobre o gelo) para, em 1970, inaugurar sua própria escola de guitarra em New York, onde organiza o “Guitar Players Club”.
No final de sua carreira BAUER apresentou-se no “JVC de 1997”, em tributo a Barney Kessel e a Tal Farlow, liderando grupo ao lado de Jimmy Raney e do então iniciante Joe Satriani.
Escreveu alguns livros sobre seu instrumento e sua técnica, destacando-se “Basic Guitar Studies” e sua auto-biografia “Sideman”.
Já foi assinalado mas ampliamos o fato de que BILLY BAUER tocou e gravou com  muitos músicos “top” do JAZZ, tais como Charlie Parker, Lennie Tristano, Warne Marsh, Lee Konitz, Miles Davis, J.J.Johnson, Flip Phillips, Jack Teagarden, Bobby Hackett, Al Cohn, Woody Herman, Dizzy Gillespie e tantos e tantos outros.
Com sua guitarra foi músico inicialmente filiado ao movimento “bebop”, mais pela presença e lógica influência de outros músicos desse movimento, para identificar-se posterior e claramente ao “cool jazz”, onde fincou âncora como um dos seus mais legítimos representantes.
Possuidor de técnica superior, BILLLY BAUER revela a influência do notável pianista Lennie Tristano, do qual foi um dos mais importantes e brilhantes alunos, desfilando em seus solos longas, sinuosas, complexas e flutuantes linhas melódicas, com acordes dissonantes, uma  sonoridade que podemos definir como “etérea” e um fraseado muito refinado.
Como acompanhante é importante ouvi-lo na seção rítmica da banda de Woody Herman, ao lado de Chubby Jackson no baixo e Dave Tough na bateria (mais tarde Don Lamond), onde executa os acordes tal como um pianista ou um naipe de metais.
Algumas das gravações em que podemos ouvir a maestria de BILLY BAUER são:
-   Blowin’Up A Storm, com a banda de Woody Herman, de 1946;
-   Igor, com a mesma banda e do mesmo ano;
-   Subconscious Lee, com Lennie Tristano e Lee Konitz, de 1949 
-   Rebecca, com Lee Konitz, de 1950;
-   Topsy de 1956;
-   The Plectristde 1956;
-   Blues For Trombones, com J.J.Johnson e Kai Winding, de 1954;
-   It’s A Blue World, de 1956.
BILLY BAUER veio a falecer pouco antes de completar 90 anos, no dia 24 de junho de 2005, mesmo mês e ano do falecimento da grande atriz Anne Bancroft (lembra-se aqui o clássico “A Primeira Noite de Um Homem”, estrelado por ela e Dustin Hofman).
Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo
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