Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

29 novembro 2011

PAUL MOTIAN, PELAS PALAVRAS DO MESTRE LOC

Nosso querido Mestre LOC nos envia sua coluna como publicada na edicao online do JB. Pouco afeito as lides digitais, o mais que pude fazer foi copiar o PDF recebido e ir colando as partes em que o programa de captura de tela retalhou o material, juntando tudo numa foto so. Desculpem a "tosquice" mas o que importa mesmo sao as palavras do nosso confrade, escolhidas como se num passeio por um campo. Neste caso, e em tudo, santo.

Cliquem para ampliar.

23 novembro 2011

CLAUDIO RODITI EM TEMPORADA CARIOCA

A pedido do nosso RayNaldo, passo as informações sobre a apresentação do Roditi, um mestre do trompete, junto da CEJ, que vai rolar neste fim de semana no Vizta.

Claudio Roditi e a Companhia Estadual de Jazz (CEJ).

O trompetista Claudio Roditi é um dos maiores nomes da música brasileira no exterior. Muito conhecido pelo público norte-americano e europeu, já que está sempre tocando pelo mundo afora em grandes festivais de jazz. Quando viajou para os Estados Unidos, no início dos anos 70, para completar sua formação musical, acabou ficando por lá. Mas sempre que pode dá uma passada pelo Rio de Janeiro.
Já dividiu o palco e as gravações com nomes como Michael Brecker, Paquito D´Rivera e Dizzy Gillespie. Roditi foi um dos sete trompetistas que, em 1992, um ano antes da morte de Dizzy, reuniram-se no Blue Note e gravaram o CD “To Dizzy with Love”.

E na sexta, dia 25 de novembro, o Vizta recebe Claudio Roditi, como o convidado especial da Companhia Estadual de Jazz , para uma jam session onde vão rolar muitos temas que ele gosta de tocar, como Impressions de John Coltrane, Birks Works de Dizzy Gillespie, Speak Low de Kurt Weill, A Rã de João Donato e também composições do próprio Roditi, como Recife’s Blues.

Notícia de última hora: ele vai tocar também um instrumento raro no jazz : o trompete piccolo, para o qual compôs um novo tema: o "Piccolo Blues".

22 novembro 2011

MORREU PAUL MOTIAN

Faleceu nesta manhã o fabuloso baterista Paul Motian, um dos maiores de seu instrumento. Com a palavra nossos Mestres, além, claro do Tandeta, para as considerações póstumas. O mundo do jazz está de luto. RIP!

Com o auxílio do Toy Lima, uma lembrança de Motian, durante o Chivas Festival de 2003 com a Electric Bebop Band.

THE LICK

Pra cantarolar o dia todo!

19 novembro 2011

THELONIUS MONK - Lançamento em Homenagem


Pelo jornal "O Estado de São Paulo" deste sábado 19/11/11 tomamos conhecimento (chamada na 1ª página e artigo com o título "Uma Doce Tristeza" assinado por João Marcos Coelho na página 6 do "Caderno D, C2+ Música") do lançamento do CD "Melodius Monk" - Kim Pensyl / trumpete e Phil DeGreg / piano - desfilando temas monkianos clássicos como "Reflections", "Blue Monk", "Monk's Dream" e outros.

É conferir mas o importante é a chamada em 1ª página e o artigo (3/4 de folha e imensa foto de Monk) escrito por quem é do ramo.

18 novembro 2011

WES MONTGOMERY - TRIBUTO HOJE A NOITE NO VIZTA - 18.11.2011

Reproduzo abaixo o texto que consta no site clubedejazz.com.br, sobre o show desta noite no restaurante VIZTA, com o quarteto liderado pelo guitarrista da CEJ (Companhia Estadual de Jazz, ou Jazzificator System) Fernando Clark

"O guitarrista Fernando Clark faz um tributo a Wes Montgomery, o gênio que reinventou a guitarra do jazz. No repertório, Fernando vai relembrar clássicos de Wes Montgomery como "West Coast Blues", "Four on Six", "Road Song", "Unit 7", "Full House", "Boss City" e outras...

Fernando Clark (guitarra), Fernando Moraes (piano), Nema Antunes (baixo) e Cássio Cunha (bateria).

Data 18/11/2011
Local Restaurante Vizta: Av. Delfim Moreira, 630 - Leblon
Horário Sexta-feira, às 21h30.
Informações Couvert: R$ 30,00. Tel.: (21) 2172-1089.

P O D C A S T # 7 7



17 novembro 2011

PRÉVIA DO FESTIVAL LAPATAIA?

Nunca se viu platéia tão educada e respeitosa. Há notícias de que o músico da tuba não conseguiu sair da área do Festival, tal o assédio imposto pelas senhoritas presentes ao concerto.

15 novembro 2011

2011 DOWNBEAT READERS POLL

Hall Of Fame : AHMAD JAMAL
Jazz Artist Of The Year : ESPERANZA SPALDING
Jazz Album : BRAD MEHLDAU " Live In Marciac " ( Nonesuch )

Big Band : MARIA SCHNEIDER ORCHESTRA
Jazz Group : K. JARRETT, G. PEACOCK & J. DEJOHNETTE
Soprano Sax : WAYNE SHORTER
Alto Sax : PHIL WOODS
Tenor Sax : JOSHUA REDMAN
Baritone Sax : JAMES CARTER
Trumpet : WYNTON MARSALIS
Trombone : STEVE TURRE
Clarinet : ANAT COHEN
Flute : HUBERT LAWS
Drums : JACK DEJOHNETTE
Vibes : GARY BURTON
Percussion : AIRTO MOREIRA
Violin : REGINA CARTER
Acoustic Bass : CHRISTIAN MCBRIDE
Electric Bass : MARCUS MILLER
Guitar : PAT METHENY
Piano : BRAD MEHLDAU
Organ : JOEY DEFRANCESCO
Electric Keyboard : CHICK COREA
Male Vocalist : KURT ELLING
Female Vocalist : DIANA KRALL
Composer : MARIA SCHNEIDER
Arranger : MARIA SCHNEIDER
Record Label : BLUE NOTE

That's it ...

Falando em jazz vou voltar para escrever sobre um pianista considerado por muitos como o 1º musico brasileiro de "jazz", o pouco conhecido ou divulgado niteroiense Moacyr Peixoto ! ! !

14 novembro 2011

ALGUMAS POUCAS LINHAS SOBRE A
GUITARRA E OS GUITARRISTAS - 16




ALBERT ALOYSIUS CASEY, artisticamente AL CASEY (não confundir com o guitarrista de “rock” Alvin W. Casey), guitarrista norte-americano, nasceu em Louisville / Kentucky, no dia 15 de setembro de 1915 e no seio de família de classe média (Joseph e Maggie B. Johnson Casey foram seus pais), vindo a falecer no dia 11 de setembro de 2005 (isto é, 04 dias antes de completar 90 anos), no “Dewitt Rehabilitation and Nursing Center” em New York.
Iniciou-se na música com o violino, que aprendeu com sua mãe desde os 05 anos de idade; não satisfeito e aos 08 anos dedicou-se ao “uke-lelê”.
Em 1930 e com 15 anos mudou-se para New York, estudando guitarra com JAMES SMITH na “DeWitt Clinton High School” e posteriormente, levado por seus tios, na “Martin Smith Music School” por 03 anos.
Em 1933 participando de programa radiofônico como integrante do grupo familiar “The Southernaires”, dirigido por seu pai, baterista, conheceu FATS WALLER que o contratou como guitarrista para sua orquestra, onde permaneceu até 1943, ano do falecimento de FATS WALLER.
Nesse período com WALLER, autor dos hiper-clássicos “Ain’t Misbehavin’” e “Honeysuckle Rose”, chegou a realizar curtas temporadas com o notável pianista TEDDY WILSON (entre 1939 e 1940), assim como com BUSTER HARDING (BUSTER LAVERE HARDIN, pianista e arranjador nascido em Ontário / Canadá, que ocasionalmente substituia TEDDY WILSON no piano, na orquestra deste), com quem chegou a apresentar-se no “Nicky’s” de Manhattan.
Em seguida ao falecimento de seu mentor FATS WALLER e tendo optado pela guitarra elétrica, AL CASEY formou trio próprio, atuando em diversas cidades americanas, assim como trabalhou e gravou com diversos músicos de ponta: EDMOND HALL e COLEMAN HAWKINS em 1943, BENNY CARTER em 1946, LOUIS ARMSTRONG em 1947, além de com FRANKIE NEWTON, CHUCK BERRY e BILLIE HOLIDAY, por quem se dizia apaixonado.
Gravou, também, com EARL HINES, PETE BROWN, BIG SID CATLETT, JIMMY JOHNSON, UNA MAE CARLISLE, MEZZ MEZZROW, FLETCHER HENDERSON, com a “LEONARD FEATHER’s ALL STARS” e acompanhou cantoras da estirpe de ALBERTA HUNTER, MARY BRYANT e DINAH WASHINGTON.
Em 1944 tocou por algum tempo, em trio, com CLARENCE PROFIT.
Nesse mesmo ano de 1944 AL CASEY participou do “The First Esquire Concert” no Metropolitan Opera House que, por sua importância, destacamos ao final.
Em 1945 atuou na Califórnia e gravou para a Capitol.
Em 1949 AL CASEY formou trio com o pianista BILLY KYLE (aqui lembramos dos “All Stars” de LOUIS ARMSTRONG que esteve no Brasil).
A partir de 1949 AL CASEY passou a dedicar-se ao “rhythm and blues”, integrando os conjuntos de KING CURTIS e do baterista e “tap-dancer” CURLEY HAMNER.
Retornou para o reino do JAZZ e, como “freelancer”, atuou com JAY McSHANN, MILT BUCKNER e BOB WILBER, entre outros.
Em 1973 integrou o grupo “No Gap Generation Jazz Band”.
Tecnicamente, desde sua incorporação à orquestra de FATS WALLER e até a primeira metade da década de 40 do século passado, AL CASEY utilizou a guitarra acústica demonstrando ser possuidor de um “swing” admirável, seja como acompanhante para apoio rítmico, melódico e em contracantos, assim como solista em acordes de rara plenitude. Quando adotou a guitarra elétrica e conseqüente amplificação, passamos a notar sensível redução dos acordes, substituidos pelo fraseado em “single notes” (nota-a-nota), mas com invejável sentido rítmico.
Sem dúvida foi parâmetro para muitos guitarristas posteriores.
AL CASEY é considerado por muitos críticos um dos poucos guitarristas que, ao lado de DJANGO REINHARDT, de TEDDY BUNN e de CHARLIE CHRISTIAN, criou estilo próprio.
Como principais gravações de AL CASEY, em seu nome ou tendo atuação importante como “sideman”, podemos citar:
- Ain’t Misbehavin Com FATS WALLER, pelo selo RCA Victor
- Buck Jumpin’ Selo Prestige
- Slamboree Selo Black and Blue
- Jumpin’ With Al Selo Black and Blue
- Guitar Odyssey Com BILLY BUTLER, pelo selo Jazz Odyssey
Mais que principal gravação indicamos a do dia 18 de Janeiro de 1944, tomada ao vivo do concerto realizado no Metropolitan Opera House de New York, o “The First Esquire Concert”, felizmente registrado pela etiqueta “LaserLight” em CD.
Consideramos esse CD (LaserLight Digital nº 15723, de 1990) como uma jóia para todos os que gostam de JAZZ.
Recordamos que a revista “Esquire” que promoveu o concerto, à época ombreava-se nas pesquisas dos “melhores” de cada ano no segmento de JAZZ, às tradicionais “Metronome” e “Down Beat”, esta última sobrevivente até os dias atuais, ainda que “misturando” JAZZ com outros “fenômenos” musicais.
Esse concerto reuniu uma constelação de músicos acima de quaisquer comparações, a saber: ART TATUM, COLEMAN HAWKINS, LOUIS ARMSTRONG, JACK TEAGARDEN, BILLIE HOLIDAY, ROY “LITTLE JAZZ” ELDRIDGE, BARNEY BIGARD, LIONEL HAMPTON, OSCAR PETTIFORD, MILDRED BAILEY e seu marido à época, RED NORVO - impossível melhor ! ! !
Dessa constelação constava AL CASEY e podemos ouvi-lo no clássico “Buck Jumpin’” que deu título à sua gravação para o selo Prestige: solo admirável e soberbo acompanhamento de ART TATUM e OSCAR PETTIFORD em menos de 03 minutos de puro encanto.




Retornaremos à guitarra e aos guitarristas em próximo artigo
apostolojazz@uol.com.br

MAIS UM CHART DE JAZZ - REVISTA JAZZ WEEK

Agora apresentado pelo site da Jazz Week, publico mais um grafico de vendas e execuções, a "parada" jazzística da semana finda no último dia 7.

Note-se a boa presença de alguns dos old-lions bem ativos -, carregando o piano, diria - o caso de Tony Bennett, em honroso primeiro lugar com a continuação dos seus Duets (fase um tanto mais comercial, imagino que preparando sua polpuda aposentadoria, mas que nos trouxe uma Amy Winehouse monstra), o baterista Roy Haynes em quinto, seguido por Freddy Cole em sexto, Cedar Walton e Ron Carter antes do vigésimo lugar. Que vocês me alertem para outros tantos veteranos mas, numa olhada rápida até este posto, foram os que localizei (ou cujo nome e trabalho eu conheço).

George Benson também é um dos grandes mas ainda não é um so-old-lion para entrar no time.

Cliquem no gráfico para ampliá-lo.

02 novembro 2011

DUO GENIAL NO ORGAO - JIMMY SMITH & JOEY DE FRANCESCO

Nas visitas de rotina ao youtube, e sempre grande a chance de encontrar diamantes puros, e assim segue mais uma pedra preciosa achada na West Coast.

Dois dos mais geniais organistas do Jazz na minha modesta opiniao, neste encontro em Sao Francisco em 1999.



Beto Kessel

01 novembro 2011

BAPTISTE TROTIGNON TRIO, NO MUNICIPAL

Nesta sexta-feira, dia 4/11, às 20:00 hrs., vai se apresentar no Theatro Municipal do Rio, um dos mais considerados e criativos - segundo a crítica internacional - pianistas franceses da atualidade, Baptiste Trotignon, em trio jazzístico clássico (Thomas Bramerie, no baixo e Dré Pallemaerts, na bateria).

No Segundo Caderno do O Globo de hoje, o principal jornal da cidade, cuja edição das terças feiras dá destaque à musica, não há uma linha sequer a propósito do concerto. E isso, a despeito de vir a ocorrer no mais importante local para apresentações culturais da cidade!

Bem provavelmente, não deve "rolar" nenhum jabá para "instigar" o jornalismo a dar esse tipo de notícia, enquanto todos os (piores) tipos de manifestação musical em esquinas, cafofos, forrós, pagodes, oficinas e quadras de "comunidades" (que ostentam aqueles espetáculos culturais imperdíveis - os bailes funk) ganham destaque na página 2 do afamado diário.

Já me rebelei antes contra esse desprezo do O Globo, e principalmente a editoria do caderno, quanto ao jazz. Esqueci que deve remanescer na alma dos profissionais de imprensa que o tocam aquele "ódio" (implantado, claro) a tudo que possa provir dos Estados Unidos da América - mesmo se executado por franceses -, produto de anos e anos de "militância"vestida com camisetas do Che.

Em suma, uma absoluta falta de respeito com a inteligência dos leitores que se interessem pela verdadeira cultura.

P.S.: ainda há lugares, acessíveis pelo site da Ingresso.com

No mais, Ave Mestre Llulla, cuja revolta com a indigência jornalística a respeito do jazz igualmente me inspira.