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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

21 março 2011

COLUNA DO LOC

JB, Caderno B, 13 de março
por Luiz Orlando Carneiro

De quinta-feira a domingo próximos, o Jazz Standard vai celebrar em noites de gala – como está no site do cultuado jazz clubde Nova York – o 60º aniversário do “grande baterista Duduka Da Fonseca, nascido no Rio de Janeiro”.
Para quem não sabe, Duduka vive na capital do jazz desde 1975. Foi com a cara e a coragem, só com passagem de ida. Mas com muito talento e já respeitado entre os músicos cariocas. Comprou sua primeira e sonhada bateria Gretsch com parte do dinheiro ganho numa gravação que fez como sideman dos trombonistas Frank Rosolino e Raul de Souza. Atraiu seus comparsas Romero Lubambo (guitarra) e Nilson Matta (baixo) para a Big Apple, em 1985. Com eles formou o Trio da Paz – consórcio muito bem sucedido, em termos de público e de crítica, infelizmente mais conhecido nos Estados Unidos e no Japão do que por aqui (Nights of my beloved, Noites do meu bem, é o título do mais recente CD do Trio da Paz, tendo como convidados o saxofonista George Garzone e o pianista Kenny Werner, gravado para o selo japonês Venus).
Nestes 35 anos como new yorker– com frequentes visitas ao Rio e ao Festival de Jazz de Ouro Preto – Duduka apareceu em cerca de 200 álbuns, como líder ou liderado.
Os primeiros discos de sucesso do Trio da Paz foram gravados para a etiqueta Malandro: Partido out(1998) e Café(2002), este último com “pontas” de Joe Lovano e Dianne Reeves. O ás do sax tenor já tinha atuado em duas das faixas do primeiro álbum “autoral” de Duduka, Samba jazz fantasia(Anzic), gravado em 2000, e que reunia em formações diversas outros jazzmen do porte de Tom Harrell (flugel), David Sánchez (sax tenor), John Scofield (guitarra), Eddie Gomez (baixo) e Kenny Werner. Este CD – que tinha também, é claro, Matta, Lubambo, Claudio Roditi (trompete), Hélio Alves (piano) e Maúcha Adnet (vocal) – foi um dos indicados para o Grammy de 2003 (best latin jazz album).
Da discografia mais recente do consagrado baterista merecem especial destaque: HD2/Songs of the last century (Blue Toucan, 2004), com Hélio Alves e Gomez (o lendário sax de Phil Woods presente em três faixas); Samba Jazz in black and white (Zoho, 2005), com Anat Cohen (clarinete, saxes), Alves, Leonardo Cioglia (baixo) e Guilherme Monteiro (guitarra); Forests (Zoho, 2007), do Brazilian Trio (Alves, Matta); e Brazilliance X4 (Resonance), quarteto de Roditi, com Cioglia e Alves. Os dois últimos foram também grammy nominees.
Na celebração dos 60 anos de mestre Duduka, no Jazz Standard, o Trio da Paz toca na primeira noite, tendo como convidados ilustres Anat Cohen e o pianista Mulgrew Miller. Nas segunda e terceira noites, Duduka lidera o seu quarteto (Anat, Guilherme Monteiro e Matta), e os convidados são Miller de novo e Claudio Roditi. No domingo, a festança termina com o Trio da Paz, Miller e a estrela Maúcha em destaque, e certamente fazendo jus ao título do CD Songs I learned from Jobim (Venus, Japão).
De Nova York, Duduka avisa que, de 26 de abril a 1º de maio, estará no Dizzy’s Coca Cola Club (Lincoln Center) para apresentar o programa Samba Jazz and the music of Jobim (Hélio Alves, Roditi, George Mraz, Maúcha e o guest Toninho Horta). E que vai sair logo o álbum que gravou no Brasil, ano passado, em trio com o brilhante pianista David Feldman e o baixista Gutto Wirtti, a partir de temas do mineiro Toninho.

7 comentários:

Salsa disse...

Tive o prazer de ouvi-lo algumas vezes. Poucas, mas boas.

apostolojazz disse...

Esse é pedra 90 ! ! !
Coisa nossa, coisa do mundo, músico que faz música.
Que possa comemorar os 70, 80 ....., sempre com o mesmo brilho.

Bene-X disse...

Baterista tão importante, para a evolução do samba-jazz, quanto Victor Manga, Edison Machado, Milton Banana e Robertinho Silva. Levou o legago destes todos adiante. E já há quem dê seguimento, nessa vanguarda, com inflexões ainda mais ousadas: o genial enfant terrible rubro-negro, nosso Baratinha, ou, para os gringos pagantes do Carnegie Hall, simplesmente: Rafael Barata.

Abs.,

Bene-X disse...

Corrigindo: "legado".

Abs.,

Bene-X disse...

Detalhe: Robertinho continua impossível, em plena forma.

Abs.,

Beto Kessel disse...

Inesquecivel o concerto no finado Mistura Fina numa daquelas edicoes do CJUB com o Brazilian Jazz Trio, com Helio Alves e Nilson Matta.

figbatera disse...

Parabéns ao Duduka! Que continue honrando o nome do Brasil e dos músicos brasileiros pelo mundo.