Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

25 fevereiro 2011

Música no Aeroporto

Agora não adianta mais reclamar dos atrazos nos vôos, tem uma nova opção para a longa espera.

Fotos by Antonio Avellar.

PODCAST # 39





PARA BAIXAR: http://www.divshare.com/download/14154070-344

23 fevereiro 2011

DUETO VOLTA A PRODUZIR FESTIVAL DE JAZZ EM SP - RIO TERÁ "VERSÃO REDUZIDA"

Da Folha.com de hoje:

"Os saxofonistas Wayne Shorter e Joshua Redman, a cantora Sharon Jones e o baixista Marcus Miller estão entre as atrações do BMW Jazz Festival, que ocorre de 10 a 12 de junho, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

O evento, que terá performances ao ar livre, exibição de filmes, workshops e jam sessions em clubes paulistanos, é organizado pela mesma produtora dos extintos Free Jazz e Tim Festival, a Dueto, e tem curadoria do jornalista Zuza Homem de Mello e dos produtores Monique Gardenberg, Zé Nogueira e Pedrinho Albuquerque --mesmo núcleo do Free Jazz.

Dividido em noites temáticas, o festival terá um palco dedicado a destacar o sax, com a apresentação de norte-americanos que representam três gerações do instrumento: os veteranos Wayne Shorter e Billy Harper e Joshua Redman --como um dos destaques da turma que ficou conhecida como "young lions".

O programa dedicado ao jazz "roots" (de raiz) terá a Madison Bumblebees of Winnsboro, banda de música gospel da Carolina do Sul (EUA), que atualiza a tradição vocal dessa vertente com um naipe de trombones; a diva do r&b Sharon Jones, declarada influência da britânica Amy Winehouse; e os brasileiros da Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz, que revisitam a tradição jazzística com instrumentos de percussão.

Por fim, a terceira noite destaca novas propostas para o jazz, com o baixista Marcus Miller revisitando um clássico de Miles Davis, o álbum "Tutu" (1986). No mesmo palco, tocam ainda o pianista de origem norueguesa Tord Gustavsen e o contrabaixista francês Renaud Garcia-Fons.

Além dos shows no Auditório, Sharon Jones e a "big band" Funk Off Brass Band fazem performances gratuitas, ao ar livre, no parque Ibirapuera.

Segundo Monique Gardenberg, o formato é bastante parecido ao do finado Free Jazz, com uma área de convivência na entrada do Auditório, destinada a happy hours diárias com bandas nacionais.

Estão confirmados workshops gratuitos de Wayne Shorter, Marcus Miller e Garcia-Fons.

Por enquanto, apenas Sharon Jones e Joshua Redman se apresentam no Rio _em datas e locais ainda indefinidos.

Os valores e o início da venda de ingressos ainda não foram divulgados mas, segundo a produtora, terão preços "bem razoáveis".
"

22 fevereiro 2011

DOSE DUPLA NA SALA BADEN POWELL

24 de fevereiro, quinta-feira
Sala Baden Powell
Av. Nossa Senhora de Copacabana 360, RJ

21 fevereiro 2011

COLUNA DO LOC

Caderno B, JB, 19 de fevereiro
por Luiz Orlando Carneiro

Grammy do Jazz: James Moody ‘in memoriam’, Mingus Big Band e Chucho

O jazz foi notícia de repercussão mundo afora, além de suas fronteiras, no último domingo, com a outorga do 53º Grammy, na categoria best new artist (artista revelação), à contrabaixista Esperanza Spalding – precoce líder aos 26 anos, e integrante do consagrado quinteto US Five, do saxofonista Joe Lovano.
Pela primeira vez, um músico de jazz ganhou o cobiçado prêmio da National Academy of Recording Arts and Science (Naras), derrotando os outros quatro artistas pop indicados, entre os quais Justin Bieber. A escolha de Esperanza provocou, na internet, forte reação contrária da enorme legião de fãs do garoto-sensação de 16 anos, nascido no Canadá. Mas nas categorias relevantes diretamente ligadas ao jazz, os grandes vencedores foram os discos Moody 4B (IPO), melhor álbum instrumental (individual ou pequeno conjunto), do legendário sax tenor James Moody, que morreu em dezembro último, aos 85 anos, depois de desistir de lutar contra um implacável câncer; Mingus Big Band live at Jazz Standard (Jazz Workshop), na área das large ensembles; e Chucho’s Steps (Four Quarters), dos Afro-Cuban Jazz Messengers do pianista cubano Chucho Valdés, na divisão Latin jazz.
É claro que o prêmio concedido a James Moody teve um caráter de homenagem a um dos herois do bebop. Ele já estava nas últimas quando foram anunciados os indicados ao Grammy, e competia com os pianistas-compositores Vijay Iyer e Danilo Pérez, que lançaram no ano-base (outubro de 2009-outubro de 2010), respectivamente, os CDs Historicity (ACT) e Providencia (Mack Avenue), figurantes destacados nas mais conceituadas listas dos melhores do ano.
No entanto, o prêmio in memoriam não desmerece a qualidade de Moody B, a segunda parte de uma sessão de julho de 2008, que já havia gerado Moody A, editado em 2009. O saxofonista ainda estava em grande forma, e é algo bem mais do que simples nostalgia o prazer de ouvi-lo na companhia dos notáveis Kenny Barron (piano), Lewis Nash (bateria) e Todd Coolman (baixo) interpretando joias do repertório jazzístico do quilate de Take the ‘A’ train (Billy Strayhorn), Hot house Tadd Dameron) e Along came Betty (Benny Golson). E ainda standards inesquecíveis como I love you (Cole Porter), Polka dots & moonbeans (Van Heusen) e But not for me (Gershwin).
Já a vitória da Mingus Big Band foi mais do que merecida. É simplesmente espetacular o álbum gravado pela melhor big band de jazz em ação, na passagem de 2008 para 2009, ao vivo, no Jazz Standard de Nova York – clube onde a orquestra que reinventa a obra fascinante de Charles Mingus (1922–79) atua às segundas- feiras. Formada por músicos do primeiro escalão da capital do jazz, a MBB celebrou, naquela noite, o cinquentenário de peças constantes de três álbuns fundamentais da mingusiana: Mingus dinasty, Mingus ah um e Blues and roots. Ao destacar, nesta coluna, há 15 dias, o favoritismo de Chu cho’s step ao Grammy de melhor disco de Latin jazz, escrevi:
“Ainda que ele (Chucho Valdés) não consiga repetir a façanha, pela oitava vez, o CD lançado em setembro último merece ser ouvido e apreciado pelos jazzófilos. Não se trata de jazz latino manufaturado em Havana para consumo externo, mas de jazz do bom, que se alimenta das raízes afrocubanas semeadas por Dizzy Gillespie, Chano Pozo e George Russell, lá se vão seis décadas”.

COLUNA DO LOC

Caderno B, JB, 12 de fevereiro
por Luiz Orlando Carneiro

Michel Portal, o ‘Bailador’

Em setembro de 2008, o clarinetista-saxofonista francês Michel Portal – um dos grandes improvisadores vivos do jazz – proporcionou à plateia do Festival de Ouro Preto um set inesquecível, ao lado do também excepcional pianista sérvio Bojan Z, há muito radicado em Paris. Todos os que lá estavam sentiram o impacto desse modo de expressão musical sempre surpreendente conhecido como jazz, apresentado no mais alto grau de exigência técnica e de réussite artística. E naquela base do aqui e agora, entre o straight e o free, com swing explícito ou implícito, além de apropriações étnico-culturais muito bem dosadas.
Portal – 75 anos e agenda sempre cheia – convocou novamente Bojan Z para com ele produzir o CD Bailador (Le Chant du Monde/EmArcy/ Universal), em sexteto que tem na seção rítmica os notáveis Jack DeJohnette (bateria) e Scott Colley (baixo acústico) e, mais na linha de frente, os jovens e já consagrados Lionel Loueke (guitarra), 37 anos, e Ambrose Akinmusire (trompete), 28. Loueke é um sofisticado músico nativo do Benin, que não esconde sua africanidade, inclusive em originais vocalizações. Akinmusire, nascido na Califórnia, descendente de nigerianos, venceu em 2007 a Thelonius Monk Competion (a mais importante do gênero nos Estados Unidos), tendo assinado contrato de exclusividade com o selo Blue Note, no ano passado.
O recém-lançado álbum de Portal contém seis composições de sua pena: a faixa-título (7m35), Dolce (8m), Cuba si, Cuba no (5m50), Ombres (5m08), Alto blues 6m08) e a ornetteana Tutti no hystérique (3m48). Pela primeira vez em sua discografia, ele não usa o clarinete em si bemol (seu instrumento de cabeceira). O clarinete baixo é a voz predominante em cinco faixas, com realce para a – como antecipa o título em francês – sombriamente bela Ombres, a única em duo (com Loueke). Portal serve-se do sax alto no plangente Alto blues e em Cuba si, Cuba no, e do sax soprano em Citrus juice(9m20), peça de autoria de Eddy Louiss, de sabor oriental (vertente ibérica), tratada em clima quente apimentado pelas vergastadas de mestre DeJohnette. Este, por sua vez, assina One on one (11m10).
É o próprio líder quem explica por que deu preferência ao clarone no contexto de Bailador:
“Não há muita coisa gravada com um clarinete e um trompete. Só o clarinete baixo soa bastante vigoroso em oposição ao trompete. O contexto não é intimista, frágil, tênue. É preciso potência, e com Ambrose Akinmusire eu sinto o desejo de tocar clarinete baixo, sax soprano e até sax alto. Este último, em geral, só costumo tirar do estojo uma vez por ano”.
O texto de apresentação do álbum da EmArcy é bem feliz, ao resumir, assim, o espírito da sessão: “A música em Bailador é torrencial, brilhante e sofisticada. Tem-se aqui Portal por inteiro: rigor e diversão, conhecimento e generosidade, técnica fascinante, prazer em profusão, precisão e balanço... Ele pode ser ouvido como um hedonista brincalhão amante da partilha e, ao mesmo tempo, como um músico cerebral, de vanguarda. E, no entanto, sua busca nada mais é do que a de “simples melodias e temas abertos que floresçam até se transformarem num ponto de interrogação”.
Quem quiser ter uma boa ideia de Michel Portal à frente do sexteto de Bailadorpode ouvi- lo na internet, num concerto na Salle Pleyel, em Paris, no mês passado (liveweb.arte.tv/fr/video/Michel_Portal_Sextet).

20 fevereiro 2011

NÃO É JAZZ, NEM BOSSA: APENAS ESTUDO

Decidi postar o clip abaixo por conta da fase tétrica que o Brasil vem passando no quesito educação. Não bastassem as bravatas cometidas em alto e bom som pelo presidente que saiu, antes, durante e na preparação para a sucessão de seu governo de 8 anos, o discurso de paraíso mundial vem se alongando - embora prestes a ser desmascarado pelos fatos -, e enquanto gasta-se muitos milhões com os políticos e seus interesses privados, temos escolas indigentes e alunos inconsistentes.
Como paralelo, vejam o desempenho desta big-band japonesa, comandada pelo Maestro Akira Myagawa e composta por crianças e jovens em sua maioria, e o extraordinário nível de execução a que alcançam, decerto fruto de um ensino de boa qualidade na base.
Um sonho: que, pelo menos o dinheiro destinado à educação dos jovens deste país não seja desviado no meio do caminho. Apenas isso, pois talento e determinação nossas crianças também tem. Não é pedir muito.
Desculpem o desabafo. E curtam a orquestra!

16 fevereiro 2011

GEORGE SHEARING (1919- 14-02-2011)


Foi-se um grande pianista, um grande compositor, um inovador e um dos integrantes do chamado “Cool Jazz”. Foi na década de 50 que surgiram por aqui os primeiros 78 rpm gravados por Shearing para a MGM. Quem não se lembra dos clássicos “I’ll never smile again”, “East of the Sun”,“September song”, “September in the rain” e outros, presenças constantes nas programações das rádios, no tempo que as rádios tocavam MÚSICA.
Shearing criou um quinteto inovador, usando os seus “block chords” em uníssono com a guitarra e o vibrafone, criando realmente um novo som que durante muito tempo deliciou ouvidos bem educados. Curiosamente, informou que esse som foi inspirado pela seção de saxes da banda de Glenn Miller, uma das admirações do pianista inglês. Como outros grandes pianistas privados da visão (Lennie Tristano, Tete Montoliu, Ray Charles) Shearing possuia uma técnica excepcional o que se pode apreciar em gravações mais “jazzistas” como no seu original “Conception”, “Move” (Denzil Best) e outros mais. Era também o favorito de cantores como Mel Tormé, Nat King Cole, Peggy Lee que gravaram com seu luxuoso acompanhamento. No Brasil o grande admirador de Shearing foi Dick Farney, que nos tempos do “Copacabana Pálace” criou um quinteto semelhante, com Sylvio Viana (vb)- Nestor Campos (g)- Galhardo (b) e Onestaldo (dm) , levando o Jazz ao programa “Ritmos da Panair”, transmitido ao vivo, diáriamente pela Rádio Nacional . E como não bastasse, Shearing é o autor de um dos originais mais executados por músicos de Jazz, “Lullaby of Birdland”, que era o autêntico hino do “night club” Birdland. Um músico que desaparece aos 91 anos mas que deixa toda uma época como marco de sua presença entre nós.

15 fevereiro 2011

George Shearing Quintet - Move

13/08/1919------14/02/2011

04 fevereiro 2011

Barry Lee Hall Jr. (tp) (*1949 +24-01-11)


Barry Lee Hall Jr. Era um dos músicos de destaque da “Duke Ellington Orchestra, a qual chegou a dirigir por um ano inteiro. Músico versátil, podia ser ouvido também ao piano, guitarra e contrabaixo. Sua causa mortis foi a complicação com a diabetes.
RIP

AND COMPLETOU 23 ANOS

Da esq. para dir. - Muller, Cezar, Dr. Aldo Salles, Mauricio
Einhorn, Haniel, Luiz Carlos Nascimento Silva,Gilson, Renato.
Sentados - Pedro Paulo,Mario Jorge e Luiz Carlos Antunes .


Foi em 27 de janeiro que a A.N.D. (Audiência Nota Dez_), confraria que reúne ex-ouvintes do programa “O Assunto é Jazz”, que durante 29 anos foi apresentado nas rádios Difusora Fluminense e Fluminense FM ,comemorou se vigésimo terceiro aniversário. Reunião realizada na Taberna da Glória com a presença dos confrades e convidados que, como sempre conversaram sobre Jazz, trocaram material fonográfico e até se divertiram com a presença de uma harpa paraguaia . Como diria o saudoso Maxwell Johnstone : “God bless the A.N.D.”!

PODCAST # 36




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