Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

31 janeiro 2011

BEST CD'S OF 2010

Na edição de Janeiro 2011 a Downbeat indicou os melhores cd's do ano que passou, ou seja aqueles que tiveram sua cotação máxima @@@@@, e que são os seguintes :

- Absolute Ensemble "Absolute Zawinul" ( Sunnyside )
- Bill Dixon " Tapestries For Small Orchestra " ( Firehouse )
- Liam Sillery " Phenomenology " ( OA2 )
- Michael Formanek " The Rub And Spare Change " ( ECM )
- Miguel Zenon " Esta Plena " ( Marsalis Music )
- Sam Newsome " Blue Soliloquy " ( Self Release )

É isso aí e deixo os comentários para quem quiser, até porque não conheço a metade da relação acima.
Em contra partida vou deixar registrado os 6 melhores na minha opinião, convocando a todos para que façam também suas listas;

- Brad Mehldau " Highway Rider " ( Nonesuch ) não poderia deixar de relacionar dos maiores pianistas da atualidade.
- Charles Lloyd Quartet " Mirror " ( ECM ) old lion ainda em grande forma em um trabalho emocionante do inicio ao fim.
- Eric Reed & Cyrus Chestnut " Plenty Swing, Plenty Soul " ( Savant ) foi objeto aqui de um post, portanto dispenso maiores comentários.
- Keith Jarrett " Testament " ( ECM ) outro que quase nunca deixo passar em branco entre os melhores.
- Kenny Burrell " Be Yourself " ( Highnote ) cd genial desse outro monstro sagrado ( mesmo não sendo unanimidade, mas como já dizia Nelson Rodrigues... ), também gravação ao vivo no Dizzy's Club ( como o Reed & Chestnut ) e super bem acompanhado, como Benny Green, Clayton Cameron e Peter Washington.
- Ralph Towner & Paolo Fresu "Chiaroscuro" ( ECM ) grande trabalho "duo" de 2 grandes instrumentistas com perfeito entrosamento e harmonia.

São esses aí e olha que foi muito difícil, pois gostaria de incluir outros mais, mas segui o número "DB", no entanto não posso deixar de fazer menção a 2 cd's de musicos brasileiros também no mesmo patamar dos citados; Egberto Gismonti " Saudações " ( ECM ) e o do Helio Alves lançado no final do ano " Musica " ( JLP ), que prometo um "blog" proximamente.

Fui...

Bill Stewart - Um Grande Artista



30 janeiro 2011

LOVANO & Bird Songs

Aproveitando a deixa de nosso confrade LOC, aí vai um vídeo sobre Lovano e o lançamento de seu novo disco Bird Songs.

COLUNA DO LOC

Caderno B, JB, 30 de janeiro
por Luiz Orlando Carneiro

Improvisações livres de temas parkeanos

O primeiro álbum do ano de repercussão geral na cena jazzística foi lançado no Village Vanguard, Nova York, no último dia 11. Trata-se de Bird songs, o 22º registro do consagrado saxofonista Joe Lovano para o selo Blue Note, e o seu segundo à frente do quinteto US Five, que reúne dois bateristas – Otis Brown III e Francisco Mela – o pianista James Weidman e a jovem estrela do contrabaixo Esperanza Spalding.
O primeiro CD desse grupo fora de série, Folk art, com composições do líder, foi o mais votado dentre os 50 melhores discos do ano passado, na eleição dos críticos promovida pela Jazz Times.
Em Bird songs, Lovano e seus comandados improvisam a partir ou em torno da temática de Charlie BirdParker, que reinventou o jazz, embora tenha vivido menos de 35 anos. O saxofonista tenor selecionou e explorou, em maior extensão, oito temas de Parker gravados pelo founding father do bebop no período 1945/49, nas históricas sessões Savoy e Dial: Passport (5m27), Donna Lee (4m26), Barbados (6m20), Moose the mooche(6m30), Koko (6m20), Dexterity (2m50), Dewey Square (8m25) e Yardbird suite (11m50).
Além disso, escolheu Lover man (9m), dentre os standards preferidos do Bird, para um longo solo no mezzo-soprano. E acrescentou duas curtas “atrações”: Birdyard (1m48), peça baseada nas primeiras notas de Yardbird, tocada no aulochrome (sax soprano duplo com duas embocaduras); Blues collage (1m54), cujo efeito politonal é obtido com Lovano no sax alto straight citando Carvin’ the Bird, enquanto Esperanza e Weidman dedilham os temas de Birdfeathers e Bloomdido, respectivamente.
O líder do US Five adverte que não procurou fazer aquele disco-tributo típico, mas sim “deixar espaço para a contribuição de cada um ao feeling da performance, de maneira espontânea”. Ou seja, o principal solista e seus parceiros não se dedicam a uma releitura linear e contemplativa da temática parkeriana, mas a improvisações livres em que tais temas são pretextos num contexto que realça a personalidade dos atores, sem prejuízo do “som” do conjunto.
Bird songs tem a assinatura inconfundível de Lovano, cuja linguagem expressa pela sua principal voz, o sax tenor, tem um fraseado rico em contrastes melódico-harmônicos discretos, mas inesperados, aqui e ali acentuado por sutis efeitos de timbre, fluindo com elegância entre o in e o out. As versões de Donna Lee e Ko - ko – paráfrases parkerianas de Indiana e de Cherokee, respectivamente – são particularmente originais. A primeira é transformada pelo sax tenor do líder uma verdadeira balada, numa paráfrase da paráfrase, o tema bop só desabrochando nos compassos finais de seu solo. Koko é a faixa mais desafiadora, já que o registro clássico de Parker (novembro de 1945) contém um vertiginoso solo de menos de três minutos, nos limites das faces dos discos de 78 r.p.m da época. Mas Lovano evita qualquer comparação, ao improvisar em tempo médio, aos poucos aquecido pelas baquetas de Brown e Mela. A faixa final, Yardbird suite, é “o sumário perfeito do espírito de aventura com que Lovano abordou este projeto”, como está no release da Blue Note. Começa em tempo também contido, e a arte do saxofonista impõe-se num solo de mais de cinco minutos, marcado por aquelas escaladas típicas que se vaporizam no registro agudo do instrumento. Há espaço, então, para intervenções do baixo de Esperanza e do piano politonal, monkiano, de Weidman.

24 janeiro 2011

II FESTIVAL DE JAZZ, 1 MÊS INTEIRO DE BOA MÚSICA


1 mês de Jazz na Sala Baden Powell
Sempre às 20hs
Sala Municipal Baden Powell, Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360
R$ 30,00 (meia entrada para estudantes e idosos)

Esta semana as atrações são -

dia 26/01, quarta-feira
André Vasconcellos
André Vasconcellos contrabaixo, Josue Lopez sax, Marco Vasconcellos guitarra, David Feldman piano e Alexandre Figueiredo bateria

dia 27, quinta-feira
Thiago Ferté
Thiago Ferté sax, Bernardo Bosísio guitarra, Alex Rocha contrabaixo e Rafael Barata bateria

dia 28, sexta-feira
Quinteto Triboz
Mike Ryan trompete, flugel, percussão e voz
Marcelo Padre sax, flauta e percussão
Rodrigo Ferreira contrabaixo, Kleberson Caetano bateria e Tomás Improta piano

dia 29, sábado
Jefferson Gonçalves
Jefferson Gonçalves harmônica, Kleber Dias violão 12 cordas, guitarra, bandolim e vocal
Fabio Mesquita contrabaixo, Marco Bz bateria e Marco Arruda percussão

dia 30, domingo
Grupo Tutti
Ana Azevedo piano, Daniel Garcia saxofone, Lipe Portinho contrabaixo e André Tandeta bateria

23 janeiro 2011

COLUNA DO LOC

Caderno B, JB, 23 de janeiro
por Luiz Orlando Carneiro

Aniversário celebrado com 84 músicas especiais

No seu décimo ano de existência, a etiqueta italiana CAM Jazz consolidou seu prestígio como uma das mais sofisticadas gravadoras independentes do planeta jazz, além, é claro, de “casa” dos músicos daquele país que desfrutam de fama internacional, como os trompetistas Enrico Rava e Paolo Fresu, os pianistas Stefano Bollani e Enrico Pieranunzi, o saxofonista Francesco Cafiso e o trombonista Gianluca Petrella – para citar seis dos mais conhecidos.
Para comemorar o aniversário, a CAM Jazz lançou uma edição especial com uma faixa de cada um dos 84 álbuns produzidos neste período, desde Seven golden men (4m), do CD More, da Kenny Clarke-Francy Boland – remaster de um LP de 1968, com temas famosos de grandes filmes – até The wonderful fable of Vicki Vargo (8m30), do recentíssimo The sky above Braddock – a última peripécia do trombonista Mauro Ottolini e sua banda Sousaphonix, cultores de uma certa “loucura lúcida”, na linha de um “surrealismo retrô”.
O sampler festivo do selo romano é disponível, apenas, em iTunes. Mas os que gostam de ter seus músicos e temas favoritos em discos, podem montar antologias pessoais com base nesse amplo menu de tunes do jazz contemporâneo. No ano que passou – além do segundo disco da banda de Ottolini, tão insólita como a Italian Instabile Orchestra – a CAM editou quatro excelentes álbuns: O CD duplo Antonio Sanchez/ Live in New York; Cognitive dissonance, do trompetista Ralph Alessi; In stride, com o quarteto Oregon; e Empire, do baixista-compositor Scott Colley.
O quarteto do baterista mexicano foi gravado, em 2008, no Jazz Standard, em Nova York, onde também atuam e brilham os demais integrantes desse grupo, que são os notáveis saxofonistas David Sánchez (tenor) e Miguel Zenón (alto), nascidos em Porto Rico, mais o baixista Scott Colley. Eles interagem em alto grau de tensão rítmica e divagam em longos solos bem free, a partir de oito faixas (quatro em cada volume), com destaque para Greedy silence (19m) e Challenge within (20m), de Sanchez, e H and H (16m), tema de Pat Metheny.
Cognitive dissonance é fruto de uma sessão de 2004 de Ralph Alessi, na luxuosa companhia de Jason Moran (piano), Nasheet Waits (bateria) e Drew Gress (baixo). O trompetista de fraseado melódico plangente, com sutis dissonâncias – adepto da poética de Kenny Wheeler, Enrico Rava e Tomasz Stanko – assina 11 das 15 preciosas faixas do disco, que duram entre 2m50 e 4m40.
O Oregon é um combo cooperativo dedicado a um jazz camerístico com toques étnicos variados, formado, no iní- cio dos anos 70, por Ralph Towner (guitarra, piano), Paul McCandless (oboé, sax soprano, flautas), Glenn Moore (b) e Collin Walcott (percussão). Walcott morreu em 1984, aos 39 anos, num desastre de automóvel, e foi sucedido por Mark Walker. O quarteto está mais vivo do que nunca, como atesta o novo álbum de 11 faixas, de fevereiro último.
Em Empire o autor Scott Colley lidera um quinteto – ou quarteto ou trio, dependendo das 10 partes de uma suíte, com “paisagens musicais” inspiradas numa velha cidade abandonada na pradaria americana. Seus companheiros neste álbum gravado em junho de 2009 são os também refinados Ralph Alessi (novamente), Bill Frisell (guitarras), Craig Taborn (piano) e Brian Blade (bateria).
As faixas de todos estes discos podem ser ouvidas, na íntegra, no site da CAM.

21 janeiro 2011

BAIXADA JAZZ BIG BAND

Noite de sexta feira, 21 de janeiro de 2011, II Festival de Jazz do Rio, Sala Municipal Baden Powell. Gravei com minha câmera de bolso, Kodak Zi8, para quem não pôde assistir. Vem mais vídeos por aí.

Ele voltam a tocar no dia 2 de fevereiro. esteja lá, imperdível.

UMA NOITE NO NEW MORNING

Foi com grande prazer que encontrei no meu email a mensagem do Pedro - membro in full desta confraria, porém com ojeriza a lidar com tecnologias blogóticas, pelo que me pediu que a publicasse - com esta reportagem completa de sua recente passagem pelo Velho Mundo, onde, para festejar a virada do ano, procurou dotar seu espírito de mais coisas boas ainda e partiu, claro, pro jazz que lá havia. Seu relato, sempre saboroso, é dividido em duas partes, a primeira sobre o club New Morning e a segunda, sobre o panorama dos jazzistas italianos. Uma ótima maneira de se embarafustar por 2011 adentro. Leiam!

Uma Noite no New Morning

Noite fria de 30 de dezembro vou conhecer o famoso New Morning, talvez o club de jazz mais conhecido de Paris, e por onde já passaram os grandes nomes da cena jazzística internacional. O New Morning comemora em abril próximo seus 30 anos, atualmente segue a tendência de seus pares famosos como o Blue Note e o Ronnie Scott's, de Londres, ultrapassando a fronteira do jazz com programação também de tendencias musicais latinas, africanas etc... Quem passar pela distante Rua des Petits Écuries, que situa-se além da Porta de Saint Dennis - e a região tornou-se hoje um bairro de imigrantes ou descendentes das antigas colônias francesas na Africa -, quase não percebe a fachada do New Morning. Um grande portão metálico nos dá a sensação de que estamos entrando numa grande garagem mas aos fundos alarga-se o recinto formando um amplo salão onde estão alinhadas as cadeiras, e em um dos lados um comprido bar onde cada espectador serve-se de bebidas, tendo ao fundo o amplo palco.

Apresentava-se o trio do baterista André Ceccarelli (65) com Diego Imbert (44, b) e Pierre Allain Goualch (37, p). "Dédé" Ceccarelli, filho de um também baterista e musico desde os 13 anos, é presença destacada no cenário do jazz francês, europeu, e gravou com inúmeros grandes nomes do jazz americano e sua versatilidade está demonstrada pois acompanhou, inclusive, Tina Turner em gravação de 76. Gravou também com todos os grandes nomes do jazz francês, entre outros Jean-Luc Ponty, Portal, Texier, Didier Lockwood e Legrand. Mais recentemente foi presença constante no trio que acompanhava Dee Dee Bridgewater e no trio do notável pianista italiano Enrico Pieranunzi, completado pelo ótimo baixo holandes Hein Van Den Geyn.

A apresentação tinha por principal a divulgação do CD Le Coq et la Pendule, homenagem a Claude Nougaro (selo Plus Loin Musique de 2009), poeta, compositor e cantor, já falecido (2004) e muito querido na França. O trio fez uma excelente apresentação em set único destacando-se uma bela versão de Girl Talk, passando por uma leitura rápida de Berimbau. Na segunda metade do set junta-se ao trio o vocalista David Linx, que desfila algumas canções que celebrizaram Nougaro, a começar pela que dá titulo ao CD e que conta a curiosa historia de um galo que se apaixona por um pendulo (no francês usa-se no feminino), terminando por uma belíssima interpretação da inesgotável “Feuilles Mortes” (Autumn Leaves ) que a todos fez lembrar a imortal gravação do grande ator e cantor Yves Montand (1921/1991).

Nas duas noites anteriores tentei assistir a Enrico Rava e Aldo Romano, que apresentavam-se no SUNSET e no SUNSIDE, clubes que, ao lado do New Morning e do Duc des Lombards formam os principais palcos jazzísticos de Paris, mas a lotação já estava esgotada. Tive informação de que na semana anterior o também italiano pianista Giovanni Mirabassi havia lotado as três noites de sua apresentação numa dessas casas, inequívoca prova do grande prestigio dos jazzmen italianos junto às plateias francesas.


OS MELHORES DO JAZZ ITALIANO EM 2010

Com a curiosidade aguçada por esta presença marcante dos músicos d’Italia em Paris, quando sabemos que na França há um grande numero de destacados músicos, comprei a revista italiana Musica JAZZ, edição de janeiro/11 que publicava o resultado dos TOP JAZZ 2010, até com propósito de trazer aos amigos do CJUB essas noticias.

O TOP JAZZ 2010 é organizado à semelhança do que faz a DOWNBEAT e acontece desde 1982, sendo que nas quatro ultimas edições o caráter de internacionalidade modificou-se para escolher somente músicos italianos. Os votantes são em numero de 60 e integram a critica especializada da Italia.

Vamos então conhecer os principais ganhadores, penso que muitos deles já nossos conhecidos: Como melhor musico do ano, bem como o melhor CD, foi escolhido o nosso conhecido, o extraordinário pianista Stefano Bollani e seu álbum X suíte for Malcolm. Como melhor baterista, Roberto Gatto e no baixo o mais votado foi Danilo Gallo. Danilo Rea foi o top dos tecladistas e Fabrizio Bosso o melhor trompetista. Rosario Giuliani foi o melhor saxofonista, Stefano Pastor o top vocalista, categoria na qual a nossa conhecida Roberta Gambarini ficou com a quarta melhor votação.
Na guitarra destacou-se Roberto Ceccheto, a jovem contrabaixista Silvia Bolognesi escolhida como a revelação do ano e o Tinissima Quartet, liderado pelo sax tenor Francesco Bearzatti foi o melhor conjunto de 2010.

Julguei interessante trazer essas informações aos cjubianos como reforço de que também no cenário europeu, continente de plateias exigentes e de grande sensibilidade musical, o jazz continua mais vivo do que nunca e a Europa que nos idos de 40 a 60 deu grande acolhida aos músicos americanos, hoje tornou-se celeiro de grandes artistas, dignos de um primeiro time que se apresente em qualquer palco mundial.

Por Pedro Wahmann

PODCAST # 34



PARA BAIXAR: http://www.divshare.com/download/13819258-894

17 janeiro 2011

II FESTIVAL DE JAZZ, 1 MÊS INTEIRO DE BOA MÚSICA


1 mês de Jazz na Sala Baden Powell
Sempre às 20hs
Sala Municipal Baden Powell, Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360
R$ 30,00 (meia entrada para estudantes e idosos)

Esta semana as atrações são -

dia 19, quarta-feira
Augusto Mattoso Trio
Augusto Mattoso contrabaixo, Itamar Assieri piano e Rafael Barata bateria

dia 20, quinta-feira
Paulo Braga Trio
Paulo Braga bateria, Rafael Vernet piano e Sergio Barrozo contrabaixo

dia 21, sexta-feira
Baixada Jazz Big Band
trompetes: Altair Martins (lead), Valtencir (Bubu), Josias Franco, Cláudio Leandro(Gordinho) e Diogo Gomes;
sax-alto: Idriss Boudrioua e Zé Maria;
sax-tenor: João Batista e Edesio Gomes;
sax-baritono: Walace Garcia;
trombone: Luis Pimenta, Elizeu Cândido, Reinaldo Seabra e Libni;
contrabaixo: Cesão Dias;
piano: Adauri Junior
bateria: Kleberson Caetano

dia 22, sábado
Estações Porteñas (Noite Piazzolla)
Ana Azevedo piano, Lipe Portinho contrabaixo, André Tandeta bateria, Nickolay Sapondjiev violino e Emilia Valova cello

dia 23, domingo
Zé Luis Maia
Zé Luiz Maia contrabaixo, Fernando Merlino piano, Tino Jr sax, Ricardo Costa bateria e Leo Amoedo guitarra

16 janeiro 2011

COLUNA DO LOC

Caderno B, JB, 16 de janeiro
por Luiz Orlando Carneiro

Um músico hiperativo e hipercriativo

A cover story da edição deste mês da Downbeat trata do agora setentão Herbie Hancock, que comemorou mais um ano de sucesso comercial com o CD The imagine project. Mas a matéria mais relevante da revista, assinada por Ted Panken, é dedicada ao saxofonista Dave Liebman, mestre do sax soprano (e também do tenor, e até da flauta de bambu), músico hiperativo e hipercriativo, finalmente agraciado com o Jazz Masters Award do National Endowement for the Arts – honrosa distinção concedida pela agência cultural americana.
Desde 1982, a NEA premiou gigantes do jazz do porte de Count Basie, Art Blakey, Sonny Rollins, Dizzy Gillespie e Dave Brubeck. E, finalmente, chegou a vez desse unsung hero van-guardista de 64 anos, que explica, na reportagem-entrevista a sua paixão pelo sax soprano:
“Amo o tenor (…), mas encontrei minha voz no soprano. Tem algo a ver com minhas raízes no deserto, beduínas, semitas. Não sinto isso no tenor. No tenor, é Trane (John Coltrane), é Sonny (Rollins), é Wayne (Shorter). É (puro) jazz! Pra mim, o soprano é um instrumento universal (world instrument). É um vocalista, um cantor. É Miles! É indiano!”.
A arte densa e irrequieta desse mestre pode ser (re)apreciada em pelo menos cinco álbuns lançados neste ano que passou: As always/Live/ The Dave Liebman Big Band(Mama); Quest for freedom/Richie Beirach & Dave Liebman with Frankfurt Radio Big Band (Sunnyside); Turna-round, the music of Ornette Coleman/The Dave Liebman Group (Jazzwerkstatt); Contact/Five in one (Pirouet); Quest/Searching for the new sound of be-bop (Storyville).
As always – gravações ao vivo de 2005-07 – tem Liebman à frente de uma big band de 17 músicos do primeiro time de Nova York: cinco palhetas, quatro trompetes (Dave Ballou é o realce), quatro trombones (Sam Burtis em destaque) e seção rítmica, com o excelente Vic Juris na guitarra.
Gunnar Mossblad, saxofonista e diretor da orquestra, escreve nas notas do disco:
“O som único da DLBB é também devido à facilidade com que o grupo atravessa a linha entre tonalidade e atonalidade; à execução de dramáticas mudanças estilísticas; e, principalmente, ao fato de criar colaborações entre música improvisada e composições tão bem alinhadas que é difícil dizer o que é e o que não é improviso”.
Estas características são também as de Quest for freedom, em que a RBB de Frankfurt e os arranjos de Jim McNeely reanimam peças escritas pelo saxofonista e pelo pianista Richard Beirach para o antológico quarteto Quest, na década de 80, como Pendulum(Beirach) e Vendetta(Liebman). Em Turna-round, o líder disseca de maneira bem free – como não podia deixar de ser, mas com extrema personalidade – a faixa-título e outros nove temas de Ornette Coleman, em quarteto com Juris, Tony Marino (baixo) e Marko Marcinko (bateria).
O álbum duplo da Storyville reúne registros de 1985, em Copenhague, do duo que gerou o Quest, tocando jazz standards como Naima, Oleo, Round midnight e On green dolphin street, mais gravações feitas em 1986-87, também na Dinamarca, com o grupo completo (Ron McClure, baixo; Billy Hart, bateria) interpretando originais. Five in one – CD já objeto de review nesta coluna (12/9/2010) – é do novo quinteto Contact, de caráter cooperativo, que junta outros parceiros de Dave Liebman, também no topo de suas carreiras: John Abercrombie (guitarra), Marc Copland (piano) e Drew Gress (baixo).

BADI ASSAD NO SOLAR DE BOTAFOGO

15 janeiro 2011

Jazz No Rio

Nossos músicos atacando de Dave Brubeck. Ana Azevedo (p), Daniel Garcia (ts), Lipe Portinho (b) e Renato Massa (d), tocando “Blue Rondo a La Turk” e “Strange Meadow Lark”, na Sala Baden Powell em meados de 2010.

Bom domingo!

 

ANA AZEVEDO EM FOCO, lançando primeiro CD solo

14 janeiro 2011

PODCAST # 33




PARA BAIXAR: http://www.divshare.com/download/13761023-fa1

E HOJE É DIA DE GUZZ !!!!!!!

Cumpre anos o "filho mais velho do Sazz", nosso bom Guzz ! Menino de ouro do CJUB, scholar de seu instrumento, a guitarra (não há modelo nem timbre que ele não conheça), devoto fervoroso de São (?!) Metheny, viúva do EST (quem ?), e, afinal, o cara que, na hora certa, abriu novos horizontes multimedia no site, tornando-o muito mais atraente e interativo. Uma aquisição inestimável para o nosso time, em todos os sentidos. Parabéns, Guzz, e muitos, muitos riffs pra você esse ano !

12 janeiro 2011

MAUNAHTUSALÉM !

Senhoras e Senhores, hoje aniversaria nosso comandante-em-chefe, MauNah, lançador da pedra fundamental do CJUB. Congrats, Pres., mais os votos do melhor jazz, dos cubanos de escol, e de grandes malts e blends que certamente este e muitos anos vindouros trarão. Na dicção do nosso Mestre Raffa, keep swinging !

Helio Alves & Claudio Roditi & Duduka da Fonseca - Parabens duplo no CJUB

Aproveitando que estamos numa semana de Parabens no CJUB (Mau Nah e Guzz), segue um "recuerdo" de musicos brasileiros que nos honram tocando em NY.

Helio Alves , Claudio Roditi e Dduka da Fonseca num Body and Soul.

Muita Saude e Muito Jazz para voces.

MESTRE RAF E A “HISTÓRIA DO JAZZ”

Por falta de aviso, estamos divulgando somente agora:

RADIO MEC – FM – Rio de Janeiro 98,9MHz

Série de 15 programas sobre a história do gênero musical norte-americano apreciado no mundo inteiro, apresentada desde as suas primeiras gravações até o surgimento dos grandes músicos, como Louis Armstrong, Beny Goodman e Dizzy Gillespie.

Produção e apresentação: José Domingos Raffaelli
Horário: Terças, às 23h.
Estreia: 21/12/2010

MAIS ÓBITOS.

Mestre Raffa encontrou em um site da Internet a relação dos óbitos de 2010, de músicos de jazz e nos passou. Um número realmente assustador , e separamos aqueles dos músicos mais conhecidos em número de nove. Anotem : Clarinetista e saxofonista Dick Johnson em 10 de janeiro (85 anos), Art Van Damme (acordeon) em 15 de fevereiro (90 anos), Jackie Mills(dm) em 22 de março (88 anos), Danny Bank (sb) em 5 de junho (88 anos), Joya Sherryll (vo) em 28 de junho (84 anos), Martin Drew (dm) em 29 de julho (66 anos), Jack Parnell (dm) em 8 de agosto (87 anos), Walter Payton (b) em 28 de outubro (68) e Roger Guerin(tp)(foto) em 29 de dezembro (84 anos).

11 janeiro 2011

MAURICIO EINHORN & SAMBAJAZZ TRIO

Antes de mais nada, e apesar de nenhuma divulgacao no Globo, quem foi hoje na otima sala do CCJF (Centro Cultural da Justica Federal) saiu satisfeito.

Ambiente agradabilissimo, boa acustica (apesar da microfonia que vez por outra teimava em aparecer), mas mesmo assim Mauricio Einhorn e SambaJazzTrio deram mais um show (ja tinham feito outra otima apresentacao no CCBB em 2010) de emocao, simpatia, descontracao e muito Jazz & Bossa, com direito a muitos e merecidos aplausos.

Vamos para o setlist:

- Curta metragem
- Artimanhas (com andamentos variados)
- Sao Conrado
- Sketch
- Toy
- Have you met Ms Jones
- Joy
- Garota de Ipanema
- Alvorada
- Strike up the band
- Tristeza de nos dois
- Lembra daquele filme
- Sarro
- Clichet

Nos inumeros temas interpretados, foi possivel ouvir tantos outros atraves das citacoes de Mauricio, de Kiko e de Jeferson...A bateria e o trumpete de Clauton Salles e um show a parte..

Na saida, comprei o novo CD do SambaJazz trio, que pretendo desgustar com atencao, e desde ja agradeco a mencao ao meu nome na lista de agradecimentos...

Foi uma grata surpresa para um mim, que admiro o grupo desde que o conheci numa noite no Mistura Fina.

A apresentacao do novo CD do SJT e feita nas linhas do Reynaldo (do CJUB e do casseta), nosso baixista que adora o estilo musical e tambem o grupo.

Para fechar, quando estava voltando para casa, uma incrivel coincidencia...atras de mim, uma mulher perguntou onde eu tinha comprado o CD...ja que tinha a foto do pai dela...era a filha do LUIZ ALVES....

Aproveitei para falar que o pai dela era muito fera e que tinha adorado o album MAR AZUL...

Enfim, noite perfeita...

Abracos,

Beto Kessel

PAT METHENY EM TRIBUTO


10 janeiro 2011

II FESTIVAL DE JAZZ, 1 MÊS INTEIRO DE BOA MÚSICA


1 mês de jazz na Sala Baden Powell
Sempre às 20hs
Sala Municipal Baden Powell, Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360
R$ 30,00 (meia entrada para estudantes e idosos)

Esta semana as atrações são -

dia 12, quarta-feira
Marcel Powell Trio
Marcell Powell violão, Sandro Araujo bateria e Josias Pedrosa contrabaixo

dia 13, quinta-feira
Orquestra de Bolso + Gravíssimo Bass Ensemble
Nickolay Sapondjiev violino, Ivan Zandonade viola, Emilia Valova cello
Lipe Portinho, Augusto Mattoso e André Santos contrabaixos
André Tandeta bateria e Ana Azevedo piano

dia 14, sexta-feira
Jean Pierre Zanella
Jean-Pierre Zanella sax, Marcos Nimrichter piano, Remi Jean Leblanc contrabaixo e Rafael Barata bateria

dia 15, sábado
Eduardo Neves Quinteto
Eduardo Neves sax e flauta, Vitor Gonçalves piano, Luis Louchard contrabaixo, Ricardo Costa bateria e Moisés Alves trompete

dia 16, domingo
Ana Azevedo
Ana Azevedo piano, Alex Moraes guitarra, Lipe Portinho contrabaixo e André Tandeta bateria

09 janeiro 2011

COLUNA DO LOC


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06 janeiro 2011

QUARTETO FANTÁSTICO NA ABERTURA DO II FESTIVAL DE JAZZ


E não estamos falando dos super heróis dos quadrinhos !

Daniel Garcia, Andre Tandeta, Augusto Matoso e Rafael Vernet abriram o II Festival de Jazz em nossa cidade na Sala Baden Powell e o evento não poderia ter sido melhor – som impecável, bom público presente, entusiasmo da platéia e um quarteto formado pelos nomes do primeiro time da nossa boa música.
E como nós, cariocas, estávamos precisando de um evento dessa magnitude, quase ousado se analisarmos pela ótica das opções de espaço que temos hoje na cidade. Presságio de um novo ano muito musical para todos nós.
E estávamos lá - eu, Sazinho e Gilberto Brasil.
Um show memorável em 1 hora de apresentação. O grupo, muito entrosado, não deixou espaço em branco com temas originais e standards desfilados com muita pressão e muito improviso.
A abertura do festival nos deu uma atmosfera coltraneana, aquela marcação constante do contrabaixo com os acordes em bloco de Rafael Vernet regidos pelas baquetas de feltro de Tandeta empurrando o tema sob a melodia do sax de Daniel Garcia. Nós, atentos, nos perguntávamos – que tema é esse ?! Era Eu e Nós (Daniel Garcia). Já era prenúncio de que o festival promete.
E veio a homenagem a Bud Powell com Dance of the Infidels para Rafael Vernet largar as mãos mantendo o pique para Confirmation (Charlie Parker). E nem tudo é uptempo e a balada So por Amor (Baden Powell) traz uma atmosfera mais intimista ao espetáculo e daí pra frente o couro comeu. Mais um tema de Daniel Garcia com um groove impressionante regido pela base do contrabaixo de Matoso e a bateria precisa de Tandeta, ao melhor estilo fusion na praia de Michael Brecker. Aliás, Matoso tocando um absurdo, e em destaque o belo som do contrabaixo no teatro.
E mais standards em cena - Moment´s Notice (Coltrane), Evidence (Monk) e como bem frisou Tandeta ao final – não há jazz sem blues – e encerraram com Billie´s Bounce e Au Privave (Parker).
Um show cinco estrelas !

E fica nosso agradecimento ao Lipe Portinho e Ana Azevedo pela iniciativa e a certeza de que a Sala Baden Powell tornou-se a principal fonte da nossa boa música e cuja responsabilidade de manter esse padrão é compartilhada por todos nós como audiência.

E o festival continua !



JAZZ – THE GOLDEN ERA
Richard Havers & Richard Evans

Esse é um livro que podemos chamar de PERFEITO. Analisa com muita propriedade a festejada “Golden Era do Jazz”, focalizando as grandes figuras com detalhes importantes de suas carreiras e nos brinda com uma seleção de preciosas fotos.
Além do mais, acompanha um CD com vinte faixas dos músicos focalizados.
Maravilha !

04 janeiro 2011

CANADENSES NO VELHO ARMAZÉM

CHARLES FAMBROUGH (b) - * 1950 - + 01-01-11


Faleceu no primeiro dia do ano o contrabaixista Charles Fambrough, vitimado por hipertensão arterial, congestão pulmonar e complicações. Iniciou-se na música aprendendo piano mas, aos 13 anos, encantou-se pelo contrabaixo, instrumento ao qual se dedicou por toda a carreira. Foi contrabaixista dos “Jazz Messengers” de Art Blakey, atuando depois com a família Marsalis, com a organista Shirley Scott, com Roy Hargroove, Groover Washington, McCoy Tyner e Roland Kirk. Contava 60 anos de idade. Mestre Raffa informou.
RIP

02 janeiro 2011

BILLY TAYLOR & RAMSEY LEWIS - DUO DE PIANO

Ainda repercutindo o falecimento de Billy Taylor, nada melhor que acompanhar um DUO com outro pianista que tambem manteve programs de Jazz no radio e Tv.

O tema e I've got rhythm, de Gershwin.

Puro swing...

Esta vai para o MauNah que pensava em fazer uma edicao do CJUB com dois pianistas.

Quem sabe, em 2011 isto possa se tornar realidade.

Beto Kessel

II FESTIVAL DE JAZZ, 1 MÊS INTEIRO DE JAZZ


1 mês de jazz na Sala Baden Powell
Sempre às 20hs
Sala Municipal Baden Powell, Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360
R$ 30,00 (meia entrada para estudantes e idosos)

Esta semana as atrações são -

dia 5, quarta-feira
Andre Tandeta e Daniel Garcia Quarteto
Andre Tandeta bateria, Daniel Garcia sax, Augusto Matoso contraixo e Rafael Vernet piano

dia 6, quinta-feira
Scott Feiner e Pandeiro Jazz
Scott Feiner pandeiro, Rafael Vernet piano, Guto Wirtti contrabaixo e Josué Lopes sax

dia 7, sexta-feira
Taryn Spilman, Tributo a Billie Holiday
Taryn Spilman voz, Claudio Infante bateria, Lancaster contrabaixo e Guilherme Schuab guitarra

dia 8, sabado
Idriss Boudrioua Quarteto
Idriss Boudrioua sax, Alberto Chimeli piano, Sergio Barroso contrabaixo e Rafael Barata bateria

dia 9, domingo
Vander Nascimento e Jazz Brasil Ensemble
Vander Nascimento trompete, Ivan Zandomade viola, Emilia Valona cello,
Lipe Portinho, Augusto Matoso e Andre Santos contrabaixos,
Andre Tandeta bateria e Ana Azevedo piano

COLUNA DO LOC

Caderno B, JB, 2 de janeiro
por Luiz Orlando Carneiro

Improvisação coletiva que marcou a história do jazz

Há meio século – no dia 21/12/1960 – Ornette Coleman gravou para a Atlantic o álbum-manifesto Free jazz , que é tão marcante para a história do jazz como a Sagração da primavera ( Le sacre du printemps ), de Igor Stravinsky, para a chamada música erudita. Trata-se de uma improvisação coletiva de 37 minutos em que conspiram e interagem dois quartetos sem piano: o do revolucionário saxofonista alto, mais Don Cherry (trompete de bolso), Scott LaFaro (baixo) e Billy Higgins (bateria), e o formado por Eric Dolphy (clarinete baixo), Freddie Hubbard (trompete), Charlie Haden (baixo) e Ed Blackwell (bateria).

Na capa da edição original do LP, a reprodução de uma tela de Jackson Pollock (1912-56), White light , típica da action painting do grande abstracionista americano. No disco, a ac tion playing de Ornette e seus parceiros, assim resumida nas notas de contracapa de Martin Williams: “ Free jazz não é uma peça na base do tema e variação, no sentido usual. As partes escritas são breves introduções para cada solista, destinadas a apresentá-lo e a lhe dar combustível musical. Os solistas não fazem variações; a improvisação deles é a própria música – o tema é o que inventam na hora, no ato da criação”.

Na época, o álbum dividiu a crítica em dois blocos inconciliáveis. Ninguém podia prever que o criador daquele blend ex cêntrico da politonalidade com o shout dos blues , que exacerbava o discurso parkeriano, acabaria por merecer a distinção do Prêmio Pulitzer. Em 2007, a honraria que antigamente só era atribuída a luminares da “música erudita” americana do porte de Copland, Barber e Charles Ives, foi concedida – pe la primeira vez na história – ao autor de um disco. E o registro fonográfico premiado foi o CD Sound grammar , gravado ao vivo em 2005, na Alemanha, num concerto do atual quarteto do saxofonista-compositor, integrado pelo seu filho Denardo (bateria) e dois baixistas (um acústico, o outro elétrico).

O compositor Gunther Schuller – arauto da chamada Third stream music e Pulitzer de 1994, pela peça orquestral Of reminiscences and Reflections – escreveu: “Sem desmerecer a enorme influência de Coltrane, tudo que hoje ouvimos na vanguarda do jazz vem de Ornette. (…) Ele revelou a possibilidade de um novo estilo, de um novo território linguístico além dos extremos da linguagem tonal” ( Downbeat , janeiro de 2002).

Aos 80 anos, completados em março, Ornette Coleman continua a se apresentar em concertos com o quarteto de Sound grammar , recriando – sempre na base do aqui e agora – temas de sua autoria que se tornaram clássicos do jazz contemporâneo, como Turnaround , Lonely woman , The blessing ou Blues connotation . E composições mais recentes, entre as quais Sleep talking (do CD premiado com o Pulitzer), abertamente inspirada na melancólica melodia de abertura do Sacre du printemps de Stravinsky.

01 janeiro 2011

BILLY TAYLOR - ADEUS A UM PIANISTA

Navegando pelo sites neste primeiro de janeiro de 2010, li sobre o falecimento (aos 89 anos) em 28.12.2010 do pianista Billy Taylor.

No obituario de Billy Taylor (ver link abaixo)publicado no Jornal Chicago Tribune, tem um frase que se destaca:

"For Taylor, jazz was a central musical form for telling the story of America."

O site e o que segue:

http://www.chicagotribune.com/news/obituaries/la-me-billy-taylor-20101230,0,1478719.story

Pra lembrar Billy Taylor, segue um dos duos em piano, neste caso com Monty Alexander, no classico JOY SPRING, composicao de Clifford Brown.



Beto Kessel