Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

01 agosto 2010

COLUNA DO LOC

Caderno B, JB, 1 de agosto
por Luiz Orlando Carneiro

Mingus redivivo

“CADA TEMA É UM CLÁSSICO, cada instrumentista um mestre, cada peça soa como nova. E todos os músicos mantêm vivo e swinging o espírito de Charles Mingus”. O comentário é de Michael Bourne, e refere-se à Mingus Big Band – a orquestra de 14 membros que recria o repertório do genial baixista-compositor que mudou o curso do jazz, juntamente com Ornette Coleman e John Coltrane, lá se vai meio século.

Gerenciada por Sue, a viúva de Mingus, a MBB apresenta-se às segundas-feiras, no Jazz Standard, em Manhattan, desde outubro de 2008. Sua formação é variável, mas inclui – invariavelmente – jazzmen da Primeira Liga de Nova York.

Os arranjos mantêm as cores expressionistas e o clima passional típicos da Mingusiana, com liberdade e espaço generosos para os solistas. São assinados, em sua maioria, por Sy Johnson e John Stubblefield, mas também pelos principais integrantes da orquestra.

Na passagem de 2008 para 2009, a MBB celebrou o cinquentenário de peças constantes de três álbuns fundamentais da discografia de Mingus: Gunslinging bird, New now know how e Song with orange, de Mingus Dinasty (Columbia); Bird calls, Self-portrait in three colors, Open letter to Duke e Good bye Pork Pie Hat (a memorável elegia a Lester Young), de Mingus ah um (Columbia); Moanin’, Cryin’ blues, e E’s flat Ah’s flat too (também intitulada Hora decubitus), de Blues and roots (Atlantic).

A festiva noite – que teve como mestre de cerimônias o crítico-radialista acima citado – foi gravada, e está disponível no recém-lançado CD Mingus Big Band live at Jazz Standard.

A nova versão de Hora decubitus(tema também do álbum Mingus Mingus Mingus, de 1963) é sensacional, com Ku-Umba Frank Lacy botando a boca fora do trombone, em empolgante vocal, mais solos de Conrad Herwig (trombone) e do coltraneano Abraham Burton (sax tenor) .

Sy Johnson assina os arranjos de Hora decubitus, Moanin’ (Lauren Sevian, sax barítono; David Kikoski, piano), New now(Randy Brecker e Kenny Rampton, trompetes) e Pork Pie Hat(Way ne Escoffery, sax tenor; Lacy, vocal e trombone).

Steve Slagle colabora com as partituras de Guns linging (Vincent Herring, sax alto; Boris Koslov, baixo; Jeff TainWatts,bateria) e Open Letter (solo de Escoffery). Os outros arranjos são de John Stubblefield (Song with orange) e do magistral baixista russo Koslov (Cryi’n), com realce para solos de Brecker, Rampton, Kikoski, Frank Lacy e Earl Mcintyre (trombones).

Um comentário:

Roberto Murilo disse...

Alguem pode me dizer qual o motivo do Frank Lacy cantar cada vez mais e tocar de menos? Assisti a alguns vídeos da MBB, e ele não solou uma vez sequer.