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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

27 abril 2010

FALECEU GENE LEES

Além do obituário de "O GLOBO”, recebí de mestre Raffa a notícia da internet, com uma série de preciosas informações. Gene Lees era um polivalente: jornalista, compositor, escritor, produtor e por vezes cantor, ajudou em muito a divulgar a nossa música nos Estados Unidos, vertendo para o inglês composições de autores famosos.

Conhecemos Gene Lees em 1962, quando aqui esteve acompanhando o sexteto de Paul Winter. Além de lançamento do LP, a então CBS realizou um coquetel no Restaurante da Mesbla e, logo após, uma apresentação do sexteto na Escola Nacional de Música. E teve mais, no dia seguinte houve uma mesa redonda na antiga TV Continental, abordando “os problemas do Jazz no Brasil” , dela participando nós, SylvioTullio Cardoso, Leonardo Lenine de Aquino, Eduardo Silveira e “seu” Silva, representando a CBS.

Ficou marcada a presença de Lees quando, ao ouvir a resposta de Silva à pergunta: "porque não se lança discos de Jazz no Brasil"? Ao ouvir alto e bom som que era porque não vendiam, Lees com um sorriso, concluiu: “se não lançam como é que sabem que não vendem!”.

Outra faceta do personagem pude presenciar na casa de Luiz Orlando Carneiro, em um coquetel oferecido ao sexteto. Ví e ouvi Gene Lees cantar, acompanhado ao piano por Warren Bernhart.

Lees, que era canadense, natural de Toronto e exerceu durante o ano de 1960 a gerência principal da revista Down Beat, faleceu em 22 de abril aos 82 anos de idade.

RIP

No coquetel da Mesbla, da esquerda para a direita, Gene Lees, Luiz Carlos Antunes, Maestro Moacir Santos, Paulo Santos e Paulo Brandão.

2 comentários:

Mario disse...

Recentemente Gene Lees falou sobre Diana Krall, disse que foi a mais surpreendente ascenção de uma pianista e cantora de jazz, passando de um moderado reconhecimento a uma "star" num tempo mais curto do que qualquer outra.
Apesar de tudo isso, Gene Lees ainda a considerava uma pianista de jazz do segundo tier, mas afirmava que qualquer dia ela passará a fazer parte do primeiro ranking, pois vem melhorando dia a dia sua entonação, timing e se tornando mais expressiva.
Sua popularidade ainda vem muito da sua atratividade e naturalidade no palco.
Lees escreveu - como escrevia bem - para o Jazz Times em 1999, o seguinte parágrafo (no original, sem tradução):

"She has a strong face, and when the stage lights hit it, it radiated, looking like a flower above her black pantsuit. She is an outstanding pianist. (Even if she grouses about what she considers a limited technique; but compared to what, Art Tatum?) She sits slightly sideways at the keyboard, to face the audience, as Nat Cole used to do; maybe she picked it up from his movies and TV shows. Again she got a standing ovation. Whether she likes it or not, she is the glamour girl of jazz. I just hope her singing success doesn't take her away from the piano, as it did Nat Cole."

APÓSTOLO disse...

MARIO:

Considero "la KRALL" uma presença das mais importantes para o JAZZ, pelo que vem representando em termos de qualidade, de resgate do cancioneiro americano e de sempre cercar-se de melhor dos músicos.
Chegue ou não ao topo das pianistas, é música que bebeu muito bem na fonte de NAT "KING" COLE e sabe sobrepor-se à sua figura de mulher.