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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

26 novembro 2009

RETRATOS 12
JOHNNY GRIFFIN
“Little Giant” or “Jazz Giant” ? ? ?

(B) BIBLIOGRAFIA
Todas as publicações do gênero “Enciclopédias de Jazz” e “Dicionários de Jazz” dedicam verbetes a Johnny Griffin: trata-se de músico obrigatório em qualquer publicação séria. A seguir algumas indicações, além das que constam da “Biografia”.
A “Enciclopédia” original de Leonard Feather, assim como suas re-edições relativas aos anos 60 e 70 (com Ira Gitler) reservam espaço para Griffin.
O "Guia de Jazz em CD" de Luiz Orlando Carneiro e José Domingos Raffaelli também inclui destaque para o “Little Giant”.
O "Guia do Jazz - Iniciação à História e Estética do Jazz" de Jean Wagner (1989, Portugal), reserva verbete para Griffin no capítulo dedicado ao “hard bop”.
O "Dictionnaire du Jazz" da autoria de Philippe Carles, André Clergeat e Jean-Louis Comolli, reuniu cerca de 50 colaboradores para os diversos verbetes, sendo que François-René Simon (colaborador da revista francesa “Jazz Magazine”) redigiu o verbete dedicado a Johnny Griffin (Editions Robert Laffont S.A., Paris, 1988).
A "Gran Enciclopédia Del Jazz" da Editora SARPE, com Chefia de Redação a cargo de Gabriela Costarelli, Madrid, 1980, reservou generoso verbete para Johnny Griffin.

(C) FILMOGRAFIA
Os registros de Johnny Griffin em filmes, VHS’s e DVD’s são escassos e dificilmente disponíveis, obrigando os que gostam desse músico e de JAZZ a boas doses de paciência, tempo e coragem para conseguí-los. Os a seguir indicados são os que conheço e conseguí, restando-me a permanente esperança que os demais Colaboradores do CJUB possam complementar essa relação.
(01.) Appunti Per Um Film Su Jazz, Itália, 1965, 35 minutos, direção de Gianni Amico. Gravado durante “Bologna Jazz Festival”, reunindo Griffin a, entre outros, Steve Lacy, Mal Waldron e Don Cherry.
(02.) Max Roach / Cine Jazz, França, 1967, 20 minutos, direção de François Leduc. Realizado durante estada em Paris de Max Roach, com sua esposa Abbey Lincoln.
(03.) Jazz Is Our Religion, Inglaterra, 1972, 50 minutos, direção de John Jeremy. Cerca de 03 dúzias de músicos tocando e falando sobre JAZZ; contem precioso solo de Johnny Griffin em “Now’s The Time”.
(04.) Dês Enfants Gates, França, 1977, 113 minutos, direção de Bertrand Tavernier (“remember” a direção de “Por Volta da Meia Noite” com Dexter Gordon, indicação de “Melhor Ator” para Dexter Gordon e Oscar de “Trilha Sonora” para Herbie Hancock).
(05.) Quinteto de Johnny Griffin, Alemanha, 1986, 20 minutos, da série “Cologne Jazz House", com Griffin liderando Woody Shaw / trumpete (solos espetaculares, mas já definhando fisicamente com evidentes sinais da moléstia que o liquidou em mais 03 anos), John Hicks (pianista em estado de graça), Reggie Johnson / baixo e Alvin Queen / bateria. Local intimista, com público “ligado” e bela atuação do quinteto.
(06.) Straigh No Chaser, U.S.A., 1988, 90 minutos, produção da Malpaso Productions de Clint Eastwood, com direção musical de Dick Hyman. O documentário é um dos mais importantes sobre a obra de Thelonius Monk, contendo cenas de ensaio e apresentações de grupo sob a liderança de Monk ao piano, com as presenças dos saxes.tenor de Johnny Griffin e Charlie Rouse, do sax.alto de Phill Woods, Ray Copeland / trumpete, Jimmy Cleveland / trombone, Larry Gales / baixo e Ben Riley / bateria (“Epistrophy” e “Evidence” são os temas em destaque).
(07.) Quarteto de Johnny Griffin, USA, 1978 (edição de 2003), 30 minutos, direção de Ben Sidran. Filmado no “Village Vanguard”, New York, com Griffin ao tenor secundado por Ronnie Mathews / piano, Ray Drumond / baixo e Kenny Washington / bateria. Bela atuação do grupo, com destaque para os longos e concisos solos de Griffin, além de uma belíssima introdução de Ronnie Mathews emulando Monk no tema de Griffin A Monk’s Dream” (uma homenagem de 13’34” a Thelonius Monk). À época (17/10/1978) Griffin gravou em Berkeley / Califórnia (Fantasy Studios) e para o selo Galaxy, com a mesma formação (na bateria Keith Copleland substituiu Kenny Washington), uma série de clássicos: “Autumn Leaves”, “Monk’s Dream”, “I Should Care” entre outros.
(08.) One Night With Blue Note, USA, 1985, 115 minutos, produção de Stephen Reed. Johnny Griffin está presente no clássico de Bobby Timmons “Moanin’”, ao lado de Freddie Hubbard / trumpete, Curtis Fuller / trombone, Walter Davis, Jr. / piano, Reggie Workman / baixo e Art Blakey / bateria (10’49”).

(D) DISCOGRAFIA
A enorme discografia de Johnny Griffin não foi bem distribuida no Brasil, com o cenário piorado para o que “Little Giant” gravou pós-1990.
Todavia as indicações que se seguem são uma pequena amostra de um músico superior e no auge de suas condições técnica e de criação. Citamos a primeira gravação apenas por sua importância histórica, já que ele não é ouvido em solo (de resto e em raros casos qualquer músico teve destaque nas gravações das formações de Lionel Hampton, montadas como cenário para o líder).
PRIMEIRA GRAVAÇÂO
A primeira participação de Johnny Griffin em gravação ocorreu em Los Angeles no dia 01 de dezembro de 1945, na formação da banda de Lionel Hampton e em meio a um time de “craques”: ademais do líder no vibrafone, alinharam Jimmy Nottingham, Wendell Culley, Joe Morris, Dave Page e Lammar Wright (trumpetes), Michael Wood, Al Hayse, Andrew Penn e Jimmy Wormick (trombones), Ben Kynard e Bobby Plater (saxes.alto), Johnny Griffin e Arnett Cobb (saxes.tenor), Charlie Fowlkes (sax.barítono), Milt Buckner (piano), Billy Mackel (guitarra), Charlie Harris (baixo) e George Jenkins (bateria). Os temas “Slide, Hamp, Slide” e “Hey-Ba-Ba-Re-Bop” (estávamos então no tempo das “bolachas” de 78rpm, 02 faixas em cada disco, lados “A” e “B”) foram editados pelos selos MCA e DECCA.
OUTRAS GRAVAÇÕES
01. Selections From Lerner & Loewe, 1957, RCA.
02. Night in Tunisia, 1957, RCA
03. Jazz Connection, 1957, Atlantic.
04. Full House (com Wes Montgomery), 1957, Riverside
05. Introducing Johnny Griffin, 1957, Blue Note.
06. A Blowing Session, 1957, Blue Note, disco obrigatório em qualquer discoteca de JAZZ
07. The Johnny Griffin Sectet, 1958, Riverside / Milestone
08. Blue Stroll, Delmark,1959, em que Griffin sola os registros alto, tenor e barítono.
09. The Little Giant, 1959, Riverside / Milestone (imperdível).
10. Big Soul Band, 1960, Riverside / Milestone, “big.band” com Griffin inspiradíssimo nos temas “Deep River” e “Panic Room Blues”.
11. The Man I Love, 1967, Black Lion, soberbos solos de Griffin no clássico de Ellington, “Sophisticated Lady”, e na faixa.título, com o apoio perfeito de Kenny Drew.
12. The Cat, 1990, Antilles, com um desempenho acima de superior de Griffin na balada “Woe Is Me” (notas do encarte pelo grande Frank Foster).
13. Dance of Passion, 1992, Antilles, tenteto em belos arranjos.

No Brasil tivemos a distribuição de uma mesmíssima gravação de Johnny Griffin por 03 editores; trata-se de “Woe Is Me” (Flórida, 04 e 05 de maio de 1988, Griffin ao lado de Michael Weiss no piano, Dennis Irwin na baixo e Kenny Washington à bateria), que foi distribuída pela MoviePlay dentro da coleção “A Jazz Hour With....”, tempos depois como número 54 da série “Os Grandes do Jazz“, assim como número 29 da série “The Jazz Masters – 100 Anos de Swing”.

Segue em 13. ERROLL GARNER
Um Panorama de 88 Teclas Mágicas

4 comentários:

Andre Tandeta disse...

Amigo Apostolo,
parabens por mais um excelente trabalho.
Quem estiver interessado numa discografia de Johnny Griffin pode ir em:
http://jazzdisco.org/johnny-griffin/catalog/album-index/
Esse site ,e ja foi dito aqui,é uma excepcional fonte de informações sobre musicos de jazz:
jazzdisco.org
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Mestre Apóstolo,
Assino embaixo do que disse o Tandeta. Quem quiser pesquisar sobre o Johnny Griffin não vai encontrar melhor fonte do que os seus textos.
Falando nisso, tomei a liberdade de usar algumas informações colocadas na resenha sobre o Tal Farlow, para a que vou postar daqui a pouco no Jazz + Bossa!
Abraços e obrigado pelo manancial inesgotável de informações.

APÓSTOLO disse...

Prezados TADETA e ÉRICO CORDEIRO:

A finalidade da série "RETRATOS" é, sempre, "dar a partida" no "Retrato de" cada músico. Após essa "partida" é bom que cada colaborador vá corrigindo, agregando, abrindo discussão e, enfim, enriquecendo e completando o "Retrato".
O material divulgado é exatamente para ser utilizado por todos.

John Lester disse...

Mestre Apóstolo, mais uma magnífica contribuição. Que seria de nós sem toda sua vitalidade?

Obrigado, JL.