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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

21 setembro 2009

TEATRO SÃO PEDRO EM NOITE DE GALA

Sábado 19/setembro/2009 foi noite de gala no Teatro São Pedro (magnífica sala de espetáculos localizada na Barra Funda, São Paulo / capital), com sua platéia e galerias inteiramente lotadas.
Os "45 Anos da Traditional Jazz Band Brasil" foram regiamente comemorados, com lançamento do CD comemorativo ("Historic Route 45") e apresentação dos "meninos" (Austin Roberts/trumpete, Marcos Mônaco/clarinete e sax-tenor, "Willie" Anderson/trombone, Edo Callia/piano, "Dudu" Bugni/guitarra e banjo, Carlos Chaim/baixo e "Cidão" Lima/bateria).
Como músicos convidados e que também participaram da gravação do CD, Zeca Maluf/sax-tenor, Zeca Araujo/baixo, Paulo "Sorriso" Lima/bateria, Luchin Montoya/piano, Fernando Seifarth/guitarra e a vocalista Ida Muhlemann, todos com alto astral e dando seu recado.
Foram executados temas constantes do CD e, também, sucessos anteriores da banda.
Antes do espetáculo foi servido para um grupo de convidados um magnífico cocktail, com doces, salgados, vinho e alentado "chá escocês".
A abertura do espetáculo foi feita com locução sobre a carreira da banda, seguindo-se a entrada em cena dos "meninos", todos em traje a rigor.
Como vem ocorrendo desde o início do projeto "Vamos ao Jazz" (início da década de 90 do século passado), a banda segue ampliando seu repertório, buscando outras vertentes da "Arte Popular Maior" para vestí-las com sua linguagem própria. Assim, tanto no CD dos "45 Anos" quanto na noite de gala no Teatro São Pedro, apresentaram sua versão de "Blue Monk" (do gigante Thelonius Sphere Monk) e "Nostalgia In Times Square" (do também gigante Charles Mingus).
No final do espetáculo e como "bis", foi executado o hino internacional do Jazz, "When The Saints...., com o público acompanhando e aplaudindo de pé.
Após o espetáculo os integrantes da banda autografaram CD's (venda superior à centena), com sua habitual integração com o público.
Para mim foi grande satisfação estar presente ao evento em que uma banda nacional, de JAZZ, de JAZZ tradicional, completa 45 anos.

9 comentários:

edú disse...

O projeto "Vamos ao Jazz" se iniciou, como afirma a resenha,na década de noventa no auditório do hospital Santa Catarina.Como sempre trabalhei nas imediações toda semana batia cartão por lá tb.Foi uma das raras oportunidades em q frequentei um hospital para não me aborrecer.Reafirmo, não é o grupo mais afinado q ouvi na vida mas certamente um dos mais simpáticos e íntegros.O clarinetista Tito Martino começou toda essa história q agora desemboca, corajosamente e curiosamente, em Monk e Mingus.

llulla disse...

Maravilha Pedro,
Um grupo que comemora tantos anos de existência apresentando sempre muita "Qualidade", embora sempre "esquecido" pela mídia, principalmente a carioca; nunca é convidado para participar de festivais de Jazz no Brasil,excessão de Guaramiranga, o que é uma pena, embora mostrem seu grande talento no exterior, como no Festival de Sacramento na Califórnia. Abraços em todos e a você também, grande incentivador da TJB.
llulla

MaJor disse...

Parabens a Traditional realmente um grupo magnífico dedicado ao Jazz principalmente curtindo o dixieland, tão abandonado. No Rio, então conseguiram acabar com a Rio Dixieland do Tiãozinho e Charles. Parabens a você também Pedro pelo carinho que mantêm com o grupo no site, nas pesquisas para as capas e folders.
Um grande abraço a todos
Mario Jorge

APÓSTOLO disse...

Prezados EDÚ(com acento, claro), Mestre LLULLA e MAJOR:

(1º) TITO MARTINO foi sem dúvida, o "motor" inicial da sonoridade da banda, assim como sua grande figura desde o OPUS 2004 (Rua da Consolação 2004); partiu para a Suiça, sendo então substituido pelo já, infelizmente, falecido GIL SILVA (um senhor clarinetista, dono de sonoridade superior), seguindo-se SILVIO FATZ e, desde 2001, MARCOS MÔNACO.

(2º) O anfiteatro do Hospital Santa Catarina efetivamente foi o palco das apresentações semanais da "Traditional" de 1993 até 1994(projeto "Vamos ao Jazz"). As sessões eram iniciadas por exibições de vídeos (não mais que 10 minutos), que eu tinha a prazer de apresentar. Anteriormente o projeto "Vamos ao Jazz" foi iniciado em 1990 no Teatro Vento Forte (local montado como uma arena, ao lado da Marginal Pinheiros), prosseguindo em 1991 no Teatro Elza Bacarelli (Vila Mariana), seguindo-se em 1992 o palco do SESC-Pompéia, antes de instalar-se no anfiteatro do Hospital Santa Catarina de 1993 até 1994, local "inaugurado musicalmente" pelo CIDÃO e por este colaborador, após conversações com a Direção e a Administração do Hospital. As sessões eram transmitidas, também, para os apartamentos do Hospital, o que deve ter ajudado a curar alguns depressivos. Em curta temporada abril/maio de 1994 também apresentou-se no Teatro Imprensa (Grupo Silvio Santos). Já comemorando 09 anos no Teatro da Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, a cada 6ª feira, a banda mantém o projeto, sempre com músicos convidados.

(3º) Se alguem existe que sempre promoveu a "TJB", sem dúvida alguma foi Mestre LLULLA, dentro do programa "O Assunto É Jazz", habitualmente mostrando o trabalho dos "meninos": lançamentos discográficos, notícias, comentários sobre apresentações etc. Foi o apresentador da banda no Festival de Jazz da Casa Thomas Jefferson (28/outubro/1983), em que o público exigia a permanência da "TJB" no palco, após o tempo previsto. Recebeu no "O Assunto É Jazz" o contrabaixista CARLOS CHAIM, na audição de 15/julho/1986, para um programa de 02 horas em que foi "rodado" um "demo" do próximo lançamento discográfico da banda (nesse programa estava presente o grande contrabaixista TIÃO NETO que já nos deixou, então músico fixo do TOM JOBIM). Assim LLULLA, você é parte integrante da história dessa banda.

(4º) Grande MÁRIO JORGE é parte da "Revista Mensal do Jazz" que editamos mensalmente para o site dos "meninos", já que nos autorizou há tempos a adaptar e publicar sua série "O Outro Lado do Jazz", o que foi feito.

Érico Cordeiro disse...

Prezado Apóstolo,
Um grande presente para todos aqueles que amam o jazz.
É um grande orgulho que a nossa TJB chegue aos 45 anos e ainda mantendo o swing!
Vida longa a esses meninos que fazem da música de New orleans a mais universal das linguagens musicais.
Um grande abraço a você e a todos os integrantes da TJB!!!!

edú disse...

Caro Apóstolo,

receba novamente,quinze anos mais tarde, meu aplauso pela minuciosa descrição do projeto Vamos ao Jazz.O Tito saiu do grupo em virtude de sua transferência profissional para a Europa.Depois não houve "clima" mais para o retorno - no inicio da década de dois mil - segundo a voz de alguns membros do grupo ao meu ouvido.Meu pai ministrou um curso na ESG no inicio dos anos 90 e pela lista de presença identificou dois membros q faziam parte do grupo.Numa pausa para o cafezinho indagou se eles efetivamente pertenciam ao grupo ou eram homônimos .Se sentiram constrangedoramente lisonjeados quando disse :"meu filho e eu somos seus fãs".Nem preciso dizer q os dois lps q tenho foram devidamente autografados pela quase totalidade do grupo(inclusive o Tito).Seu melhor disco, na minha opinião, é o Traditional Jazz by Traditional Jazz Band q jamais saiu em cd.Aproveito para felicita-lo a respeito da resenha do Charlie Christian q li com imenso interesse.

APÓSTOLO disse...

Prezado EDÚ:
Concordo com sua preferência pelo "Traditional Jazz by Traditional Jazz Band", com a banda em forma, assim como os convidados. Não foi como você assinala, editado em CD, infelizmente.
Com relação à ausência de clima para o retorno do Tito, esse foi um FATO.
A meu juizo outro trabalho importante foi o "Vamos ao Jazz - Louis Armstrong".

MauNah disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
MauNah disse...

Mestre Apóstolo,

São Paulo vem nos fazendo inveja, a ponto de ficarmos verdes de "réiva". A oferta de atrações aí, que nem que dão as caras aqui no balneário, é um sinal de um mercado forte e em crescimento, assim como o indício de força dado pela idade média da platéia do Bridgestone - leia-se Toy Lima - em maio. Uma garotada que dava gosto, indicando que a base está se alargando, exatamente o contrário do Rio, onde o que mais se vê são as cabecinhas brancas, nas platéias reduzidas.

Daí um pedido especial que lhe faço: será que o Mestre poderia ser o arauto, aqui no CJUB, com a antecedência possível, das atrações que irão se apresentar por aí?

Muita gente não tem tempo para ficar antenada via blogs, jornais e revistas e acompanhar tudo o que vai acontecer em SP e é surpreendida pelo fato consumado (eu, por exemplo, só levo bola nas costas, todo o tempo, só sei dos concertos depois que já rolaram!).

Em vista da riqueza de ofertas, precisamos de um arauto de confiança para o Condado de São Paulo e assim, pergunto se toparias a tarefa de ir postando o que irá rolar, com qualquer antecedência, sem nenhum tipo de cobrança a respeito (eu mesmo postei um concerto de anteontem na própria data, mas valia a pena divulgar...). Isso seria de grande valor pros confrades cariocas.

Quem sabe se municiados de informação, poderíamos pegar algumas das inúmeras coisas boas que tem se apresentado exclusivamente aí?

Grande abraço!