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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

10 julho 2009

MUSEU DE CERA # 59 – CANTORAS DE BLUES 7 – VICTORIA SPIVEY

Victoria Regina Spivey –"The Queen" - nascida em 1906 iniciou carreira aos 12 anos como pianista em um teatro-cinema em Houston, Texas seu berço natal. Expandiu sua carreira musical atuando em saloons e prostíbulos. Ao conhecer a cantora Ida Cox modelou sua própria carreira tendo Ida como espelho. Em 1926 trabalhou em St. Louis onde a gravadora Okeh Records estava a procura de novos talentos do Blues. Assim gravou duas canções de sua autoria Black Snake Blues e Dirty Woman Blues as quais se tornaram grande sucesso de vendas.
Nos próximos 2 anos seria considerada a grande estrela do Blues gravando bastante sendo acompanhada por músicos do quilate de Lonnie Johnson, Louis Armstrong, King Oliver, Clarence Williams, Henry "Red" Allen, Lee Collins, Luis Russell e muitos outros, incluindo sua irmã a vocalista Addie "Sweet Peas" Spivey.
Em 1929 participou em um pequeno papel do filme musical Hallelujah.
Com a diminuição do maior interesse dos Blues na segunda metade dos anos 30 Spivey conseguiu expandir suas atividades tocando e cantando em revistas musicais do teatro vaudeville, inclusive sendo aclamada como a grande artista de Hellzapoppin' Revue encenada em New York City. Também gravou e acompanhou Louis Armstrong & Orchestra em várias excursões.
Spivey pertenceu ao circuito tido como "one-night stands", ou seja uma apresentação por noite em cada cidade, nos anos 1930 e 40, mas nos anos 50 deixou o "show business", apenas cantando no coro da igreja próxima de sua casa no Brooklyn.
Victoria retornou às atividades artísticas em 1962, agora com sua própria companhia fonográfica a Spivey Records. Seu primeiro registro apresentou Bob Dylan como acompanhador na harmônica e Big Joe Williams à guitarra em It´s Dangerous. Spivey revitalizou sua carreira e continuou gravando e se apresentando em festivais folclóricos e de Blues, e ainda nos nightclubs entorno de New York. Foi a Europa com o American Folk Blues Festival no outono de 1963, atuou com a Turk Murphy Band de San Francisco e no US Blues Festivals de 1971.
Além do piano e canto Spivey tocava órgão, ukelele e compunha.
Faleceu a 3/out/1976 deixando 84 registros fonográficos, escolhemos 2 sendo o primeiro um trabalho excelente de um magnífico grupo liderado por Armstrong e outros grandes e no segundo com a guitarra de Lonnie a acompanhá-la.
Funny Feathers Blues (Victoria Spivey / R. Floyd) - Victoria Spivey (vcl) acc por Louis Armstrong (tp), Fred Robinson (tb), Jimmy Strong (st), Gene Anderson (pi), Mancy Cara (bj) e Zutty Singleton (bat).
Gravação original: New York, 10/jul/1929 – Okeh 8713 (mx 402525C)
Garter Snake Blues (Victoria Spivey) - Victoria Spivey (vcl) acc por Porter Grainger (pi) e Lonnie Johnson (gt).
Gravação original: New York, 28/out/1927 – Okeh 8517 (mx 81583-C)
Fontes: CD - Complete Recorded Works Vol. 1 (1926-27) e Vol. 2 (1927-1929) – selo Documents Records - DOCD 5316 e DOCD 5317.



Um comentário:

APÓSTOLO disse...

Estimado MÁRIO JORGE:

Bela resenha, belíssimas faixas.
Armstrong em evidência na primeira e a guitarra de Lonnie Johnson na segunda.
A inconfundível voz de Victoria Spivey (canto forte e bela extensão no timbre agudo) é coisa do céu.