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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

14 julho 2009

BLINDFOLD TEST - THE HARDEST ONE


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12 comentários:

JoFlavio disse...

All The Things You Are é um dos grandes clássicos da música norte-americana. O tema, de autoria de Jerome Kern (1885/1945) e Oscar Hammerstein II, foi feito para o musical Very Warm May, de 1939. Kern é até hoje um dos compositores mais explorados por jazzistas. Basta lembrar outros temas, como Yesterdays, The Way You Look Tonight, etc. A gravação aqui colocada – são mais de 2.500 editadas – está no último álbum de Michael Jackson pela Motown, de 1973, Music And Me, já em carreira solo. Aliás se compararmos as segundas partes de What Are You Doing The Rest Of Your Life (Legrand) e All The Things You Are, a semelhança é incrível, pelo menos na minha opinião.

Mau Nah disse...

Dá pra matar que é ele no primeiro trinado, quando canta a segunda palavra (are), depois do You. Inconfundível! E nunca tinha ouvido - nem tenho - essa gravação. E nem qualquer outra do pop-boy.

Boa, JoFla!

P.S.: alertado pelo Bené-X, que disse que a resposta já tinha sido dada, ouvi antes de ler o seu comentário.

Tenencio disse...

Parabens ,colega,brilhantes comentarios, como sempre.
Davi: sugiro um blindfold test de verdade ,com musicos de jazz.
Acho que o assunto MJ ja esta esgotado.Afinal uma das maiores caracteristicas da cultura pop que ele tão bem representou é justamente o fato de tudo ser descartavel.
Abraço

Tenencio disse...

Perdão:é Colega,com maiuscula,claro.

Bene-X disse...

Parabéns, Embaixador, que, embora fácil (a própria ironia do título do post já indicava), foi rápido como uma flecha e ainda aproveitou e deu uma aula sobre o tema, um dos meus preferidos, tanto quanto Kern, é também, dos meus grandes favoritos.

O que me intriga, Tandetenêncio, é POR QUE Michael teria gravado um standard, num disco tipicamente Motown, em plena onda funk, que rejeitava justamente o som "dos brancos".

A pegada é bem pop, mas a metaleira é forte, fruto de um arranjo descartável, concordo, mas com certa personalidade. O tom está acima para Michael, que semitona à vontade nos agudos, o que nem era tão raro nos seus tempos de criança. Mas confesso que gosto dos melismos, das curvas com que ele vai - corajosamente para a idade - torneando a harmonia. Tem muita cantora ou cantor marmanjo que não tem essa coragem e fica ali no piloto automático.

Não chego ao ponto de dizer que ele "improvisa", mas que se arrisca, disso não tenho dúvida. O moleque era abusado mesmo. Um gênio, na minha opinião.

E deixou canções memoráveis, não sei se dele como compositor, mas, no campo do pop, o "Off the Wall" todo e boa parte do "Thriller", sem contar outros esparsos temas em outros albuns, merecem, para mim, @@@@@ coroadas.

Lembro também que All The Things You Are e tantos outros "standards" foram, quando lançados, e mesmo décadas depois, música pop, sim, para algumas gerações do século XX, sem embustes do nosso tempo, como Rod Stewart, p.e., que vilipendia esss melodias para as massas.

Tão massas quanto as que compraram centenas de milhões de discos de Michael Jackson.

Abs.,

Tenencio disse...

Boa ,Davi.
Com certeza "All The Things You Are" foi gravado n +1 vezes e a maioria dessas gravações se perderam no lixo dos tempos. As que ficaram não são musica pop. Pra mim pop é mais "como" do que "o que".
"Off The Wall" é muito bom disco,concordo totalmente . Mas com toda a qualidade musical é um disco datado,como quase todos os discos de musica pop ,depois de um pouco de tempo.
Acho bacana um cara com sua cultura musical ter verdadeiro interesse por varios tipos de musica ,incluindo musica pop. Com certeza voce sempre tem algo interessante a dizer. E por falar nisso: não nos abandone por tanto tempo assim,voce faz muita falta no CJUB.
Abraço

Bene-X disse...

Quem sou eu para "fazer faltA", mas valeu pelo incentivo, caro amigo. Bondade sua. E, se me permite, Off The Wall, pra mim, em termos pop, é bem mais atual - pra mim, repito, genial, aliás - do que todo o lixo igualmente pop/rap/drum'n bass/trip-hop/brit-hop/e sei lá mais o quê, que se produz em 99% dos estúdios, palcos e garagens por aí, com esses garotos que fazem de três acordes (os únicos que aprenderam) e alguma ou muita gritaria e tatuagens, milhões de acessos ao youtube e efêmeros "singles"(single é sinal de que estou ficando velho) em mp3 cujo sucesso dura ... ahhhh ... uns meses ?

Abs.,

PS: Checa bem as bandas do Off The Wall e do próprio Thriller - Quincy arregimental só caras que dominavam a linguagem do jazz. E olha o maravilhoso som de baixo elétrico envenenado, cuja etiologia está lá nos baixos acústicos inovadores dos álbuns dos anos 50/60 da Blue Note (Ron Carter, Bob Cranshaw, Mcbee, Workman, etc.). Dali praquela baixaria funk envenenada foi um pulo.

Tenencio disse...

A modestia cai bem em voce,realmente.
Concordo com voce que Quincy Jones só produz com musicos do primeirissimo time. Mas isso não quer dizer que sejam musicos de jazz. Alguns sim mas não todos. "Off The Wall" é muito bom,o melhor de MJ.
Quanto ao baixo discordo totalmente: a evolução do baixo eletrico a partir do meio da decada de 60 nada tem aver com baixo acustico. A partir de mais ou menos 1967 com os baixistas,bateristas e guitarristas de James Brown o soul passou a ter o acento funk que é o que encontramos nesses discos de MJ. Alem da contribuição de James Jamerson ,baixista de todos os maiores hits da Motown. Tenho um livro com transcrições de partes de guitarra ,baixo e bateria de varios sucessos de James Brown com analises muito bem feitas. Vale a pena conhecer pois ali esta o "raio x" da origem de tudo que veio depois em termos desses instrumentos na linguagem funk, que é uma evolução do rhythm & blues. Funk mesmo não essa palhaçada de hoje em dia.
Abraço

Guzz disse...

opa !! eu já sabia que o Bene-X é fã do Earth,Wind&Fire

Off the Wall eu tive em vinil e foi um daqueles que não saia da vitrola

viva a soul music !!

a música black americana foi um marco e todo o mérito mesmo para James Brown que trazia "na cozinha" Maceo Parker, Pee Wee Ellis e Fred Wesley além daquela estonteante guitarra ritmica;
fez escola para muitos seguidores que depois rotularam o estilo como funk/disco; e o funk de verdade, dos 70`, arregimentou muitos nomes que andavam pela praia do jazz nos 60`

é, sem dúvida, é uma música muito criativa e cheia de energia

abs,

Bene-X disse...

Rendo-me a seus certamente muito mais abalizados conhecimentos, Tandetinha. Mas, ao que sei, o Horace Silver já inventara o funk jazz. Carter, com os acentos em, p.e., Canteloup Island, de Hancock, ou os temas mais funk de Lee Morgan (com Merrit, Buth Warren, etc), já eram o prenúncio, para meus ouvidos, do funk bass (elétrico) do fim dos anos 60 e toda a década de 70 e início dos anos 80. Cranshaw, p.e., praticamente largou o acústico para tocar, a pedido de Rollins - ele mesmo, o Bob, me disse ano passado - o elétrico. Mas o som dele não é funk bass, claro, como também não é o de Swallow, que também começou no acústico e de há muito só toca elétrico, aliás original e magistralmente.

Mas as levadas do hard bop, nos temas de funk jazz, pra mim, tudo começou ali.

Lembro, ainda, Avery Sharpe, baixista, por mais de 20 anos, de Mccoy, que slapava seu acústico, quase o tempo todo, tal qual um elétrico, perfeitamente.

Abs.,

Tenencio disse...

Amigo Davi,
espero ter alguma hora a oportunidade de te mostrar, auditivamente, a minha tese.
Voce esta certo em dizer que Horace Silver foi o criador do funk jazz. Mas os grooves criados pelas cozinhas de James Brown a partir do meio da decada de sessenta é que se tornaram o paradigma para a maneira de tocar funk usando-se baixo eletrico. Vamos nos falar pois esse assunto é muito vasto e interessante e sendo com voce tenho certeza que aprenderei alguma coisa.
Abraço

Bene-X disse...

Ok !!! Mas quem vai aprender sou eu, cara !!! Abs,