Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

25 maio 2009

LENNIE TRISTANO

Aproveitando a deixa da coluna do JB (Caderno B - 24/05/09) assinada pelo cjubiano Luiz Orlando Carneiro fomos rever um pouco da magnífica obra de Tristano como pianista e compositor.
Músico de considerável importância instrumental e rigor musical, na verdade uma herança de Bach, ao criar frases de extrema precisão em suas improvisações contrapontísticas. Riqueza e liberdade rítmica notáveis, empregando os famosos "cross-accents" do bop.
Pianista dotado de excepcional agilidade comparando-se ao brio de Art Tatum, porém incomparavelmente mais criativo. No seu toque, ouve-se sempre um tanto de Earl Hines, Teddy Wilson e Nat Cole. Associou-se a excelentes instrumentistas como Lee Konitz e Warne Marsh, porém é no piano solo sua maior genialidade se assim pudermos graduar um gênio.
Sua música permanece como tradição do jazz moderno em suas incursões pelo free com Mingus e Ornette.
Sem mais delongas, porque há inúmeras matérias sobre Tristano incluindo a citada coluna, programamos um podcast (em tupiquiniquim radiola) com 4 obras pianísticas que consideramos fantásticas dentre tantas outras...
· C Minor Complex e G Minor Complex - heranças de Bach no Jazz
· Becoming – trabalho exemplar com os acordes (block chords)
· Lovelines – melodiosas linhas com apoio dos incríveis baixos

Gravações feitas no estúdio particular de Tristano em New York City outono de 1961 – editado pela MOSAIC MD6-174 (CD)



8 comentários:

John Lester disse...

Excelente MaJor. Aprecio sua coragem em colocar o rei nu: sem dúvida Tristano foi severamente mais criativo que Tatum. Sempre disse isso e sempre fui apedrejado.

Grande abraço, JL.

MAJOR disse...

É isso aí Lester, ser mais ou menos criativo não significa que é ruim. Adoro Tatum, tem coisas maravilhosas, mas inegavelmente tem muitos clichês, repetitivos.
Um abraço também.

APÓSTOLO disse...

MAJOR:

03 faixas excelentes e que merecem nota "11".
Coincidência, das boas: ontem, 2ª feira 25/05/09, investí minhas horas noturnas repassando TRISTANO (#1# The Complete Lennie Tristano da VERVE com Billy Bauer, Clyde Lombardi e Bob Leininger e #2# Lennie Tristano# da Atlantic com presenças de Lee Konitz, Gene Ramey, Art Taylor, Peter Ind e Jeff Norton, mais 03 LP's).
Dormí tranquilo !
Quanto a ART TATUM, sem dúvida um mestre técnico, é sempre bom ouví-lo, mas TRISTANO é outra praia.
Parabéns pelas escolhas.

LeoPontes disse...

Olá Major. Fiquei perplexo com a sua nítida e perfeita descrição das tres faixas de Tristano. São exatamente como disse, sem tirar nem por.
Direita e esquerda completamente independentes e tão harmoniosas

Sintonia mais que perfeita.

Abçs

llulla disse...

Alô Mário,
Foi bom vc mostrar as "credenciais" pois o povo estava pensando que vc se trancara no Museu de Cera. Gostei.
abcs.
llulla

MAJOR disse...

Prezado Lula, antes de conhecê-lo pouco sabia e nada tinha sobre Tristano, ou melhor uma faixa em um 10pol da
Victor _ Modern Jazz Piano - I Dont Stand A Ghost Of A Chance With You. Um dia você discorreu bastante sobre Tristano enquanto saboreávamos umas daquelas saudosas pizzas da meia-noite e resolví investigar Tristano. Achei um LP depois outro e vieram os CD's e comprei a caixa da Mosaico com 6 discos que são as gravações da Atlantic de 1954 a 61 e estou em mãos com o DVD The Definitive Lennie Tristano com atuações em concertos em NY quinteto em 64, Copenhagen 65 piano solo e em Berlin tb 65 no Jazz piano workshop e na faixa Blues com Jack Byard, Earl Hines, Teddy Wilson, Bill Evans e John Lewis.....é mole? Não juntos um por um e + Niels H O P e Alan Dawson, simplesmente fantástica.

Anônimo disse...

Lennie Tristano faleceu em 1979, portanto, exatamente há 30 anos. No últimno dia 19 completaram 40 anos da morte de Coleman Hawkins, passando em branca nuvem na imprensa jazzística. O mesmo deverá acontecer com os 30 anos da morte de Tristano, um dos músicos mais originais da história do jazz, infelizmente desconhecido pela grande maioria.

MAJOR disse...

Já passou em brancas nuvens Tristano morreu a 18/nov/1978