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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

09 março 2009

MUSEU DE CERA # 55 - CANTORAS DE BLUES 3 - LUCILLE HEGAMIN





FOTO: Lucille & Blue Flame Syncopaters 1921 – da esquerda George Barbour baterista, tuba desconhecido, Charlie Irvis ao trombone, Harvey Boone ao trompete, Lucille Hegamin, o violinista talvez Maud Jones, Bill Hegamin ao piano e um saxofonista desconhecido.
Lucille Hegamin foi a segunda cantora negra a gravar um disco poucos meses após o sucesso de Crazy Blues de Mamie Smith. Seu primeiro disco contou com The Jazz Me Blues e Everybody's Blues para a Arto Records em novembro de 1920, entretanto havia feito um teste na Victor em 11 de outubro do mesmo ano com Dallas Blues acompanhada por Fletcher Henderson ao piano e que por motivo desconhecido nunca foi editado. Vendeu tão bem que logo depois no início de 1921 gravou Arkansas Blues e I'll Be Good But I'll Be Lonesome.
Lucille nasceu em Macon, Georgia em 19/novembro/1897 e seu nome de batismo era Lucille Nelson. Começou cantando no coro da igreja local e aos 15 anos viajou com o grupo Laurel Harper Minstrel Stock Company em apresentações pelo sul. Em 1914 já em Chicago casou-se com o pianista William "Bill" Hegamin do qual adquiriu o sobrenome. Trabalhou com ele por vários clubes e cabarés e muitas vezes teve a oportunidade de ser acompanhada pelos pianistas Jelly Roll Morton e Tony Jackson. Ela e o marido foram para Los Angeles mas em 1919 estavam em New York atuando em cabarés e revistas musicais. Bill Hegamin formou o grupo Blue Flame Syncopators em 1920 quando a Arto Records além de fazer seu primeiro disco patrocinou uma excursão pela Pennsylvania, West Virginia e Ohio.
Em 1922, Lucille tornou-se membro do elenco da companhia Sissle and Blake's na comédia musical Shuffle Along da Broadway. Em 1923 foi contratada pela Cameo Records passando a ser conhecida como a Cameo Girl e ter como sua pianista Cyril J. Fullerton. Obteve grande sucesso dentre as Classic Blues Singers e Jazz bands da década de 1920.
Ao final dos anos 20 e início dos 30 Lucille continuou a atuar em revistas musicais e em 1938 largou a música e tornou-se enfermeira, contudo vez por outra cantava principalmente em shows beneficentes. Ao início dos anos 60 retornou ao showbiz e às gravações com o pianista Willie "The Lion" Smith e a cantora Victoria Spivey acompanhando-a ao piano e sua última gravação se deu a 16/agosto/1962.
Em 1 de março de 1970 faleceu em New York City.
Podemos ouvir 2 clássicos do repertório Blues onde Lucille apresenta um estilo talvez de transição entre o minstrel show e o blues. Mostra que apesar da característica melancólica dos Blues os interpretava com índole mais inovadora, progressista mais afeita ao próprio Jazz. Note-se que a esta época não existiam cantores de Jazz propriamente.

JAZZ ME BLUES (Tom Delaney) - Lucille Hegamin e Harris's Blues And Jazz Seven: Lucille Hegamin (vcl), Wesley Johnson (tp), James Reevy (tb), Clarence Harris (sa), Bill Hegamin (pi), Ralph Escudero (tu) e Kaiser Marshall (bat).
Gravação original: New York, selo Arto 9045, novembro de 1920.
Fonte: CD - Lucille Hegamin Complete Recorded Works Vol. 1 (1920-1922) – selo Document DOCD 5419 – 1996 – USA.
RAMPART STREET BLUES (Lovie Austin)Lucille Hegamin e The Dixie Daisies – piano, trompete, trombone, clarinete, tuba, piano, sax alto e banjo desconhecidos.
Gravação original: New York selo Cameo 494, outubro de 1923
Fonte: CD - Lucille Hegamin Complete Recorded Works Vol. 3 (1923-1932) selo Document DOCD 5421 – 2002 – USA
NOTA: O título Dixie Daisies foi um pseudônimo empregado várias vezes pela Cameo Record Corporation, encobrindo músicos contratados por outras companhias fonográficas. No entanto, sabe-se que alguns foram grandes frequentadores do título como os trompetistas Hymie Faberman, Jules Levy e o trombonista Jr.Ephraim Hannaford.


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Um comentário:

APÓSTOLO disse...

Prezado MARIO JORGE:

Um senhor documento vocal. Pronúncia impecável, extensão vocal e belo timbre.
Muito bem acompanhada.