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19 setembro 2008

UMA OVAÇÃO PARA FREDDY COLE

Sem ser essencialmente um cantor de Jazz e sem ter uma grande extensão de voz, o irmão de Nat King Cole realmente sabe das coisas. Usa o intimismo como arma principal e recursos hábeis para fugir do que seriam os agudos em determinada composição, apelando para o falsete, que emprega muito bem. Mas, a grande atração, para quem gosta de Jazz, foi realmente o guitarrista Randy Napoleon, um jovem de apenas trinta e um anos que usa a sua Gibson como um veterano. Seus improvisos foram simplesmente espetaculares, um fraseado cheio de swing e uma sonoridade rara nos guitarristas de hoje, até porque Randy não usa palheta, toca com os dedos. E que dedos. Sua harmonia, construída com acordes preciosos, é envolvente e de rara inspiração.
O repertório interpretado pelo quarteto, completado por Elias Bailey(b) e Curtis Boyd (dm), integrado por standards, teve homenagem ao irmão Nat (Mona Lisa- Straighten up and fly right- I’m fool to want you – I loved you, etc.) e visitou nosso populário com “Eu preciso aprender a ser só” e “Para dizer adeus”, seu número de encerramento.
Freddy Cole deve ter se surpreendido com os aplausos da platéia do Municipal, verdadeira ovação, com o teatro lotado por um público entusiasmado e admirador da boa música

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