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15 setembro 2008

FESTIVAL TUDO É JAZZ, OURO PRETO - 2008 - 1º SET

Como adiantei no último sábado, a noite européia do Tudo é Jazz foi "chata". Não porque cada show tenha sido "chato", mas por termos ouvido quase 4 horas de jazz "cabeça".

Yaron Herman se espelha em K eith Jarrett até na postura de tocar o piano. O trio toca bem mas é repetitivo. Bojan Z também se esgota em si mesmo, repetindo um piano percussivo sem lirismo algum, além do aborrecido Fender que insistiu em tocar sem parar. O grande Michel Portal aquietou Bojan, mas tendo começado o set depois de meia noite e apesar de ser um brilhante intérprete do interessantíssimo clarone, levou parte da platéia à exaustão intelectual.

Antes de Portal, tocou o Hadouk Trio, do grupo "NemTudoéJazz". Maravilhosa apresentação dos franceses Didier Malherbe (sopros diversos) e Loy Ehrlich (teclados e guitarras exóticas) e do americano Steve Shehan (percussão). Não dá para explicar com palavras o universo sonoro percorrido pelo trio. Soube que tocaram domingo no Mistura às 5 da tarde. Que pena. Foi o melhor "NãoJazz" que ouví nos últimos anos.

Também do grupo "NemTudoéJazz", tocou no sábado o grupo de Omar Sosa. Cuba + África = Nada!! Na mesma categoria tivemos no domingo a festa de Milton Nascimento na Praça Tiradentes, encerrando o festival.

Levar o show final para o "point" da garotada de Ouro Preto pode ter sido bom para o marketing do festival, (até políticos subiram ao palco) mas foi ruim para o público que gosta de OUVIR música. Ficar em pé por quase 4 horas, assistir o show por um telão e aguentar um vai e vem constante de jovens com celulares e bebidas nas mãos, só mesmo um dedicado membro do CJUB para testemunhar e blogar.

No entanto, louvo a participação de Wayne Shorter, que continua sendo o mestre do soprano. Tocou e solou por mais de 1 hora, como se estivesse num clube de Jazz. Nosso Ron Carter chegou em cima da hora, não pode ensaiar e só tocou 2 músicas enquanto estive presente. (Abandonei a Praça às 22:15h).

Ressalto que Milton deu o maior espaço para Shorter, inclusive decepcionando um pouco aqueles que foram apenas ouvi-lo cantar seus grandes sucessos. Lembro também da ótima participação do Kiko Continentino, dialogando com Shorter e Carter nas passagens mais jazzísticas do concerto.

Se o show de encerramento de 2009 for na praça, tô fora!
BraGil, exausto!

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