Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

30 abril 2008

WAVERLY SEVEN

Este disco duplo me foi apresentado e presenteado pelo nosso confrade Gilberto Brasil e tenho que concordar - um discão!

Waverly Seven foi formado em 2006 e compõem o grupo Anat Cohen (clarinet, bass clarinet, soprano, tenor e alto), Avishai Cohen (trumpet), Joel Fhram (tenor, soprano e alto), Manuel Valera (piano, rhodes), Jason Lindner (piano, hammond), Barak Mori (bass) e Daniel Friedman (drums) e neste trabalho denominado YO! BOBBY tem as participações especiais de Scott Robinson (baritone) e Vic Juris (guitar).

Um disco realmente contagiante, disco duplo, 24 faixas, não à toa ano passado ficou mais de 20 semanas no JazzWeek Top 50 Charts e pelo jeito vai passar um bom tempo rodando aqui na minha vitrola.
Neste trabalho o grupo faz uma homenagem ao crooner Bobby Darin, um dos grandes nomes da musica americana nos anos 50-60 e quem gravou todas as canções deste disco.

E para quem ainda não ouviu vou deixar 2 temas - Charade e It´s You or No One.

Som na caixa !




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O FIM DA IAJE

A IAJE, International Association for Jazz Education, anunciou recentemente sua falência. A instituição acabou desacreditada pelos músicos, estudantes, professores, instituições acadêmicas, fabricantes de instrumentos, gravadoras, produtores de festivais, editoras, jornalistas e blogueiros de jazz pela malversação das verba multi milionária que arrecadava, deixando seus financiadores pasmos com a falta de responsabilidade de alguns dos seus membros e administradores.
Ultimamente a associação começou a aceitar novos membros, sem se preocupar com a afinidade musical e o caráter destes.
Aproveitando-se da IAJE e vangloriando-se do posto, até conceituados críticos de jazz e músicos brasileiros foram caluniados por um membro seu.
O fim da IAJE não deixará o jazz órfão, mas sim reverterá para seu engrandecimento.

29 abril 2008

O LATIN JAZZ DA PUTUMAYO

Recebemos da Putumayo World Music, por intermédio de Marilia Motta, um excelente material de divulgação, no qual está incluído o álbum “Putumayo Presents Latin Jazz”. Além da música alegre e vibrante, um encarte luxuoso,contando a história da música cubana ingressando no Jazz e analisando os pioneiros como Mario Bauza, Machito, Chano Pozo etc. O CD começa com Julian “Cannonball” Adderley e a banda de Machito.Além do rítmo contagiante a arte de improviso de Cannonball está presente. E temos mais, Poncho Sanchez, Tito Puente, Chico Alvarez , Ray Barreto, Hilton Ruiz etc. Para quem gosta de “Latin Jazz” o CD é um regalo.
Além disso o catálogo da Putumayo apresenta música de todo o tipo,
desde a cigana, turca, brasileira, africana, asiática, arabe etc. Temos ainda um foco na Europa onde estão incluídos os CD’s “ Paris” , “ Italian Café”, “Greece”, “French Cafe” etc. New Orleans também está incluída com os albuns “New Orleans”, “Zydeco”,”Cajun”,” Mississipi Blues”etc. Enfim, um rico catálogo que irá atender aos mais variados gostos.



Poncho Sanchez, um dos músicos focalizados no "Latin Jazz" da Putumayo

28 abril 2008

27 abril 2008

BRIDGESTONE MUSIC FESTIVAL MUDA A CARA DOS FESTIVAIS

Transcrevo artigo do Mestre Raf a propósito das atrações e expectativas sobre este novo festival que promete agitar primeiro São Paulo e no ano que vem também o Rio de Janeiro. Produção do veterano - em festivais, diga-se - e consagrado Toy Lima.

Tudo começou com o Festival de Jazz de Nice, na França, em 1948. Foi o primeiro festival de jazz do mundo, desencadeando uma avalanche de eventos similares nos quais multiplicaram-se os estilos musicais sob a égide do jazz.

O BRIDGESTONE MUSIC FESTIVAL é um evento de transcendental importância que vem ocupar, em boa hora, um espaço dos mais relevantes na programação anual dos acontecimentos culturais de São Paulo e, em 2009, se estenderá ao Rio de Janeiro. Sua programação musical inédita, baseada numa concepção que se coaduna com os tempos da globalização, reúne músicos de jazz e da world music, constituindo-se numa saudável e benéfica alternativa para os festivais que se realizam entre nós.

Sem dúvida, essa opção musical alternativa despertará o interesse de uma substancial parcela da nossa população, especialmente os jovens, que são naturalmente atraídos pela música.

Haverá de tudo um pouco, do jazz, inclusive com tempero de outras culturas, à miscigenação musical que vem se estendendo em quase todos os continentes.

As apresentações de world music caberão a três representantes de países africanos.
A cantora, dançarina e percussionista Dobet Gnahoré, da Costa do Marfim, uma esfuzinte intérprete que, além das músicas do seu país, canta canções de Camarões, Gana e Congo em sete idiomas africanos, além do francês, será uma grata revelação para o nosso público. É fácil prever seu enorme sucesso devido à sua marcante presença de palco, além da alegria e desinibição com que contagia a platéia.

Outra atração é a cantora e compositora argelina Sound Massi, comparada por vários críticos a Joni Mitchell, Tracy Chapman e Joan Baez. Influenciada por diversos estilos universais, incluindo música clássica árabe, pop argelino, folk, country e soul music, condensa em sua música um estilo de real originalidade.

O cantor e guitarrista Daby Touré é um protegido do famoso Peter Gabriel, com quem tocou algum tempo, firmando-se como um músico de real talento. Nascido na Mauritânia e criado no Senegal, foi influenciado por rock, reggae e pop, e sua música excitante explora com altas doses de inventividade as fronteiras da música africana com o jazz.

Sem dúvida, estes legítimos representantes da world music proporcionarão momentos inesquecíveis de algumas das fontes mais ricas e criativas da música de todo o mundo.

Representando o jazz contemporâneo, estará em ação o trio do consagrado organista Dr. Lonnie Smith, um dos reis do soul-jazz e do jazz-funk, cuja trajetória marcante guindou-o à posição de um dos mais inventivos organistas do jazz em todos os tempos.

O extraordinário pianista Vijay Iyer, um dos músicos de maior destaque na atual cena jazzística, eleito o melhor compositor e melhor jazzman em ascensão em 2006 e 2007 pelos críticos da revista “Down Beat”, funde com suprema habilidade ritmos orientais com formas jazzísticas, de resultados tão surpreendentes quanto inovadores. Com seu saxofonista-alto Rudresh Mahanthappa, um dos mais inovativos jovens músicos e compositores, são lídimos expoentes do jazz de hoje, de agora.

A pianista e compositora Zachel Z, uma das mais conceituadas e atuantes representantes do jazz contemporâneo, foi influenciada por Wayne Shorter e diversos estilos musicais, inclusive o pop e rock. Suas qualidades foram reconhecidas e exaltadas pela crítica jazzística americana e européia. Rachel Z se apresentará com seu conjunto Department of Good and Evil, que está em grande evidência nos círculos jazzísticos de New York e europeus. Na opinião do crítico Michael Bourne, “Rachel Z não é somente uma pianista e compositora de notáveis qualidades, mas também uma inovadora que prossegue avançando em direção ao futuro do jazz.”.

O jazz exerce enorme influência sobre os músicos de todo o mundo. Em contrapartida, numa reversão do processo, a world music vem influenciando músicos de jazz, sendo inegável que essa amálgama resulta numa das fusões mais renovadoras dos últimos tempos. É precisamente esta amálgama que reflete a música do BRIDGESTONE MUSIC FESTIVAL.

Estou certo de que este festival trará inúmeras surpresas para nosso público, cuja grande maioria ouvirá pela primeira vez um surpreendente caldeamento musical de diversas culturas.

Música é emoção, sentimento e intelecto, transmite o espírito de liberdade da criação artística. É o elo entre o artista e o público, unindo o músico ao aficionado, enfim, é a verdadeira linguagem de integração dos povos.

Os espectadores que participarão com seu aplauso, entusiasmo, alegria e vibração deste evento testemunharão esse acontecimento, ouvindo artistas mundialmente consagrados. Vivendo a magia dessas três noites, contribuirão para que este happening fique marcado como um dos maiores e mais ousados empreendimentos musicais realizados no Brasil.

Este festival é uma semente plantada em nosso país. Sua repercussão não se limitará aos dias dos espetáculos, sendo também lícito aguardar que se estenda inclusive no exterior.

Após esse clima de festa onde tudo é alegria, todos acham que o mundo é bem melhor do que dizem. E vocês, espectadores privilegiados, participarão desta opinião, estou certo. E, no final da última noite, de regresso ao seu lar e à sua rotina diária, não fiquem tristes porque tudo terminou. Lembrem-se que terão um novo encontro com outros grandes artistas em 2009, no 2º BRIDGESTONE MUSIC FESTIVAL.

Até lá.

José Domingos Raffaelli


Aí está, portanto, a apresentação do novíssimo Bridgestone pelo Mestre e a nossa esperança renovada de que a experiência seja repetida por muito tempo, e nas principais cidades do país. É, afinal, um caminho para direcionar a atenção da garotada que vai em busca de world music para entender e captar a linguagem de um Lonnie Smith e/ou de um Vijay Iyer.

IDRISS BOUDRIOUA SE DESPEDE DO PALCO DA MODERN SOUND

Nem é bem uma despedida dos palcos, mas para a turma de frequentadores do sábado a tarde, na Modern Sound, os 6 anos com o quarteto do Idriss Boudrioua deixarão saudades.

Para quem não conhece, Idriss é um saxofonista alto, que também gosta de tocar flugelhorn e piano. Um grande boa praça, que ja tocou algumas vezes nos concertos promovidos pelo CJUB.

Idriss nasceu na França, mas já está no Brasil há quase 30 anos, lançou 4 discos próprios, tocou e gravou com expressivos nomes da música do Brasil e do exterior. Seu quarteto básico era formado por Idriss no sax, Dario Galante no piano, Sergio Barrozo no contrabaixo acústico e José Boto na bateria. Ultimamente Alberto Chimelli substituia o Dario Galante.

Mas o sábado na Modern Sound é um dia onde comparecem inumeros músicos, e haja canja. É impossível citar todos, nacionais e internacionais. Junto ao grupo de frequentadores da Modern Sound tem vários membros do CJUB, numa extensa mesa com às vezes mais de 20 lugares.

Fiz um pequeno video com minha máquina fotográfica, para mostrar uma música do quarteto, neste sábado de despedida. Peço não levarem em consideração a qualidade do cineasta, pois foi algo expontâneo, feito em cima da hora.

25 abril 2008

ARI BORGER

O paulista Ari Borger é o nome na nova geração de pianistas em atividade além de organista, pois quando o assunto é Hammond B3 a coisa é séria e é raríssimo em nossas praias.
E seu nome é sempre lembrado quando o assunto é piano com pegada blues.
Domínio do instrumento e muito feeling, essa foi a impressão que tive quando assisti sua apresentação com seu quarteto no programa Instrumental Sesc Brasil – uma interpretação magistral de Blue Monk, de Thelonius Monk, que é uma das suas grandes influências. E no repertório, muito groove, claro, fonte do Hammond B3.

Já possui 2 trabalhos lançados e fui atrás de seu último CD – AB4, com 11 temas que passam por blues, jazz e groove misturados com muito balanço e música brasileira. Neste novo trabalho além de composições próprias, Senor Blues (Horace Silver), Blue Monk (Monk) e Blind Man (Hancock), além de uma versão muita estranha com mistura de Miles (So What) e Carlos Imperial (Nem vem que não tem).

Ari Borger também é educador, lançou um DVD de vídeo-aula intitulado “Blues e Boogie Woogie para Piano e Teclado vols.1 e 2” , títulos esses muito requisitados no segmento e que já vendeu mais de 2.000 cópias, um trabalho que serve como fonte de aprendizado e inspiração para os jovens músicos.

Para quem não conhece o trabalho de Ari Borger, deixo 2 temas - um solo no Hammond B3 Solo e outro no piano Tributo a Oscar Peterson cheio de "boogie".

Som na caixa !


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HOMENAGEM A JIMMY GIUFFRE

THE TRAIN AND THE RIVER

PARTIU JIMMY GIUFFRE


Quem me informou foi Mestre Raffa e a triste notícia dizia sobre o passamento do multi -instrumentista Jimmy Giuffre, sem dúvida alguma um dos pilares do Jazz West Coast.

Dominava as palhetas do clarinete ao sax-barítono, compunha e arranjava com muita competência. Basta falarmos do seu famoso "Four Brothers", dedicado ao quarteto de saxes das banda de Woody Herman (Stan Getz-Zoot Sims-Herb Steward e Serge Chaloff) que até hoje é incluido no repertório de outras bandas. Seu trabalho no clarinete pode ser apreciado no álbum "Wherever the five winds blowin" integrando o quinteto de Shorty Rogers. Foi-se o homem e ficou a legenda. Giuffre faleceu em 24 de abril aos 87 anos.

E O ANIVERSÁRIO DO NOSSO GRANDE AMIGO SÁ



Passou em branco no blog mas foi no último sábado, dia 19, o aniversário do nosso grande Sazinho, um verdadeiro apaixonado pela música e aquele que sempre está antenado com as novidades e sempre com muita pimenta nas nossas discussões musicais.
E não podia passar em branco aqui !!

Ao grande José Sá, mais 1 ano de muita saúde, alegria e música - jazz, bossa, soul, e muito groove !

24 abril 2008

MESTRE MAJOR: PARABÉNS ATRASADOS

Só voltando ao escritório (onde reside a agenda de aniversários) hoje, notei que a data-magna desse caro Mestre Cjubiano passou em branco aqui no blog.

Antes tarde do que nunca, mando daqui um forte abraço ao Mario Jorge Jacques - MaJor - pelo acontecimento, que deverá repetir-se por muitos e muitos anos mais, para júbilo daqueles com quem convive e a quem ensina jazz, gentileza e a ter muito bom humor.

PARABÉNS, Mestre e MUITA SAÚDE e PAZ, votos da confraria cjubiana!!!

CONVITE


Nessa sexta,25 de abril estarei tocando com meu trio no Espaço Rio Carioca,Rua das Laranjeiras 307 ,entrada pela Rua Leite Leal ao lado.Começamos as 20 horas e fazemos 2 sets de 1 hora.
O Trio é composto por :
João Rebouças:teclado
Romulo Gomes :contrabaixo
Andre Tandeta :bateria
Tocaremos um repertorio que não inclui nenhuma das musicas mais do que manjadas que ninguem aguenta mais ouvir. Standarts e composições jazzisticas (Charlie Parker, Freddie Hubbard,Miles Davis e outros) .
Sera um prazer tocar para ouvidos tão experientes e atentos.

22 abril 2008

LEONARDO LENINE DE AQUINO

Quem o conheceu e desfrutou de sua amizade,sabe da pessoa formidável que ele foi. Fez parte da “tropa de elite” das Lojas Murray e exerceu importantes atividades no rádio como um dos programadores da Rádio Jornal do Brasil A/M ( dos bons tempos) e como apresentador do programa “No mundo do Jazz” da Rádio Roquette Pinto . Também fez algumas críticas de shows para o JB, das quais me lembro a de Erroll Garner, na qual analisou com precisão e conhecimento o repertório executado. Era Flamengo até que Gerson o “canhotinha de ouro” foi para General Severiano.
Imediatamente trocou de camisa e tornou-se um botafoguense entusiasmado. Nos deixou muito cedo mas, plantou sementes.
Recebemos email de Leonardo Lenine Filho, dizendo ser amante de Jazz , dando prosseguimento de certa forma ao que o pai fez, até porque também é radialista. Eis o teor :
“Olá Lula
Já tive o prazer de visitar o seu site e vi suas fotos. Fiquei muito feliz em saber que meu pai tinha grandes amigos como você. Eu, como meu pai, também sou radialista, mas no momento não estou trabalhando.Estarei sempre pesquisando no site com mais calma para poder deliciar-me com coisas boas !!!
Abraços,
Leonardo Lenine Filho “
O JAZZ É ISSO AÍ !

JOHN PIZARELLI DE VOLTA AO BRASIL


Quem nos informa é o amigo Carlos Tibau. Pizzarelli volta ao Brasil para cumprir o seguinte calendário: 7,8,9 e 10 de maio em São Paulo (possivelmente no Bourbon Street) e 14,15,16,17 e 18 do mesmo mês no Rio de Janeiro. Embora não divulgado, presume-se que o local será o novo Mistura Fina.

MORREU PHIL URSO


Phil Urso, saxofonista que fez parte do quinteto de Chet Baker faleceu em 08 de abril aos 83 anos. Ele foi o autor de "Halema", tema que escreveu homenageando a esposa de Chet.

19 abril 2008

CESAR CAMARGO MARIANO - UMA BOA RESENHA

Marc Myers, jornalista e historiador, tem um respeitado blog de jazz frequentado pelos maiores nomes da crítica e por consagrados músicos.
Leitor assiduo da página, encontrei hoje uma resenha de um concerto recente de Cesar Camargo mariano, o qual gostaria de compartilhar com voces, com a devida licença de Mark Myers:

Cesar Camargo Mariano
Back in 1973, Cesar Camargo Mariano arranged, conducted and played piano on Elis and Tom (Verve), one of the most popular Brazilian albums released in the U.S. since Getz/Gilberto, recorded 10 years earlier. Last night I caught this stunningly brilliant pianist at New York's Birdland (he's there through Saturday, April 19). Mariano's appearance this week in a club setting, produced by Pat Philips and Ettore Stratta, is a big deal, as evidenced by Eumir Deodato and other Brazilian luminaries in the audience last evening.

Eight-time Grammy winner and pianist Mariano and his trio of Sergio Brandao on bass and Jurim Moreira on drums were accompanied on different songs by guitarist Joao Bosco and special guest Harry Allen on tenor saxophone.

Bosco is a prominent exponent of Musica Popular Brasileira (or Brazilian Popular Music), a post-bossa nova urban music genre. Bosco combines a range of World Music idioms, including Middle Eastern, jazz and Brazilian, and his singing style became increasingly popular in Brazil in the late 1990s. He's one exciting package.

The group played 11 bossa nova songs in the first set plus one encore. Each tune topped the next for sheer beauty, largely because Mariano plays with breathtaking sensitivity and strength. On ballads, his notes sound like falling rain. On more robust sambas, his block chords and runs are percussive but never overpowering and they always manage to get inside you. He has a distinct jazz influence but with an incomparable bossa nova touch. I wish I could provide you with a list of the songs but each was announced in Portuguese.

The bass player Brandao was particularly fascinating. Listening to him, you're reminded how different the Brazilian approach and technique is on the bass compared to jazz or Latin players. The Brazilian bass needs to be fluid and overlapping, providing a steady rubbery sound that stirs the drummer and other musicians.

Drummer Moreira was for me the highlight of the evening. In all my years, I have never heard a drummer play so softly and effectively. It takes enormous restraint and soul to play drums this way, and each stroke was like a caress or whisper. On some songs, Moreira kept beat with one stick and one brush—the stick being the heartbeat and the brush the voice. On other tunes, he used sticks that didn't appear to have traditional tips but instead seemed split for added texture and a lighter sound. No matter what Moreira played, his technique sounded like the surf washing up on the beach at night. It was rhythmic, beckoning and powerfully understated.

Allen was featured on several tunes, including She's a Carioca. His tone was as breathy and delicate as Moreira's brushwork, and his phrasing here can only be compared to Stan Getz's during his bossa nova period. Allen's ideas were equally sharp.

I love bossa nova. It's intoxicating, passionate, nostalgic and optimistic. The music has so many different personalities, always reaching for maximum stimulation but finishing with a certain sadness. The addition of Bosco on acoustic guitar and vocals provided an urban, folk grittiness to the set, and his unusual scatty ballad singing style was earthy and pure.

I have no idea what the words Bosco sang meant, but on slower tunes they surely were about some guy recalling seeing the same beautiful girl at a cafe each day, exchanging glances with her but winding up too shy to say hello, and then turning up one day for coffee only to discover that she's gone for good. Or something like that.

If you're in New York this week, get over there. You've heard plenty of bossa nova on albums. You've heard it played by American artists. Now hear what this artform sounds like in the hands of Brazilians who live and breathe the music seven days a week. It's a gig that will linger in your mind for days. It's still echoing in my ears.

18 abril 2008

THE EURO IN CONCERT (LONDRINA)


"Uma noite inesquecível está sendo preparada nos mínimos detalhes para o lançamento oficial do The Euro Royal, o mais sofisticado condomínio do país e que tem a assinatura da Teixeira Holzmann. Além dos dois shows que dispensam comentários, Gal Costa e John Pizzarelli, a produção do evento está preparando várias surpresas que prometem encantar os convidados e remetê-los à Europa, na cenografia, nos detalhes, no clima e também no paladar. No entanto esta noite tão privilegiada vai ser para apenas 800 convidados. O The Euro in Concert acontece no dia 13 de maio no Village. Vai ser um must! "(Coluna da Ana Marta, por acaso minha irmã, Jornal de Londrina, 16 de abril)

......................................

OBS. Renato Mantovani, dono da Degrau, empresa de marketing de Londrina, soube que Pizzarelli viria ao Brasil, Mistura Fina e Bourbon Street no roteiro. E me pediu para tentar uma apresentação em Londrina. Liguei para o Pedro Paulo e consegui uma data. Os dois acabaram se acertando e eu, de quebra, estarei na melhor mesa, gentilmente cedida pelo Renato. Pizzarelli, em quarteto, fará sua apresentação em cima de seu último CD, Dear Mr. Sinatra. E não há ingressos à venda. Apenas convidados.

16 abril 2008

PRO TANDETA


Nesse próximo domingo (20) o Londrina Jazz Club (Radio Universidade FM, Londrina, 107.9) vai focalizar alguns bateristas que marcaram a história do jazz. Por falta de espaço (tempo), não foi possível incluir todos, claro. Estarão em ação Grady Tate, Elvin Jones, Tony Williams, Albert Tootie Heath, Harvey Mason, Jimmy Cobb, Connie Kay e Vinnie Colaiuta (foto). O programa será dedicado ao nosso Tenencio (André Tandeta). Para cumprir o formato do programa, que se divide entre cantores e instrumentistas, algumas concessões foram feitas, sem qualquer prejuízo - na minha avaliação.

01. Grady Tate – What’s Goin’ On (Quincy Jones)
02. Elvin Jones – My favorite Things (John McLaughlin)
03. Jimmy Cobb – Nothing Like You (Miles Davis & Bob Dorough)
04. Albert Tootie Heath – Firewater (Herbie Hancock)
05. Harvey Mason – This Masquerade (George Benson)
06. Tony Williams – Pee Wee (Miles Davis)
07. Connie Kay – Little David’s Fugue (Modern Jazz Quartet & Swingle Singers)
08. Vinnie Colaiuta – The Jetsons (Randy Waldman)
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OBS. O programa irá ao ar às 17 horas, com reprise no dia 25, às 21 horas. Espero que até lá o site da rádio (www.uel.br/radio ) esteja normalizado para que os interessados possam acompanhar ao vivo. Hoje, inclusive, está transmitindo sem problemas.
OBS II. Som na caixa: Vinnie Colaiuta – The Jetsons (Hanna & Barbera) – do álbum UnReel, assinado pelo pianista e arranjador Randy Waldman.


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15 abril 2008

ATENÇÃO A ESTE CONVITE DO GRANDE PRODUTOR TOY LIMA

Recebemos nesta tarde a mensagem abaixo do Mestre Raf (ou Raffa, dá no mesmo), como enviada por seu intermédio para os membros e colaboradores deste blog:


"Aos amigos do CJUB:

Enviei através do Mestre Raffa um convite a todos os membros do CJUB para assistirem às atrações jazzísticas de meu novo evento, o *Bridgestone Music Festival*, que acontecerá em SP em junho deste ano e em 2009 no Rio de Janeiro e outras capitais da América Latina.

Não é um festival de Jazz mainstream e sim do que se chama hoje "World-Jazz". Reunirá músicos do Jazz e da World Music, mas todos com trabalhos "diferenciados" em seus segmentos.

Entre as atrações o duplamente premiado Jazz Composer* & Jazz Artist of the Year Vijay Iyer, que me foi apresentado pelo saudoso Andrew Hill há alguns anos. Ele vêm com seu time completo e estará se apresentando dia 21 de Junho no novo festival. Hoje o Vijay é o nome mais importante na composição do jazz segundo o All About Jazz, DB e outras publicações. Vale a pena conferi-lo pela originalidade de seu trabalho e sua técnica.

Muito bom o comentário do Gilberto Brasil sobre o M. Portal, claronista único no cenário europeu e a quem tive a honra de trazer ao Brasil pela primeira vez em 1989, com [Richard] Galliano, Aldo Romano. Este era um evento chamado Primtemps Français e depois disso acho que ele nunca mais retornou ao Brasil.

Hoje seu som é bastante diferente e seu melhor trabalho nos últimos anos é em duo com Richard Galliano. Assim como Vijay, Portal usa a forma jazzística para trabalhar temas da música erudita e até mesmo músicas de Hermeto Pascoal. Portanto quem quiser vir a SP ouvir nossas atrações é só se apresentar ao Mestre Raffa e certamente serão recebidos com o maior prazer.

O site oficial do festival irá ao ar dia 20 de abril,entretanto alguma coisa pode já ser ouvida em nossa web radio : www.bridgestonemusic.com.br <http://www.bridgestonemusic.com.br>.

Uma procura no Google por "Bridgestone Music Festival" já disponibiliza algumas matérias sobre o conceito do evento."

13 abril 2008

600 LIBRAS POR UM CD?


Difícil acreditar que um CD normal, até recente, possa valer quase 2 mil reais. Pois bem. Esse foi o preço pago no EBAY pelo álbum Heard It All Before (1999), do pianista e cantor inglês Jamie Cullum (29). A razão do preço é simples. Foi o primeiro disco de Cullum, na época sem gravadora, e que teve apenas 500 cópias. Não houve ainda a reedição e quem quiser comprá-lo vai ter que desembolsar 600 libras ou mais. Será que vale a pena?
Cullum se interessou por música desde pequeno. Ouvia de tudo um pouco, entre Miles Davis, Herbie Hancock e Thelonious Monk, maiores influências pelo jazz, e Steely Dan, do lado pop rock. Sua concepção musical, portanto, foi recheada de gêneros e estilos, o que acabou se refletindo na maneira de tocar piano e cantar – ele também se aventura como guitarrista e baterista. Rotulado, enfim, como jazzista, Cullum se transformou rapidamente em fenômeno comercial, até mesmo no Brasil, onde fez curta e prestigiada temporada – seu DVD ao vivo está entre os mais vendidos na categoria jazz. Heard It All Before, no entanto, foi feito sem a mínima pretensão comercial, apesar do repertório incluir apenas grandes standards da música norte-americana, como Old Devil Moon, Night & Day, Caravan e Speak Low, entre outros. Cullum convidou dois amigos, também ingleses, para uma formação tradicional de trio – Ralph Mizraki (baixo) e Julian Jackson (bateria).
Heard It All Before mostra um pianista de técnica questionável, típica de um autodidata. Os tais amigos ingleses são quase amadores, apesar de bem intencionados. O segredo de Cullum está na ousadia e criatividade, até mesmo como vocalista. O CD não tem acabamento de gravação e mixagem, como era de se esperar. Mas, do início ao fim, revela pelo menos uma concepção honesta de se fazer boa música que, por acaso, é jazz. Quanto ao seu custo-benefício, essa avaliação fica prejudicada pela possibilidade agora de se baixar o CD inteiro via internet – isso vai depender da disposição e paciência dos interessados.

01. Old Devil Moon
02. They Can’t Take That Away From me
03. Night & Day
04. My One & Only Love
05. Caravan
06. I’ve Got You Under My Skin
07. Speak Low
08. God Bless The Child
09. Love For Sale
10. Sweet Lorraine

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Independente (1999)
Jamie Cullum – piano, vocals, arranger
Ralph Mzraki – bass
Julian Jackson – drums



OBS. No som na caixa, Night & Day (Porter)


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10 abril 2008

NOSSOS MÚSICOS NO DIZZY'S CLUB COCA COLA

Sucesso nos concertos internacionais do CJUB, mais sucesso ainda num dos melhores clubes de jazz de hoje, na atual capital do jazz, Nova York.

De 29 de Abril a 4 de Maio apresenta-se "Samba Jazz and The Music of Jobim", com Helio Alves (p), Duduka da Fonseca (d), Claudio Roditi (tp), Eddie Gomes (b), Maucha Adnet (vc) e Chico Pinheiro (g, vc)

Compre rapidamente seu ingresso, pois a noite de 1º de maio já está SOLD OUT. Aliás, o único evento programado com o sold out estampado nos meses de abril/maio.

Recentemente pudemos assistir a dois desses expoentes no Mistura Fina, no Rio de Janeiro.

MUSEU DE CERA # 39 - JIMMIE NOONE


Jimmie Noone é considerado um dos melhores clarinetistas dos anos 1920. Seu estilo difere de dois outros grandes instrumentistas de New Orleans — Johnny Dodds e Sidney Bechet devido a ser mais suave e com tonalidade mais romântica. Assim veio a se tornar a maior influência para os clarinetistas dos anos do swing como Benny Goodman, Artie Shaw e Irving Fazola.
Noone nasceu a 23 de abril de 1895 em Cut-Off uma cidade da Louisiana, porém cresceu em New Orleans primeiro se dedicando à guitarra, mas ainda muito jovem passou para o clarinete tomando lições com Lorenzo Tio Jr. e Sidney Bechet estando este com apenas 13 anos e Noone com 15. Iniciou carreira com Freddie Keppard na Olympia Band. Seguindo para Chicago atuou com a King Oliver's Band. Em 1920 tocou na Doc Cook's Dreamland Orchestra ali permanecendo por 6 anos.
Sua grande oportunidade se deu em 1927 quando passou a liderar a banda residente no Apex Club de Chicago. Em 1928 uma graça divina, o magnífico pianista Earl Hines recém chegado a Chicago procurou Noone que imediatamente o contratou e gravações extraordinárias foram feitas para a Vocalion. Noone trabalhou no Apex até fins de 1930 quando o estabelecimento foi fechado pelos agentes federais por insistir em vender bebida alcoólica em plena Proibição.
Em 1935 foi para New York tocando um mês no Savoy, porém retorna logo a Chicago atuando em vários clubes até 1943 quando segue para Los Angeles ingressando na Kid Ory's Band e no programa de rádio liderado por Orson Welles, quando então falece repentinamente de um ataque cardíaco a 19 de abril de 1944.
Sem dúvida foi o líder da escola Creole de clarinetistas dotado de grande pureza na sonoridade, um vibrato leve e o crítico Hugues Panassié dizia que Noone fazia cantar seu clarinete. Podemos então ouví-lo em duas de suas melhores interpretações junto ao excelente grupo que liderava no Apex Club com especial destaque para Earl Hines.
APEX BLUES (Jimmie Noone) - Jimmie Noone's Apex Club Orchestra – Jimmie Noone (cl, lider), Earl Hines (pi), Joe Poston (sa), Bud Scott (gt), Johnny Wells (bat), Lawson Bufford (tuba) – selo Vocalion 2779 (mx C 3849A) – 11/julho/1929 - Chicago
I KNOW THAT YOU KNOW (Vincent Youmans, Anne Caldwell) – mesmo pessoal sem Lawson- selo Vocalion 1184 (mx – C 1937C) – 16/maio/1928 – Chicago
Fonte: CD Jimmie Noone 1928-1929 – selo Classics 611-1992 - England


09 abril 2008

VICTOR BIGLIONE NO INSTRUMENTAL SESC BRASIL








Nexta sexta, 11/04 às 23hs, quem participa do programa Instrumental Sesc Brasil pela canal SescTV é o guitarrista Victor Biglione acompanhado pelo contrabaixista Bruno Migotto e o baterista Bob Wyatt.

No repertório, uma homenagem a Tom Jobim -
Só Danço Samba; Look to the Sky; Fotografia; Mojave; Vivo Sonhando; Tema de Gabriela; Solo Victor Biglione; Variações sobre Quebra Pedra; Lígia; Água de Beber; Samba de uma nota Só; Garota de Ipanema.


O programa será reprisado no sábado às 16:30 e domingo às 23hs.


Para quem não tem TV a cabo, a Rede SescTV pega no UHF pelo canal 32.
TV a cabo na Sky canal 3, Net Digital canal 92 e Directv canal 211.
Localize o sinal em sua cidade aqui : http://www.sesctv.com.br/comosintonizar.cfm


Lembrando que todos os dias tem programação de show na série Instrumental Sesc Brasil, às 23hs, fique ligado - http://www.sesctv.com.br/

02 abril 2008

ALMOÇO NESTA SEXTA FEIRA

Para a habitual (e sempre tumultuada) troca de idéias entre seus confrades, haverá almoço nesta sexta-feira, dia 4, às 13 horas, no local de sempre, aquela sala exclusiva do CJUB com vista para a Baía da Guanabara do Clube do Empresário, à Rua da Candelária, 9 - 13o. andar.

Repito o endereço apenas para facilitar o acesso dos novos membros ou dos que foram poucas vezes ao tumultuado repasto. Seria muito bom poder reencontrar todos e assim, fazer um brinde ao Mestre Llulla (o dez dedos) pela ocasião de seu aniversário de amanhã.

Todos lá!!!

[na foto, o almoço de recepção ao Mestre MaJor]

01 abril 2008

CURSO DE JAZZ PELO "LLULLA"

Local = UniLaSalle, Niterói
Reservas pelo telefone 0800-7093773 (inscrições confirmadas por ocasião do pagamento = R$ 60,00)
Aulas por LUIZ CARLOS ANTUNES = LLULLA
Início = 08/abril, 15 às 16.30 horas

Aos do Rio de Janeiro, eis a oportunidade de apreciar a história com música, DVD etc

Apresentação do curso muito bem montada, com todos os "ícones" da Arte Popular Maior.

É conferir.