Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

31 janeiro 2008

SUSCETIBILIDADES E GROSSERIA

Vejam como o "Crooner", Carlos Montes, se referiu a mim e ao mestre Couto em "resenha", por mail, sobre 2 sets a que assistiu, no Mistura, de Gambarini e Hargrove.

"Finalmente, o peso morto. Se este espetáculo ofereceu um grande artista e um contrapeso, não deixou de também oferecer um peso morto, na primeira noite, com a desagradável participação do duo Arlindo Coutinho e David Bene-X tagarelando o tempo todo, sob os olhares aborrecidos de quem estava em volta, no cercadinho de quem pagou R$ 100 para ver e ouvir melhor. Essa o Estevão Hermann fica nos devendo por ter deixado entrar DI GRÁTIS um duo que foi lá para aparecer e atrapalhar o entretenimento de quem pagou. Fez-me lembrar dos ruidosos almoços do CJUB na Associação Comercial e das mesas na Modern Sound, em que falar alto parece significar poder."

Acho que ele quer atrair o mesmo empresário de la Koorax. Assim, quem sabe não consegue até una votos no Reader´s Poll da Downbeat ?

E apenas para espanar as penas:

1) sempre que fizer um "duo" com Couto, estarei feliz e orgulhoso; e

2) Estêvão Herman nada teve a ver com nossas entradas, devidamente por nós pagas.

Portanto, recomendo ao "Crooner"consultar, primeiro, o "Jazz Educator", pra ver se descola gigs melhores (se acreditar em Papai Noel, Colhinho da Páscoa, Saci Pererê, Boitatá, etc.); e, segundo, um analista, para tratar dos complexos.

30 janeiro 2008

FINALMENTE, A LISTA DA ILHA DESERTA DO CJUB

Está concluída a parte relativa à escolha, pelos membros do CJUB, dos 10 Discos para a Ilha Deserta. Houve, como já havia adiantado aqui, apenas 4 CDs onde a concordância geral superou 2 votos. Foram eles, e os seus votantes:

- Kind of Blue- Miles Davis , com 8 votos, de: BKessel, Sazz, MauNah, Guzz, Bené-X, JoFla, BraGil e LaClaudia;

- Sunday at the Village Vanguard - Bill Evans, com 4 votos, de: JoFla, Mestre Goltinho, Mestre LOC, LaClaudia;

- Hot Fives and Hot Sevens, The - Louis Armstrong, com 3 votos, de: Mestre Major, Mestre Raf e LaClaudia;

- Concert by the Sea - Errol Garner, com 3 votos, de: Apóstolo, Mestre Goltinho, Manim;

Empatados inicialmente com 2 votos, o que deu margem a desempate apenas entre eles, restaram classificados, dentre 13 CDs :

- Bird & Diz - Charlie Parker & Dizzy Gillespie; (11 votos)
- Time Out - Bave Brubeck Quartet; (10 votos)
- ‘Round About Midnight - Miles Davis; (10 votos)
- Charlie Parker With Strings - Chalie Parker; (9 votos)
- Brilliant Corners - Thelonious Monk; (9 votos)
- Bill Evans with Symphony Orchestra; (8 votos)

Apenas como informação complementar, seguiram-se a estes, com sete votos (no desempate), Maiden Voyage (Hancock), Giant Steps (Coltrane), Coltrane/Hartmann, com 6 votos, Night Dreamer (Shorter) e Blue Train (Coltrane), ambos com 4, Olé Coltrane, com 3 votos e Concert in the Garden (Schneider), com apenas 2 votos.

A coluna fixa da esquerda em breve ostentará os 10 títulos - tal como um cardápio de recomendações para os neófitos, parte do esforço de “educação” jazzística no qual o CJUB se engaja - até quando da próxima votação.

É certo que estas escolhas receberão comentários em e para todas as direções possíveis, por parte de nossos analistas internos e pelo timaço de leitores que nos honra com suas opiniões. Lembro a todos que esta é, antes de mais nada, uma forma agradável de aferirmos a média das cabeças dos CJUBianos, caso estivessem na mais completa loja de CDs de um transatlântico prestes a espatifar-se num banco de corais.

Não é a lista, portanto, em nada definitiva, apenas um pro-memória para jovens navegantes em suas primeiras viagens.

Na expectativa agora de que nosso grande Guzz - podem começar a cobrar-lhe pois aceitou a incumbência - produza a lista dos discos dos leitores a bordo desta nau, deixo a todos um grande abraço.

APURAÇÃO DOS 10 DA ILHA DESERTA -
RATIFICAÇÃO PELOS CJUBIANOS

Fatos curiosos vem permeando a apuração dos 10 da Ilha Deserta para a lista final dos votos dos membros do CJUB. Dentro do universo de dezoito votantes, apenas 4 CDs tiveram mais do que 3 votos coincidentes. Houve, adicionalmente, nada menos do que 13 CDs com apenas 2 votos cada.

Como há obras de muito relêvo entre estes, optei por - ao invés de aproveitar os votos dos visitantes, como pensava fazer antes - apresentá-los agora, para uma re-ratificação entre os CJUBianos.

Assim peço a estes (facultada, claro, a campanha externa, a caitituagem, a puxação de sardinha e outros artifícios lícitos - jabá-não! -, sempre através dos comentários) que se dignem a votar sobre quais, DESTA LISTA APENAS, levariam para suas ilhas.

Notem que os votos, nesta fase, deverão indicar apenas 6 deles, ou será um sem-fim de escolhas. Valem até votos tipo “os menos piores” da lista, para os que passaram longe dessas escolhas. Caso assim não procedamos, será dificultada a apuração, e o resultado, adiado por tempo indeterminado.

Os seguintes discos receberam 2 votos, cada:

Bill Evans - With Symphony Orchestra
Charlie Parker - With Strings
Charlie Parker & Dizzy Gillespie - Bird & Diz
John Coltrane & Johnny Hartmann - idem
Dave Brubeck Quartet - Time Out
Herbie Hancock - Maiden Voyage
John Coltrane - Blue Train
John Coltrane - Giant Steps
John Coltrane - Olé Coltrane
Maria Schneider - Concert in the Garden
Miles Davis - Round About Midnight
Thelonious Monk - Brilliant Corners
Wayne Shorter - Night Dreamer



Obs: Informo desde já que, a despeito de uma ótima votação individual, Charlie Parker não logrou outros votos coincidentes. Foram eliminados os votos em coleções, compilações e em CDs duplos. As menções, superpostas, de “Savoy” e “Dial”, somente, não foram suficientes ou conclusivas para a contagem de mais de um voto para um determinado disco, bem como a ausência, dentre essas, do volume indicado.

Peço aos membros que façam suas escolhas até o final de janeiro. Esgotado este prazo, será efetuada a apuração final, independente do número de CJUBianos votantes nesta fase.

Grande abraço.

29 janeiro 2008

CURIOSIDADES II - A LISTA DOS MÚSICOS

O grande campeão dos estúdios é o baixista MILT HINTON com 1180 sessões de gravação.

Abaixo a lista completa dos que obtiveram 500 ou mais sessões como líder + participante e com os instrumentos com os quais atuaram:
1 MILT HINTON 1180 bx, vcl
2 DUKE ELLINGTON 1160 pi, celesta, vcl
3 TOMMY DORSEY 1158 tb, tp, vcl
4 RON CARTER 1075 bx, cello, gtbx, piccolo bx
5 HARRY CARNEY 1055 sb, ss, cl, clbx, sbx, vcl
6 BENNY GOODMAN 1008 cl, sa, ss, st, sb, vcl tp, cnt
7 JOHNNY HODGES 995 sa, ss, cl
8 HANK JONES 965 pi, celesta, org
9 JIMMY DORSEY 956 cl, sa, sb, tp,
10 RAY BROWN 897 bx , cello, bx el, tp, flh
11 CLARK TERRY 876 tp, flh, vcl, tpa, pocket tp
12 SHELLY MANNE 813 bat, perc, vcl
13 LAWRENCE BROWN 755 tb, cello
14 FREDDIE GREEN 700 gt, vcl
15 JIMMY HAMILTON 691 cl, sa, st, sb, sbaixo, pi
16 RUSSEL PROCOPE 673 sa, ss, st, cl, fl, vcl
17 OSIE JOHNSON 667 bat, perc, vcl
18 JOE NEWMAN 649 tp, flh, vcl
19 JOHN BEST 645 tp
20 ERNIE ROYAL 638 tp, pocket tp, flh, tb, vcl
21 GRADY TATE 638 bat, perc, vcl
22 STAN KING 626 bat, kazoo, vib, chimes, xil, vcl
23 MANNIE KLEIN 625 tp, cnt, flh, tb, vcl
24 JEROME RICHARDSON 621 ss,sa, st, sb, fl, cl, fl piccolo
25 LOUIS ARMSTRONG 616 cnt, tp, vcl
26 RAY NANCE 616 tp, cnt, vcl, vi
27 PHIL WOODS 611 sa, ss, st, cl, cl baixo, fl, vcl
28 AL KLINK 608 st, sa, sb, fl, cl baixo,
29 CHARLIE SHAVERS 606 tp, tb, pi, vcl
30 MEL LEWIS 605 bat, perc, gt, vib
31 GLENN MILLER 603 tb, vcl
32 BUDDY RICH 596 bat, perc, vcl
33 JIMMY PRIDDY 595 tb
34 COUNT BASIE 592 pi, org
35 AL COHN 591 st, sb, cl
36 PAUL GONÇALVES 591 st, sa, cl, gt
37 BARRY GALBRAITH 589 gt, gt bx, bandolim,
38 KENNY BURREL 587 gt, bj, vcl, pi
39 URBIE GREEN 585 tb, tb bx, tp, vib
40 GENE KRUPA 584 bat, vcl
41 RANDY BRECKER 583 tp, flh, st, vcl, tpa
42 CAT ANDERSON 572 tp, cnt, flh, vcl
43 BOB HAGART 568 bx, gt bx
44 SONNY GREER 565 bat, chimes, perc, vcl
45 TEDDY WILSON 564 pi
46 FRANK WESS 563 ss, sa, st, sb, fl,
47 HARRY EDISON 560 tp, flh, vcl
48 RICHARD DAVIS 558 bx , gtbx , cello, perc, vcl
49 COLEMAN HAWKINS 556 st, sa, sb, sbx, c-mel, pi, vcl
50 WILBUR SCHWARTZ 552 sa, cl, tb, fl, piccolo
51 JERRY GRAY 550 vi, vcl
52 CHUCK GENTRY 546 sa, st, sb, sbx, cl bx,
53 COOTIE WILLIAMS 546 tp, tb, vcl
54 BUD SHANK 541 sa, st, sb, fl, cl, piccolo
55 JUAN TIZOL 541 tb, tbv, tp
56 LIONEL HAMPTON 536 vib, bat, vcl, pi, xil, marimba
57 RED MITCHEL 532 bx, cello, pi, vcl
58 BILLY BUTTERFIELD 526 tp, fl, tb, tu
59 CONTE CANDOLI 523 tp, flh, vcl
60 ZOOT SIMS 523 st, ss, sa, cl, vcl
61 HERBIE HANCOCK 522 pi, pi-el, kb, org, escaleta
62 DON LAMOND 522 bat, perc, vib
63 BENNY CARTER 521 sa, st, tp , cl, tb , vcl
64 BILLY MAY 521 tp, vcl
65 SNOOKY YOUNG 513 tp, flh, cnt, vcl
66 JACK TEAGARDEN 508 tb, tp, vib, vcl
67 JO JONES 505 bat, conga
68 ERNIE CACERES 501 sb, sa, st, sbx, cl, vcl
69 BILLY HART 501 bat, perc
70 KENNY BARRON 500 pi, kb
Abreviaturas: bat=bateria; bx=contrabaixo; cl=clarinete; clbx=clarinete baixo; c-mel=saxofone C melody; cnt=cornetim; fl=flauta; flh=flugelhorn; gt=guitarra; gtbx=guitarra baixo ou baixo elétrico; kb=keyboards; org=órgão; perc=percussão; pi=piano; pi-el=piano elétrico; sa=sax alto; sb=sax barítono; sbaixo=sax baixo; ss=sax soprano; st=sax tenor; tb=trombone; tbv=trombone de válvula; tp=trompete; tpa=trompa; tu=tuba; vib=vibrafone; vcl=vocal; xil=xilofone;
Fonte: THE JAZZ DISCOGRAPHY – TOM LORD –Versão 8.0 (2007) na qual são listados 1.012.922 músicos de jazz em 178.265 sessões até outubro de 2006.

HISTÓRIAS DO JAZZ N° 55

“Cafajestada no Key Bar”

Essa é curta e grossa e aconteceu por volta de 1966, quando alguns amigos conseguiram o horário da tarde dos sábados no Key Bar, também conhecido como a boite do Fafá (Lemos), para fazerem as suas “Jam Sessions”.

A animação era grande não só dos amadores como também com alguns profissionais que nos visitavam esporadicamente como Norato (tb), Meirelles e Juarez (st), Wagner Naegle (tp)- Anestaldo (dm) – Luiz Eça, Luiz Carlos Vinhas e Tenório Jr.(p) e muito raramente, Sérgio Mendes. O pessoal amador consistia em Léo, Oswaldo Rosa e Bill Horn (tps)- Osvaldo Oliveira Castro, Maurício Maconha e Eloir(dm)- Gilberto (b) e algumas vezes esse escriba na bateria.

Aconteceram alguns casos que merecem ser lembrados. Uma visita de Wilson Simonal que nos brindou com um “Blue Skies” de alto nível, tendo se destacado também os trumpetistas “da casa”, Bill Horne, Léo e Oswaldo Rosa.

Um “causo” pitoresco ocorreu durante a visita de Meirelles e Wagner. Estavam para iniciar o tema quando Maurício Maconha desandou a “rufar os tambores”. Wagner, a calma em pessoa, disparou: “Eloir, senta na bateria porque esse rapaz é muito nervoso”. E Mauricio nunca mais voltou ao local.

Mas, coisas desagradáveis também aconteceram, como a que relato agora. Freqüentava o Key Bar uma cantora chamada Lydia, que conhecemos pessoalmente e que pelas conversas que tivemos concluí que conhecia Jazz. Falava muito em Billie Holiday e Peggy Lee. Nunca soube se ela cantava bem porque nunca se apresentou em nossas “jams”. Infelizmente, através dela, surgiu a primeira e última confusão no Key Bar que acabou com as nossas reuniões
.
Certa tarde, com a casa ainda vazia, ela chegou, sentou-se em mesa do fundo e logo depois chegou o seu acompanhante. A música começava a esquentar quando o rapaz deu um grito: “Pára a musica!" Todos pensaram que fosse uma brincadeira mas o grito se repetiu mais alto. Música parada, o rapaz aos berros dizia que Lydia tinha sido roubada, que sumira dinheiro da sua bolsa e que todos deviam indenizá-la. Apesar da própria Lydia pedir que ele parasse, o tumulto continuou até que Gilberto resolveu enfrentar a fera. Falou-se até em pistola 7.65! A turma do deixa disso entrou em cena mas o “aloprado” ainda ameaçando os presentes, tomou dez cruzeiros de cada um e foi-se embora, sorrindo com o êxito da cafajestada.

A bem da verdade devo dizer que não houve tal roubo. Quando a figura chegou, só Lydia ocupava uma mesa dos fundos e dois casais ocupavam outra bem na entrada. Ninguém se aproximou dela, já que todos prestavam atenção à música. Então, graças a um cafajeste, vigarista e trambiqueiro, que mais tarde disseram ser da “puliça”, o Jazz perdeu um ótimo local frustrando os músicos que ali se apresentavam. Foi só.

Não se assustem ! Sou eu “tocando” no Key Bar” em uma das “Jam Sessions”. Tempo bom !


GAMBARINI NO NOVO MISTURA


Foi o bom Antonio quem nos enviou essas fotos inéditas, colhidas no Mistura Fina por ocasião da estréia da cantora Roberta Gambarini e do trompetista Roy Hargrove. À esquerda o fã clube da Gambarini, capitaneado por Estevão Herman e Mariozinho de Oliveira. À direita, a dupla Antonio e Mariozinho de Oliveira valorizando o evento.

O CJUB agradece ao Antonio o envio das fotos.

SEM COMENTÁRIOS

Obs.: Como nós, também Nei Lopes detectou erro crasso na coluna de O GLOBO.

Vida que segue.

JAZZ TV

Mais um episódio da Jazz TV com o programa homônimo ao do LLulla "The Subject is Jazz", apresentado por Bill Taylor em 1958. No palco, Bill Evans, Tony Scott, Art Farmer, Jimmy Cleveland, Doc Severinsen, Ed Thigpen, Mundell Lowe, Eddie Safranski e George Russell.


28 janeiro 2008

RETRATOS
08. DEXTER GORDON (E)
DISCOGRAFIA RESUMIDA - TÉRMINO

COM HAMPTON HAWES, JACKIE McLEAN - A PRESENÇA CONSTANTE DO GRANDE NIELS-HENNING ORSTED PEDERSEN

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Hampton Hawes (piano), Bob Cranshaw (baixo), Kenny Clarke (bateria)
Los Angeles, Califórnia, 06/1973
1. Modal Mood
2. Ernie's Tune
3. Smile
4. Soul Sister
5. Clear The Dex
Album do selo Up Front: Dexter Gordon Quartet.

JACKIE McLEAN - DEXTER GORDON QUINTET
Jackie McLean (sax.alto), Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Alex Riel (bateria)
"Cafe Mountmartre", Jazzhus, Copenhague, 20/07/1973
1. All Clean
2. Half Nelson
3. I Can't Get Started
4. On The Trail
5. Closing
02 albuns da SteepleChase: Jackie McLean Featuring Dexter Gordon, Volume 1 - The Meeting e Jackie McLean Featuring Dexter Gordon, Volume 2 - The Source.

DEXTER GORDON - NIELS-HENNING ORSTED PEDERSEN DUO
Dexter Gordon (sax.tenor), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo)
Copenhague, 24/05/1974
1. Old Folks
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - The Apartment.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Alex Riel (bateria)
Zurique, 23/08/1975
1. Tenor Madness
2. Wave
3. You've Changed
4. The Days Of Wine And Roses
5. The Panther
6. Montmartre
7. Sticky Wicket
8. Rhythm-A-Ning
02 albuns do selo SteepChase: Dexter Gordon - Swiss Nights, Volumes 1 e 2.

DEXTER GORDON QUINTET
Joe Newman (trumpete exceto na faixa 9, “The Days Of Wine And Roses”), Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Alex Riel (bateria)
Zurique, 24/08/1975
1. Montmartre
2. There Is No Greater Love
3. Darn That Dream
4. Wave
5. Jelly, Jelly
6. Sophisticated Lady
7. Rhythm-A-Ning
8. Tenor Madness
9. The Days Of Wine And Roses
03 albuns do selo SteepChase: os mesmos 02 indicados anteriormente mais Dexter Gordon - Swiss Nights, Volume 3.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Tete Montoliu (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Billy Higgins (bateria)
Copenhague, 14/09/1975
1. Billie's Bounce
2. Easy Living
3. Benji's Bounce
4. Catalonian Nights
5. Four
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - Bouncin' With Dex.
Uma pérola discográfica, com Dexter impulsionando o grupo e um Tete Montoliu exuberante.

DEXTER GORDON TRIO
Dexter Gordon (sax.tenor), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Alex Riel (bateria)
Copenhague, 15/06/1976
1. Nursery Blues
2. Lullaby For A Monster
3. On Green Dolphin Street
4. Born To Be Blue
5. Tayna
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - Lullaby For A Monster.

DUETO COM AL COHN - RETORNO AOS U.S.A.

AL COHN - DEXTER GORDON SEPTET
Blue Mitchell e Sam Noto (trumpetes exceto na faixa 6), Dexter Gordon e Al Cohn (saxes.tenor), Barry Harris (piano exceto na faixa 6), Sam Jones (baixo exceto na faixa 6), Louis Hayes (bateria exceto na faixa 6)
New York, 22/10/1976
1. Lady Bird
2. How Deep Is The Ocean ?
3. True Blue
4. Allen's Alley
5. Silver's Blue
6. On The Trail - dueto com Dexter Gordon e Al Cohn, uma pérola
Album da etiqueta Xanadu: Al Cohn / Dexter Gordon - Silver Blue.

DEXTER GORDON QUINTET
Woody Shaw (trumpete e flugelhorn), Dexter Gordon (sax.tenor), Ronnie Mathews (piano), Stafford James (baixo), Louis Hayes (bateria)
New York, 11 e 12/12/1976
1. Gingerbread Boy
2. Little Red's Fantasy
3. Fenja = dedicado à esposa
4. In Case You Haven't Heard
5. It's You Or No One
6. Let's Get Down
7. 'Round About Midnight
8. Backstairs
9. Fried Bananas
10. Body And Soul
Album da Columbia (LP duplo): Dexter Gordon – Homecoming - Live At The Village Vanguard. Ronnie Mathews, um “senhor pianista”, é um modelo de integração e apoio. Impressiona o entusiasmo do público ao final de cada solo de Dexter Gordon. Como já indicado anteriormente as notas na capa interna do LP são de Robert Palmer, com tradução e adaptação de LULA que incluiu nota sobre a vinda de Dexter no “Jazz São Paulo / Montreaux”.

DEXTER GORDON - SLIDE HAMPTON ORCHESTRA
Benny Bailey e Woody Shaw (trumpetes e flugelhorns), Slide Hampton e Wayne Andre (trombones), Frank Wess (sax.alto, flauta e pícolo), Dexter Gordon (saxes.tenor e soprano), Howard Johnson (sax.barítono e tuba), Bobby Hutcherson (vibrafone), George Cables (piano), Rufus Reid (baixo), Victor Lewis (bateria)
New York, 21 e 22/06/1977
1. Laura
2. The Moontrane
3. Red Top
4. Fried Bananas
5. You're Blase
6. How Insensitive
Album da Columbia: Dexter Gordon - Sophisticated Giant.
Admirável o solo de Dexter no clássico “Laura” (Johnny Mercer / David Raksin).

TEMPORADAS NO “KEYSTONE KORNER” - CARNEGIE HALL - EM CUBA - “HI-FLY”, UM TESOURO

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (saxes.tenor e soprano), George Cables (piano), Rufus Reid (baixo), Eddie Gladden (bateria)
Temporada no "Keystone Korner", San Francisco, 13, 16 e 17/05/1978
1. Antabus
2. It's You Or No One
3. Tangerine
4. Come Rain Or Come Shine
5. Body And Soul
6. Gingerbread Boy
7. I Told You So
Albuns da Blue Note: Dexter Gordon - Nights At Keystone e Dexter Gordon - Nights At The Keystone Volumes 1, 2 e 3.

DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon e Johnny Griffin (saxes.tenor), George Cables (piano), Rufus Reid (baixo) e Eddie Gladden (bateria)
"Carnegie Hall", New York, 23/09/1978
1. Blues Up And Down
2. Cheese Cake
Album da Columbia: Dexter Gordon - Great Encounters.

HAVANA JAM
Dexter Gordon e Stan Getz (saxes.tenor), Bobby Hutcherson (vibrafone), Cedar Walton (piano), Percy Heath (baixo), Tony Williams (bateria)
Nas faixas 3 e 4 participam Woody Shaw (trumpete), Hubert Laws (flauta), Arthur Blythe (sax.alto), Jimmy Heath (sax.tenor) e o percussionista local Willie Bobo
Teatro Karl-Marx, Havana, Cuba, 03 a 05/03/1979
1. Polka Dots And Moonbeams
2. Tin Tin Deo
3. Sounds For Sore Ears
4. Project S.
Album da Columbia: Various Artists - Havana Jam.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (saxes.tenor e soprano), George Cables (piano), Rufus Reid (baixo), Eddie Gladden (bateria)
Nova temporada no "Keystone Korner", San Francisco, 23, 24 e 27/03/1979
1. Sophisticated Lady
2. The Panther
3. Easy Living
4. Backstaris/Ltd
5. You've Changed
6. As Time Goes By
7. More Than You Know
Albuns da Blue Note: Dexter Gordon - Nights At Keystone e Dexter Gordon - Nights At The Keystone Volumes 1, 2 e 3.

DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Cedar Walton (piano), George Benson (guitarra), Percy Heath (baixo), Art Blakey (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 11/08/1980
1 Hi-Fly
2. Gotham City
Álbum da Columbia: Dexter Gordon - Gotham City.
Com esta sessão e a do dia seguinte foi montado o album “Gotham City”, um primor de solos e de coesão dos participantes. O solo de Dexter no clássico de Randy Weston “Hi-Fly” é antológico, com inúmeras citações de outros clássicos; no mesmo tema excelente solo de George Benson, tocando Jazz.

DEXTER GORDON QUINTET
Woody Shaw (trumpete em 1) Dexter Gordon (sax.tenor), Cedar Walton (piano), Percy Heath (baixo), Art Blakey (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 12/08/1980
1. The Blues Walk
2. A Nightingale Sang In Berkeley Square
Mesmo album anterior.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Kirk Lightsey (piano), Rufus Reid (baixo), Eddie Gladden (bateria)
New York, 05/05/1981
1…Tangerine
1. I Told You So
2. Skylark
3. Backstairs
4. It's You Or No One
5. Tanya
6. As Time Goes By
7. Jumpin' Blues
Album do selo japonês Tokyo M-Plus: Dexter Gordon – Backstairs.

AMERICAN CLASSIC - FESTIVAL AUREX

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Grover Washington Jr. (sax.soprano nas faixas 1 e 3), Shirley Scott (órgão), Eddie Gladden (bateria)
Filadélfia, 08/03/1982
1. The Jumpin' Blues
2. Besame Mucho
3. For Soul Sister
Album da Elektra / Musician: Dexter Gordon - American Classic.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Kirk Lightsey (piano), David Eubanks (baixo), Eddie Gladden (bateria)
New York, 16/05/1982
1. Sticky Wicket
2. Skylark
3. Interview With Gordon
Mesmo album anterior e citado na “homenagem” ao Mestre LULA no início deste “Retrato”.

DEXTER GORDON SEPTET
Woody Shaw (trumpete), Steve Turre (trombone), Dexter Gordon (sax.tenor), Kirk Lightsey (piano), David Eubanks (baixo), Eddie Gladden (bateria), Ray Mantilla (conga)
Playboy Jazz Festival no "Hollywood Bowl" de Los Angeles, 19 e 20/06/1982
1. Fried Bananas
2. You've Changed
Album da Elektra / Musician: Various Artists - In Performance At The Playboy Jazz Festival.

AUREX JAZZ ALL STARS
Clark Terry (trumpete e flugelhorn), J.J. Johnson e Kai Winding (trombone nas faixas 1 e 2), Dexter Gordon (sax.tenor), Tommy Flanagan (piano), Kenny Burrell (guitarra), Richard Davis (baixo), Roy Haynes (bateria)
Aurex Jazz Festival, Tóquio e Osaka, 01, 02 e 05/09/1982
1. The Snapper
2. Milestones
3. Minor Mishap
4. I Want A Little Girl
5. It's All Right With Me
6. Soba Up
7. God Bless' The Child
8. Walkin'
9. Listen To Dawn
10. Georgia On My Mind
Album da East World Jazz: Various Artists - Aurex Jazz Festival '82 All Star Jam.

INDICAÇÃO DE DEXTER GORDON PARA O “OSCAR” DE MELHOR ATOR - “OSCAR” DE TRILHA SONORA PARA HERBIE HANCOCK

HERBIE HANCOCK - DEXTER GORDON BAND
Dexter Gordon (sax.tenor), Wayne Shorter (também sax.tenor na faixa 1), Bobby Hutcherson (vibrafone na faixa 1), Herbie Hancock (piano), Pierre Michelot (baixo), Billy Higgins (bateria) e Lonette McKee (vocal no clássico de Gershwin “ How Long Has This Been Going On ?”)
Paris, 1 a 12/07/1985
1. Una Noche Con Francis
2. How Long Has This Been Going On?
3. Still Time
Album da Columbia: Herbie Hancock - Round Midnight.
Este álbum e o da Blue Note citado a seguir reunem o melhor da excelente trilha sonora do longa metragem “Por Volta da Meia Noite”. O vocal de Lonette McKee (presença marcante no longa metragem ao lado de Dexter) é absolutamente “Gershwin”.

HERBIE HANCOCK - DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Herbie Hancock (piano), John McLaughlin (guitarra), Pierre Michelot (baixo), Billy Higgins (bateria)
Studio Clair, Paris, 1 a 12/07/1985
1. Body And Soul
2. As Time Goes By
Mesmo album da Columbia anterior e album da Blue Note Dexter Gordon - The Other Side Of Round Midnight.

DEXTER GORDON QUINTET
Freddie Hubbard (trumpete), Dexter Gordon (sax.tenor), Cedar Walton (piano), Ron Carter (baixo), Tony Williams (bateria)
Studio Clair, Paris, 20 e 21/08/1985
1. Rhythm-A-Ning
2. Society Red
Mesmo album da Columbia anterior e album da Blue Note Dexter Gordon - The Other Side Of Round Midnight.

HERBIE HANCOCK - DEXTER GORDON SEPTET
Palle Mikkelborg (trumpete), Dexter Gordon (sax.tenor), Wayne Shorter (sax.soprano), Herbie Hancock (piano), Ron Carter e Mads Vinding (baixos), Billy Higgins (bateria)
Studio Davout, Paris, 22/08/1985
1. 'Round About Midnight
Album da Blue Note: Dexter Gordon - The Other Side Of Round Midnight.

DEXTER GORDON QUINTET
Palle Mikkelborg (trumpete), Dexter Gordon (sax.soprano), Cedar Walton (piano), Mads Vinding (baixo), Billy Higgins (bateria)
Studio Davout, Paris, 23/08/1985
1. Tivoli
Album da Blue Note: Dexter Gordon - The Other Side Of Round Midnight.

A ÚLTIMA GRAVAÇÃO

TONY BENNETT
Dexter Gordon (sax.tenor), Tony Bennett (vocal) mais a excepcional “cozinha” que tanto acompanhou Tony Bennett: Ralph Sharon (piano e arranjador), Paul Langosch (baixo), Joe LaBarbera (bateria)
New Jersey, 1987
1. All Of My Life
2. White Christmas
Album da Columbia: Tony Bennett – Berlin.

A seguir: RETRATOS 09 = THEODORE “FATS” NAVARRO
Uma Linha Melódica Perfeita E Tão Fugaz

27 janeiro 2008

ELES - PRIMEIRA PARTE

1) ART BLAKEY

Art Blakey foi o primeiro baterista que estudei quando resolvi levar a serio a bateria .
O que mais me chamava a atenção era como ele conduzia o ritmo, aquilo que os americanos chamam de time feel ou time keeping .
O prato de condução ou ride cymbal é o principal responsavel por essa condução.
Blakey tinha um jeito de tocar nesse prato sempre como se estivesse "empurrando" o tempo para a frente, respeitando, claro, o andamento em que a musica estava sendo tocada. Com ele o ritmo tradicional de jazz (tim-tintirim...) passou a ser mais fluido, contínuo, deixando de ser pontual. Eu praticava muito usando só o prato de condução acompanhando,o u tentando pelo menos, gravações de Blakey.

Blakey tambem era um mestre no uso dos ritmos africanos e afro cubanos na bateria. Mambos e 6/8 se tornaram uma de suas marcas registradas. Em varias musicas ele tocava esses ritmos na parte A e swing de jazz no B. Depois dele, todo mundo passou a tocar essas musicas assim. Isso cria um contraste muito interessante para a musica e, para os solistas, acrescenta variedade ritmica que ajuda na construção de suas ideias.

Blakey tem muitas gravações como sideman entre 1945 e 1955 devido a essas qualidades: condução clara, com muito swing e com esse sabor on top of the beat (na frente do tempo, numa tradução livre)que é uma das marcas da bateria no bebop.

Art Blakey é tido por alguns como o verdadeiro introdutor do prato de condução na bateria. Esse parece ser um ponto discutível ja que outros atribuem isso a Kenny Clark. Isso não importa aqui. O que importa é que Blakey é considerado "A" referencia quando se fala em condução de jazz, o grande groove. Tambem um mestre no shuffle, um ritmo caracteristico do rhythm & blues. Existem inumeras gravações de Blakey tocando shuffle, "Moanin'" é um exemplo bem caracteristico.

SOLOS - Seus solos são faceis de acompanhar mas são muito sofisticados musicalmente.
Suas ideias são apresentadas com muita clareza e com uma certa agressividade.
São construidos indo para um climax onde muitas vezes ele executava outra grande marca registrada sua que eram os rulos de caixa. Os rulos ficaram conhecidos como Blakey Rolls e são usados por todos os bateristas que tocam jazz.
A tecnica não foi inventada por ele, na verdade é antiquissima, mas Blakey fez disso um uso musical inedito.

Ele toca os "rolls" sempre num crescendo muito expressivo incorporando um recurso de articulação da linguagem orquestral ao vocabulario da bateria de jazz.

Blakey foi um dos pioneiros no uso de poliritmos e em seus solos existem varios exemplos de superposições de 6/8 com 4/4. Tambem são muito conhecidos os trade fours (trocas de 4 compassos com os outros musicos do grupo) de Blakey.

Buddy Rich dizia que ninguem superava Blakey em "trade 4's". Ele conseguia ocupar um espaço de apenas 4 compassos com muita criatividade e sempre botando mais fogo no grupo. Considero um verdadeiro tesouro, como fonte de estudo, a esses trechos de 4 compassos.

Não creio ser necessario indicar discos pois Blakey nunca fez um disco ruim, nem mesmo mediano, todos são de excelentes pra magistrais, chegando alguns a obras-primas. Os que mais escuto e escutei são "Meet You At The Jazz Corner Of The World", "A La Mode", "Witch Doctor" e "Anthenagin".

Qualquer disco com Blakey na bateria merece ser ouvido com atenção.

Tive oportunidade de ver Art Blakey ao vivo 2 vezes:

- em 1977, no Teatro João Caetano (Valery Ponomarev, trompete; David Schnitter, sax tenor; Bobby Watson, sax alto; Walter Davis Jr., piano; Dennis Irwing, baixo). Lembro que fiquei como que enfeitiçado pelo som que eles fizeram, foi um sonzaço, quem viu com certeza lembra.
- 1987, no Free Jazz, no antigo Teatro do Hotel Nacional (só lembro de Terence Blanchard no trompete).

Quem se interessar por mais detalhes tecnicos pode me procurar por email. Há um livro,"Art Blakey's Jazz Messages", de John Ramsay, professor da Berklee, que disseca varios aspectos da arte e do estilo desse Mestre, com inumeras transcrições e analises de varias gravações. Mesmo sendo um livro especifico para bateristas, com certeza traz muitas informações interessantes para pesquisadores e estudiosos em geral.

2) GRADY TATE

Eu escutava Grady Tate, e adorava, e não sabia. Ele toca no disco "Further Adventures of Jimmy and Wes", um disco que ouço desde os 11 anos de idade.
Assim como Blakey, foi sua condução no prato o que me chamou a atenção primeiro. Alem disso ele tem um balanço irresistivel e grooves sensacionais: jazz time, shuffle, boogalloo, afro-cubanos, enfim, uma versatilidade incrivel. Grady Tate tem uma sonoridade clara, a caixa e os pratos bem agudos mas nada agressivos. Ao contrario, sem ter um estilo de tocar impositivo (como Blakey) por ser sobretudo um "team player".

Mas com muita autoridade ele deixou sua marca nas inumeras gravações de que participou e não só de jazz. Há uma clara influencia de Art Blakey e Roy Haynes mas com menos notas, mais economico. A impressão que tenho é que Grady Tate pode tocar simplesmente tudo, qualquer genero ou estilo, com swing, bom gosto e musicalidade.
Em qualquer contexto ele arrasa, mas tocando com big bands eu o considero um dos mestres. Precisão e balanço impecaveis.

Gravações com Oliver Nelson, Quincy Jones, Oscar Peterson, Jimmy Smith, Wes Montgomery e tantos outros (incluindo João Gilberto e Paul Simon) que o espaço aqui não daria e que mostram o incrivel talento musical e a versatilidade desse Grande Mestre.

Há muitos anos que ele tambem se apresenta como cantor, e muito bom, com uma big band. Esteve no Brasil com Sarah Vaughn em 1980, tocaram no Canecão, mas infelizmente essa eu perdi.

O que mais eu aprendi, e aprendo ate hoje, com Grady Tate, é a simplicidade a serviço da musica. Complexo sem jamais ser complicado.

Agradecimentos especiais ao grande Gustavo (Guzz).
A seguir: Max Roach e Al Foster

26 janeiro 2008

CURIOSIDADE II



Agora, a hora e a vez dos músicos.

Qual seria o jazzman cujo nome mais vezes constou de sessões de gravações? Quer como líder ou sideman.
Dentro de 3 dias sai a lista dos que tiveram mais de 500 nomeações.
O primeiro da lista? Dêem palpites, há surpresa, garanto.

25 janeiro 2008

TAPA DE LUVA


Entrei no estúdio da Rádio Universidade FM (Londrina) para gravar mais uma edição do Londrina Jazz Club. Confesso, muito motivado. A intenção era ratificar o respeito e o reconhecimento que o norte-americano tem pelos seus músicos mais velhos que, por isso, só se aposentam por livre e espontânea vontade. Ao contrário, as gravadoras brasileiras costumam rifar os músicos chamados “velhos” e têm como cúmplice a nossa mídia em geral. Raras as exceções. Isso é coisa de país subdesenvolvido culturalmente. Há um álbum do saudoso Oliver Nelson dedicado ao presidente Kennedy. Nele, Nelson capta partes de dircursos de Kennedy e cria um tema em cima de cada um deles. O próprio presidente é ouvido no início das faixas. Numa delas ele diz: “Eu só acredito no futuro de um país e da nossa civilização a partir do completo reconhecimento do lugar do artista”. O programa apresenta CDs recentíssimos de Mark Murphy (75), Steve Kuhn (69), Nancy Wilson (70) e Phil Woods (76). E foi dedicado ao Lula (o nosso, claro), Sazinho e ao Ricardo Lopes Sampaio , conhecido aí no Rio e outro apaixonado por jazz, que mantém na própria Rádio Universidade FM um ótimo programa chamado “Louco Por Música”. Segue o set-list do programa:

01. Too Late Now (Lane & Lerner) – Mark Murphy
02. Slow Hot Wind (Mancini) – Steve Kuhn Trio
03. Be My Love (Brodzky & Chan) – Nancy Wilson
04. All The Things You Are (Kern) – Phil Woods Quintet
05. My Foolish Heart (Washington & Young) – Mark Murphy
06. Stella By Starlight (Washington & Young) – Steve Kuhn Trio
07. Old Folks (Hill & Robinson) – Nancy Wilson

……………………………………………………………………………………..
No som da caixa, Mark Murphy (Too Late Now), arranjo de Nan Schwartz e participação especial do pianista Frank Chastenier. Qualquer semelhança com Kurt Elling não é mera coincidência.


RG Sexy

Mistura Fina, 24 de Janeiro de 2008.
Roberta Gambarini
Foto: Antônio Menezes

24 janeiro 2008

NOVIDADE

Depois dizem que eu sou implicante. Mas, acabo de ler em "O Globo", na mesma coluna que informou que Charlie Parker tocou no Copacabana Palace, que o cantor Miltinho e o pianista e organista Djalma Ferreira formaram uma dupla intitulada "Milionários do Rítmo", isso nos saudosos anos cinquenta. E nós que pensávamos que "Milionários do Rítmo" era o conjunto que animava as noites da saudosa boite "Drink". Paciência !"

23 janeiro 2008

PASSATEMPO

Mais um passatempo sobre jazz. Como no anterior vou focalizar em composições. Pediria apenas que usassem como únicas referencias as gravações que indicarei a cada pergunta. Usem os seus ouvidos já treinados e calejados por anos de audições jazzísticas. Por favor nada de Google,All Music Guide,Wikipedia e etc. Só ouvidos.

E,não custa lembrar,exercitar o cérebro é garantia de que ele continuara sempre funcionando bem.

Boa sorte.

1)“Stollen Moments” é uma composição de Oliver Nelson. Bonita e muito original tem uma forma de 16 compassos. Na gravação original, do próprio autor (disco “Blues And The Abstrac Truth”) podemos ouvir que os solos são em uma forma diferente do tema. Qual é essa forma?

2) Veja essa lista de composições jazzísticas :

-Unit 7(Sam Jones) - gravação de Wes Montgomery no disco “Smokin’ at The Half Note”

-Locomotion (John Coltrane) – gravação do autor no disco “Blue Train”

- Scotch and Water (Joe Zawinull) - gravação de Cannonball Adderley no disco “Live in New York

O que elas tem em comum em relação a forma ? Não vale dizer somente que são AABA, há uma ocorrência especifica nesses temas.

3) Night in Tunísia (Dizzy Gillespie),Caravan ( Ellington,Tizol ) e Nica’s Dream tem forma AABA(Night in Tunisia tem um C que só aparece no tema e ao final de cada solo) . As três tem uma caracteristica comum alem da forma.Qual é?

Respostas ,por favor, o mais objetivas e simples possíveis.

Abraços

22 janeiro 2008

História do Jazz n° 54

Histórias do Jazz – n° 54
UM POUCO DA AND
Como todos já sabem, existe uma confraria que administramos que em 31 de Janeiro completará seu vigésimo aniversário. É a A.N.D. (Audiência Nota Dez), que funciona com reuniões mensais todas as últimas quintas –feiras de cada mês, tendo como séde a Taberna da Glória. Na verdade, sobraram quinze ou dezesseis atletas, embora já tivéssemos muitos mais. Uns saíram porque realmente não gostavam de Jazz. Outros por falta de tempo e outros auto-defenestráveis que sentiam que sua presença não era bem vinda e que realmente incomodavam. Dois vigaristas aplicaram pequenos golpes na base do “dinheiro emprestado” e atingida a meta (não pagar), se escafederam para a alegria de todos. Outro quando tinha as suas crises, “abria a lata de lixo” e ofendia a quem passasse por perto, chegando a ir a vias de fato com um companheiro Isso acontecia após o terceiro chope. Afastou-se três vezes e por sorte não tentou um novo come back.
A A.N.D. é integrada por ex-ouvintes do programa “O Assunto é Jazz” que apresentamos por quase 29 anos na Fluminense FM. De seus oito fundadores, três subiram mais cedo causando um grande desfalque ao nosso time.
Mas, tivemos também figuras pitorescas que não alcançaram o verdadeiro espírito de nossas reuniões, tomando atitudes extremas como se tivessem sido punidos por alguma falta. Vamos falar do saudoso Adauto Aragonez de Farias, guitarrista da velha guarda (Casino da Urca- Boite Drink etc.) que conhecemos através do programa. Em longa carta Aragonez queria que eu criasse um movimento e enviasse correspondência para o planalto, pedindo a proibição do rock. Quando nos encontramos pela primeira vez no Clube de Jazz do Museu do Ingá, reiterou o pedido dizendo que “o rock é o cancer da música”, Chegamos a tocar juntos no aniversário do clube e ele mostrou forte influência de Oscar Moore, do trio de Nat King Cole.
Na A.N.D. começaram os desentendimentos. Começou quando quis corrigir a pronúncia de Maxwell Johnstone que apresentava em meu programa o bloco “O beco das big-bands”. Max pronunciava béco e Aragonez em determinada tarde chegou , sentou-se ao lado do inglês e começou a ladainha : “Max, é beco e não béco como você diz”. Repetiu isso umas dez vezes tirando a paciência do nosso PHd que de repente, dispensou a fleugma britânica e disparou : “Aragonez, vai xxxxx xx xx” .Todos riram mas Mr. Max, dia seguinte ligou para todos os andistas pedindo desculpas por seu desabafo.
A segunda de Aragonez provocou gargalhadas de todos presentes. Falava-se da qualidade das comidas de restaurante e Aragonez informou que quando sua esposa tinha cólicas ele comprava quentinhas na Westfalia da Glória , onde então funcionávamos. De brincadeira perguntei para que as quentinhas e Mário Jorge emendou de primeira : “é pra colocar na barriga
da esposa por causa das cólicas”.
E a última dele foi ainda pior pois determinou a sua saída do nosso grupo .Possuímos um livro de freqüência onde os presentes assinam e posteriormente faço um resumo do que aconteceu na reunião. Aragonez passou a usar um expediente inédito. Chegava “assinava o ponto”, tomava um guaraná e saia dizendo que ia para uma reunião na Maçonaria. Na terceira vez, de brincadeira, informei : “Aragonez, se você fizer isso outra vez vou cortar seu ponto”. Ele fez e eu fingi que cortei sua assinatura no livro. Não apareceu mais e encontrando um companheiro dias depois queixou-se “não volto mais lá, o Lula cortou o meu ponto”.
Dá para entender ?

BODY AND SOUL

Campeonísssima das gravações por músicos de jazz com 1808 registros.

Apesar de uma canção simples na clássica forma AABA de 32 compassos tornou-se um grande clássico do repertório jazzista, principalmente pela progressão de acordes. O autor da melodia foi Johnny Green (1908-1989) compositor do cancioneiro norte-americano, arranjador e maestro, sendo autor de outros sucessos como Out of Nowhere. A letra foi composta por Robert Sour, Edward Heyman e Frank Eyton para a comédia musical Three's a Crowd (1930). O show permaneceu por 272 encenações e a canção sendo interpretada por Libby Holman cantora e atriz do “showbizz” da Broadway. Antes da gravação notável de Coleman Hawkins (Bluebird - B10477 – 11/10/1939 – matriz 042936-1) algumas atuações podem ser destacadas como as de: Paul Whiteman and His Orchestra (1930, Jack Fulton vocal), Annette Hanshaw (1930 - vocal), Louis Armstrong (1932, vocal e originalmente gravada em 1930), Eddie South (1933), Benny Goodman Trio (1935), Henry Allen and His Orchestra (1935, Henry Allen vocal), Art Tatum (1937), Quinteto Hot Club de France (1937), Frank Trumbauer (1937), Bob Zurke (1938), Roy Eldridge (5/8/1939), Teddy Wilson (10/8/1939) e outros. A primeira gravação do tema foi feita pelo pianista Carrol Gibbons em 16/abr/1929 antes mesmo da canção ter sido oficialmente registrada (copyrighted).
Foram gravadas ao todo 40 sessões antes de Hawkins, no entanto, todas foram sublimadas pela antológica interpretação do saxofonista tenor Coleman Hawkins com uma série de choruses improvisados de grande sutileza melódico-harmônica. Como líder Hawkins gravou 19 vezes, como sideman 9 e no Jazz At Philharmonic 4, sendo uma em 1945 – Los Angeles, outras duas no Carnegie Hall em 1947 e 49 e em 1966 no Royal Festival Hall em Londres. Existe a informação de que Hawkins gravou a canção despretensiosamente ao fim de uma sessão no estúdio da RCA Victor e, mais tarde, surpreso com o sucesso obtido declarou: —"não fiz nada além de uma balada e faço isto há anos centenas de vêzes!”
O disco fonográfico exerceu uma espécie de ditadura sobre o mundo do jazz. O sucesso imprevisto que uma gravação podia proporcionar tinha, às vêzes consequências inesperadas para o músico. Uma delas é que teria de repetir aquela execução infindáveis vêzes, dia após dia, show após show, e não podia variar muito, ou mesmo nada, pois o público ali estava esperando para ouvir aquele mesmo solo do disco, ao vivo. Hawkins nos primeiros anos repetia praticamente sua interpretação original nota a nota, mas depois de 20 anos já um tanto liberto executava a balada algo diferente e até mais charmosa.
Em 1958 o crítico e produtor Leonard Feather calculava que Hawkins teria executado pelo menos umas 6.600 vêzes Body and Soul nos 6.800 dias passados desde a data da gravação.

21 janeiro 2008

Barney Kessel, Kenny Burrell & Grant Green - Blue Mist

A rara aparição de Grant Green ficou mais emocionante por que junto a ele mais dois guitarristas, Barney Kessel e Kenny Burrell (garoto), completam um trio de guitarras do jazz sensacional.

Sem mais palavras.

18 janeiro 2008

MICHAEL CARNEY NO VELHO ARMAZEM

Dentro da programação musical à cargo de Márvio Ciribelli, apresentou-se no “Velho Armazém” em Niterói, Michael Carney, especialista no “steel drums” e também vibrafonista. Com ele o próprio Márvio, Alex Rocha ao contrabaixo e Guilherme Gonçalves na bateria. Repertório eminentemente jazzístico indo de “Blue Bossa” a “Cherokee” mostrando um grande entusiasmo dos participantes contagiando a platéia, principalmente os vinte alunos de Carney que vieram da Califórnia. Como sempre fomos homenageados por Márvio, não só anunciando nossa presença como nos dedicando a interpretação de “Cherokee”. Recebemos de presente também um CD da cantora Thais Motta (excelente) produzido por Márvio. Alex Rocha fez quEstão de me conhecer pessoalmente já que confessou ser ex-ouvinte do “O Assunto é Jazz”. Foi uma boa noite.

UM SÁBADO PERFEITO


Foi no dia quatro do corrente que aconteceu a grande aventura. Estevão Herman convidou amigos para que, em sua casa em Petrópolis, comemorassem com ele o seu aniversário. A caravana partiu da Modern Sound em luxuosa van e durante todo o percurso foram exibidos DVDs. O CJUB foi devidamente representado por Mário, Coutinho, Llulla e Sazinho, esse em grande forma, capitaneando o time e dando instruções, usando para tanto os costumeiros substantivos e verbos que Coutinho classifica como “garbage”.
Primeira ordem: “Pit Stop” no Pavelka para abastecimento. Chope, Água Tônica, Mate e Coca Cola foram os líquidos consumidos, enquanto esTe escriba matou uma saudade de trinta anos degustando com sofreguidão o famoso sanduíche de lingüiça.

Chegamos na casa de Estevão que, guardadas as devidas proporções, é uma espécie de Principado, embora ele não pertença a família real. Fomos recebidos com muito carinho por ele e a sua bonita família, e após uma rápida visita a algumas dependências, nos instalamos no bar da piscina. Ali, entre bebidas e canapés, a conversa animada com a participação geral e o humor muito bem representado pelo radialista Luiz de França.

Recordamos com Estevão, Coutinho e Beltrão o tempo das Lojas Murray, seus freqüentadores, casos acontecidos etc. De repente veio a ordem para que todos fossemos examinar a “pièce de resistence” do almoço, um Vermelho já com maioridade com cerca de 15 quilos, que foi imolado em forno de lenha em homenagem aos Deuses do Jazz. Mário analisou a peça e sugeriu que a mesma, como Shadrack, Misak e Abdenago, voltasse para a fornalha, o que foi feito. Voltamos para o bar vendo o Red Label , como um beija-flor, dar voltas olímpicas, molhando os copos de Sazinho, Mário e Coutinho. Toca o sino chamando a galera para o almoço. Chegou o Vermelho devidamente guarnecido, que se submeteu a uma cirurgia executada por um dos filhos de Estevão.

Além do Vermelhão, tivemos lombo de porco, que Coutinho quis promover a javali e deliciosos feijão, arroz e farofa. Isso sem falar na “ouverture” que foi um monumental jogo de saladas.

Voltamos para a sala de música, um primor, devidamente guarnecida com piano de cauda, contrabaixo e uma bateria “Gretsch”, e um turbilhão de peças fonográficas de Lps a DVDs, sem falar em Cds, dos quais Estevão possui mais de trezentos só do trumpetista Chet Baker. Ao lado a sala de cinema, onde pudemos assistir a takes de Shirley Horn, um Piano Workshop, realizado em Berlim em 1965 e ao sensacional ”Spok Frevo”, um primor da cultura musical brasileira alicerçada no Jazz. Ou seja, todos os solistas improvisam com fraseado jazzistico e apresentando um swing contagiante.

Voltamos ao bar da piscina onde pudemos observar novos passos do “Johnny Walker” sempre em direção aos mesmos fregueses. Fomos chamados para a sala para o tradicional “parabéns pra você”, repetido algumas vezes para que duas dos onze netos de Estevão pudessem apagar as velinhas. Aí entrou o lado sério da solenidade com a palavra dada a Luiz de França. Seu “speech” foi realmente sensacional e mostrou que o mesmo possui um largo conhecimento do vernáculo. Grande França!

Volta ao bar da piscina onde as conversas continuaram e muitas fotos foram tiradas. Enquanto nossa van já estava no estacionamento aguardando a comitiva, o motorista se mostrou preocupado com o horário, já que tinha outro trabalho a cumprir. Foi difícil reunir o pessoal. Enquanto isso, fiquei recordando algumas passagens do dia. A casa de hóspedes (eu disse casa e não quarto) onde já dormiram Harry James e Dave Brubeck e onde um pequeno e valente cão quase “desarmou” Coutinho. A hospitalidade com que fomos recebidos pela bonita família de Estevão, o canto dos pássaros, a bronca que as araras deram em Mário quando esse foi fotografá-las, a conversa sempre engraçada de Luiz de França e a confraternização entre todos os convidados.

Finalmente partimos de volta ao Rio e Sázinho, ainda em grande forma, premiou a todos com seus conhecidos termos eclesiásticos. Foi um sábado feliz!


O CJUB agradece a Antonio a cessão das fotos.



PASSATEMPO

Sem pretensões maiores que a pura e simples diversão aqui vão algumas perguntas sobre jazz.
Resultados serão publicados em breve.
Puxem pela cabeça, é a melhor ginástica para o cérebro.
Boa sorte!

1) Qual dessas musicas NÃO É um blues:
a) Au Privave
b) Tenor Madness
c) Doodlin'
d) Minority
e) Bag's Groove

2) Qual dessas composições abaixo é de Horace Silver:
a) Dexterity
b) Ceora
c) Cookin' At The Continental
d) Half Nelson
e) Unit 7

3) Quem é o compositor de “Four”:

a) Sonny Rollins; b) Red Garland; c) Nat Adderlley; d) Miles Davis; e) Oliver Nelson

4) Quem é o compositor de “ Groovin’ High”?

a) Charlie Parker; b) Duke Jordan; c) Dizzy Gillespie; d) Lee Morgan; e) Winton Kelly

5 ) Qual dessas musicas é de Charlie Parker:

a) Well You Needn’t; b) Barbados; c) Walkin’; d) Tip Toe; e) Speedball


As perguntas são relativamente fáceis, são só um “aquecimento”. No próximo, prometo pegar um pouco mais pesado.

Abraços a todos

17 janeiro 2008

GAMBARINI E HARGROVE NO MISTURA

Eles estão retornando ao Mistura Fina nos dias 24, 25 e 26, como ja informou o cejubiano Bragil.

Dessa vez vamos barrar o intruso, deixar sua foto com os seguranças da casa. Ele não entra!

Assim podemos ter a continuação do memorável concerto passado.
Pra quem não esteve lá, um filmete com a retrospectiva. Não sei o nome dos músicos, quem souber, por favor, pode listar.

16 janeiro 2008

MÚSICA NA CIDADE

Aproveitando a dica do André Tandeta sobre o nôvo local onde se ouve boa música em Laranjeiras (Espaço Rio Carioca), segue a programação desta sexta feira - 18.01.2008, às 20:00

KIKO CONTINENTINO TRIO, com Kiko Continentino ao piano elétrico, Alberto Continentino ao Baixo e Cláuton (Neguinho) Salles na bateria e trumpete

O endereço é Rua das Laranjeiras 307 - Anexo (a referência [é a Rua leite Leal - casas Casadas) e o couvert é de R$ 10,00 e 2225 73 32.

E aproveitando o ensejo, lembro para quem já ouviu o DUO do Kiko Continentino (Piano Acústico) e Paulo Russo (Baixo Acústico), que eles estarão tocando na Sala Baden Powel na próxima terça feira 22.01.2008 às 19:00...

Beto Kessel

15 janeiro 2008

RETRATOS
08.
DEXTER GORDON (D)
DISCOGRAFIA RESUMIDA - SEQÜÊNCIA

GRANDES ACOMPANHANTES: PEPPER ADAMS, HERBIE HANCOCK, BUD POWELL

PONY POINDEXTER NONET
Phil Woods, Pony Poindexter (também no soprano) e Gene Quill (saxes.alto), Dexter Gordon e Billy Mitchell (sax.tenor), Pepper Adams (sax.barítono), Gildo Mahones (piano), Bill Yancey (baixo), Charlie Persip (bateria)
New York, 10/05/1962
1. Cattin' Latin
2. Pony's Express
3. Artistry In Rhythm
4. Salt Peanuts
5. Struttin' With Some Barbecue
6. Rudolph The Red-Nosed Reindeer
Album da Columbia: Various Artists - Jingle Bell Jazz. Album da Epic: Pony Poindexter - Pony's Express.

HERBIE HANCOCK QUINTET
Freddie Hubbard (trumpete e flugelhorn), Dexter Gordon (sax.tenor), Herbie Hancock (piano), Butch Warren (baixo), Billy Higgins (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 28/05/1962
1. Empty Pockets
2. Empty Pockets (alternate take)
3. Three Bags Full
4. Three Bags Full (alternate take)
5. Watermelon Man
6. Watermelon Man (alternate take)
7. The Maze
8. Driftin'
9. Alone And I
Faixas encontradas em diversos albuns da Blue Note: Herbie Hancock - Takin' Off, Herbie Hancock Best Album, The Best Of Herbie Hancock, Various Artists - The Best Of Blue Note-Volume 2, Herbie Hancock - Watermelon Man with Three Bags Full e Herbie Hancock - Driftin' with Alone And I.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Sonny Clark (piano), Butch Warren (baixo), Billy Higgins (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 27/08/1962
1. Three O'Clock In The Morning
2. Second Balcony Jump
3. Where Are You?
4. Cheese Cake
5. I Guess I'll Hang My Tears Out To Dry
6. Love For Sale
Album da Blue Note: Dexter Gordon - Go!
Esta gravação e a próxima são indispensáveis em qualquer discoteca /cdteca de Dexter Gordon: concepções melódicas, humor, toda uma musicalidade que nos revela um tenorista absolutamente lógico em seus solos.

DEXTER GORDON QUARTET
Mesma formação e local anteriores, 29/08/1962
1. McSplivens
2. The Back Bone
3. Soy Califa
4. You Stepped Out Of A Dream
5. Until The Real Thing Comes Along
6. Don't Explain
Albuns da Blue Note: Dexter Gordon - A Swingin' Affair e Dexter Gordon Best Album.

DEXTER GORDON WITH THE THREE BOSSES
Dexter Gordon (sax.tenor), Bud Powell (piano), Pierre Michelot (baixo), Kenny Clarke (bateria)
Estúdios da CBS em Paris, 23/05/1963
1. Our Love Is Here To Stay
2. Broadway
3. Stairway To The Stars
4. A Night In Tunisia
5. Willow Weep For Me
6. Scrapple From The Apple
Albuns da Blue Note: Bud Powell - Alternate Takes e Dexter Gordon - Our Man In Paris.

AINDA NA EUROPA: COM DONALD BYRD E TETE MONTOLIU

DEXTER GORDON QUINTET
Donald Byrd (trumpete nas faixas 1 e 2), Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Art Taylor (bateria)
Barclay Studios, Paris, 02/06/1964
1. Coppin' The Haven
2. Tanya
3. Kong Neptune = King Neptune
4. Darn That Dream
Albuns da Blue Note: Dexter Gordon - One Flight Up e Dexter Gordon Best Album.

DEXTER GORDON QUARTET (como curiosidades nesta gravação e nas 03 seguintes, todas tomadas ao vivo no reduto dinamarquês de Dexter, temos seu vocal e o pianista Tete Montoliu)
Dexter Gordon (sax.tenor), Tete Montoliu (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Alex Riel (bateria)
"Cafe Mountmartre", Jazzhus, Copenhague, 11/06/1964
1. Cheese Cake
2. Manha De Carnaval
3. Second Balcony Jump
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - Cheese Cake: Dexter In Radioland, Volume 2.
As gravações dessa época com o catalão Tete Montoliu são todas e sem exceção absolutamente irretocáveis. A obra de Tete Montoliu é de uma qualidade superior.

DEXTER GORDON QUARTET
Mesma formação e local anteriores, 23/07/1964
1. Love For Sale
2. I Guess I'll Hang My Tears Out To Dry
3. Big Fat Butterfly
4. Soul Sister
5. Cherokee
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - Love For Sale: Dexter In Radioland, Volume 5.

DEXTER GORDON QUARTET
Mesma formação e local anteriores, 06/08/1964
1. Just Friends
2. Three O'Clock In The Morning
3. Where Are You?
4. It's You Or No One
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - It's You Or No One: Dexter In Radioland, Volume 6.

DEXTER GORDON QUARTET
Mesma formação e local anteriores, 20/08/1964
1. Billie's Bounce
2. Satin Doll
3. Soul Sister
4. A Night In Tunisia
Album da SteepleChase: Dexter Gordon - Billie's Bounce: Dexter In Radioland, Volume 7.

COM PIANISTAS “GIGANTES”: BARRY HARRIS, JAKI BYARD, KENNY DREW

DEXTER GORDON QUINTET
Freddie Hubbard (trumpete exceto na faixa 4) Dexter Gordon (sax.tenor), Barry Harris (piano), Bob Cranshaw (baixo exceto na faixa 2, substituido por Ben Tucker), Billy Higgins (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 27/05/1965
1. Hanky Panky
2. Devilette
3. Clubhouse
4. Jodi
5. I'm A Fool To Want You
6. Lady Iris B
Album da Blue Note: Dexter Gordon – Clubhouse.
Mesmo sendo Dexter o titular da gravação, temos aquí o “professor e pianista” Barry Harris em estado de graça: um mestre maior do teclado.

BOOKER ERVIN - DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon e Booker Ervin (saxes.tenor), Jaki Byard (piano), Reggie Workman (baixo), Alan Dawson (bateria)
Munique, 27/10/1965
1. Settin' The Space
2. Dexter's Deck
Album da Prestige: Booker Ervin / Dexter Gordon - Setting The Space.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Albert Heath (bateria)
"Cafe Mountmartre", Jazzhus, Copenhague, 20/07/1967
1. Sonnymoon For Two
2. For All We Know
3. Devilette
4. Doxy
5. Like Someone In Love
6. Body And Soul
7. There Will Never Be Another You
8. Blues Walk
9. Come Rain Or Come Shine
10. Misty
02 albuns da Black Lion: Dexter Gordon - The Montmartre Collection, Volumes 1 e 2.

NA EUROPA COM O “LITTLE GIANT” E BEN WEBSTER

JOHNNY GRIFFIN - DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon e Johnny Griffin (saxes.tenor), Hampton Hawes (piano), Jimmy Woode (baixo), Kenny Clarke (bateria)
Alemanha, 25/01/1968
1. Blues Up And Down
Album da Joker e da Lotus: Johnny Griffin / Dexter Gordon - Jazz Undulation.

BEN WEBSTER AND HIS ORCHESTRA
Allan Botschinsky, Palle Bolvig, Perry Knudsen e Palle Mikkelborg (trumpetes), Per Espersen, Ole Kurt Jensen, Torolf Molgaard e Axel Windfeld (trombones), Dexter Gordon, Bem Webster, Uffe Karskov, Bent Nielsen, Sahib Shihab e Jesper Thilo (saxes), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Albert Heath (bateria), mais naipe de cordas nas faixas 3 e 4
Copenhague, 06/1968
1. Stompy Jones
2. Cottontail
3. I’m Going Home
4. Come Sunday
Album da Storyville: Ben Webster - Master Of Jazz, Volume 5.

DEXTER GORDON - SLIDE HAMPTON SEXTET
Dizzy Reece (trumpete exceto na faixa 5) Slide Hampton (trombone execeto na faixa 5), Dexter Gordon (sax.tenor), Kenny Drew (piano), Niels-Henning Orsted Pedersen (baixo), Art Taylor (bateria)
Copenhague, 10/03/1969
1. My Blues
2. You Don't Know What Love Is
3. A New Thing
4. What's New?
5. The Shadow Of Your Smile
6. A Day In Vienna
Album da MPS/BASF: Dexter Gordon - A Day In Copenhagen.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Barry Harris (piano), Buster Williams (baixo), Albert Heath (bateria)
New York, 04/04/1969
1. The Rainbow People
2. Stanley The Steamer
3. Those Were The Days
4. Meditation
5. Fried Bananas
6. Boston Bernie
7. Dinner For One Please James
Albuns da Prestige e Fantasy: Dexter Gordon - The Tower Of Power!, Dexter Gordon - Power! e Dexter Gordon - More Power!.

BOAS COMPANHIAS: ALBUNS ESSENCIAIS !

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Bobby Timmons (piano), Victor Gaskin (baixo), Percy Brice (bateria)
'The Left Bank Jazz Society', "The Famous Ballroom", Baltimore, 04/05/1969
1. Broadway
2. Boston Bernie
3. In A Sentimental Mood
4. Blues Up And Down
5. Rhythm-A-Ning
6. Misty
7. Love For Sale
Albuns da Prestige: Dexter Gordon - L.T.D. e Dexter Gordon – XXL.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Tommy Flanagan (piano), Larry Ridley (baixo), Alan Dawson (bateria)
New York, 07/07/1970
1. The Panther!
2. Body And Soul
3. Valse Robin
4. Mrs. Miniver
5. The Christmas Song
6. The Blues Walk
Albuns da Prestige: Dexter Gordon - The Panther! e Dexter Gordon Plays The Blues - Blue Dex.

THE CHARLIE PARKER MEMORIAL CONCERT
Red Rodney (trumpete), Dexter Gordon e Von Freeman (saxes.tenor), Jodie Christian (piano), Rufus Reid (baixo), Roy Haynes (bateria)
'The Charlie Parker Memorial Concert', Roosevelt College, Chicago, 02/08/1970
1. Groovin' High
2. Billie's Bounce
Albuns da Cadet e da Chess: Various Artists - The Charlie Parker Memorial Concert.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), George Cables (piano), Rufus Reed (baixo), Eddie Gladden (bateria)
San Diego, Califórnia, 17/10/1971
1. Secret Love
2. Tannya
3. Body And Soul
Album do selo Arco: Dexter Gordon - Body And Soul.

DEXTER GORDON QUINTET
Thad Jones (trumpete e flugelhorn), Dexter Gordon (sax.tenor), Hank Jones (piano), Stanley Clarke (baixo), Louis Hayes (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 22/06/1972
1. Ca'Purange
2. The First Time Ever I Saw Your Face
3. Oh! Karen O
4. Airegin
5. Airegin (alt. take)
6. Tangerine
7. August Blues
8. What It Was
Albuns da Prestige: Dexter Gordon - Ca'Purange, Dexter Gordon – Tangerine e Dexter Gordon Plays The Blues - Blue Dex.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor), Cedar Walton (piano), Buster Williams (baixo), Billy Higgins (bateria)
Rudy Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey, 28/06/1972
1. The Days Of Wine And Roses
Albuns da Prestige e da Fantasy: Dexter Gordon – Tangerine.

FESTIVAL - COM MINGUS

NEWPORT IN NEW YORK '72
Howard McGhee e Clark Terry (trumpete), Dexter Gordon e Sonny Stitt (saxes.tenor), Gary Burton (vibrafone), George Duke (piano), Jimmy Smith (órgão), Al McKibbon (baixo), Art Blakey (bateria)
Radio City Music Hall (lembrar que Vincent Minelli, diretor cinematográfico, marido de Judy Garland e pai da Lisa Minelli, foi o diretor musical do “Radio City” durante anos), New York, 06/07/1972
1. Blue 'N' Boogie
Album da Atlantic: Various Artists - Newport In New York '72: The Jam Sessions, Volume 4. Albuns da Cobblestone: Various Artists - Newport In New York '72: The Jam Sessions, Volumes 3 e 4 e Various Artists - Newport In New York '72.

CHARLES MINGUS QUINTET FEATURING DEXTER GORDON
Charles McPherson (sax.alto), Dexter Gordon (sax.tenor), John Foster (piano), Charles Mingus (baixo), Roy Brooks (bateria)
Copenhague, 28/08/1972
1. Jelly Roll Muddy Blues
Album da White Label: Charles Mingus Quintet Featuring Dexter Gordon.

DEXTER GORDON QUARTET
Dexter Gordon (sax.tenor e vocal), Rob Agerbeek (piano), Henk Haverhoek (baixo), Eric Ineke (bateria)
The Hague, Holanda, 02/11/1972
1. Some Other Blues
2. Stablemates
3. The Shadow Of Your Smile
4. Jelly Jelly
5. You Stepped Out Of A Dream
Album da Dexterity: All Souls' Dexter Gordon.

BEN WEBSTER - DEXTER GORDON QUINTET
Dexter Gordon e Ben Webster (saxes.tenor, sendo que Ben apenas nas faixas 2 e 4), Kenny Drew (piano), Bo Stief (baixo), Ed Thigpen (bateria)
Suiça, 11/11/1972
1. Some Other Blues
2. In A Mellotone
3. Didn't We
4. Perdido
Album da TCB suissa: Ben Webster / Dexter Gordon - Baden 1972: Swiss Radio Days Jazz Series, Volume 10.

Segue em (E) - DISCOGRAFIA RESUMIDA - TÉRMINO

14 janeiro 2008

CURIOSIDADE - TEMAS MAIS GRAVADOS



O grande tema vencedor é BODY AND SOUL com 1808 sessões de gravação.
A fonte de pesquisa é THE JAZZ DISCOGRAPHY – TOM LORD –Versão 8.0 (2007) na qual são listados 1.054.372 títulos de temas gravados por músicos de jazz de todas as escolas como Bandas pré-jazz, Tradicional, Swing, Bop, Free, Avant Garde, Fusion, Third Stream, Smooth, etc. cobrindo o período de 1896 até 2007 a nível mundial. As canções com mais de 500 gravações:


1 BODY AND SOUL 1808
2 ST LOUIS BLUES 1681
3 SUMMERTIME 1429
4 SWEET GEORGIA BROWN 1347
5 TAKE THE A TRAIN 1278
6 CARAVAN 1270
7 ROUND MIDNIGHT 1251
8 STARDUST 1186
9 ALL THE THINGS YOU ARE 1172
10 MU FUNNY VALENTINE 1109
11 AUTUMN LEAVES 1092
12 YESTERDAYS 974
13 STELLA BY STARLIGHT 966
14 BASIN STREET BLUES 966
15 WHEN THE SAINTS GO MARCHING IN 946
16 SOPHISTICATED LADY 937
17 LOVER MAN 919
18 IN A SENTIMENTAL MOOD 909
19 SATIN DOLL 882
20 I CAN’T GET STARTED 878
21 TIGER RAG 870
22 THE MAN I LOVE 842
23 INDIANA 838
24 LOVE FOR SALE 817
25 ROYAL GARDEN BLUES 805
26 ON THE SUNNY SIDE OF THE STREET 802
27 WILLOW WEEP FOR ME 798
28 WHAT IS THE THING CALLED LOVE 783
29 GEORGIA ON MY MIND 774
30 ALL OF ME 771
31 PERDIDO 759
32 YOU DON’T KNOW WHAT LOVE IS 749
33 HOW HIGHT THE MOON 748
34 MUSKRAT RAMBLE 734
35 JUST A CLOSE WALK WITH THEE 728
36 CHEROKEE 716
37 TEA FOR TWO 707
38 ON GREEN DOLPHIN STREET 704
39 A NIGHT IN TUNISIA 691
40 IT DON’T MEAN A THING IF IT ….. 690
41 I CAN’T GIVE YOU ANYTHING BUT LOVE 689
42 NIGHT AND DAY 678
43 I’LL REMEMBER APRIL 665
44 I GOT RHYTHM 661
45 WHAT’S NEW 657
46 TENDERLY 650
47 I GOT IT BAD 649
48 TIM ROOF BLUES 640
49 THESE FOOLISH THINGS 639
50 HIGHT SOCIETY 634
51 BUT NOT FOR ME 624
52 MISTY 623
53 LAURA 623
54 SOLITUDE 618
55 PRELUDE TO A KISS 614
56 SWEET LORRAINE 613
57 OVER THE TAINBOW 610
58 THAT’S A PLENTY 609
59 LIMEHOUSE BLUES 604
60 THERE WILL NEVER BE ANOTHER YOU 600
61 ALONE TOGHETER 599
62 OUT OF NOWHERE 596
63 BLUES ou THE BLUES 591
64 LUSH LIFE 590
65 BYE, BYE, BLACKBIRD 590
66 HERE’S THAT RAINNY DAY 584
67 THINGS AIN’T WHAT THEY USE TO BE 579
68 MY ROMANCE 568
69 STRUTTIN’ WITH SOME BARBACUE 565
70 MY FOOLISH HEART 565
71 THE NEARNESS OF YOU 556
72 SKYLARK 553
73 SOMEONE TO WATCH OVER ME 552
74 YOU GO TO MY HEAD 551
75 LOVE IS HERE TO STAY 547
76 JUST FRIENDS 545
77 SOFTLY AS IN A MORNING SUNRISE 543
78 THE SHEIK OF ARABY 540
79 I LOVE YOU 539
80 MEMORIES OF YOU 538
81 HOW DEEP IS THE OCEAN 536
82 DINAH 536
83 S’ WONDERFUL 535
84 C JAM BLUES 527
85 BLUE SKIES 525
86 MY ONE AND ONLY LOVE 521
87 I’M GETTING SENTIMENTAL OVER YOU 520
88 ST JAMES INFIRMARY 518
89 IN A MELLOW TONE 517
90 SOME OF THESE DAYS 516
91 LIKE SOMEONE IN LOVE 514
92 IT COULD HAPPEN TO YOU 513
93 JUST ONE OF THOSE THINGS 509
94 WOLVERINE BLUES 504
95 LOVER COME BACK TO ME 503

Se alguém se interessar por algum tema em particular é só solicitar no comentário.

13 janeiro 2008

OS MELHORES CDS DE 2007

A revista JazzTimes publicou os 50 melhores cds do ano, tirados das listas de 10 melhores de seus críticos ( 36 votaram).

1º - Pilgrimage - Michael Brecker
2º - Sky Blue - Maria Schneider
3º - A Tale of God's Will - Terence Blanchard
4º - River:The Joni Letters - Herbie Hancock
5º - Back East - Joshua Redman
6º - My Foolish Heart - Keith Jarrett
7º - Red Earth - Dee Dee Bridgewater
8º - Time and Time Again - Paul Motian + Bill Frisell + Joe Lovano
9º - Kids - Joe Lovano & Hank Jones
10º- Quartet - McCoy Tyner
11º- Brown Street - Joe Zawinul & WDR Big Band
12º- With Love - Charles Tolliver Big Band
13º- The Third Quartet - John Abercrombie

Também a JJA - Jazz Journalists Association, publicou as listas dos 10 melhores cds de seus associados (35 votaram), sem colocação definida. Como informação adicional, os mais votados foram os seguintes :

1º - Sky Blue - Maria Schneider
2º - Kids - Joe Lovano & Hank Jones
3º - Pilgrimage - Michael Brecker
4º - Quartet - McCoy Tyner
5º - The Lost Chords Find Paolo Fresu - Carla Bley
6º - Back East - Joshua Redman
7º - A Tale of God's Will - Terence Blanchard
7º - River:The Joni Letters - Herbie Hancock
7º - The Third Quartet - John Abercrombie
10º- My Foolish Heart - Keith Jarrett
10º- Red Earth - Dee Dee Bridgewater
10º- Time and Time Again - Paul Motian + Bill Frisell + Joe Lovano
13º- Nightmoves - Kurt Elling

Downbeat, listou os melhores cds do ano, baseada nas notas atribuídas pelos seus críticos ao longo de 2007. Vou listar apenas os 5 e 4,5 estrelas ( Jazz )

5 Estrelas

Sky Blue - Maria Schneider
Ojos Negros - Dino Saluzzi & Anja Lechner

4,5 estrelas

kids - Joe Lovano & Hank Jones
Nightmoves - Kurt Elling
Hommage - Bill Holman Big Band
In Pursuit - Donny McCaslin
Disorder at the Border:The Music of Coleman Hawkins - Bennie Wallace
No One Else But Kenny - Kenny Davern
Turnstile - Harry Allen & Randy Sandke
Basically Baker - Buselli & Wallarab Jazz Orchestra
Frontier Traffic - Charlie Mariano
One More : The Summary-Music of Thad Jones Vol. 2 - Vários Artistas

Finalmente, o cd histórico ou reedição mais votado em todas nas listas foi o seguinte : Cornell 1964 - Charles Mingus Sextet com Eric Dolphy.

Bragil






GAMBARINI NO MISTURA


Roberta Gambarini e Roy Hargrove vão se apresentar no Mistura Fina dias 24,25 e 26 em 2 sets ( 19:30 e 22:00h). Outro show de qualidade na volta do Mistura.

11 janeiro 2008

CURIOSIDADE...

Dados estatísticos por vezes não servem para coisa alguma, outras vezes para muita coisa ou ainda apenas como reles CURIOSIDADE e este é o caso.
Então, qual seria o tema com maior número de sessões de gravações fonográficas feitas por músicos de Jazz?

Talvez a maioria dos leitores cjubianos possam avaliar - não é difícil, mas e o segundo ? o terceiro? e ........ qual seria o número de vezes? 500, 800, 1000, 1400, 1600, 2000?

Dentro de 3 dias publicarei aqui a lista dos temas mais gravados em Jazz, acima de 500 vezes, ok? Até lá e.... dêem seus palpipes.