Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

31 dezembro 2008

CJUB DESEJA UM FELIZ 2009 A TODOS

Fortes emoções musicais (e cada vez mais visuais), alinhadas a deliciosas polêmicas e preciosas lições que, reunidas, formam, sem longínquo rival que seja, a maior enciclopédia jazzística da internet brasileira, tudo isto - e muito, muito mais - forma o CJUB. Mas nenhum destes ingredientes, por mais que as afinidades agreguem e nos venham agregando ao longo destes já quase nove anos, nenhum deles jamais se sobrepôs à singela essência do sucesso do blog: amizades cada vez mais sólidas e sempre desinteressadas. Em resumo: simplesmente ouvir e ver jazz, indicar discos, compartilhar experiências em concertos, criticar, dissentir, contar piadas, rir e enfurecer-se do que é gosto para um e mau-gosto para outro, trocar e-mails, almoçar juntos (o que poderíamos resgatar mais), ir a shows (e até ser "expulsos" de outros), prestigiar os jazzistas que aqui vivem e aqueles que nos visitam em festivais e clubes, enfim, compartir o prazer de estar junto, com quem a gente gosta, com quem a gente se importa, e com quem gosta do que a gente gosta. Existe algo melhor ?

Claro! Só mesmo um 2009 cheio de paz, saúde, e todos os demais clichês que vocês sempre ouvem nesta época, mas tudo sem crise, e, principalmente, com o CJUB do jeitinho que ele é: sensacional e irresistível !

São estes os nossos votos aos Mestres, editores, colaboradores, comentaristas e visitantes, aqueles que tornaram e tornam absolutamente única esta modesta confraria do improvável mas maravilhosamente possível e real.

29 dezembro 2008

MORRE FREDDIE HUBBARD

Aos 70 anos, quem nos deixa é o trompetista Freddie Hubbard (1938-2008).
Faleceu em Los Angeles nesta segunda, 29, onde estava hospitalizado há 1 mês vítima de um ataque cardíaco.

Deixa uma grande discografia.
Um trompete que soou muito jazz onde nos '60 onde foi sideman de quase todos os grandes nomes como Oliver Nelson, Hancock, Shorter, Sonny Rollins, Ornette Coleman, Art Blakey, entre outros, e foi lider em muitos títulos do selo Blue Note. Nos 70 foi nome forte do selo CTI e promoveu também a fusão com outros elementos da música como soul, funk e o jazz rock.

Descanse em paz !

MUDANÇA NOS COMENTÁRIOS DO BLOG

Aos amigos e visitantes do CJUB

Nosso serviço de comentários, antes provido pelo YACCS, fechou as portas e com isso tivemos que procurar alternativas para a continuidade dos nossos debates, nossas discussões e troca de idéias entre as pessoas que aqui convivem.

Pois bem, não tivemos muita alternativa senão usar o serviço do próprio Blogger, que hospeda este site. No entanto, a triste notícia é que perdemos, aqui, todo o conteúdo que já foi postado por todos nós; mas conseguimos manter o site com o mesmo design.
Os comentários passados estão salvos e assim que encontrarmos uma outra alternativa para hospedá-los faremos com certeza, afinal a opinião de todos os que frequentam aqui sempre é muito importante e sem dúvida alguma são registros de conteúdo essencial para os amantes do jazz e da boa música.

Assim, iniciamos um novo ciclo de mensagens aqui no CJUB.
Vamos aprimorar este modelo, mas ficamos por aqui e esperamos a compreensão de todos.

Um grande abraço do CJUB e um FELIZ NATAL a todos !

22 dezembro 2008

MUSICAS DE NATAL

É difícil agradar a todos, mas me vi numa missão de programar músicas e vídeos para o Natal em casa.

Tem gente de Minas, do Paraná e de Jacarepaguá. Mas dentre algumas escolhi uma do DVD, escrita pelo Jimmy Giuffre, para compartilhar com voces e desejar a todos um Feliz Natal.

21 dezembro 2008

O DESAFIO DO LONGE

Dois artigos do JB de hoje falam da fraca localização da Cidade da Música, situada na Barra da Tijuca, primeiramente destinada a eventos de música clássica.

Ronaldo Miranda, compositor clássico e crítico musical e Miriam Dauelsberg, musicista, professora de música e dona da Dell'Arte Produções, tem consciência que o público residente na Barra da Tijuca não é de gostar de música clássica e, por isso, não irá a eventos desse tipo na Cidade da Música. Miriam já mandou inúmeras malas direta para moradores da Barra e obteve um retorno muito fraco, quando de suas produções de música clássica no Theatro Municipal e na Sala Cecilia Meireles.

Também sabemos que o lugar não se presta para o jazz, a grande maioria dos moradores da Barra da Tijuca veio dos suburbios do Rio, são chamados emergentes. Seus gostos musicais são duvidosos, ficando mais para o samba, forró, sertanejo e MPB tipo Roberto Carlos e afins.

As casas de jazz que abriram pela Barra fecharam em pouco tempo. As diversas produtoras não se arriscam mais, fazem lançamentos, shows e concertos na zona sul.

Está aberto um desafio para os produtores de música clássica e jazz, mas é certo que durante um bom tempo não iremos saber de concertos dessas modalidades, frequentados pelos apreciadores, na Cidade da Música.

MUSEU DE CERA # 50 - A WEATHER BIRD




O Museu de Cera chega a meia centena de postagens desde nosso início a 6/out/2006. Selecionamos então uma das apresentações mais fantásticas em nosso horizonte de gravações, ou seja daquelas feitas até os anos 40.
Trata-se de um magnífico duo - piano e trompete com Earl “Fatha” Hines e Louis “Satchmo” Armstrong dois dos maiores músicos que o Jazz já teve.
Hines é o pai do piano moderno, rompendo com as estruturas até ali aplicadas por Jelly Roll e ultrapassando os bons pianistas do stride e do boogie. Seu “trumpet-style” em que formava frases à semelhança dos trompetistas empregando as oitavas na mão direita sobre um forte acompanhamento sincopado na esquerda, registra sua marca. Seus solos são intrigantes, com ataques secos, interrupções abruptas do rítmo, inesperadas acentuações e breaks, sempre audaciosamente inventivo. A influência de Armstrong é evidente. A partir de 1928 com suas gravações junto a Armstrong passa a inspirar os demais pianistas como: Billy Kyle, Nat Cole, Teddy Wilson, Art Tatum, Eddie Heywood, Horace Henderson e muito outros...
Se Hines é genial Armstrong é divinal.
Falar de Armstrong se torna difícil para não ser redundante com o que todos sabem. Entretanto de suas maravilhosas qualidades de músico se destaca como inegável a maior influência de toda a história do Jazz (Ah!... e Parker? é outra coisa). Armstrong deu a conotação que o Jazz deveria possuir para ser o que se denominou por música de Jazz. Claro que a partir de outro magnífico background que foi Jelly Roll Morton.
Armstrong também suplantou as rígidas estruturas fundamentalistas de New Orleans no sentido das correntes e atitudes de cunho conservador que enfatizavam a obediência rigorosa e literal a um conjunto de princípios básicos centrados na polifonia e na improvisação coletiva.
Suponho que Armstrong tenha pensado: - vou criar, vou inventar, vou solar intensamente e todos hão de me seguir (hey folks!) – assim que se deve fazer.... Montou os Hot Fives e Hot Seven e mostrou - assim deverá ser o Jazz.
A Weather Bird é o exemplo deste arrojo todo concentrado em apenas 2 músicos. Se existem também 7 Maravilhas no Jazz esta é uma delas.
A WEATHER BIRD (Louis Armstrong) – Earl Hines ao piano e Louis Armstrong ao trompete.
Gravação original: 5/dezembro/1928 – selo Okeh 41454, Chicago
Fonte:CD NEW ORLEANS 1918-29 – Where Jazz Was Born – ediciones delPrado
A gravação acaba de completar 80 anos!!!!

Aproveito para desejar a todos boas festas, um Natal muito alegre e que 2009 seja tranqüilo, com saúde, e que nos traga muitos prazeres com nosso amado Jazz.



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20 dezembro 2008

BOLLANI NO RIO


Marcos Resende (pianista) me liga.
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- Sabe quem vai tocar hoje (19/12) aqui no Rio na Sala Cecilia Meireles? Aquele pianista italiano que você gosta muito, Stefano Bollani (36, Milão). Só fiquei sabendo porque saiu no Globo. Vai ser apresentação de piano solo com alguns cantores convidados: Zé Renato, Ná Ozzetti, Marcos Sacramento e Nilze Carvalho. Eu vou.
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Liguei pro Marcos hoje, curioso. E ele me fez uma rápida avaliação. Vou tentar repetir o que disse.
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- Ele abriu o show sozinho em quase 1 hora. O cara tem bom-gosto, técnica, mão esquerda precisa e timing perfeito, criativo também. É simpático, engraçado, fala bastante, conta histórias e até canta, mas na base do deboche. Muito comunicativo, sabe como lidar e prender uma platéia. Não é fácil fazer show em piano solo. Já vi muito craque, como Hancock, Jarrett e Tyner em falhas de timing. E às vezes o clima fica chato.
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Marcos, eu considero o Bollani um dos melhores pianistas de jazz da atualidade. Tô errado?
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- Hoje é difícil para um novo pianista de jazz criar identidade própria, se afastar bastante dos grandes influenciadores. Mehldau (e aí Bene-X???) é um dos poucos. O Bollani também. Tanto que ele mostrou no show que se adapta fácil a todos os ritmos, brasileiros inclusive. Claro que aquele vigor dos pianistas negros os brancos jamais alcançam. Pena que não vi nenhum músico por lá. Aliás, já me acostumei com isso. Cansei de convidar e ninguém vai. Só aparecem (os músicos) se for prá ganhar grana. Apesar da pouquíssima divulgação, Bollani lotou a casa. Ingresso a 30 reais.
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PS. Essa o CJUB marcou bobeira. Ninguém avisou.

19 dezembro 2008

CONVOCAÇÃO

Confrades, amigos, leitores e companhias ilimitadas:

A pedidos, estou tentando botar "na rua" o presente chamado para que nos reunamos na próxima terça-feira, dia 23, a partir das 18 horas, no Restaurante LAMAS, no Flamengo, para a já habitual confraternização de final de ano.

Estão todos convocados e não serão aceitas desculpas de qualquer natureza que tentem justificar o injustificável, ou seja, a ausência dos e das gentes que nos cercam de tão próximo durante todo o ano. Talvez os expatriados (moradores em outros países brasileiros da redondeza) venham a merecer alguma contemplação, por conta apenas da escassez de passagens nesta época do ano. E quem não for, que digne-se a pelo menos mandar um telegrama, que será lido a plenos pulmões pelo Marcelón no recinto.

Agora sério, todo mundo lá!

18 dezembro 2008

TRIBUTO A OLIVER NELSON



Bill Cunliffe (52) é um pianista no mínimo de bom-gosto e bem intencionado. Ganhou em 1989 o tal Thelonious Monk Jazz Piano Award. Como arranjador também tem méritos – basta conferir os trabalhos com a linda cantora Eden Atwood. E versatilidade não lhe falta. Gravou um álbum inteiramente dedicado à música brasileira, Bill In Brazil (1994-AMG @@@@). Reconstruiu o songbook de Paul Simon, um projeto arrojado. Agora foi a vez de homenagear o saudoso Oliver Nelson – saxofonista e arranjador desaparecido aos 43 anos, em 1975, vítima de ataque cardíaco. Mais especificamente em cima de um álbum antológico, The Blues And The Abstract Truth (Impulse, 1961 AMG @@@@@), que tinha super craques como Bill Evans, Paul Chambers, Freddie Hubbard, Roy Haynes e Eric Dolphy. Missão não muito fácil. Cunliffe sempre mostrou simpatia pelo West Coast jazz. E nesse bonito tributo isso é claro. A banda traz nomes pouco conhecidos, mas mostra eficiência para um resultado final muito agradável. Já no tema de abertura, o clássico Stolen Moments, um entrosamento perfeito. Para os admiradores de Nelson, como eu, Bill Cunliffe foi oportuno em todos os sentidos, inclusive como arranjador - foi nominado ao Grammy, categoria melhor arranjo, para Do It Again (Becker & Fagen), CD Imaginación (2005).
.......................................................
Resonance (Oct. 14, 2008)
Bill Cunliffe – piano, arranger
Jeff Clayton – alto sax
Mark Ferber – drums
Tom Warrington – bass
Brian Scanlon – alto sax
Bob Sheppard – tenor & soprano sax
Larry Lunetta – trumpet
Andy Martin – trombone
Terell Stafford – trumpet
……………………………………………………….
01. Stolen Moments (Nelson)
02. Hoe Down (Nelson)
03. Cascades (Nelson)
04. Yearnin’ (Nelson)
05. Butch and Butch (Nelson)
06. Teenies’s Blues (Nelson)
07. Port Authority (Cunliffe)
08. Mary Lou’s Blues (Cunliffe)




.....................................................................

PS I. The Blues and The Abstract Truth é um álbum que caberia fácil na lista do CJUB (ilha deserta). Ou não??
PS II. Som na Caixa - Stolen Moments

17 dezembro 2008

ENRICO RAVA - UMBRIA JAZZ BRASIL - @@@1/2


Com um Mistura Fina superlotado por muitos convidados do evento, Enrico Rava abriu a noite ? para o conjunto de Hamilton de Holanda.

Um grupo de desconhecidos para mim e a ausência do ótimo trombone Gianluca Petrella, substituido pelo clarinete e sax alto Mauro Negri. No piano o muito jovem Giovanni Guidi, no baixo Pietro Leveratto e na bateria Fabrizio Sferra.

Um set de originais de Rava de seus últimos cds, mais Confirmation (Parker) e um lindo My Funny Valentine. Poucos trumpetistas tem uma sonoridade tão límpida quanto êle que usou o flugelhorn em 3 temas.

Mauro Negri tocou em quase todo o set um clarinete meio estridente para meu gosto, com solos pouco criativos.

Baixo comum, baterista de bom nível e um pianista influenciado por Keith Jarrett ainda em formação.

Quem conhece os discos de Rava com Bollani, Petrella, Bonnacorso e Roberto Gatto ficou na saudade!


BraGil

14 dezembro 2008

COLUNA DO LOC

por Luiz Orlando Carneiro
JB, Caderno B, 14 de dezembro
luizoc@jb.com.br

­Selo de qualidade
Etiqueta Nonesuch emplacou três dos cinco álbuns indicados para o 51º Grammy

A Etiqueta NONESUCH, cultuada por jazzófilos e audiófilos pelo seu refinamento, ­ emplacou três dos cinco álbuns indicados para concorrer, em fevereiro, ao 51º Grammy, na categoria destinada às performances de solistas ou grupos de jazz pequenos e médios: History, mistery, do guitarrista Bill Frisell; Brad Mehldau Trio: Live (at the Village Vanguard); e Day trip, com o trio do guitarrista Pat Metheny. Os dois outros CDs selecionados são The new crystal silence (Concord), uma esplêndida ressurreição do duo que o pianista Chick Corea, 67 anos, e o vibrafonista Gary Burton, 65, formaram em 1972; o inesperado ­ mas bem-vindo ­ Standards (Fuzzy Music), do trio do underrated pianista Alan Pasqua, 56 anos, com Peter Erskine (bateria) e Dave Carpenter (baixo). Os dois primeiros álbuns acima citados são duplos. O de Frisell contém 30 faixas, em sua maioria gravadas ao vivo, em 2006. O trio básico (Kenny Wollensen, bateria; Tony Scherr, baixo) do guitarrista eletro-acústico ­ capaz de ser tão melódico como Jim Hall ou de gerar explosões hendrixianas ­ torna-se um octeto (com o violino de Jenny Scheinman, violoncelo, viola, o sax de Greg Tardy e a corneta de Ron Miles) para projetar mais o compositor-arranjador Bill Frisell do que o instrumentista. Como comentei neste espaço (5/10), é uma espécie de patchwork, no melhor sentido artístico da palavra, com miniaturas de menos de um minuto e faixas bem mais longas, como Waltz for Baltimore (8m47) e três reinvenções sensacionais de temas alheios: Sub-conscious Lee (Konitz), Jackie-ing (Monk) e A change is gonna come (Sam Cooke).

O duplo de Mehldau ­ que disputa com Keith Jarrett e Herbie Hancock, já há alguns anos, o título de pianista mais reverenciado da cena jazzística ­ foi gravado também em fins de 2006. São mais de duas horas de música de altíssimo nível do grupo com Larry Grenadier (baixo) e Jeff Ballard, que substituiu Jorge Rossy em 2004. O crítico Thomas Conrad, amigo recente, mas velho guru em matéria de pianismo, escreveu na Jazz Times que esse terceiro registro de Mehldau no Village Vanguard não demonstra apenas que o novo trio superou seu predecessor, mas também que atingiu um nível de criatividade "somente alcançado por trios muito especiais, como os de Bill Evans e Keith Jarrett".
Day Trip, gravado em 2005, foi lançado no início deste ano, lá fora e aqui (Warner). É prato fino para os jazzófilos que sabem distinguir o Pat Metheny dos preciosos duos com Charlie Haden (1996), Jim Hall (1988) e Brad Mehldau (2005) do guitarrista superplugado e intolerável de Zero tolerance for silence (1994), como anotei também nesta coluna (30/3). O CD é um notável registro de Metheny, que assina 10 originais, à frente de um trio com o grande Christian McBride (baixo) e Antonio Sanchez (bateria). Mas o volume 2 de The new crystal silence ­ que documenta o duo Corea-Burton na excursão européia do ano passado, comemorativa do 35º aniversário do primeiro encontro dessa dupla que se transforma em uma entidade criativa única ­ parece ser o candidato mais forte ao gramofone de ouro para os jazz combos. O pianista e o vibrafonista estão, como costumam dizer os americanos, no top of their game. Em estado de graça, em matéria de criatividade, técnica e emoção. Como estavam Bill Evans e Jim Hall, nos idos de 1962, quando gravaram o imortal Undercurrent (Blue Note).

12 dezembro 2008

BANDA MANTIQUEIRA LANÇA DVD

Simplesmente espetacular !

Era o registro que faltava dessa banda paulista criada em 1991 e liderada pelo saxofonista Nailor Proveta.
O DVD intitula-se Toca Brasil e foi gravado ao vivo no espaço Itau Cultural SP em 2006 e produzido em parceria com a gravadora Maritaca.
O repertório abrange temas dos 3 discos lançados pela banda - Bixiga (fora de catálogo), Aldeia e Terra Amantiqueira.

A banda está formada por 4 saxofones – Nailor Proveta, Vinicius Dorin, Ubaldo Versolato e Cacá Malaquias; 3 trompetes - Nahor Gomes, Walmir Gil e Odésio Jericó; 2 trombones - Jose Francisco e Valdir Ferreira; baixo elétrico - Edson Alves; guitarra - Jarbas Barbosa, bateria - Lelo Izar e 2 percussões - Fred Prince e Guello.

Um repertório contagiante onde mistura música brasileira com uma roupagem jazzistica em 70 minutos de show.
Os temas são Vovô Manoel (Proveta), Pret-a-Porter de Tafetá (João Bosco), Samba da Minha Terra/Saudades da Bahia (Dorival Caymi), Pau-de-Arara/Último Pau-de-Arara/Qui Nem Jiló (Luiz Gonzaga), Santos/Jundiaí (Edson Alves), Airegin (Sonny Rollins), Feminina (Joyce) e Linha de Passe (João Bosco).

DVD muito bem gravado e autorado com 2 trilhas de áudio - Dolby Digital 2.0 e 5.1; só senti falta do áudio PCM.

Obrigatório !

Divulgação
Para quem está em SP, segue release do festival -

No sábado dia 13 de dezembro, acontecerá em São Paulo o “Jazz nos Fundos Festival”, último grande evento musical do ano, que promete explorar diferentes estilos do jazz em seis horas ininterruptas de shows.
A festa acontece em comemoração aos dois anos de existência do Jazz nos Fundos, clube de jazz que vem se tornando conhecido por apresentar shows de qualidade em um ambiente inusitado: um galpão nos fundos de um estacionamento em Pinheiros.
Para ninguém ficar de fora, o Festival acontecerá em um espaço maior, a Aldeia Turiassú, no bairro de Perdizes, local já conhecido por abrigar os shows da Banda Glória e da Banda Black Rio.

O JazznosFundos Festival vai reunir grandes bandas que passaram pelo palco da casa durante o ano de 2008, fazendo um passeio pela história do Jazz. Abrindo a noite, a Tito Martino Jazz Band apresenta um repertório de jazz tradicional, que inclui temas clássicos do swing e ragtime - ritmos cadenciados e dançantes que foram responsáveis pelo estouro do jazz nos anos 20.
Na seqüência, The Jazz Brothers explorará o Bebop, estilo mais rápido e virtuoso do jazz, consagrado nas mãos de mestres como Miles Davis, John Coltrane e Dizzy Gillespie. A dupla formada pelos irmãos Wilson Teixeira (saxofone) e Cuca Teixeira (bateria) se apresenta aos domingos no JazznosFundos, trazendo a cada edição diferentes convidados, sempre pesos-pesados da música instrumental paulistana. Para o Festival, os irmãos contarão com o quinteto do guitarrista Alexandre Mihanovich, considerado por muitos uma das melhores formações de jazz da cidade.
O Fusion, estilo resultado da mistura do jazz com outros ritmos, como o funk, o eletrônico, o blues e tantos outros, encerrará o percurso nas mãos do BGrooves, fazendo todo mundo dançar até o amanhecer.

O JazznosFundos (http://www.jazznosfundos.net/) apresenta, sempre aos finais de semana, shows de música instrumental, em um pequeno palco rodeado de instalações, esculturas e fotografias, tudo muito bem escondido nos fundos de um estacionamento. O coletivo que produz a casa, a “ContraProduções”, promete levar ao Festival os elementos do sucesso, que vem fazendo fãs a cada semana: ambiente surpreendente, amplo cardápio de bebidas e petiscos, bom atendimento e uma curadoria musical impecável.

Quando: 13 de dezembro
Onde: Aldeia Turiassu – Rua Turiassu, 928, Perdizes
Horário: Abertura: 21h
Primeiro show: 23h00 – Tito Martino Jazz Band
Segundo show: 1h30 – The Jazz Brothers e Alexandre Mihanovich Quintet
Terceiro show: 3h00 – Bgrooves

www.jazznosfundos.net/festival

11 dezembro 2008

ECOS DA LAGOA - PRO ZECA

Por um destes problemas de conexao, nao consegui fazer o upload do video caseiro que fiz, mas agora ja esta OK...

Ai segue o solo de Helio Delmiro, no tema PRO ZECA, de autoria de Victor Assis Brasil

10 dezembro 2008

2008 FOI O ANO EM QUE OUVI E OU ASSISTI:

Podemos aproveitar que o ano de 2008 esta proximo do final e ir lembrando os sons que mais nos acompanharam, ou shows que assistimos:

Abro a serie lembrando do Show em marco na Praia de Ipanema que deu inicio a comemoracao dos 50 ANOS DA BOSSA NOVA. Pura emocao...

* Diana Krall no Vivo Rio...

* Marcos Valle (com show do Duo Gisbranco)em concerto de piano solo na Sala Cecilia
Meirelles

*Joao Donato (com abertura da revelacao no piano - jovem pianista pernambucano Vitor Araujo) em concerto de piano solo na mesma Sala Cecilia Meirelles ontem a noite

* Duo Leo Amuedo e Arismar do Espirito Santo lancando album

* Trio composto por Kiko Continentino (piano), Leo Amuedo (Guitarra) e Mauro Senise (Sax)no Centro Cultural dos Correios. Em 11.12 (quinta feira), eles lancam o album CAIXA DE MUSICA na Modern Sound, mais uma producao da DELIRA MUSICA, sempre produzindo trabalhos de qualidade

* Prosper Jam com o quarteto da casa (Marco Tommaso, Idriss, Tony Botelho e Renato Massa) trazendo como convidado Jesse Sadock

Neste ano de 2008, ouvi muito CAPE HORN com Toninho Horta e Arismar do Espirito Santo, tomei uma overdose do bem de Victor Assis Brasil, e nao tiro do som do carro O SOM DO BECO DAS GARRAFAS, onde David Feldman lidera trio de piano, baixo e bateria e nos traz a atmosfera do Beco das Garrafas...

Ja imaginaram o CJUB organizar um concerto de jazz quando o local for reaberto ? Sonhar nao faz mal a ninguem...

Abracos,

Beto Kessel

Obs. E o chopp de final de ano...me avisem que eu farei todo o possivel para encontra-los.

DE VICTOR ASSIS BRASIL PRO ZECA COM HELIO DELMIRO

Algumas palavras sobre a tarde quase noite de domingo:

Um final de tarde na Lagoa, num Espaco de nome VICTOR ASSIS BRASIL e com a presenca dos seguintes musicos:

Hamleto Stamato
Ney Conceicao
Erivelton Silva
Widor Santiago
Paulinho Trumpete

Kiko Continentino
Jefferson Lefkowich
Rafael Barata
Leo Amuedo
Marcelo Martins

Helio Delmiro
Sergio Barroso
Idriss Boudrioua
Jesse Sadock
Paulo Braga
Nivaldo ornellas

e na plateia, Ricardo Silveira, Luiz Alves, Delia Fisher (desculpem se esqueci de alguem)etc...

Nao choveu e o publico acompanhou com interesse o encontro dos musicos que reverenciaram a obra de Victor Assis Brasil...

Como disse bem o Helio Delmiro, Victor foi importantissimo e dava para sentir a emocao dos apresentadores Mauricio Figueiredo e J Carlos, do saudoso Arte Final Jazz, das noites de domingo (meados da decada de 80 na JB AM (programa este que tinha Celio Alzer e Jose Domingos Raffaelli).

Um tema emblematico foi PRO ZECA, tratado com especial atencao tanto pelo SAMBOP (Hamleto Stamato, Ney Conceicao, Erivelton Silva, Widor Santiago e Paulinho Trumpete) quanto por Helio Delmiro, que alias convidou musicos para uma Jam Session e teve acompanhamento de Sergio Barroso, Rafael Barata e Hamleto Stamato num blues de alta velocidade.

Sai pouco depois das 20:00 e ainda estava no palco o quarteto liderado pro Nivaldo Ornellas e olha que ainda tinha o grupo liderado por Idriss (com os metais de Jesse Sadock, Marcelo Martins, Aldivas, mais piano,Sergio Barroso e Rafael Barata)para tocar...Com certeza devem tocado ate tarde.

Beto Kessel

09 dezembro 2008

MUSEU DE CERA # 49 – JIMMY BERTRAND

James “Jimmy” Bertrand - percussionista e xilofonista sendo influenciado pelo seu primo baterista Andrew Hilaire. Nasceu no Mississippi a 24/fev/1900 e em 1913 foi para Chicago onde atuou na State Theatre Orchestra e depois juntou-se a Erskine Tate's Vendome Orchestra de 1918 a 28 que incluía Louis Armstrong, Buster Bailey e Freddie Keppard. Exímio baterista dedicou-se também aos instrumentos rudes como a washboard e wood blocks tendo feito várias gravações com os Jimmy Bertrand's Washboard Wizards associado ao pianista Jimmy Blythe.
Na década de 20 passou a lecionar o xilofone e percussão tendo sido seus alunos Lionel Hampton e Big Sid Catlett. Trabalhou com Doc Cooke, Tiny Parham, Dave Peyton, Roy Palmer, Lee Collins e o blues singer Blind Blake. Durante os anos de 1930 e 40 liderou sua própria banda, contudo suas gravações nessa época são como sideman da Eddie South International Orchestra e dos Chicago Rhythm Kings. Em 1944 deixou a música indo trabalhar em uma empresa de alimentos empacotados. Faleceu em Chicago em 1960.
Washboard é realmente o que significa — tábua de lavar. Foi muito empregada como instrumento de percussão nas bandas primitivas do Jazz de New Orleans. Os executantes usavam as unhas ou colocavam dedais para tirar um melhor som. Os maiores expoentes além de Jimmy Bertrand foram: William Spencer (*1909 †1944) e Jasper Taylor (*1894 †1964). Modernamente existem bandas dixieland que empregam a WASHBOARD, agora em alumínio, mais como uma curiosidade e, atualmente aqui no Brasil, a Traditional Jazz Band de São Paulo a utiliza em pelo menos uma música nas suas apresentações, tendo como executante o baterista Cidão (Alcides Lima).
Podemos ouvir no Museu uma washboard executada por Bertrand com um trio magnífico composto por Louis Armstrong, Johnny Dodds e Jimmy Blythe. Bertrand inicialmente divide a washboard com os címbalos depois empenha um tremendo suingue ao acompanhar o solo de Blythe seguindo-se o duo Amstrong / Bertrand simplesmente genial.
THE BLUES STAMPEDE (Irving Mills) – Jimmy Bertrand’s Wasboard Wizards - Jimmy Bertrand (washboard e líder), Louis Armstrong (cornet), Jimmy Blythe (piano) e Johnny Dodds (clarinete).
Gravação original: 28/maio/1927 – selo Vocalion 1100 – Chicago
Fonte: CD INTEGRALE LOUIS ARMSTRONG VOL. 4 – West End Blues 1926-1928 – selo FREMEAUX & ASSOCIES – FA1354 - 2007 - França



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Histórias do Jazz n° 64


Bill Horn – Ficha incompleta


Conheci Bill Horne em meados da década de cinqüenta, quando ele esporadicamente aparecia nas Lojas Murray , point dos jazzófilos do Rio e de Niterói. Conversávamos bastante sobre Jazz e ele me confessou que ficava irritado quando alguém dizia que o melofone,um dos instrumentos que tocava , não tinha som. Nessa época tinha se separado de sua primeira esposa, a modelo Bibi Vogel, e me contou alguns detalhes desse relacionamento. Ficávamos longo tempo sem nos ver e para minha surpresa ele apareceu no Palácio do Ingá, onde se realizava o curso “Introdução ao Jazz”, assistindo atentamente a todas as palestras.
A última vez que nos vimos foi num dos “Free Jazz Festival” nos tempos do Hotel Nacional. Fiquei penalizado com a sua figura. Magro, pálido e com problemas dentários, não parecia nem de longe aquele rapaz esbelto e elegante de outrora. Alguém me contou algumas coisas de seu comportamento que preferi esquecer. Interrompeu nossa conversa quando viu Nana Caymmi junto a alguns artistas da TV Globo. Pediu licença e disse que ia dar um beijo em Nana . Foi a última vez que nos vimos.
Quando soube de seu falecimento me surpreendi com a falta de notícias. Ninguém sabia como, quando e onde ocorrera o fato. Ao mencionar isso num dos posts do CJUB, recebi email de José Domingos Raffaelli informando que tudo que sabia à respeito viera por intermédio de um email que recebeu de Everardo Magalhães Castro que dizia que em 22 de outubro de 2.006 ocorreu o sepultamento de seu grande amigo Bill Horne no Cemitério de São João Batista.
Em outro email Raffaelli, após pesquisas na Internet informava que o nome de Bill Horn era William Oliver Horn. Fora casado com Regina Braga, artista plástica e roteirista que falecera em 1º de novembro de 1999. No mesmo texto sobre Regina algumas notas sobre Bill :
“Ela foi casada com Bill Horn, conhecido músico de Jazz e engenheiro de som. Pelo seu Audio Studio B, na rua Anita Garibaldi, passaram alguns dos mais importantes nomes da Bossa Nova e do Jazz brasileiro. Durante algum tempo Bill foi um dos poucos brasileiros membros da Audio Engineering Society dos EUA. Pela casa deles era comum topar-se com as figuras mais destacadas da música, artes, teatro e cinema.”
Procuramos na Internet uma foto de Bill para ilustrar esse texto mas nada encontramos. Esta que ilustra o texto foi extraida de um email. Ficha incompleta.

08 dezembro 2008

CHAPTER 9 by ED MOTTA

A Trama, produtora do Ed, está facilitando o download do novo disco entitulado CHAPTER 9.

MP3 320 Kbps, alta qualidade.

Baixa o disco todo, capa, contra capa, folder e tudo o mais em alta definição.

Se puder comprar, compre!

Ed Motta, 20 anos de carreira. Imperdível!


http://albumvirtual.trama.uol.com.br/#

07 dezembro 2008

COLUNA DO LOC

Luiz Orlando Carneiro
JB, Caderno B, 7 de dezembro de 2008

Conservador invejado

Indiferente às críticas dos medíocres e invejosos por seu "conservadorismo" – ou simplesmente por fazer propaganda dos relógios Movado ou usar ternos Armani – Wynton Marsalis, 47 anos, está sempre a provar que não é, apenas, o mais completo trompetista surgido no jazz depois de Dizzy Gillespie e Clifford Brown. Além de uma obra invejável como compositor – que o elevou às alturas de Aaron Copland, Charles Ives & Cia, com a conquista, em 1997, do Prêmio Pulitzer de música – o líder dos young lions da década de 80 é a cabeça e a alma do Jazz at Lincoln Center, a mais importante instituição de promoção e divulgação desse modo de expressão musical que é o passado e o futuro conjugados no tempo presente.

A definição acima sintetiza o pensamento do grande músico tal qual exposto em entrevista a Jennifer Odell, na edição deste mês da Downbeat. Wynton foi eleito no referendo dos leitores da revista, mais uma vez, o trompetista do ano, à frente de Dave Douglas – de sua geração – e de Roy Hargrove – 10 anos mais moço. E também, uma vez mais, aos 78 anos, Sonny Rollins superou Pat Metheny na categoria Artista do Ano, e derrotou Chris Potter na classificação dos melhores saxofonistas tenores. Metheny tem 24 anos a menos do que o maior jazzman vivo; Potter é 41 anos mais jovem.

A filosofia de Marsalis sobre a polêmica questão do que é novo ou velho, mainstream, beyond ou world music, em matéria de jazz é um dos temas de seu mais recente livro, Moving to higher ground/How jazz can change your life (Random House, 208 páginas, US$ 26), escrito em colaboração com o historiador Geoffrey C. Ward, ex-editor da revista American Heritage.

Logo no primeiro capítulo (Discovering the joy of swinging, ou seja, descobrindo a alegria de "suingar"), com as mesmas clareza, inteligência e elegância do fraseado de seu trompete, o autor serve-se do swing – tempo para começar a mostrar como o jazz pode modificar a nossa vida, conforme propõe no subtítulo da obra. Escreve ele: "A relação do músico com o tempo pode ser de inestimável valia para ajudá-lo a: 1) ajustar-se a mudanças sem perder o equilíbrio; 2) dominar momentos de crise com pensamentos claros; 3) viver o momento e aceitar a realidade, ao invés de forçar todo mundo a fazer as coisas do seu modo; 4) concentrar-se numa meta coletiva mesmo quando sua concepção do coletivo não é a dominante; 5) saber como e quando gastar sua energia individual".

Marsalis cita logo o septuagenário Sonny Rollins como exemplo maior do "savoir faire" e do "savoir vivre" indissociáveis do espírito do jazz. E também Thelonious Monk (1917-82). Ambos sempre souberam "flutuar" no e por sobre o tempo, nos dois sentidos da palavra. "Quase sempre estão a nos dizer que o tempo é nosso inimigo, algo que não podemos controlar", comenta o músico-ensaísta. "O tempo voa!. Não perca tempo!. Faça isso enquanto você é jovem!. Vivemos numa cultura orientada para o jovem, na qual tornar-se velho chega a ser quase um crime (…). Mas no jazz, o tempo é seu amigo, e quando você acha seu próprio swing, na verdade, o tempo voa, sim. Mas voa para onde você quer (...). That’s the joy of swinging".

O novo livro de Wynton Marsalis é um ótimo presente de Natal para qualquer jazzófilo, velho ou moço. Basta que tenha intimidade com o inglês e esteja de bem com a vida.

ENRICO RAVA NO BRASIL

O trompetista italiano Enrico Rava desembarca no Brasil para apresentações em SP e RJ.

SP, Bourbon Street, dia 9/12, terça-feira;
RJ, Mistura Fina, dia 13/12, sábado.

Vem acompanhado por Gianluca Petrella trombone, Giovanni Guidi piano, Pietro Leveratto contrabaixo e Fabrizio Sferra bateria.

04 dezembro 2008

JAZZ + DE VOLTA NAS BANCAS

A revista Jazz+ voltou para as bancas.
Pois é, foi uma longa ausência e o retorno é motivo de comemoração sim, afinal, é nossa única revista que promove a música instrumental, o jazz, a boa música e agora algumas páginas destinadas ao blues.

E como dito na "Carta ao Leitor", a revista conta agora com o reforço do Stenio Matos, produtor musical, a quem tive o prazer de conhecer nas duas últimas edições do Rio das Ostras Jazz & Blues pela assessoria de imprensa do festival, aliás, o maior e melhor festival ao ar livre que temos nesse país.

Torcemos para que o retorno seja definitivo e mensal, esta é a 16a. edição.
Na banca mais próxima !
PROFISSIONALISMO INSTITUCIONAL
ATENDIMENTO ACIMA DE QUALQUER EXPECTATIVA


Há cerca de 10(dez) dias Mestre LULA informou-nos por e.mail sobre a possível existência de um CD com gravações do patrono de nosso CJUB, DICK FARNEY. Dito CD seria a continuação do CD duplo lançado institucionalmente pela FIESP há poucos anos (1997) e que anteriormente havíamos conseguido para Mestre LULA na sede da citada FIESP, na Avenida Paulista; seria, portanto, o 3º CD de DICK gravado em sua residência e na intimidade de um bom gosto musical, como sempre, superior.
Enviamos e.mail para a Confederação Nacional da Indústria (Sistema CNI, SESI, SENAI, IEL) solicitando informações sobre dito CD e recebemos resposta de que não existiria tal gravação; repassamos essa resposta para Mestre LULA.
Para surpresa nossa, 02(dois) dias após recebemos ligação telefônica de Dª THAISE LEITE do SAC da CNI, informando-nos que havia rebuscado os arquivos e que realmente fora gravado/editado no final de 2000 um CD institucional com DICK FARNEY. Explicamos que essa gravação era importante para nós e Dª THAISE se prontificou a enviar-nos a mesma, sem custo e como divulgação institucional ! ! ! . . .
Hoje, 5ª feira, 04 de dezembro de 2008, recebemos por SEDEX essa gravação, constituída de 23(vinte e três) faixas com o piano e a voz de DICK FARNEY, em 05(cinco) delas acompanhado por SABÁ e TONINHO PINHEIRO.
Encarte precioso e muito informativo, assinado pelo Presidente do CNI, CARLOS EDUARDO MOREIRA FERREIRA, que assinala a “excepcional receptividade obtida pelo CD duplo original junto à crítica especializada e ao público, obrigando ao atendimento de pedidos dos mais diversos recantos do Brasil e do exterior”.
Ficamos vivamente impressionados com a capacidade de atendimento á nossa solicitação, certos de que Dª THAISE LEITE trabalha na exata função para a qual está designada, tal o interesse, a presteza e a fidalguia com que nos atendeu, regalando-nos com um inestimável documento. A ela nosso mais sincero agradecimento !
Parabéns ao bom gosto do Sistema CNI, que pelo seu Presidente sabe muito bem o que é CULTURA !

São Paulo, 04/12/2008
APÓSTOLO

HARMONIZANDO STANDARDS


Não que os brasileiros sejam nulos se o assunto é vocal harmônico. Há algumas lembranças. Os Cariocas, Tamba Trio, por exemplo. Mais tarde Momento Quatro, Quarteto 004, O Quarteto (de São Paulo), O Grupo e, mais frescos, Boca Livre e Be Happy – posso estar esquecendo outros. MPB4 e Quarteto em Cy não se enquadram, na minha opinião, nessa praia. Mas os norte-americanos têm uma impressionante tradição, a começar pelo fantástico Hi-Los até os mais recentes Singers Unlimited, Manhattan Transfer, New York Voices e, finalmente, Take 6, talvez o mais inovador e criativo entre todos. Formado no Alabama em 1980 pelos irmãos Claude & Brian McKnight, oriundos do R&B, o sexteto navegou pelas ondas do Gospel e outras estocadas mais instigantes ao lado de Quincy Jones e alguns nomes consagrados do jazz, além de Stevie Wonder, Yellowjackets e até mesmo Ray Charles. Como maior característica cantar “a capella”, o grupo vinha sendo cobrado para incluir standards no repertório. Finalmente agora, pela Heads Up, o sexteto lançou seu último CD com um título dos mais atraentes: The Standard. E chamou alguns convidados especiais, tais como Al Jarreau (vocal), George Benson (guitar, vocals), Aaron Neville (vocals), Jon Hendricks (vocals) e os trumpetistas Roy Hargrove e Till Bronner - este último, alemão, concorre na categoria melhor solo no Grammy pela sua atuação no álbum para o clássico Seven Steps To Heaven (Davis, Feldman & Hendricks). São 13 faixas, passando por Gershwin, Legrand, Mills, Gaye e até Mrs. Fitzgerald. Para quem aprecia um vocal arrojado, corajoso, com harmonias super elaboradas, The Standard é sem dúvida prato cheio e bom. (@@@@1/2)
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PS. Som na Caixa – Seven Steps To Heaven (Take 6, Hendricks, Jarreau & Bronner)
PS II. Mandando uma de scat singer, Jarreau é fiel ao solo de Miles.


03 dezembro 2008

AINDA SOBRE BILL HORNE

As informaçoes a que aludimos no post anterior dizem que o saudoso Bill foi sepultado no Cemitério de São João Batista em 22 de outubro de 2006. Quanto à foto, mostra Bill e Everardo Magalhães Castro.

BILL HORNE


Sobre Bill Horne:
Quando soube do falecimento de Bill Horne estranhei a absoluta falta de notícias sobre o episódio. Ninguém sabia detalhes, nem como ocorrera o óbito. Aqueles que acompanham o Jazz nessa cidade de São Sebastião, certamente saberão que Bill Horne foi um dos grandes incentivadores da arte entre nós. Tocava melofone e trompete e era figura obrigatória em todos os eventos de Jazz na cidade. Quando aludi a seu passamento na postagem sobre Dick Farney, recebi de Mestre Raffa a única informação que possivelmente exista sobre o assunto. Trata-se de um email enviado por Everardo Magalhães Castro, dando conta do ocorrido,o qual peço licença para reproduzir, em parte.
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Bill merecia mais do que isso. Mas, nossa imprensa é cega e muda e se faz de surda quando o assunto não dá IBOPE. Ainda bem que Everardo tinha pelo menos essa informação a qual agradecemos a Mestre Raffa a sua possível divulgação.

02 dezembro 2008

FALECEU JOE ROMANO



O saxofonista Joe Romano, falecido em 26 de novembro, era um dos integrantes da banda de Woody Herman que nos visitou em setembro de 1958. Romano, de 76 anos foi vitimado por um câncer de pulmão.

01 dezembro 2008

HOT CLUB DE PIRACICABA

No próximo sábado, dia 06 de dezembro e na “Escola de Música Ernest Mahle” em Piracicaba / SP, será feito o lançamento do CD “JAZZ a La Django” do “Hot Club de Piracicaba” em evento beneficente, com ingresso valendo 01 quilo de alimento não-perecível.
O “Hot Club” se apresentará e terá como convidados a “Traditional Jazz Band”, integrantes do grupo “Falando da Vida” e da “Banda da Guarda Mirim”, além da cantora Júlia Simões.
Serão 16 números musicais precedidos de filme sobre DJANGO REINHARDT e, ao final do espetáculo será feita a venda do CD com receita revertida para a entidade “NUPRON”.
Em São Paulo/Capital o CD "JAZZ a La Django" encontra-se a venda nas lojas da Livraria Cultura (Conjunto Nacional e Shopping Villa-Lobos).
Vale conferir esse trabalho de músicos que se dedicam ao "gipsy jazz" (o "jazz manouche" que tem em DJANGO sua maior expressão) ! ! !

APÓSTOLO

30 novembro 2008

TRIBUTO A VICTOR ASSIS BRASIL

Ja que o tempo nao ajudou nas duas datas que o FESTIVAL IN JAZZ seria mais uma vez realizado neste ano de 2008, cabe agora torcer para que a tarde do proximo domingo (07.12.2008) nos reserve um momento ensolarado para que possamos mais uma vez assistir a justa homenagem a Victor Assis Brasil, por muitos reconhecido como o principal musico de Jazz que ja surgiu no Brasil...

Seguem abaixo os dados sobre o encontro de musicos e ouvintes que apreciam a musica dos musicos.

IV FESTIVAL IN JAZZ. Adiado duas vezes por causa das chuvas, o tributo ao saxofonista Victor Assis Brasil foi remarcado para domingo (7). Idealizada pelo produtor Paulo Assis Brasil, irmão do homenageado, a programação inclui o saxofonista Nivaldo Ornelas, a banda Sambop, o grupo Idriss Boudrioua Base & Brass e o guitarrista uruguaio Leonardo Amuedo. Livre. Espaço Victor Assis Brasil (antigo Parque dos Patins), Lagoa. Informações, 2259-8983. Domingo (7), 17h30. Grátis.

Beto Kessel

COLUNA DO LOC

No Olimpo, enfim
Luiz Orlando Carneiro, JB, Carderno B
30 de novembro

O ‘Hall of fame’ foi instituído pela revista Downbeat em 1952, a fim de que seus leitores – além da escolha dos melhores músicos e discos do ano – tivessem a oportunidade de consagrar os deuses e canonizar os santos do jazz mesmo (e preferencialmente) antes que morressem. O primeiro deles foi, como não podia deixar de ser, Louis Armstrong, que ainda seria festejado, ao vivo, até 1971, como uma das maiores figuras do século 20. A partir de 1961, a então incontestável bíblia do jazz concedeu também aos críticos (premiação anual divulgada sempre em agosto) a prerrogativa de introduzir seus ungidos nesse "Olimpo". Naquele ano, os leitores fizeram justiça a Billie Holiday (1915-59) e os críticos ao já há muito legendário saxofonista Coleman Hawkins (1901-69), que envelheceu com espírito jovem, tocando ao lado de boppers como Thelonious Monk, Sonny Rollins e Herbie Hancock (levados ao Hall of fame pelos leitores da DB, respectivamente, em 1963, 1973 e 2005).

Neste ano-base (encerrado em setembro), Keith Jarrett, 63 anos, conquistou a láurea no referendo dos leitores da revista, com 282 votos. De acordo com os resultados publicados na edição de dezembro, ele superou outros dois pianistas – o também magnífico Ahmad Jamal, 78 anos (208 votos) e o nonagenário Hank Jones (193). No período 2006-07, Jarrett secundara o saxofonista Michael Brecker, que morrera prematuramente (57 anos), de leucemia, e merecia canonização imediata.
Jarrett entrou, finalmente, no Hall of fame, no mesmo ano em que seu trio Standards (Jack DeJohnette, bateria; Gary Peacock, baixo) comemorou o 25º aniversário da gravação para a ECM, ainda em LP, do primeiro volume de uma série de álbuns que constitui – com a devida vênia do admirável Brad Mehldau – a suprema arte do trio no jazz. Sem que se esqueça o primeiro grande trio interativo da história do jazz – o de Bill Evans, com Scott LaFaro (baixo) e Paul Motian (bateria), que seria assim qualificado mesmo se seus registros únicos fossem, "apenas", os da sessão de junho de 1961, que gerou os discos Sunday at the Village Vanguard e Waltz for Debby (Riverside). Infelizmente, La Faro morreu naquele mesmo ano, aos 25 anos, num desastre de automóvel. Evans foi-se aos 51 anos, em 1980, e entrou no Hall da DB no ano seguinte.

Voltando ao último poll dos leitores da revista, Jarrett não venceu, contudo, nenhuma das categorias dos melhores do ano (instrumentistas, grupos, álbuns). Foi o terceiro mais votado entre os pianistas (283), depois de Hancock (330) e Mehldau (308); seu célebre trio obteve o segundo lugar entre os pequeno conjuntos, no vácuo do trio de Pat Metheny (211 a 200).

No pleito dos críticos (agosto), o novo integrante do Hall of fame ficou no topo das listas dessas categorias. Mas o "leitorado", que é mais aberto ao lado pop do jazz, favoreceu Hancock e seu CD River: The Joni letters (Verve) – homenagem a Joni Mitchell, com vocais da própria, de Norah Jones e Tina Turner – que só perdeu para Pilgrimage (Heads Up), disco póstumo de Michael Brecker. O CD duplo My foolish Heart (ECM), gravado pelo trio de Jarrett em Montreux, em 2001, e que ele quis lançar só no fim do ano passado, para celebrar as bodas de prata do grupo, conseguiu ainda um honroso quinto lugar na categoria dos melhores discos do ano. Para o pianista, "se o jazz trata de swing, energia e êxtase pessoal para o intérprete e o ouvinte, não me lembro de nenhum outro concerto do trio que expresse essas qualidades de modo tão perceptível e completo".

29 novembro 2008

DUO DE PIANO (GISBRANCO) - MAIS UM ALBUM DA DELIRA MUSICA

Ha algum tempo atras, surgiu uma ideia do nosso Pres. no sentido de termos um duo de piano numa producao do CJUB...Quem sabe ainda poderemos ver este sonho se tornar realidade algum dia

Lembrei disto ao assistir recentemente na Sala Cecilia Meirelles a um Concerto da Serie Piano Solo com Marcos Valle (otimo por sinal), que foi aberto por duas talentosas pianistas, Bianca Gismonti e Claudia Castelo Branco, que apreciam Jazz...

Trata-se do Duo GISBRANCO.

Surfando por sites de Jazz, achei na agenda do site Clubedejazz.com.br uma nota sobre o show das pianistas, o qual tomo a liberdade de transcrever abaixo, sem antes nao deixar de parabenizar nossa companheira do CJUB (Luciana Pegorer), que tem feito um trabalho muito interessante com sua DELIRA MUSICA, sempre trazendo musica de qualidade.

Delira 5 Anos apresenta GisBranco

Comemorando 5 anos do selo Delira Música, o duo GisBranco, formado pelas pianistas Bianca Gismonti e Cláudia Castelo Branco, convida Carlos Malta (sax e flauta), Torcuato Mariano (guitarra), Armando Lôbo (voz) e Marco Lobo (percussão) para uma grande festa musical. No repertório obras de Egberto Gismonti, Toninho Horta, Edu Lobo, Moacir Santos, Villa-Lobos, Hermeto Pascoal e Capiba, entre outros.
Data 05/12/2008 Local Sala Baden Powell: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 Horário Sexta-feira, às 20h00. Informações Tel.: (21) 2548-0421

MUSEU DE CERA # 48 – BUD FREEMAN

Lawrence “Bud” Freeman era um dos membros do jovem grupo de músicos brancos de Chicago conhecidos como Austin High School Gang. Deste grupo participavam ainda Jimmy McPartland (tp) e seu irmão Dick McPartland (bj, gt), Frank Teschemacher (cl), Eddie Condon (bj, gt), Dave Tough (bat), Jim Lanigan (bx, tuba), Joe Sullivan (pi), dentre outros.
Freeman nasceu em Chicago a 13/abril/1906 e as primeiras lições foram tomadas do pai de Jimmy McPartland e em 1923 já tocava o sax tenor em dó conhecido como C_melody, estudando também o clarinete. Em 1926 faz uma turnê com o clarinetista Art Kassel e em 1927 ao retornar grava com os McKenzie-Condon Chicagoans indo em seguida para New York com Ben Pollack e depois gravando com Bix Beiderbecke and his Orchestra, Hoagy Carmichael and his Orchestra e Joe Venuti's Blue Four. Passou a atuar com vários músicos tais como: Red Nichols, Roger Wolfe Kahn Orchestra, Buck Clayton, Ruby Braff, Vic Dickenson, Jo Jones e Zez Confrey. De 1936 a 38 tocou com Tommy Dorsey e logo depois juntou-se por um ano a Benny Goodman Orchestra. Formou sua própria banda a - Summa Cum Laude Orchestra (1939-1940). Durante a 2ª Guerra Mundial liderou uma banda militar aquartelada nas ilhas Aleutas no Pacífico. Em 1974 foi para Inglaterra onde fez inúmeras gravações e apresentações por toda a Europa, retornou em 1980. Tocou regularmente com Eddie Condon, depois mantendo banda própria pelo resto de sua vida, extinta a 15/março/1991. Um dos “pais” do saxofone tenor no jazz com estilo suave, mas com ataque franco, vibrante e ótima sonoridade, excelente swing, mantendo-se fiel ao estilo Chicago. Uma alternância à tonalidade mais áspera (apesar de excelente) de Coleman Hawkins, tendo sido uma das inspirações de Lester Young.
Um de seus mais destacados trabalhos The Eel podemos ouvir agora no Museu.

The Eel (Bud Freeman) com Eddie Condon And His Orchestra:
Max Kaminsky (cornet), Floyd O'Brien (tb), Pee Wee Russell (cl), Bud Freeman (st), Alex Hill (pi, arranjo), Eddie Condon (bj), Artie Bernstein (bx) e Sidney Catlett (bat).
Gravação original: Col 35680 - New York, 21/outubro/ 1933
Fonte: CD – Dixieland Jazz – The Collection – MCPS GRF078 – Londres




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28 novembro 2008

IDRISS E BANDAÇA ONTEM NO KATMANDU

Os males que vem para bem. Um baita engarrafamento ontem no Rio bastou para jogar para escanteio a um compromisso que tinha, totalmente comprometido em termos de horário. Docemente constrangido, rumei com a chefa para o Katmandu Clube, onde estava anunciada a presença de Idriss Boudrioua e uma escolta de peso.

O primeiro set começou com meros 50 minutos de atraso, próximo às 22 horas. Mas a frontline prometia muito. E entregou um jazz de primeiro mundo, os arranjos do Idriss soando plenos de inventividade e interação, com contrapontos bastante dramáticos e denotando terem sido feitos por alguém que, além de tocar muito, curte a sonoridade jazzística em sua plenitude.

Para não alongar demais algo que não pode ser aqui reproduzido, basta dizer que a batidíssima Body and Soul, no arranjo desse ás do sax-alto brasileiro, prestigiou, adivinhem ..., o barítono de um Henrique Band em excelente forma, com divisão inusitada e criativa - perguntado e elogiado, Band não quis ficar com o mérito e gentilmente declarou que aquilo "estava escrito", o que eu duvido. Band soprou seu sax com maestria, confirmando algo que eu imaginava mas ainda não tinha tido a oportunidade de ver.

Idriss tocou com imenso prazer temas de sua própria autoria, escritos "há uns sessenta anos atrás", como Bop For Me, em arranjo tão intrincado quanto alegre. Altair Martins foi bem eficiente no trompete e no flugel e Thiago Ferté, a quem eu ainda não conhecia, complementou com elegância o time do brass com sua boa pegada no tenor.

Na base, um outro deconhecido para mim, o jovem tecladista Vitor Gonçalves, elogiadíssimo por Idriss, diga-se, demonstrou muita segurança e inventividade nos solos. Pena que numa pianolinha elétrica que parecia de brinquedo, já que a casa não tem um acustico disponível. Esse fato, porém, não empanou a sua atuação, e segurou as harmonias com solidez e expôs idéias interessantes quando em solo. No baixo, seguro e cada dia mais desenvolto no idioma jazzistico, Sérgio Barrozo conduziu com facilidade e manteve a vibração adequada para esse belo time, complementado por um Rafael Barata muito competente e adequado à bateria - chegado, segundo Idriss, do Japão e da Europa onde tinha feito várias apresentações, inclusive com Barrozo - que domina com maestria, alternando climas e moods mais ou menos enérgicos segundo o tema, fazendo ritmo (e não barulho) como um grande veterano.

A lamentar, apenas, a inadequação da casa para eventos do tipo "intimista" - e poderia, com pequeno investimento, ser o novo lar dos jazzistas e jazzófilos cariocas, já fica a sugestão - desde a falta de preparo dos garçons, bartenders e outros empregados quanto ao nível de ruído produzido no ambiente (coisa simples de ajeitar), ao som grave da boate embaixo que ressoa nas mesas e nos nossos pés e pela simples colocação de duas pesadas cortinas separando a sala onde rola jazz daquela onde o "serviço" acontece.

No computo geral, uma boa noite de jazz. Não pude ver o segundo set, mas trouxe dois pequenos trechos da última do primeiro para dar-lhes um gostinho. A baixa qualidade dos vídeos é por conta de terem sido filmados no celular. Mas recomendo (e repetirei) a ida lá para rever a essa formação, que me transmitiu, em termos jazzísticos - e balsâmicos, portanto -, tudo aquilo que eu precisava para consertar uma noite que começou errada.

Abraços.

P.S.: Alguém por favor identifica o tema dos vídeos? Valeu.



26 novembro 2008

JAZZ PELO NORDESTE, PORTO DE GALINHAS


O Jazz e a boa música também andam pelo nosso Nordeste, esta semana em Porto de Galinhas, Recife, entre os dias 27 e 29 de novembro.

http://www.jazzporto.com.br/



25 novembro 2008

JAZZ DE FINA ESTIRPE NESTA QUINTA, 27

Recebemos este aviso da Carol Rosman sobre mais um concerto no Katmandu Club. É um timaço de músicos para ninguém botar defeito...


"Olá amigos! QUINTA-FEIRA! 27 de novembro às 21 horas no Katmandu Jazz Club

IDRISS BOUDRIOUA - BASE & BRASS

Com Idriss Boudrioua – sax alto
Altair Martins – trompete e flugelhorn
Henrique Band – sax barítono
Thiago Ferté – sax tenor
Vitor Gonçalves – teclado
Sergio Barrozo – contrabaixo
Rafael Barata – bateria

No repertório, composições de Idriss Boudrioua, como “Trois Ami’s Blues”e “Bop For Me”, clássicos do Jazz internacional e brasileiro, como “Body and Soul”(Johnny Green) e “Waltz For Phil”(Victor Assis Brasil), e muito mais.

Couvert artístico: R$ 25,00
Lista amiga: R$ 20,00
Katmandu Club
Av. Epitácio Pessoa, 1484 - Lagoa
Tel: 2522-0086


(foto:Sharon W. Rosman)

22 novembro 2008

sATurDAy nIGht jAzZ

Programa de besteirol Jazz Club, com Louis Balfour.
Sorry, just in english. Good laughs!

21 novembro 2008

MORREU O BATERISTA TONY REEDUS

Mais uma vez foi Mestre Raffa quem me informou. Faleceu em 16 de novembro o baterista Tony Reedus, vitimado por uma embolia pulmonar. Em seu obituário consta que o fato aconteceu em pleno aeroporto em New York após Reedus regressar de uma excursao à Europa onde se apresentou com o pianista Mike LeDone . Todos os esforços para reanimá-lo foram em vão e sua morte ocorreu emplena ambuloancia que o transportava para um hospital.

RIP

20 novembro 2008

PROSPER JAM - LEMBRANCAS DE UMA NOITE NO MISTURA

Numa noite de quarta feira, vespera de feriado, e que mais parecia uma sexta feira, decidi aproveitar que estava perto do roteiro Leblon Ipanema Lagoa, para passar no Katmandu, ja que a programacao do Prosper Jam anunciava um convidado especial para acompanhar o Otimo Quarteto composto por Marco Tommazo (Piano Eletrico), Tony Botelho (Baixo Acustico), Renato "Massa" Calmon (Bateria) e Idriss Boudrioua (sax Alto).

Tinha lido pela manha no jornal que Jesse Sadock (Trompete) estaria particpando da tradicional Jam das quartas.

Ao ouvir "Invitation", foi impossivel nao lembrar de momentos da CJUB Dream Night, onde os dois feras dos sopros faziam tabelinhas espetaculares.

A noite foi perfeita, e o mais legal foi ver os musicos, liderados pelo Mestre de Cerimonias Renato Massa, convidando ao palco jovens musicos, que deram conta do recado. O guitarrista Ari Piassarolo tambem estava la e deu uma canja na guitarra.

Confesso que ainda ha vida inteligente na noite do Rio e ela passa pelas noites de quarta na Lagoa...

Vida Longa a Jam Session onde os musicos se divertem e nos emocionam.

Beto Kessel

RETRATOS
10. ART BLAKEY (H)
DISCOGRAFIA RESUMIDA - TÉRMINO


Art Blakey And The Jazz Messengers
Freddie Hubbard (trumpete), Curtis Fuller (trombone), Wayne Shorter (sax.tenor), Cedar Walton (piano), Jymie Merritt (baixo) e Art Blakey (bateria).
Em New York no "Village Gate", 17/08/1961.
1. Arabia
2. The Promised Land
3. Down Under
4. Children Of The Night
5. Mosaic
Album da Blue Note: Art Blakey - Live Messengers.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesma formação anterior no studio de Rudy Van Gelder, Englewood Cliffs, New Jersey, 02/10/1961.
1. Children Of The Night
2. Mosaic
3. Down Under
4. Crisis
5. Arabia
Album da Blue Note: Art Blakey – Mosaic.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesmas formação e local anteriores em 28/11/1961.
1. Moon River
2. Moon River (alternate take)
3. Contemplation
4. Backstage Sally
5. Reincarnation Blues
6. Shaky Jake
7. Bu's Delight
8. Shaky Jake
9. Reincarnation Blues (alternate take)
10. Bu's Delight (alternate take)
Faixas constantes de 02 albuns da Blue Note: Art Blakey - Buhaina's Delight e Art Blakey - Contemplation With Backstage Sally.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesmas formação e local anteriores em 18/12/1961.
1. Reincarnation Blues
2. Backstage Sally
3. Bu's Delight
4. Shaky Jake
Mesmos albuns anteriores do selo Blue Note.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Freddie Hubbard (trumpete), Curtis Fuller (trombone), Wayne Shorter (sax.tenor), Cedar Walton (piano), Reggie Workman (baixo) e Art Blakey (bateria).
Estúdio de Rudy Van Gelder, Englewood Cliffs, New Jersey, 10/02/1964.
Nas faixas “My Funny Valentine” e “Soul Girl” temos o vocal de Wellington Blakey, primo de Art Blakey. Wellington nasceu em Gary / Indiana e gravou para a Riverside Records e para a Universal Music.
1. The Core
2. Hammer Head
3. My Funny Valentine
4. Eva
5. Pensativa
6. Free For All
7. Soul Girl
Album do selo Blue Note: Art Blakey - Free For All.

Lee Morgan Sextet
Lee Morgan (trumpete), Curtis Fuller (trombone), Jackie McLean (sax.alto), McCoy Tyner (piano), Bob Cranshaw (baixo) e Art Blakey (bateria).
Mesmo local anterior em 11/08/1964.
1. Exotique
2. Tom Cat
3. Twice Around
4. Rigormortis = Riggormortes
5. Twilight Mist
Album excepcional da Blue Note, com destaque, alem do líder, para o sax.alto de Jackie McLean: Lee Morgan - Tom Cat.

A seguir as gravações do grupo que realizou temporada na Europa no final de 1971, idealizado e montado pelo ex-pianista, empresário e promotor de eventos George Wein.

OS “GIANTS OF JAZZ”

Giants Of Jazz
Dizzy Gillespie (trumpete), Kai Winding (trombone), Sonny Stitt (saxes alto e tenor), Thelonious Monk (piano), Al McKibbon (baixo) e Art Blakey (bateria).
No "T.N.P.", Paris, França, 22/10/1971.
1. I Mean You
2. 'Round About Midnight
3. Tour De Force
4. Tin Tin Deo
Album do selo Lotus: Giants Of Jazz - Bop Fathers, volume 1.

Giants Of Jazz
Mesma formação anterior no "Philharmonie", Berlim, Alemanha, 05/11/1971.
1. Blue 'N' Boogie
2. 'Round About Midnight
3. Tour De Force
4. Lover Man
5. Tin Tin Deo
6. Everything Happens To Me
7. A Night In Tunisia
Album da EmArcy: Giants Of Jazz In Berlin 1971.

Giants Of Jazz
Mesma formação anterior em 12/11/1971 em Zurique, Suiça.
1. Straight, No Chaser
2. Thelonious
3. Epistrophy
4. Don't Blame Me
5. I'll Wait For You
6. Sweet And Lovely
Album da Concord Jazz: Giants Of Jazz.

Giants Of Jazz
Mesma formação anterior no "Victoria Theatre", Londres, Inglaterra, apresentação em 02 sets, ambos no dia 14/11/1971. Foi lançado o album “The Giants Of Jazz” pelo selo Atlantic (faixas de 1 até 9 no 1º set e de 10 até 19 no 2º set) .
1. 'Round About Midnight = sabemos por pesquisa que essa abertura foi gravada, mas não editada
2. Tour De Force
3. Lover Man
4. Tin Tin Deo
5. The Bebop Tune
6. Woody'n You
7. I Can't Get Started
8. Blue Monk
9. A Night In Tunisia
10. Blue 'N' Boogie
11. 'Round About Midnight
12. Tour De Force
13. Lover Man (Dizzy's Rap)
14. Tin Tin Deo
15. Allen's Alley (aka The Bebop Tune)
16. Woody'n You
17. Everything Happens To Me
18. Blue Monk
19. A Night In Tunisia

Newport In New York '72
Clark Terry e Howard McGhee (trumpetes), Dexter Gordon e Sonny Stitt (saxes.tenor), Gary Burton (vibrafone), George Duke (piano), Jimmy Smith (órgão = e quem mais seria possível???), Al McKibbon (baixo) e Art Blakey (bateria).
No “Radio City Music Hall”, New York, 06/07/1972.
1. Blue 'N' Boogie
Album do selo Cobblestone: Various Artists - Newport In New York '72.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Wynton Marsalis (trumpete), Bobby Watson (sax.alto), Billy Pierce (sax.tenor), James Williams (piano), Charles Fambrough (baixo) e Art Blakey (bateria).
Estocolmo, Suécia, 09/03/1981.
1. Webb City
2. How Deep Is The Ocean ?
3. Skylark
4. Gipsy Folk Tales
Album do selo Break Time: The Very Best, Art Blakey And J.M. Featuring Wynton Marsalis '80/'81. Album da Amigo: Art Blakey/Wynton Marsalis - Art Blakey In Sweden.
Este album apresenta a notável gravação do clássico “Skylark” (Hoagy Carmichael), com uma sucessão de excelentes solos dos 03 sopros. O pianista James Williams (infelizmente já falecido) tem participação de destaque em todas as faixas; lembra-se que esse pianista, ao lado de Charnett Moffett/baixo e Jeff “Train” Watts/bateria, formou a “cozinha” que acompanhou Sadao Watanabe (sax.alto) em 13/07/1985 no Laforet Museum Akasaka (Tóquio/Japão), em apresentação resultou na edição do álbum da WEA “Parker’s Mood”, uma verdadeira jóia e, com certeza, o melhor que o prolífico Sadao, em noite de suprema inspiração, conseguiu realizar em sua carreira de uma centena de albuns. O solo de James Williams no clássico de Tom Adair e Matt Dennis “Everything Happens To Me” é definitivo em beleza, exploração harmônica e improvisação lógica, extensa, sensível e tecnicamente perfeita. Com muita segurança pode-se afirmar que foi, à época, o “álbum do ano”.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Mesma formação anterior em Paris, França, 12/04/1981, gravada e distribuida no album “Art Blakey / Wynton Marsalis” da Timeless
1. Cheryl
2. Ms. B.C.
3. In Case You Missed It
4. Little Man
5. Witch Hunt
6. Soulful Mister Timmons

Art Blakey And The Jazz Messengers
Wynton Marsalis (trumpete), Branford Marsalis (sax.alto), Billy Pierce (sax.tenor), Donald Brown (piano), Charles Fambrough (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Keystone Korner", San Francisco, Califórnia, 01/1982.
1. In Walked Bud
2. In A Sentimental Mood
3. Fuller Love
4. Waterfalls
5. A La Mode
Pelo selo Concord Jazz, “Art Blakey - Keystone 3”.

DAQUÍ PARA DIANTE POUCAS APRESENTAÇÕES E GRAVAÇÕES

The Magnificent Six
Freddie Hubbard (trumpete e flugelhorn), Curtis Fuller (trombone), Benny Golson (sax.tenor), Walter Davis Jr. (piano), Buster Williams (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Nakano Sun Plaza Hall", Tóquio, Japão, 02/02/1984
1. Moanin'
2. A La Mode
3. I Remember Clifford
4. Caravan
5. Whisper Not
6. Christina
7. A Night In Tunisia
8. Blues March
Album da Baystate: Art Blakey - A Groovy Night With The Magnificent Six.
Essa gravação foi filmada (vide item “05” da “Filmografia”).

Art Blakey And The Jazz Messengers
Terence Blanchard (trumpete), Donald Harrison (sax.alto), Jean Toussaint (sax.tenor), Mulgrew Miller (piano), Lonnie Plaxico (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Mikell's", New York, 05/1984
1. Oh, By The Way
2. My One And Only Love
3. It's Easy To Remember
4. Who Cares?
5. Controversy
6. Tenderly
7. Falafel
Pelo selo Concord Jazz: Art Blakey - New York Scene.

The All Star Jazz Messengers At One Night With Blue Note
Freddie Hubbard (trumpete em “Moanin’” e “It’s Only A Paper Moon”, 02 solos espetaculares), Curtis Fuller (trombone também nas faixas em que atua Freddie Hubbard), Johnny Griffin (sax.tenor nas mesmas faixas de Hubbard e Fuller), Walter Davis Jr. (piano), Reggie Workman (baixo) e Art Blakey (bateria).
"Town Hall", New York, 22/02/1985
1. Criss Cross = rejeitada na edição
2. Bud's Bubble
3. I Got Rhythm
4. Moanin'
5. It's Only A Paper Moon
Albuns da Blue Note: Various Artists - One Night With Blue Note, volume 3 e Various Artists - One Night With Blue Note, Preserved.
Praticamente a caminho de seu “canto de cisne”, Art Blakey demonstrava vigor incomum para comandar esse grupo. Sessão gravada e que pode ser vista no DVD indicado no item “08” da “Filmografia”.

Art Blakey And The Jazz Messengers
Wallace Roney (trumpete), Tim Williams (trombone), Kenny Garrett (sax.alto), Jean Toussaint (sax.tenor), Donald Brown (piano), Peter Washington (baixo) e Art Blakey (bateria).
Berkeley, Califórnia, 08 e 09/09/1986
1. On The Ginza
2. Feeling Good
3. Minor's Holiday
4. Second Thoughts
5. Caravan
6. Crooked Smile
7. One By One
8. Obsession
Album da etiqueta Delos: Art Blakey - Feeling Good.
Poucos anos antes de deixar-nos, ainda assim Art Blakey seguia abrindo a vitrine dos “Jazz Messengers” para talentos que se projetariam posteriormente.

Art Blakey And The Jazz Messengers And Special Guests
Freddie Hubbard, Terence Blanchard e Brian Lynch (trumpetes), Curtis Fuller e Frank Lacy (trombones), Jackie McLean e Donald Harrison (saxes.alto), Benny Golson, Javon Jackson e Wayne Shorter (saxes.tenor), Walter Davis Jr. e Geoff Keezer (pianos), Essiet Okon Essiet e Buster Williams (baixo), Art Blakey e Roy Haynes (baterias).
Vocais pela filha de John, Michele Hendricks, no 'Leverkusen Jazz Festival', Alemanha, 09/10/1989.
1. Two Of A Kind
2. Moanin'
3. Along Care Betty
4. Lester Left Town
5. Mr. Blakey
6. Drum Duo
7. Blues March
8. Buhaina's Valediction
9. interview
Album pelo selo “In + Out” (IOR).

A ÚLTIMA GRAVAÇÃO

Art Blakey And The Jazz Messengers
Brian Lynch (trumpete), Steve Davis (trombone), Dale Barlow e Javon Jackson (saxes.tenor), Geoff Keezer (piano), Essiet Okon Essiet (baixo) e Art Blakey (bateria).
Estúdios da BMG, New York, 10 e 11/04/1990
1. Here We Go
2. One For All (And All For One)
3. Theme For Penny
4. You've Changed
5. Accidentally Yours
6. Medley: My Little Brown Book / Blame It On My Youth / It Could Happened To You
7. Green Is Mean
8. I'll Wait And Pray
9. Logarhythms
10. Bunyip
11. Polka Dots And Moonbeams
12. Nica's Tempo
Album do selo A&M: Art Blakey - One For All.

A seguir: RETRATOS 11 = JOHNNY GRIFFIN
“Little Giant” or “Jazz Giant” ? ? ?

19 novembro 2008

HÁ CINQUENTA ANOS

O jornal "O Globo" de 19 de novembro relata com minúcias a apresentação de Dick Farney no famoso concêrto realizado em seu auditório. Estivemos lá e pudemos presenciar uma das performances mais bonitas de Dick, contracenando com diversos companheiros e mostrando a um público entusiasmado toda a sua arte. Felizmente o evento foi gravado e aqueles que não foram poderão pelo menos ouvir o que fez Dick naquela noite sensacional. Sobre o saudoso Bill Horne ,até hoje não encontramos ninguém que informasse quando e como ele faleceu. Injusto esquecimento.

18 novembro 2008

UM REFORÇO LITERÁRIO

É como podemos definir o livro “Improvisando soluções” de Roberto Muggiati. Mais uma obra muito bem cuidada e com uma série de pitorescas histórias de importantes personagens do Jazz. Trata-se de mais uma contribuição de Muggiati a nossa tão pobre literatura jazzística.
Já havíamos comentado anteriormente o “New Jazz de volta para o futuro” do mesmo autor, colocando os leitores a par dos personagens mais jovens da chamada arte maior. São indicações que fazemos a quem ainda não tomou conhecimento desses lançamentos.
llulla

UM DIA SEM MÚSICA ? NÃO VAI SER POSSÍVEL ...

O nome do "artista" é Bill Drummond. E tem como orgulho ter deixado a BBC escocesa sem música durante um dia.
Como dizem, só é louco quem queima dinheiro e a figura em questão queimou 1 milhão de libras.
Agora, o personagem em questão quer propor a realização do quarto ano do Dia Sem Música no Brasil.
Diz ele :
"A cada ano, eu foquei o Dia Sem Música em um lugar diferente. Em 2007, foi a vez da Escócia. Isso só aconteceu porque um produtor da BBC Radio Escócia (a estação de rádio nacional) me contatou e queria fazer com que a rádio ficasse todas as 24 horas do Dia Sem Música sem tocar uma única nota musical. Foi um grande sucesso, e criou uma série de debates na mídia escocesa. Um tempo depois, ainda em 2007, um brasileiro de São Paulo entrou em contato comigo. Ele queria saber se poderia fazer algo relacionado ao Dia Sem Música no Brasil. Logo que eu li o seu e-mail, pense: "Não seria ótimo fazer o Dia Sem Música de 2008 focando o Brasil?". Não sei se é a verdade, mas o resto do mundo tem a impressão de que no Brasil há música 24 horas por dia, durante os 365 dias do ano, de que os brasileiros fazem tudo usando música com pano de fundo. Pareceu-me o lugar perfeito. Agora eu sei que, na verdade, não vai haver uma nota musical a menos tocada no dia 21 de novembro no Brasil, mas o que é mais importante para mim é que haja um debate, que as pessoas conversem sobre a nossa relação com a música, sobre como ela muda e evolui, e para onde ela deveria estar indo. É claro que isso também é uma bela desculpa para eu viajar para o Brasil"

E mais, perguntado como explicaria a idéia do Dia Sem Música para uma pessoa comum e como alguém que ama música pode ficar um dia inteiro sem ouvi-la, ele simplesmente diz :
"Tente. São apenas 24 horas, e depois nós podemos conversar sobre isso. As pessoas também podem visitar nosso site oficial e ver como as outras pessoas se relacionam com a idéia. Parece que existem tantas pessoas considerando a idéia de um Dia Sem Música quanto existem pessoas que acham que tudo isso é uma perda estúpida de tempo."

Pois é Bill Dummond, e você ainda se acha um "artista" ?! Definitivamente, você é um completo idiota !

Já que falam do Brasil, por que não pensam em tirar algumas das nossas rádios do ar por 1000 anos ? Uma vergonha o que fazem com nossas rádios, vendidas ao jabá explícito, música de péssima qualidade, programação sem qualquer critério, rituais evangélicos e até exorcismo.

Na época da Fluminense FM, categorizada como "Maldita", teve até processo dos mais crentes para que o apelido fosse banido pois era considerado "uma ofensa".
Realmente, era "Maldita" para quem não gosta de música. O que veio depois ... uma vergonha !!

Bill Drummond, veste uma saia, volta pra Escócia e toma um porre de um bom uisque !

17 novembro 2008

RODGERS SONGBOOK


Um sujeito dos mais simpáticos, John Pizzarelli (48), quando este ano em Londrina, teve a “paciência” de conversar comigo várias vezes sobre assuntos relacionados à música e mais especificamente ao jazz. Trocamos idéias sobre compositores de todas as origens, passando por Legrand, Jobim e, claro, os grandes craques americanos. Coincidência ou não, temos as mesmas opiniões sobre Porter, Berlin, Gershwin, Rodgers e Kern, entre outros. Dos cinco citados, Porter e Berlin eram os menos cotados, se comparados a Kern, Rodgers e Gershwin. Tanto Porter como Berlin eram songwriters, ou seja, faziam letra e música. E esse tipo de compositor geralmente prioriza as letras. Daí a nossa preferência, em se tratando de jazz, em favor dos que tinham parceiros letristas e se concentravam unicamente nas melodias e harmonias. Quando revelei meu compositor predileto (Richard Rodgers, a quem dediquei uma produção do CJUB), Pizzarelli caiu na risada. Eu não sabia que ele estava terminando seu último CD exatamente com o songbook de Rodgers. E aí ele me contou detalhes do disco. O pai, Bucky, tinha participado apenas de uma faixa, It’s Easy To Remember. Nosso César Camargo Mariano também tinha sido convidado para outra faixa, Happy Talk, que recebeu uma levada de bossa-nova. Pizzarelli havia entregado 6 temas para o arranjador Don Sebesky. A cozinha era a mesma que veio à Londrina, com o ótimo Larry Fuller ao piano e Tony Tedesco à bateria, além do irmão Martin ao contrabaixo. Pois bem. O CD foi lançado pela Telarc em agosto. Pizzarelli ficou entusiasmado ao descobrir que Rodgers tem muito prestígio no Brasil e que suas músicas são bem conhecidas por aqui. Antes de ir para o Rio, onde se apresentaria no Mistura, Pizzarelli deixou escapar que o próximo projeto poderia ser em cima do songbook de Jerome Kern. Eu dei toda a força. Considero Kern, ao lado de Gershwin e do próprio Rodgers, o trio-de-ferro entre os “composers” americanos de todos os tempos.
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Telarc (2008)
John Pizzarelli – guitar, vocals, arranger
Don Sebesky – arranger
Bucky Pizzarelli – guitar (guest soloist)
César Camargo Mariano – piano (guest soloist)
Larry Fuller – piano
Tony Tedesco – drums
Martin Pizzarelli – bass
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01. With a song in my heart (Rodgers/Hart)
02. This can’t be love (Rodgers/Hart)
03. I like to recognize the tune (Rodgers/Hart)
04. It’s easy to remember (Rodgers/Hart)
05. Johnny one note (Rodgers/Hart)
06. Nobody’s heart (Rodgers/Hart)
07. Happy talk (Rodgers/Hammerstein)
08. Mountain greenery (Rodgers/Hart)
09. I have dreamed (Rodgers/Hammerstein)
10. The lady is a tramp (Rodgers/Hart)
11. She was too good to me (Rodgers/Hart)
12. You’ve got to be carefully taught (Rodgers/Hammerstein)
…………………………………………………………
Som na caixa: The Lady Is A Tramp (Sebesky, arranger)



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