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16 agosto 2007

SKY BLUE - MINHAS IMPRESSÕES


Muitos dirão que isto não é Jazz. Como disseram os mais conservadores quando ouviram pela primeira vez Gillespie e Parker, ou quando outros, inclusive eu, ouviram Ornette ou os últimos discos de Coltrane.
Confesso! Isto não é Jazz! Está além do Jazz! É música instrumental de altíssima qualidade apoiada no principal fundamento do Jazz, o livre espírito da improvisação.

Maria Schneider superou-se novamente. É difícil dizer o que é melhor em Sky Blue. Se as 5 composições, todas muito bonitas e sofisticadas, os arranjos espetaculares ou ainda os inspirados solos de seus principais músicos.
Em The‘Pretty’Road, um tema cativante, Ingrid Jensen arrasa no flugel e trumpete.
Em Aires de Lando, uma composição com andamentos diversos e estranhos, Scott Robinson no clarinete dá um verdadeiro show. Ouvir para crer.
Em Sky Blue, quem brilha no soprano é o estreante Steve Wilson, evoluindo da placidez do tema, ao êxtase do solo individual.
Já a peça central, Cerulean Skies, uma suíte de 22 minutos, é de uma beleza indescritível! Solos de Donny McCaslin (tenor) e Charles Pillow (alto), separados por um lindo interlúdio com Gary Versace (acordeão) e Frank Kimbrough (piano), enriquecem esta composição que deve ser premiadíssima.

Tenho ainda que ressaltar o vocal de Luciana Souza, um importante instrumento da sonoridade da orquestra.

Enfim, música para educar ouvidos ou para ouvidos educadíssimos!


Para os que acham que estou exagerando, vejam as primeiras críticas da imprensa americana :


“ Magnificent. A magical work of art, from beggining to end.” - Dan McClenaghan.


“ Maria Schneider tells stories in music as well as great novelists tell them in words. On her new album, “ Sky Blue”, she puts together stories that speak with clarity of Ernest Hemingway and the musical grace of Aaron Copland.” - Bob Karlovits


Bragil

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