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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

15 agosto 2007

JAZZ FESTIVAL 2007


JAZZ FESTIVAL – 2007 – SEGUNDA NOITE

Quando “los hermanos” da Porteña e “les freres” do Irakli arrasaram.

O bom do chamado Jazz tradicional é quando se observa hoje o que um grupo como a “Porteña Jazz Band” faz, alegrando um ambiente e conseguindo que toda uma platéia se ligue atentamente ao seu trabalho. Verdadeiro sacerdócio na preservação do que foi feito pelos “pioneiros”. Desde “Sugar Foot Stomp” até o blues com que encerraram seu set, o que se viu e ouviu foi um preito de fidelidade aos velhos e preciosos arranjos. Os naipes afinadíssimos e os solistas mostrando grande “conhecimento de causa”. O “Body and Soul” em solo do saxofonista Gabriel Herrera deve ter feito Coleman Hawkins sorrir lá do alto. Emocionante o que fizeram “los hermanos” Omar Oliveros, Ricardo Alem(tps), Juanjo Zentilini (tb), Carlos Caiati, Gabriel Sabella Rosa e Gabriel Herrera (cls-sxs), Adrian Segers(bj), Adrian Minuchin (tB), Jorge Rosker (dm-wsh) e Martin Mendez (p).

“Muchas gracias e un gran saludo”.
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O “Irakli and the Louis Ambassadors” é um outro preito de gratidão ao que fez o músico mais importante da história do Jazz. Irakli de Davrichewi, do alto de seus sessenta para setenta anos, ainda reúne forças para mostrar no trumpete que leu a cartilha, penetrando nos fraseados e nos agudos de Armstrong, procurando dar o máximo de autenticidade a homenagem que presta ao seu ídolo. Mas, o que ressalta no grupo é a qualidade de seus integrantes. O trombonista Jean-Claude Onesta é de uma eficiência espantosa. Sonoridade, fraseado, improviso, tudo dentro dos canones pré estabelecidos. O pianista Jacques Schneck, de inicio discreto e burocrático, quando chamado ao trabalho mostrou uma técnica apurada e um bonito senso de improvisação no clássico “Somebody Loves Me”. E o que falar do baterista Sylvain Glevarec, que despejou em dez minutos de solo todo o conhecimento da arte percussiva, criando desenhos rítmicos emocionantes e esbanjando um técnica no uso dos “mallets”, baquetas e mãos que fez lembrar um solo de Jo Jones quando atuou no American Jazz Festival em 1961. O jovem francês nada fica a dever a qualquer baterista americano. E ponto final.
Noite de gala.

llulla

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