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12 junho 2007

HISTÓRIAS DO JAZZ N° 40

Resolvi voltar ao assunto não só porque me lembrei de outras coincidências como também ,por ter ocorrido mais uma agora em São Paulo, quando em visita a Livraria Cultura ,ciceroneado por Pedro Cardoso.

“Os Deuses do Jazz” – II Quem assistiu o filme “As neves do Kilimandjaro” , com Gregory Peck e Ava Gardner, há de se lembrar de uma cena fantástica, quando, em um “night club” ela solicita que ele acenda o seu cigarro. Ao clicar o isqueiro há um corte rápido e surge a figura de Benny Carter executando uma balada. Não dura nem dez segundos a imagem de Benny mas, a música continua em fundo .
Iniciei a pesquisa para saber o nome da música, se fora gravada comercialmente,
se constava do catálogo de alguma gravadora etc.
Quem me informou foi Sylvio Tullio Cardoso. Disse ele : “O nome do tema é “Love is Cynthia “ mas até agora, pelo que sei, não consta sua inclusão em qualquer elepê. Não demorou muito. Entrei na “Discolandia”, um dos saudosos sebos da rua São José. Djalma, o proprietário estava saindo para o almoço e me informou que
tinham chegado alguns discos de 45 rotações . Voltou para me mostrar e aí foi só alegria. Os discos pertenceram a Bill Horne, músico amador que tocava trumpete e lamentavelmente hoje é saudade. Mais tarde vim saber, pela turma das Lojas Murray, que ele batera com o carro e estava catando dinheiro para consertar seu Jaguar. Achei estranho pois o pai de Bill tinha um escritório ou casa de cambio
e que desfrutava excelente situação financeira. Mas, vamos as “bolachinhas”.
A primeira era da RCA e tinha os temas “Sunday afternoon” e “Love is Cynthia”
com a orquestra de Benny Carter. (Uau !) Mas, a alegria continuou quando “passei em revista as tropas”. Lá estavam quatro discos da orquestra de Charlie Ventura ,um deles com o tema “Whatta I say we go” com vocal da dupla Jackie Cain e Roy Krall muito divulgado no programa de Paulo Santos. Mais algumas preciosidades estavam à disposição e não não tive dúvidas, comprei todas.
Muitas outras “coincidências” aconteceram comigo em relação ao Jazz. Discos, revistas e até livros que pensava serem impossíveis de adquirir apareciam como por encanto.
Mas a ultima ocorreu agora, quando passei o fim de semana em São Paulo. Vamos aos fatos : Em reunião de 23 de maio, no Clube de Jazz de Niterói, o tema era “Pérolas do Jazz” e cada um apresentava duas ou três musicas de sua escolha. Na minha vez coloquei o “Over the rainbow” de Erroll Garner faixa do álbum “Solitaire”, lançado em elepê no Brasil, mas que lamentavelmente não saiu em CD. Expliquei que tinha pescado a faixa na Internet, já que não possuímos mais um toca-disco para elepê . Foi o tema da noite e tive que fazer duas ou três cópias para alguns amigos.
Em São Paulo fomos visitar a Livraria Cultura e pesquisar. DVD’s e CD’s. Naquele mundo de prateleiras vislumbro um CD de capa verde, “solitário”, olhando para mim.
Era o “Solitaire” de Garner que tanto procurava . Apesar do preço escorchante
tive que adquiri-lo em homenagem aos “Deuses do Jazz”. Pedro Cardoso confirma.

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