Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

30 junho 2007

O OUTRO LADO DO JAZZ # 19

O JAZZ VAI À GUERRA (parte III)




Atuação e perda de Glenn Miller


A mais reconhecida das big bands militares foi sem dúvida a de Alton Glenn Miller, comissionado como capitão no US Army Specialist Corps com base em Omaha, Nebraska, em junho de 1942 com 38 anos e não tinha prestado o serviço militar regular por ter uma leve deficiência visual. Seu treinamento básico terminou em dezembro de 1942. Seu maior desejo era levar sua música para o meio militar inclusive modernizando o que já existia, como os arranjos swing para as marchas de John Philip Souza. Inicialmente foi designado como diretor das bandas do Exército quando, então elaborou um plano para 30 pequenos conjuntos de dança. O ambiente ultra conservador do Exército não lhe foi muito favorável e os arranjos swing não foram bem aceitos. Transferiu-se então para a Força Aérea passando a dirigir a Army Air Forces Technical Training Command e lá contou com o total apoio do Lieutenant Colonel Richard E. Daley.
Miller convidado a participar do programa de rádio I Sustain the Wings pela CBS, apoiou-se em velhos amigos e companheiros e montou uma banda com 45 integrantes dentre eles, os irmãos Dorsey, Ray Noble, Ray McKinley baterista, Mel Powell pianista e arranjador, o baixista Herman Trigger Alpert, o trompetista Zeke Zarchy, o arranjador Jerry Gray e ainda vários músicos oriundos das sinfônicas de Boston e New York. Uma senhora banda-orquestra que possivelmente jamais poderia ser montada e mesmo sobreviver não fossem as condições militares. Assim foi criada a 718th AAFTC BAND estacionada em New Haven em Connecticut e o primeiro programa foi ao ar a 29/maio/43.
A 6/maio/44 o Coronel Edward Kirby do Estado-Maior do General Dwight Eisenhower (SHAEF) sediado em Londres foi a New York e após o show de Glen Miller foram jantar quando o coronel expôs a idéia de manter uma banda na Inglaterra onde era preparada a grande invasão das tropas aliadas à França, o famoso dia-D. Miller concordou e foram iniciados os preparativos para a transferência da formidável orquestra para além mar.
A 18/junho Miller voou para a Inglaterra e os 62 componentes da orquestra saíram de navio a 23/jun chegando a 28 na Escócia onde Miller já os esperava. Transferidos para Chelsea, Miller foi se apresentar ao Coronel David Niven (o ator) membro do SHAEF, encontro este interrompido 3 vezes por ataques de bombas V-1 dos nazistas.
O grupo de Miller passou a se chamar American Band of the Supreme Allied Command e estrearam a 9/julho/44, um domingo, nos estúdios da rádio BBC no Allied Expeditionary Forces Programme. Podemos imaginar o impacto fantástico que deve ter ocorrido nas tropas aliadas: norte-americanas, inglesas, escocesas, canadenses, australianas e nas francesas muitas já atuando na França após o dia-D ocorrido a 6/junho/44.
A partir de 14/julho a Glenn Miller Orchestra iniciou uma excursão pelas principais bases da Inglaterra e hospitais da Cruz Vermelha, muitos shows também através das rádios broadcast direcionadas para a França. Há notícias de que muitos soldados alemães escondidos dos mais ferrenhos nazistas sintonizavam estas rádios, afinal o swing era estimulante até para o inimigo, provavelmente já esgotado da guerra.
Em menos de um ano a Glenn Miller Army Air Force Band realizou cerca de 800 apresentações das quais 500 foram em rádio broadcast alcançando milhões de ouvintes. Nos 300 shows ao vivo cerca de 600.000 militares tiveram o privilégio de assistir.
O General Doolittle comandante do 8th Air Force dizia para Miller após uma apresentação: -" sua música é o maior incentivo ao moral das tropas no teatro de operações na França". Aliás este concerto é retratado no filme — The Glenn Miller Story feito em 1954 onde bombas voadoras alemães caíam próximo enquanto a banda executava o clássico In The Mood e a um sinal de Miller tocavam cada vez mais alto e sem titubear.
A 8/agosto/44 o SHAEF recomendou uma promoção ao Cap. Miller efetivando-a a 17/ago como Major.
A 13/novembro Miller desembarca em Paris recém libertada indo se encontrar como o General Barker e o Major May ambos do SHAEF no Palácio de Versalhes. O encontro se destinava a tratar da transferência da orquestra para a França de modo a se apresentar nas comemorações do Natal próximo e do Ano Novo. Miller retorna a 18/ novembro, enquanto ausente da Inglaterra a orquestra estava sendo dirigida pelo Sargento Jerry Gray.
A 15/dezembro/1944 o Major Miller vai até o aeroporto de Twinwoods Farm, um denso nevoeiro cobria todo o local, Miller preocupado com seu vôo esperava o aparelho que pousou às 13:45h, logo embarcando com destino à França e nunca mais foi visto. Ficou para a história sua música, sua atuação durante a guerra e sua terrível perda. A orquestra continuou sua campanha agora sob a direção do Sargento Ray McKinley atuando pela primeira vez a 21/dezembro/44. Sua última apresentação se deu a 13/nov/1945 no National Press Club em um jantar para o presidente Harry Truman em Washington, onde os Generais Dwight Eisenhower e Hap Arnold homenagearam o grupo pelo excelente trabalho realizado no período de guerra e agraciaram o Major Glenn Miller (Army Serial No. 0505273), com a comenda póstuma da World War II Victory Medal.
Podemos, então ouvir a Army Air Force Band em duas apresentações – Sun Valley Jump (Jerry Gray) e na Official Marching Song of 264th Infantry Regiment - What Do You Do In The Infantry (Frank Loesser) e logo em seguida pela BBC Radio Service a confirmação da notícia do desaparecimento do Major Glenn Miller.
Formação da banda: Glenn Miller (tb e líder); Bobby Nichols, Bernie Privin, Jack Steele, Zeke Zarchey, Whitey Thomas (tp), Addinson Collins (fluegelhorn), Nat Peck, Johnny Halliburton, Jimmy Pridy, Larry Hall (tb), Mannie Thaler, Freddie Guerra, Vince Carbone, Hank Freeman, Jack Ferrier, Chuck Gentry, Peanuts Hucko (saxes e cl), Mel Powell (pi), Carmen Mastren (gt), Trigger Alpert (bx), Ray McKinley (bat), Artie Malvin e The Crew Chiefs vocal. – 1943. (tempo total 5:32)



||

DUM DUM NA SALA BADEN POWELL

Dôdo Ferreira Quarteto
Sala Baden Powell, 3 de julho
19hs

29 junho 2007

MUSEU DE CERA # 23 – BILLIE HOLIDAY

Era uma vez um crítico musical e brasileiro afirmando que Billie Holiday não seria propriamente uma cantora de Jazz. Ora, o que temos a considerar como sendo uma cantora de Jazz? Na verdade até não é muito simples definir ou classificar determinado cantor como sendo de Jazz, inclusive existem uns que nem gostam de assim serem rotulados. Quase sempre se estabelece uma polêmica sobre se tal ou qual cantor seja ou não de Jazz. Bem, para ser um cantor de Jazz em nossa opinião, nem se torna obrigatório o emprego do improviso vocal do tipo scat singing, mas precisa ter algo da "gramática" do Jazz, ou seja, em uma execução ter swing, quando desloca acentos, flutua com os tempos enfim saber usar o beat como uma forma de improviso bem como as inflexões da voz e o fraseado. O repertório deve ser adequado, vez por outra um blues e principalmente, ser acompanhado por músicos de Jazz porque o binômio, voz - instrumentos se complementam em uma atmosfera jazzística. Jazz é puro sentimento e não rótulo!
Posto isto, então o que poderíamos dizer de Eleanor Fagan Gough nascida na Filadelfia em Baltimore a 7/abril de 1915 que adotou o nome artístico de Billie (tirado de uma atriz que admirava - Billie Dove) e Holiday de seu pai o guitarrista Clarence Holiday? Simplesmente uma das mais completas cantoras de Jazz de todos os tempos.
Billie quando nasceu seu pai tinha quinze anos de idade e sua mãe Sara Fagan apenas treze, pode-se imaginar que a começar pela infância teve uma vida bem difícil, o pai logo abandonou a família e não a reconhecia como filha. Aos 10 anos foi violentada, viveu em uma casa de correção para meninas, aos 12 trabalhava lavando assoalhos em um prostíbulo e aos 14 caiu na prostituição. Morando com a mãe em Nova York, quando ameaçada de despejo decide sair à procura de algo melhor para ganhar dinheiro, entrou em uma espelunca do Harlem e se ofereceu como dançarina, fez um teste e não foi aceita. O pianista que a acompanhou no desastre inicial, tentando ajudar, tocou algo e pediu que ela cantasse. Fiat lux! e seu enorme talento para a música ainda subestimado por ela própria acendeu, aflorou, isto em 1930. Ficou pelo Harlem, atuando aqui e alí, até que surgiu a grande oportunidade com o produtor John Hammond que a ouviu no Monette's Club, se encantou naturalmente e conseguiu convencer Benny Goodman (o que não deve ter sido nada fácil) a gravar com ela e assim foi registrado pela Columbia a 27/nov/1933 — Your Mother's Son-In-Law e a 18/dez — Riffin' The Scotch. No entanto o sucesso não veio logo, essas primeiras gravações ficaram meio obscuras.
Em 1935 o pianista Teddy Wilson a contratou para uma série de gravações e o sucesso se iniciou, logo depois em 1937 foi crooner de Count Basie, depois com Artie Shaw tornando-se o primeiro cantor negro a atuar em uma banda branca e com isso Shaw arranjou sérios problemas, tais como: a orquestra entrava pela frente do clube e Billie pela porta dos fundos, a banda se hospedava em um hotel e Billie em outro, por vezes as refeições idem, enfim o forte racismo que desde menina enfrentava agora doía e muito por ser reconhecida como uma grande artista, mas não conseguia vencer a maldita discriminação...
O enfrentamento a tudo isto veio acompanhado do uso intenso de drogas e álcool, vícios que a levaram até a consequência inevitável de uma morte prematura com apenas 44 anos.
Um de seus maiores sucessos Strange Fruit um poema descreve o enforcamento de um negro o qual interpretava soberbamente. Outros vieram como Fine and Mellow (1939), Body and Soul (1940), Gloomy Sunday (1941), Lover Man (1944) e o filme New Orleans com Louis Armstrong e Kid Ory em 1946. Praticamente toda sua apresentação passou a ser um grande sucesso e sua época áurea situa-se até 1950, depois os vícios a foram consumindo com reflexos em sua voz, em seu espírito, ampliando sua inquietude até o infeliz desfecho a 17 de julho de 1959 em New York.
Billie dotava suas canções de imensa expressividade, um tanto de sensualidade com sua voz rouquenha e muita espontaneidade. Era capaz de modificar o material original, recriando o fraseado, adaptando a melodia para enquadrá-la às suas intenções, à sua emoção, à sua arte. Notadamente suas maiores influências foram Bessie Smith e Louis Armstrong. Seu estilo terno, cool na linguagem musical e tudo mais que lhe possamos atribuir está na interpretação de I'll Get By uma das mais consistentes gravações de seu início de carreira com Teddy Wilson. Podemos verificar que Billie fazia parte do grupo com o mesmo destaque de um instrumento, tinha seu chorus de solo e pronto, tal qual os demais músicos.
I'LL GET BY (Roy Turk – Fred Ahlert) – Teddy Wilson and his Orchestra – Teddy Wilson (piano e líder), Buck Clayton (tp), Buster Bailey (cl), Johnny Hodges (sa), Lester Young (st), Allan Reuss (gt), Artie Bernstein (bx), Cozy Cole (bat) e Billie Holiday (vocal).
Gravação original: 11/maio/1937 – Columbia 35926 - New York
Fonte: CD – Billie Holiday - Me Myself And I - Ediciones del Prado JB0 – 1995 – Madri


HALF NOTE

O Half Note era um clube de jazz localizado nas esquinas de Hudson e Spring Street em Manhattan. O clube funcionou nos anos 50 e 60, apresentando conhecidos músicos de jazz e irradiava pela rádio, os shows de sexta feira. Vários discos foram gravados no Half Note, incluindo "One Down, One Up" de Coltrane e "Smoking' At The Half Note" de Wes Montgomery. Atualmente o Half Note não existe mais, no seu lugar fica uma delicatessen.

Pouca coisa foi escrita, mas descobri uma que traz um interessante relato dos dias de glória e quis mante-la na lingua original , em Inglês.

Para quem quiser desfrutar da leitura, clique aqui para o link, uma vez que ocuparia demasiado espaço em nosso blog.

28 junho 2007

ANIVERSÁRIO DO "APOSTOLO"

Alô amigos,
Hoje é um dia muito especial. O nosso "Apóstolo", Pedro Cardoso está aniversariando e daqui quero lhe desejar muita saude e que continue enriquecendo o nosso blog com a série "Retratos" tão util para novatos e veteranos. Um abração Pedro e tudo de bom.
llulla

27 junho 2007

500 Anos de Pinturas de Mulheres

Não é jazz, mas retrata uma arte tão sublime quanto o jazz, é certamente um extraordinário trabalho que merece ser visto, o fundo musical é do violoncelista YoYo Ma.


RETRATOS
04. BUD POWELL (C)

Término da Discografia Resumida

Em 1951 Bud Powell grava em piano.solo e em trio, gravações intermediadas pela realizada no mês de Março com Dizzy Gillespie e Charlie Parker.

Dizzy Gillespie - Charlie Parker Quintet
Dizzy Gillespie (trumpete), Charlie Parker (sax.alto), Bud Powell (piano), Tommy Potter (baixo) e Roy Haynes (bateria).
31/03/1951, Birdland, New York. Album da Columbia: “Charlie Parker - Summit Meeting At Birdland”.
1. Blue 'N' Boogie
2. Anthropology
3. 'Round About Midnight
4. A Night In Tunisia
5. Jumpin' With Symphony Sid
No Brasil a Columbia lançou o álbum “Charlie Parker – Summit Meeting At Birdland” em 1977, com extensas notas da contra-capa por Gary Giddins, tradução e adaptação de Luiz Carlos Antunes, Mestre LULA. O lançamento nacional veio com as faixas 1, 2, 3 e 4 no lado “A” do LP, mas sem a faixa 5 (“Jumpin’ With Simphony Sid”) da sessão no “Birdland”. O lado “B” do LP foi inteiramente ocupado com 06 faixas, também gravadas no “Birdland” em 23/03 e 09/05/1953, com formações sem a participação de Bud Powell.
Durante 1953, em 07/02 (Bud, Oscar Petiford, Roy Haynes), em 21/03 (Bud, Mingus, Roy Haynes), em 03/06 (Bud, Mingus, Art Taylor), em 05/09 (Bud, George Duvivier, Max Roach) e em 26/09 (Bud, Curley Russell, Art Taylor), sempre no “Birdland”, foram realizadas diversas gravações de Bud Powell em trio; a série “Os Grandes do Jazz” (Ediciones del Prado S. A., 1996 / 1997, 5 volumes mais 72 CD’s), reservou 01 CD com 12 das faixas gravadas nessas sessões.

Bud Powell Trio
Bud Powell (piano), Charles Mingus (baixo) e Roy Haynes (bateria).
05/04/1953, Club Kavakos, Washington/DC. Album da Elektra/Musician: “Bud Powell - Inner Fires”.
1. I Want To Be Happy
2. Somebody Loves Me
3. Nice Work If You Can Get It
4. Salt Peanuts
5. Conception
6. Lullaby Of Birdland
7. Little Willie Leaps
8. Hallelujah
9. Lullaby Of Birdland (alternate take)
10. Sure Thing
11. Woody'n You
12. Entrevista com Bud Powell
As faixas de 1 até 11 foram efetivamente tomadas em 05/04/1953 durante apresentação no “Club Kavakos” em Wahington / DC. O trio foi apresentado nessa ocasião por Willis Conover. O produtor Bill Potts teve oportunidade de entrevistar Bud Powell 02 vezes, em 15/Janeiro e em 06/Maio/1963, durante tratamento de Bud para recuperação de tuberculose no Bouffemont Sanatorium (França); essas entrevistas foram incorporadas como última faixa no CD produzido em 1982 (Elektra/Musician, “Inner Fires - The Genius Of Bud Powell”). As notas do encarte desse CD, que contem as entrevistas de Bill Potts com Bud Powell, são de Chick Corea (autor, também, da seleção das 16 faixas para a série “Ultimate” da Verve, que integram o CD lançado em 1998). As 11 faixas musicais desse “Inner Fires”, pura delícia para os sentidos, estão devidamente descritas no encarte. Na 1ª entrevista Bud Powell descreve Al Haig como sua idéia de um pianista perfeito, refere-se a Art Tatum como seu professor e a Thelonius Monk como seu compositor preferido. As duas entrevistas são ricas em referências a outros músicos.

The Quintet
Dizzy Gillespie (trumpete), Charlie Parker (sax.alto), Bud Powell (piano), Charles Mingus (baixo) e Max Roach (bateria).
15/05/1953, Massey Hall, Toronto, Canadá. Albuns da Debut: “The Quintet - Jazz At Massey Hall, Volumes 1, 2, 3 e 4”. Album da Mythic Sound: “Earl Bud Powell, Vol. 2 - Burning In U.S.A., 53-55”. Album da America: “Charlie Parker - Jazz At Massey Hall”. Album da Prestige: “Various Artists - The Greatest Jazz Concert Ever”. Album da Debut e Fantasy: “The Quintet - Jazz At Massey Hall”.
1. 1.Woody'n You
2. Salt Peanuts
3. Perdido
4. Salt Peanuts (takes 1 e 2)
5. Wee
6. Hot House (takes 1 e 2)
7. A Night In Tunisia
8. All The Things You Are
9. 52nd Street Theme
Esse é o histórico “Jazz At Massey Hall” (que ficou rotulado como “The Greatest Jazz Concert Ever”), iniciado com a banda local de Graham Topping, seguindo-se o quinteto Parker/Gillespie com 03 faixas e interrupção para que todos assistissem à luta pelo título mundial de box entre Rocky Marciano e Jersey “Joe” Walcott (Marciano nocauteou Walcott no 1o round). Após a luta e sem Parker o quarteto Gillespie/Bud/Mingus/Roach executou alguns números, a banda de Graham Topping voltou a apresentar-se, depois Parker recompôs o quinteto para mais 02 faixas; finalmente, a banda e o quarteto (Bud Powell não participou) encerraram o espetáculo. No lançamento original do selo DEBUT (do qual Charles Mingus era co-proprietário) Parker foi identificado como “Charlie Chan”. Com todos os percalços ocorridos antes, durante e depois do concerto, trata-se de documento musical obrigatório para qualquer apreciador de JAZZ.

Bud Powell Trio
Bud Powell (piano), George Duvivier (baixo) e Art Taylor (bateria.)
05/10/1956, New York. Album da RCA Victor: “Bud Powell – Strictly Powell”.
1. There’ll Never Be Another You
2. They Didn’t Believe Me
3. Lush Life
4. Over The Rainbow
5. I Cover The Waterfront
6. Time Was
7. Topsy Turvy
8. Elegy
9. Coscrane
10. Jump City
11. Blues For Bessie
12. Lullaby To A Believer
Temos aquí um trio em absoluto estado de perfeição, com Bud dando uma aula de “bebop” no piano, precioso nos acordes e apoiado por um George Duvivier em plena forma; o clássico “There Will Never Be Another You” é uma pérola. Em 11/Fevereiro/1957 (portanto 04 meses depois dessa gravação) o mesmo trio gravou mais 09 faixas: “Salt Peanuts”, “Swedish Pastry”, “Shawnuff”, “”Midway”, “Oblivion”, “Get It”, “Another Dozen”, “She (Shearing)” e “Birdland Blues”. Em 1991 foi lançado no Brasil o CD “Time Was - The Bud Powell Trio”, com o selo “Bluebird”, incluindo essas 09 faixas e excluindo as faixas 3, 4 e 12 de 05/Outubro/1956.

Bud Powell Trio
Bud Powell (piano), George Duvivier (baixo) e Art Taylor (bateria).
14/10 (faixas 2, 3, 4, 6, 8, 11 e 14), 02/12/1957 (faixas 7 e 12) e 30/01/1958 (faixas 1, 5, 9, 10, 13 e 15), New York. Album da Roulette: “Bud Powell - Bud Plays Bird”.
1. Big Foot - versão longa
2. Shaw 'Nuff
3. Buzzy
4. Yardbird Suite
5. Relaxin’ At Camarillo
6. Confirmation
7. Billie's Bounce
8. Ko Ko
9. Barbados
10. Dewy Square
11. Moose The mooch
12. Ornithology
13. Scrapple From The Apple
14. Salt Peanuts
15. Big Foot - versão curta
Lançamento em CD da Roulette (Capitol Records) em 1996, notas bem elaboradas do encarte por Ira Gitler, descrevendo um pouco da trajetória de Bud Powell, inclusive com relação à agressão de policiais em clube noturno da Filadélfia, tratamento de choque em hospitais para doentes mentais e a bebida, conjunto de fatores que o levaram a crises e distúrbios nervosos. O mais impressionante sob o ponto de vista musical nessas gravações é ouvir-se Bud Powell emitir no piano o fraseado de Charlie Parker no alto.

The Three Bosses
Bud Powell (piano), Pierre Michelot (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
(?)/1957, Club St. Germain, Paris, França. Album da Mythic Sound: “Earl Bud Powell, Volume 3 - Cookin' At Saint-Germain, 57-59”.
1. Bud On Bach
2. Yesterdays
3. Be-Bop
A partir de 1957 e até 1962, na França, Bud Powell se apresentará e gravará continuamente em trio e sob esse título - “The Three Bosses”(com Pierre Michelot e Kenny Clarke) - eventualmente com convidado(s): Clark Terry em 1959, Zoot Sims em 1961, Dexter Gordon em 1963 e outros.

Oscar Pettiford Quartet
Coleman Hawkins (sax.tenor nas faixas 6, 7, 8 e 9), Bud Powell (piano), Oscar Pettiford (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
02/04/1960, Essen Jazz Festival, Grugahalle, Essen, Alemanha. Álbum da Black Lion: “Bud Powell - The Complete Essen Jazz Festival Concert”.
1. Shaw Nuff
2. Blues In The Closet
3. Willow Weep For Me
4. John’s Abbey
5. Salt Peanuts
6. All The Things You Are
7. Just You, Just Me
8. Yesterdays
9. Stuffy
Produção de alta qualidade da Black Lion. Espetacular solo de Coleman Hawkins no clássico de Jerome Kern e O.Hammerstein “All The Things You Are” e um trio absolutamente perfeito, tendo como “mestre de cerimônias’ o crítico alemão Joachim Ernst Berendt. As notas do encarte do CD são de Erik Wiedemann. Nesse mesmo festival em 1960, apresentaram-se Helen Merrill, Dave Brubeck em quarteto e a orquestra de Quincy Jones.

The Three Bosses With Zoot Sims
Zoot Sims (sax.tenor), Bud Powell (piano), Pierre Michelot (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
01/1961, Blue Note Cafe, Paris, França. Album da Mythic Sound: “Earl Bud Powell, Volume 5 - Groovin' At The Blue Note, 59-61”.
1. 1.Groovin' High
2. Taking A Chance On Love
3. Blue Bud Blues / 52nd Street Theme

Don Byas - Bud Powell Quintet
Idrees Sulieman (trumpete), Cannonball Adderley (sax.alto), Don Byas (sax.tenor), Bud Powell (piano), Pierre Michelot (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
15/12/1961, Studio Charlot, Paris, França. Album da Columbia: “Don Byas/Bud Powell - A Tribute To Cannonball”.
1. 1.Good Bait
2. Jeannine
3. All The Things You Are
4. Myth
5. Just One Of Those Things
6. Jackie My Little Cat
7. Cherokee
8. I Remember Clifford
9. Jackie My Little Cat (alternate take)
10. Cherokee (alternate take)
No Brasil a Columbia lançou em 1979 LP com o mesmo título e as mesmas faixas acima, tendo notas de capa e contra-capa de Gary Giddins, com tradução e adaptação de Luiz Carlos Antumes, Mestre LULA. O lado “B” desse LP é inciado com o tema de Duke Pearson “Jeannine”, prefixo / sufixo do Programa “JAZZ + JAZZ” de Arlindo Coutinho, colega “Cjubiano”. Nesse tema temos “intro / coda” pela bateria de “Mr. Clock”, Kenny Clarke.

Bud Powell - Francis Paudras Duo
Bud Powell (piano) e Francis Paudras (escovas).
1962 a 1964, Paris, França. Album da Fontana: “Bud Powell At Home - Strictly Confidential”
1. Cherokee
2. My Devotion
3. Idaho
4. Conception
5. All God's Chillun Got Rhythm
6. Strictly Confidential
7. Deep Night
8. Thou Swell
9. Wahoo
10. Ruby, My Dear
11. It Could Happen To You

As gravações de Bud Powell com seu amigo Francis Paudras na residência deste, foram iniciadas em 1961com Bud no piano e vocal, acompanhado por Francis com as “vassourinhas”. Seguiram-se as gravações indicadas anteriormente; depois em 1963 e 1964 (16/Fevereiro, última gravação dos dois) voltaram a gravar.

Bud Powell Trio
Bud Powell (piano), Gilbert Rovere (baixo) e "Kansas" Fields (bateria).
02/1963, Paris, França. Album da Mythic Sound: “Earl Bud Powell, Vol. 6 - Writin' For Duke, 63”. Album da Reprise: “Bud Powell In Paris”; esse mesmo álbum e sem as faixas 10 e de 13 até 20, foi lançado em CD com a chancela da Warner, com produção de Duke Ellington (sim senhor!) e notas do encarte por Leonard Feather. Uma homenagem de altíssima qualidade, por um trio em plena forma no clássico “Satin Doll”, “Indiana” e nas demais faixas.
1. How High The Moon - Ornithology
2. Dear Old Stockholm
3. Body And Soul
4. Jor-Du
5. Reets And I
6. Satin Doll
7. Parisian Thoroughfare
8. I Can't Get Started
9. Little Benny - Crazeology
10. I Got It Bad
11. Indiana
12. Bud's Blue Bossa - B-Flat Blues)
13. Tune For Duke
14. For My Friends
15. Get It Back
16. Free
17. Trapped
18. Perdido
19. Rue De Clichy
20. Tune For Duke (alternate take)

Dizzy Gillespie Quartet And The Double Six Of Paris
Dizzy Gillespie (trumpete), Bud Powell (piano), Pierre Michelot (baixo) e Kenny Clarke (bateria). Double Six Of Paris com Claudine Barge, Jean-Claude Briodin, Christiane Legrand, Eddy Louiss, Mimi Perrin, Robert Smart e Ward Swingle.
08/07/1963, Europasonor Studios, Paris, França. Album da Philips: “Dizzy Gillespie Quartet And The Double Six Of Paris”.
1. One Bass Hit
2. Two Bass Hit
3. Emanon
4. Blue 'N' Boogie
5. The Champ
6. Tin Tin Deo
7. Groovin' High
8. Ow!
9. Hot House
10. Anthropology

Johnny Griffin - Bud Powell Quartet
Johnny Griffin (sax.tenor), Bud Powell (piano), Guy Hayat (baixo) e Jacques Gervais (bateria).
08 a 14/08/1964, Hotel-Restaurant La Belle Escale, Edenville, França. Album da Fontana: “Bud Powell - Hot House”. Albuns da Black Lion: “Bud Powell - Salt Peanuts” e “Bud Powell - The Invisible Cage”. Album Mythic Sound: “Earl Bud Powell, Volume 8 - Holidays In Edenville, 64”.
1. Salt Peanuts
2. Move
3. Bean And The Boys
4. 52nd Street Theme
5. Straight, No Chaser
6. Wee
7. Hot House
8. Body And Soul
9. Wee Dot
10. I Know That You Know
11. Star Eyes
12. There Will Never Be Another You
13. Prelude N 20 Opus, XXVIII, de Chopin
14. Hot House
15. Body And Soul
16. Nice Work If You Can Get It
17. Salt Peanuts
18. If I Loved You
19. Lady Bird
20. Well, You Needn't
21. Crazy Rhythm
22. I Remember Clifford

Bud Powell Solo
Bud Powell (piano).
27/03/1965, Charlie Parker Memorial Concert no Carnegie Hall, New York. Album da Mainstream: “Bud Powell - Ups'n Downs”.
1. 'Round About Midnight
2. No Smokin'
3. I'm Always Chasing Rainbows

Bud Powell Solo
Bud Powell (piano), Scotty Holt (baixo) e Rashied Ali (bateria).
Final de 1965 e 02/01/1966, Town Hall, New York. Álbum da ESP.
1. Tema sem nome em solo
2. Tema sem nome em trio
Aqui temos as derradeiras gravações de Bud Powell, mestre maior do “Bebop” no piano.


A seguir: RETRATOS 05. STAN GETZ

26 junho 2007

HISTÓRIAS DO JAZZ N° 41



“LESTER x HAWKINS “

Essa história realmente não aconteceu, é ficção que escrevi tempos atrás, baseado na longa convivência que mantive durante todos esses anos com grupos de entusiastas pela arte do Jazz. Aproveitei algumas notícias constantes da revista “Jazz Magazine” sobre a atividade de músicos na Europa para dar um cunho de autenticidade ao escrito. Desculpas peço pelo sonoro palavrão que encerra a trama, necessário ao texto que sem ele não teria graça. Outra coisa, o final da história é “mutatus mutandi”, ou seja, se o leitor não concordar com os “presentes” poderá trocá-los a seu bel prazer.

A Guerrinha no Jazz

Cláudio e Edgar eram amigos de infância. Estudaram nos mesmos colégios, jogaram futebol no mesmo time da rua , freqüentaram as mesmas festas e como todos os mortais namoraram as meninas do bairro.
A faculdade os separou. Cláudio cursou arquitetura e Edgar ingressou na A.M.A.N. Continuaram amigos até surgir a primeira divergência propiciada pelo Jazz. Cláudio era admirador incondicional de Lester Young. Tinha muitos Lp’s do saxofonista e analisava minuciosamente o seu estilo de improvisação. Edgar contestava e proclamava alto e bom som que ninguém tocava sax-tenor melhor que Coleman Hawkins. Eram discussões intermináveis a ponto dos amigos chegarem a intervir nas reuniões que promoviam para ouvir Jazz, alegando que estavam perdendo tempo . Cláudio argumentava: “Só quero dizer que a sonoridade de Lester é superior a de Hawkins. Ele não sopra notas inúteis só para exibir técnica. Cada frase dele é construída com apuro, notas bem colocadas realçando as idéias geniais na organização do improviso .”
Edgar contestava : “Lester não tocava muitas notas porque não tinha a técnica de Hawkins. Lester não tem no curriculo um “Body and soul” que se tornou paradigma para qualquer músico de Jazz. Jamais poderia criar um “Picasso”, que Hawkins imortalizou em gravação “”a capela”. “
Cláudio rebatia : “pois é, o “Body and soul" foi tao tocado que hoje dá nojo ouvir. O tal “Picasso” ele tocou “a capela” porque nenhum músico o quiz acompanhar.”
Entre um whisky e outro a discussão reacendia e apesar da intervenção dos amigos acabaram cortando relações.
O tempo passou. Cláudio era um arquiteto de sucesso e Edgar, já capitão, viajara para servir fora do Rio.
Passados alguns anos, os amigos resolveram fazer uma reunião de confraternização às vésperas do Natal. Edgar voltara para o Rio e era a oportunidade de juntar a turma, ouvir um bom Jazz e até organizar um “amigo oculto”. Combinaram que dariam um jeito no sorteio para que Edgar e Cláudio trocassem presentes. Assim fariam as pazes e tudo acabaria bem. Os dois foram informados pelo telefone a quem dariam os presentes e não fizeram objeção.
No dia aprazado a reunião aconteceu com a presença de todos os amigos. Histórias foram recordadas, os jogos de futebol, os bailes, as namoradas e finalmente o Jazz.
Hamilton, que estivera na Europa, relatava com entusiasmo as apresentações que assistira. Sidney Bechet dera um canja no “Le boef sur le toit” que acabou as oito da manhã. Stan Getz tocara com uma seção rítmica dinamarquesa no Olympia e também fez sucesso . Mas, o que mais o impressionara foi a apresentação do trio de Bud Powell no Festival de Berlim. Coleman Hawkins foi o “guest star” do trio e arrasou. Seu “All the things you are” foi aplaudido de pé por uma multidão entusiasmada.
Ouvindo o relato, Cláudio engoliu o resto do whisky, preparou outra dose e sem jeito assimilou a verdadeira elegia a Hawkins feita por Hamilton. Edgar aproveitou a chance e entrou na conversa, afirmando com provocação que “só um surdo não consideraria Hawkins o maior sax-tenor de todos os tempos.” Cláudio ruborizou, engoliu outra dose de whisky e retrucou : “questão de opção; afinal é preferível ser surdo do que ouvir Hawkins.”
A discussão ia recomeçar quando Hamilton, o anfitrião interviu : “amigos, estamos nos revendo depois de tantos anos e o objetivo é justamente confraternizar e esquecer essa discussão boba que não leva a nada. Porisso gostaríamos que vocês se abraçassem e vamos distribuir o “amigo oculto”.
Meio sem jeito os dois se abraçaram e começou a troca de presentes. Por coincidência os embrulhos de Cláudio e Edgar eram idênticos, comprados na mesma loja, invólucros de CD. Os dois abriram os presentes ao mesmo tempo e bradaram em uníssono: FILHO DA PUTA !
Ambos ganharam o CD “Cê” de Caetano Veloso.

24 junho 2007

GILSON PERANZZETTA - QUEM NÃO FOI NÃO SABE O QUE PERDEU !


Foi na sexta-feira ,na Sala Cecilia Meirelles o lançamento do CD de Gilson Peranzzeta "Bandeira do Divino". As onze faixas do disco e mais um bis (Luiza),encantaram a platéia presente pois Gilson realmente tem o dom da criação musical, transformando peças simples como "Domingo no parque" em pequenas obras de arte. Sua criatividade não tem limites e até em momentos embaraçosos como quando o som de um "funk" brotou de um boteco do lado, ultrapassando as paredes do teatro ,
não se perturbou e marcando a batida com o pé esquerdo, disparou três acordes e duas ou tres linhas de improvisação fazendo a platéia vibrar. Uma noite esplendorosa com o capítulo música altamente reverenciado por um de seus mais nobres cultores. Quem não foi não sabe o que perdeu.
llulla

23 junho 2007

DUO KIKO CONTINENTINO E PAULO RUSSO

No final de 2006, foi programado um show para CCJF (Centro Cultural da Justica federal) e para variar, a divulgacao nao foi muito ampla (dificuldades com que o Jazz tem que lutar diournamente), mas mesmo assim, um publico vibrante e atento assistiu um belissimo recital de musica instrumental de altissima qualidade protagonizado pelos musicos Paulo Russo (baixo) e Kiko Continentino(piano).

Este show ja foi apresentado tambem em SP, e depois virou tema de um programa na TV SESC, que passou pela TV em maio ultimo.

Gracas ao you tube, temas do show ja estao disponiveis, e o DUO deve voltar a se apresentar no Rio de Janeiro neste segundo semestre.

Sem mais palavras, vamos ao que interessa, ou seja, musica.....

Ai vai o tema Vestigios




Beto Kessel

22 junho 2007

COLUNA DO LOC


Em destaque, Joshua Redman.
Caderno B, Jornal do Brasil, 22 de junho.
[ clique para ampliar ]

21 junho 2007

JAM SESSION EM LARANJEIRAS

Quando achamos que nao ha luz no fim do tunel, surgem opcoes para se ouvir musica instrumental no Rio de Janeiro.

Depois do lancamento (nesta noite) do Projeto pilotado pelo Victor Biglione, que acompanhado de Sergio Barroso ao baixo e Andre Tandeta, estara se apresentando no Hipica Bossa Jazz, conforme ja divulgado neste blog, agora teremos outra iniciativa, desta vez em Laranjeiras, bairro que ja teve no inicio dos ano 80 o famoso O Viro da Ipiranga, onde se apresentaram Nilson Matta, Romero Lubambo, Idriss Boudrioua, Helio Delmiro, Paulo Russo, Mauro Senise, etc...

Na proxima terca feira (26.06.2007), ocorrera uma Jam Session no HIDEWAY com o grupo Foco, que tem os seguintes musicos

MARCELO MARTINS sax tenor
JOÃO CASTILHO guitarra
ANDRÉ RODRIGUES contrabaixo
RENATO “MASSA” CALMON bateria

Como convidados especiais estarao presentes:

ANDRÉ NEIVA baixo elétrico
ANDRÉ TANDETA bateria
AUGUSTO MATTOSO contrabaixo
CAIO MARCIO violão
CLAUDIO INFANTE bateria
IDRISS BOUDRIOUA sax
ITAMAR ASSIERE teclado
MAURO SENISE sax
MINGO ARAÚJO percussão
PAULO RUSSO contrabaixo
PASCOAL MEIRELLES bateria
TONY BOTELHO contrabaixo
VITTOR SANTOS trombone

O couvert artistico e de R$ 10,00

O horario: 20h

O Hideway fica na Rua das Laranjeiras 308(em frente à revendedora Distac)

Com esta constelacao, acho que o brilho da noite esta garantido.

Beto Kessel

20 junho 2007

DO OUTRO LADO DO JAZZ # 18 - O JAZZ VAI À GUERRA (parte II)

Durante o período de 1939 a 1945 o mundo esteve em guerra e justamente ao início do conflito a Era das Big Bands já estava em seu auge, também conhecida como a Era Swing. Existiam excelentes bandas lideradas por Count Basie, Benny Goodman, Artie Shaw, Glenn Miller, Tommy Dorsey, Duke Ellington e muitos outros, isto nos EUA, mas na Inglaterra e Canadá algumas bandas também já se destacavam. Alguns grupos começaram a se desintegrar com a convocação dos músicos para o alistamento nas forças aliadas, contudo houve um consenso de que formações de músicos, agora militares, poderiam ser criadas de forma a entreter os acampamentos e bases militares.
A primeira banda militar formada com este objetivo foi a Royal Air Force Dance Orchestra, naturalmente inglesa, em março de 1940, mais conhecida como The Squadronaires que durante quase 6 anos se apresentou em shows e emissoras de rádio. Ainda em 1940 outro grupo foi formado - Number One Balloon Centre Band melhor conhecida como Skyrockets.
Os EUA entraram na guerra a 7 de dezembro de 1941 após o ataque japonês à base de Pearl Harbor no Pacífico. Um dos primeiros líderes de músicos militares foi Artie Shaw e em abril de 1942 criava a Naval Reserve Band 501 indo atuar no Pacífico e logo a seguir em setembro foi a vez de Glenn Miller formar sua magnífica — 718th Army Air Forces Orchestra. Em 11 de novembro de 1943 Artie Shaw e seu grupo retornou aos EUA e Shaw devido a distúrbios nervosos acabou sendo substituído pelo saxofonista Sam Donahue passando o grupo a se chamar US Navy Rangers Band.
Muitas bandas então passaram a ser criadas e muitos shows foram efetivados no teatro de operações tanto do Atlântico, norte da África, quanto do Pacífico, na verdade mais de 300 grupos de grandes bandas ou de apenas combos foram formados e podemos listar algumas das bandas mais representativas:
Fleet Marine Force Orchestra – banda dixieland liderada pelo tenente Bob Crosby irmão do cantor Bing Crosby que também atuou em muitos shows, gravações de V-Discs e programas de rádio de 1943 a 1946.
Canadian Band of the AEF – liderada pelo capitão Robert Farnon atuando na série de programas da AEF (Allied Expeditionary Forces) titulada The Canadian Show de julho de 1944 a dezembro de 45.
Manhattan Beach Coast Guard Band – formada em 1942 pelo Chief Musician Norbert O'Conner com 35 elementos dentre eles Edward Doc Goldberg baixista de Glenn Miller e o baterista Shelly Manne. Produziram dentre outros programas a série de V-Discs - Music for Marching Men, foi dissolvida em 1945.
Royal Army Ordnance Corps Dance Orchestra – formada em 1941 por Eric Robinson atuou principalmente nos broadcasts da BBC em Londres com o programa Music While You Work, também conhecida como The Blue Rockets.
The Royal Navy Swing Octet também chamado de The Blue Mariners – formado em 1942 pelo pianista George Crow atuando em toda a Inglaterra e na BBC até 1945.
US Navy Band – liderada por Claude Thornhill de out/1942 a set/1945 inicialmente pertencendo a Naval Reserve Band 501 de Shaw e depois formou seu próprio grupo estacionado em Pearl Harbor.
US Coast Guard Band – com 20 músicos e liderada pelo tenente Rudy Vallee estacionada no 11th Naval Distritic Coast Guard Training Center em Alameda, Califórnia fizeram muitas gravações na RCA Victor para promoções de bonus de guerra e para filmes da 20th Century Fox e Warner Brothers.
The Royal Marines Commando Training Unit Dance Band - também conhecida e bem mais fácil como The Marineers atuaram de 1944 a 45 com 14 integrantes liderados pelo trompetista Edmund Ross.
Eighth Air Force Dance Bands – atuou por toda a Inglaterra de 1942 a 45 em bailes e shows por vezes se subdividindo em pequenos grupos.
The 64th Army Band – liderada pelo capitão Marion Walters de 1942 a 45 em que atuava um dos irmãos de Glenn Miller o trompetista John Herbert Miller.
The US Army Band – uma banda inicialmente com 100 músicos formada em 1942 e que em outubro de 1944 foi oferecida ao Major Glenn Miller pelo Gal. Walter Bedell Smith, mas Miller gentilmente declinou dizendo – " General comigo eles não tocariam seu tipo de música" referia-se a maior dedicação da banda às marchas e dobrados militares. A banda seguiu para o teatro de operações do norte da África sob a direção do Cap. Thomas Darcy. Em 1944 desfilou na libertação de Paris e encerrou suas atividades em 1945.
Meridith Willson and the Armed Forces Radio Service Orchestra – Willson liderava bandas na costa oeste dos EUA e em 1942 alistou-se como voluntário com a patente de Major formando a banda militar. Willson e sua formação atuou junto ao serviço militar de rádio broadcast produzindo inúmeros programas de shows acompanhando e dirigindo grandes nomes como o guitarrista Les Paul, Frank Sinatra, Bing Crosby, Dinah Shore e outros...
Winged Victory Show – espetáculo montado por Moss Hart contando com orquestra de 47 soldados dirigidos pelo sargento Joe Bushkin pianista de Tommy Dorsey e mais tarde de Frank Sinatra, incluindo o baixista Harry Goodman, trompete de Steve Lipkins, o clarinete de Steve Aaronson e muitos outros... Além dos shows gravaram vários V-Discs.
Para ilustrar podemos ouvir um trecho do programa THE WAR BEGINS pela Dakota South Radio-USA apresentando Keep 'Em Flying (Bill Coleman) - The Gene Krupa & his Orchestra destacando-se Roy Eldridge e o vocalista Johnny Desmond.
RETRATOS
04. BUD POWELL (B)
Início da Discografia Resumida

Bud Powell (27/Setembro/1924 a 31/Julho/1966) possui discografia extensa, mesmo com curta carreira de atuação em estúdios, temporadas, festivais e excursões, iniciada com 19 anos em Janeiro/1944 - sexteto liderado pelo trumpetista Cootie Williams - e interrompida em Janeiro/1966 com 41 anos: nossos apontamentos contabilizam 857 registros gravados nesse período. Nos 05 últimos meses de vida e em função das ocorrências que precederam seu falecimento, Bud Powell esteve afastado das atividades de músico.

A prática totalidade de suas gravações possui formação, data e local perfeitamente identificados, mas há algumas raras em que não há precisão quanto à data, ao local e/ou à constituição do grupo integrante da gravação.

Definitiva e determinantemente Bud Powell foi “O” pianista do “Bebop” e considerando a alta qualidade da maior parte dos registros com sua participação, em estúdio ou ao vivo e principalmente até 1960, é extremamente arriscada e pessoal a aventura de “selecionar o melhor” desse músico que serviu de modelo para tantos e tantos outros. Por esse motivo a discografia resumida de Bud Powell que será apresentada nesse “RETRATO” deverá contar com a indulgência de nossos prezados colegas Cjubianos, sendo certo que quaisquer consultas que façam em seus comentários será devidamente respondida com maiores detalhes.

Todos nos lembramos com carinho de Charles Melvin “Cootie” Williams (24/Julho/1908 a 14/Setembro/1985) como 1º trumpetista da banda de Duke Ellington, para a qual entrou em Janeiro/1929 substituindo Bubber Miley. Mas Cootie Williams também desenvolveu primoroso trabalho à frente de sua própria “big band”, revelando talentos que mais tarde trilharam caminhos próprios; Bud Powell foi o mais destacado desses talentos e, segundo o ótimo trabalho de Bruno Schiozzi para a revista italiana “Música Jazz” (16 páginas, Fevereiro /1995), após escutá-lo no final de 1943 com 19 anos imediatamente o contratou, declarando anos depois para a “Down Beat” - “Bud Powell já era um gênio quando o contratei”.

E é com o sexteto de Cootie Williams que está registrada a primeira participação de Bud Powell na cera, em 04/01/1944, New York; e que sexteto: Cootie Williams (trumpete), Eddie "Cleanhead" Vinson (sax.alto), Eddie 'Lockjaw' Davis (sax.tenor), Bud Powell (piano), Norman Keenan (baixo) e Sylvester "Vess" Payne (bateria) ! ! ! . . .

Esse mesmo trabalho de Bruno Schiozzi para a “Música Jazz” é acompanhado por magnífico CD com 19 faixas (63’12”) de Cootie Williams, das quais 02 com Bud Powell: o clássico de Thelonius Monk / Cootie Williams “’Round Midnight” em 22/Agosto/1944 e “Sweet Lorraine” (com solo de Bud Powell em 06/Janeiro/1944).

Cootie Williams Sextet
Cootie Williams (trumpete), Eddie "Cleanhead" Vinson (sax.alto), Eddie 'Lockjaw' Davis (sax.tenor), Bud Powell (piano), Norman Keenan (baixo) e Sylvester "Vess" Payne (bateria).
04 e 06/01/1944, New York. Albuns da Hit: “Cootie Williams - You Talk A Little Trash With Floogie Boo” e “Cootie Williams - I Don't Know With Gotta Do Some War Work, Baby”. Album da Storyville: “Cootie Williams And His Orchestra”. Album da Phoenix: “Cootie Williams Sextet And Orchestra”. Album da Royale: “Cootie Williams - Sweet Lorraine With Now I Know”.
1. You Talk A Little Trash
2. Floogie Boo (Sweet Lorraine)
3. I Don't Know (Now I Know)
4. Gotta Do Some War Work, Baby
5. My Old Flame
6. Sweet Lorraine
7. Echoes Of Harlem
8. Honeysuckle Rose
Essa foi a primeira participação de Bud Powell em gravações.

Cootie Williams And His Orchestra
Cootie Williams, Harold "Money" Johnson, Ermit V. Perry e George Treadwell (trumpetes), Ed Burke, Bob Horton e George Stevenson (trombones), Charles Holmes e Eddie "Cleanhead" Vinson (saxes.alto), Eddie 'Lockjaw' Davis e Lee Pope (saxes.tenor), Eddie DeVerteuil (sax.barítono), Bud Powell (piano), Norman Keenan (baixo), Sylvester "Vess" Payne (bateria) e Pearl Bailey (vocal em 1 e 2).
06/01/1944, New York. Albuns da Hit: “Cootie Williams - Now I Know With Tess's Torch Song” e “Cootie Williams - Cherry Red Blues With Things Ain't What They Used To Be”. Album da Storyville: “Cootie Williams And His Orchestra”. Album da Phoenix: “Cootie Williams Sextet And Orchestra”.
1. Now I Know
2. Tess's Torch Song (I Had A Man)
3. Cherry Red Blues
4. Things Ain't What They Used To Be

Durante 1944 Bud Powell gravou sempre com as formações de Cootie Williams. Em 1945 sua única gravação foi com o tenorista Frank Socolow, como a seguir.

Frank Socolow's Duke Quintet
Freddie Webster (trumpete), Frank Socolow (sax.tenor), Bud Powell (piano), Leonard Gaskin (baixo) e Irv Kluger (bateria).
02/05/1945, New York. Albuns da Duke: “Frank Socolow - The Man I Love With Reverse The Changes” e “Frank Socolow - September In The Rain”. Album da Xanadu: “Various Artists - Bebop Revisited, Volume 6”.
1. The Man I Love
2. Reverse The Changes
3. Blue Fantasy
4. September In The Rain

Em 1946 Bud gravou em quinteto com Dexter Gordon, seguindo-se os registros com os grupos de Tadd Dameron, de J.J.Johnson, de Kenny Dorham, Sonny Stitt, Kenny Clarke e Fats Navarro.

Sarah Vaughan With Tadd Dameron Orchestra (arranjos de Tad Dameron)
Freddy Webster (trumpete), Hank Ross (clarinete baixo), Leroy Harris (sax.alto), Leo Parker (sax.barítono), Bud Powell (piano), Ted Sturgis (baixo), Kenny Clarke (bateria), Sarah Vaughan (vocal) e seção de cordas.
07/05/1946, New York. Albuns da Musicraft: “Sarah Vaughan - The Early Years "The Divine Sarah", “Various Artists - It's You Or No One”, “Various Artists - Time And Again”, “Various Artists – Tenderly”, “Tadd Dameron - You're Not The Kind With Tadd Dameron/Sarah Vaughan - If You Could See Me Now” e “Tadd Dameron - My Kinda Love With Tadd Dameron/Sarah Vaughan - I Can Make You Love Me”. Album da Everest: “Sarah Vaughan With Tadd Dameron Orchestra”.
1. If You Could See Me Now
2. I Can Make You Love Me
3. You're Not The Kind
4. My Kinda Love
5. My Kinda Love (alternate take)

J.J. Johnson's Beboppers
J.J. Johnson (trombone), Cecil Payne (sax.barítono), Bud Powell (piano), Leonard Gaskin (baixo) e Max Roach (bateria).
26/06/1946, New York. Albuns da Savoy: “J.J. Johnson - Mad Be Bop”, “J.J. Johnson's Jazz Quintets”, “Various Artists - Birth Of The Bop, Volumes 1, 2, 3 e 4”, “J.J. Johnson - New Trends In Jazz, Vol. 11”, “J.J. Johnson - Jay Bird With Teddy Reig - Mr. Dues”, “J.J. Johnson - Coppin' The Bop With Hey Jay Jay” e “J.J. Johnson - Mad Bebop With Sonny Stitt - Seven Up”.
1. Jay Bird
2. Jay Bird (Fly Jay)
3. Coppin' The Bop
4. Hey Jay Jay
5. Mad Bebop

Sonny Stitt Quintet / The Bebop Boys
Kenny Dorham (trumpete), Sonny Stitt (sax.alto), Bud Powell (piano), Al Hall (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
04/09/1946, New York. Albuns da Savoy: “Fats Navarro Memorial - Fats - Bud - Klook - Sonny – Kinney”, “Various Artists - The Bebop Boys”, “Various Artists - The Modern Jazz Piano Album”, “Sonny Stitt”, “Various Artists - Bird - Diz - Bud – Max”, “Sonny Stitt - New Trends In Jazz, Volume 10”, “Various Artists - Bird - Diz - Bud - Max, Volumes 1 e 2”, “Sonny Stitt - Serenade To A Square With Boppin' The Blues”, “The Bebop Boys - Ray's Idea With Good Kick”, “J.J. Johnson - Mad Bebop With Sonny Stitt - Seven Up” e “Serge Chaloff - Gabardine And Serge With Sonny Stitt - Blues In Bebop”.
1. Serenade To A Square
2. Good Kick
3. Seven Up
4. Seven Up (alternate take)
5. Blues In Bebop (Blues A La Bud)
6. Blues In Bebop (alternate take)
7. Diz-Iz

Kenny Clarke And His 52nd Street Boys
Kenny Dorham e Fats Navarro (trumpetes), Sonny Stitt (sax.alto), Ray Abrams (sax.tenor), Eddie DeVerteuil (sax.barítono), Bud Powell (piano), John Collins (guitarra), Al Hall (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
05/09/1946, New York. Albuns da RCA: “Various Artists - Be Bop Revolution” (esse um RCA Bluebird, selo “econômico” da RCA), “Various Artists - The Bebop Era” e “Kenny Clarke – Epistrophy”. Albuns da Swing: “Kenny Clarke - Epistrophy With Oop Bop Sh'bam” e “Kenny Clarke - 52nd Street Theme With Rue Chaptal”.
1. Epistrophy
2. 52nd Street Theme
3. Oop Bop Sh'bam
4. Rue Chaptal (Royal Roost)

Fats Navarro / Gil Fuller's Modernists (arranjos de Gil Fuller)
Kenny Dorham e Fats Navarro (trumpetes), Sonny Stitt (sax.alto), Morris Lane (sax.tenor), Eddie DeVerteuil (sax.barítono), Bud Powell (piano), Al Hall (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
06/09/1946, New York. Albuns da Savoy: “Fats Navarro Memorial - Fats - Bud - Klook - Sonny – Kinney", “Fats Navarro - Fat Girl”, “Various Artists - New Sound In Modern Music”, “Fats Navarro”, “Sonny Stitt”, “Sonny Stitt - New Sound In Modern Music, Volume 1”, “Fats Navarro - New Trends In Jazz, Volumes 5, 8 e 9”, “The Bebop Boys - Boppin' A Riff, Partes 1 & 2”, “The Bebop Boys - Fat Boy, Partes 1 & 2”, “The Bebop Boys - Everything's Cool, Partes 1 & 2”, “ Fats Navarro - Everything's Cool, Partes 1 & 2” e “The Bebop Boys - Webb City, Partes 1 & 2”. Album da Mythic Sound: “Earl Bud Powell, Volume 2 - Burning In U.S.A.”
1. Boppin' A Riff, 1ª e 2ª partes
2. Fat Boy, 1ª e 2ª partes
3. Everything's Cool, 1ª e 2ª partes
4. Webb City, 1ª e 2ª partes
5. Boppin' A Riff, 2ª parte (alternate take)
6. Fat Boy, 1ª parte (alternate take)

Em Janeiro/1947 pela primeira vez Bud Powell grava em seu nome e em trio, formação que seria seu principal reduto; aquí temos Bud já em completa maturidade pianística e com a sua linguagem de primeiro piano do “Bebop”. Em Maio e pela primeira vez grava com Charlie Parker.

Bud Powell Trio
Bud Powell (piano), Curly Russell (baixo) e Max Roach (bateria).
10/01/1947, New York. Albuns da Roost: “The Bud Powell Trio”, “Bud Powell - I'll Remember April With Off Minor”, “Bud Powell - Indiana With Everything Happens To Me”, “Bud Powell - Somebody Loves Me With Bud's Bubble” e “Bud Powell - I Should Care With Nice Work If You Can Get It”.
1. I'll Remember April
2. Indiana
3. Somebody Loves Me
4. I Should Care
5. Bud's Bubble
6. Off Minor
7. Nice Work If You Can Get It
8. Everything Happens To Me

Charlie Parker All Stars
Miles Davis (trumpete), Charlie Parker (sax.alto), Bud Powell (piano), Tommy Potter (baixo) e Max Roach (bateria).
08/05/1947, Estúdios Harry Smith, New York. Albuns da Savoy (todos com Parker na capa): “Charlie Parker – Encores”, “Charlie Parker - The Complete Savoy Studio Sessions”, “The Immortal Charlie Parker”, “Charlie Parker Memorial, Volumes 1 e 2”, “The Genius Of Charlie Parker”, “Charlie Parker - Bird - Master Takes”, “The Charlie Parker Quintet, Volumes 1 e 2”, “Charlie Parker, Volumes 2, 3 e 4”, “Charlie Parker - Donna Lee With Buzzy”, “Charlie Parker - Chasin' The Bird With Miles Davis - Little Willie Leaps”, “Charlie Parker - Bird Gets The Worm With Cheryl”, “Charlie Parker - Donna Lee With Steeplechase”, “Charlie Parker - Chasin' The Bird With Cheryl” e “Charlie Parker - Warming Up A Riff With Buzzy”.
1. Donna Lee
2. Donna Lee (alternate take 1)
3. Donna Lee (alternate take 2)
4. Donna Lee (alternate take 3)
5. Donna Lee (alternate take 4)
6. Chasin' The Bird (take reduzido)
7. Chasin' The Bird (take reduzido)
8. Chasin' The Bird (alternate take 1)
9. Chasin' The Bird (alternate take 2)
10. Cheryl
11. Cheryl (take reduzido)
12. Buzzy
13. Buzzy (alternate take 1)
14. Buzzy (alternate take 2)
15. Buzzy (alternate take 3)
16. Buzzy (alternate take 4)

Em 1948 Bud Powell participou de uma única sessão de gravação, em “all stars”.

All Star Jam Session (apresentação de Leonard Feather)
Benny Harris (trumpete), J.J. Johnson (trombone), Buddy DeFranco (clarinete), Lee Konitz (sax.alto), Budd Johnson (sax.tenor), Cecil Payne (sax.barítono), Bud Powell (piano), Chuck Wayne (guitarra), Nelson Boyd (baixo) e Max Roach (bateria).
19/12/1948, Royal Roost (transmissão pelo rádio), New York. Como já escrito, foi a única gravação de Bud Powell em 1948. Faixas em 03 albuns de 03 selos distintos: Beppo (“Various Artists - Tadd Dameron Big 10 And Royal Roost Jam”), Jung Cat (“Various Artists - The Great Jazz Concerts At The Original Royal Roost”) e Mythic Sound (“Earl Bud Powell, Vol. 1 - Early Years Of A Genius, 44-48”).
1. Jumpin' With Symphony Sid
2. I'll Be Seeing You
3. 52nd Street Theme
4. Ornithology
5. Introduction
6. Perdido
7. Indiana

Durante 1949 Bud praticamente só gravou em trio; as exceções foram sua primeira gravação para a “Blue Note”, com quarteto titulado por Sonny Stitt e um “all stars” no Carnegie Hall.

Bud Powell Trio
Bud Powell (piano), Ray Brown (baixo) e Max Roach (bateria).
Janeiro / Fevereiro de 1949, New York.
1. Tempus Fugit
2. Célia
A partir daquí Bud Powell gravou em diversas outras oportunidades para a VERVE (leia-se “Norman Granz”, o criador dos concertos “Jazz At The Philharmonic” - JATP): 09/02/1950, 01/07/1950, 15/02/1951, 02/06/1954, 04/06/1954, 16/12/1954, 11-12-13/01/1955, 27/04/1955 e 13/09/1956. Todas as 102 faixas gravadas para o selo VERVE nessas datas estão disponíveis no estojo de 05 CD’s “The Complete Bud Powell On Verve”, lançado em 1964. CD1 = 25 faixas, CD2 = 16 faixas, CD3 = 19 faixas, CD4 = 21 faixas e CD5 = 21 faixas. São diversas formações e efetivamente uma bela retrospectiva da obra gravada de Bud Powell. Também no “livreto” de capa dura da VERVE intitulado “The Jazz Scene” encontra-se material fotográfico de Bud Powell e a faixa “Cherokee” (é outro produto da VERVE, com vários músicos).

Bud Powell's Modernists
Fats Navarro (trumpete), Sonny Rollins (sax.tenor), Bud Powell (piano) Tommy Potter (baixo) e Roy Haynes (bateria)
09/08/1949, New York.
1. Bouncing With Bud
2. Bouncing With Bud (alternate take 1)
3. Bouncing With Bud (alternate take 2)
4. Wail
5. Wail (alternate take)
6. Dance Of The Infidels
7. Dance Of The Infidels (alternate take)
8. 52nd Street Theme
9. You Go To My Head
10. Ornithology
11. Ornithology (alternate take)
A partir desta data Bud Powell gravou em outras inúmeras ocasiões para o selo BLUE NOTE (01/05/1951, 14/08/1953, 03/08/1957, 24/08/1958, 29/12/1958 e 23/05/1963), com todas as 72 faixas gravadas para essa etiqueta disponíveis no estojo de 04 CD’s “The Complete Blue Note And Roost Recordingds – Bud Powell”, lançado em 1994: CD1 = 20 faixas, CD2 = 23 faixas, CD3 = 14 faixas e CD4 = 15 faixas. São diversas formações e também preciosa retrospectiva da obra gravada de Bud Powell.
No Brasil foi lançado pela EMI-Odeon com o selo Blue Note o álbum duplo “Bud Powell – Amazing” (“Jazz Classics Twins”), com 24 das 72 faixas gravadas por Bud Powell para a Blue Note. Abrindo-se esse álbum duplo temos a parte central ocupada pelas extensas notas de Leonard Feather, em que ele destaca o “work in progress” dos 03 takes de “Um Poco Loco”, desde a versão incompleta com 3’47” até a 3ª versão com 4’43”.

Em 1950 Bud Powell gravou em trio, voltou a gravar com Charlie Parker e com Sarah Vaughan.

Charlie Parker Quintet
Fats Navarro (trumpete), Charlie Parker (sax.alto), Bud Powell (piano), Curly Russell (baixo) e Art Blakey (bateria).
15 e 16/05/1950, Birdland (transmitido via rádio), New York. Album da Ozone: “Charlie Parker - Fats Navarro - Bud Powell”. Album da Alamac: “Charlie Parker's All Stars 1950”. Album da Columbia: “Charlie Parker - One Night In Birdland”. Também no estojo “BIRD”, Volumes 5 e 7.
1. 52nd Street Theme, I
2. Perdido
3. 'Round About Midnight (incompleto)
4. This Time The Dream's On Me
5. Dizzy Atmosphere
6. A Night In Tunisia
7. Move
8. 52nd Street Theme, II (incompleto)
9. Rifftide = The Street Beat
10. Out Of Nowhere
11. Little Willie Leaps
12. 52nd Street Theme, III
13. Ornithology
14. I'll Remember April
15. 52nd Street Theme, IV

Conclusão da Discografia Resumida em (C).

18 junho 2007

VICTOR BIGLIONE COMANDA TRIBUTO A JOBIM

O guitarrista Victor Biglione apresenta o projeto Quintas de Bom Tom, que ocorrerá quinzenalmente no novo espaço musical HÍPICA BOSSA & JAZZ, na Sociedade Hípica Brasileira no Rio de Janeiro.
O projeto consiste em shows em homenagem ao maestro Tom Jobim, sempre com um convidado especial, acompanhado de um jantar elaborado pela chef Rebecca Lockood, que assumiu em fevereiro o comando da cozinha e da área social do clube.

E na estréia, nesta quinta-feira, dia 21, Biglione receberá o jovem violonista Marcel Powell, filho de Baden, e nas próximas edições em julho o pianista Claudio Daulsberg, no dia 5 e o violinista Nicolas Krassik no dia 17 e em agosto o saxofonista Carlos Malta no dia 2.

Victor Biglione vem debruçando-se sobre a obra de Antônio Carlos Jobim desde a gravação de seu disco Quebra Pedra. Agora, acompanhado pelo contrabaixo de Sérgio Barroso e a bateria de André Tandeta, Victor formou um trio para homenagear o grande maestro, investindo em improvisos modais, novas colorações rítmicas, focalizando os anos 50 e 60 e os áureos tempos do samba- jazz.

O Espaço Hípica Bossa & Jazz
Diante da escassez de casas para se ouvir Jazz e Bossa na Zona Sul do Rio de Janeiro, a revitalização do espaço Hípica Bossa & Jazz surge em ótimo momento. O espaço funciona dentro do Restaurante da Hípica e desde a entrada da chef Rebecca Lockood vem recebendo atrações musicais, aliadas à boa comida e bebida, com preços bastante acessíveis.
Na década de 50, a Hípica foi referência musical na cidade.
Queremos resgatar esse clima da década de 50, onde se podia ouvir música boa, comer bem e encontrar os amigos com conforto e segurança”, comenta Rebecca.

O Local é na Av. Borges de Medeiros 2448. Estacionamento no local !
Tels para reservas : (21) 2156-0155, (21) 8835-7692
O ingresso : R$ 20,00

17 junho 2007

MORRE DURVAL FERREIRA


Durval Ferreira faleceu na tarde deste domingo aos 72 anos no Rio de Janeiro. Estava internado há mais de 1 semana e a causa da morte não foi divulgada.

Durval Ferreira é autor de clássicos como Estamos Aí e Batida Diferente, temas sempre referenciados pelos maiores instrumentistas da nossa música.

15 junho 2007

MUSEU DE CERA # 22 - WOODY HERMAN


Woodrow Charles Thomas Herman nascido a 16 de maio de 1913 em Milwaukee foi de grande significância para o Jazz ao liderar uma série de big bands como clarinetista, executando ainda o saxofone alto com muita influência de Johnny Hodges, o sax- soprano e um espirituoso vocalista.
Woody Herman iniciou ainda criança em espetáculos de vaudeville como "Boy Wonder of the Clarinet" e começou a executar o sax-alto aos 11 anos e aos 15 já se tornava profissional. Suas primeiras experiências foram nas bandas de Myron Stewart, Harry Sosnik, Gus Arnheim e Tom Gerun no Canada Cafe em Chicago quando gravou como crooner da banda em 1928, e então em 1934, juntou-se a Isham Jones Orchestra. Gravou em 1936 algum material com Jones, logo após o veterano bandleader desfez a banda e Herman decidiu formar a sua utilizando aquele núcleo de músicos. De início as gravações apresentavam o bandleader como um vocalista de baladas, mas na parte instrumental focalizava principalmente arranjos para blues e com isso o grupo ficou conhecido como ― The Band That Plays The Blues. Em agosto de 1937 o magazine Downbeat preconizava que a banda de Herman — "era uma das bandas americanas de grande futuro".
Seu tema At The Woodchopper's Ball tornou-se em 1939 seu primeiro grande sucesso. Muitas peças eram reproduzidas pela banda com sentimento dixieland além de contar com a contribuição da vocalista Mary Ann McCall, somando-se a Herman e vários clássicos do jazz tradicional fizeram parte de seu repertório tais como: Jazz Me Blues, Muskrat Ramble, Royal Garden Blues, Weary Blues, Ain´t Misbehavin', Squeeze Me e outros...
Por algum período contou com duas interessantes atrações femininas a vocalista e trompetista Billie Rogers e a vibrafonista Marjorie Hyams.
Em 1943 a banda recebeu o codinome de Herd (first Herd) e mudou seu estilo fortemente influenciado por Duke Ellington incluindo Johnny Hodges e Ben Webster como convidados em algumas gravações e mais Sonny Berman, Pete Candoli, Billy Bauer, Ralph Burns, Davey Tough e Flip Phillips. Os arranjos excitantes partiam de Ralph Burns e Neal Hefti e assim se tornaram clássicos os temas Apple Honey, Caldonia, Northwest Passage, Your Father's Mustache.
Igor Stravinsky impressionado com a orquestra escreveu o Ebony Concerto apresentado pela orquestra em memorável concerto no Carnegie Hall a 25/março/1946. Infelizmente problemas familiares levam Herman a desativar a banda em plena era produtiva em fins de 1946. Contudo foi difícil se manter longe do meio musical e após atuar como disc jockey em meados de 1947 nova orquestra foi montada ― The Second Herd, contando com excelentes músicos como Gene Ammons, Lou Levy, Terry Gibbs, Shelly Manne, os trompetistas Shorty Rogers e Clark Terry e o baixista Oscar Pettiford, dentre outros.
Foi quando adveio o grande sucesso de Four Brothers um original de Jimmy Giuffre no qual sobressaíam-se coletivamente e como solistas os músicos nos sax-tenores: Stan Getz, Zoot Sims e Herbie Steward (este habitualmente no sax-alto) e Serge Chaloff no sax-barítono. Uma formação inusitada até então e que fez enorme sucesso pela justaposição de timbres e sucessão de choruses. Na década de 50 precisamente de 1950 a 56 formou os Third Herd, contando com Conte Candoli, Al Cohn, Dave McKenna, Phil Urso, Don Fagerquist, Carl Fontana, Dick Hafer, Bill Perkins, Nat Pierce, Dick Collins, Richie Kamuca e outros, mais tarde após outra parada esta por motivos financeiros organizou os New Thundering Herd atuando até os anos 80 chegando a comemorar 50 anos como bandleader em 1986, mas veio a falecer em 1987.
Vamos ilustrar o Museu com uma peça clássica composta em 1923 ― Weary Blues com arranjo magnífico de Deane Kincaide. Uma curiosidade é que as gravações de 1937 no total de 8 foram feitas sob o pseudônimo de Wally Hayes and his Orchestra no selo independente do engenheiro de som Wally Heider.
WEARY BLUES (Artie Matthews) – Woody Herman and his Orchestra – Woody Herman (clarinete e líder), Neal Reid (tb), Clarence Willard (tp), Kermit Simmons (tp), Saxie Mansfield (st), Pete Johns (st), Ray Hopfner (sa), Jack Ferrier (sa), Joe Bishop (flugelhorn), Oliver Mathewson (gt), Tommy Lincham (pi), Nick Hupfer (violino), Frankie Carlson (bat) e Walt Yoder (bx).
Gravação original: Wally Heider W-2184 – 23/set/1937
Fonte: Woody Herman And His Orchestra, 1937 - The Formative Years Of The Band That Plays The Blues - Circle Records [CCD-95] – 1986 – USA


COLUNA DO LOC



Em destaque, Fred Hersch.

Caderno B, JB, 15 de junho.

[ clique para ampliar ]

13 junho 2007

RETRATOS
04. BUD POWELL (A)

Earl Rudolph Powell, “Bud” Powell, Pianista, Compositor e Arranjador, nasceu em 27/Setembro/1924 em New York, onde faleceu em 31/Julho/1966.

Sem nenhuma sombra de dúvidas foi um dos mais técnicos, inspirados e influentes pianistas de JAZZ e, definitivamente, o mais legítimo pianista do “Bebop”.

Segundo Thelonius Monk ninguém conseguia tocar como Bud: “too difficult, too quick, incredible !".

Herbie Hancock afirma que Bud Powell é “a fundação sobre a qual se assenta o edifício do JAZZ moderno e depois dele todos tentaram tocar como ele”.

Bud é um gênio”, dizia Charlie Parker.

Max Roach opina que ele “é o mais brilhante que pode ser um gênio, o único gênio da nossa cultura”.

Bud é um gênio genuíno”, afirmou Duke Ellington.

Essa mínima amostra do acervo de reconhecimentos a que faz jus leva Bud Powell, com toda a justiça, a integrar a “galeria da fama” ao lado dos mais importantes músicos de JAZZ de todos os tempos.

Recusando o fácil e com linhas sinuosas que o levam até os limites de Charlie Parker, Bud Powell desenvolveu estilo pessoal na fronteira da ruptura, já que a todo toque propõe ultrapassar seus próprios limites; empregava a mão esquerda insinuando a presença do baixo e da bateria, para que a mão direita tivesse esse apoio abstrato para “pensar”, construir e encadear todas as suas belas idéias em quaisquer andamentos e, particularmente quando em “up.tempo”, numa velocidade que nas primeiras audições não nos permitem captar todas essas idéias. Bud Powell é prazer à primeira audição (como descobrir a beleza dos números complexos em “A+Bi”), mas necessita de aprofundamento, escuta e introspecção para o prazer pleno (como resolver uma integral não-imediata).

Durante os quase 42 anos de vida oscilando entre momentos de lucidez e períodos de loucura, Bud Powell deixou-nos um dos maiores patrimônios musicais para a história do JAZZ. Mesmo encontrando nessa história biografias dolorosas que definem uma não-existência pessoal plena (Joe “King” Oliver, Bix Beiderbecke, Charlie Parker, Art Pepper, Frank Rosolino e tantas outras), é muito difícil encontrar um caminho mais desesperado e trágico que o percorrido por Bud Powell, autêntico artífice da revolução dos anos 40, o “Bebop”, junto a outros poucos protagonistas como Gillespie e Parker; Bud Powell teve um verdadeiro exército de imitadores, que oscilaram entre tentar seguí-lo ou livrar-se de sua influência (comportamentos típicos ante um mestre que cria algo novo e diferente).

Neto de avô guitarrista de “flamenco” em Cuba, filho de pai adepto do “stride piano”, com um irmão trumpetista e violinista (William) e outro estudante de piano (Richie, que mais tarde participou do memorável quinteto de Clifford Brown e com ele faleceu em acidente automobilístico), desde cedo estudou assiduamente piano clássico, com predileção por Mozart (o que se nota em muitos momentos de suas atuações em trio). Interessou-se mais tarde pelo JAZZ impressionado por Art Tatum e James P. Johnson.

Estudou com Elmo Hope e com Thelonius Monk, seu “tutor” musical, amigo e que lhe dedicou os temas “In Walked Bud” e “52nd Street Theme”, que Bud Powell utilizava como seu tema (prefixo / sufixo) e que Thelonius Monk jamais tocou ou gravou.

Tocou na orquestra colegial dirigida por seu irmão William e, durante pouco tempo acompanhou a cantora, trumpetista na linha de Louis Armstrong, bailarina, coreógrafa, arranjadora e “band-leader” Valaida Snow (“A Rainha do Trumpete com seus Jazz Rhythm’s”).

Ingressou na banda de Cootie Williams e, simultaneamente, foi levado por Thelonius Monk (no sótão do clube onde os músicos ensaiavam Bud Powell encontrou Thelonius Monk, também jovem mas com estilo inteiramente diverso do seu e, também e em certa medida, menos favorecido sob o ponto de vista de estudo musical) para a atmosfera e o mundo vanguardista do início dos anos 40, freqüentando os pequenos clubes onde germinou a semente e cresceu a árvore do “Bebop”: Minton’s Playhouse e Clark Monroe’s Uptown House. Com o sexteto de Cootie Williams (co-autor com Thelonius Monk do clássico “Round Midnight”) é que localizamos os primeiros registros fonográficos com a participação de Bud Powell, então com 19 anos, em 04 e 06/Janeiro/1944 e em New York. A última gravação com Cootie Williams foi realizada neste mesmo ano e em sessão de 22/Agosto.

Bud já despontava então em possuir, além de um virtuosismo técnico ímpar e de grande intuição musical, excepcional capacidade de desenvolver idéias geniais sobre os temas que lhe eram propostos ou os de sua própria criação.

Seu jogo criativo com a mão direita chamou a atenção de Dizzy Gillespie e Oscar Pettiford, que tentaram levá-lo no início de 1944 para o “Ônix Club” (Rua 52) com o objetivo de formar um quinteto; Cootie Williams, seu tutor, barrou essa investida.

O ano de 1945 marca Bud Powell por 02 eventos. O primeiro deles foi sua única gravação, em 02/Maio, com o quinteto do tenorista Frank Socolow, enquanto o segundo foi a agressão que o marcaria, psicológica e fisicamente, para o resto da vida: foi golpeado na cabeça com o cassetete de um policial, internado como doente mental em ambiente para tratamento psiquiátrico (eletrochoque) o que, ao invés de recuperá-lo, agravou seu estado; seguidas enxaquecas, dramáticas e intermitentes depressões, que o levavam a alternar momentos de lucidez com fases de pausas silenciosas em que até falar com ele era difícil. Esse problema foi agravado, também, pelo abuso do álcool.

Em 1946 Bud grava com Dexter Gordon em quinteto (29/Janeiro), com Sarah Vaughan e o grupo liderado por Tadd Dameron (com cordas, em 07/Maio), com os quintetos de J.J.Johnson (26/Junho) e de Kenny Dorham (23/Agosto), este passando a ser o quinteto de Sonny Stitt (que grava em 04/Setembro), apenas com a substituição do baterista Wallace Bishop por Kenny Clarke.

Esse quinteto é ampliado para noneto em gravação do dia seguinte (05/Setembro), sob o título de “Kenny Clarke And His 52nd Street Boys” e com a seguinte formação: Kenny Dorham e Fats Navarro (trumpetes), Sonny Stitt (sax.alto), Ray Abrams (sax.tenor), Eddie DeVerteuil (sax.barítono), Bud Powell (piano), John Collins (guitarra), Al Hall (baixo) e Kenny Clarke (bateria), gravando para o selo econômico da RCA, o Bluebird, os temas “Epistrophy”, “52nd Street Theme”, “Oop Bop Sh’bam” e “Roya Roost = Rue Chaptal”; mais “bebop” impossível ! ! !

A última gravação de Bud Powell em 1946 foi realizada no dia seguinte (06/Setembro) com arranjos de Gil Fuller para octeto liderado por Fats Navarro (Fats Navarro / Gil Fuller's Modernists”) e com a mesma formação da véspera substituindo Ray Abrams por Morris Lane e sem a guitarra de John Collins.

Em 1947 Bud Powell gravou pela primeira vez como “líder” em trio: Bud Powell (piano), Curly Russell (baixo) e Max Roach (bateria), 10/Janeiro. Também por primeira vez gravou com Parker: Miles Davis (trumpete), Charlie Parker (sax.alto), Bud Powell (piano), Tommy Potter (baixo) e Max Roach (bateria), 08/Maio nos Estúdios Harry Smith.

A partir de Novembro/1947 e até 1948 Bud Powell voltou a ser internado mais de uma vez (“Creedmoor Psychiatric Center”, Long Island); em 1948 gravou em uma única oportunidade.

Em Janeiro/1949 Bud Powell chega à VERVE (Norman Granz) e em Agosto desse ano à Blue Note; as gravações ao longo do tempo para essas etiquetas, felizmente, foram reunidas em coletâneas disponíveis no mercado em estojos (vide “Discografia Resumida”). Segundo o recém-falecido saxofonista Jackie McLean, se a supervisão adequada e humana dos proprietários da Blue Note, Francis Wolff e Alfred Lion, tivesse ocorrido desde o início da carreira de Bud Powell, ele teria sido uma pessoa inteiramente diferente, em função da grande amizade que por ele nutriam e pelo respeito com que sempre o trataram.

A lista qualitativa do crítico literário Harold Bloom intitulada “Greatest Works Of Twentieth-Century American Art” inclui as gravações para a Blue Note de “Un Poco Loco” e “Parisian Thoroughfare” (ambos os temas da autoria de Bud Powell) nesse rol de preciosidades artísticas.

Um Poco Loco” particularmente e a nosso juízo (secundando as opiniões de Leonard Feather e de Luiz Orlando Carneiro) é uma autêntica jóia musical, que nos enleva a cada audição dos 03 “takes” em ascendência para a Blue Note.

Em 1950 Bud Powell é detido por posse de narcóticos, é internado por 17 meses e submetido a eletrochoques. Após liberado Bud segue gravando e se apresentando alternadamente, conseguindo durante algum tempo ficar longe das drogas e do álcool, para ficar com sua mãe na Pensilvânia em 1953, onde compõe a obra prima “Glass Enclosure”. Há uma versão segundo a qual o gerente do "Birdland" à época, Oscar Goldstein (a quem eram atribuídas ligações com o crime organizado) foi “tutor” legal de Bud Powell e mantinha-o praticamente recluso e, para poder vigiá-lo permanentemente, levou-o a casar-se com Audrey Hill; segundo essa versão foi para essa condição que Bud compôs “Glass Enclosure”.

Em 1953 tem lugar o famoso concerto no Massey Hall (Toronto, Canadá), com o quinteto escolhido por votação: Parker, Gillespie, Bud, Mingus e Max Roach, cujas peripécias podem ser lidas na vide “Discografia Resumida”.

Viajou para a Europa pela primeira vez em 1956 com o grupo auto-intitulado “Birdland 56” (Miles Davis, Lester Young e parte dos componentes do MJQ), com turnês por vários paises, tomando contato com o respeito europeu pela arte e pela cultura negra; ai iniciou-se sua vontade de viver no velho continente, o que somente veio a ocorrer em 1959, para ali permanecer por 05 anos. Nessa ida e permanência sua companheira foi Altevia Edwards (“Buttercup”), que tornou-se sua esposa nos últimos anos de vida, e seu filho Earl Douglas John Powell.

Em Paris, onde se radica, apresenta-se constantemente no clube “Le Chat Qui Péche” e forma com Pierre Michelot ao contrabaixo e Kenny Clarke (Mr Clock) à bateria, o “The Three Bosses”, que marca ponto seguidamente no "Blue Note" parisiense de 1959 a 1962. Esse trio foi formado após a apresentação de 02/Abril/1960 no “Essen Jazz Festival”, Grugahalle, Essen, Alemanha (Coleman Hawkins no sax.tenor, Bud Powell no piano, Oscar Pettiford ao baixo e Kenny Clarke à bateria, conforme “Discografia Resumida"), onde foi calorosamente aplaudido.

Então teve início uma tuberculose pulmonar bilateral, que progressivamente aprofundou seu já delicado estado de saúde, levando-o à internação em hospital para tratamento de 1963 até Junho/1964 (já então apresentava outra vez como quadro permanente a incapacidade de livrar-se do álcool). Todavia teve muito apoio moral e pessoal daquele que se tornou seu amigo, Francis Paudras, “designer”, hospedeiro, acompanhante permanente com quem morou, amante do Jazz e, mais tarde, autor da biografia de Bud Powell (“LA DANSE DES INFIFÈLES”, conforme "Bibliografia" indicada adiante) que, inclusive, o acompanhou no retorno aos Estados Unidos em 1964, com o acordo que após algumas apresentações em sua pátria Bud Powell retornaria a Paris com Francis.

Seu retorno ao “Birdland” de New York foi triunfal, em uma apresentação seguida por 07 minutos de aplausos ininterruptos, mas a doença já não mais o deixou; habitou-se a desaparecer por largos períodos, sendo que uma noite foi encontrado dormindo numa rua do Brooklin, em frente a um hotel e ao lado de vagabundos. A Baronesa Pannonica de Koenigswarter, “Nica” (amiga e benfeitora de muitos músicos e para a qual Thelonius “Sphere” Monk compôs o tema “Pannonica”, assim como Horace Silver criou o “Nica’s Dream”) o convidou para sua residência em New Jersey; Bud fugiu uma noite e perambulou sem rumo até ser encontrado em Greenwich Village. Francis Paudras retornou a Paris sem Bud Powell e comentava com seus amigos que “Bud Powell não sentia mais gosto nem mesmo em tocar”.

Bud Powell participou do “Charlie Parker Memorial Concert” (homenagem aos 10 anos do falecimento de “Bird”) no Carnegie Hall, New York, em 1965, em piano.solo que ficou registrado em disco.

Sua derradeira gravação (Bud Powell ao piano, Scotty Holt no baixo e Rashied Ali à bateria), tem como data 02/Janeiro/1966 no “Town Hall” em New York.

Foi hospitalizado (“Kings County Hospital”, Brooklyn) em 17/Julho/1966 vindo a falecer de pneumonia no dia 31/Julho. A Prefeitura local estimou em 5.000 a quantidade de pessoas que saiu às ruas do Harlem para homenageá-lo, ao passo que tocaram em sua memória Lee Morgan e o professor Barry Harris

FILMOGRAFIA
São poucos os documentários com a presença de Bud Powell mas, felizmente, todos eles com atuações ao vivo. Listamos os 05 (cinco) que nos permitem apreciar a técnica pianística e o “feeling” desse extraordinário mestre do “Bebop”.

01. Cootie Williams And His Orchestra
1944, U.S.A., 10 minutos.
Solos de Bud Powell, Cootie Williams, Sam Taylor e Eddie Vinson em 02 números: “Wild Fire” e “Theme”.

02. Bud Powell - Série “Vintage Jazz Collection”.
1959, Club Saint.Germain, França, 31 minutos.
Bud Powell (piano), Barney Wilen (sax.tenor), Clark Terry (trumpete), Pierre Michelot (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
Temas apresentados: “Crossin’ The Channel”, “No Problem”, “Pie High”, “52th Street Theme”, “Blues In The Closet” e “Miguel’s Party”.
1959, Blue Note (de Paris), França.
Bud Powell (piano), Lucky Thompson (sax.tenor), Jimmy Gourley (guitarra), Pierre Michelot (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
Temas apresentados: “Get Happy”, “John’s Abbey” e “Anthropology”.

03. Stopforbud.
1963, Dinamarca, 12 minutos, direção de J.J.Thorsen, J.Poulsen e A.J.Leth.
Bud Powell (piano), Niels.Henning Ørsted Pedersen (baixo) e baterista não identificável. Apresentação em trio com comentários de Dexter Gordon.

04. Piano Legends - Série “Naipes do Jazz”.
1981, U.S.A., 63 minutos, escrito e dirigido por Burrill Crohn.
Bud Powell em 1962 com acompanhantes não identificados. Apresentação com comentários de Chick Corea.

05. Jazz I Montmartre - Via Internet pelo site “jazzworld”.
(?) ano, 5’21”, Bud Powell (piano), Niels.Henning Ørsted Pedersen (baixo) e Jorn Elniff (bateria). Execução em “up.tempo” do clássico de Parker e Gillespie “Anthropology”, demonstrando a incrível fluência técnica e musical de Bud nesse andamento.

BIBLIOGRAFIA
Extensas são as referências em livros sobre Bud Powell, seja pela sua supremacia musical enquanto pianista do “Bebop”, seja por representar, ao lado de Charlie Parker, Dizzy Gillespie e poucos mais, a origem da revolução dessa forma a partir do início da década de 40 do século passado. Sintetizamos a seguir essas referências, com base no que entendemos como mais qualitativo sobre Bud Powell e restritos aos livros que possuímos.

01. THE NEW EDITION OF THE ENCYCLOPEDIA OF JAZZ (Leonard Feather, 1ª Edição, 1956 / reimpressão de 1960, U.S.A.), THE ENCYCLOPEDIA YEARBOOK OF JAZZ (Leonard Feather & Ira Gitler, 1ª Edição, 1957, Inglaterra), THE ENCYCLOPEDIA OF JAZZ IN THE 60’s (Leonard Feather, 1ª Edição, 1960 / reimpressão de 1976, U.S.A.) e THE ENCYCLOPEDIA OF JAZZ IN THE 70’s (Leonard Feather & Ira Gitler, 1ª Edição, 1976 / reimpressão de 1978, U.S.A.).
Toda a coletânea de Leonard Feather (parte da qual com a colaboração de Ira Gitler), dedica verbetes a Bud Powell, destacando-o como o mestre maior do “Bebop” no piano.

02. A HISTÓRIA DO JAZZ (Barry Ulanov, 1ª Edição no Brasil em 1957, tradução de original americano de 1952), destaca Bud Powell nas páginas 348/349 iniciando seu relato com o fato de Bud Powell “tornar o piano parte integral do bop”.

03. A HISTÓRIA DO JAZZ (Marshall Stearns, 1ª Edição no Brasil em 1964, tradução de original americano de 1962), desfila nas páginas 232/256 um panorama bem vívido do nascimento e do desenvolvimento do “bebop”, com citações sobre Bud Powell.

04. O JAZZ DO RAG AO ROCK (uma infelicidade de tradução para o título) (Joachim E. Berendt, 1ª Edição no Brasil em 1975, tradução de original alemão de 1971), nas páginas 217/218 pontua que “...No jazz moderno a pianística vem de Art Tatum, mas de Bud Powell vem o estilo. Tatum deixou para o Jazz um estandarte pianístico inalcançável, mas Bud criou uma escola.

05. GRAN ENCICLOPEDIA DEL JAZZ (04 volumes da Ed. SARPE, 1ª Edição, 1980, Espanha) dedica as páginas 1189 a 1191 a um bom histórico da vida e da obra de Bud Powell.

06. O PIANO NO JAZZ (Roberto Muggiati, 1ª Edição, 1982, Brasil) tece um retrato de Bud nas páginas de 20 até 23, arrematando com o fato de que “..Raros pianistas fizeram tantos seguidores no Jazz como Bud Powell, nos Estados Unidos e no resto do mundo, e seria pura perda de tempo enumerar todos eles...”.

07. OBRAS PRIMAS DO JAZZ (Luiz Orlando Carneiro, 1ª Edição, 1986, Brasil), relata nas páginas 73/77 as qualidades técnicas e as “obras primas” de Bud, assinalando que “...Bud Powell..... foi quem realizou, de modo admirável, a complexa operação de dotar o piano jazzístico de uma linguagem bop fluente, tão eloqüente como a de Parker no saxofone e a de Dizzy Gillespie no trompete....”.

08. LA DANSE DES INFIFÈLES (Francis Paudras, 1ª Edição, Editora L’Instant, 1986, 409 páginas, Paris França). Prefácio de Bill Evans, texto e fotos (cerca de 1.050) em P&B: Introdução, 56 capítulos (cada um deles com o título de um tema) e Coda. De todos os livros escritos sobre JAZZ este é um dos mais importantes, pelo histórico, pela iconografia, pela paixão do autor pelo JAZZ e pelo que significou na vida de Bud Powell = recuperação enquanto esteve na França, vida nova com sucesso e o respeito do público, preparo e retorno aos U.S.A. É importante assinalar que este livro, por seu material temático e fotográfico, foi a “chave” visual e de roteiro para o filme de Bertrand Tavernier “Por Volta da Meia Noite”, que rendeu a indicação de Dexter Gordon para o Oscar de melhor ator e o Oscar/1986 de trilha sonora para Herbie Hancock.

09. THE MAKING OF JAZZ: A Compreensive History (James Lincoln Collier, 1ª Edição, 1987, U.S.A., reimpressão do original de 1978, Inglaterra), é laudatório sobre a carreira e a influência de Bud Powell enquanto criador de escola, dedicando-lhe as páginas 387/391.

10. OPUS 86 - JAZZ (Andres Francis, 1ª Edição no Brasil em 1987, tradução de original francês de 1982), nas páginas 119/120 comete alguns deslizes biográficos sobre Bud Powell, mas é taxativo quanto ao fato de ser ele o mais imitado dos pianistas de Jazz.

11. THE GREAT JAZZ PIANISTS (Len Lyons, 1ª Edição, 1989, U.S.A.), farta-se de citações de todos os grandes pianistas (assinaladas em 43 páginas) sobre Bud Powell: sua influência, sua carreira, seus métodos

12. JAZZ HOT ENCYCLOPÉDIE - Bebop (Jacques B. Hess, 1ª Edição, 1989, França) é importante pela abordagem “musical” do Bebop e pelas páginas 75/77 sobre Bud Powell, destacando que “....Sa virtuosité, son attaque d’une puissance terrifiante, son drive irrésistible que donne en tempo ultra-rapide l’impression qu’il pourrair jouer encore plus vite sans rien perdre de son aisance, .....”.

13. OS GRANDES CRIADORES DO JAZZ (Gérald Arnaud & Jacques Chesnel, 1ª Edição em Portugal em 1989, tradução de original francês de 1985), classifica Bud na página 47 como o estilista perfeito do piano “be-bop” (.....tinha uma necessidade quase obsessiva de exprimir completa e fielmente as idéias musicais que jorravam de seu cérebro...).

14. LOS 100 MEJORES DISCOS DEL JAZZ (Jorge Garcia, Federico G. Herraiz, Federico Gonzales, Carlos Sampayo, 1ª Edição, 1993, Espanha), destaca Bud Powell como um “Jazz Giant”: “…fue la encarnación absoluta e irrepetible del piano moderno….”. O album “Jazz Giants” é um dos 100 recomendados pelos autores, e com inteira procedência.

15. DICCIONARIO DEL JAZZ (Philippe Carles, André Clergeat & Jean-Louis Comolli, 1ª Edição em espanhol em 1995, tradução de original francês de 1988), contem extenso verbete sobre Bud Powell nas páginas 969/971, incluindo alguma discografia recomendada.

16. OS GRANDES DO JAZZ - 05 volumes + 72 CD’s (Edições del Prado S.A., 1ª Edição mal traduzida para o português em 1996/1997, original da Espanha), traz no 3º volume as páginas 109/120 com alentada biografia e discografia recomendada de Bud. O CD agregado à edição contem 12 faixas com boa qualidade técnica de gravação e ótimo repertório (Tea For Two, Lover Come Back to Me, Um PoCo Loco, Glass Enclosure etc etc).

17. A CENTURY OF JAZZ - A Hundred Years of the Greatest Music Ever Made (Roy Carr, 1ª Edição, 1997, Inglaterra), é uma edição de luxo que nas páginas 58/81 aborda o “Bebop”, evidentemente com destaque para Bud Powell, Parker e Gillespie.

18. GLOSSÁRIO DO JAZZ (Mário Jorge Jacques, 1ª Edição, 2005, Brasil), páginas 247/248, encerra o verbete piano sentenciando que “.....Contudo foi no bebop que o PIANO adquiriu total independência quanto ao acompanhamento da mão esquerda atingindo sua apoteose com Bud Powell e Thelonius Monk....”.

Continua em (B) e (C) com a discografia reduzida de Bud Powell.