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BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

23 maio 2007


RETRATOS
03. BILL EVANS (A)

William John Evans, “Bill” Evans, nasceu em 16/Agosto/1929 na cidade de Plainfield, estado de Nova Jersey, sendo o filho mais novo (Harry Evans era o irmão mais velho) de pai de origem galesa e mão descendente de russos. O pai administrava um campo de golfe e Bill era bom atleta, jovem americano padrão, com acentuado humor sarcástico à flor da pele.

Anos mais tarde o pai tornou-se alcoólatra, com largas ausências do lar e, quando faleceu, Bill compôs para ele seu clássico tema “Turn Out The Stars”. O irmão Harry era o seu companheiro, compartilhando o amor pelo esporte, pela música e, lógico, pelas garotas.

Desde garoto acostumou-se a ouvir canções populares do Pais de Gales (o pai cantando em coral) e a música da igreja ortodoxa russa (a mãe cantava em polifonia russa na igreja ortodoxa), demonstrando forte inclinação para a música e os estudos: dos 06 aos 13 anos aprendeu e estudou piano clássico, violino e flauta mas não foi, definitivamente, um amante de praticar escalas. Todavia estudava com afinco as partituras compradas pela mãe e possuía excepcional memória musical, com grande facilidade de leitura à primeira vista: Beethoven, Bach, Chopin, Debussy e Ravel eram seus preferidos.

Aos 12 anos iniciou a caminhada para o JAZZ, tocando piano na banda escolar de seu irmão Harry, onde também tocava Don Elliot; alternando acordes de “Tuxedo Junction” deu seus primeiros passos nessa direção.

“Descobriu” Nat King Cole, Bud Powell, Horace Silver, Lennie Tristano e, mais tarde já em 1949, Lee Konitz e Warne Marsh.

Com todas as influências de seus antecessores pianistas de JAZZ, é em Bud Powell que Bill Evans ancora sua maior origem, conforme entrevista que concedeu em 1964 a Randi Huldn e incorporada ao seu “Prefácio” na magnífica obra de Francis Paudras “La Danse Dês Infidèles” (Editora “L’Instant”, Paris / França, 1986, 408 páginas em preto-e-branco, que serviu de base para o roteiro do filme de Bertrand Tavernier “Por Volta da Meia Noite”, Oscar de trilha sonora para Herbie Hancock):
“De tous ceux que j’amais, de Bird à Stan Getz, em passant par Miles et
beaucoup d’autres dont on ignore que je les ai écoutés, c’est Bud qui m’a
le plus influencé. 27/Novembro/1979. “

Eventualmente substituía o irmão na banda de Buddy Valentino e freqüentava os clubes de New York. Como curiosa coincidência, tal como Bud Powell que chegou a apresentar-se no “Birdland” tocando “Sometimes I’m Happy” em “up-tempo” somente com a mão esquerda (espécie resposta para Art Tatum que afirmava ser ele um mestre apenas com a mão direita), Bill Evans em certa ocasião, com o braço direito imobilizado e em função de contrato com o “Village Vanguard”, apresentou-se tocando apenas com a mão esquerda, o que evidencia seu alto nível de desenvolvimento técnico.

Aos 17 anos ganhou bolsa para estudar música clássica no Southeastern Louisiana College (New Orleans); ali e mesmo repreendido pelos professores por não se exercitar nas escalas, mostrava desenvoltura em Beethoven e demais clássicos. À noite apresentava-se nas boates de New Orleans, onde chegou a tocar com Mundell Lowe e Red Mitchell. Após 04 anos diplomou-se e entrou para a banda do saxofonista Herbie Fields.

Logo fez o serviço militar (Fort Sheridan perto de Chicago) como flautista, período que lhe causou o mesmo desconforto que exercitar-se em escalas; por essa época sua saúde já começava a ser afetada pelas drogas.

A partir de 1954 instalou-se em New York tocando inicialmente na banda do clarinetista Jerry Wald, com o qual registrou sua primeira gravação. Apresentou-se acompanhando Art Farmer, Chet Baker e Lee Konitz. Estudou harmonia e composição na Mannes School Of Music. Tocou em pequenos clubes e no Café Society.

Em 1955 gravou acompanhando a cantora Lucy Reed e gravou com Dick Garcia. Em 1956 gravou em sexteto com George Russell, o que valeu para ambos nesta e em futuras gravações (1957, 1958, 1959 e 1960) e apresentações, estreita afinidade no caminho modal. Nesse mesmo ano atuou e gravou com Tony Scott e com Don Elliot, mas o grande destaque foi sua primeira gravação em piano.solo e em trio (Teddy Kotick e Paul Motian) no álbum da Riverside “New Jazz Conceptions”, onde desfila, entre outras, pérolas como “Easy Living”, “Speak Low”, “Our Delight” e “My Romance” (e porque mais ???!!!...).

Em 1957 e tocando com Charles Mingus despertou a atenção de Miles Davis, com quem viria a gravar em 1958 e em cujo grupo permaneceu durante algum tempo.

Participou em trio do Festival de Jazz de Newport, já então aclamado como ícone da nova geração de pianistas, notadamente na contra.corrente do “free” e outras tendências vigentes.

Aqui fazemos um parênteses para assinalar que Bill Evans em 1957 já era uma realidade pronta, ainda que prosseguisse voando mais alto e longe com seus trios, a partir de 1959 com o jovem Scott LaFaro e Paul Motian e posteriores baixistas e bateristas. Segundo Lee Konitz seu fraseado revelava Art Tatum, Bud Powell e Horace Silver, mas integrando todas essas referências em estilo “concertista” pessoal e muito próprio.

Em suas seguidas temporadas no “Birdland” e no “Village Vanguard”, Bill Evans tocava, analisava e desdobrava os temas testando tonalidades a cada noite. Chegou a licenciar-se por cerca de 01 ano, retornando com estilo ainda mais original, afastando-se do “bebop” e improvisando sobre escalas diatônicas simples. Esse estilo era calcado num romantismo pianístico altamente requintado, combinando harmonias muitas vezes inspiradas nos impressionistas europeus.

Em 1958 ocorreu a passagem decisiva de Bill Evans pelo sexteto de Miles Davis (inclusive com a gravação do álbum “Basic Miles”), que culminou em 1959 com o álbum “Kind Of Blue”, em que Bill e Miles esboçaram os temas poucas horas antes das 02 sessões da gravação, baseados no sistema modal. Para essa gravação e para esse álbum Bill Evans escreveu o reflexivo “Blue In Green”, criou irresistíveis introduções que iriam marcar seus futuros trios, além de escrever as notas de contra-capa que definem perfeitamente o clima e a gravação deste álbum que tornou-se obrigatório para os amantes do JAZZ. Recém-lançado no Brasil (e noticiado aquí no CJUB), o livro “Kind Of Blue” (Ashley Kahn, 1ª Edição, 2007, tradução de original americano de 2000) é uma excelente reconstituição da gravação, ainda que deixe pairar dúvidas sobre os autores dos temas (Miles jamais deu crédito a Evans por autoria, reservando-se os direitos autorais).

Bob Brookmeyer afirmou que Bill Evans conseguiu reunir de forma coesa as linguagens de Parker, Gillespie e Bud Powell, compondo melodias com um certo sentido de Cole Porter e George Gershwin.

Bill tomava uma tonalidade e fazia a voz de base, sem a melodia e com a mão direita buscando os registros altos para criar mais intensidade, tocando com extensões de acordes, enriquecendo as harmonias; usava sistematicamente escalas com preponderância de algumas notas dos acordes, criando novas linhas melódicas. No documentário “The Universal Mind Of Bill Evans – O Processo de Criação” (Raphsody Films, 1991, 44 minutos, produzido por Helen Keane “manager” de Bill Evans e rodado em Baton Rouge, Louisiana, com apresentação de Steve Allen), Bill Evans explica a seu irmão Harry a nova dimensão harmônica do JAZZ: ouvir e aprender sobre modificações e a construir melodias harmonicamente, fixando-se na harmonia para tocá-la sem a música, trocando uma harmonia por outra. Bill Evans tocava JAZZ com total e intensa concentração nas harmonias; compunha temas líricos com originalidade na estrutura harmônica, lembrando seu estudo e interpretação dos clássicos - Brahams, Ravel, Debussy - o que permite entender-se como harmonizava melodias com seus acordes no piano. É comum ouvir-se Bill Evans executar longas linhas melódicas em legato, logo seguidas de “blocos” onde a melodia é apenas e tangencialmente sugerida, para retornar às linhas e/ou ao tema principal

É importante que nos reportemos à produtora de Bill Evans, Helen Keane, credora de especial e relevante crédito quanto às gravações do pianista, responsável maior que foi por fazê-lo gravar quase uma centena de álbuns para os selos Riverside, Fantasy, Verve, Warner e Columbia.

De Dezembro/1959 a Junho/1961 Bill Evans revolucionou o conceito do trio de JAZZ: com Scott LaFaro no baixo (23 anos ao iniciar sua colaboração com Bill) e Paul Motian na bateria, ele abandonou o esquema de acompanhantes para o solista, substituindo-o pelo diálogo entre vozes complementares. Lamentavelmente o jovem LaFaro faleceu em acidente automobilístico em Julho/1961, com apenas 25 anos. Sucederam-se outros baixistas no trio de Bill Evans: Chuck Israels, Gary Peacock, Eddie Gómez e Marc Johnson. Paul Motian permaneceu com Bill até 1964, sucedendo-o outros bateristas: Larry Bunker, Joe Hun, Philly Joe Jones, Marty Morell, Elliot Zigmund e, finalmente, Joe LaBarbera.

Profissionalmente a carreira de Bill Evans seguiu em ascensão e sucesso, principalmente com seu trio: temporadas, excursões e festivais, sempre aclamado pelo público e pela crítica. Mas a vida pessoal foi uma permanente luta contra a dependência das drogas que o haviam aprisionado desde o tempo do serviço militar, devastando-o com a heroína a partir da época de sua colaboração com Miles Davis (este já havia “tirado o macaco das costas”, mas ainda estava cercado por toda uma estrutura de dependentes, usuários e/ou traficantes), de tal forma que aos eventos infelizes com seus parentes e músicos, seguiam-se quedas pessoais que cada vez mais o marcaram.

Ainda assim sua música mantinha-se íntegra, conforme o depoimento de Bob Brookmeyer no documentário “Jazz Collections – Bill Evans” (La Sept Art, França, 1996, 53 minutos): “todos nós o amávamos, sentíamos o desastre crescente, pois ele vivia pedindo dinheiro, seguidamente despejado dos apartamentos, ficava cercado pelos móveis no meio da rua, mas você ia vê-lo tocar à noite e era uma perfeição total, um outro mundo que nada de ruim conseguia atingir.”

Sua composição “Turn Out The Stars”, como já indicado anteriormente, foi dedicada ao pai, falecido em 1965. Bill casou-se pela primeira vez com Elaine, que não podia dar-lhe filhos; então Bill compôs “Waltz For Debby” para sua sobrinha, filha de Harry. Elaine suicidou-se em 1973 e seu irmão beirou a insanidade, sendo internado para mais tarde tornar-se professor de piano.

Bill Evans voltou a casar-se em 1975 (com Nénelle, que era garçonete em uma boate), daí nascendo seu filho Evan, ao qual Bill dedicou a obra prima “Letter To Evan”. As seguidas turnês de Bill levaram o matrimônio à separação e ele sempre viu pouco o filho. No final dos anos 70 Harry faleceu, com nova crise pessoal para Bill Evans.

O último trio de Bill Evans (Marc Johnson no baixo e Joe LaBarbera na bateria) marchou sempre no apogeu: temporadas, excursões, festivais, gravações técnica e artisticamente perfeitas, assinatura de contrato com a etiqueta Warner em 1977, enfim, arte e sucesso.

Bill Evans visitou o Brasil em 03 oportunidades, sendo as seguintes suas apresentações no Rio de Janeiro:
(1ª) 16 e 17/Julho/1973, Teatro Municipal, com Eddie Gomez e Marty Morell;
(2ª) 08/Maio/1976, Concha Acústica da U.E.R.J., com Eddie Gómez e Elliot Zigmund;
(3ª) 29/Setembro e 01/Outubro/1979, Sala Cecília Meirelles, com Marc Johnson e Joe LaBarbera, que o acompanharam até seu final.

O último “chorus” de Bill Evans transcorreu em andamento tão fulminante quanto as drogas que o escravizaram. Apresentou-se em Oslo no final de Agosto/1980 (“Molde International Jazz Festival”, executando com Marc Johnson e Joe LaBarbera um “Days Of Wine And Roses” absolutamente perfeito, tecido com técnica, lirismo, concentração e fluidez impecáveis), retornou aos U.S.A., apresentou-se na televisão com voz calma, firme e muita simpatia, executando “Your Story”, cumpriu temporada de 31/Agosto até 08/Setembro no “Keystone Korner” (São Francisco / Califórnia) para, dias depois tocando em clube noturno em Manhattan, sofrer hemorragia interna e crise de insuficiência hepática; de táxi foi levado às pressas para o “Mont Sinai Hospital”, mas não resistiu e morreu no caminho: 15/Setembro/1980.

A filmografia de Bill Evans ainda que reduzida nos brinda com excelentes momentos de seus desempenhos, principalmente em trio. Assim, temos:

· The Subject Is Jazz, U.S.A., 1958, série para a televisão em 13 módulos de 30 minutos cada um, com Bill Evans no módulo 13 (“The Future Of Jazz”).
· Odds Against Tomorrow, U.S.A., 1959, 96 minutos (longa metragem), direção de Robert Wise, trilha sonora de John Lewis com participação de Bill Evans;
· Kärlek 65 (Love 65), Suécia,1965, 95 minutos, direção de Bo Wideberg, execução de Bill Evans em “Peace Piece” na trilha sonora;
· Signalet, Dinamarca, 1966, 26 minutos, direção de Olé Gammeltoft, Bill Evans na trilha sonora;
· Bill Evans Trio, U.S.A., 1968, 20 minutos, produção para a televisão, execução de “So What”;
· Bill Evans, U.S.A., 1968, 17 minutos, direção de Leland Wyler, gravação de 03 números em clube, um deles com Scott laFaro (“Jade Visions”);
· Jazz is Our Religion, Inglaterra, 1972, 50 minutos, direção da John Henry, participação de Bill Evans em meio a diversos músicos;
· Jazz At Maintenance Shop, U.S.A. (com versão brasileira dentro da série “O Melhor do Jazz”), 1979, 59 minutos, gravação para a televisão de apresentação do trio de Bill Evans em clube de Iowa;
· Jazz Connections - Bill Evans, série da La Sept Art, França, 1996, 53 minutos, percorre de forma concentrada boa parte da biografia de Bill Evans, com excelentes tomadas e fotos de suas infância, juventude e fase adulta, além de interpretações em trio e depoimentos de músicos de JAZZ;
· The Universal Mind Of Bill Evans – O Processo de Criação, Raphsody Films, 1991, 44 minutos, produzido por Helen Keane “manager” de Bill Evans e rodado em Baton Rouge, Louisiana, com apresentação de Steve Allen;
· Piano Legends da série “Naipes do Jazz”, apresentação de Chick Corea, com Bill Evans como um dos destaques por sua introspecção e romantismo em piano.solo;
· Bill Evans Trio - The Oslo Concerts, Sanachie, 70 minutos, Bill Evans em trio, Outubro/1966 no “Oslo Munch Museum” com Eddie Gómez e Alex Riel executando 07 temas e em Agosto/1980 no “Molde International Jazz Festival” com Marc Johnson e Joe LaBarbera executando 04 temas e entrevista de Bill Evans ao final. Sobre o “Molde International Jazz Festival” (Molde, Noruega, 1961 a 1980, organizado pelo “Storyville Jazz Club”), consulte o respectivo verbete no livro de Mario Jorge Jacques (MAJOR), “Glossário do Jazz”, 2005, 1ª Edição.

A bibliografia referente a Bill Evans é extensa, já que a prática totalidade de obras sobre JAZZ se alongam ou, pelo menos, citam-no em verbetes e comentários. Como exemplos entre outras dezenas indicamos os citados a seguir.

· The New Edition Of The Encyclopedia Of Jazz, Leonard Feather, 1ª Edição, 1956(reimpressão de 1960), U.S.A., assim como as edições relativas às décadas de 60 e 70, dedica verbetes a Bill Evans;
· Diccionario Del Jazz, Philippe Carles / André Clergeat / Jean-Louis Comolli, 1965, edição espanhola do Grupo Anya S.A., contempla Bill Evans com extenso verbete, conciso e preciso;
· Gran Enciclopédia Del Jazz, Editora SARPE / Espanha, 1980, contém extenso e bem montado verbete sobre Bill Evans nas páginas 601 a 603;
· The Great Jazz Pianists, Len Lyons, 1983, DaCapo Press, U.S.A., seguramente um dos melhores livros com conteúdo “jazzístico” dos já escritos, tem nas páginas de 218 a 228 alentada entrevista de 1974 com Bill Evans, realizada em quarto de hotel em Monterey com arremate nos estúdios da Fantasy Records em Berkeley; Bill Evans enfatiza que ouve e analisa todo o trabalho de Parker, Gillespie e Getz, suas origens em J.S.Bach e suas atenções e técnica voltadas para a forma, a estrutura e a harmonia, com a melodia subjacente;
· Obras Primas do Jazz, Luiz Orlando Carneiro (prefácio de J.D.Raffaelli), 1986, Jorge Zahar Editor, presta nas páginas 141 a 143 seu tributo “às excepcionais qualidades de intérprete” de Bill Evans;
· JAZZ, John Fordham, 1993, Inglaterra, contem diversas indicações sobre Bill Evans e inclusão do álbum da Milestone “Everybody Digs Bill Evans”, na seção “modal”;
· Los 100 Mejores Discos Del Jazz, Jorge Garcia, Federico G. Herraiz, Federico Gonzáles e Carlos Sampayo, Editora La Máscara, 1993, Espanha, inclui entre os 100 melhores além do “Kind Of Blue” de Miles Davis e do “The Blues And The Abstract True” de Oliver Nelson, ambos com a participação de Bill Evans, 02 albuns com Bill como titular e em trio - “Waltz For Debby” e “Alone (Again)”;
· JAZZ – The Rough Guide, Ian Carr / Digby Fairweather / Brian Priestley, 1995, Inglaterra, editora The Rough Guides, dedica histórico e indicações de gravações de Bill Evans;
· Els 25 Grans Del Jazz, Miguel Jurado, 1996, Editora Pirene e Proa, Barcelona / Espanha (texto em catalão), dedica as páginas de 75 a 79 a um bom histórico sobre Bill Evans (segundo o autor, um dos 25 “grans”);
· Os Grandes do Jazz, Ediciones Del Prado, 1996/1997, Espanha (tradução para o português), apresenta bom histórico sobre Bill Evans nas páginas de 121 a 132 do 5º volume; traz acoplado CD com 11 faixas, 63’28”, que inclui “Autumn Leaves”, “Turn Out The Stars”, “Nardis”, “Emily” e outras, gravadas na turnê européia de 1969 (Itália, Dinamarca, Holanda), com Eddie Gómez e Marty Morell;
· Tributo ao Século XX, 1999, Editora Papel Virtual, 198 páginas e diversos autores, em que Luiz Carlos Antunes, Mestre LULA, sintetiza em 26 páginas um panorama do JAZZ, assinalando na página 185: “Em 1959 surge um pianista que será o mais imitado dos anos seguintes: Bill Evans, laureado por seu fino trabalho no álbum “Kind Of Blue” com o grupo de Miles Davis e por seus primeiros discos em trio”.
· Kind Of Blue, lançado agora em 2007 (tradução de original americano de 2000), Ashley Kahn, é relato importante sobre a produção desse álbum, com evidente destaque para Bill Evans.

Continua em B e C com a discografia reduzida.

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